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WSL aprova a inclusão do surf nos Jogos Olímpicos de 2020 no Japão

29 de setembro de 2015 0

O comitê organizador dos Jogos Olímpicos de Tóquio anunciou que está propondo ao Comitê Olímpico Internacional (COI) para que o Basebol, Softbol, Karate, Skate, Escalada Esportiva e o Surf, sejam incluídos como esportes adicionais nas Olimpíadas de 2020 no Japão. O Surf foi originalmente incluído entre as opções através de uma iniciativa da ISA (International Surfing Association) com o apoio da World Surf League.

“Estamos satisfeitos pela recomendação do surf para inclusão nos Jogos Olímpicos de 2020 pelos organizadores das Olimpíadas de Tóquio no Japão”, disse Kieren Perrow, Comissário da World Surf League, entidade que comanda o esporte no mundo.“O crescimento do surf ao longo dos últimos anos em todo o mundo, o aumento dos seus fãs e entusiastas, combinado com os seus atletas mundialmente reconhecidos, o tornam ideal para ser apresentado em uma Olimpíada. Estamos muito entusiasmados em poder mostrar a bilhões de espectadores olímpicos a capacidade atlética e artística dos melhores surfistas do mundo”.

A World Surf League vai divulgar mais detalhes assim que novas notícias sobre o assunto estiverem disponíveis.

A próxima etapa do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour será o Quiksilver e Roxy Pro na França nos dias 6 a 17 de outubro em Hossegor, com transmissão ao vivo pelo www.worldsurfleague.com e pelo WSL App.

O atual campeão mundial Gabriel Medina (Foto: Steve Robertson - WSL)

O atual campeão mundial Gabriel Medina (Foto: Steve Robertson – WSL)

Bodyboarder relata sintonia com fotógrafo

28 de setembro de 2015 0

Conheço o Dojule a pelo menos 15 anos. Quando comecei a pegar onda, o cara já era um dos ícones do esporte na nossa região e referência para a minha geração.

Naquele tempo o mais perto que conseguíamos de fotos de surf, era quando eu saía de casa escondido e levava a câmera com filme de 24 poses para a praia. O tempo passou, a tecnologia e as câmeras evoluíram e o Dojule apareceu novamente – com uma GoPro na mão – o cara começou a clicar a galera nos dias de tubo e por ser um bodyboarder experiente sempre conseguiu e consegue estar no melhor lugar para capturar as melhore fotos no momento exato.

Hoje, eu acompanho a previsão, vejo como está o vento, a ondulação e a maré e corro pra praia. Sei que ele vai estar lá, embaixo do tubo, tomando onda na cabeça e deixando de surfar para fazer os melhores registros dos dias mais clássicos que quebram por aqui.

E como eu sempre digo.. com ele, até quando não rende, rende!

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Texto: Jospe Deichmann

Fotos: Dojule

ASJ vence a segunda etapa do Vida Marinha Surfing Games Interassociações 2015 no Matadeiro

21 de setembro de 2015 0

Quinze equipes estiveram presentes da olimpíada do surfe catarinense que encerrou neste domingo no Sul da Ilha

A ASJ – Associação de Surf da Joaquina foi a grande campeã da segunda etapa do Vida Marinha Surfing Games Interassociações 2015 que encerrou neste domingo, na preservada e paradisíaca Praia do Matadeiro, no sul da Ilha. O evento reuniu 15 Associações e 134 atletas de todo estado, numa verdadeira olimpíada do surfe catarinense, com muita torcida e boas vibrações nesta que é considerada a maior competição por equipes do país.

ASJ-Campeã Vida Marinha Surfing Games 2015 na Praia do Matadeiro em Florianópolis-SC. Foto-Basílio Ruy

ASJ-Campeã Vida Marinha Surfing Games 2015 na Praia do Matadeiro em Florianópolis-SC. Foto-Basílio Ruy

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Este é um evento tradicional da Fecasurf, que está na sua décima sétima edição e reúne os principais surfistas catarinenses da atualidade, representando suas associações e suas praias, na briga pelo título de Campeão Catarinense por Equipes da temporada. As disputas foram bem acirradas, com pouca diferença de pontuação entre as equipes.

Depois de muitas disputas, já nas últimas baterias, a ASJ – Associação de Surf da Joaquina acabou ultrapassando as equipes da AFS – Associação Francisquense de Surf e ASB – Associação de Surf da Barra do Sul, que vinham se alternando na liderança da competição. A equipe da ASJ veio firme e com muita garra e determinação, impulsionados por uma torcida muito barulhenta, que ajudou bastante na conquista do título desta segunda etapa do Vida Marinha Surfing Games Interassociações 2015.

As ondas ficaram na faixa de um metro e boa formação durante os dois dias de competições, contribuindo bastante para o show de surfe da molecada nesta segunda etapa do Vida Marinha Surfing Games Inter Associações 2015.

A final da categoria Open foi um verdadeiro show de surfe entre grandes nomes do surfe catarinense que vieram representar suas respectivas associações, nesta competição. O grande campeão foi o surfista de São Francisco do Sul Alcides Lopes Neto, representante da AFS, que garantiu a vitória escolhendo as melhores ondas. Alcides somou 14,65 pontos, contra 13,35 pontos do paranaense radicado em Santa Catarina Caetano Vargas, que ficou com a segunda colocação, representando a equipe da AIS – Associação Itapoá de Surf. Completaram o pódio na terceira colocação o surfista Greg Cordeiro, representante da ASB, somando 10,65 pontos, e na quarta colocação o surfista Mateus Herdy, representante da ASJ, somando 7,00 pontos.

Na categoria Junior o campeão foi o surfista Lucas Vicente, representando a ASJ. Na categoria Mirim o vencedor foi o surfista Hedieferson Junior, representante da AIS – Associação Itapoá de Surf. A categoria Iniciantes foi muito disputada e o campeão foi o surfista Guilherme Marques, representante da ASBC – Associação de Surf de Balneário Camboriú.

Na categoria feminino, a campeã foi a surfista Gabriela Leite, representando a equipe da ASB – Associação de Surf da Barra do Sul, com Jacqueline Silva na segunda colocação nesta segunda etapa do Vida Marinha Surfing Games Interassociações 2015. Na categoria Infantil quem venceu foi Luiz Mendes, representando a ASB, e na categoria Longboard o melhor foi o surfista Josimar Pita, da equipe da ASBC.

A próxima etapa do Vida Marinha Surfing Games Interassociações 2015 será nos dias 21 e 22 de novembro, na Praia da Ferrugem, quando será conhecida a equipe campeã do Vida Marinha Surfing Games Interassociações 2015.

Os vencedores do Banana Wax Combination, que premia as melhores somatórias do evento em cada categoria foram:

Alcides Lopes Neto     15,75 pontos               OPEN

Lucas Vicente             16,90 pontos               JUNIOR

Hedieferson Junior       12,75 pontos            MIRIM

Wallace Vasco            16,25 pontos               INICIANTES

Gabriel Junior               12,75 pontos            INFANTIL

Carlos Santos              13,50 pontos              MASTER

Susan Leal                  12,75 pontos               FEMININO

Otomar Ribeiro          18,25 pontos              LONGBOARD

A Prefeitura Municipal de Florianópolis apresentam o Vida Marinha Surfing Games Interassociações 2015, que conta com o patrocínio da Vida Marinha, do Governo do Estado de Santa Catarina, Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte, através do Fundesporte, Fesporte, o apoio do Portal Sul, Pousada Santa Ana, Restaurante Sabor do Mar, Saborear, Restaurante Vieira, Restaurante Jasmine, a realização da Fundação Municipal de Esporte e a organização da Fecasurf – Federação Catarinense de Surf e ASM – Associação de Surf do Matadeiro, com a divulgação do Site Waves, Jornal Drop e Revista Solto.

RESULTADO FINAL POR EQUIPES – Matadeiro

01º – ASJ – Joaquina                                       122 pontos

02º – AFS – São Francisco do Sul                  116

03º – ASB – Barra do Sul                                 109

04º – ASM – Matadeiro                                    106

05º – ASG – Garopaba                                     101

06º – ASBC – Balneário Camboriú                97

07º – AIS – Itapoá                                             82

08º – ASIS – Ingleses e Santinho                  68

09º – ABS – Bombinhas                                  62

10º – ASPI – Praias de Itajaí                          44

11º – ASPR – Praia do Rosa                            36

12º – ASPM – Praia Mole                                 27

12º – ASESUL – Sul da Ilha                             27

14º – ASI – Imbituba                                          11

15º – ASMP – Morro das Pedras                       1

RESULTADOS INDIVIDUAIS

OPEN

1º – Alcides Lopes Neto – AFS

2º – Caetano Vargas – AIS

3º – Greg Cordeiro – ASB

4º – Mateus Herdy – ASJ

JUNIOR

1º – Lucas Vicente – ASJ

2º – Ariel Jerez – ASM

3º – Luan Garcia – AFS

4º – Pedro Mendes – ASG

MIRIM

1º – Hedieferson Junior – AIS

2º – Edson de Pra – ASB

3º – Luan Piazera – ASBC

4º – Matheus Brum – ASESUL

INICIANTES

1º – Guilherme Marques – ASBC

2º – Ian Casal – ASM

3º – Wallace Vasco – ASJ

4º – Arian Guimarães – ASB

INFANTIL

1º – Luiz Mendes – ASB

2º – Léo Casal – ASI

3º – Gabriel Junior – ASG

4º – Danilo Muniz – ABS

FEMININO

1º – Gabriela Leite – ASB

2º – Jacqueline Silva – ASJ

3º – Nataly Plach – ASPR

4º – Susan Leal – AFS

MASTER

1º – Guto Morelli – ASJ

2º – Carlos Santos – ASPR

3º – Fernando Becker – ASM

4º – Silvério Jorge – ASPM

LONGBOARD

1º – Josimar Pita – ASBC

4º – Otomar Ribeiro – ASG

2º – Alex Leite – ASM

3º – Eduardo Ledoux – AFS

RANKING POR EQUIPES – Após 2 etapas

01º – AFS – São Francisco do Sul                    1900 pontos

01º – ASJ – Joaquina                                       1900

03º – ASM – Matadeiro                                    1539

04º – ASB – Barra do Sul                                1466

05º – ASG – Garopaba                                    1385

06º – ASBC – Balneário Camboriú              1180

07º – AIS – Itapoá                                            1062

08º – ASIS – Ingleses e Santinho                   956

09º – ABS – Bombinhas                                   860

10º – ASPI – Praias de Itajaí                             774

11º – ASPR – Praia do Rosa                             698

12º – ASESUL – Sul da Ilha                             628

13º – ASPM – Praia Mole                                  596

14º – ASI – Imbituba                                           508

15º – ASMP – Morro das Pedras                      229

Fonte: Fecasurf

 

