Crédito da imagem: Associação Software Livre, divulgação
Como eu já tinha adiantado há algumas semanas em minha coluna na ZH impressa, a edição deste ano fará uma homenagem ao hacker e ciberativista Aaron Swartz, que morreu em janeiro. As atividades relacionadas com cultura e internet livre, compartilhamento, copyleft, Creative Commons, transparência e hacktivismo serão agrupadas em uma trilha chamada Aaron Swartz.
Alguns palestrantes internacionais já estão confirmados no Fisl14, incluindo Richard Stallman (o pai do movimento de software livre), Jon Maddog Hall (diretor executivo da Linux Internacional), Mitch Altman (um dos pioneiros em realidade virtual) e Alexis Rossi (diretora de Coleções do Internet Archive).
E falando em software livre, vale lembrar que a edição 2013 do Festival Latinoamericano de Instalação de Software Livre (Flisol), que ocorre em várias cidades, será em 27 de abril. O Maicon Strey, do Grupo de Software Livre do Vale do Sinos, me mandou um e-mail para avisar que eles estão aceitando propostas de palestras para o evento em Novo Hamburgo. Cheguem aqui para mais informações.
Confiram um apanhado de assuntos da última semana no mundinho tech:
* Facebook, Google e Twitter divulgaram os seus destaques do ano:
No Facebook, o evento mais comentado de 2012 foi a eleição presidencial americana. Na área de tecnologia, os cinco assuntos mais quentes na rede social foram Instagram, timeline, Pinterest, Draw Something e iPhone 5. Para a relação completa de destaques do ano no Facebook, confiram em www.facebookstories.com/2012.
No Google, a busca mais feita no mundo em 2012 foi referente a Whitney Houston. No Brasil, Face foi o assunto mais buscado. Para conferir os termos mais populares buscados no ano no Google, cheguem em www.google.com/zeitgeist/2012/.
* O iPhone 5 passou a ser vendido no Brasil com valores a partir de R$ 2.399 (aparelho desbloqueado).
* O aplicativo de mapas Waze foi escolhido pela Apple o app do ano de 2012 para iPhone. Como jogo do ano para iPhone, a Apple escolheu Bike Race Free.
Crédito: reprodução
* Um assunto que repercutiu nesta semana foi mais uma declaração polêmica de Richard Stallman, o pai do movimento de software livre. Em um post do dia 7 no blog da Fundação Software Livre, Stallman acusou o Ubuntu, distribuição Linux mais popular, de monitorar os seus usuários.
* O futuro da internet esteve em xeque com a reunião da União Internacional de Telecomunicações (UIT) em Dubai. Um bloco de países liderado pelos Estados Unidos rejeitou revisões propostas no tratado que governa a internet, segundo informações da agência Reuters.
A edição de Porto Alegre do TcheLinux - evento de tecnologia que tem o mascote mais simpático do mundo de software livre - será no próximo sábado, dia 24 de novembro, na FTEC. A inscrição é 2 Kg de alimentos não-perecíveis.
Para conferir a programação e garantir uma vaga, cliquem aqui.
Anotem aí: no próximo sábado, dia 15, ocorre a edição 2012 do Dia da Liberdade de Software. É um evento anual em várias cidades do mundo para celebrar e divulgar o uso de software livre. A entrada é franca.
No Rio Grande do Sul, será realizado na Feevale, em Novo Hamburgo (vejam aqui a programação). A Faculdade Imedi, em Passo Fundo, também promove o evento sob o nome do Festival Nacional da Cultura Livre (programação aqui).
Nada melhor que aproveitar o Fórum Internacional Software Livre (Fisl), em Porto Alegre, para lançar um aplicativo para Android, o sistema operacional móvel com raízes no Linux.
Durante o evento na semana passada, foi a vez da plataforma receber o Simet (Sistema de Medição de Tráfego Internet), app do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR que permite testar a qualidade da internet (imagem abaixo). O aplicativo já tinha versão para iOS. O teste também pode ser feito pelo browser no computador (simet.nic.br). Um mapa em simet.nic.br/mapas/ permite ainda conferir os resultados dos testes de qualidade da banda larga pelo Brasil.
