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Uma espiadinha no futuro

18 de fevereiro de 2012 0

Aí está o texto publicado na coluna Tecnologia na Cabeça desta semana nos cadernos ZH Digital (ZH) e Clicar (A Notícia):

Bem-vindo ao futuro. Os computadores desapareceram, e a internet está em todos os lugares. Você ganhou mais longevidade com avanços na medicina que vão de pílulas contendo chips e câmeras para analisar seu corpo a órgãos humanos criados em laboratório. Há chip até no seu cérebro, afinal, é com o pensamento humano que as máquinas são controladas. O seu carro dirige sozinho, há projeções em 360º na sua sala de estar e no seu vaso sanitário, vejam só, está a cura para o câncer.

Quem nos guia por esse cenário futurista é o cientista norte-americano Michio Kaku (foto), conhecido como “o físico do impossível”. Kaku, que é professor da Universidadede Nova York (EUA), foi a principal atração da Campus Party, festival de tecnologia e inovação realizado na semana passada em São Paulo.

– No futuro, você falará para a parede da sala: por favor, mude de cor ou de design, e bingo, ela muda - afirmou.

Crédito da foto: Cristiano Sant'Anna, indicefoto.com, divulgação

Para o cientista, a Lei de Moore (segundo a qual o poder computacional dobra a cada 18 meses) é a mais importante da história moderna, e dela depende o futuro das riquezas das nações. Por isso Kaku acredita que, em 2020, os chips custarão um centavo e serão descartáveis. Os computadores como conhecemos hoje terão desaparecido, mas o poder computacional estará em todo lugar e de forma invisível, assim como é hoje com a eletricidade, sob o chão, no teto e nas paredes. A internet do futuro estará na sua roupa, nos seus óculos e nas suas lentes de contato.

– No filme Exterminador do Futuro, quando o robô olha você, aparece a descrição de quem você é. Assim viveremos no futuro. Viveremos como no filme Matrix. Quando você fala com alguém, sabe quem é essa pessoa. Se ela fala chinês, você vê a tradução em tempo real – projeta Kaku.

O cientista antecipa ainda a cura do câncer. DNA chips estarão presentes no seu vaso sanitário para diagnosticar a doença a partir de seus fluidos corporais anos antes de ela se formar.

– A palavra tumor desaparecerá da nossa língua – prevê.

Mas o avanço da ciência e tecnologia virá a um certo custo, o da privacidade. Kaku recorda que, no início da internet, com o seu uso militar, o medo era do Big Brother (Grande Irmão, em português). Hoje, o problema é o “pequeno irmão”, diz o cientista, referindo-se, por exemplo, aos seus vizinhos sabendo tudo sobre a sua vida. Com a leitura da mente, precisaremos de dispositivos de bloqueio para proteger nosso pensamento – da mesma forma como hoje há firewalls para evitar invasão de computadores.

Apesar de os robôs atuais terem, segundo Kaku, a inteligência de uma “barata estúpida”, essas máquinas evoluirão a ponto de substituir trabalhadores em atividades repetitivas. Os profissionais do futuro, portanto, terão de oferecer algo que robôs não têm: imaginação, criatividade, talento e experiência.

– Máquinas não podem criar rock and roll – pondera Kaku, ao mencionar um futuro em que a riqueza não estará em commodities, mas sim em capital intelectual.

Quem é

Referência em física teórica, Michio Kaku é coautor da Teoria das Cordas. É um cientista pop, com aparições em programas de TV. Em sua passagem pela Campus Party, aproveitou para promover seu novo livro, A Física do Futuro, em que apresenta o mundo de 2100 com base em entrevistas realizadas com 300 cientistas.

