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Posts na categoria "Turismo geek"

Um passeio pela exposição Alan Turing no Museu da UFRGS

15 de outubro de 2012 0

Por Samantha Bittencourt*

Meia hora. Não é preciso mais que isso, então reserve um tempinho desses para fazer um passeio pela exposição "Alan Turing: Legados para a Computação e para a Humanidade" no Museu da UFRGS no Centro de Porto Alegre.

É uma exposição bonita, feita com carinho.

Pôsteres e vídeos contam a história de vida de Turing, um matemático britânico que é considerado ninguém menos do que o "pai da computação moderna". Se fosse vivo, Turing teria completado cem anos em 2012.

A mostra ajuda a entender por que o trabalho de Turing é tão importante e quais as implicações que têm no mundo moderno. Um exemplo:  "O sistema de CAPTCHA, criado em 2000 e utilizado em muitos sites, é um Teste de Turing Reverso", explica um dos pôsteres na exposição. Quando se fala em Teste de Turing, a ideia é identificar se uma comunicação está sendo feita por uma pessoa ou por um computador programado. A base para isso foi um artigo publicado em 1950 por Turing, em que ele questionava a possibilidade de as máquinas pensarem. Pode-se dizer que o trabalho de Turing fundou o campo hoje conhecido como inteligência artificial.

Robótica é uma área bastante enfatizada na mostra, tanto que serão até ministradas oficinas no local:

A máquina de Turing também merece atenção na exposição. Afinal, é considerada a base da computação moderna.

Turing se destacou ainda por seu papel chave na Segunda Guerra Mundial, ao quebrar os códigos da Máquina Enigma, usada pelos alemães para codificar mensagens. Não se pode falar em criptografia sem mencionar o trabalho de Turing.

Com entrada franca, a exposição segue até 22 de março. A visitação é de segunda a sexta-feira das 9h às 18h.

Fica aí o convite:

Para mais fotos da exposição, visitem Facebook.com/BlogdaVanessa.

* Samantha Thiesen tem 24 anos e estuda Biblioteconomia na UFRGS

[Turismo geek] Centro Espacial da Nasa em Houston

05 de setembro de 2012 0

Em julho de 1969, quando o astronauta americano Neil Armstrong - que morreu no dia 25 aos 82 anos - tornou-se o primeiro homem a pisar na lua, ele comunicou o sucesso do pouso ao Centro de Controle de Missões da Nasa em Houston, Texas. Trata-se do local da foto abaixo, que nos anos 80 foi reconhecido pelo governo americano como um Marco Histórico Nacional.

Não dá para entrar na antiga sala de controle dos voos Apollo, mas dá para vê-la assim de perto, como nesta foto aí. O local é uma das atrações do Lyndon Johnson Space Center da Nasa, em Houston, a maior cidade do Texas (EUA).

Recomendo muito este passeio, mas programem-se para passar um dia inteiro lá. O ideal é primeiro pegar os trenzinhos para os tours guiados - incluindo o que leva ao Centro de Controle de Missões - para só depois se divertir pelo resto do Space Center.

Os tours guiados dentro do Space Center permitem ainda ver antigos foguetes da Nasa e um memorial em homenagem a astronautas mortos em missões espaciais.

Na época em que fui lá, em 2010, passamos ainda pela área em que ocorria o treinamento de astronautas. O que mais se falava por lá naquela época era o projeto da Nasa que levaria o homem de volta à Lua, cancelado pelo presidente Barack Obama. Houston acabou sofrendo com os cortes feitos pelo governo americano ao orçamento da Nasa.

Quarta maior cidade dos Estados Unidos, Houston será sempre lembrada por uma frase célebre do comandante da missão Apollo 13, James Lovell, que também está lá estampada no Lyndon Johnson Space Center: "Houston, nós tivemos um problema."

Para quem se interessa pela corrida especial, uma visita ao Space Center é uma aula e tanto. Você aprende sobre o treinamento de astronautas, o que comem, a evolução dos trajes especiais. Dá para experimentar capacetes, entrar em uma cabine de um ônibus espacial, tocar em uma pedra lunar ou se divertir em simuladores de voos. É uma verdadeira Disneylândia para geeks.