Crédito: reprodução
Há mais apps que medem a qualidade da internet, como o do popular site Speedtest.net. Para quem tem iPhone e iPad com 3G, a coluna também recomenda o CarrierCompare (disponível em tinyurl.com/carriercompare). Com base nos dados de usuários do aplicativo, permite descobrir qual operadora tem um serviço melhor em determinada região.
* Com 7709 inscritos de 22 países, o Fisl13 fez de Porto Alegre mais uma vez a capital do software livre e da defesa da liberdade na internet. O Tux, pinguim-símbolo do Linux, e o mascote do Firefox marcaram presença (foto acima). O Konqi (abaixo), mascote do KDE, também estava lá.
Presidente da Linux International, Maddog é figurinha carimbada no Fisl, e vejam só: as palestras dele sempre lotam. Crédito: Flickr do Percurso da Cultura, divulgação
* Anunciado o Banco Colaborativo da Ada Digital (BCAD), que tem a proposta de facilitar a divulgação de projetos de software livre. Mais sobre o projeto em www.bcad.adadigital.com.br.
* Este foi um Fisl não só de software livre, mas também de hardware livre. Aliás, vocês já ouviram falar em Brasuíno? É a versão tupiniquim do Arduino. Confiram em brasuino.holoscopio.com.
Outro evento de tecnologia importante realizado nesta semana foi a Campus Party Recife:
* Para ter uma ideia da beleza que é um evento desses, cheguem aqui para conferir uma foto em 360º da arena dos campuseiros.
Foto: Eudes Santana, divulgação
* O blog oficial da Campus Party no Brasil é um excelente ponto de partida para quem quer ficar por dentro do que rolou em Recife. O endereço é blog.campus-party.com.br.
* Vocês sabiam que as Olímpiadas, que começaram na sexta-feira, têm três apps oficiais? Vejam neste post.
* A Apple lançou o Mountain Lion, nova versão do sistema operacional para Macs, disponível por 20 dólares na Mac App Store. A plataforma aumenta a integração com o iOS, plataforma de iPhones e iPads. Destaque para a estreia no Mac do Notification Center, Game Center e Dictation.
* A central de apps do Facebook, que tinha sido inaugurada em junho, chegou aos usuários brasileiros. Espiem em www.facebook.com/appcenter. Sobre a estreia do Facebook no mundo das apps stores, eu já tinha comentado neste post aqui.
* O Google anunciou um serviço de BANDA REALMENTE LARGA e TV por assinatura por meio de fibra óptica que estará disponível, inicialmente, em Kansas City, nos Estados Unidos. No Google Fiber (fiber.google.com), um pacote de internet de 1 Gbps sairá por 70 dólares mensais. Este vídeo aí divulga a novidade:
* Comentei aqui outra novidade do Google: a possibilidade de escrever à mão (em vez de digitar) na tela de tablets e smartphones um termo para pesquisa no Google.
DICA DE VíDEO DA SEMANA:
* Espiem este curta-metragem feito como projeto de graduação de alunos de um curso de artes que mostra uma visão de um futuro em que carregaríamos a internet nas nossas lentes de contato:
A melhor forma de entender o que são as distribuições do sistema operacional GNU/Linux é pensá-las como diferentes "sabores" da plataforma. Há sabores para todos os gostos. Então, se você perguntar a um usuário do GNU/Linux por quais distribuições ele já aventurou, não estranhe se a resposta for longa. É mesmo comum experimentar várias delas até achar a mais adequada as suas necessidades e preferências, ou seja, um Linux para chamar de seu.
Essa característica do mundo Linux é decorrência do fato de ser software livre, em que o código-fonte (a receita do software) pode ser visto, copiado, modificado e distribuído livremente, permitindo assim criar distribuições com diferentes focos. Mas será que isso não acaba sendo confuso para aqueles que desejam dar os primeiros passos no mundo Linux?
