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Posts na categoria "Coluna na ZH - Tecnologia na Cabeça"

Falando em Vale...

17 de maio de 2013 0

Quando o assunto é tecnologia e a palavra "vale" é mencionada, o que logo vem à cabeça é o Vale do Silício, região da Califórnia que é berço de empresas como Apple e Google. Mas sucesso nesse setor significa cruzar antes outro vale: o da morte.

É lá, no meio do caminho, que ficam mais de 85% das tecnologias desenvolvidas mundialmente, segundo a consultoria Frost & Sullivan. Essas tecnologias que não viram um produto comercial acabam falhando, muitas vezes, por falta de visão de empreendedores e investidores no seu verdadeiro potencial, de acordo com a consultoria. Afinal, produtos inovadores são diferentes, e como ganhar dinheiro com isso não é algo tão óbvio assim.

A Frost & Sullivan também alerta que, para tecnologias não ficarem estancadas no "Vale da Morte", muitas vezes é preciso educar o mercado. É algo, aliás, que a Apple sempre faz muito bem. Não foi a primeira a criar um MP3 player, mas foi quem popularizou isso com o iPod. O mesmo se repetiu no mundo dos smartphones com o iPhone e, depois, com o iPad entre tablets.

Para ajudar a economizar a bateria do smartphone

15 de maio de 2013 0

Apps se tornaram uma poderosa jogada de marketing, e já não basta apenas ter um aplicativo específico sobre o próprio produto ou serviço. Da marca de fraldas com app de joguinhos para crianças à farmácia com aplicativo para lembrar mulheres a tomar a pílula, todo mundo ganha: usuários de smartphone contam com mais opções para download gratuito nas app stores, enquanto empresas se mostram antenadas com as necessidades de seus consumidores.

Toco no assunto porque achei bacana a ideia de uma montadora que, para promover um sistema de seus carros para economizar combustível, criou um aplicativo para Android em que a ideia é ajudar o usuário a economizar bateria do telefone. O app avisa sobre os aplicativos que não estão sendo usados mas seguem rodando em segundo plano. Download aqui.

A jogada de marketing é interessante, mas vale lembrar que há varios outros aplicativos gratuitos do tipo. Para Android, há opções como o Easy Battery Saver. Para iPhone, há opções como o Battery Boost Magic (imagem).

*Texto da minha coluna desta semana na ZH impressa

E se você fosse julgado pela sua timeline?

02 de maio de 2013 0

Aplicativos para analisar os dados que você compartilha no Facebook há aos montes, como o Museu do Eu, da Intel, que cria até um exposição virtual com suas informações (www.intel.com/museumofme).

Para chamar a atenção para a causa dos direitos humanos, a Anistia Internacional também criou uma ferramenta que varre a sua conta na rede social para determinar os crimes a que você seria condenado em outros países. É deles o Trial by Timeline (Julgamento pela Timeline, em português). No meu caso, 76 condenações por nove crimes em 48 países. Atos banais como curtir a página de um festival de vinho ou de um seriado chamado Supernatural.

Imagens: reprodução

Faça o teste em www.trialbytimeline.org.nz, mas não esqueça: "Para milhares de pessoas no mundo, essas punições são reais", alerta a Anistia Internacional.

*Texto da minha coluna desta semana na ZH impressa

>>> Você é o que você curte

Óculos da discórdia

01 de maio de 2013 0

Os óculos futuristas Google Glass ainda nem têm data certa para chegar às lojas, mas já são motivo de preocupação de muita gente - de legisladores a ativistas de privacidade. Não tenha dúvida de que se trata de um daqueles produtos que chegam para transformar comportamentos e normas sociais, e em uma proporção ainda maior do que se viu com o lançamento do iPhone pela Apple em 2007.

O maior desafio do Glass, portanto, não é tecnológico, mas social. Se hoje muita gente vacila na etiqueta no uso de smartphones, imagine só um óculos que, sem chamar muito a atenção, pode ser usado para gravar o que se está vendo e transmitir tudinho em tempo real na internet. Por isso o Glass tem tudo para sacudir de vez as barreiras cada vez mais tênues entre público e privado. Esse é o alerta da campanha "Stop the Cyborgs" (Pare os Ciborgues, em português), que chega até a dizer que o Glass "criará um mundo onde privacidade é impossível" e incentiva a criação de áreas banindo o uso do acessório. É deles a imagem estampada a seguir, que pode ser baixada em stopthecyborgs.org.

