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Posts na categoria "redes sociais"

Eu não gosto de música, mas adorei o Twitter Music

18 de abril de 2013 0

Estou acostumada com o estranhamento, mas é isso mesmo: eu não escuto música no meu dia a dia. Devo ser uma das raras pessoas no mundo que não têm músicas no computador, no telefone ou na nuvem... Cada um com as suas bizarrices, né?

Mas eu adoro apps, então não podia deixar de dar uma conferida de perto no Twitter Music, lançado nesta quinta-feira inicialmente para iOS na App Store de alguns países (Estados Unidos, Reino Unido, Austrália, Nova Zelândia e Canadá). Além do aplicativo, o serviço pode ser acessado pelo browser, em music.twitter.com. De acordo com o Twitter, o Music deverá ser disponibilizado para Android e mais países no futuro.

O Twitter é um bom termômetro do que está acontecendo no mundo, e o Twitter Music acaba se tornando então uma excelente maneira de saber o que o mundo está ouvindo no momento. Dá para deixar o app em segundo plano, tocando as músicas que estão bombando no Twitter enquanto você faz outras coisas no aparelho. E nem é preciso fazer o login no Twitter para conferir isso.

É possível conectar o Twitter Music com sua conta no Spotify ou no Rdio para as ouvir as músicas inteiras (por padrão, o app toca apenas a prévia da música no iTunes). Feito o login no Twitter, há mais recursos, como conferir as músicas que estão sendo compartilhadas pelas pessoas que você segue. A ferramenta também reúne em um só lugar todos os artistas que você segue, e até sugere artistas com base em quem você segue - no meu caso, como não sigo nenhum músico, o resultado veio vazio (imagem ao lado).

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Embora eu NÃO vá usar o Twitter Music, já que não escuto música, vejo um baita potencial na ferramenta. Obviamente, faz mais sentido para quem é movido por música, adora descobrir artistas novos e está sempre de olho nas músicas que estão sendo tuitadas por seus amigos.

O mais interessante disso tudo é como o Twitter está criando nichos dentro da plataforma e, com isso, se renovando. Eu me refiro também ao Vine, que considero o app mais legal de 2013 até então, e é também um produto do Twitter.

Crédito das imagens: reprodução

Você é o que você curte

04 de abril de 2013 1

Gostando ou não, o debate sobre privacidade online é daqueles assuntos que não dá para fugir. E isso vai muito além da preocupação com fotos e comentários comprometedores postados nas redes sociais. O ditado da vez é "diga-me o que curtes, e eu te direi quem és".

Crédito da foto: Karen Bleier, AFP

O alerta é de um estudo de pesquisadores da Universidade de Cambridge e do Microsoft Research, que analisaram dados de 58 mil usuários do Facebook nos Estados Unidos. Eles criaram um algoritmo que usa as curtidas na rede social para criar perfis com a personalidade da pessoa. De acordo com o estudo, esse tipo de dedução se mostrou eficaz para revelar informações pessoais como orientação sexual, visões políticas, idade, inteligência e religião.

A pesquisa sugere ainda que esse tipo de dado "pode abrir novas portas para o estudo em psicologia humana". Aos interessados, dá até para fazer um teste básico no site www.youarewhatyoulike.com (Você é o que você curte, em português).

De novo, Facebook aposta em organização

08 de março de 2013 0

Vem aí uma grande mudança na forma como você visualiza o conteúdo postado no Facebook. E para melhor!

Para entender, confere o vídeo a seguir, que mostra o novo feed de notícias do Facebook, apresentado nesta quinta-feira. Para ver o vídeo com legendas em português, clique em CC/Portuguese:

É um visual mais limpo e que valoriza o conteúdo publicado na rede social. Mas o que considero o grande destaque é a possibilidade de organizar o feed por assuntos, para visualizar, por exemplo:

- Só as fotos compartilhadas.

- Só os posts dos seus amigos.

- Ou então só as atualizações de  páginas e pessoas que você segue.