Fanning vence o Hurley Pro Trestles na Califórnia

19 de setembro de 2015 0

Um confronto direto pela lycra amarela de número 1 do Jeep Leaderboard fechou o Hurley Pro Trestles e ela voltará a ser usada pelo australiano Mick Fanning na próxima etapa do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour nos dias 06 a 17 de outubro na França. O tricampeão mundial usou suas manobras de borda para ganhar as maiores notas na sexta-feira de ondas inconsistentes de 3-4 pés em Lower Trestles. Mas, Adriano de Souza tentou a vitória até o fim e acabou perdendo por 1 ponto de diferença no placar encerrado em 17,44 a 16,44 pontos. Eles já haviam decidido o título do Rip Curl Pro Bells Beach na Austrália numa final que terminou empatada, com o australiano levando a melhor por ter recebido a maior nota. Mineirinho agora é o segundo no ranking, seguido por Filipe Toledo, que dividiu o terceiro lugar na Califórnia com o campeão mundial Gabriel Medina, derrotado por Fanning nas semifinais.

Mick Fanning (Foto: Kenneth Morris - WSL)

Mick Fanning (Foto: Kenneth Morris – WSL)

A decisão do título do Hurley Pro Trestles aconteceu após a vitória da havaiana Carissa Moore na final do Swatch Women´s Pro contra a sul-africana Bianca Buitendag. O mar estava difícil, com ondas pequenas e séries demoradas em Lower Trestles, mas quando entravam os dois aproveitavam ao máximo para manobrar em qualquer espaço para somar pontos. Fanning continuou com seu surfe de borda impecável, variando manobras sempre esticando a rabeta para inverter a direção da prancha e largou na frente com notas 6,50, 7,67 e 9,77, dominando a primeira metade da bateria. Mineirinho começou com nota 6,93 e depois acertou um aéreo grab-rail para tirar 7,33, mas as duas ondas teriam que ser trocadas por duas melhores para superar os 17,44 pontos do australiano.

Ele precisava fazer uma nova bateria nos 15 minutos finais e a dificuldade era maior ainda por causa das ondas inconsistentes e pequenas em Lower Trestles. Adriano falha em sua primeira tentativa de sair de “combination” numa direita que fechou rápido. Já Fanning acerta na escolha novamente e pega uma onda com parede mais longa para suas manobras. O tempo foi passando e não entrou mais nada quando a bateria chegou nos 10 minutos finais, mas logo depois Adriano surfa a sua melhor onda de todo o campeonato, manobrando forte para ganhar nota 9,07 e diminuir a vantagem para 8,38 pontos nos últimos 5 minutos. Só que veio a calmaria de novo em Trestles, não entrou outra onda boa para o brasileiro e a bateria terminou com 1 ponto de diferença no placar de 17,44 a 16,44 pontos.

Adriano de Souza (Foto: Sean Rowland - WSL)

Adriano de Souza (Foto: Sean Rowland – WSL)

SEMIFINAL BRASILEIRA – As semifinais também foram super disputadas, principalmente o duelo brasileiro eletrizante entre Adriano de Souza e Filipe Toledo, que abriu a bateria numa onda fraca que só rendeu 4,17 pontos. Mineirinho escolhe melhor e começa com nota 7,0 numa direita mais longa para desfilar suas manobras, com rasgadas fortes na borda, batidas, floater, roundhouse cutback, aproveitando a onda até o fim. Depois eles pegam algumas ondas sem potencial para tirar grandes notas, sempre com Adriano na frente com 7,77 pontos de vantagem sobre Filipe quando faltavam 20 minutos para o término da bateria.

Mineirinho segue com uma escolha melhor de ondas e tira notas 8,33 e 7,13 em duas seguidas, mas Filipe usa sua arma mortal, acerta o aéreo reverse e ganha 8,17, depois 5,90 para se manter na briga, mas ainda precisava de 7.30 para vencer. Ele entra numa onda ruim e Adriano escolhe outra boa que abre a parede para fazer várias manobras, mas a nota não superou o 7,13 para aumentar o seu placar de 15,46 pontos contra 14,07 de Filipe Toledo. O sinal dos 5 minutos finais soou quando os dois estavam no outside numa hora de calmaria do mar, ambos aguardando as séries que poderiam decidir o primeiro finalista.

A prioridade de escolha estava com Filipe e o tempo foi passando, nada de ondas quando restavam 3 minutos, 2 minutos, 1 minuto e faltando 20 segundos entrou uma direita para ele já começar com um aéreo reverse, mandar mais duas manobras modernas do seu vasto repertório e deixar a dúvida se a onda valeu a virada ou não. Fica um suspense pela divulgação da nota, que demora um pouco e ambos ficam esperando, mas a média saiu 7,10 e Mineirinho vingou a derrota sofrida na primeira semifinal do ano na Gold Coast, desta vez derrotando Filipinho por 15,46 a 15,27 pontos.

DUELO DE CAMPEÕES – O duelo dos dois últimos campeões mundiais definiu o segundo finalista e a bateria começou com ambos ganhando nota 6,17 em suas primeiras ondas. Mas, logo o australiano usou as manobras de borda executadas com pressão e velocidade nas direitas de Trestles para dominar a primeira metade da bateria com notas 7,33 e 9,07. Medina ficou precisando de uma nota excelente de 9,47 pontos e Fanning seguiu botando pressão a cada onda sempre muito bem surfada para ganhar 9,10 e aplicar uma “combination” no brasileiro, ou seja, precisando de duas notas para superar os seus 18,17 pontos.

Medina enfim acha uma direita que abre a parede para ele apresentar o seu arsenal de manobras de backside, desgarrando a rabeta, jogando água pra cima a cada movimento para receber 8,67 e se manter vivo na briga, precisando de 9,5 para a vitória. Aí Medina usou os aéreos numa esquerda, completando dois voos de alto grau de dificuldade na mesma onda para ganhar 8,87, mas ainda necessitava de uma nota 9,30 nos 5 minutos finais. Como na bateria anterior, parou de entrar onda em mais uma longa e agonizante calmaria, com Medina não tendo outra oportunidade para reverter o placar, encerrado em 18,17 a 17,54 pontos.

DISPUTA DO TÍTULO – Apesar de Mick Fanning ter recuperado a lycra amarela de número 1 do Jeep Leaderboard com sua segunda vitória sobre Adriano de Souza na temporada, a disputa do título mundial segue acirrada e promete ser emocionante nas duas etapas da “perna europeia” que antecedem a grande final em Banzai Pipeline, no Havaí. A próxima batalha é no Quiksilver Pro France em outubro, onde somente os quatro primeiros colocados no ranking vão brigar pela ponta. Fanning lidera com 44.700 pontos, seguido de perto por Adriano com 42.950, Filipe Toledo com 39.700 e Owen Wright com 38.400.

O campeão mundial Gabriel Medina ainda tem chance de lutar pelo bicampeonato e ganhou três posições no Hurley Pro Trestles, subindo do décimo para o sétimo lugar. O potiguar Italo Ferreira segue firme para ser premiado como o melhor estreante da temporada na nona colocação, com o outro novato da seleção brasileira, Wiggolly Dantas, em 12.o lugar. O potiguar Jadson André caiu de 19.o para vigésimo em 21.o está o paulista Miguel Pupo, que entrou no grupo dos 22 que são mantidos na elite dos top-34 da World Surf League para o ano que vem com o nono lugar conquistado na Califórnia.

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RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO HURLEY PRO TRESTLES:

Campeão: Mick Fanning (AUS) por 17,44 pontos (notas 9,77+7,67) – US$ 100.000 e 10.000 pontos

Vice-campeão: Adriano de Souza (BRA) com 16,44 (notas 9,07+7,37) – US$ 40.000 e 8.000 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 6.500 pontos e US$ 20.000 de prêmio:

1.a: Adriano de Souza (BRA) 15.46 x 15.27 Filipe Toledo (BRA)

2.a: Mick Fanning (AUS) 18.17 x 17.54 Gabriel Medina (BRA)

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com 5.200 pontos e US$ 15.000 de prêmio:

1.a: Filipe Toledo (BRA) 16.66 x 8.90 Joel Parkinson (AUS)

2.a: Adriano de Souza (BRA) 12.67 x 8.83 Wiggolly Dantas (BRA)

3.a: Mick Fanning (AUS) 15.13 x 7.50 Adrian Buchan (AUS)

4.a: Gabriel Medina (BRA) 11.34 x 9.44 Nat Young (EUA)

TOP-22 NO JEEP LEADERBOARD DA WORLD SURF LEAGUE – após a 8.a etapa em Trestles:

