O tema Steve Jobs costuma provocar um interesse descomunal entre entusiastas por tecnologia, e essa é a justificativa se você quiser gastar 80 minutos assistindo ao filme iSteve. Trata-se de um documentário-sátira sobre o cofundador da Apple que foi lançado na última semana pelo site de humor Funny or Die. Pode ser assistido, em inglês, no endereço www.funnyordie.com/videos/d2e0f617e3/isteve.
Garcia (esq.) e Long (dir.) vivem Woz e Jobs no filme iSteve
Crédito da imagem: reprodução
A produção conta com Justin Long (o Mac dos célebres comerciais “Mac x PC”) no papel de Jobs, e Jorge Garcia (do seriado Lost) como Steve Wozniak, que também cofundou a Apple. Por ser uma paródia, não espere por nenhum tipo precisão nos fatos retratados. Pelo contrário, lá pelas tantas do filme, descobre-se até que Jobs é, na verdade, um robô.
iSteve também não é tão engraçado como promete ser e pode até ser um pouco chato de assistir, mas como é algo relacionado a Jobs, angaria audiência mesmo assim. Já para aqueles que esperam pelo filme jOBS, estrelado por Ashton Kutcher, o lançamento previsto para abril foi adiado, sem ter nova data.
*Texto da minha coluna desta semana no caderno ZH Digital
Estes aí foram alguns dos destaques da semana no mundinho tech:
* O fundador da Atari, Nolan Bushnell, que é considerado o pai dos videogames e foi o único chefe de Steve Jobs, lançou um desafio para encontrar o próximo Steve Jobs. A iniciativa é parte da School of Life, uma academia de empreendedorismo do qual Bushnell é cofundador. Quem quiser ser um dos aprendizes da escola deve gravar um vídeo dizendo por que merece ser escolhido para o projeto. Mais informações em www.schooloflife.com. Neste vídeo aí, Bushnell fala sobre a iniciativa:
* A Amazon passou a vender no Brasil o seu mais avançado e-reader, o Kindle Paperwhite. O aparelho tem uma tecnologia que permite ler no escuro. O modelo só com Wi-Fi tem preço sugerido de R$ 479. O que tem Wi-Fi + 3G gratuito sai por R$ 699.
Eu devia ter uns 15 anos quando fiz um programinha em Pascal que mostrava um barco se quebrando, no que era minha interpretação para o naufrágio do Titanic. Algo tosco, mas tenho até hoje na lembrança a imagem do Titanic que criei com linhas de programação lá nos anos 90.
Eu aprendi um programação no colégio. Por isso eu acho linda a proposta da ONG Code.org, que está incentivando estudantes nos Estados Unidos a ter aulas de programação. Aliás, esse é o tipo de campanha que o Brasil também precisa.
Crédito: Code.org, reprodução
A entidade lançou um vídeo chamado "O que a maioria das escolas não ensina", no qual ícones do setor de tecnologia como Bill Gates (Microsoft) e Mark Zuckerberg (Facebook) contam suas primeiras experiências com programação. Até Steve Jobs marca presença, já que é dele uma frase que dá o tom da campanha:
- Todo mundo deveria aprender a programar um computador porque isso ensina a pensar.
A iniciativa também tenta mostrar que programação não é coisa só de nerd. Celebridades de fora de mundo da tecnologia aderiram, como o cantor Will.I.Am, que está aprendendo a programar.
Veja a seguir (clique em CC/Portuguese para legendas em português):
A ONG Code.org defende que programação deveria fazer parte dos currículos escolares ao lado de disciplinas como matemática e biologia. No site da entidade há recursos gratuitos para quem quiser aprender a programar (www.code.org/learn/). Uma das ferramentas indicadas é o Code Academy, que também tem versão em português (www.codecademy.com/pt/).
Comento na minha coluna desta semana na ZH impressa que JOBS, a cinebiografia de Steve Jobs que entra em cartaz nos Estados Unidos em 19 de abril, é o filme mais aguardado do ano para quem se interessa por tecnologia. Mas como tudo envolvendo o visionário cofundador da Apple, o filme - que tem Ashton Kutcher (foto) no papel de Jobs - é assunto para frenesi e mimimi.
Crédito: divulgação
O trecho do filme já divulgado (veja a seguir) foi criticado por ninguém menos que Steve Wozniak, que fundou a Apple com Jobs e é considerado o pai do computador pessoal. Ao blog Gizmodo, Woz disse que a cena estava "totalmente errada".