Esse é o tipo de coisa que ajuda os usuários a se acharem diante da enxurrada de informação postada na rede social. Até porque, repetindo o que escrevi aqui quando o Facebook lançou a busca social: mais organização significa mais relevância.

O novo visual do News Feed ainda não está disponível para todos os usuários, mas dá para entrar na fila em facebook.com/about/newsfeed.

Veja também:

Por que o Brasil cresce tanto no Facebook?

Como excluir o seu perfil do Facebook

Como fazer o backup de suas redes sociais

01 de fevereiro de 2013 0

Quando se fala em backup, você logo pensa nas fotos armazenadas no seu computador, certo? Mas também é uma boa ideia inverter a lógica, e guardar no seu computador uma cópia do que você tem nas redes sociais. Veja como:

* No Facebook, vá em Configurações da Conta. É lá que fica a opção "Baixe uma cópia dos seus dados do Facebook". O material inclui fotos e vídeos compartilhados por você, publicações de mural, mensagens, os nomes de seus amigos e endereços de e-mail. Há opção ainda de baixar um arquivo expandido, que traz informações sobre seus logins, aplicativos usados, os contatos que você excluiu e até uma lista de tópicos com base nos quais você está recebendo anúncios.

* No Twitter, é preciso estar com a conta em inglês para acessar o recurso. Vá em Configurações para mudar o idioma. Ao salvar a alteração, aparecerá a opção "Request your archive" (Solicite o seu arquivo). O documento será enviado por e-mail para você.

* Para ter no seu computador uma cópia de suas fotos do Instagram, acesse o site instaport.me. Você faz o login no Instagram e pode então definir o que deseja baixar, como todas as suas fotos ou até mesmo as imagens que você curtiu ou as que tenham determinadas hashtags.

*Texto publicado na minha coluna desta semana na ZH impressa

Tuenti, a rede social que não se mixa para o poderio do Facebook

31 de janeiro de 2013 0

Você já ouviu falar em uma rede social chamada Tuenti? Pois saiba que é um dos sites mais populares da Espanha.

A comparação com o Orkut é inevitável no sentido de que também tem o uso concentrado em um país e o desafio de lidar com os avanços do Facebook. Mas enquanto o Orkut - ex-bambambã da internet brasileira - vem perdendo cada vez mais relevância internet tupiniquim, os espanhois seguem mais fiéis ao Tuenti.

Qual o segredo?

Bem, assisti hoje à tarde, via streaming, à palestra de Zaryn Dentzel, fundador e CEO da Tuenti, na Campus Party Brasil (imagem abaixo).

Crédito da imagens: reprodução

Para Dentzel, o importante é manter o foco, o que não significa ficar parado no tempo. Ele lembrou que o ambiente de tecnologia está sempre mudando e que é preciso acompanhar.

- O Orkut ficou preguiçoso. Não investiu em tecnologia e inovação como deveria - afirmou.

Dentzel comentou que, quando o Tuenti foi lançado, em 2006, as pessoas achavam que era loucura lançar mais uma rede social. Para ele, esse papo de que o mercado está saturado não cola muito:

- A disputa [no mercado de redes sociais] ainda não acabou. Está apenas começando.

Confiram outros posts daqui do blog sobre a Campus Party

Dica de vídeo para celebrar o aniversário do Orkut

24 de janeiro de 2013 0

Até comentei sobre o legado do Orkut na internet tupiniquim no meu último post, em que discuto a invasão brasileira no Facebook, mas na hora não me dei conta de que logo hoje o Orkut estava completando nove anos.

Com o avanço do Facebook, o Orkut já não tem mais a importância de outrora. Embora relegado, não dá para esquecer que o Orkut marcou uma era na internet brasileira: foi quem alfabetizou muitos de nós no mundo das redes sociais.

Aproveitando a data, vale assistir ao vídeo "Ainda tô no Orkut". Presta atenção na letra. Dá até uma certa nostalgia.