Testes como um oferecido em http://tinyurl.com/testelinux tentam ajudar internautas a escolher a distribuição voltada ao seu perfil. Mas a dica de Troian é ter calma e se divertir testando:
- O Linux é ótimo para curiosos - afirma.
É o caso do desenvolvedor Álvaro Justen, 25 anos, de Niterói (RJ), que se aproveita dos diferentes focos possibilitados pelos sabores do Linux. Ele usa Ubuntu em um laptop devido à facilidade característica dessa distribuição. Em um servidor que possui, colocou o Debian por causa da estabilidade que oferece. Já no desktop, a escolha foi o Arch Linux pelo controle e rapidez proporcionada.
- Não ia instalar o Arch no computador da mãe. Com o Linux, você tem liberdade de escolher a distribuição de acordo com o foco. Há mais flexibilidade - resume Justen, que deu os primeiros passos no mundo Linux com o Kurumin, a extinta distribuição nacional.
O estudante de análise de sistemas Alisson Silveira, 18 anos, de Alegrete, já passou pelo Kubuntu, Debian, Mandriva e Open Suse, mas hoje é usuário do Ubuntu. Entre os motivos, a facilidade de instalação e uso, além do fato de que essa distribuição tem uma comunidade de apoio bem grande. É que o Ubuntu é o "sabor" Linux mais conhecido. Distribuições como RedHat e Suse são forte em nível empresarial, e o Debian é bastante usado em servidores. Entre usuários domésticos, o Mint é outra distribuição que está ganhando cada vez mais atenção.
As especificidades das diferentes distribuições do GNU/Linux e como a comunidade brasileira contribui com elas serão tema de um painel que será realizado no sábado, às 11h15, em uma parceria do Fisl13 e da Campus Party Recife. Em Porto Alegre, estarão usuários do OpenSuse, Gentoo e Fedora; em Recife, defensores do Ubuntu e do Debian. A atividade terá transmissão ao vivo pela internet (vejam como acompanhar o Fisl13 sem sair de casa).
* Texto da coluna Tecnologia na Cabeça desta quarta-feira no ZH Digital, com adendos. Crédito da foto: Tadeu Vilani, banco de dados, Zero Hora
Em entrevista ao blog, o coordenador de conteúdos do Fisl13, Rodrigo Troian, explica que a ideia da organização do fórum é mesclar na programação discussões sobre software livre tanto de um ponto de vista mais técnico quanto do ponto de vista político, buscando um equilíbrio. Além disso, o Partido Pirata se alinha com filosofias do software livre.
A participação de Falkvinge no Fisl é resultado de uma parceria com a Campus Party Recife, que será realizada de 26 a 30 de julho e já contava com Falkvinge entre as suas atrações. Aliás, o lançamento oficial do Partido Pirata do Brasil está previsto para ocorrer durante a Campus Party.
Fisl13 e Campus Party Recife também promoverão em conjunto um debate sobre as diferentes distribuições Linux e por que não unificá-las. No dia 28, sábado, participantes dos dois eventos, uns no Rio Grande do Sul e outros em Pernambuco, trocarão ideias via teleconferência sobre o assunto.
Pois se eu fosse da Associação Software Livre (ASL), que organiza o Fisl, eu estaria encarando a data da Campus Party Recife como uma traição.
Foto: Lívia Stumpf, indicefoto.com, divulgação
A relação entre os dois eventos sempre foi próxima - no ano passado, a Campus Party teve até estande do Fisl (é de lá a foto deste post). O mais irônico é que foi em um Fisl que a Campus Party Brasil começou a ganhar a força: os espanhóis que criaram o evento chegaram a acompanhar o Fisl de 2007 e ocorreram lá tratativas para a realização de uma edição da Campus Party no Brasil - desde então já foram cinco, sempre comandadas por um gaúcho levando do Fisl a experiência de liderar grandes eventos de tecnologia.