Para ganhar holofotes, um bar de Seattle saiu na frente em dizer que lá não será possível usar os óculos do Google. De fato, lugares que hoje não permitem a gravação de vídeos, como cinemas, possivelmente também banirão o produto. No estado americano de West Virginia, há inclusive uma proposta de legislação para proibir o uso desse tipo de acessório quando se está dirigindo.

Só seu e de mais ninguém

Outro assunto que está dando o que falar são as regras impostas pelo Google nos termos de uso do Glass. Se os óculos forem vendidos, emprestados ou doados sem autorização da empresa, eles poderão ser desativados, sem direito a reembolso ou garantia.

E quem já usa óculos?

Esse era um assunto que me preocupava, já que uso óculos. A ideia de usar lentes de contato nunca me agradou, mas eu já estava até pensando em pedir uma receita para lentes de contato na minha próxima visita ao oftalmo, afinal, não quero ficar de fora da nova grande revolução tecnológica que se aproxima. Mas a boa notícia é que o Google já avisou que está trabalhando para que próximas versões do Glass sejam compatíveis com armações e lentes conforme receita médica.

iSteve

25 de abril de 2013 0

O tema Steve Jobs costuma provocar um interesse descomunal entre entusiastas por tecnologia, e essa é a justificativa se você quiser gastar 80 minutos assistindo ao filme iSteve. Trata-se de um documentário-sátira sobre o cofundador da Apple que foi lançado na última semana pelo site de humor Funny or Die. Pode ser assistido, em inglês, no endereço www.funnyordie.com/videos/d2e0f617e3/isteve.

Garcia (esq.) e Long (dir.) vivem Woz e Jobs no filme iSteve
Crédito da imagem: reprodução

A produção conta com Justin Long (o Mac dos célebres comerciais “Mac x PC”) no papel de Jobs, e Jorge Garcia (do seriado Lost) como Steve Wozniak, que também cofundou a Apple. Por ser uma paródia, não espere por nenhum tipo precisão nos fatos retratados. Pelo contrário, lá pelas tantas do filme, descobre-se até que Jobs é, na verdade, um robô.

iSteve também não é tão engraçado como promete ser e pode até ser um pouco chato de assistir, mas como é algo relacionado a Jobs, angaria audiência mesmo assim. Já para aqueles que esperam pelo filme jOBS, estrelado por Ashton Kutcher, o lançamento previsto para abril foi adiado, sem ter nova data.

*Texto da minha coluna desta semana no caderno ZH Digital

Confiram também:

Ashton Kutcher está mais para Steve Jobs ou Walden Schmidt?

Já votou no Oscar da internet?

24 de abril de 2013 0

Para quem curte garimpar novidades online, sempre vale a pena dar uma espiada nos indicados ao Webby Awards, a premiação que é considerada o Oscar da internet. Sites, apps, celebridades e campanhas digitais concorrem em dezenas de categorias.

Dá para conferir a lista em winners.webbyawards.com/2013 e, até amanhã, dia 25, votar nos seus preferidos em pv.webbyawards.com. Os vencedores serão anunciados em uma cerimônia em 22 de maio.

Crédito da imagem: reprodução

Você é o que você curte

04 de abril de 2013 1

Gostando ou não, o debate sobre privacidade online é daqueles assuntos que não dá para fugir. E isso vai muito além da preocupação com fotos e comentários comprometedores postados nas redes sociais. O ditado da vez é "diga-me o que curtes, e eu te direi quem és".

Crédito da foto: Karen Bleier, AFP

O alerta é de um estudo de pesquisadores da Universidade de Cambridge e do Microsoft Research, que analisaram dados de 58 mil usuários do Facebook nos Estados Unidos. Eles criaram um algoritmo que usa as curtidas na rede social para criar perfis com a personalidade da pessoa. De acordo com o estudo, esse tipo de dedução se mostrou eficaz para revelar informações pessoais como orientação sexual, visões políticas, idade, inteligência e religião.

A pesquisa sugere ainda que esse tipo de dado "pode abrir novas portas para o estudo em psicologia humana". Aos interessados, dá até para fazer um teste básico no site www.youarewhatyoulike.com (Você é o que você curte, em português).

Um cemitério virtual para serviços do Google

03 de abril de 2013 0

O site da revista Slate mantém um cemitério virtual para serviços aposentados pelo Google. Reader, Buzz, Wave, iGoogle - a lista é grande.