Vanessa Nunes cobriu a Campus Party a convite da organização do evento

Leia também:

Para físico do impossível, a internet hoje é feminina

Para o "físico do impossível", a internet hoje é feminina

11 de fevereiro de 2012 0

Foto: Cristiano Sant'Anna, indicefoto.com, divulgação

Se eu fosse resumir em poucas palavras a palestra de Michio Kaku na tarde deste sábado na Campus Party, eu diria que foi uma aula sobre o futuro.

Conhecido como o "físico do impossível", Kaku apresentou aos campuseiros um futuro onde os computadores desaparecerão e a internet estará em todos lugares. Trata-se de um futuro de internet onipresente, nas paredes da nossa sala de estar e até mesmo em lentes nos nossos olhos. Será um futuro em que viveremos mais, até mesmo com órgãos humanos sendo criados em laboratório. Mas também será um futuro para o qual precisaremos nos preparar:

- As pessoas têm que ser educadas sobre o futuro - disse Kaku em coletiva de imprensa, ao comentar que a tecnologia pode ser usada tanto para o bem e para o mal, e o que determina isso é a sabedoria.

Para Kaku, a internet mudou de gênero ao longo dos anos.

- Tem gente que pensa que a internet é fria, impessoal e mecânica. Era assim quando foi inventada. A internet era originalmente masculina. Hoje ela é feminina, é sobre tocar pessoas e fazer contatos - afirmou.

A programação da Campus Party, principal festival de tecnologia e inovação do país, termina neste sábado no Anhembi, em São Paulo. Amanhã é dia dos participantes que acamparam no evento voltarem para casa.

Eu me despeço da Campus Party em alguns minutos. Aproveitarei a longa viagem de volta para o inverno canadense para digerir melhor algumas das profecias de Kaku, e apresento um apanhado delas na coluna Tecnologia na Cabeça da próxima quarta-feira no caderno ZH Digital.

Vanessa Nunes viajou para São Paulo a convite da organização da Campus Party

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3D com foco no aprendizado

11 de fevereiro de 2012 0

Fotos: Vanessa Nunes

Um projeto do Senai do Rio quer tornar as aulas mais interativas com o uso da tecnologia 3D. É a Unidade Móvel de Aprendizado (UMA), que está à mostra no Campus Futuro, área da zona expo da Campus Party.

A invenção é esta aí ao lado, tipo um carrinho para que professores possam carregá-lo para sala de aula e então fazer projeções tridimensionais de conteúdos que estejam ensinando. Coloquei os óculos 3D e fiz um passeio por uma plataforma de petróleo, e achei a qualidade da imagem muito boa.

Outro exemplo de aplicação possível seria exibir um motor em 3D para tornar mais lúdica uma aula de mecânica, ou "navegar" tridimensionalmente por uma célula em uma aula de biologia.

Vanessa Nunes viajou para a Campus Party a convite da organização do evento

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Pássaros furiosos na Campus Party?

11 de fevereiro de 2012 0

Fotos: Vanessa Nunes

Apesar do calorão no Anhembi, em São Paulo, Julien Fourgeaud subiu no palco para sua palestra na Campus Party na noite desta sexta-feira vestindo um moletom (do Angry Birds, claro). Estava tão entrouxado de camisetas por baixo que parecia um dos fofinhos pássaros do jogo que desenvolve.

Fourgeaud é gerente de produto e desenvolvimento de negócios da finlandesa Rovio, mas ele não palestrou sobre o game que virou febre mundo afora. Quem quisesse saber mais sobre a empresa em que ele trabalha que visitasse o site da Rovio, aconselhou. A palestra focou em motivação pessoal, com Fourgeaud compartilhando um pouco de sua trajetória, saindo de um pequeno vilarejo francês com cerca de 4 mil habitantes, e sua experiência profissional. Ele aconselhou os campuseiros a viajar, ter os amigos por perto e valorizar todos os envolvidos em um projeto.

Foi para destacar comunidades e startups brasileiras, aliás, que reuniu as camisetas desses grupos e empresas durante a semana na Campus Party e as vestiu na apresentação. Com ajuda de uma voluntária, foi tirando uma a uma, para delírio da plateia.

