Pois chamando a atenção para esse problema em grandes cidades - e tirando sarro, é claro -, uma ação do Improv Everywhere e do BuzzFeed ofereceu guias em Nova York para que pedestres pudessem se concentrar nos seus telefones sem perigo de tropeçarem ou serem atropelados. Essas pessoas eram guiadas por uma cordinha pelos chamados "seeing eye people" (pessoas com olhos que veem). Espia só:
O diretor Brian Knappenberg - o mesmo do documentário "We are Legion: The Story of the Hacktivists" sobre o grupo hacker Anonymous - quer transformar em filme a história do ativista Aaron Swartz, que morreu em janeiro. Swartz era um grande nome da luta por uma internet livre e colaborativa.
Quando se fala na guerra dos smartphones, as atenções geralmente são divididas entre as linhas iPhone, da Apple, e Galaxy, da Samsung. Há torcidas apaixonadas para os dois lados, e a preferência por um ou outro nem sempre tem muita lógica. O que mais se vê é uma rivalidade tipo Gre-Nal.
Esse vídeo aí - uma divertida propaganda do Nokia Lumia 920 com Windows Phone - tira sarro do assunto (está em inglês):
Aliás, é interessante como o Windows Phone, correndo por fora, vem ganhando espaço. Nos Estados Unidos, a plataforma móvel da Microsoft aumentou em um ano a sua participação de mercado de 3,7% para 5,6%, conforme uma pesquisa da Kantar Worldpanel ComTech.
O tema Steve Jobs costuma provocar um interesse descomunal entre entusiastas por tecnologia, e essa é a justificativa se você quiser gastar 80 minutos assistindo ao filme iSteve. Trata-se de um documentário-sátira sobre o cofundador da Apple que foi lançado na última semana pelo site de humor Funny or Die. Pode ser assistido, em inglês, no endereço www.funnyordie.com/videos/d2e0f617e3/isteve.
Garcia (esq.) e Long (dir.) vivem Woz e Jobs no filme iSteve
Crédito da imagem: reprodução
A produção conta com Justin Long (o Mac dos célebres comerciais “Mac x PC”) no papel de Jobs, e Jorge Garcia (do seriado Lost) como Steve Wozniak, que também cofundou a Apple. Por ser uma paródia, não espere por nenhum tipo precisão nos fatos retratados. Pelo contrário, lá pelas tantas do filme, descobre-se até que Jobs é, na verdade, um robô.
iSteve também não é tão engraçado como promete ser e pode até ser um pouco chato de assistir, mas como é algo relacionado a Jobs, angaria audiência mesmo assim. Já para aqueles que esperam pelo filme jOBS, estrelado por Ashton Kutcher, o lançamento previsto para abril foi adiado, sem ter nova data.
*Texto da minha coluna desta semana no caderno ZH Digital
Faz pouco mais de três anos que não moro em Porto Alegre, e uma das coisas que mais sinto falta é ouvir gente falando porto-alegrês - na minha bairrista opinião, o SOTAQUE MAIS LINDO DO MUNDO. :)
Para celebrar a data, a dica do blog é o app Coisas que Porto Alegre Fala (imagem ao lado), que pode ser baixado gratuitamente em aparelhos com as plataformas iOS (aqui) e Android (aqui).
Dá para conferir frases comuns entre porto-alegrenses, compartilhá-las nas redes sociais e assistir a vídeos como este aí:
Lembro da época em que eu tinha que explicar para as pessoas o que era o tal do Twitter. É como se aquele fosse um outro mundo... Os smartphones ainda não eram tão onipresentes, as pessoas achavam que era besteira um site para dizer o que se está fazendo. Mas muita coisa mudou de lá para cá - e numa velocidade incrível.
Então eu acho lindo ver que pessoas que anos atrás eu evangelizei sobre o uso do Twitter hoje são tuiteiras muito mais ávidas do que eu. É verdade que meu entusiasmo com o Twitter morreu há alguns anos. Eu já não me divirto lá, tenho um certo saudosismo pela internet de 2008 e 2009, mas o Twitter sempre terá um lugarzinho cativo no meu coraçãozinho nerd. É um serviço que, afinal de contas, mudou completemente a internet.
Toco no assunto porque hoje o Twitter está fazendo sete anos, e há muito motivo, siiiiimmm, para celebrar:
Para quem já estava empolgado com o Glass, os óculos de realidade aumentada do Google, prepare-se: a última na linha de tecnologia para vestir é um tênis falante.
O Google está exibindo um "Talking Shoe" no SXSW, evento que está rolando em Austin (Texas).