1.o: Mick Fanning (AUS) – 44.700 pontos

2.o: Adriano de Souza (BRA) – 42.950

3.o: Filipe Toledo (BRA) – 39.700

4.o: Owen Wright (AUS) – 38.400

5.o: Julian Wilson (AUS) – 34.950

6.o: Kelly Slater (EUA) – 32.400

7.o: Gabriel Medina (BRA) – 30.650

8.o: Jeremy Flores (FRA) – 29.000

9.o: Italo Ferreira (BRA) – 28.900

10: Nat Young (EUA) – 27.950

11: Josh Kerr (AUS) – 26.650

12: Wiggolly Dantas (BRA) – 26.350

13: Taj Burrow (AUS) – 24.450

14: Joel Parkinson (AUS) – 21.900

15: Kai Otton (AUS) – 21.850

16: Bede Durbidge (AUS) – 21.200

17: Adrian Buchan (AUS) – 19.700

18: John John Florence (HAV) – 18.750

19: Matt Wilkinson (AUS) – 18.500

20: Jadson André (BRA) – 15.950

21: Miguel Pupo (BRA) – 14.750

22: Sebastian Zietz (HAV) – 13.750

33: Alejo Muniz (BRA) – 7.950

39: Bruno Santos (BRA) – 4.000

41: Tomas Hermes (BRA) – 1.000

42: Alex Ribeiro (BRA) – 500

42: David do Carmo (BRA) – 500

ÚLTIMAS ETAPAS DO SAMSUNG GALAXY WORLD SURF LEAGUE CHAMPIONSHIP TOUR 2015:

9.a: Out 06-17: Quiksilver Pro France em Hossegor, Landes – França

10: Out 20-31: Moche Rip Curl Pro Portugal em Supertubos, Peniche, Cascais – Portugal

11: Dez 08-20: Billabong Pipe Masters em Banzai Pipeline, Oahu – Havaí

Fonte– WSL South America Media Manager

1º Festival ASUPBC em Taquaras

16 de setembro de 2015 0

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Brasileiros dominam em Trestles

13 de setembro de 2015 0

Filipe Toledo vai abrir as quartas de final, Adriano de Souza defende a liderança do ranking num duelo brasileiro com Wiggolly Dantas e Gabriel Medina disputa a última vaga para as semifinais na Califórnia

Os brasileiros continuam dominando as direitas de Lowers Trestles e conquistaram metade das vagas para as quartas de final do Hurley Pro no sábado em San Clemente, na Califórnia, Estados Unidos. Competindo em casa por morar com sua família perto desta praia, Filipe Toledo ganhou o primeiro confronto do dia e vai enfrentar o australiano Joel Parkinson. Quem passar, pega nas semifinais o vencedor do duelo verde-amarelo entre o número 1 do Jeep Leaderboard, Adriano de Souza, com Wiggolly Dantas. E o campeão mundial Gabriel Medina fecha as quartas de final com o norte-americano Nat Young, que barrou um dos concorrentes de Mineirinho na briga pela ponta do ranking da World Surf League na Califórnia, Owen Wright.

Filipe Toledo (SP) avança para as quartas de finais no Hurley Pro em Trestles. - Foto: Kirstin / WSL

Filipe Toledo (SP) avança para as quartas de finais no Hurley Pro em Trestles. – Foto: Kirstin / WSL

O sábado já começou com uma bateria 100% verde-amarela nos Estados Unidos e Filipe Toledo usou sua arma mortal mais uma vez para conquistar a primeira vaga direta para as quartas de final. Ninguém conseguiu bater os 17,93 pontos que Filipinho totalizou neste confronto eletrizante, com os três brasileiros surfando boas ondas em Lower Trestles. Filipe somou o 9,20 da sua melhor apresentação com o 8,73 da sua última onda e ainda descartou um 8,57. Miguel Pupo ficou segundo com 16,97 pontos somando notas 8,70 e 8,27 e jogando fora um 7,70. E Italo Ferreira chegou a 16,17 com 8,10 e 8,07 que trocou por um 7,83.

Na segunda bateria do dia, mais dois brasileiros entraram no mar e as séries já não estavam tão constantes. Adriano de Souza começou na frente, aproveitando ao máximo o que as ondas permitiam para tirar notas 5,33 e 6,50. Mineirinho também usou os aéreos para ganhar pontos e trocou o 5,83 que estava somando da sua terceira onda pelo 6,60 da última. Wiggolly Dantas só tinha um 4,77, mas surfou a melhor onda da bateria com seu ataque letal de backside para chegar perto da vitória com nota 8,23, mas o placar ficou em 13,10 a 13,00 pontos para Mineirinho. O australiano Joel Parkinson também só achou uma que rendeu 7,33 e terminou em último com 12,86 pontos.

Os dois brasileiros que estão na briga pela lycra amarela do Jeep Leaderboard na Califórnia venceram suas primeiras baterias do sábado e nem precisaram competir mais. Já os dois australianos perderam a primeira chance de classificação para as quartas de final e tiveram que disputar a quinta fase. O vice-líder, Mick Fanning, foi batido pelo também australiano Adrian Buchan em outra bateria de poucas ondas surfadas. Buchan deu mais sorte na escolha e conseguiu duas notas na casa dos 8 pontos para vencer por 16,36 pontos.

O campeão mundial Gabriel Medina também ganhou a última vaga direta para as quartas de final assim, mas ele foi ainda mais preciso e eficaz, porque só surfou as duas ondas que são computadas na bateria e valeram notas 8,33 e 8,57. O terceiro do ranking, Owen Wright, também fez bonito nas direitas de Trestles para tirar a maior nota da bateria, 9,10, mas precisava de um pouco mais e perdeu por meio ponto, 16,90 a 16,40. Kelly Slater completou este verdadeiro clássico da World Surf League em San Clemente, mas só achou uma onda e ficou em último com 8,37 pontos.

SEGUNDA CHANCE – Os quatro vencedores da quarta fase foram dispensados, mas os perdedores voltaram ao mar para tentar a segunda chance de classificação para as quartas de final. As condições variaram bastante durante o dia e nessa primeira bateria entraram mais ondas boas, principalmente para Joel Parkinson, que pegou três seguidas para totalizar 16,57 pontos com notas 8,27 e 8,30.

Miguel Pupo mostrou a potência do seu backside com uma série de manobras que valeram nota 8,90, mas faltou outra para somar e só chegou a 13,73 pontos. Mesmo com a derrota em nono lugar, Pupo retornou ao grupo dos 22 primeiros colocados no ranking que permanece na elite dos top-34 da World Surf League para o ano que vem. Agora, os sete integrantes da “seleção brasileira” do WCT estão se garantindo pelo ranking principal nesta reta final da temporada.

Gabriel Medina (SP) venceu sua bateria no quarto round e foi direto para as quartas. - Foto: Kirstin Scholtz / WSL

Gabriel Medina (SP) venceu sua bateria no quarto round e foi direto para as quartas. – Foto: Kirstin Scholtz / WSL

ESTREANTES DO BRASIL – Os dois que entraram na elite esse ano estão brilhando em suas primeiras temporadas no Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour e irão se enfrentar na disputa pela sexta vaga para as quartas de final do Hurley Pro Trestles. Ambos foram criados em direitas como as de Lower Trestles e pegaram boas ondas para mostrarem suas manobras de backside em mais uma bateria 100% brasileira de alto nível técnico nos Estados Unidos.

O paulista Wiggolly Dantas, que aprendeu a surfar nas direitas da Praia de Itamambuca, em Ubatuba, dominou o confronto desde o início com as notas 7,50 e 6,47 das suas primeiras ondas, que depois foram trocadas por 7,87 e 8,50. O potiguar Italo Ferreira, nascido nas direitas do Pontal de Baía Formosa, vem sendo o melhor estreante da temporada, mas Wiggolly pegou as melhores ondas da bateria para vencer por 16,37 a 13,67 pontos e seguir para enfrentar o líder Adriano de Souza nas quartas de final.

Depois, o australiano Mick Fanning ganhou um confronto de campeões mundiais com Kelly Slater, aumentando o seu placar a cada onda para chegar a 16,10 pontos com a nota 8,23 da última que surfou na bateria. Slater também conseguiu sua maior nota na última onda, mas o 8,57 recebido só foi suficiente para alcançar 14,90 pontos. Foi outra chance perdida para Slater entrar na briga direta por mais um título mundial, o 12.o da carreira mais vitoriosa da história do esporte.

Mas, os norte-americanos ainda têm um surfista para torcer no último dia do Hurley Pro Trestles, o californiano Nat Young, que tirou o australiano Owen Wright da disputa pela liderança do ranking na Califórnia. As primeiras ondas demoraram muito para entrar quando começou a bateria e Owen achou que tinha voltado ao início depois de dez minutos sem ninguém surfar. Só que a comissão técnica não anunciou isso e Nat Young conquistou a última vaga para as quartas de final por 12,17 pontos com a nota 8,00 da sua terceira e última onda. Owen Wright tinha surfado apenas uma de 6 pontos e reclamou bastante quando ouviu o sinal de fim da bateria, achando que ainda faltava no mínimo mais 10 minutos para terminar.

JEEP LEADERBOARD – Com a saída de Owen Wright, restaram apenas três surfistas para brigar pela lycra amarela de número 1 do Jeep Leaderboard no Hurley Pro Trestles. A batalha entre Adriano de Souza e Mick Fanning continua fase a fase e o australiano tem que avançar uma a mais para ficar na frente. Filipe Toledo já passou a dividir o terceiro lugar no ranking com Owen Wright e precisa chegar na grande final para superar a pontuação que Mineirinho e Fanning garantiram com a passagem para as quartas de final.

No entanto, o líder na corrida do título mundial pode até ser definido numa decisão de título em Lower Trestles com Mick Fanning contra Adriano de Souza ou Filipe Toledo, já que os dois brasileiros se enfrentariam nas semifinais. Só que no caminho de Fanning na busca pela segunda vaga na final pode entrar Gabriel Medina, que também precisa da vitória na etapa norte-americana do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour para encostar nos líderes do ranking e poder ainda tentar o bicampeonato mundial nas três etapas que vão fechar a temporada na França, Portugal e Havaí.