Lá no Google Graveyard, internautas podem depositar flores no túmulo daqueles serviços de que sentem falta. Cheguem aqui para conferir.

A brincadeira serve como alerta, já que o recente lançamento do Google Keep (serviço para lembretes e anotações) até levantou a questão: vale a pena se jogar em um serviço do Google e criar hábitos de uso para depois se ver com a porta fechada na cara? O mimimi ainda é por causa do leitor de RSS Google Reader, um serviço com usuários cativos que teve a aposentadoria marcada para 1º de julho. Aliás, o Reader é de longe a morte mais sentida no Google Graveyard, tendo recebido já mais de 100 mil flores virtuais.

* Texto da coluna Tecnologia na Cabeça desta semana. Crédito da imagem: reprodução

Para criar as suas próprias revistas

02 de abril de 2013 0

Em listas de melhores apps para tablets e smartphones, o Flipboard (flipboard.com) costuma ser figurinha batida. O aplicativo permite ler notícias, blogs e posts em redes sociais como se você estivesse folheando uma revista.

A novidade agora é que você pode criar suas próprias revistas personalizadas. Ao acessar um post, você clica no botão + para adicionar o conteúdo à sua revista, que pode ser compartilhada com outros usuários. Também é possível assinar as publicações criadas por outras pessoas.

O Flipboard também lançou o bookmarklet "Flip it" para browsers, permitindo assim adicionar às suas revistas conteúdos que você encontra navegando na internet. De certo modo, lembra o Pinterest e seus murais, só que no caso do Flipboard são revistas.

O recurso de criação de revistas é parte de uma atualização dos apps para iOS e estará disponível também para Android nas próximas semanas.

Crédito da imagem: reprodução

Qual é mesmo a senha do Wi-Fi?

28 de março de 2013 0

Crédito da imagem: Mandic magiC, reprodução

A cena é comum à medida que mais e mais estabelecimentos públicos passam a oferecer Wi-Fi gratuito: você tem que ficar perguntando a senha. Só que tem apps que poupam esse trabalho.

É o caso do brasileiro Mandic magiC, que informa as senhas de lugares das redondezas que oferecem Wi-Fi gratuito. Está disponível apenas para iOS, mas uma versão para Android está em desenvolvimento. Enquanto isso, há opções como o Free Zone - Free WiFi Scanner.

Vejam também:

Campanha "Só fico em hotel se tiver Wi-Fi grátis"

Será que precisamos de leis tornando Wi-Fi grátis obrigatório em bares e restaurantes?

Pela causa da inclusão digital

27 de março de 2013 0

Berço da internet, os Estados Unidos ainda luta para erradicar a exclusão digital. Um em cinco americanos adultos não usa a internet. O alerta é da ONG Connect2Compete, que lançou uma campanha para incentivar a inclusão digital de americanos.

Crédito da imagem: reprodução

Além de ajudar a encontrar locais que oferecem aulas gratuitas nos Estados Unidos, o site everyoneon.org divulga benefícios de usar a internet (em inglês).

Por incrível que pareça, há quem não tenha interesse em se conectar ou então não veja necessidade nisso. No Brasil, país onde 47% da população nunca acessou a internet, essas são as justificativas de um terço dos excluídos digitalmente, segundo uma pesquisa do Comitê Gestor da Internet.

*Texto da coluna desta semana no ZH Digital

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Quando a internet faz o papel da escola

Campanha incentiva estudantes a terem aulas de programação

Iniciativa alerta para a importância de proteger dados do smartphone e evitar transtornos em casos de perda ou furto do aparelho

A geração C

26 de março de 2013 0

Estamos sempre falando nas gerações Y e Z, que são digitais, mas é a geração C que está mesmo movendo a internet. Que tribo é essa? A classificação ali não é tanto por idade mas sim por seu comportamento online. Trata-se de uma geração definida pela internet e por dispositivos móveis, que consome conteúdo a seu modo. A consultoria Nielsen se refere a eles como uma geração conectada, com pessoas nascidas entre o advento do videocassete e a comercialização da internet.

Ao anunciar na semana passada ter atingido a marca de 1 bilhão de usuários ativos mensais, o YouTube destacou exatamente o papel da geração C no crescimento do site. No portal de vídeos do Google, essa geração é definida por 4Cs: conexão, criação, comunidade e curadoria.