Eu sei que não dá para avaliar um filme a partir de uma única cena, mas tenho que confessar que minha primeiríssima impressão foi de que eu estava vendo Walden Smith, que é o personagem nerd de Kutcher na série "Two and A Half Men". Lá também ele interpreta um excêntrico empreendedor do setor de tecnologia.
Será que só eu fiquei com essa impressão? Pitacos?
Esta aí é a minha seleção de assuntos de tecnologia que se destacaram na última semana:
* O Twitter lançou um app para vídeos curtos chamado Vine. Como comento em outro post, adorei a novidade, que é tipo um Instagram em movimento. Vejam só:
* Atenção, fãs de Star Wars (Guerra nas Estrelas, em português). O episódio 7 da saga idolatrada por "11 em cada 10" nerds será dirigido por J.J. Abrams, o mesmo diretor de Star Trek (Jornada nas Estrelas).
* Foi liberado um trecho do filme jOBS, sobre a vida de Steve Jobs, e eu estou devendo um post com meus pitacos sobre a cena e toda a polêmica que já está causando.
* Em carta aberta ao Skype, integrantes de várias organizações, incluindo a Repórteres Sem Fronteiras, acusam o software de fazer gravações ilegais de converas entre seus usuários.
* O tablet Nexus 7, do Google e Asus, já está à venda no Brasil. Mas o preço é revoltante: R$ 1.299. Para ter uma ideia, nos EUA custa US$ 199.
* A Microsoft anunciou que a versão Windows 8 Pro do tablet Surface será lançado nos EUA e no Canadá a partir de US$ 899 no dia 9 de fevereiro. Ainda não há previsão do lançamento da linha Surface no Brasil.
* O filme iJOBS, que conta a história do co-fundador da Apple Steve Jobs e tem Ashton Kutcher como protagonista, chegará aos cinemas em abril nos Estados Unidos.
Para quem ficou por fora das notícias de tecnologia da semana, separei alguns destaques:
* Sinal dos tempos: Marte tem prefeito no Foursquare. É o robô Curiosity, da Nasa, que está fazendo check-ins e compartilhando dicas sobre o planeta vermelho, como esta aí: "Marte é gelado, seco e rochoso. Calçados extra macios e robustos são uma boa ideia, além de oxigênio para aqueles de vocês que respiram".
Crédito: Foursquare, reprodução
* O Windows 8, nova versão do sistema operacional da Microsoft, começa a ser vendido no dia 26 deste mês, e quem andou compartilhando suas impressões sobre a plataforma foi ninguém menos que Paul Allen, um dos fundadores da Microsoft. Em seu blog, ele disse estar impressionado com o sistema, que chamou de "ousado" e "inovador", mas achou que a experiência 2 em 1 do Windows 8 (que mistura modo desktop e interface para telas sensíveis ao toque) pode ser um pouco complicada: "A experiência de uso bimodal pode levar a confusão, especialmente quando duas versões do mesmo aplicativo - como o IE - podem ser abertas e rodar simultaneamente", escreveu.
Bem, eu venho batendo nesta mesma tecla: o que a Microsoft está propondo com Windows 8 é incrível, mas a experiência de uso será beeem frustrante para muita gente. Leiam meus pitacos aqui.
* Começaram as vendas no Brasil dos games Fifa 13, da EA, e Resident Evil 6, da Capcom.
* O Comitê Gestor da Internet divulgou uma pesquisa sobre o uso da internet por crianças e adolescentes brasileiros. Comento o assunto neste post aqui.
* A plataforma de pagamentos online MercadoPago passou a ser um dos meios de pagamentos aceitos para compra de Facebook Credits, a moeda virtual do Facebook.
Esta tirinha aí é do Vida de Programador e toca em um assunto que movimentou a semana nas redes sociais: os preços salgados dos ingressos para a Campus Party Brasil 2013. O evento de tecnologia será realizado de 28 de janeiro a 3 de fevereiro em São Paulo. Os valores dos ingressos foram reajustados pela organização, o que gerou muito #mimimi online. Em represália, crackers invadiram o site do evento, que está fora do ar desde terça-feira. A venda de ingressos foi adiada por tempo indeterminado, e os valores estão sendo revistos pela organização. Ah, para entender esta tirinha, vale lembrar que a edição passada da Campus Party ficou marcada por bebedouros escassos e com água quente e numa coloração não muito convidativa ao consumo, além do preço extorsivo das guarrafinhas de água mineral vendidas nos bares do evento.