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QUARTAS DE FINAL DO HURLEY PRO TRESTLES:
1.a: Filipe Toledo (BRA) x Joel Parkinson (AUS)
2.a: Adriano de Souza (BRA) x Wiggolly Dantas (BRA)
3.a: Mick Fanning (AUS) x Adrian Buchan (AUS)
4.a: Gabriel Medina (BRA) x Nat Young (EUA)

QUINTA FASE – Vitória=Quartas de Final / Derrota=9.o lugar com 4.000 pontos e R$ 12.750 de prêmio:
1.a: Joel Parkinson (AUS) 16.57 x 13.73 Miguel Pupo (BRA)
2.a: Wiggolly Dantas (BRA) 16.37 x 13.67 Italo Ferreira (BRA)
3.a: Mick Fanning (AUS) 16.10 14.90 Kelly Slater (EUA)
4.a: Nat Young (EUA) 12.17 x 6.00 Owen Wright (AUS)

QUARTA FASE – Vitória=Quartas de Final / 2.o e 3.o=Quinta Fase:
1.a: 1-Filipe Toledo (BRA)=17.93, 2-Miguel Pupo (BRA)=16.97, 3-Italo Ferreira (BRA)=16.17
2.a: 1-Adriano de Souza (BRA)=13.10, 2-Wiggolly Dantas (BRA)=13.00, 3-Joel Parkinson (AUS)=12.86
3.a: 1-Adrian Buchan (AUS)=16.36, 2-Mick Fanning (AUS)=14.44, 3-Nat Young (EUA)=14.37
4.a: 1-Gabriel Medina (BRA)=16.90, 2-Owen Wright (AUS)=16.40, 3-Kelly Slater (EUA)=8.37

Fonte – WSL South America Media Manager

Bino Lopes conquista vitória inédita para a Bahia no Oi SuperSurf

13 de setembro de 2015 0

O primeiro título de um baiano em etapas do SuperSurf foi conseguido na final contra o experiente bicampeão brasileiro Leonardo Neves na Praia da Joaquina, em Florianópolis (SC)

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Bino Lopes (BA) vence o Oi Supersurf em Floripa – Foto : Pedro Monteiro / SuperSurf

O baiano Bino Lopes, 27 anos, conquistou um título inédito para o seu estado neste domingo com a vitória sobre o experiente carioca Leonardo Neves, 35 anos, na decisão do Oi SuperSurf de Florianópolis na ensolarada Praia da Joaquina, em Santa Catarina. Ele foi o primeiro surfista da Bahia a vencer etapas da principal competição do circuito da Associação Brasileira de Surf Profissional (ABRASP). Bino surfou a melhor onda da bateria para faturar o prêmio máximo de 15 mil Reais e subir da 22.a para a segunda posição no ranking, que continua com o paulista Flavio Nakagima na frente. No entanto, a disputa do título agora está embolada, com a diferença entre o líder e o nono colocado não chegando a 2.000 pontos. São vários surfistas com chances de ser campeão brasileiro na última etapa do Oi SuperSurf 2015, nos dias 7 a 11 de outubro na Praia de Itaúna, em Saquarema (RJ).

“Estou até sem palavras, é muita emoção. Este último mês tem sido incrível para mim porque eu consegui uma vitória no Circuito Mundial lá na França (QS 1500 em Anglet) duas semanas atrás, agora aqui também e só tenho que agradecer a Deus, meus amigos, família, patrocinadores e todas as pessoas que estão sempre comigo nas horas ruins e nas horas boas”, disse Bino Lopes. “Hoje (domingo) Deus me abençoou para conseguir pegar boas ondas nas baterias. Eu sabia que a final ia ser incrível, porque o Leo Neves é um grande ídolo nacional, já foi do WCT e é um cara muito experiente que eu assisto desde criança. Eu fiz uma estratégia de pegar as esquerdas e deu certo, finalizei com um 8,5 que me garantiu a vitória”.

Com os 6.000 pontos recebidos no Oi SuperSurf de Florianópolis, Bino Lopes entrou na disputa direta pelo título brasileiro, que não é conquistado por um surfista da Bahia desde os tempos de Jojó de Olivença, campeão em 1988 e 1992. Bino também foi o primeiro baiano a vencer etapas do SuperSurf em toda a história da competição que promoveu o circuito nacional mais rico do mundo entre 2000 e 2009 e retornou agora com o patrocínio da Oi e da marca de surfwear Smolder, com participação de Furnas. A decisão do título só não foi mais emocionante porque faltaram ondas na Praia da Joaquina para os dois competidores mostrarem o surfe que os levaram até ali.

“Infelizmente aconteceu isso de não entrarem muitas ondas boas na bateria, o que acontece porque nosso esporte depende da Natureza. Mas, já estava sendo agonizante desde as baterias anteriores”, destacou Bino Lopes. “Estava realmente bem difícil, o intervalo entre as séries muito alto, mas deu tudo certo para mim. Hoje era o meu dia e agora é ir com muita confiança para a próxima etapa em Saquarema. Eu costumo surfar bem lá nas esquerdas da Praia de Itaúna e espero manter o ritmo para conquistar outro bom resultado, mas sem botar pressão por estar em segundo no ranking agora”.

DECISÃO DO TÍTULO – A grande final começou depois de uma homenagem à Vilma, a “Mãe dos Surfistas” que morava na Praia da Joaquina e faleceu esse ano. A decisão do título foi inaugurada pelo carioca Leonardo Neves numa esquerda que abriu a parede para ele fazer três manobras e largar na frente com nota 6,17. Bino Lopes logo faz sua primeira apresentação também nas esquerdas da Joaca e recebe 5,17. Não demorou e o baiano pegou a segunda onda antes do carioca para tirar 5,60 e assumir a liderança.

Enquanto Leo Neves preferiu aguardar pela entrada de ondas melhores, Bino optou em ficar mais ativo, arriscando em todas até achar uma esquerda que armou a parede para ele desferir uma série de três manobras potentes de frontside e arrancar 8,5 dos juízes, abrindo uma larga vantagem de 7,94 pontos sobre o carioca. O tempo foi passando e a situação era a mesma quando soou o sinal dos 5 minutos finais da bateria. Só que não entrou mais nada de onda e a primeira vitória de um baiano na história do SuperSurf foi confirmada por 14,10 a 8,90 pontos.

“Pena que o vento ficou muito forte durante a bateria e o pico que eu tava surfando não deu mais onda. O Bino (Lopes) deu sorte porque a gente estava fugindo mais pro meio da praia e entrou uma onda muito boa para ele que foi decisiva na bateria”, contou Leonardo Neves. “Depois eu boiei bastante com a prioridade, achando que ia vir uma onda boa e acabou que não veio, mas estou feliz pelo resultado. Foi um campeonato longo, cheguei aqui domingo passado e estou amarradão por ter chegado na final com a galera da nova geração arrebentando, mostrando que o Brasil tem um alto nível de surfe. Só falta a galera apoiar os atletas para eles conseguirem chegar no WCT e realizarem o sonho que eu já vivi anos atrás”.

A BUSCA DO TRI – O carioca bicampeão brasileiro em 2002 e 2003 durante a década de ouro do SuperSurf no Circuito Brasileiro entre 2000 e 2009, relembrou a última vez que fez uma final na carreira. Leo Neves agora passa a ter chances de tentar igualar um feito histórico do paranaense Peterson Rosa, único que conseguiu o título brasileiro três vezes, em 1994, 1999 e em 2000, no primeiro do SuperSurf. Além de Léo Neves, o cearense Messias Felix, número 1 do Brasil em 2009 e 2012, também está na mesma batalha e os dois se enfrentaram na disputa pela segunda vaga na final do Oi SuperSurf de Florianópolis.

“A última vez que eu tinha feito uma final foi no ano retrasado numa etapa do Circuito Carioca. No ano passado a gente não teve o circuito e eu acabei não competindo nos outros estaduais que valiam pontos para o Brasileiro. Com a volta do SuperSurf eu me animei de novo para voltar a competir, então esse ano eu comecei o circuito entrando na primeira fase e aqui nesta etapa eu já consegui mais pontos para entrar só no terceiro rounde, o que já me deixou bem feliz. Em Saquarema eu devo entrar mais na frente ainda e esse era o meu objetivo, crescer no ranking para estar neste grupo no ano que vem e continuar participando dessa nova história do SuperSurf com o patrocínio da Oi”.

O CAMINHO DA FINAL – Para chegar na grande final do Oi SuperSurf de Florianópolis, os dois tiveram que enfrentar as difíceis condições do mar do domingo na Praia da Joaquina três vezes. Bino Lopes entrou na segunda bateria do dia e derrotou o capixaba Krystian Kymerson, um dos quatro surfistas que tinham chances matemáticas de tirar a primeira posição no ranking do paulista Flavio Nakagima. Os dois barraram um dos concorrentes, o baiano Marco Fernandez, além do pernambucano Gabriel Farias. Depois, Bino despachou uma das surpresas desta etapa, o paraibano José Francisco, nas quartas de final e acabou com a possibilidade de Kymerson assumir a ponta derrotando-o nas semifinais.

Já o carioca Leonardo Neves ganhou a disputa pelas duas últimas vagas para as quartas de final superando três talentos de gerações mais novas do que a dele, o paulista Jessé Mendes, o pernambucano Alan Donato e o paulista que estava na briga pela liderança do ranking, Thiago Guimarães. Na disputa seguinte, acabou com as chances de outro concorrente no confronto de bicampeões brasileiros com o cearense Messias Felix. E ainda surpreendeu ao superar o recordista absoluto de nota e pontos do Oi SuperSurf de Florianópolis, o paulista Caio Ibelli, que na fase anterior tinha conseguido a primeira nota 10 do ano num tubaço nas direitas da Joaquina.