A propósito, alguém aí ainda usa o Orkut?

Por que o Brasil cresce tanto no Facebook

24 de janeiro de 2013 0

Acabo de me fazer a pergunta: quando foi a última vez que escrevi um post sobre o Orkut? Pois é, faz tempo que aquele que um dia foi o site mais importante da internet tupiniquim não ganha minha atenção aqui no blog, enquanto o Facebook - o bambambã da vez - é assunto frequente.

O irônico é que a explicação para um dos grandes assuntos da semana - o Brasil ter sido o país que mais cresceu no Facebook em 2012 - está no Orkut.

Para quem acompanhou de perto o fenômeno Orkut no Brasil, a invasão da brasileirada no Facebook parece tão natural. É algo que precisa ser analisada em um contexto cultural maior: o brasileiro é ávido por socialização na internet, tanto que havia se adonado do Orkut de uma forma impressionante, a ponto de o serviço hoje ser gerenciado pelo Google no Brasil.

Embora o Orkut tenha perdido importância na internet tupiniquim, a gente não pode esquecer do seu legado: o Orkut moveu durante anos a inclusão digital do brasileiro. É que rede social acaba sendo uma motivação para as pessoas acessarem a internet. Eles querem se comunicar com amigos e parentes. É como se fosse um primeiro passo na internet. Como o Orkut perdeu importância no país, esse papel hoje de alfabetização digital é do Facebook.

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O dado de que o Brasil foi o país que mais cresceu no Facebook no ano passado é de um levantamento do site SocialBakers. O país passou de 35,2 milhões para 64,9 milhões de usuários ao longo de 2012. Ou seja, hoje um terço dos brasileiros está no Facebook, o que faz com que o país só perca no uso da rede social para os Estados Unidos (167 milhões).

Leiam também:

Você não está no Facebook?

Como excluir o seu perfil do Facebook

A importância da nova busca social do Facebook

16 de janeiro de 2013 1

Embora o Facebook seja hoje o centro de nossas vidas digitais, uma pergunta é inevitável: até quando será tão relevante assim?

Volta e meia comento aqui no blog o meu atual desencantamento com as redes sociais. Sou da opinião de que o Facebook virou "paisagem". Não podemos deixar de marcar presença lá, mas qual é mesmo o proveito que estamos tirando disso tudo?

É aí que entra a busca social, a novidade anunciada nesta terça-feira por Mark Zuckerberg:

Crédito da foto: Josh Edelson, AFP

Durante os últimos anos, o Facebook foi acumulando informações sobre a gente e a nossa rede de contatos. Dados, dados e mais dados. Ou vai dizer que você nunca se sentiu sufocado por sua timeline?

Por isso acho a nova busca social algo tão promissor. Ela nos ajudará a ir direto ao ponto, a achar o que realmente importa, como recomendações. Quais os restaurantes mexicanos em Porto Alegre que meus amigos curtem? Quais dos meus amigos se interessam por tecnologia e moram em São Paulo? Quais dos meus colegas de trabalho já foram para Nova York? Que tipo de música meus parentes gostam? Fotos de Paris postadas por meus amigos?

Crédito: Facebook, reprodução

Ou seja, o grande mérito da nova busca social do Facebook é ajudar a organizar o montão de informações disponíveis na rede social. Com isso, o Facebook ganha - veja só - em relevância.

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A busca social ainda não está disponível para todo mundo. Para testá-la, é preciso entrar em uma lista de espera em www.facebook.com/about/graphsearch.

Leiam também:

Como excluir o seu perfil do Facebook

E os 6 bilhões sem Facebook?

Oversharing, estresse tecnológico e etiqueta móvel

Campus Party lançará rede social para geeks

25 de dezembro de 2012 0

Parece uma indiada: dormir em uma barraca dentro de um pavilhão na maior cidade do país. Mas não se você é um campuseiro. Essa é uma das características mais marcantes do evento de tecnologia Campus Party.