No site da Apple, há uma mensagem do CEO Tim Cook: "Espero que hoje todos reflitam sobre a vida extraordinária dele [Steve Jobs] e sobre as muitas formas pelas quais ele fez do mundo um lugar melhor", diz um trecho.
Bem, eu refleti. Mas o que acho mais interessante observar neste 5 de outubro é como se virou a Apple sem Steve Jobs.
A morte de Steve Jobs não tirou a Apple do rumo, mas deixou um vazio. O que vai dizer qualquer fã da marca? Ele faz falta, oras.
É simples assim: a Apple é maior que Steve Jobs, mas não é tão legal sem Steve Jobs.
Pensem na mais recente apresentação da empresa, o anúncio do iPhone 5. Tim Cook não tem o mesmo carisma. Nas apresentações feitas por Jobs, ele era parte importante do show. Por isso convido vocês a relembrar, no vídeo abaixo, um dos momentos mais aguardados, quando ele dizia "one more thing" (mais uma coisa). Foi assim que ele apresentou, por exemplo, o MacBook Air, o FaceTime e o iPod Touch.
O fato mais significativo de mudança de postura neste um ano de Apple sem Steve Jobs foi a carta de Tim Cook diante do fiasco da ferramenta própria de mapas da empresa no iOS6. Ele não só pediu desculpas como recomendou usar serviços de mapas concorrentes. É difícil imaginar que a Apple na era Steve Jobs fosse capaz de uma humildade do tipo.
Aproveito para chamar a atenção para uma declaração da Apple que li em uma reportagem da CNN (disponível aqui, em inglês). Para a fabricante do iPhone e do iPad, o veredicto de um tribunal americano na sexta-feira condenando a Samsung a pagar uma indenização de 1,05 bilhão de dólares por copiar produtos da Apple "envia uma mensagem alta e clara de que roubar não é correto".
Trata-se de uma contradição com um célebre comentário feito falecido fundador da Apple Steve Jobs: "Bons artistas copiam. Grandes artistas roubam", disse Jobs neste vídeo abaixo, que é de 1994 e está em inglês. Vale lembrar que, quando a Apple introduziu o mouse e a interface gráfica em seus computadores nos anos 80, foi graças ao que Jobs viu em laboratórios da Xerox no final da década de 70.
Como a Apple anunciou nesta segunda-feira a sua ferramenta própria de mapas (acima), que substituirá o Google Maps em iPhones, iPads e iPods Touch, vale a pena conferir algo que Steve Jobs, cofundador da Apple que morreu em outubro passado, disse em seu histórico encontro com Bill Gates, da Microsoft, na conferência D5 lá em 2007.
Um dos comentários feitos por ele?
"Eu amo o Google Maps. Eu uso no meu computador, em um browser. Quando nós estávamos fazendo o iPhone, nós pensamos, não seria ótimo ter mapas no iPhone? E então nós ligamos para o Google." (Para esse comentário, pule para 39min20seg no vídeo a seguir, em inglês.)
Outra afirmação de Steve Jobs que chama a atenção:
"Nós não sabemos fazer mapas no back-end [algo como retaguarda]. Nós sabemos fazer o melhor cliente de mapas do mundo, mas nós sabemos como fazer o back-end e então nós fazemos parceria com pessoas que sabem como fazer isso." (Fica em 55min15seg)
Cinco anos depois...
Bem, a Apple, pelo jeito, aprendeu a fazer mapas. E se aventurou na área não apenas porque a concorrência entre ela e o Google, que desenvolve o Android, está cada vez mais acirrada - e azeda. É que ter uma ferramenta própria de mapas virou algo estratégico em tempos de Siri, a assistente pessoal do iPhone 4S (que também será levada para o iPad). A ferramenta de mapa da Apple integrada à Siri é algo que promete ser beeeem interessante, como comentei neste outro post.
É de se levar em conta também que não foi de uma hora para a outra que a Apple aprendeu a fazer mapas, já que vem adquirindo nos últimos três anos empresas especializadas nisso, a Placebase, a C3 Technologies e a Poly9.
E fica aqui meu obrigada ao Marcelo Fleury, que me passou essa dica. :)
Steve Jobs, gostem vocês ou não, é o nome mais cultuado do mundo da tecnologia. Então imaginem só o #mimimi ao descobrir que Ashton Kutcher, o ex de Demi Moore e substituto de Charlie Sheen em "Two and Half Men", irá interpretar o falecido cofundador da Apple nas telonas. A informação é da Variety (leia aqui, em inglês).