O ingresso para o Space Center Houston custa por volta de R$ 45. Para mais informações, deem uma espiada em www.spacecenter.org. Cheguem lá na página do blog no Facebook para ver mais fotos.


Crédito das fotos: arquivo pessoal de Vanessa Nunes e Rafael Azambuja

Confiram mais dicas de Turismo Geek

Turismo geek na carona da polêmica "Comic Cerns"

08 de julho de 2012 0

Como faz tempo que não escrevo nenhum post da série "Turismo Geek", aproveito um dos grandes assuntos da semana na internet para comentar uma exposição que vi no Museu da Arte Moderna de Nova York (MoMA).

Para quem está por fora: na quarta-feira, ao anunciar a descoberta do Bóson de Higgs (também conhecido como "partícula de Deus"), cientistas do Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (Cern) usaram a fonte Comic Sans na apresentação sobre a descoberta, como mostrou o pessoal do The Verge.

Crédito: The Verge, reprodução

Qual o problema? A Comic Sans é a fonte mais amada e odiada do mundo! Foi um #mimimi só no Twitter. É que, convenhamos, usar Comic Sans não é algo lá muito profissional.

Não me entendam mal: eu até que curto Comic Sans. Acho uma fonte divertida. Dá para usar Comic Sans em convite de aniversário de criança, mas JAMAIS em currículos, dissertações ou teses acadêmicas e menos ainda em Power Points de grandes descobertas científicas. Por isso, na dúvida sobre que fonte usar, opte por Times New Roman que não tem erro.

O bizarro disso tudo é que agora tem até uma petição online pedindo para a Microsoft renomear a fonte de Comic Sans para Comic Cerns no Windows 8, inclusive com o apoio de Vincent Connare, o criador da fonte.

Mas este é um post sobre turismo geek, então...

Em dezembro, estive no MoMA e tinha uma mostra de 23 fontes como parte da Coleção de Arquitetura e Design no terceiro andar do museu.

Fotos: Vanessa Nunes

Bem, a Comic Sans não figurava lá, mas tinha outros exemplos interessantes. A fonte mais conhecida da coleção era a Verdana, mas também tinha lá a Gotham, que foi bastante usada em materiais da campanha do presidente americano Barack Obama em 2008.

Segundo o site do Moma, a exposição "Types and Families in Contemporary Design" ia até janeiro deste ano. De qualquer forma, dá para conferir as fontes e detalhes sobre elas no próprio site do MoMA, chegando aqui.

Na página do blog no Facebook, coloquei mais algumas fotos da exposição. Chamo a atenção para o fato de que a coleção de design do MoMA incluía até alguns dos primeiros computadores Macintosh, da Apple.

Para quem curte arte, vale lembrar que o Google Art Project permite passear virtualmente por mais de 150 museus de todo o mundo, incluindo o MoMA.

Leiam outros posts da série turismo geek

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[Turismo geek] Akihabara, o paraíso japonês dos gadgets, games, animês e mangás

26 de julho de 2011 7

Fotos de Roberto Drebes, arquivo pessoal

Mais da série turismo geek aqui no blog. Desta vez, o destino é Akihabara, o "point" dos eletrônicos no Japão.

O leitor Luis Fernando Barboza, de Gravataí, esteve lá em novembro de 2010. Veja o que ele diz sobre o passeio:

Como era meu último dia em Tóquio, onde eu estava a trabalho, eu tinha poucas horas para visitar Akihabara e eu não sabia para onde olhar ou o que comprar primeiro. Surtei no meio de tanta tecnologia, isso que nem sou um nerd de carteirinha. Para uma boa visita, reserve no mínimo um dia inteiro.
O que você imaginar de eletrônicos, tem lá. Na época, celulares com sistema Android eram o top entre os jovens japoneses. Em apenas uma prateleira, vi mais de cem modelos diferentes. Uma das coisas mais curiosas que vi foi um DVD que projetava a imagem em formato holográfico na sala, no melhor estilo Star Wars.