PRIMEIRO 10 DO ANO – Nas duas primeiras etapas do Oi SuperSurf no litoral norte de São Paulo, a maior nota foi o 9,93 recebido pelo catarinense Willian Cardoso na Praia Grande de Ubatuba. Já o primeiro 10 do ano saiu na manhã do domingo em Florianópolis, com Caio Ibelli garantindo a vitória no duelo mais espetacular da semana na Ilha da Magia com um tubaço incrível nas direitas da Praia da Joaquina. Com a nota máxima no último minuto, Caio virou o placar para 18,40 a 16,77 pontos sobre o também paulista Jessé Mendes, mas não conseguiu superar a maior pontuação do Oi SuperSurf 2015, recorde que permanece com o jovem ubatubense Weslley Dantas, que registrou 18,53 pontos na segunda etapa em Ubatuba.

“Estou feliz da vida e agradeço a Deus por ter mandado aquela onda incrível faltando 30 segundos para terminar a bateria”, disse Caio Ibelli. “Hoje (domingo) só tinham esquerdas e consegui achar uma direita que rodou um tubão mesmo, para fazer a maior nota do evento. Estou muito feliz por ter tirado o primeiro 10 do ano no Oi SuperSurf. O mar está um pouco difícil hoje, mas tem altas ondas, só precisa estar no lugar certo na hora certa para pegar as melhores das séries e eu fui premiado com aquela direita ali que me garantiu a vitória”.

LIDERANÇA DO RANKING – Quatro surfistas tinham chances matemáticas de tirar a liderança do ranking brasileiro do paulista Flavio Nakagima no último dia do Oi SuperSurf de Florianópolis, mas ninguém conseguiu a colocação que precisava para isso. O primeiro a cair foi o baiano Marco Fernandez, barrado por outro concorrente, o capixaba Krystian Kymerson, no confronto vencido pelo campeão Bino Lopes na rodada que abriu o domingo decisivo na Ilha de Santa Catarina. Duas baterias depois, ainda pela sexta fase da competição, o paulista Thiago Guimarães também saiu da briga na disputa pelas duas últimas vagas para as quartas de final, que ficaram com o carioca Leonardo Neves e o paulista Jessé Mendes.

Os outros dois passaram pelo primeiro desafio e Krystian Kymerson seguiu com chances derrotando o campeão da última edição do SuperSurf na Praia da Joaquina em 2008, o catarinense Willian Cardoso, na abertura das quartas de final. Já o cearense Messias Felix perdeu o duelo de bicampeões brasileiros com Leonardo Neves e acabou barrado pelo carioca. Com isso, só restou Krystian Kymerson, que precisava vencer a etapa de Santa Catarina para ultrapassar Flavio Nakagima, mas foi eliminado pelo baiano Bino Lopes numa bateria fraca de ondas que decidiu o primeiro finalista.

“Estou feliz pelo terceiro lugar também. O mar ficou difícil, piorou muito, quase não veio onda, mas consegui um bom resultado e parabéns ao Bino (Lopes) que achou uma onda ali que foi a melhor da bateria”, disse Krystian Kymerson, que assumiu o terceiro lugar no ranking e entrou na briga direta pelo título brasileiro. “Agora é focar para a próxima etapa em Saquarema (RJ) e tomara que dê boas ondas para que tenha um show de surfe lá na Praia de Itaúna. Me aproximei da liderança, mas ainda tem muita coisa para acontecer, então é treinar, se concentrar e esperar para ver no que vai dar”.

Fonte: Assessoria de Imprensa OI SUPERSURF
RESULTADOS DO DOMINGO NO OI SUPERSURF DE FLORIANÓPOLIS:

Campeão: Bino Lopes (BA) por 14,10 pontos (notas 8,50+5,60) – R$ 15.000,00 e 6.000 pontos
Vice-campeão: Leonardo Neves (RJ) com 8,90 (notas 6,17+2,73) – R$ 9.000 e 5.160 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 4.380 pontos e R$ 4.500,00 de prêmio:
1.a: Bino Lopes (BA) 8.10 x 7.63 Krystian Kymerson (ES)
2.a: Leonardo Neves (RJ) 14.70 x 6.20 Caio Ibelli (SP)

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com 3.660 pontos e R$ 2.250,00 de prêmio:
1.a: Krystian Kymerson (ES) 11.44 x 6.33 Willian Cardoso (SC)
2.a: Bino Lopes (BA) 11.93 x 7.34 José Francisco (PB)
3.a: Caio Ibelli (SP) 18.40 x 16.77 Jessé Mendes (SP)
4.a: Leonardo Neves (RJ) 15.50 x 9.63 Messias Felix (CE)

SEXTA FASE – 3.o=9.o lugar (R$ 1.500 e 3.000 pontos) / 4.o=13.o lugar (R$ 1.200 e 2.700 pts):
1.a: 1-Willian Cardoso (SC), 2-José Francisco (PB), 3-David do Carmo (SP), 4-Luel Felipe (PE)
2.a: 1-Bino Lopes (BA), 2-Krystian Kymerson (ES), 3-Marco Fernandez (BA), 4-Gabriel Farias (PE)
3.a: 1-Caio Ibelli (SP), 2-Messias Felix (CE), 3-Renato Galvão (SP), 4-Franklin Serpa (BA)
4.a: 1-Leonardo Neves (RJ), 2-Jessé Mendes (SP), 3-Alan Donato (PE), 4-Thiago Guimarães (SP)

TOP-20 DO RANKING BRASILEIRO DA ABRASP – 8 etapas:
1.o: Flavio Nakagima (SP) – 11.995 pontos
2.o: Bino Lopes (BA) – 11.550
3.o: Krystian Kymerson (ES) – 11.040
4.o: Jihad Kohdr (PR) – 10.710
5.o: Charlie Brown (CE) – 10.580
6.o: Tomas Hermes (SC) – 10.270
7.o: Thiago Guimarães (SP) – 10.200
8.o: Hizunomê Bettero (SP) – 10.052
9.o: Marco Fernandez (BA) – 10.010
10: Messias Felix (CE) – 9.720
11: Willian Cardoso (SC) – 9.615
12: Thiago Camarão (SP) – 9.330
13: Leonardo Neves (RJ) – 9.240
14: Ian Gouveia (PE) – 8.470
15: Alex Ribeiro (SP) – 8.390
16: Deivid Silva (SP) – 8.335
17: David do Carmo (SP) – 8.290
18: Saulo Junior (SP) – 7.915
19: Alan Jhones (RN) – 7.700
20: Alandreson Martins (BA) – 7.660

Massacre brasileiro em Trestles

12 de setembro de 2015 0

Os brasileiros venceram todas as baterias na sexta-feira de direitas e esquerdas de 3-5 pés em Lowers Trestles e os seis agora têm duas chances de passar para as quartas de final do Hurley Pro Trestles em San Clemente, na Califórnia, Estados Unidos. Um deles já está garantido porque a disputa pela primeira vaga será 100% verde-amarela, entre Filipe Toledo, Italo Ferreira e Miguel Pupo. O líder, Adriano de Souza, entra na segunda com Wiggolly Dantas e Joel Parkinson. E Gabriel Medina fecha a quarta fase com Kelly Slater e Owen Wright. Nesta rodada, os vencedores avançam direto para as quartas de final, mas os perdedores têm uma segunda chance de classificação na quinta fase da etapa norte-americana do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour, que tem até o dia 20 para ser encerrada na Califórnia.

Adriano de Souza (Foto: Kirstin Scholtz - WSL)

Adriano de Souza (Foto: Kirstin Scholtz – WSL)

Com os resultados da sexta-feira, dos seis surfistas que poderiam tirar a lycra amarela do Jeep Leaderboard de Adriano de Souza, restaram apenas três, o vice-líder Mick Fanning, o terceiro colocado, Owen Wright, e o quarto, Filipe Toledo. Miguel Pupo despachou Julian Wilson, Jeremy Flores perdeu para Adrian Buchan, mas Mineirinho já tinha acabado com suas chances e também de Kelly Slater quando derrotou o irlandês Glenn Hall na terceira fase.

A batalha pela ponta na corrida do título mundial ficou com dois brasileiros na chave de cima e dois australianos na de baixo que vai apontar o segundo finalista do Hurley Pro. A briga entre Mineirinho, Mick e Owen é fase a fase e o brasileiro compete antes deles na Califórnia. A disputa está tão acirrada que os quatro podem decidir a liderança numa final Brasil x Austrália em Lower Trestles. Este confronto direto com a maior potência do esporte aconteceu em quatro baterias na sexta-feira e o Brasil ganhou de quatro a zero.

A goleada começou com Miguel Pupo despachando um dos concorrentes de Adriano de Souza na bateria que abriu a terceira fase, Julian Wilson. O australiano não conseguiu achar as ondas e Pupo não desperdiçou as oportunidades que teve no início para ganhar fácil por 12,84 a 4,80 pontos. Na disputa seguinte, o potiguar Italo Ferreira detonou uma série de batidas e rasgadas na primeira onda que pegou para largar com nota 8,67. Mas, Matt Wilkinson tomou a frente com a nota 8 da sua terceira onda. Italo correu atrás de uma que rendesse um mínimo de 6,60 pontos e só conseguiu isso na quinta tentativa, com o 6,63 recebido virando o placar para 15,30 a 15,27 pontos.

O ataque verde-amarelo continuou com Filipe Toledo garantindo uma bateria 100% brasileira para definir a primeira vaga para as quartas de final do Hurley Pro Trestles. Ele usou os aéreos contra o “power surf” do taitiano Michel Bourez e arrancou a maior nota do dia – 9,77 – na direita finalizada com sua arma mortal, o aéreo reverse de frontside. Filipinho tinha acabado de receber um 7,50 na onda anterior para totalizar 17,27 pontos, contra 14,83 do taitiano.

Filipe Toledo (Foto: Kirstin Scholtz - WSL)

Filipe Toledo (Foto: Kirstin Scholtz – WSL)

Depois recomeçou o massacre nos australianos com Wiggolly Dantas usando a potência das suas manobras de backside nas direitas de Lower Trestles e uma boa escolha de ondas para derrotar o experiente Taj Burrow com notas 7,00 e 8,27 em duas ondas seguidas. Ainda repetiu o 7,00 que o australiano não conseguiu em nenhuma das que surfou para evitar a terceira derrota australiana consecutiva para o Brasil na sexta-feira.

