
Em pé: Luis Valério, Leão, Zélson Nascimento, Paulo Roberto Huff (Gordo), Jorge Moura (Milico), Martinho e Nilton Araújo,
Agachados: Eloy Reys, Luiz André Ortiz, Paulo Renato, Nilson Araújo, Edison Carlos (Vovô), José Badaraco (Zé Morto).
Enfiados em uma Kombi pouco confiável, um grupo de amigos decidiu unir a paixão pelo futebol com a vontade de curtir a vida em plena década de 1970.
No dia 17 de março de 1973, os cinco companheiros, moradores do Jardim Barão do Cahy, bairro situado entre as Avenidas Assis Brasil e Baltazar de Oliveira Garcia, decidiram deixar mais sérias as peladas de final de semana. Criaram o Atlético Barão do Cahy, mais conhecido na várzea como ABC.
Depois de mandarem os primeiros jogos no Campo do Triângulo, passaram a defender o Lindoia Tênis Clube. Quando jogavam fora de casa, usavam uma Kombi para ir até o campo adversário. O veículo era tão velho que a porta traseira tinha de ser amarrada com um arame para não cair. Nada que atrapalhasse a farra.
— Era um tempo muito feliz, a nossa imaginação fértil resolvia qualquer parada — lembra Paulo Renato Alvez Dias, fundador do time.
Além do futebol, o ABC ficou marcado pelas festas que promovia. Em dos eventos, que costumava reunir mais de 300 pessoas, o craque Paulo Roberto Falcão vestiu a camisa do time.
Com o tempo, vieram os títulos e a fama de um dos times mais temidos da várzea de Porto Alegre nas décadas de 1970 e 1980. E o que no início era só uma brincadeira passou a crescer. A equipe criou até quadro social e teve de buscar um espaço para mandar seus jogos. Comprou um espaço em Eldorado do Sul e depois migrou para os campos do Humaitá.
Com a chegada da Arena, a equipe ficou sem espaço fixo e agora projeta a construção de um estádio próprio. Hoje, o ABC segue firme na várzea da Região Metropolitana. Além de disputar amistosos, a equipe participa atualmente da Superliga.