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Mineirinho e Medina se classificam no primeiro dia do WCT da África do Sul

10 de julho de 2014 0

A sexta etapa do Samsung Galaxy ASP World Championship Tour 2014 começou em condições clássicas na África do Sul, com Jeffreys Bay bombando as melhores ondas da temporada na quinta-feira. Apenas dois brasileiros venceram baterias nas direitas perfeitas de 5-6 pés em Supertubes. Adriano de Souza foi o único a estrear com vitória no J-Bay Open, mas Gabriel Medina se recuperou da derrota na rodada inicial e também avançou para a terceira fase na abertura da repescagem. Além deles, mais dois certamente se classificarão nos dois duelos verde-amarelos, entre Filipe Toledo e Alejo Muniz e Miguel Pupo e Jadson André, que fecham a participação do Brasil na repescagem.

Adriano de Souza salvou a pátria na primeira fase do J-Bay Open (Foto: Kirstin Scholtz / ASP)

O único já eliminado da competição no primeiro dia foi o carioca Raoni Monteiro. Ele foi o primeiro brasileiro a estrear no retorno de Jeffreys Bay ao calendário do WCT, mas terminou em segundo lugar na quarta bateria, vencida pelo vice-líder do ranking, Michel Bourez, do Taiti. Raoni depois perdeu a segunda chance de classificação no terceiro e penúltimo confronto da repescagem realizado na quinta-feira em Supertubes. Voltando de contusão, o carioca encarou outra pedreira, o norte-americano Nat Young que foi vice-campeão na final contra Gabriel Medina na etapa passada do Samsung Galaxy ASP World Tour nas Ilhas Fiji.

O líder do ranking foi o segundo brasileiro a se apresentar nas direitas de Supertubes e igualmente ficou em segundo na bateria encerrada com vitória do australiano Adam Melling. Assim como Raoni Monteiro, ele voltou ao mar ainda na quinta-feira para abrir a repescagem contra o surfista local da África do Sul, Dylan Lightfoot. Desta vez, Gabriel Medina achou boas ondas para vencer sua primeira bateria em Jeffreys Bay e seguir defendendo a liderança na corrida pelo título mundial da temporada, pois todos os seus principais concorrentes já tinham se classificado.

“Eu sabia que a bateria contra o Dylan Lightfoot não ia ser fácil, porque é sempre muito difícil bater os surfistas locais das praias em todos os eventos”, disse Gabriel Medina. “Eu tentei ser inteligente para escolher as maiores ondas. A prancha está andando bem, então consegui fazer umas manobras grandes que me garantiram as notas que eu precisava para vencer. Estou feliz pela vitória porque toda a minha família está aqui no evento me apoiando. Já sobre a disputa do título mundial, eu prefiro não pensar nisso no momento. Eu só quero surfar, me divertir e sempre tentar fazer o meu melhor nas baterias”.

ESTREIA COM VITÓRIA – O Brasil ainda amargou mais um segundo lugar nas baterias da primeira fase, com Miguel Pupo e o norte-americano Nat Young sendo mandados para a repescagem pelo espanhol Aritz Aranburu. Mas, enfim veio a primeira vitória verde-amarela da quinta-feira na disputa seguinte, que teve participação dupla do Brasil. Adriano de Souza foi o último surfista a festejar um título em Jeffreys Bay, na etapa do ASP 6-Star realizada em 2012 nas mesmas ondas de Supertubes. Mineirinho surfou as melhores ondas que entraram na bateria para superar o catarinense Alejo Muniz e o norte-americano C. J. Hobgood.

Adriano de Souza foi o único brasileiro a passar direto para a terceira fase do J-Bay Open, pois depois dele o também paulista Filipe Toledo e o potiguar Jadson André ficaram em último lugar nas suas baterias. Filipinho perdeu para o australiano Josh Kerr e o português Tiago Pires, enquanto Jadson não conseguiu acompanhar o forte ritmo dos seus adversários no confronto dos recordes do campeonato. Foi quando entraram as melhores ondas do dia em Supertubes.

Jordy Smith fez o maior placar do ano com a primeira nota 10 do J-Bay Open (Foto: Kelly Cestari / ASP)

MELHOR DO ANO – O sul-africano Jordy Smith fez as honras da casa com uma apresentação impecável para registrar o maior placar do ano no Samsung Galaxy ASP World Championship Tour. Ele surfou tubos incríveis nas várias sessões de Jeffreys Bay para arrancar a primeira nota 10 na melhor onda do campeonato. E ainda somou um 9,80 para totalizar impressionantes 19,80 pontos de 20 possíveis. O australiano Owen Wright também surfou ótimas ondas para atingir 17,03 pontos, marca que valeria a vitória em quase todas as doze baterias da primeira fase, com exceção da sua e a do australiano Kai Otton, que fez 17,24 pontos para mandar seu compatriota Joel Parkinson para a repescagem, junto com o irlandês Glenn Hall.