Na edição 2013, que será realizada de 28 de janeiro a 3 de fevereiro no Anhembi, em São Paulo, serão 8 mil vagas para campuseiros, sendo 6,5 mil para o camping. Para Mario Teza, diretor geral da Campus Party Brasil, o encontro presencial é um dos fatores que mais motiva a participação no evento.

Só que a Campus Party agora quer reunir seu público durante o ano inteiro também na internet. A sexta edição do evento em São Paulo marcará o lançamento de uma rede social própria, a campuse.ro. Veja só como está ficando:

Crédito: reproduções

Dei uma conferida na versão beta da campuse.ro, disponível para brasileiros que participaram em edições anteriores do evento.

Por enquanto não há muito o que fazer lá, mas quando a campuse.ro for lançada, será possível, por exemplo, organizar debates e workshops pela plataforma. Não é uma rede social para concorrer com serviços como Facebook ou Twitter, mas sim uma aposta no nicho da inovação.

- É uma rede social para ação. O nosso verbo é criar - afirma Teza.

No futuro, a rede social também terá um módulo para negócios, permitindo o recrutamento de talentos e a busca de ideias e soluções voltadas à inovação.

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O blog está promovendo um concurso cultural que distribuirá 10 convites para evento (com vaga no camping).

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E os 6 bilhões sem Facebook?

10 de outubro de 2012 0

Crédito da foto: Ted Aljibe, AFP

Uma rede social com 1 bilhão de usuários ativos - feito atingido pelo Facebook na última quinta-feira - é algo que impressiona, só não dá para esquecer das outras 6 bilhões de pessoas que não estão no Facebook.

Dois terços da população sequer estão incluídos digitalmente. Dados da International Telecommunication Union apontam que o número de internautas no mundo chegava a 2,3 bilhões no final de 2011. É de se levar em conta ainda que o Facebook tem acesso bloqueado em alguns países, inclusive no maior mercado de internet do mundo, a China. Os chineses contam com suas redes sociais próprias, como o Qzone (qzone.qq.com) e o Renren (renren.com).

Entre pessoas conectadas, as redes sociais ganharam o status de centro de suas vidas digitais, ganhando cada vez mais adesão até de crianças. Um indicativo disso vem de um estudo divulgado na semana passada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil: 42% dos internautas brasileiros de 9 e 10 anos já contam com perfil próprio em sites do tipo.

Como o Facebook virou a maior referência no assunto, é como se não estar no Facebook fosse quase como não estar na internet. É exagero, mas quem opta por um "facebookcídio" tem que lidar com uma nova espécie pressão social:

- Geralmente as pessoas estranham. Alguns reclamam porque fica mais difícil entrar em contato comigo. Na prática, o que acontece é que ficam "obrigados" a me mandar um e-mail - relata o desenvolvedor de software André Valenti, 26 anos, que deletou sua conta no Facebook há seis meses.

Valenti tinha aderido ao site em 2011 por insistência de parentes que queriam ficar por dentro das novidades de sua vida. Ficou empolgado no início, mas depois se deu conta de que o Facebook estava consumindo muito de suas horas livres.

Rede sociais são dispersivas, e nem todo mundo tem tempo e a paciência necessária para ficar lidando com notificações chatas ou a enxurrada de informações irrelevantes compartilhadas online. Para muitos internautas que dizem não às redes sociais, outro fator que pesa é a preocupação com privacidade e, portanto, segurança. No caso do Facebook, também há cada vez mais descontentamento de usuários com práticas da rede social, como os recursos que vai empurrando de uma hora para a outra sem avisar, ou como ganha dinheiro às custas do que compartilhamos lá.


Quer saber mais sobre a vida sem Facebook?

A dica do blog é dar uma conferida no projeto 100face.com.br (imagem acima), que reúne cem brasileiros contando a experiência de ficar cem dias sem o Facebook. Pelos relatos, há quem não aguentou sequer duas semanas e teve recaídas...