Na disputa seguinte, Adriano de Souza entrou com sua lycra amarela de número 1 do Jeep Leaderboard com uma responsabilidade a mais, defender a ponta do ranking e a invencibilidade do Brasil na terceira fase do Hurley Pro Trestles. Mineirinho acabou competindo numa hora ruim do mar, com poucas ondas boas entrando na bateria, fazendo com que a escolha das melhores ganhasse peso decisivo para a vitória. Ele aproveitou ao máximo cada chance que as ondas permitiam para encaixar manobras e a nota 7,5 da sua terceira apresentação foi suficiente para garantir a classificação por 12,83 a 11,97 pontos.

Para fechar os 100% de vitórias brasileiras na quinta-feira, Gabriel Medina mudou o seu ataque nas ondas de Lower Trestles para fechar a goleada de 4 a 0 sobre a Austrália nas esquerdas. Primeiro apresentou o seu arsenal de manobras modernas para largar na frente com nota 7,67. O sempre perigoso Bede Durbidge escolheu as direitas e respondeu com 7,03. O campeão mundial pega outra esquerda e voa num aéreo reverse diferente, alongando a aterrisagem para receber nota 8,83 com esta única manobra na onda. O australiano ainda surfa outra direita no seu estilo, somando pontos a cada movimento e ganha 8,07, com o placar terminando em 16,50 a 15,10 pontos.

DESPEDIDA NOTA 10 – A bateria de Medina com Durbidge acabou fechando a terceira fase, pois a última não foi realizada porque o havaiano Fredrick Patacchia anunciou sua aposentadoria depois da nota 10 que conseguiu para vencer o campeão mundial Gabriel Medina na bateria mais espetacular da primeira fase do Hurley Pro Trestles na quarta-feira. Então o caminho ficou livre para o australiano Owen Wright avançar para completar a bateria que vai definir a última vaga direta para as quartas de final, com Gabriel Medina e Kelly Slater.

O Hurley Pro Trestles e o Swatch Women´s Pro estão sendo transmitidos ao vivo pelo www.wordsurfleague.com e o link também pode ser acessado clicando-se no banner do evento na capa da nova página da WSL South America – www.wslsouthamerica.com – que destaca a participação dos brasileiros na disputa do título mundial no WCT, com notícias também dos surfistas dos outros países da América do Sul nos circuitos da World Surf League.

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QUARTA FASE – Vitória=Quartas de Final / 2.o e 3.o=Quinta Fase:

1.a: Filipe Toledo (BRA), Italo Ferreira (BRA), Miguel Pupo (BRA)

2.a: Adriano de Souza (BRA), Joel Parkinson (AUS), Wiggolly Dantas (BRA)

3.a: Mick Fanning (AUS), Nat Young (EUA), Adrian Buchan (AUS)

4.a: Owen Wright (AUS), Kelly Slater (EUA), Gabriel Medina (BRA)

TERCEIRA FASE – Vitória=Quarta Fase / Derrota=13.o lugar com 1.750 pontos e US$ 10.500 de prêmio:

1.a: Miguel Pupo (BRA) 12.84 x 4.80 Julian Wilson (AUS)

2.a: Italo Ferreira (BRA) 15.30 x 15.27 Matt Wilkinson (AUS)

3.a: Filipe Toledo (BRA) 17.27 x 14.83 Michel Bourez (TAH)

4.a: Joel Parkinson (AUS) 18.63 x 13.90 Josh Kerr (AUS)

5.a: Wiggolly Dantas (BRA) 15.27 x 12.53 Taj Burrow (AUS)

6.a: Adriano de Souza (BRA) 12.83 x 11.97 Glenn Hall (IRL)

7.a: Mick Fanning (AUS) 14.83 x 11.57 Kolohe Andino (EUA)

8.a: Nat Young (EUA) 18.10 x 12.26 Kai Otton (AUS)

9.a: Adrian Buchan (AUS) 15.77 x 15.26 Jeremy Flores (FRA)

10: Kelly Slater (EUA) 16.50 x 10.83 Adam Melling (AUS)

11: Gabriel Medina (BRA) 16.50 x 15.10 Bede Durbidge (AUS)

12: Owen Wright (AUS) por w.o de Fredrick Patacchia (HAV)

Fonte– WSL South America Media Manager

 

Seis brasileiros seguem na busca do título no Hurley Pro Trestles

11 de setembro de 2015 0

O campeão mundial Gabriel Medina brilhou mais uma vez nas ótimas ondas de Lower Trestles contra Tomas Hermes, Miguel Pupo ganhou o outro duelo verde-amarelo com Jadson André, Filipe Toledo e Wiggolly Dantas também venceram suas primeiras baterias na quinta-feira e seis brasileiros seguem na disputa do título do Hurley Pro Trestles em San Clemente, na Califórnia, Estados Unidos. O número 1 do Jeep Leaderboard, Adriano de Souza, e Italo Ferreira, já haviam estreado com vitórias na quarta-feira e passado direto para a terceira fase da etapa norte-americana do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour 2015, que abre a reta final da corrida pelo título mundial da temporada.

Filipe Toledo voando para a vitória em Trestles (Foto: Kirstin Scholtz - WSL)

Filipe Toledo voando para a vitória em Trestles (Foto: Kirstin Scholtz – WSL)

Mineirinho vai defender a liderança do ranking pela segunda vez na Califórnia na sexta bateria, contra o perigosoGlenn Hall. O irlandês despachou o vice-campeão do ano passado, John John Florence, na quinta-feira de ondas excelentes de 5-6 pés em Lowers Trestles para todo tipo de manobra, até para as aéreas, arma que Filipe Toledo utilizou para vencer Ian Crane no primeiro confronto eliminatório do Hurley Pro. O californiano começou bem com 7,33 e na segunda onda ganhou 9,10 dos juízes. Filipe tinha um 8,00 e esperou por uma onda boa que só entrou no final da bateria, a direita abriu a parede para manobras de borda e depois arriscou tudo no aéreo reverse de frontside para fechar a apresentação que valeu nota 8,5 e a virada no placar para 16,50 a 16,43 pontos.

“Eu acabei ficando um pouco nervoso no início da bateria e caindo em algumas ondas”, contou Filipe Toledo, que mora em San Clemente com a sua família e está competindo em casa em Lower Trestles. “O Ian (Crane) abriu a bateria muito forte e botando pressão desde o início. Mas, vencer assim na última onda é bem o estilo brasileiro, que não desiste nunca, é assim que eu gosto. Eu continuo acreditando até ouvir a buzina do fim da bateria”.

Filipinho ainda não sabe quem é o seu próximo adversário. Ele será definido nas duas últimas baterias da segunda fase que ficaram para abrir a sexta-feira nos Estados Unidos. Os brasileiros vão disputar as três primeiras baterias da terceira fase. Miguel Pupo enfrenta um dos seis surfistas que podem tirar a ponta do ranking de Adriano de Souza nos Estados Unidos, Julian Wilson, Italo Ferreira entra na segunda com Matt Wilkinson e Filipe Toledo na terceira. Depois tem Wiggolly Dantas na quinta com Taj Burrow e Gabriel Medina na 11.a contra outro australiano, Bede Durbidge.

De todos os sete integrantes da “seleção brasileira” do WCT este ano, Miguel Pupo é o único que está fora do grupo dos 22 primeiros do ranking que são mantidos na elite dos top-34 da World Surf League para o ano que vem. Pupo necessita de um bom resultado na Califórnia e surfou muito bem na quinta-feira contra Jadson André. Ambos pegaram boas ondas em Lower Trestles e Pupo totalizou 17,20 pontos com notas 9,03 e 8,17 das duas melhores que surfou, contra 14,43 das duas na casa dos 7 pontos do potiguar na última bateria da quinta-feira na Califórnia.

Gabriel Medina (Foto: Sean Rowland - WSL)

Gabriel Medina (Foto: Sean Rowland – WSL)

MELHORES DO DIA – No penúltimo, Joel Parkinson fez o maior placar do dia para vencer o também campeão mundial C. J. Hobgood por 18.74 pontos com notas 9,57 e 9,17. Somente o australiano conseguiu bater os 17,50 pontos de Gabriel Medina, que somou notas 9,0 e 8,5 e ainda descartou duas na casa dos 7 pontos com suas manobras de backside nas direitas de Lower Trestles. O atual campeão mundial não deu chances para Tomas Hermes e é grande favorito contra o australiano Bede Durbidge na 11.a das doze baterias da terceira fase.

O ubatubense Wiggolly Dantas também fez uma grande apresentação contra Brett Simpson, mostrando a força do seu backside logo na primeira onda que surfou contra o norte-americano. Ele atacou uma direita da série com manobras explosivas jogando água pra cima que renderam nota 9,23. Depois teve paciência para esperar outra boa que valeu 7,50 para ganhar fácil por 16,73 a 12,60 pontos. Wiggolly está em seu primeiro ano no WCT e vai enfrentar o experiente Taj Burrow na quinta bateria.

SILVANA LIMA ELIMINADA – Diferente do primeiro dia da etapa norte-americana do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour, a quinta-feira foi iniciada com as meninas disputando as últimas vagas para a terceira fase do Swatch Women´s Pro em Lower Trestles. A batalha começou com a brasileira Silvana Lima tentando aproveitar a segunda chance de classificação, mas acabou derrotada pela havaiana Alessa Quizon por 14.73 a 13.87 pontos. Depois do retorno triunfal ao WCT com as primeiras notas 10 do ano na Austrália, a cearense amargou mais um 13.o lugar na Califórnia e continua de fora do grupo das top-10 do ranking que ficam na elite das dezessete melhores surfistas do mundo para o ano que vem.

O Hurley Pro Trestles e o Swatch Women´s Pro estão sendo transmitidos ao vivo pelo www.wordsurfleague.com e o link também pode ser acessado clicando-se no banner do evento na capa da nova página da WSL South America – www.wslsouthamerica.com – que destaca a participação dos brasileiros na disputa do título mundial no WCT, com notícias também dos surfistas dos outros países da América do Sul nos circuitos da World Surf League.