Crédito da imagem: Google, reprodução
O tênis é capaz de comentar a performance do seu dono. Isso mesmo, ele tem um alto-falante e inclusive reclama se a pessoa está parada. O conteúdo pode até ser postado direto na rede social Google+. O calçado conta acelerômetro, Bluetooth e outras tecnologias.
O experimento é parte do projeto Art, Copy & Code, que tanta reimaginar a forma de se fazer publicdade. que a ideia é reinventar a publicidade.
Pois até eles dançaram o Harlem Shake, febre da vez no YouTube. O vídeo foi gravado no centro de lançamento de foguetes da Nasa em Wallops Island, no estado da Virgínia. Vejam só:
Não dá para esquecer que estudantes do Centro Espacial Johnson, que fica em Houston (Texas), criaram o Nasa Johnson Style, uma paródia educacional do vídeo Gangnam Style, inclusive com a participação dos astronautas Tracy Caldwell Dyson, Mike Massimino e Clay Anderson. A letra da música foi reimaginada para informar sobre o trabalho feito pela Nasa e pelo Centro Espacial Johnson, onde são treinados astronautas antes de ir para o espaço (já tive lá uma vez, conto aqui neste outro post). Vejam só que tri:
Eu devia ter uns 15 anos quando fiz um programinha em Pascal que mostrava um barco se quebrando, no que era minha interpretação para o naufrágio do Titanic. Algo tosco, mas tenho até hoje na lembrança a imagem do Titanic que criei com linhas de programação lá nos anos 90.
Eu aprendi um programação no colégio. Por isso eu acho linda a proposta da ONG Code.org, que está incentivando estudantes nos Estados Unidos a ter aulas de programação. Aliás, esse é o tipo de campanha que o Brasil também precisa.
Crédito: Code.org, reprodução
A entidade lançou um vídeo chamado "O que a maioria das escolas não ensina", no qual ícones do setor de tecnologia como Bill Gates (Microsoft) e Mark Zuckerberg (Facebook) contam suas primeiras experiências com programação. Até Steve Jobs marca presença, já que é dele uma frase que dá o tom da campanha:
- Todo mundo deveria aprender a programar um computador porque isso ensina a pensar.
A iniciativa também tenta mostrar que programação não é coisa só de nerd. Celebridades de fora de mundo da tecnologia aderiram, como o cantor Will.I.Am, que está aprendendo a programar.
Veja a seguir (clique em CC/Portuguese para legendas em português):
A ONG Code.org defende que programação deveria fazer parte dos currículos escolares ao lado de disciplinas como matemática e biologia. No site da entidade há recursos gratuitos para quem quiser aprender a programar (www.code.org/learn/). Uma das ferramentas indicadas é o Code Academy, que também tem versão em português (www.codecademy.com/pt/).
Harlem Shake é a onda da vez na internet. O YouTube divulgou na sexta-feira que havia por lá mais de 40 mil vídeos no ritmo da música do DJ norte-americano Baauer. Selecionei cinco versões com uma temática mais nerd.
Para começar, o personagem mais querido do mundo dos games, Mario, caindo na dança:
Harlem Shake também ganhou uma versão a la Guerra nas Estrelas:
E nerd A-D-O-R-A Lego, né? :)
Funcionários de duas das principais empresas de tecnologia do planeta também aderiram à brincadeira. A seguir, Harlem Shake no Facebook e no Google:
E aí, qual a tua versão preferida de Harlem Shake?
Esta aí é a minha seleção de assuntos de tecnologia que se destacaram na última semana:
* O Twitter lançou um app para vídeos curtos chamado Vine. Como comento em outro post, adorei a novidade, que é tipo um Instagram em movimento. Vejam só:
* Atenção, fãs de Star Wars (Guerra nas Estrelas, em português). O episódio 7 da saga idolatrada por "11 em cada 10" nerds será dirigido por J.J. Abrams, o mesmo diretor de Star Trek (Jornada nas Estrelas).
* Foi liberado um trecho do filme jOBS, sobre a vida de Steve Jobs, e eu estou devendo um post com meus pitacos sobre a cena e toda a polêmica que já está causando.
* Em carta aberta ao Skype, integrantes de várias organizações, incluindo a Repórteres Sem Fronteiras, acusam o software de fazer gravações ilegais de converas entre seus usuários.
* O tablet Nexus 7, do Google e Asus, já está à venda no Brasil. Mas o preço é revoltante: R$ 1.299. Para ter uma ideia, nos EUA custa US$ 199.
