Agora não tem mais jeito. Chegou o dia de se despedir de vez do Windows Live Messenger, que para gente será sempre o MSN. É uma aposentadoria forçada que faz todo o sentido, mas é algo triste mesmo assim porque marca o fim de uma era, e nunca é fácil se despedir de um ícone da web.
Se você não descobriu a internet ontem, possivelmente passou por um período de sua vida em que estar online era equivalente a estar com o MSN aberto. Só que a comunicação online foi evoluindo. Ferramentas de chat foram integradas em redes sociais e no e-mail e, com os hoje onipresentes smartphones, aplicativos como o WhatsApp facilitam a comunicação instantânea. Eu mesma já tinha abandonado o MSN faz tempo. Afinal, para que mais uma ferramenta para conversar com os amigos?
Foi essa também a lógica da Microsoft: com dois comunicadores queridos em seu portifólio, matou um para deixar o outro ainda mais forte. A companhia poderá agora concentrar todos os seus esforços em um produto. Passada a adaptação dos usuários mais saudosistas, a verdade é que o MSN não fará falta. O Skype é mesmo melhor.
Só que ninguém gosta de se ver forçado a mudar quando se está acostumado e contente com um serviço. Esse é o drama de muitos usuários cativos do MSN. Encarar uma nova interface é como trocar de casa, requer novos hábitos. Por isso a dica desta blogueira é desapego. Está perigoso criar laços emocionais tão fortes com serviços online porque mesmo gigantes de tecnologia estão nos deixando na mão: 2013 está fadado como o ano em que produtos queridinhos de internautas estão diante de uma aposentadoria forçada. Da Microsoft, teve ainda a transferência das contas de e-mail do Hotmail para o Outlook.com. O fim do leitor de RSS Google Reader, previsto para julho, será outra grande perda do ano.
Confiram um infográfico em zerohora.com sobre a história dos mensageiros instantâneos
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