Divertido e cativante, Fourgeaud destacou ainda a importância de aprender não só sobre aquilo que se curte, mas também sobre as coisas das quais não se gosta tanto. Falou também sobre a importância de tomarmos controle sobre nossas vidas:

- Não deixe a sua vida liderar você. Você é que deve liderar a sua vida - afirmou.

Ao lembrar de uma amiga que morreu em um acidente de bicicleta, chegou a chorar no palco. Fourgeaud se arrepende de ter perdido uma oportunidade de vê-la no que acabaria se tornando uma despedida.

Questionado sobre qual conselho deixaria aos campuseiros, pensou, pensou e cravou:

- Fracassem o quanto vocês puderem, porque fracassando vocês irão aprender algo.

@@@

Por mais que eu tivesse preferido ouvi-lo falar sobre o Angry Birds e a Rovio, gostei bastante da palestra a ponto de considerada a melhor entre as que assisti na Campus Party deste ano.

@@@

A apresentação também ficou marcada por uma manifestação (imagem abaixo). Não eram pássaros furiosos, mas sim "angry campuseiros" reclamando da insegurança no evento, alegando furtos em barracas. Mario Teza, diretor-geral da Futura Networks, a empresa que comanda a Campus Party, interrompeu Fourgeaud para esclarecer a confusão e prometer reforço na segurança. Quando voltou ao microfone, o gerente da Rovio deu um sermão aos campuseiros revoltados, lembrando que ali estavam em comunidade e deviam se ajudar em vez de partir para a violência.

Coringa vira tema de computador na Campus Party

10 de fevereiro de 2012 0

Foto: Vanessa Nunes

Este aí é mais um bacanérrimo casemod (computador com gabinete modificado) à mostra nesta Campus Party, festival de tecnologia e inovação que está sendo realizado no Anhembi, em São Paulo.

- Curto muito o Batman, então nada melhor que fazer o (casemod com o) principal vilão da série – diz Maciel Barreto (foto), que trabalha com modelagem 3D e design em Itajuípe, Bahia.

Para que as pessoas não tivessem dificuldade em reconhecer o personagem, Maciel concrentrou sua atenção no rosto do Coringa, que construído com fibra de vidro. O guri preocupou-se ainda com pequenos detalhes: por exemplo, a flor na lapela do Coringa é o botão que liga e desliga a máquina, e o detonador de dinamite é, na verdade, a fonte do computador.

Dos casemods da Campus Party 2012, já mostrei aqui no blog as homenagens ao Poderoso Chefão e ao Homem de Ferro.

Vanessa Nunes viajou para a Campus Party a convite da organização do evento

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Um Guitar Hero caseiro

10 de fevereiro de 2012 0

Foto: Cristiano Sant'Anna, indicefoto.com, divulgação

A guitarra aí da foto foi construída com sucata eletrônica e permite jogar games musicais como o Frets on Fire, que é software livre. É uma alternativa criativa ao Guitar Hero.

À mostra na Campus Party, festival de tecnologia e inovação que ocorre até domingo em São Paulo, o aparelho foi montado por alunos carentes de um projeto de robótica livre no Centro Social Marista (Cesmar), em Porto Alegre. A madeira, por exemplo, veio da lateral de máquinas caça-níquel, resultado de uma parceria com o Ministério Público. Algumas das guitarras construídas no projeto usam teclas extraídas de teclados de computador doados à instituição para serem reaproveitados. Outras contam com teclas das próprias máquinas caça-níquel.

Vanessa Nunes viajou para a Campus Party a convite da organização do evento

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Uma esfera touchscreen

10 de fevereiro de 2012 0

Foto: Vanessa Nunes

Esta foto aí é do Furo Olho, que pode ser visto na Zona Expo, área do evento de tecnologia Campus Party que é aberta ao público, no Anhembi, em São Paulo. Trata-se de uma tela esférica sensível ao toque.