140,3 bilhões de conexões

04 de outubro de 2012 0

O Facebook levou cerca de seis anos e meio para chegar a meio bilhão de usuários. Dobrou isso em pouco menos de dois anos e dois meses. É um feito impressionante, atingido nesta quinta-feira.

Do total de 1 bilhão de usuários, 600 milhões acessam a rede social de dispositivos móveis.

O Brasil é um dos cinco países que mais povoam o Facebook. Os outros são Estados Unidos, México, Índia e Indonésia.

A média de idade do usuário da rede social é 22 anos.

E mais dados interessantes divulgados pelo Facebook: desde fevereiro de 2009, foram 1,1 trilhão de curtidas. As fotos publicadas chegam a 219 bilhões desde o segundo trimestre de 2005.

O Facebook acumula 140,3 bilhões de conexões de "amizade". Coloco o termo entre aspas para não esquecer de que as redes sociais banalizaram o uso da palavra amizade, e que nem todo contato virtual é de fato do nosso círculo de amizade.

Ah, o Facebook também divulgou este vídeo aí, que passa a mensagem de que talvez o motivo pela qual as pessoas se conectam é que isso as lembra de que elas não estão sozinhas.

Ah, e os outros 6 bilhões que estão de fora do Facebook? Este é o assunto da minha coluna da próxima quarta-feira no ZH Digital.

[Dica de vídeo] O novo MySpace

24 de setembro de 2012 0

Quem aí ainda lembra dele, o MySpace, outrora rede social mais popular do planeta?

Pois o MySpace vai passar para uma BAITA transformação. Embora o foco continue sendo música, a interface da rede social foi completamente redesenhada em algo a la Pinterest. Dá para ter uma prévia neste vídeo aí:

Interessado? Passa em new.myspace.com e informa o e-mail para ser avisado de quando o novo MySpace estiver disponível.

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E falando em MySpace...

O BuzzFeed criou um app que permite levar o visual do (velho) MySpace a sua página no Facebook. Experimentando a brincadeira em myspace.buzzfeed.com fica fácil entender por que o MySpace foi perdendo relevância na internet.

Confiram também:

Você não está no Facebook? O que isso diz sobre você?

A chatice em que as redes sociais se tornaram

A inocência perdida das redes sociais

Como é a amizade entre países no Facebook

10 de setembro de 2012 0

Crédito: Facebook, reprodução

O Facebook lançou um mapa interativo que mostra a amizade entre países na rede social. Usuários do Brasil têm mais conexões com pessoas de Portugal, Congo, Espanha, Argentina e Japão.

É interessante! Espiem em www.facebookstories.com/stories/1574/interactive-mapping-the-world-s-friendships.

A onda de consumerização de TI e a inocência perdida das redes sociais

07 de setembro de 2012 0

Quanto mais adepta de tecnologia a pessoa é, mais frustrante pode ser a relação com o departamento de TI da empresa em que trabalha. É como se os usuários que curtem novidades tecnológicas fossem penalizados por isso no trabalho.

A cena é bem comum: em casa, você tem um computador com tudo atualizado, mas no trabalho tem que usar o Windows XP e outros softwares defasados.

Com a era pós-PC, a esperança agora vem sob a sigla de BYOD (é do inglês e significa "traga o seu próprio dispositivo". O irônico é que os funcionários (e não os departamentos de TI) são quem estão, cada vez mais, impulsionando novas tecnologias nas empresas, e há um termo da moda para isso: consumerização de TI.

O uso do smartphone pessoal para conferir os e-mails de trabalho parece o exemplo mais forte da consumerização de TI, mas essa tendência vai além dos gadgets.

Para muitos profissionais, o grande símbolo da consumerização de TI é o seu perfil no Facebook ou Twitter.

Vejam só: cinco anos atrás, Orkut e MSN Messenger - os bambambãs daquela época - tinham acesso barrado em muitas empresas. Eram vistos apenas como atividade de lazer, que só serviam para roubar a produtividade dos funcionários.