Vendo fotos de Steve Jobs quando jovem, há mesmo semelhança entre ele e Kutcher. É de se comentar ainda que Kutcher (foto abaixo) entende de tecnologia e tem inclusive investido em várias start-ups. Em 2011, o ator lançou até um aplicativo para Twitter, o A.Plus.
De acordo com a Variety, a produção tem roteiro de Matt Whitely, direção de Joshua Michael Stern e foca na transformação de Jobs de hippie a cofundador da Apple.
Também é de se levar em conta que não se trata do filme baseado na biografia autorizada de Steve Jobs escrita por Walter Isaacson, cujos direitos foram adquiridos pela Sony. Aliás, se os rumores se confirmarem, e o roteiro do filme da Sony for mesmo escrito por Aaron Sorkin (de filmes como "A Rede Social" e "Moneyball"), eu não tenho dúvidas de que este será o filme sobre Jobs que realmente importará.
A propósito, eu ia curtir mais ver um cara como Johnny Deep no papel de Steve Jobs. E vocês?
* Sempre achei uma palhaçada as empresas fornecedoras de internet serem obrigadas a entregar aos seus usuários apenas 10% da velocidade contratada. A boa notícia é que a Anatel aprovou nesta semana novas metas de qualidade para o serviço, um pouco mais rígidas: em 2012, a velocidade mínima exigida passará a ser de 20%, com média mensal obrigatória de 60% (os índices aumentarão a cada ano, chegando em 2014 a metas de 40% de velocidade mínima contratada e média mensal de 80% em 2014).
* Chegou às lojas a biografia de Steve Jobs escrita por Walter Isaacson. Ainda não terminei a leitura, mas estou gostando bastante. E a Apple também divulgou o vídeo do evento da empresa em homenagem a Jobs, que morreu em 5 de outubro (espiem aqui).
* O faturamento mundial de mídias sociais deve chegar a US$ 10,3 bilhões neste (alta de 41,4% em relação a 2010). O número é de uma pesquisa divulgada pelo Gartner.
* Anunciados novos recursos para a rede social Google+. Um deles é "What's Hot", que dá destaque para os posts mais comentados no momento (tipo um trending topics do Twitter). Outro é o Ripples, permite ver o caminho que um post faz na rede social. Outra novidade é o Creative Kit, que recursos de edição de fotos, como fazer cortes e incluir filtros (como na imagem abaixo).
A espera pelo iPhone 4S em Hong Kong. Foto: Laurent Fievet, AFP
Vendo imagens das filas para comprar o iPhone 4S, que chegou hoje às lojas em sete países, fico me perguntando quanto dessa euforia é "efeito Steve Jobs".
Resultado: o iPhone 4S é um baita sucesso mesmo sem trazer lá grandes melhorias. Ok, é mais rápido e tem uma câmera melhor (que é o mínimo que se espera, né?), mas mantém o design da geração anterior. A novidade que parece mais interessante é o Siri, tecnologia de reconhecimento de voz, mas, no conjunto, o iPhone 4S não traz avanços que justifiquem tanto desespero em ter um - ainda mais para quem já tem um iPhone.
A gente sabe que, quando um produto da Apple começa a ser vendido, é assim mesmo: sempre tem filas, às vezes até malucos acampando por dias em frente às lojas, mas desta vez há toda essa "motivação extra". O iPhone 4S foi apresentado na véspera da morte de Jobs, é o último lançamento da Apple que teve envolvimento dele. Por isso pergunto: será que o que não está pesando mais mesmo é o fato de ser o último produto da Apple da era Steve Jobs? Pitacos?
Ah, tô devendo um post com meus pitacos sobre o iOS5 e o iCloud... Enquanto isso, o que estão achando? :)
A ideia desta seção semanal daqui do blog é trazer um apanhado de links sobre assuntos da semana no setor de tecnologia, mas dá para falar de alguma outra coisa diante da morte de Steve Jobs? Este, portanto, é um resumão tech dedicado a ele.
* Na quarta-feira, dia 5 de outubro, a notícia que põe fim a uma era no setor de tecnologia: Steve Jobs, cofundador da Apple, morre aos 56 anos.
* Foto que a Ludmila Zanetello enviou para o blog da homenagem do Grupo LZ a Jobs. Este outdoor aí pode ser visto na Avenida Beira Rio, em Porto Alegre.