* A Microsoft anunciou que a versão Windows 8 Pro do tablet Surface será lançado nos EUA e no Canadá a partir de US$ 899 no dia 9 de fevereiro. Ainda não há previsão do lançamento da linha Surface no Brasil.
Com o avanço do Facebook, o Orkut já não tem mais a importância de outrora. Embora relegado, não dá para esquecer que o Orkut marcou uma era na internet brasileira: foi quem alfabetizou muitos de nós no mundo das redes sociais.
Aproveitando a data, vale assistir ao vídeo "Ainda tô no Orkut". Presta atenção na letra. Dá até uma certa nostalgia.
Em menos de duas semanas, o trailer oficial do documentário TBP AFK, sobre os fundadores do site de compartilhamento de arquivos Pirate Bay, já angariou mais de 2 milhões visualizações no YouTube.
O filme deve estrear neste ano, gratuitamente na internet, mas ainda não há data certinha. Para quem não viu ainda, aí está (em inglês):
E falando em trailers, vocês conhecem o Moviegram?
Mesmo eu pouco entendendo de rivalidades futebolísticas, curti bastante este vídeo aí, que promove o próximo "El Clásico", jogo entre Barcelona e Real Madrid. As estrelas dos dois times - Messi e Cristiano Ronaldo, respectivamente - trocam mensagens de texto no que é também um grande clássico do mundo smartphone: Apple versus Samsung.
A Nasa estava tão certa que o mundo não iria acabar ontem, dia 21 de dezembro de 2012, que tinha até publicado no YouTube com dias de antecedência um vídeo chamado "Por que o mundo não acabou ontem".
Como é um vídeo para ser assistido neste dia 22, aí está (em inglês):
Há recursos que permitem localizar dispositivos móveis e bloqueá-los à distância, mas tem muita gente que sequer faz o basicão, que é colocar uma senha no telefone. Eu sei bem que é chato precisar de senha a cada vez que se vai usar o aparelho, mas é uma precaução necessária considerando a quantidade de informações pessoais e de trabalho que carregamos no nosso bolso.
O projeto, que já existia em outros países, propõe uma discussão sobre o futuro com base na ficção científica. Quem quiser participar, pode submeter até abril de 2013 trabalhos inéditos - vídeos, contos ou ilustrações - sobre o tema “Um dia da minha vida em 2025”. O conteúdo selecionado fará parte de um e-book. Para mais informações, cheguem em br.tomorrow-projects.com.
Para quem se vira em inglês, vale a pena assistir a este vídeo aí, em que Brian David Johnson, futurista na Intel, fala sobre como a ficção científica ajuda a pensar e projetar o futuro. Super-recomendo! :)
Crédito da imagem: The Tomorrow Project, reprodução
Para quem se interessa por discussões envolvendo inovação na sala de aula, espiem só:
O vídeo promove um workshop que será realizado nos dias 8 e 15 de dezembro em Porto Alegre sobre o uso de tecnologias que podem auxiliar no processo de aprendizado.
- Queremos apresentar às pessoas ferramentas que podem muito bem fazer parte da sala de aula a fim de tornar o ensino algo mais atraente para as gerações Y e Z - afirma Luiz Cabral, um dos organizadores do workshop.
Para mais informações sobre o evento, confiram aqui.
Este aí é o Witch (Bruxa, em português), um computador sexagenário que fez história nesta semana ao resistir à aposentadoria.
Crédito: The National Museum of Computing, divulgação
O Witch começou a operar em 1951, ajudando em pesquisas nucleares, e funcionou até 1973. Depois de três anos de restauração, ele foi reativado na terça-feira no Museu Nacional da Computação, no Reino Unido. O registro deste momento é, na minha opinião, o vídeo da semana no mundinho tech:
Witch é a sigla de Wolverhampton Instrument for Teaching Computing from Harwell.
Por curiosidade: a máquina tem dois metros de altura e pesa 2,5 toneladas.
Vanessa Nunes é entusiasta da cultura geek e adora brincar com gadgets recém-lançados, descobrir sites novos e garimpar apps para iOS e Android. Tem 30 anos, é gaúcha de Butiá e jornalista formada pela UFRGS. Fez curso técnico em informática na adolescência, de onde vem o seu pavor em programar em C++.
Trabalhou por cinco anos como repórter de tecnologia de Zero Hora. Desde 2010, mora em Winnipeg, no Canadá.
Assina a coluna Tecnologia na Cabeça, publicada às quartas-feiras no caderno ZH Digital (em Zero Hora) e às sextas-feiras no caderno Clicar (jornal A Notícia, de Joinville).