Hoje em dia, o uso de redes sociais e comunicadores instantâneos - leia-se, Facebook - é visto com mais seriedade nos ambientes corporativos. As redes sociais são incentivadas em muitas corporações, principalmente se for para promover a própria empresa. Goste você ou não, o seu perfil no Facebook ou Twitter virou uma extensão da sua imagem corporativa.

Por causa da consumerização de TI, as redes sociais perderam a inocência, e nós ficamos sem as linhas divisórias na internet para nossa vida pessoal e profissional.

A quase suspensão do Facebook no Brasil

11 de agosto de 2012 0

Crédito: Facebook, reprodução

Possivelmente você já está sabendo: um juiz de Florianópolis tinha decidido suspender o Facebook no Brasil por 24 horas, mas depois voltou atrás por entender que a rede social está colaborando com o TRE catarinense.

Ufa, prevaleceu o bom senso.

Eu estava aqui martelando minha cabeça tentando entender o que leva um juiz a tomar uma decisão dessas. A justificativa era de que o Facebook não tirou do ar uma página com agressões a um candidato em Floripa. No meu entendimento, isso significaria penalizar todos os "facebookeiros" brasileiros por causa de uma página anônima contra um político. Então essas foram as explicações que cogitei:

1) Um juiz que ESTÁ QUERENDO GANHAR HOLOFOTES;

2) Um juiz que QUER DEMONSTRAR PODER;

3) Um juiz QUE NÃO ENTENDE A INTERNET.

A Justiça brasileira tem um histórico de mancadas quando o assunto é internet. O caso mais célebre é, claro, a retirada do YouTube do ar no Brasil por causa de um vídeo íntimo da modelo Daniella Cicarelli.

Já o caso mais patético ocorreu nas eleições de 2008, quando uma decisão da Justiça Eleitoral do Ceará de tirar o Twitter do ar por causa de um perfil falso de uma candadita acabou vitimando um blog homônimo.

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A quase suspensão do Facebook no Brasil deve servir de alerta já que recém estamos no início do período eleitoral. Como a internet está apinhada de fakes e trolls, mandar tirar do ar Facebook ou Twitter é o tipo de decisão que só serviria para ridiculizar o sistema judiciário brasileiro.

Você não está no Facebook?

09 de agosto de 2012 0

Crédito da foto: Joel Saget, AFP

James Holmes, acusado de matar 12 pessoas em uma sessão de cinema no mês passado em Aurora (EUA), não tinha conta no Facebook. Anders Breivik, julgado pela morte de 77 pessoas na Noruega em 2011, também não usava a rede social de Mark Zuckerberg. Junte os pontos e você chegará A RIDÍCULA CONCLUSÃO de que não estar no Facebook pode significar problemas mentais. Pois o assunto foi levantado por uma publicação alemã chamada Der Tagesspiegel, e agora está gerando debate online (foi discutido, por exemplo, na Forbes, no Mashable e no DailyMail).

Bem, eu também tenho meus pitacos sobre o que a ausência de perfil no Facebook pode dizer sobre você:

1) Evitar o Facebook pode significar que você tem coisas mais importantes para fazer. Convenhamos: redes sociais são dispersivas, têm o poder de consumir com o nosso precioso tempo.

2) Evitar o Facebook pode significar que você preza a sua privacidade. O quanto nos expomos online é um assunto para o qual ainda temos muito que amadurecer. Por isso, pisar no freio enquanto ainda dá tempo não parece uma ideia tão ruim assim.

3) Evitar o Facebook pode significar que você não compactua com certos valores e práticas de Mark Zuckerberg e sua equipe. O Facebook é uma rede social que está sempre nos empurrando algum novo recurso goela abaixo, muda as coisas sem nos avisar (por exemplo, quando mudou o endereço de e-mail na página de perfil). No Brasil, ganharam notoriedade os casos de pessoas que tiveram suas contas no Facebook suspensas por ter compartilhado notícias sobre a Marcha das Vadias (as fotos de participantes da manifestação foram consideradas conteúdo impróprio pela rede social).