A criação é da OVNI Lab, uma empresa de sistemas interativos do Rio. A tela exibe imagens do relevo de Marte, as temperaturas dos oceanos na Terra e informações sobre a superfície de outros planetas, tudo com base em dados da Nasa. É uma verdadeira aula de geografia.

Téo Ferraz Benjamin, sócio da empresa, explica que a estrutura conta com uma câmera com filtro infravermelho que capta o movimento das mãos e  que as imagens projetadas precisam ser distorcidas por software para serem exibidas na tela esférica. Quando se fica com a mão por cinco segundos no topo da estrutura, muda o cenário. É possível navegar pelos ambientes como se faz girando um globo.

Benjamin conta que o produto foi criado em outubro a pedido de uma empresa que queria mostrar os pontos no globo terrestre onde está localizada. Mas como dá para ver pela demonstração na Campus Party, há grande potencial educacional, principalmente em aulas de geografia.

Vanessa Nunes cobre a Campus Party a convite da organização do evento

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Conheça a impressora 3D gaúcha

10 de fevereiro de 2012 0

Fotos: Vanessa Nunes

Imagine fabricar em casa um porta fone de ouvido, como este aí da foto acima. Com a tecnologia de impressão 3D, esse tipo de tarefa será cada vez mais comum. E quem está de olho nesse novo mercado é Rodrigo Krug, que fundou a Cliever, empresa pré-incubada na Raiar da PUCRS.

A Cliever aproveitou o evento de tecnologia Campus Party, em São Paulo, para lançar uma impressora 3D. O produto chegará ao mercado nacional em maio custando cerca de R$ 4 mil.

O foco inicial será nas vendas para pequenas empresas que precisem fazer protótipos de produtos e maquetes, mas Krug também sonha ver a tecnologia de impressão 3D disseminada entre usuários domésticos. Por exemplo, na quebra do bocal da mangueira de um aspirador de pó, uma dona de casa poderia usar uma impressora 3D para "fabricar" um substituto.

A impressora desenvolvida pela Cliever cria objetos com dimensões de até 18x18x18cm. Como mostra a imagem abaixo, uma impressão está em andamento:

Para ajudar na popularização da tecnologia, Krug pretende oferecer no seu site uma espécie de rede social - uma "rede das coisas", brinca - onde será possível compartilhar projetos 3D para impressão. Esses designs podem ser construídos em softwares de modelagem como o Autocad. Além disso, a tecnologia ganhou um incentivo extra com o site de compartilhamento de arquivos The Pirate Bay passou a oferecer uma seção "Physibles", que traz modelos de objetos físicos para impressão 3D.

A impressora exibida nas fotos deste post - que é um protótipo final - é conectada ao computador e usa um software livre para o controle da impressão, mas o modelo que chegará ao mercado terá entrada USB, assim será só conectar uma pen drive com o arquivo para impressão, explica Krug.

Em vez de papel e tinta, a impressora 3D usa um filamento plástico, como dá para ver na imagem a seguir. A Cliever também fornecerá o suprimento, que custará cerca de R$ 60 o quilo.

Vanessa Nunes viajou para a Campus Party a convite da organização do evento

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"Corvette gaúcho" faz sucesso na Campus Party

10 de fevereiro de 2012 2

Foto de Cristiano Sant'Anna, indicefoto.com, divulgação

Há sempre fila de campuseiros querendo dar uma voltinha nos simuladores criados pelos irmãos Gabriel e João Pedro Sffair e pelo amigo Pedro Boessio, em exposição na Campus Party, feira de tecnologia e inovação que segue até domingo no Anhembi, em São Paulo. Os guris são atenciosos, muitas vezes recebendo os participantes com a cuia de chimarrão na mão.