De certa forma, a realização de uma Campus Party na mesma época prejudicará o Fisl. Com os eventos sendo realizados em extremos do país, será preciso escolher entre um ou outro. Com uma Campus Party na mesma semana e pertinho de casa, a presença de participantes do Nordeste deverá ser menor no Fisl13:
- Sem dúvida, o Fisl terá uma perda de público de software livre do Nordeste - afirmou ao blog o coodernador da ASL, Ricardo Fritsch, lembrando que a Campus Party também é um evento forte na área de software livre.
O público do Nordeste costuma representar de 5% a 10% dos participantes do Fisl. Para compensar a queda no número desses participantes, a organização do fórum pretende atrair mais público da Argentina e do Uruguai.
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Apesar do conflito de datas, Fritsch garante que a relação entre os dois eventos não ficou estremecida:
- É lamentável que seja na mesma data, mas vamos dar a volta por cima. Vamos tratar a Campus Party da mesma forma como a gente trabalha com software livre: em colaboração e em compartilhamento - disse.
Uma das ideias discutidas entre os organizadores dos dois eventos é compartilhar palestrantes. Também estão planejando disponibilizar um link de vídeo ao vivo do Fisl com atividades de software livre da Campus Party.
Adendo: Mario Teza, o gaúcho que lidera a Campus Party no Brasil, avisa nos comentários deste post que os dois eventos vão trabalhar juntos para que não se tenha esse problema de sobreposição de datas em 2013.
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A expectativa da organização do Fisl13 é de que o evento receba um público de 7 mil pessoas. Com um foco maior em empreendedorismo nesta edição, uma das novidades é a realização de rodadas de negócios em parceria com o Sebrae.
Já na Campus Party Recife serão 2 mil vagas, sendo 800 para camping. Das atrações já anunciadas, o destaque é a presença do engenheiro conhecido como "Nasa Mike", que apresentará o projeto Engeneering Boot Camp, em que hackers e estudantes desenvolvem softwares para robôs.
SERVIÇO:
13º Fórum Internacional Software Livre (Fisl13)
Quando: 25 a 28 de julho
Onde: Centro de Eventos da PUCRS, em Porto Alegre
Quanto custa: para inscrições feitas até o dia 24, o valor é R$ 144 (metade para estudantes). Os preços vão subindo com a proximidade do evento.
Onde: Centro de Convenções de Pernambuco, em Recife
Quanto custa: R$ 200 (as vagas no camping custam R$ 60 para barraca simples ou R$ 30 por pessoa para barraca dupla). A venda de ingressos começa amanhã.
Stallman no Fisl10, em 2009. Crédito: Cristiano Sant'Anna, Indicefoto.com, divulgação
É inegável a contribuição do norte-americano Richard Stallman (foto) para o setor de tecnologia. Foi ele quem começou o movimento de software livre nos anos 80. Stallman é contra se identificar para acessar a internet e defende a liberdade de conhecer a "receita" de como um software é feito, além de poder copiá-lo, modificá-lo e distribui-lo livremente.
Nesta segunda-feira é possível ouvir mais sobre as opiniões de Stallman sobre liberdade na sociedade digital em um evento em Porto Alegre com o governador Tarso Genro e o ciberativista Marcelo Branco. A atividade marca um ano do Gabinete Digital e pode ser assistida online, a partir das 14h30min, pelo endereço gabinetedigital.rs.gov.br.
Vale muito a pena acompanhar o que Stallman tem a dizer, apesar do radicalismo que também é uma das marcas do pai do movimento de software livre. Um exemplo: quando Steve Jobs morreu, Stallman chegou a comemorar em seu blog: "Todos nós merecemos o fim da influência maligna de Steve Jobs", escreveu.
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Por curiosidade, vale comentar que Stallman impõe uma série de regras para participar de eventos.
- Ele tem um packet travel com 30 páginas de orientações - contou ao blogdaVanessa o coordenador-executivo do Gabinete Digital, Fabrício Solagna.
A lista detalha informações sobre a palestra e até sobre o que ele gosta ou não de comer. É que Stallman prefere se hospedar na casa de alguém. Hotel só em último caso.