Também pedi um relato sobre Akihabara para o Roberto Drebes, de Porto Alegre, que morou cinco anos no Japão. Confira:

Apesar da parte de eletrônicos ter diminuído bastante, ainda acho que Akihabara é "point" dos geeks no Japão. No pós-guerra, foi onde as primeiras empresas de eletrônicos se instalaram, e o pessoal ia lá comprar componentes (como na foto mais abaixo). Nos anos 80, virou o point do início da indústria de informática no Japão, além de lugar para comprar equipamentos de áudio e video. Como iam muitos homens jovens e solteiros lá, começaram a vender outras coisas de apelo para esse público, como videogames, animês e mangás, o que hoje em dia mais ou menos toma conta de Akihabara.
Há alguns anos o governo de Tokyo resolveu dar uma "limpada" na região e transformá-la no "Vale do Silício" do Japão. Então encorajaram a construção de umas torres de escritórios onde algumas empresas de TI se instalaram. Deu uma melhorada, ficou mais bonito, mas não acho que tenha atingido o objetivo.
Quanto aos preços, comprar nas lojas das ruas principais é furada, já que são lojas mais para turistas. Vale a pena mesmo é comprar pela internet. Nas ruazinhas paralelas, numas lojinhas bem pequenas (às vezes, só um balcão e um monte de caixas atrás da porta, subindo umas escadinhas) ainda tem coisa barata, principalmente modelos mais um pouco antigos (de um ano, por exemplo).
O que ainda gosto de Akihabara é que tem "tudo", sabendo onde procurar. Eu tinha umas lojinhas preferidas lá, como a Super Potato (que vende só videogames dos anos 80 e 90), outra especializada em teclados e umas que vendem Macs antigos. Tem também o Sega Club, onde tem fliperamas mais modernos e também clássicos tipo Street Fighter, Double Dragon etc.

E aí, quem tem sugestões de outros destinos de turismo geek?

Leia também:

Uma visita guiada a um supercomputador espanhol

Cérebro de um dos “pais da computação” é item de museu

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[Turismo geek] Uma visita guiada a um supercomputador espanhol

24 de junho de 2011 2

Foto: arquivo pessoal de Mozart Siqueira

Com a boa aceitação que teve o post sobre a garagem que é considerada o lugar onde o Vale do Silício nasceu, vou repetir mais vezes aqui no blog a série TURISMO GEEK.

A dica da vez é do professor universário Mozart Siqueira (foto acima): ao viajar para Barcelona, na Espanha, faça uma visita guiada ao MareNostrum. Trata-se do 170° computador mais poderoso do mundo de acordo com o Top500, site que lista os 500 computadores mais potentes do planeta.

Siqueira, que leciona disciplinas de arquitetura de computadores, conheceu de perto o MareNostrum em julho de 2008 durante férias na Espanha. Guiada por um pesquisador, a visita durou cerca de 30 minutos.

O tour é gratuito, mas requer agendamento pela internet, o que pode ser feito via www.bsc.es/plantillaC.php?cat_id=37.

"O guia explicou um pouco sobre a história, aplicações e o sistema de refrigeração da máquina.
Estudo computação de alto desempenho há alguns anos e conhecer um equipamento desse porte é surpreendente.
Claro que tem muita informação na web, mas estar lá e ver de perto as soluções desenvolvidas para ele foi algo especial. Sem contar o prédio, que é uma surpresa, pois foi uma capela no passado, a Torre Girona (foto abaixo).
Por fora ninguém diz que tem um supercomputador top lá dentro. Nos corredores, tem uma espécie de museu com máquinas antigas", relatou ao blog.

FOTO: Mozart Siqueira

Tendo contribuído para mais de 2 mil pesquisas científicas, o MareNostrum nasceu de um acordo firmado em 2004 entre o governo espanhol e a IBM para construir o computador mais rápido da Europa à época. Ele começou a operar em 2005. Em 2006, a sua capacidade de cálculo foi duplicada. Conta hoje com 10.240 processadores PowerPC com uma capacidade final de cálculo de 94,21 teraflops (94,21 trilhões de operações por segundo, arquitetura BladeCenter, sistema Linux (distribuição Suse) e interconexão Myrinet.