Na edição passada, já tinham feito sucesso com um simulador de avião de caça que permitia até virar de cabeça para baixo em manobras aéreas (relembre em um vídeo postado aqui no blog). Em 2012, não se contentaram apenas em trazer uma nova versão da engenhoca:

- A gente sempre tem a intenção de trazer uma novidade para a Campus - afirma João Pedro.

A nova atração do grupo está sendo chamada de "corvette gaúcho" e foi construída em apenas dois meses - 90% na garagem da casa do Pedro, em Sapucaia do Sul (RS). Oferece a sensação, por exemplo, de dirigir em curvas acentuadas e frear bruscamente.

Outra novidade em relação ao evento do ano passado é que eles formaram uma empresa, a BSmotion. Segundo João Pedro, a Campus Party de 2o11 deu um "impulso" para que levassem o projeto adiante.

Da esq. p/ a dir., Gabriel, João Pedro e Pedro. Crédito: Vanessa Nunes

A blogueira viajou para São Paulo a convite da organização do evento

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A Campus Party do pijama

10 de fevereiro de 2012 0

Só mesmo em um lugar como a Campus Party para se ver um palestrante vestindo pijama no palco enquanto discursa. A descontração é uma marca do evento em que os participantes ficam acampados por uma semana no Anhembi, em São Paulo.

Fotos: Vanessa Nunes

A palestra em questão era de Kul Wadhwa (foto), da Wikimedia, a fundação mantenedora da enciclopédia colaborativa online Wikipedia. Ele justificou o uso do pijama dizendo que trabalha muito e tem projetos que toca durante a madrugada. A fala de Wadhwa foi focada em motivação, enfatizando a importância de agir e então quebrar barreiras.

O pijama virou uma espécie de uniforme da Campus Party deste ano, já que os participantes receberam a vestimenta de um dos patrocionadores do evento. Já foi realizada até uma flashmob do pijama.

Na foto a seguir, o estudante de ciência da computação Tomás Kroth, 20 anos, de Porto Alegre, que está tendo que improvisar sua cama em um dos sofás na arena dos campuseiros, já que trouxe um colchão grande demais para a barraca distribuída no evento.

Vanessa Nunes, que também está vestindo pijama, cobre a Campus Party a convite da organização do evento

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O esquema de segurança da Campus Party

09 de fevereiro de 2012 0

É uma baita chatice a saída da arena dos campuseiros, área da Campus Party em que os participantes do evento assistem a palestras e acessam uma internet de alta velocidade. Há sempre fila e, às vezes, alguns seguranças um tantinho grossos, mas, de certa forma, este é um mal necessário. Afinal, como o pessoal vem aqui acampar com seus eletrônicos a tiracolo, é preciso mesmo um esquema de segurança para que ninguém leve a máquina alheia.

Como isso funciona? Os computadores que entram na arena dos campuseiros precisam ser registrados pela organização, que atrela o número de série da máquina ao crachá da pessoa. Cada máquina ganha uma etiqueta. Na saída (foto abaixo), os equipamentos são checados para ver se a identificação corresponde a do crachá.

Foto: Vanessa Nunes

Toco neste assunto porque na tarde desta quinta-feira houve o flagrante de um suspeito com três notebooks, e a polícia foi acionada, segundo nota à imprensa da organização do evento.

Por isso, o que aprendi acompanhando todas as edições deste evento no Brasil é que a Campus Party até pode ser uma grande festa, mas, quando o assunto são gadgets, sempre é bom ficar de olho bem aberto.

Vanessa Nunes viajou para a Campus Party a convite da organização do evento

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O computador que homenageia o Poderoso Chefão

09 de fevereiro de 2012 1

Fotos: Vanessa Nunes

Em outro post, mostrei um computador em formato de Homem de Ferro, um dos atrativos desta edição do evento de tecnologia Campus Party, mas outro destaque deste ano na área de casemod - como são chamados os computadores com gabinetes modificados - é uma máquina que presta um tributo ao filme O Poderoso Chefão (The Godfather).