Entre as exigências, se houver transmissão de vídeo da palestra, tem que ser em software livre (será assim no evento desta segunda-feira). Stallman também não gosta que peçam para resumir a palestra dele, que dura de uma hora e meia a duas horas.
- As pessoas vão criando mitos em torno dele, mas as exigências que ele fez são procedentes - afirma Solagna.
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Em 2006, fiz uma entrevista por e-mail com Stallman (cliquem aqui para ver a imagem ampliada). Vale destacar que a realidade do software livre mudou bastante desde então, tornando-se cada vez mais importante como modelo econômico e popular entre usuários domésticos e corporativos.
Mais uma notícia exclusiva sobre o Fisl. Esta aí eu contei na coluna do caderno ZH Digital desta quarta-feira:
Uma moeda virtual que pode ser fabricada no computador de casa, a partir de um software de código aberto, e que conta com um sistema de distribuição peer-to-peer (P2P) será um dos destaques do 13º Fórum Internacional Software Livre (Fisl13), de 25 a 28 de julho em Porto Alegre. Trata-se dos chamados bitcoins, um sistema de pagamento lançado há cerca de três anos e que, pela primeira vez, será aceito na compra de um ingresso para o Fisl13.
Em softwarelivre.org/fisl13, serão inicialmente oferecidas 10 vagas ao custo de 20 bitcoins cada. Além disso, um dos integrantes da equipe de manutenção do Bitcoin palestrará no Fisl13. Por adotarem um padrão aberto, essas moedas virtuais têm tudo a ver com o evento, justifica Rodrigo Troian, coordenador de conteúdos do Fisl13.
- O Bitcoin nasceu de projetos baseados em software livre e tem um conceito de geração própria e descentralizada - destaca.
Se você não está familiarizado com os bitcoins, a pergunta que deve estar martelando sua cabeça agora é como, afinal, se fabrica essas moedas virtuais em casa. Isso é feito a partir de um software de mineração que pode ser encontrado em bitcoin.org, mas é preciso ter um computador com configuração robusta para isso. Outra possibilidade, claro, é adquirir essas moedas via métodos tradicionais como cartão de crédito.
O sistema Bitcoin também se destaca por não ter um emissor centralizado. A troca de moedas ocorre de pessoa para pessoa (P2P), sem a necessidade de um intermediário como uma administradora de cartão de crédito.
Com as moedas virtuais que aceitará como pagamento de inscrições no Fisl, a organização do fórum pretende comprar "horas de programação" em projetos de desenvolvimento de software livre que aceitem bitcoins e que, em troca, possam implementar recursos em prol da comunidade.
- Ainda não conseguimos fornecedores que aceitem bitcoins, mas quem sabe no ano que vem - comenta Troian.
Com mais de 200 participantes, pode-se dizer que o TcheLinux Porto Alegre foi um baita agito - sabe como é, como diz o Nerdson, agito de nerd é evento de informática.
Como o nome sugere, o TcheLinux é voltado ao software livre. São realizados eventos durante o ano por todo o Rio Grande do Sul. A edição da Capital, ocorrida no sábado na FTEC, foi a última de 2011 (mas em 2012 tem mais!).
Além de 24 palestras, tinha um espaço dedicado a se falar de Arduíno (que é o hardware livre), outro para Dojo e ainda uma sala para se debater como fazer negócios com software livre. Tinha palestras desde temas introdutórios a outros mais hardcore como criar uma distribuição Linux do seu jeito.
Tinha gente de todas as idades, e falando da mesma coisa: tecnologia! Foi possível não só fazer amigos como também networking profissional - quem sabe aquela pessoa que você conheceu e trocou e-mail não pode ser seu empregador ou sócio no futuro.
. Fotos de Guilherme Mar
Como dá para ver pelas fotos acima, até as canecas do TcheLinux estão mais voltadas para o mundo de código aberto, estampando os principais comandos do VIM (quem usa GNU/Linux sabe do que estou falando).
Depois das palestras, o pessoal ainda se reuniu em um bar da Cidade Baixa para falar mais ainda de software livre e, como bons nerds, até mesmo discutir qual a melhor maneira de desenhar um quadrado usando o Gimp - acredite, tem mais de um jeito!