C é a geração das múltiplas telas: dispositivos como smartphone, tablet e computador complementam um ao outro. Assistir a vídeos do YouTube no telinha apertada do telefone virou parte da rotina. Entre membros da geração C, o total de usuários regulares do YouTube em smartphones alcançou o de usuários via computadores em 2012. Segundo o Google, 41% da geração C recorre ao YouTube para passar o tempo quando está esperando por algo ou alguém.

* Texto da coluna desta semana no ZH Digital

Enquanto o iWatch não vem...

12 de março de 2013 0

A expectativa sobre novos produtos da Apple costuma movimentar toda uma indústria de rumores no setor de tecnologia. Então não tem muito como fugir em 2013 do assunto iWatch, o relógio inteligente que a imprensa americana dá como certo que a Apple estaria desenvolvendo.

Embora nenhuma empresa de tecnologia seja tão boa como a Apple em reinventar categorias de produtos, vale lembrar que não se trata do primeiro aparelho do tipo no mercado. Hoje já é possível comprar, inclusive no Brasil, relógios inteligentes que se comunicam via Bluetooth com o telefone.

Crédito da fotos: Josep Lago, AFP

O SmartWatch, da Sony (foto acima), é compatível com smartphones rodando Android. É possível, por exemplo, controlar músicas e ler e-mails na telinha de 1,4 polegadas. O acessório inclusive vibra quando uma nova ligação ou mensagem chega. No Brasil, custa R$ 599.

Outro modelo disponível para brasileiros é o italiano I'm Watch (foto abaixo), que conta com integração com redes sociais e permite atender ligações por viva voz. Compatível com Android e iOS, o aparelho tem preços a partir de R$ 649.

Também chamo a atenção para o Pebble, um projeto que recebeu financiamento via Kickstarter. Tem tela de 1,3 polegadas e é compatível com Android e iPhone. O site do produto diz que o aparelho é à prova d'água, sendo possível trocar de músicas durante o banho. Está em pré-venda por US$ 150.

Entre relógios e óculos

Esqueça rixas como Mac versus PC ou iPhone versus mundo Android. Com a tendência de "wearing computing", em que a ideia é vestir os nossos dispositivos eletrônicos, a nova dicotomia entre entusiastas de tecnologia promete mesmo ser a disputa entre relógios e óculos. A Apple não confirma o desenvolvimento do iWatch, mas o rival Google já prevê o lançamento do Glass para o final do ano.

>>> Confira também: O tênis falante do Google

O que a maioria das escolas não ensina

06 de março de 2013 0

Eu devia ter uns 15 anos quando fiz um programinha em Pascal que mostrava um barco se quebrando, no que era minha interpretação para o naufrágio do Titanic. Algo tosco, mas tenho até hoje na lembrança a imagem do Titanic que criei com linhas de programação lá nos anos 90.

Eu aprendi um programação no colégio. Por isso eu acho linda a proposta da ONG Code.org, que está incentivando estudantes nos Estados Unidos a ter aulas de programação. Aliás, esse é o tipo de campanha que o Brasil também precisa.

Crédito: Code.org, reprodução

A entidade lançou um vídeo chamado "O que a maioria das escolas não ensina", no qual ícones do setor de tecnologia como Bill Gates (Microsoft) e Mark Zuckerberg (Facebook) contam suas primeiras experiências com programação. Até Steve Jobs marca presença, já que é dele uma frase que dá o tom da campanha:

- Todo mundo deveria aprender a programar um computador porque isso ensina a pensar.

A iniciativa também tenta mostrar que programação não é coisa só de nerd. Celebridades de fora de mundo da tecnologia aderiram, como o cantor Will.I.Am, que está aprendendo a programar.

Veja a seguir (clique em CC/Portuguese para legendas em português):

A ONG Code.org defende que programação deveria fazer parte dos currículos escolares ao lado de disciplinas como matemática e biologia. No site da entidade há recursos gratuitos para quem quiser aprender a programar (www.code.org/learn/). Uma das ferramentas indicadas é o Code Academy, que também tem versão em português (www.codecademy.com/pt/).

E já se fala em impressão 4D... O que é isso?

05 de março de 2013 0

Promessa de revolucionar a forma como produzimos quase tudo, a impressão 3D ainda está um pouco distante dos nossos lares. Talvez você ainda nem tenha entendido direito do que se trata essa tecnologia, mas já tem gente falando até em impressão 4D. E prepare-se: no futuro, objetos serão capazes de se adaptar ao ambiente.