É criação do comerciante Omar Majzoub, 24 anos, de Embu dos Artes (SP). Em edições anteriores do evento, Omar destacou-se com seus casemods de Chucky (2011) e do seriado Lost (2010).

- Acho que me superei neste ano - afirma Omar, que diz nem gostar tanto assim do filme, mas ter feito a escolha por ser um tema que seria de fácil identificação pelos outros campuseiros.

O gabinete é uma espécie de vitrina onde giram um carrinho e um boneco alusivos ao filme. Para ficar pronto a tempo do evento, Omar começou a tocar o projeto em agosto do ano passado. Gastou cerca de R$ 8 mil na brincadeira, tendo contado com patrocínio para a refrigeração.

Vanessa Nunes viajou para a Campus Party a convite da organização do evento

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As gincanas que movimentam a Campus Party

09 de fevereiro de 2012 0

No evento de tecnologia e inovação Campus Party, no Anhembi, em São Paulo, quando se vê os participantes correndo de um lado para outro enlouquecidos, amontoados em um canto ou encarando filas diante de estandes, possivelmente é para a distribuição de algum brinde. Campuseiros adoram isso.

As minigincanas também movimentam a arena. Uma delas, promovida por um banco que patrocina o evento, oferecia como prêmios tablets, smartphones e HDs externos de 1 terabyte. Reunir moedas do maior número de países ou o livro mais pesado do evento eram algumas das tarefas.

- Muitos campuseiros gostam de ficar na internet, jogando, mas eu gosto de participar dessas brincadeiras – afirmou o estudante de engenharia eletrônica Thiago Soares, 21 anos, morador de São Paulo.

Em uma minigincana em que participou, ganhava quem conseguisse reunir um casal que, somada a idade dos dois, fosse a mais alta. Viu Miriam Linera sentada em frente a um dos palcos do evento e resolveu convidá-la:

- Você pode me ajudar em uma gincana?

Miriam achou graça, topou ajudar o guri e arrastou junto o marido, o secretário de Coordenação Política e Governança Local de Porto Alegre, Cézar Busatto, que estava mais adiante, falando ao telefone. Busatto tinha acabado de palestrar na Campus Party sobre a experiência de democracia participativa da capital gaúcha, incluindo o bacanérrimo projeto PortoAlegre.cc.

Minutos depois, quando saiu o resultado, a vitória era de Soares, que então descobriu o prêmio que levaria para casa: um smartphone Galaxy S II. O casal também ganhou um aparelho.

Ao saber da vitória, Busatto seguia sem entender direito o propósito da brincadeira:

- O que ganhamos, tchê?  - perguntou.

- O casal da Campus Party com mais idade – alguém respondeu.

Na Campus Party, 95,6% dos 7 mil campuseiros têm até 39 anos, segundo dados da organização. Com idades somadas, Busatto e Miriam têm 110 anos.

Na foto, o campuseiro Thiago Soares, Miriam e Busatto em uma gincana na Campus Party. Crédito: Vanessa Nunes

Vanessa Nunes viajou para a Campus Party a convite da organização do evento

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Gamificação e o legado da Campus Party

08 de fevereiro de 2012 0

Foto: Cristiano Sant'Anna, indicefoto.com, divulgação

A edição deste ano da Campus Party segue até domingo, mas Mario Teza, o gaúcho que comanda o principal encontro de tecnologia do país, já fala na contribuição que o evento quer deixar para o país:

- O legado que queremos deixar é o de uma megarrede social de inovação - afirma.

A tecla em que todos os organizadores batem é a mesma: na Campus Party estão as mentes criativas que vão moldar o futuro do Brasil. Inovação aberta e colaborativa é o bordão da turma.