Esses dados são do site do Centro de Supercomputação de Barcelona (www.bsc.es), onde há bastante material sobre esse supercomputador espanhol, incluindo várias fotos do MareNostrum, como esta aí:

FOTO: Barcelona Supercomputing Center (BSC), divulgação

Quem tiver outras dicas de turismo geek para compartilhar aqui no blog, avise! :)

Confira também:

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O dia em que vi a ovelha Dolly

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[Turismo geek] O lugar onde o Vale do Silício nasceu

07 de junho de 2011 13

Eu e o lugar onde o Vale do Silício nasceu. Foto: Rafael Azambuja

Com a história de que o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, só come carne de animais que ele próprio mata, fiz um post no final do mês sobre hábitos estranhos de algumas celebridadas do Vale do Silício.

Volto ao tema do Vale do Silício, desta vez, para falar um pouquinho da história deste lugar.

Trata-se de uma região entre San Francisco e San José, na Califórnia, costa oeste dos Estados Unidos, que ganhou a fama de "Vale do Silício" por ter sido berço de empresas como HP, Google, Apple, Yahoo!, entre tantas outras hoje gigantes da tecnologia.

Para citar apenas algumas das empresas localizadas naquela região: a Apple fica em Cupertino, o Google, em Mountain View. Em Sunnyvale, o Yahoo!. San José é sede da Cisco e do eBay. Intel e Sun Microsystems ficam em Santa Clara. Em Reedwood, está a Eletronic Arts (EA). Mais ao norte, em San Francisco, pertinho do Museu de Arte Moderna, fica o QG do Twitter. O Facebook nasceu no outro lado dos EUA, em um dormitório de Harvard, mas hoje tem sede em Palo Alto e está de mudança para a vizinha Menlo Park ainda neste ano.

O Vale do Silício, porém, nasceu no número 367 da Addison Avenue, uma simpática e arborizada rua residencial na cidade de Palo Alto, pertinho do campus da Universidade de Stanford. Para ser ainda precisa, o Vale nasceu na garagem da foto abaixo:

Foto: Vanessa Nunes, blogdavanessa.com

Foi lá que Bill Hewlett e Dave Packard começaram a fazer o seu negócio – a HP – acontecer a partir de 1938. Em 1940, a HP foi para uma sede maior, mas, em 2000, readquiriu a propriedade onde tudo começou e depois a reformou. Infelizmente, o local não é aberto à visitação pública.

A garagem é até listada no Registro Nacional de Lugares Históricos e há uma placa em frente à propriedade informando que ali foi o “nascimento do Vale do Silício”.

Foto: Vanessa Nunes, blogdavanessa.com

O texto explica que a ideia para tal região originou-se com Frederick Terman, um professor da Universidade de Stanford que encorajava seus alunos a começarem suas próprias companhias de eletrônicos naquela região em vez de irem para estabelecidas empresas no Leste. Os dois primeiros estudantes a seguir seu conselho foram Hewlett e Packard.

Para quem quiser conhecer mais sobre essa história, a HP mantém uma página (em inglês) dedicada à garagem, com fotos, vídeo e bastante informações históricas.

A propósito, quem aí tem outras dicas/experiências de turismo geek para compartilhar?

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10 anos de Google: a garagem onde tudo começou

06 de setembro de 2008 2

Garagem alugada, em 1998, foi o primeiro escritório do Google/Paul Sakuma, AP

Tudo começou com quatro computadores, um cheque de US$ 100 mil de Andy Bechtolsheim, um dos fundadores da Sun, e a crença de que uma ferramenta de pesquisas podia mudar a internet.

A partir desta garagem aí da foto.

O projeto universitário de Larry Page e Sergey Brin na Universidade de Stanford, no Vale do Silício, Califórnia, levou à fundação do Google em setembro de 1998.

Lembram da ovelha Dolly?

13 de junho de 2008 0

A embalsamada ovelha Dolly/Vanessa Nunes

Este não é um post sobre informática, mas acho que vale.

Lembram da ovelha Dolly? O primeiro mamífero clonado a partir de uma célula adulta, "rebento" do Instituto Roslin, da Escócia.

A Dolly foi sacrificada em 2003, aos seis anos de idade, devido a uma infecção pulmonar. E depois foi embalsamada.