4) Evitar o Facebook pode significar que você não cede a certas pressões sociais, que você não é "maria vai com as outras".

5) Por fim, evitar o Facebook significa que você terá que aprender a lidar com o estranhamento alheio quando você diz que não, você NÃO TEM um perfil na rede social mais popular do planeta. Hoje isso soa quase como se você não existisse na internet.

Dito isso, confesso uma certa inveja de quem se dá o luxo de cometer um "Facebookicídio": você não se incomoda com solicitações chatas de aplicativos, nem precisa se preocupar em se desmarcar de certos posts e fotos em que seus contatos insistem em lhe "taggear".

Leiam também:

A chatice em que as redes sociais se tornaram

Facebook na onda das app stores

A "Facebookização" do Instagram

SMS via Facebook

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Carimbo social

09 de agosto de 2012 0

Conectar-se aos seus amigos é algo tão década passada na internet. Não basta mais. Essa é a faceta das redes sociais que os chamados aplicativos de descoberta social andam escancarando por aí, ao permitir que você conheça pessoas, lugares e produtos com base na recomendação dos seus contatos. Cada vez mais é importante tirar valor da sua rede de contatos, e há apps específicos para isso.

Chamo a atenção para o Stamped, disponível para iPhone (em tinyurl.com/appstamped). A ideia ali é "carimbar" ("stamp") lugares, livros, músicas e filmes que você curte. Há uma linha do tempo para conferir sugestões de amigos, celebridades e experts como o famoso chef Mario Batali. Só que o Stamped não é apenas para receber recomendações, pois está integrado com aplicativos de terceiros que permitem tomar ações como reservar um restaurante ou adicionar músicas a sua playlist.

Criado por ex-funcionários do Google, o Stamped ganhou holofotes recentemente ao atrair investidores de peso, que vão do Google Ventures, o jornal The New York Times a celebridades, incluindo a apresentadora de TV americana Ellen DeGeneres e o cantor Justin Bieber. Embora o aplicativo tenha potencial, ainda mais com um respaldo desses, esbarra ainda em um dos princípios mais elementares das redes sociais: um site ou app do tipo só faz sentido se seus amigos estão lá.

*Texto publicado na coluna Tecnologia na Cabeça desta semana.
Crédito da imagem: Stamped, divulgação

O fiasco olímpico das redes sociais

07 de agosto de 2012 1

O mundo digital avança mais rápido que as pessoas em assimilá-lo, por isso a pergunta que fica dessa Olimpíada de Londres é se, afinal, estamos preparados para essa era das mídias sociais. Se tivesse medalha para mau uso de Twitter, a disputa ia ser das mais acirradas. Houve casos de atletas expulsos da competição por tweets infelizes e judoca brasileira respondendo críticas de tuiteiros com palavrões.

Twitter não é uma mesa de bar em que você está com os seus amigos. É um palco hostil em que estamos rodeados de stalkers e trolls, tanto que a polícia chegou a prender na Inglaterra um adolescente por causa de ataques via Twitter a um mergulhador britânico.

O fracasso olímpico das mídias sociais ficou marcado também pelas restrições impostas pelo COI ao uso das redes sociais por atletas, proibindo a postagem de vídeos, relatos que não sejam em primeira pessoa e menções a seus patrocinadores pessoais. Isso que o COI queria se mostrar moderninho, inclusive tendo lançado o hub.olympic.org (imagem abaixo) para conectar atletas e torcedores.

Crédito: reprodução

E não dá para esquecer que a organização chegou a pedir para para que o público moderasse no envio de mensagens durante as competições ao alegar que uma sobrecarga prejudicou a cobertura televisiva em uma corrida de rua de bicicleta. Convenhamos: algo digno de medalha de ouro como "piada olímpica".