Crédito da imagem: MIT, divulgação

No que está sendo chamado de impressão 4D, a ideia é imprimir objetos com a capacidade de mudar de forma ao serem ativados. Em um dos exemplos demostrados por pesquisadores do MIT, um cordão se transforma em um cubo ao entrar em contato com a água. A melhor forma de entender é vendo:

Foi o pesquisador Skylar Tibbits, do MIT, quem apresentou a tecnologia na última semana na conferência TED, na Califórnia.

- É como robótica só que sem fios ou motores - disse à plateia do evento.

>>> Conheçam a impressora 3D gaúcha

A façanha de marcar a arrobinha de estranhos por engano nas redes sociais

01 de março de 2013 0

Volta e meia acontece comigo: alguém me marca no Instagram em fotos que considero um tanto constrangedoras ou diz lá no Twitter que sou fã de um desses cantores venerados por adolescentes. Essas mensagens pipocam no meu telefone, mas a Vanessa Nunes a que essas pessoas se referem são minhas homônimas.

Um exemplo: no que depender desta foto aí ao lado, que menciona meu username no Instagram, sou loira, pirralha chata e amada. Só no Instagram contei outras 18 pessoas que compartilham comigo nome e sobrenome.

Pode até ser uma baita gafe de etiqueta nas redes sociais sair marcando arrobinhas alheias por engano nas mensagens, mas muita gente está nem aí. Então como reagir? Ficar quieto ou responder?

O divertido Tumblr tioique.tumblr.com é sobre isso. "Estranhos usam meu username sem querer no Instagram. Eu vou lá e comento", diz a página, criação do consultor financeiro carioca Henrique Luz, o @henrique no Instagram.

Crédito das imagens: reprodução

- Essas menções por engano me incomodavam. No início, até respondia dizendo que não era eu, mas só recebia desaforos de volta. Então comecei a deixar comentários irônicos como forma de alertar que não era eu mesmo - afirma Henrique.

Quem tem um username com nome de pessoas famosas é ainda mais bombardeado com menções equivocadas. A americana Sarah Wu, que é @sarney no Twitter, chega a deixar estampado em seu perfil, em português, que não é José Sarney.

O que leva as pessoas saírem marcando as outras na redes sociais sem se importar se estão usando o correto nome de usuário, ou incluindo um estranho na mensagem? Para Henrique, isso é sinal de falta de conhecimento da ferramenta.

Mas isso também pode ser preguiça, né? Então fica a dica: na hora de incluir uma arrobinha em uma mensagem, gaste alguns segundos para checar antes se o username mencionado é o da pessoa em questão.

* Texto publicado na minha coluna desta semana na ZH impressa

Leiam também:

Oversharing, estresse tecnológico e etiqueta móvel

O Yahoo! de Marissa Mayer

26 de fevereiro de 2013 0

Texto publicadao na minha coluna desta semana no caderno ZH Digital:

É interessante ver os rumos que o Yahoo! está tomando desde que Marissa Mayer deixou o Google para comandar a empresa, em 2012. Quando a mudança foi anunciada, em julho de 2012, o que se falava a favor de Marissa e que agora está sendo visto na prática é o seu foco em produto, exatamente o que o Yahoo! precisa para voltar a ser um protagonista na internet. Depois de Flickr! e Yahoo! Mail serem repaginados, na semana passada a companhia anunciou um redesign da página principal do Yahoo! (por enquanto, está disponível apenas na versão americana). O que mais chama a atenção é o visual limpo, uma herança dos tempos de Marissa Mayer no Google.

Crédito: reprodução

O redesign também tem uma inspiração importante vinda das redes sociais, com destaque para um feed de notícias infinito como o que se vê no Twitter ou no Facebook. Marissa Mayer quer um Yahoo! mais social e personalizado, por isso a aposta em uma integração com o Facebook para que o usuário receba conteúdo de acordo com o seu perfil e suas amizades.

Ashton Kutcher está mais para Steve Jobs ou Walden Schmidt?

20 de fevereiro de 2013 0

Comento na minha coluna desta semana na ZH impressa que JOBS, a cinebiografia de Steve Jobs que entra em cartaz nos Estados Unidos em 19 de abril, é o filme mais aguardado do ano para quem se interessa por tecnologia. Mas como tudo envolvendo o visionário cofundador da Apple, o filme - que tem Ashton Kutcher (foto) no papel de Jobs - é assunto para frenesi e mimimi.

