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Review do filme "Jobs"

21 de agosto de 2013 1

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Para fãs da Apple, é impossível não abrir o sorriso ao ver Steve Jobs com seu vestuário típico, de calça jeans e blusa preta de gola rolê, subindo ao palco para lançar um novo produto. É assim que começa “Jobs”, um filme independente em que Ashton Kutcher visualmente engana bem ao dar vida nas telonas ao visionário cofundador da Apple, que morreu em 2011.

O filme – que estreou na última sexta-feira nos Estados Unidos e chega no Brasil no dia 6 – parte do lançamento do iPod em 2001, o produto que abriria a era de “i” sucessos da Apple. A narrativa então volta aos tempos em que um descalço Steve frequentava o Reed College nos anos 70 e segue até o retorno de Jobs ao comando da Apple nos anos 90.

Só que condensar em duas horas quem era Steve Jobs e a sua importância no setor de tecnologia requer omissões significativas (por exemplo, o que Jobs fez pela própria indústria cinematográfica com a Pixar é relegado no filme) e corre ainda o risco de superficialidade, resultado atingido pelo filme dirigido por Joshua Stern com roteiro de Matt Whiteley. De qualquer forma, quem conhece bem a trajetória de Jobs não terá dificuldade em preencher as lacunas deixadas pelo filme e conectar cenas que parecem jogadas, como que em uma obrigação de registrar que Jobs era adotado, tomava ácido na faculdade e viajou para a Índia após largar a faculdade.

Há pinceladas da personalidade difícil de Jobs, como a inicial recusa em reconhecer a sua primeira filha e a brutalidade em que demite um funcionário, mas o filme não vai fundo em sua representação. De fato, um dos momentos que tão bem definem Steve Jobs – a sua volta por cima na Apple – foi contado assim, superficialmente. Talvez por isso que, embora a cena inicial e depois a final (sem spoilers desta vez) sejam fortes o bastante para tocar usuários de produtos da Apple, saí do cinema com aquela sensação de algo estava faltando para me convencer de uma história que tanto sei a respeito.

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Pouco importa que Steve Wozniak – que fundou a Apple com Jobs – tenha dito ao blog Gizmodo que o filme entretém mas não é bom o bastante para que ele o recomende. É de se entender o ponto de vista de Woz, até porque o filme não o valoriza tanto quanto deveria. De qualquer forma, fãs de tecnologia vão correr o risco de se decepcionar no cinema mesmo assim porque, afinal de contas, tudo sobre Jobs desperta interesse. No meu caso, a ânsia em ver o filme era tanta que troquei uma tarde de sol na praia, em Miami Beach, por uma sessão de cinema na sexta-feira, dia da estreia. Não me arrependi.

O outro filme sobre Jobs

Com a estreia de “Jobs”, a expectativa agora recai em outro filme em desenvolvimento sobre o visionário cofundador da Apple. A obra – ainda sem título e data de lançamento – será produzida por um grande estúdio (Sony) e terá Steve Wozniak como consultor. O roteiro será de Aaron Sorkin, que ganhou o Oscar de roteiro adaptado por A Rede Social, o filme sobre a criação do Facebook.

Eu sou fã do trabalho de Sorkin, o que inclui o filme “Moneyball – O Homem que mudou o jogo” e os seriados “West Wing” e “Newsroom”. Então espero que esse próximo filme sobre o Jobs não seja um balde d’água fria.

>>> Review do filme “O Estagiário”, em que dois quarentões tentam um emprego no Google

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Comentários (1)

  • Fábio diz: 3 de outubro de 2013

    Fui conferir o filme na semana que passou. Acho que perdeste uma tarde de praia!! A caracterização física de Kutcher como Jobs impressiona, e só. A atuação é caricata, forçada, tipo “overacting” mesmo. As lacunas referentes a pedaços importantes da trajetória do cara se contam às dezenas. Não há nem mesmo coerência interna, a filha rejeitada aparece de férias na casa do cara sem mais nem menos, não se fica sabendo como nem quando e em quais circunstâncias oui por quais razões ele passou aceitar a menina. E a parte mais rica da trajetória dele, a “iEra” é mostrada por 30 segundos no começo e só… Como filme, fraquíssimo…

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