Área de trabalho do computador da Rochele Prass. Crédito: reprodução
Guarde bem este nome: Linux Mint. Entre as distribuições do sistema operacional GNU/Linux, o Mint está em ascensão, a ponto de destronar uma liderança de seis anos e meio do Ubuntu em um ranking baseado nas visitações às páginas de cada distribuição no site DistroWatch (distrowatch.com), que é uma referência na área.
- Não significa que o Mint tem mais usuários que o Ubuntu, mas talvez indique o aumento de uma insatisfação com produtos da Canonical [a desenvolvedora do Ubuntu] e um crescente interesse em alternativas - afirma o DistroWatch.
Para o administrador Augusto Campos, que comanda desde Florianópolis o BR-Linux (br-linux.org), principal referência no país na área, o significado é mais simbólico do que prático já que não leva em conta o número de instalações do sistema operacional, mas serve como um indicador de interesse.
- O Mint é uma excelente resposta às demandas de quem está descontente com as recentes mudanças de interface do Ubuntu: é como se fosse uma distribuição com o motor do Ubuntu novo, mas preservando o familiar painel de instrumentos do Ubuntu do ano passado - avalia Campos.
Quem não desgruda do Mint é a analista de mídias sociais Rochele Prass, 30 anos, de São Leopoldo. Experimentou outras distribuições do GNU/Linux, incluindo o Ubuntu, mas foi atraída pelo desempenho, praticidade na instalação de aplicativos e estabilidade do Mint.
- Cada pessoa tem “um Linux para chamar de seu”, com o qual se adapta e que atende às suas necessidades. O Mint vem bastante “pronto” para usuários que não querem, ou não ainda não têm experiência com Linux, para fazer tudo funcionar perfeitamente - afirma Rochele.
Aos interessados em conhecer mais sobre o Linux Mint, o site da comunidade brasileira é www.linuxmint.com.br. Lá também é possível fazer o download desse sistema operacional.
* Da coluna Tecnologia na Cabeça desta semana nos cadernos ZH Digital (em Zero Hora) e Clicar (A Notícia)
No próximo sábado, dia 19, será realizado o 4º Festival de Software Livre do Vale do Sinos, das 14h às 18h, na Faculdade IENH (Rua Frederico Mentz, 526, em Novo Hamburgo).
O evento é gratuito. A programação inclui as seguintes palestras:
14h - LibreOffice, uma alternativa em software livre para aplicações de escritório (por Gustavo Pacheco)
15h - Por que o software livre é a escolha lógica (por Thomas Soares)
16h - Liberte seu roteador sem fio (por Rodrigo Troian)
É oportunidade para quem usa esse sistema operacional se conhecer e trocar figurinhas mas também para quem gostaria de aprender sobre o Arch Linux.
Aliás, pedi para o organizador do evento, Sérgio Berlotto Jr, que nos explicasse um pouco mais sobre essa distribuição do Linux. Berlotto é autor do livro Utilizando o Arch Linux no Desktop, que pode ser baixado em www.archlinux-br.org/livro/.
Essa distribuição foca no usuário, mas não no sentido de dar tudo pronto para ele e sim no de deixá-lo fazer facilmente no computador o que quer e do jeito que quer. O Arch Linux é uma distribuição que preza pela simplicidade e minimalismo. Para ter uma ideia, a sua instalação contém somente o principal para o ambiente executar, e todo o resto (ambiente gráfico, servidor web, programas diversos) terão que ser instalados por cada usuário, a seu gosto.
Desde o início do Arch Linux, em 2002, há quem diga que essa plataforma é direcionada somente a usuários mais experientes, que gostem de "pôr a mão na massa". Hoje em dia, acaba sendo direcionada a qualquer usuário Linux que queira conhecer mais sobre o próprio Linux e todo esse ambiente. Por ser muito simples de se trabalhar, facilita tanto a aprendizagem quanto a manutenção. Vejo que o Arch Linux têm vários usuários que migraram de distribuições como Ubuntu, OpenSuse e Debian, pois já conhecem o Linux o suficiente para se aventurar em um ambiente totalmente controlado por eles, além daqueles que vieram do Slackware ou outras distribuições mais manuais.