Em busca desse tipo de inovação, a aposta é na gamificação, uma estratégia que faz uso de desafios e concursos na construção de ideias e projetos. Teza cita estudos apontando que a inovação tradicional tem ciclos de 20 anos para desenvolvimento, implementação e consolidação enquanto isso cai para dois anos na inovação aberta e colaborativa.

Com a chamada gamificação, que é um dos assuntos salientes da Campus Party 2012, a ideia é cada vez mais engajar o público (seja consumidores de uma marca ou a população de uma cidade) a partir de games e desafios.

Um exemplo dessa estratégia foi o desafio realizado no ano passado pela Futura Networks - organizadora da Campus - em parceria com a prefeitura de Porto Alegre em busca de ideias para tornar a cidade mais inovadora.

Em um painel sobre inovação aberta realizado ontem à tarde, Luis Canabarro Cunha, coordenador de Relações Institucionais da Procempa, apresentou os resultados da iniciativa aos campuseiros: foram inscritos 395 projetos de 13 países. Segundo Cunha, se a prefeitura fosse contratar uma consultoria para elaborar apenas um dos 35 projetos de qualidade pré-selecionados, teria gasto muito mais do que o investido na ação, que premiou as melhores ideias com computadores e o grande vencedor com R$ 15 mil.

Cunha destacou ainda que apostar nesse tipo de ação não significa necessariamente implementar um projeto da forma como foi apresentado no desafio, mas sim usá-lo como base, adaptá-lo para as necessidades da cidade. Como prova disso, a prefeitura está elaborando um sistema de coleta de lixo eletrônico em Porto Alegre com inspiração no projeto vencedor.

Outro exemplo de gamificação na Campus Party é uma iniciativa da Sadia, que criou um jogo (ao lado) e está convidando os campuseiros a testar cinco novos molhos para sua linha de hot pocket (aquelas snacks de micro-ondas). Os participantes da Campus Party poderão ainda ajudar a escolher os dois sabores que serão de fato colocados no mercado.

Foto: Vanessa Nunes

As técnicas de gamificação podem ainda ser aplicadas ao ensino, como uma forma mais lúdica e instigante de aprendizado. O especialista em educação Sugata Mitra (foto abaixo), professor do MIT, chegou a dizer em sua passagem pela Campus Party que o game Angry Birds ensina a uma criança o que ela poderia no futuro aprender com um MBA, como planejamento e gerenciamento de recursos.

Foto: Flávia de Quadros, indicefoto.com, divulgação

Vanessa Nunes viajou para São Paulo a convite da organização do evento

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Quando o Homem de Ferro vira um computador

07 de fevereiro de 2012 0

Fotos: Vanessa Nunes

Um dos atrativos do evento de tecnologia Campus Party são os casemods, como são chamados os computadores com gabinetes modificados. É onde se vê tamanha a criatividade dos campuseiros.

Esta máquina aí da foto é criação do analista de suporte Alexandre Ferreira, o Sandman, de São Paulo. A escolha do Homem de Ferro como personagem é por ser algo que os participantes do evento não teriam dificuldade de identificar.

- Fiz um casemod em que eu pudesse mostrar minha habilidade, assim quem sabe não levanto fundos para publicar meu livro - afirma.

Entrevistei o Sandman em edições passadas da Campus Party. Suas máquinas anteriores - "casemonstros", como ele as chama - eram inspiradas em personagens de um livro de fantasia que sonha um dia publicar.

Para tocar suas criações, Sandman construiu um estúdio de 6m por 6m em sua casa. Neste projeto, utilizou uma técnica chamada pepakura, em que possibilita a construção de objetos tridimensionais a partir de papel, algo semelhante ao origami. Depois, foi resinando por cima do papel até poder fazer a laminação de fibra de vidro. No acabamento, recorreu a um profissional que fizesse pintura automativa.

Sem contar o hardware, gastou R$ 5 mil e 10 meses de trabalho. A estrutura pesa cerca de 15 kg.

