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Agora é Alphabet. E você com isso?

13 de agosto de 2015 0

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Meus pitacos na coluna desta semana na ZH impressa:

Lá nos idos de 2008, gravei um vídeo na então sede da Google em São Paulo sobre como chamar a empresa: o Google ou a Google. “O” para o buscador, e “a” para a empresa, explicava um diretor da companhia. Foi essa história de “o” ou “a” que me veio à cabeça com a restruturação anunciada nesta semana pela companhia. O que antes você conhecia como a Google agora se chama Alphabet (alfabeto, em português). Parece confuso, mas nada muda na prática para o usuário.

Em um post no blog oficial da companhia, o CEO Larry Page justifica o novo nome dizendo que alfabeto é um conjunto de letras que representam uma linguagem, o que é uma das maiores inovações da humanidade. É exatamente isso que o Alphabet quer ser: um conjunto de empresas independentes com um pé no mercado de inovação. Liderada pelo indiano Sundar Pichai, a Google será apenas uma dessas empresas, só que mais enxuta, sem tantas distrações e projetos mirabolantes. O que mais importa para você – como buscas, mapas, Gmail, Android, Chrome e YouTube – seguem produtos da Google, que, por sua vez, é uma subsidiária do Alphabet.

Chefiado por Page, o Alphabet incluirá as subsidiárias que respondem por produtos como lentes de contato para detectar diabetes, drones, fibra óptica, termostatos inteligentes, carros que se dirigem sozinhos e fundos de investimento em startups.

No mercado de internet, onde sites e apps vêm e vão na velocidade dos cliques, o segredo é seguir se reinventando sempre. Ou para usar as palavras de Page, “você precisa ser um pouco inquieto para seguir relevante”. Nesse caso, ser inquieto é focar no que sabe fazer de melhor. Parece uma boa estratégia para quem busca ainda mais relevância.

E falando em Google, a rede social do gigante da internet tinha sido o tema da minha coluna da semana passada. Aí está:

Chega a ser irônico que o todo-poderoso da internet Google não emplaca quando o assunto é rede social. É verdade que o Orkut foi um dia o site mais importante da internet brasileira, mas já está morto e enterrado. Lançado em 2011, o Google+ está longe ser uma ameaça ao Facebook, e com as novidades anunciadas pelo Google para a plataforma, as dúvidas sobre o seu futuro são inevitáveis.

Aliás, a impressão é de que nem o Google sabe direito o que fazer com o Plus, já que a estratégia da companhia para o site virou uma novela de idas e vindas. No passado, tentou nos empurrá-lo goela abaixo, forçando o link da rede a outros dos seus serviços, como o YouTube.

Agora, uma nova direção. Em um post em seu blog oficial, a companhia anunciou que pretender deixar o Google+ mais focado, perdendo alguns de seus recursos.

A mudança mais significativa é que você não precisará mais ter um perfil no Google+ para usar outros serviços do Google. Começando pelo YouTube, bastará o Google Account para criar um canal ou comentar no portal de vídeos. Os comentários deixados no YouTube não aparecerão mais no Google+ e vice-versa. A companhia oferecerá ainda a opção de remover o perfil do Google+ da sua página no YouTube. Isso tudo significa que o Google+ caminha para ser algo independente. Só vai usá-lo quem realmente quiser. Resta saber se não é o primeiro passo para que a rede social ganhe o mesmo destino do Orkut.

Ainda sobre a companhia

Duas funcionárias do Google lançaram uma série no YouTube para mostrar os bastidores do trabalho na empresa. Para quem se vira em inglês, vale assistir em tinyurl.com/GoogleNat-Lo.

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