Imagem: reprodução
Para mais informações, inclusive sobre como migrar para essa distribuição, espiem o fórum da comunidade brasileira do Arch Linux: www.archlinux-br.org.
Mas ó: ainda é uma grade provisória, sujeita a alterações de horário de algumas palestras. De qualquer forma, garante uma boa ideia das atividades propostas para o Fisl deste ano.
Em 2011, o Linux está completando 20 aninhos, e a Linux Foundation fez um vídeo bacanérrimo contando essa história.
Achei no YouTube uma versão legendada em português. Aí está:
Para mais informações sobre as atividades comemorativas aos 20 anos de Linux que estão sendo organizadas pela Linux Foundation é só chegar em www.linuxfoundation.org/20th/ (em inglês).
O site oficial do 12° Fórum Internacional Software Livre (Fisl12) será lançado na segunda-feira às 15h. O endereço: http://softwarelivre.org/fisl12 (imagem acima).
Há quatro palestrantes internacionais já confirmados no evento.
O primeiro deles é facinho adivinhar: John Maddog Hall, figurinha batida no evento. É o fundador e presidente da Linux International. Maddog está com um projeto bem legal chamado Cauã, com uma proposta de inclusão digital e profissionalização de quem trabalha com software livre. Minha aposta é de que esse será o tema de sua palestra.
Também palestrarão no Fisl12:
Simon Phipps- teve papel importante no envolvimento da IBM com a tecnologia Java e é membro ativo de organizações de código aberto.
Jeremy Allison - fez contribuições importantes ao Samba (uma reimplementação do protocolo de rede SMB/CIFS) e às primeiras versões do utilitário de cracking de senhas pwdump.
TonyWasserman - é professor de Prática de Gerenciamento de Software na Carnegie Mellon do Vale do Silício e diretor executivo do Centro de Investigação Open Source.
O Fisl12 será realizado de 29 de junho a 2 de julho no Centro de Eventos da PUCRS, em Porto Alegre. Quem aí vai?
Trata-se de um evento em que você leva o seu computador, e o pessoal instala software livre na máquina. Também há palestras.
O Flisol ocorre em várias cidades de diferentes países.
Em Porto Alegre, será realizado no Sindicato dos Bancários, com entrada a partir das 13h. Vai ter palestras sobre Arduino, Wordpress/SEO, Django e empreendedorismo na área de software livre, entre outros assuntos. Para participar, tem que levar dois quilos de alimentos não perecíveis. Para conferir a programação e fazer a inscrição, o site é http://www.installfest.net/FLISOL2011/Brasil/PortoAlegre
Em Caxias do Sul, o Flisol 2011 será na UCS a partir das 8h30min. A grade de palestras ainda não foi divulgada. Até dia 20, dá para submeter propostas de palestras para o evento. Informações e inscrições: http://www.installfest.net/FLISOL2011/Brasil/CaxiasDoSul
Falando em eventos de software livre, não esquece: a edição deste ano do Fórum Internacional Software Livre, o Fisl de que tanto gosto, ocorre de 29 de junho a 2 de julho, em Porto Alegre.
Vanessa Nunes é entusiasta da cultura geek e adora brincar com gadgets recém-lançados, descobrir sites novos e garimpar apps para iOS e Android. Tem 30 anos, é gaúcha de Butiá e jornalista formada pela UFRGS. Fez curso técnico em informática na adolescência, de onde vem o seu pavor em programar em C++.
Trabalhou por cinco anos como repórter de tecnologia de Zero Hora. Desde 2010, mora em Winnipeg, no Canadá.
Assina a coluna Tecnologia na Cabeça, publicada às quartas-feiras no caderno ZH Digital (em Zero Hora) e às sextas-feiras no caderno Clicar (jornal A Notícia, de Joinville).