“Eu entrei na bateria com um sentimento muito especial pela volta de Jeffreys Bay ao ASP World Tour e deu tudo certo para mim”, disse Jordy Smith. “Isso é bom não só para nós surfistas, mas também para a população local e para as crianças, que começam a ver seus ídolos surfar essa onda que é uma das melhores direitas do mundo. Eu venho surfar aqui desde que eu tinha sete anos de idade, então tenho uma conexão real com a onda e com todas as pessoas aqui da cidade de J-Bay. Estou muito feliz por estar aqui de novo e quero agradecer à ASP por isso”.

DUELOS BRASILEIROS – Assim como aconteceu nas Ilhas Fiji, dois duelos brasileiros serão disputados na repescagem também na África do Sul. Curiosamente, envolvem os mesmos quatro surfistas, só que em baterias diferentes. Em Fiji, as duas disputas foram acirradas e decididas por décimos de diferença, com Alejo Muniz batendo Miguel Pupo por 13,10 a 12,93 pontos e Filipe Toledo derrotando Jadson André por 12,90 a 12,50. Na África do Sul, Filipe enfrenta Alejo na sétima repescagem e a nona será entre Miguel e Jadson.

O J-Bay Open está sendo transmitido ao vivo pelo www.aspworldtour.com e acompanhe as notícias da participação brasileira no www.aspsouthamerica.com e também pelas redes sociais da ASP South America www.facebook.com/aspsouthamerica e www.twitter.com/aspsouthameric1

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Fonte  – Assessoria de Imprensa da ASP South America
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PRIMEIRA FASE DO J-BAY OPEN – Vitória=Terceira Fase / 2.o e 3.o=Repescagem:
1.a: 1-Mick Fanning (AUS)=15.00, 2-Sebastian Zietz (HAV)=12.77, 3-Dion Atkinson (AUS)=10.80
2.a: 1-Taj Burrow (AUS)=15.34, 2-Fredrick Patacchia (HAV)=12.04, 3-Matt Wilkinson (AUS)=10.67
3.a: 1-Kai Otton (AUS)=17.24, 2-Joel Parkinson (AUS)=16.60, 3-Glenn Hall (IRL)=9.46
4.a: 1-Michel Bourez (TAH)=12.90, 2-Raoni Monteiro (BRA)=11.77, 3-Adrian Buchan (AUS)=11.33
5.a: 1-Adam Melling (AUS)=13.10, 2-Gabriel Medina (BRA)=11.50, 3-Brett Simpson (EUA)=8.50
6.a: 1-Kelly Slater (EUA)=14.00, 2-Dylan Lightfoot (AFR)=11.67, 3-Mitch Crews (AUS)=9.10
7.a: 1-Aritz Aranburu (ESP)=15.86, 2-Miguel Pupo (BRA)=9.54, 3-Nat Young (EUA)=9.10
8.a: 1-Adriano de Souza (BRA)=14.27, 2-Alejo Muniz (BRA)=9.56, 3-C. J. Hobgood (EUA)=8.30
9.a: 1-Josh Kerr (AUS)=16.33, 2-Tiago Pires (PRT)=14.67, 3-Filipe Toledo (BRA)=11.10
10: 1-Jordy Smith (AFR)=19.80, 2-Owen Wright (AUS)=17.03, 3-Jadson André (BRA)=11.67
11: 1-John John Florence (HAV)=13.74, 2-Bede Durbidge (AUS)=11.33, 3-Jeremy Flores (FRA)=6.33
12: 1-Kolohe Andino (EUA)=14.00, 2-Julian Wilson (AUS)=13.53, 3-Travis Logie (AFR)=10.64

SEGUNDA FASE – REPESCAGEM – Vitória=Terceira Fase / Derrota=25.o lugar com 500 pontos:
1.a: Gabriel Medina (BRA) 14.90 x 11.27 Dylan Lightfoot (AFR)
2.a: Joel Parkinson (AUS) 12.43 x 10.43 Brett Simpson (EUA)
3.a: Nat Young (EUA) 16.10 x 8.63 Raoni Monteiro (BRA)
4.a: Julian Wilson (AUS) 15.33 x 4.80 Glenn Hall (IRL)
——–ficaram para abrir a sexta-feira:
5.a: Bede Durbidge (AUS) x Matt Wilkinson (AUS)
6.a: Owen Wright (AUS) x Dion Atkinson (AUS)
7.a: Filipe Toledo (BRA) x Alejo Muniz (BRA)
8.a: C. J. Hobgood (EUA) x Tiago Pires (PRT)
9.a: Miguel Pupo (BRA) x Jadson André (BRA)
10: Sebastian Zietz (HAV) x Jeremy Flores (FRA)
11: Fredrick Patacchia (HAV) x Travis Logie (AFR)
12: Adrian Buchan (AUS) x Mitch Crews (AUS)

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