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Fonte – WSL South America Media Manager

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PRIMEIRA FASE DO HURLEY PRO TRESTLES – Vitória=Terceira Fase e 2.o e 3.o=Segunda Fase:

1.a: 1-Kelly Slater (EUA)=14.63, 2-Dusty Payne (HAV)=13.44, 3-Jadson André (BRA)=12.67

2.a: 1-Adrian Buchan (AUS)=15.00, 2-Filipe Toledo (BRA)=13.93, 3-Brett Simpson (EUA)=12.77

3.a: 1-Julian Wilson (AUS)=15.60, 2-Sebastian Zietz (HAV)=10.87, 3-Aritz Aranburu (ESP)=8.00

4.a: 1-Owen Wright (AUS)=16.00, 2-Keanu Asing (HAV)=14.74, 3-Tomas Hermes (BRA)=14.00

5.a: 1-Mick Fanning (AUS)=17.30, 2-Hiroto Ohhara (JPN)=14.46, 3-Adam Melling (AUS)=10.67

6.a: 1-Adriano de Souza (BRA)=14.37, 2-Michel Bourez (TAH)=13.63, 3-Ian Crane (EUA)=12.74

7.a: 1-Jeremy Flores (FRA)=14.27, 2-Joel Parkinson (AUS)=12.96, 3-Glenn Hall (IRL)=11.33

8.a: 1-Kolohe Andino (EUA)=15.87, 2-Josh Kerr (AUS)=14.80, 3-Matt Wilkinson (AUS)=13.40

9.a: 1-Italo Ferreira (BRA)=15.90, 2-John John Florence (HAV)=12.20, 3-Ricardo Christie (NZL)=11.66

10: 1-Fredrick Patacchia (HAV)=18.90, 2-Gabriel Medina (BRA)=17.50, 3-Bede Durbidge (AUS)=16.20

11: 1-Kai Otton (AUS)=16.10, 2-Nat Young (EUA)=15.50, 3-C. J. Hobgood (EUA)=12.70

12: 1-Taj Burrow (AUS)=16.94, Miguel Pupo (BRA)=16.43, 3-Wiggolly Dantas (BRA)=14.73

SEGUNDA FASE – Vitória=Terceira Fase e Derrota=25.o lugar com 500 pontos e US$ 9.000 pela participação:

1.a: Filipe Toledo (BRA) 16.50 x 16.43 Ian Crane (EUA)

2.a: Josh Kerr (AUS) 13.50 x 12.77 Hiroto Ohhara (JPN)

3.a: Gabriel Medina (BRA) 17.50 x 9.60 Tomas Hermes (BRA)

4.a: Nat Young (EUA) 16.60 x 13.66 Aritz Aranburu (ESP)

5.a: Wiggolly Dantas (BRA) 16.73 x 12.60 Brett Simpson (EUA)

6.a: Bede Durbidge (AUS) 13.27 x 10.00 Dusty Payne (HAV)

7.a: Glenn Hall (IRL) 13.64 x 9.90 John John Florence (HAV)

8.a: Matt Wilkinson (AUS) 15.60 x 14.83 Ricardo Christie (NZL)

9.a: Joel Parkinson (AUS) 18.74 x 13.73 C. J. Hobgood (EUA)

10: Miguel Pupo (BRA) 17.20 x 14.43 Jadson André (BRA)

————-ficaram para abrir a sexta-feira:

11: Sebastian Zietz (HAV) x Michel Bourez (TAH)

12: Keanu Asing (HAV) x Adam Melling (AUS)

TERCEIRA FASE – baterias já formadas com os resultados da quinta-feira:

1.a: Julian Wilson (AUS) x Miguel Pupo (BRA)

2.a: Italo Ferreira (BRA) x Matt Wilkinson (AUS)

3.a: Filipe Toledo (BRA) x

4.a: Josh Kerr (AUS) x Joel Parkinson (AUS)

5.a: Taj Burrow (AUS) x Wiggolly Dantas (BRA)

6.a: Adriano de Souza (BRA) x Glenn Hall (IRL)

7.a: Mick Fanning (AUS) x Kolohe Andino (EUA)

8.a: Nat Young (EUA) x Kai Otton (AUS)

9.a: Jeremy Flores (FRA) x Adrian Buchan (AUS)

10: Kelly Slater (EUA) x

11: Gabriel Medina (BRA) x Bede Durbidge (AUS)

12: Owen Wright (AUS) x Fredrick Patacchia (HAV)

TERCEIRA FASE DO SWATCH WOMEN´S PRO – Vitória=Quartas de Final e 2.a e 3.a=Quarta Fase:

1.a: Bianca Buitendag (AFR), Lakey Peterson (EUA), Sage Erickson (EUA)

2.a: Courtney Conlogue (EUA), Tatiana Weston-Webb (HAV), Nikki Van Dijk (AUS)

3.a: Carissa Moore (HAV), Tyler Wright (AUS), Alessa Quizon (HAV)

4.a: Sally Fitzgibbons (AUS), Johanne Defay (FRA), Dimity Stoyle (AUS)

SEGUNDA FASE NA QUINTA-FEIRA – Vitória=Terceira Fase e Derrota=13.o lugar:

1.a: Alessa Quizon (HAV) 14.73 x 13.87 Silvana Lima (BRA)

2.a: Dimity Stoyle (AUS) 16.10 x 15.34 Coco Ho (HAV)

3.a: Bianca Buitendag (AFR) 16.10 x 13.13 Bethany Hamilton (HAV)

4.a: Tyler Wright (AUS) 12.67 x 7.57 Caroline Marks (EUA)

5.a: Sage Erickson (EUA) 17.36 x 15.10 Malia Manuel (HAV)

6.a: Nikki Van Dijk (AUS) 16.16 x 6.93 Laura Enever (AUS)

Líderes eliminados na Joaquina

10 de setembro de 2015 0

Nakagima e Hizunomê caem e caminho fica livre para nove surfistas brigarem pela ponta

Matheus Navarro (SC) – Foto: Gus Leite / SuperSurf

A disputa do título brasileiro centralizou as atenções no segundo dia do Oi SuperSurf de Florianópolis, com metade dos quatorze concorrentes a liderança do ranking competindo na quinta-feira de boas ondas de 2-3 pés na Praia da Joaquina. Os líderes, Flavio Nakagima e Hizunomê Bettero, acabaram eliminados e deixaram o caminho livre para nove surfistas brigarem pela ponta na Ilha de Santa Catarina. Outro paulista também perdeu, Deivid Silva, mas o cearense Charlie Brown, o paulista Thiago Camarão, o capixaba Krystian Kymerson e o pernambucano Ian Gouveia, venceram suas baterias e seguem na briga, assim como cinco que ainda não estrearam em Floripa, o paranaense Jihad Khodr, o paulista Thiago Guimarães, os baianos Marco Fernandez e Alandreson Martins e o cearense Messias Felix.

Um dos destaques do dia foi o jovem pernambucano Gabriel Farias, 20 anos, que foi o verdadeiro carrasco dos líderes do ranking brasileiro na quinta-feira em Florianópolis. Ele primeiro venceu o terceiro colocado, Hizunomê Bettero, no confronto que abriu a terceira fase do Oi SuperSurf na Ilha da Magia. Nessa, o experiente carioca Raoni Monteiro se classificou em segundo lugar. Depois, Gabriel ganhou o primeiro confronto da quarta fase, com o catarinense Cauê Wood ganhando a briga pela segunda vaga e o líder do ranking, Flavio Nakagima, também terminando em último como Hizunomê Bettero.

“Eu só tenho que agradecer a Deus por ter conseguido pegar boas ondas e, como falei da primeira vez, não estou pensando em quem está na bateria comigo, mas só em surfar mesmo e deu tudo certo”, disse Gabriel Farias, após a vitória que eliminou Flavio Nakagima. Contra Hizunomê Bettero, ele também pegou as melhores ondas que entraram na bateria para mostrar o seu surfe de manobras modernas, incluindo as aéreas.

“Eu consegui abrir a bateria com uma onda boa, 7,83, depois fiz outra nesse mesmo nível e dei sorte de pegar a prioridade (de escolha da próxima onda) na hora que entravam as séries. Eu procuro nem olhar quem são meus adversários antes das baterias, só penso mesmo em fazer o que eu sei e dar o meu melhor para conseguir as notas”, concluiu Gabriel Farias.

Esse foi um dos confrontos de gerações que vem marcando a volta do Oi SuperSurf ao Circuito Brasileiro depois de cinco anos. O experiente carioca Raoni Monteiro, 33 anos, que até o ano passado integrou a elite mundial que disputa o WCT, passou em segundo nessa primeira vitória de Gabriel Farias. Depois, Raoni ganhou a segunda bateria da quarta fase, que fechou a longa quinta-feira de 26 baterias disputadas na Praia da Joaquina.

“Bateria difícil, o Gabriel (Farias) achou boas ondas no início e quebrou a bateria, então ficou todo mundo na batalha ali e eu consegui uma que deu para acertar boas manobras e um floater para me classificar”, disse Raoni Monteiro. “O pico mudou hoje (quinta-feira), com vento terral e acho que faltou mais onda, mas a formação está boa quando ela vem. O Hizunomê acabou não conseguindo pegar muitas ondas, mas bateria é isso mesmo, é cada um por si tentando fazer o seu melhor. Mas, o Hizu é um grande amigo, está surfando bem, competindo bem e torço pra ele conquistar o título brasileiro esse ano”.