*Texto publicado na coluna Tecnologia na Cabeça desta semana

Leiam também:

As apps oficiais da Olimpíada

A lição deixada pela venda do Digg

13 de julho de 2012 0

O site de compartilhamento de notícias Digg já foi o bambambã das mídias sociais em uma época que essa área recém engatinhava, bem antes da popularização de Facebook e Twitter. Em 2006, Kevin Rose, o fundador do Digg, chegou a estampar uma capa da revista americana BusinessWeek com uma chamada que eu traduziria da seguinte da forma: "Como este guri conseguiu 60 milhões de dólares em 18 meses?"

Crédito: BusinessWeek, reprodução

Pois hoje Kevin Rose nem se dedica mais ao Digg. Deixou a empresa em 2011 e atualmente trabalha no Google Ventures.  E mais: nesta quinta-feira, no que promete ser uma nova era para o Digg, foi anunciada a venda do site para a Betaworks, uma empresa de Nova York que é dona do Bit.ly, um popular serviço de encurtamento de URLs, e do News.me, um agregador de notícias para iPad.

Desta notícia, o que mais chama a atenção é o valor do negócio: 500 mil dólares, segundo o Wall Street Journal. Um valor irrisório não só se comparado com os 60 milhões de 2006. Fala-se que, em 2008, o Google estava interessado em pagar 200 milhões de dólares pelo Digg. A lição que isso deixa? Timing é tudo!

O Digg foi lançado no final de 2004, uma época em que a produção de conteúdo por internautas começava a explodir via blogs, a tal da "web 2.0". O que esse serviço faz é tentar determinar relevância online ao apresentar um ranking de posts e notícias de acordo com os votos dos usuários.

Crédito: Digg, reprodução

Por isso eu acho que o mais importante deste negócio envolvendo o Digg é o recado que ele manda, principalmente ao Facebook, já que a rede social de Mark Zuckerberg é hoje o grande nome da internet: na velocidade que o setor de tecnologia avança, ser pioneiro ou badalado online podem não significar nada em um futuro próximo. Amanhã, você pode ser o Digg, valendo só uma pequena parcela do que foi um dia.

Parece uma triste realidade, mas essa é uma faceta da internet que as pontocom jamais podem esquecer.

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Um ano de Google Plus e a chatice em que as redes sociais se tornaram

28 de junho de 2012 0

Pois é, eu acho que as redes sociais estão se tornando cada vez mais chatas.

Digo isso não por desmerecer o quanto esses ambientes transformaram a nossa vida, digital e offline, mas por inquietação de quem está mais interessada em saber o que será o próximo grande hit online pós-redes sociais.

A sensação que tenho é de que as redes sociais viraram simplesmente "paisagem". É fundamental marcar presença nesses ambientes, mas eles já não me oferecem o encantamento do passado. Como já comentei em outro post aqui no blog, uma pesquisa do Gartner até já aponta para uma certa "fadiga de mídias sociais" entre early-adopters de tecnologia.

As redes sociais precisam se reinventar, e o que mais me angustia: não vejo indícios de que uma transformação esteja a caminho.

Toco no assunto porque hoje faz um ano que o Google Plus foi lançado. Era uma grande esperança, mas hoje se sabe que não foi uma ameaça ao domínio do Facebook e, embora tenha um recurso fantástico como o Hangout, o Google Plus é uma rede social morna. Bem, diz o Google que o Plus tem 250 milhões de usuários, sendo 150 milhões ativos, mas a sensação de quem navega por lá é de que não fervilha como o Facebook ou até mesmo o Twitter. Não é à toa que uns chamam o Google Plus de "rede fantasma".

É uma pena. Às vezes eu acho que o Google+ é a minha rede social preferida, o que é estranho, considerando que eu gasto lá um tempo quase que insignificante se comparado com o que passo no Facebook, Twitter, Pinterest, Instagram e Foursquare.

Ah, mais duas novidades no Plus foram anunciadas nesta semana: o Google+ Eventos e o aplicativo da rede social para tablets (imagem abaixo).

Crédito: Google, divulgação

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