Para conferir um vídeo mostrando o casemod que o Sandman trouxe na Campus Party de 2009, conferiram este post aqui.

Vanessa Nunes viajou para a Campus Party a convite da organização do evento

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Orgulho nerd na Campus Party

07 de fevereiro de 2012 0

Foto: Vanessa Nunes

Ponto de encontro de entusiastas de ciência e tecnologia de todo o país, a Campus Party é uma grande celebração do orgulho nerd.

Aí na foto, a estudante Myllena Sales Reis, de 13 anos, que participa do evento pela terceira vez. O incentivo pelo mundo tecnológico veio do pai:

- Desde pequeninha, ele me deixava usar computador  - conta.

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Uma tirinha sobre a Campus Party

07 de fevereiro de 2012 0

Muito boa esta tirinha aí do VidadeProgramador.com.br sobre a Campus Party, evento de tecnologia e inovação que ocorre até domingo no Anhembi, em São Paulo.

Crédito: Vida de Programador, divulgação

O preço da garrafinha de água é R$ 4, o que tem gerado muitas críticas de campuseiros.

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Um salão de beleza dentro da Campus Party

07 de fevereiro de 2012 0

Em eventos de tecnologia, o público masculino costuma dominar. Na Campus Party Brasil, principal encontro de inovação e cultura digital do país, não é diferente.

Embora em menor quantidade, as gurias ganharam um reforço nas atividades voltadas para elas. Há mais mesas discutindo mulheres e tecnologia neste ano, destaca Carolina de Marchi, coordenadora de conteúdos do evento.

E mais: o Sebrae montou um salão de beleza na área de exposições da Campus Party. Estudante de engenharia de energia na UFABC, Jéssica Vieira (foto), 20 anos, aproveitou para fazer as unhas:

- Tem que estar apresentável - comenta.

A proposta da iniciativa - realizada apenas na manhã desta terça-feira - era atrair o público feminino para o estande do Sebrae como uma espécie de "boas-vindas". O objetivo era ainda divulgar atividades de empreendedorismo voltada às mulheres, explica Andrezza Torres, coordenadora nacional de serviços e responsável pela carteira de beleza do Sebrae.

Um dos fortes nichos na internet, aliás, são os blogs de beleza. Como parte da ação, o Sebrae convidou a autora do blog coisasdanatalie.com para conversar no estande sobre blogs como negócios.

Vanessa Nunes viajou para a Campus Party a convite da organização do evento

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A arena dos campuseiros

07 de fevereiro de 2012 0

Foto: Camila Cunha, indicefoto.com, divulgação

A programação da Campus Party começa para valer nesta terça-feira. Serão mais de 500 horas de palestras, oficinas e debates de temas que vão de astronomia ao futuro da internet.

As atividades ocorrem na arena dos campuseiros, onde também ficam as bancadas onde o pessoal pode acessar a internet - neste ano, o evento oferece uma conexão de 20 gigabits por segundo.

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O mar de barracas da Campus Party

07 de fevereiro de 2012 0

Foto: Camila Cunha, indicefoto.com, divulgação

Das cinco edições da Campus Party no Brasil, participei de todas. Em três delas, acampei: saí com dor nas costas na edição de 2008 por causa de meu colchonete ralo, tomei banho gelado nos chuveiros capengas da edição de 2009 e, ano passado, encarei as filas infernais do evento. Desta vez, não estou encarando colchonete e barraca, mas tenho convicção de que acampar é uma das experiências mais bacanas deste evento. Você deve fazer isso pelo menos uma vez na vida de campuseiro.

Em 2012, são 5 mil barracas, fabricadas - diga-se de passagem, por uma empresa de Santa Cruz do Sul. Como algumas barracas são duplas, a expectativa é que 5,5 mil dos 7 mil campuseiros acampem no evento.

Fotos: Cristiano Sant'Anna, indicefoto.com, divulgação

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