Em entrevista à rede de TV CNN, Steve Wozniak, o cara que criou a Apple com Steve Jobs, comparou a morte de Jobs com a de John Lennon. A sensação é essa mesma, perder um ídolo. Por que temos ídolos? Por que enxergamos em certas pessoas um ídolo? O que sentimos ao saber que alguém que admiramos morreu?
Essas são as perguntas que têm martelado na minha cabeça enquanto escrevo este post, sim, de um Mac (obrigada, Steve). Até que me dei conta que não tenho muita experiência com esse sentimento de "perder ídolos". De ídolo que lamentei a morte, lembro de Ayrton Senna lá na minha infância.
Para mim, essa quinta-feira foi um dia estranho, de uma sensação de ressaca mesmo sem ter ingerido uma gotinha de álcool.
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Ah, tenho achado emocionante as homenagens a Jobs que pipocam por aí. Aliás, vocês já espiaram essa galeria de fotos aqui?
Este vídeo aí, um tributo da turma do Cult of Mac, é um dos meus preferidos.
Com a morte de Steve Jobs, parece que todo mundo agora tem palavras bonitas para dizer sobre este visionário dos nossos tempos.
Mark Zuckerberg, cofundador do Facebook, postou na rede social: "Steve, obrigada por ser um mentor e um amigo. Obrigada por mostrar que o que você constrói pode mudar o mundo. Sentirei saudades".
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, comentou: "Steve estava entre os grandes inovadores americanos - corajoso o suficiente para pensar diferente, audaz o suficiente para acreditar que ele poderia mudar o mundo, e talentoso o suficiente para fazê-lo”.
E o que diz Bill Gates, outro visionário dos computadores pessoais? "Steve e eu nos conhecemos há quase 30 anos e temos sido colegas, competidores e amigos por mais da metade de nossas vidas. O mundo raramente vê alguém que tenha tido um impacto tão profundo como o de Steve, cujos efeitos ainda serão sentidos por muitas gerações por vir. Para aqueles de nós que tiveram a sorte de trabalhar com ele, foi uma honra loucamente grande".
Em e-mail a funcionários da Apple, o CEO Tim Cook: "Nós iremos honrar sua memória nos dedicando a continuar o trabalho que ele amava tanto".
Larry Page, CEO e cofundador do Google, postou no Google+: "Ele sempre pareceu ser capaz de dizer em poucas palavras o que você de fato deveria pensar antes que você pensasse. Seu foco em experiência do usuário acima de tudo tem sido sempre uma inspiração para mim".
Fez o mesmo o outro cofundador do Google, Sergey Brin: "Steve, sua paixão por excelência é sentida por qualquer um que tenha alguma vez tocado um produto da Apple (incluindo o MacBook que eu estou usando agora)".
O Google também está prestando uma homenagem em sua página de buscas, fazendo uma menção que remete ao site da Apple. Espiem só:
Se você chegou até aqui neste blog, não importa se via computador, tablet ou smartphone, agradeça ao legado de Steve Jobs. Com a Apple que ele e Wozniak fundaram nos anos 70, nasceu a indústria dos computadores pessoais.
Em 2001, com o iPod, ele reinventou o setor de música digital. Em 2007, com o iPhone, telefone nunca mais foi o mesmo. Mais recentemente, em 2010, veio o iPad, e estes são tempos de tablet mania.
Mesmo que você não use os produtos da Apple, esses são os gadgets que os concorrentes têm tentado copiar. O sucesso da Apple é o sucesso de Steve Jobs, que será sempre lembrado com um visionário, um gênio obcecado por design minimilista e simplicidade no uso dos produtos. Não é à toa que nenhum nome no setor de tecnologia é tão cultuado como o de Jobs.
E Steve Jobs tem uma história de vida e tanto. Foi adotado, abandonou a faculdade, foi demitido da empresa que fundou, voltou e não só livrou a Apple da falência como a tornou a mais valiosa do mundo da tecnologia.
Não há muito mais o que dizer numa hora dessas a não ser OBRIGADA POR TUDO, Steve.
Tim Cook (esq.) e Steve Jobs. Foto de David Paul Morris/Getty Images/AFP
Tim Cook, o novo presidente da Apple com a renúncia de Steve Jobs, é descrito como um workaholic com uma mente mais analítica, racional. É o cara das operações, grande responsável pela revisão da cadeia de suprimentos da Apple.