Agora, está exposta no Museu Nacional da Escócia, em Edimburgo. Ao visitar a cidade, durante minhas férias, não perdi a oportunidade de vê-la de pertinho. Meu tour pelo museu foi digno de um "where is Dolly?" (em um trocadilho infame com o "onde está Wally?"), afinal, essa era uma das principais atrações do local.

A Dolly está exposta dentro de um "aquário" giratório.

Paraíso também do consumismo nerd

15 de maio de 2008 2

Vanessa Nunes, ZH

Um museu de ciência é sempre um paraíso nerd.

Mas a verdade é que não morri de amores pelo Science Museum de Londres. Concorrência desleal, porque ele fica praticamente ao lado do Natural History Museum, e é só atravessar a rua para o Victoria and Albert Museum – e esses dois são beeeeeem mais indispensáveis que o (até bem) interativo Science Museum.

De qualquer forma, a visita valeu a pena principalmente pela galeria da história da computação (sobre a qual já falei aqui e aqui). E pela LOJINHA DO MUSEU. Perfeita para nerds. Tem canecas com fórmulas matemáticas, gravatas com o rosto do Einstein e estes produtos aí da foto: porta-copos, bloquinho, mousepad e até porta-retratos com alusão a placas de computador. A moldura para fotos, por exemplo, sai por seis pounds (pouco mais de R$ 20).

Ah, o Science Museum tem loja online (aqui), mas só faz entregas dentro do Reino Unido. :(

Postado por van, em Londres

Mais do Science Museum

15 de maio de 2008 1

Das minhas férias em Londres!

Apesar de o cérebro do Babbage ser a coisa mais legal da galeria sobre a história da computação no Science Museum, destaco ainda a Anita, aí na foto. Trata-se da primeira calculadora eletrônica disponível comercialmente, feita por ingleses e lançada em 1961. Na década de 70, vieram as pockets calculadoras.

Anita, a calculadora eletrônica/Vanessa Nunes, ZH

Lá também está exposto um trambolhão (horroroso) chamado Pegasus Computer. Desenvolvido por ingleses, em 1959, é um dos últimos computadores baseados a válvulas (que, à época, eram usadas como interruptores eletrônicos, uma função executada hoje pelos transistores nos chips). Custou 45 mil pounds, tinha clock de 33 kHz, RAM de 2 kbits e 1,2mil válvulas.

Ah, o Science Museum divide os computadores em três gerações: os movidos a válvulas, depois os com transistores, e a terceira geração seria a dos circuitos integrados, que permitiu a popularização da informática. Ou seja, em vez de transistores individuais ou resistores sendo montados separadamente numa placa, um circuito integrado é formado sobre uma superfície de silício.

O cérebro de um dos “pais da computação”

15 de maio de 2008 2

Direto da Inglaterra!

O Science Museum, em Londres, tem uma galeria dedicada à história da computação. Lá está exposto, dentro de um vidrinho, um pedaço do cérebro (!!!) de Charles Babbage.

O cérebro de Babbage, no Science Museum, em Londres/Vanessa Nunes, ZH

O cara é um dos pais da computação. Viveu entre 1791-1871 e é descrito pelo Science Museum como “um dos pensadores ingleses vitorianos mais criativos”. Daí que boa parte da galeria é dedicada a ele.

Babbage é famoso por causa de sua calculadora mecânica, a Difference Engine (DE) - uma mesa de cálculos matemáticos executados pela máquina. Mas lá diz que ele criou até um calçado para caminhar na água (???).

Segundo consta no museu, Babbage inventou a DE em 1821, mas nunca construiu um exemplo completo. A única completa feita no período em que era vivo foi obra de dois irmãos engenheiros suecos. Dãã.

Depois o Science Museum construiu uma réplica do que seria a DE 2, que está lá. Alguns pedaços do diário de Babbage também estão expostos no museu.Tem ainda uma foto dele de 1860, mas o mais impressionante é um pedaço do seu cérebro (a “high sagittal section with cerebellum”). Diz o texto que o ‘’material’’ teria sido doado por seu filho para pesquisas. Depois, parte foi dissecada por um dos maiores nome da neurociência britânica à época.