Crédito: divulgação

O trecho do filme já divulgado (veja a seguir) foi criticado por ninguém menos que Steve Wozniak, que fundou a Apple com Jobs e é considerado o pai do computador pessoal. Ao blog Gizmodo, Woz disse que a cena estava "totalmente errada".

E lembram só a gritaria que foi, no ano passado, quando anunciaram Kutcher para o papel de Jobs? Bem, a semelhança física entre Kutcher e o jovem Steve Jobs é impressionante.

Eu sei que não dá para avaliar um filme a partir de uma única cena, mas tenho que confessar que minha primeiríssima impressão foi de que eu estava vendo Walden Smith, que é o personagem nerd de Kutcher na série "Two and A Half Men". Lá também ele interpreta um excêntrico empreendedor do setor de tecnologia.

Será que só eu fiquei com essa impressão? Pitacos?

Tem até um pedacinho de Porto Alegre no documentário sobre o Pirate Bay

20 de fevereiro de 2013 0

Texto da minha coluna desta semana na ZH impressa:

Parcialmente financiado por internautas e promovido nas mídias sociais, o documentário The Pirate Bay: Away From Keyboard (TPB: AFK) foi lançado gratuitamente na internet no mesmo dia em que estreou no Festival Internacional de Cinema de Berlim. A estratégia faz todo o sentido para um filme que é exatamente sobre um serviço que se tornou um ícone na cultura de compartilhamento de arquivos online: o Pirate Bay.

Em 82 minutos, o documentário acompanha Gottfrid Svartholm, Fredrik Neij e Peter Sunde, então responsáveis pelo site, em uma batalha na justiça sueca contra estúdios de Hollywood. Em 2009, eles foram condenados à prisão e multa milionária por promover pirataria. Naquele mesmo ano, Sunde esteve em Porto Alegre para participar do Fórum Internacional Software Livre, e o filme inclusive tem uma cena rápida gravada na sala de palestrantes do evento, na PUCRS (imagem abaixo):

Crédito da imagens: reprodução

O documentário é falado em sueco, mas, graças ao trabalho de voluntários, já há traduções para outros idiomas, inclusive o português. Minha cena preferida é aquela em que Sunde - no tribunal - rechaça o uso do termo IRL (sigla, em inglês, para "na vida real"):

- Nós preferimos o termo AFW, away from keyboard (longe do teclado, em português), porque acreditamos que o que acontece na internet é real - explica.

No site da produção (tpbafk.tv), o diretor Simon Klose disse que fez o documentário porque não conseguia entender o argumento da indústria do entretenimento de que o compartilhamento de arquivos é uma ameaça à criatividade. O resultado foi um filme bem feito, que toca em um assunto polêmico que ainda exige muita reflexão e, por isso, todo entusiasta de cultura digital deveria assistir (dá para baixar no Pirate Bay ou ver direto no YouTube - logo abaixo, com legendas em português) e passar adiante, afinal, é com esse pedido que o documentário termina: "Por favor compartilhe este filme online", diz a última frase.

Por que usar autenticação dupla

13 de fevereiro de 2013 0

O ataque sofrido pelo Twitter no início do mês, comprometendo senhas de 250 mil usuários, chama a atenção para um problema batido na internet: a vulnerabilidade das senhas. Como precaução, os usuários afetados tiveram que redefinir seus códigos de acesso, e o Twitter está até contratando engenheiros para reforçar a segurança do site.

A torcida agora é para que o serviço passe a oferecer um sistema de verificação em duas etapas, que é uma camada extra de proteção. Funciona assim: além de informar a senha, é preciso entrar com um código que é enviado para o seu telefone. O dado é solicitado sempre que a sua conta for acessada de uma máquina ou local diferente do de costume. Assim, não basta algo que você sabe, é preciso também algo que você tenha.

Crédito da imagem: Google, reprodução

Alguns sites já oferecem esse tipo de proteção. Para serviços do Google, como o Gmail, vá em accounts.google.com/SmsAuthConfig para configurar. No Facebook, vá em Configurações da conta/Segurança e, em seguida, Aprovações de login.

O problema é que senha já é algo suficientemente chato, e usar dupla autenticação deixa a tarefa de acessar a própria conta ainda mais trabalhosa. Embora não seja uma boa solução para quem é um tantinho preguiçoso, dá um pouco de tranquilidade para aqueles usuários que temem ter seus perfis invadidos.

* Texto da minha coluna desta semana no caderno ZH Digital