Um trecho do Guardian: "Steve Jobs é famoso por seu temperamento enquanto Tim Cook é descrito como 'fala mansa'. Jobs é um californiano conhecido por seu interesse em comida vegetariana e espiritualidade, mas Cook, que é do Alabama, ama futebol americano". Cook também é fissurado em ciclismo e faz parte do conselho de administração da Nike. Para quem lê em inglês, vale a pena espiar esse perfil escrito pela revista Fortune em 2008.
Tim Cook nasceu em 1960, graduou-se em engenharia industrial, trabalhou 12 anos na IBM, foi vice-presidente da Compaq e está na Apple há 13 anos.
Vi lá no Mashable este vídeo aí em que o executivo fala sobre a difícil decisão de ir para a Apple em 1998: uma Apple sem iPod, iPhone e iPad, uma empresa que estava "à beira da extinção". É o discurso que fez em uma formatura na Universidade de Auburn, a mesma em que ele estudou. Cook lembra que um CEO que consultou sobre o assunto à época disse que ele seria um tolo se saísse da Compaq para ingressar na Apple. Só que, segundo Cook, há momentos em que apenas levar em conta custos e benefícios não parece a coisa certa a se fazer. "Eu confiei na minha intuição, fiz o que eu senti que fosse certo", disse. Mas o executivo da Apple deixou outro recado aos estudantes: só intuição não basta se você não estiver preparado. O vídeo está em inglês:
Essas lições de Tim Cook me fazem lembrar outro discurso de formatura com um tom motivacional desses: a mensagem de Steve Jobs a formandos da Universidade de Stanford sobre a importância de se fazer o que gosta. Já tinha postado o vídeo em inglês aqui no blog, mas aproveito para repeti-lo, só que desta vez com legendas em português:
Um apanhado dos destaques da semana no mundinho tech:
* Com a concorrência do Google+, o Facebook está fazendo a lição de casa e implementando melhorias importantes de privacidade. Agora, na hora de postar uma mensagem, dá para escolher com quem você quer compartilhar o conteúdo, algo a la Google+. Clicando em Personalizado, é possível definir com quais grupos ou pessoas você quer compartilhar ou não o post (veja nas imagens abaixo).
Imagens: reproduções
* O Facebook também passou a permitir que o usuário aprove ou recuse que seja marcado em uma foto antes de que isso se torne público. E mais: apesar de ter espraiado os recursos de geolocalização pelo site, o Facebook teve o bom senso de acabar com o Places, serviço criado para rivalizar com o Foursquare mas que não caiu no gosto dos usuários.
* Segundo informações da agência Reuters, o Facebook também matou o Deals, seu concorrente para o Groupon e outros serviços de compras coletivas.
* Esta frase aí marcou não só a semana mas possivelmente o ano no setor de tecnologia: "Eu sempre disse que, se chegasse o dia em que eu não pudesse mais cumprir minhas obrigações e atender às expectativas como presidente da Apple, eu seria o primeiro a informar vocês. Infelizmente, esse dia chegou", escreveu Steve Jobs em sua carta de renúncia da presidência da empresa que fundou. Sobre o assunto, leia:
Selecionei três aparições de Steve Jobs que curto bastante. Os vídeos estão em inglês.
No primeiro deles, o ano é 1983. O jovem Steve Jobs apresenta o famoso comercial "1984", dirigido por Ridley Scott e que foi ao ar em um intervalo da Super Bowl introduzindo o Macintosh, o primeiro computador com interface gráfica.
Em 2007, Jobs revela o iPhone, um aparelho que mudou a nossa vida. A apresentação está dividida nesses três vídeos:
Este aí foi o discurso de Jobs em uma formatura de estudantes da Universidade de Stanford em 2005. É oportunidade de conhecermos mais sobre a sua trajetória. Ele fala sobre ter sido adotado, ter largado a faculdade, ser demitido da empresa que fundou, sobre a luta contra o câncer e, principalmente, sobre a importância de se fazer o que gosta. Vídeo imperdível.
Vanessa Nunes é entusiasta da cultura geek e adora brincar com gadgets recém-lançados, descobrir sites novos e garimpar apps para iOS e Android. Tem 30 anos, é gaúcha de Butiá e jornalista formada pela UFRGS. Fez curso técnico em informática na adolescência, de onde vem o seu pavor em programar em C++.
Trabalhou por cinco anos como repórter de tecnologia de Zero Hora. Desde 2010, mora em Winnipeg, no Canadá.
Assina a coluna Tecnologia na Cabeça, publicada às quartas-feiras no caderno ZH Digital (em Zero Hora) e às sextas-feiras no caderno Clicar (jornal A Notícia, de Joinville).