Willian Cardoso (SC) – Foto: Gus Leite / SuperSurf

PRINCIPAL CONCORRENTE - Com a eliminação do líder Flávio Nakagima e do terceiro colocado, Hizunomê Bettero, além da ausência do vice-líder, Tomas Hermes, o principal candidato a assumir a ponta do ranking no Oi SuperSurf de Florianópolis passou a ser o cearense Charlie Brown. Ele é o quarto colocado e competiu na bateria que fechou a terceira fase, só conseguindo a classificação na onda que surfou no último minuto e o levou do terceiro para o primeiro lugar. O paranaense Amani Valentim estava vencendo e caiu para segundo, com o carioca Simão Romão sendo eliminado junto com o catarinense Alon Campestrini.

“Eu sabia que ia ser uma bateria muito difícil. O Simão (Romão) e o Amani (Valentim) são bem experientes, todos pegaram boas ondas e acabou tudo sendo decidido na série que entrou no último minuto. Eu consegui surfar uma boa onda para tirar a nota e passar em primeiro, então estou muito feliz pela classificação”, disse Charlie Brown, que prefere não pensar em título brasileiro ainda. “Essa foi só a minha primeira bateria aqui e ainda tem muita coisa pra acontecer. Eu não quero pensar em título brasileiro agora, pois o campeonato aqui tá só começando e ainda tem outra etapa do Oi SuperSurf em Saquarema (RJ), então prefiro me concentrar bateria por bateria, tentando fazer o meu melhor para ir avançando na competição, sem pensar lá na frente”.

DEFENSOR DO TÍTULO - Depois da derrota de Hizunomê Bettero, antes do segundo concorrente ao posto de número 1 do ranking brasileiro se apresentar na quinta-feira, o vencedor da última etapa do SuperSurf disputada na Praia da Joaquina, em 2008, o catarinense Willian Cardoso, estreou com vitória na terceira bateria da terceira fase. Na briga pela segunda vaga, o mais jovem entre os 160 participantes, Samuel Pupo, de 14 anos, despachou o campeão brasileiro de 2010, Jean da Silva, que fez aquela final catarinense de 2008 com Willian Cardoso na Joaca.

“Eu fiquei porque nervoso porque bateria de 20 minutos passa muito rápido. Quando eu pisquei o olho, já faltavam 12 minutos pra acabar e eu não tinha nenhuma onda surfada ainda”, destacou Willian Cardoso. “Depois eu consegui achar uma onda boa para explorar o ponto crítico e passar em primeiro, que era o que eu buscava. Eu estava na Europa disputando o Circuito Mundial, mas voltei só pra participar desse evento, porque é muito importante termos um Circuito Brasileiro forte e tenho grandes lembranças aqui da Joaquina. Meu pai estava aqui quando ganhei aquele SuperSurf em 2008 (ele e a mãe faleceram em 2009), foi ali na areia me buscar, a final foi com o Jean (da Silva) e a gente continua aí. Agora meu filho está pra nascer, tem muita coisa boa acontecendo e espero que a Joaquina possa reativar as memórias”.

BRIGA PELA LIDERANÇA - Voltando aos principais concorrentes ao título brasileiro, o capixaba Krystian Kymerson (11.o do ranking), venceu bem sua primeira bateria na Praia da Joaquina. Já o paulista Deivid Silva (9.o), que vinha embalado do vice-campeonato na final brasileira com Thiago Camarão no QS 1500 da Espanha domingo passado, acabou barrado pelo cearense Icaro Lopes na disputa vencida pelo experiente campeão brasileiro de 2008, o carioca Gustavo Fernandes.

No confronto seguinte, foi a vez Thiago Camarão estrear no Oi SuperSurf de Florianópolis e ele conseguiu achar boas ondas para ganhar uma das baterias mais disputadas da quinta-feira na Praia da Joaquina. O potiguar Danilo Costa tinha a maior nota, mas acabou cometendo uma interferência em Camarão nos minutos finais e terminou em último. A segunda vaga ficou para o jovem Weslley Dantas, 17 anos, destaque da segunda etapa em sua casa, Ubatuba, onde fez o maior placar do ano até agora, 18,53 pontos de 20 possíveis.

“Foi muito emocionante do começo ao fim. Desde que eu vi os nomes da bateria eu já sabia que seria uma das mais difíceis dessa fase, mas eu estava me sentindo bem, confiante e deu tudo certo”, disse Thiago Camarão. “O Danilo (Costa) começou com um 8 imprimindo um ritmo forte na bateria, o Gilmar (Santos) com duas notas regulares, então eu sabia que tinha que ter calma e aguardar pra pegar as melhores ondas. Eu cheguei agora da Europa para manter o ritmo de competição aqui, porque é um evento muito difícil, com nível técnico de Mundial WQS tranquilamente, então vim em busca de mais um bom resultado. Eu sei que é cedo para falar em título brasileiro, estou com os pés no chão e focado pro próximo rounde”.

CONFRONTO DE GERAÇÕES - O outro concorrente de Flávio Nakagima que estreou com vitória na quinta-feira foi o pernambucano Ian Gouveia. Assim como aconteceu na etapa do Oi SuperSurf de Ubatuba, ele se classificou junto com o cabo-friense Victor Ribas, 43 anos, que competiu durante quase toda a carreira com o pai dele, Fábio Gouveia, inclusive pegando-o no colo e cuidando dele durante as viagens pelo mundo. Na Praia da Joaquina, a reedição da bateria que mais simbolizou os confrontos de gerações do Oi SuperSurf 2015, os dois eliminaram o pernambucano Frank Cordeiro e o catarinense Jonathan Busetti.

“É cara, eu estou perseguindo ele, já que ele entra mais na frente da competição. Mas, a bateria foi boa, apesar de que eu almocei muito em cima da hora de competir, estava me sentindo meio pesado, um pouco atrasado, só que no final achei mais ondas que os juízes gostaram e foi legal”, contou Victor Ribas. “Foi legal fazer essa parceria com ele (Ian Gouveia), um moleque eu vi crescer e que está arrebentando agora no Circuito Mundial, no Brasileiro, então vou estar sempre torcendo pra ele também”.

“Só agora que cheguei aqui no palanque que vi que o Vitinho passou também, então foi show, irado”, disse Ian Gouveia. “O mar está um pouco difícil, mas as ondas estão vindo, não está tão inconsistente assim. Tem ondas pra todo mundo e com sistema de prioridade (de escolha da próxima onda) não fica aquela impregnação por posicionamento, que é chato pra caramba, então foi divertidaço. Gostei bastante da minha estreia e continuo aí buscando passar baterias para melhorar minha posição no ranking, mas sem pensar em título brasileiro nem nada, só em surfar mesmo o melhor que posso minhas ondas”.

QUARTA FASE – 3.o=33.o lugar com 1.920 pontos e 4.o=49.o com 1.440 pontos:

———–baterias que fecharam a quinta-feira:

1.a: 1-Gabriel Farias (PE), 2-Cauê Wood (SC), 3-Lysandro Leandro (ES), 4-Flavio Nakagima (SP)

2.a: 1-Raoni Monteiro (RJ), 2-Luciano Brulher (SP), 3-Magno Pacheco (SP), 4-Arthur Aguiar (SP)

———–baterias que vão abrir a sexta-feira:

3.a: Bino Lopes (BA) e Diego Rosa (SC), Willian Cardoso (SC), Cainã Barletta (SC)

4.a: David do Carmo (SP) e Ygor Arakaki (SC), Samuel Pupo (SP), Peterson Crisanto (PR)

5.a: Alandreson Martins (BA) e Luel Felipe (PE), Krystian Kymerson (ES), Artur Silva (CE)

6.a: Samuel Igo (PB) e Odarci Nonato (SP), José Francisco (PB), Rafael Teixeira (ES)

7.a: Bruno Galini (BA) e Dunga Neto (CE), Alcides Lopes (SC), Icaro Lopes (CE)

8.a: Marco Fernandez (BA) e Rudá Carvalho (BA), Gustavo Ribeiro (SP), Gustavo Fernandes (RJ)

9.a: Thiago Guimarães (SP) e Rodrigo Wazlawick (SC), Thiago Camarão (SP), Leandro Bastos (RJ)

10: Robson Santos (SP) e Alex Lima (SC), Weslley Dantas (SP), Leonardo Neves (RJ)

11: Caetano Vargas (PR) e Douglas Noronha (SP), Alan Jhones (RN), Victor Ribas (RJ)

12: Messias Felix (CE) e Franklin Serpa (BA), Tales Araujo (SP), Ian Gouveia (PE)

13: Odirlei Coutinho (SP) e Gustavo Bertotto (RS), Jessé Mendes (SP), Saulo Junior (SP)

14: Luan Carvalho (SP) e Marcos Correa (SP), Luan Wood (SC), Leo Andrade (BA)

15: Renato Galvão (SP) e Ricardo Ferreira (SP), Caio Ibelli (SP), Amani Valentim (PR)

16: Jihad Khodr (PR) e Alan Donato (PE), Dodô Veiga (SP), Charlie Brown (CE)

RESULTADOS DA QUINTA-FEIRA NA PRAIA DA JOAQUINA:

TERCEIRA FASE – 3.o=65.o lugar com 960 pontos e 4.o=81.o lugar com 512 pontos:

1.a: 1-Gabriel Farias (PE), 2-Raoni Monteiro (RJ), 3-Maxsswell Ribeiro (SP), 4-Hizunomê Bettero (SP)

2.a: 1-Magno Pacheco (SP), 2-Cauê Wood (SC), 3-Halley Batista (PE), 4-Geovane Ferreira (SP)

3.a: 1-Willian Cardoso (SC), 2-Samuel Pupo (SP), 3-Jean da Silva (SC), 4-Leandro Cruz (SP)

4.a: 1-Peterson Crisanto (PR), 2-Cainã Barletta (SC), 3-Pedro Norberto (SC), 4-Paulo Moura (PE)

5.a: 1-Krystian Kymerson (ES), 2-José Francisco (PB), 3-Mariano Arreyes (RJ), 4-Cezar Aguiar (PE)

6.a: 1-Rafael Teixeira (ES), 2-Artur Silva (CE), 3-Heitor Alves (CE), 4-Kadu Medeiros (SP)

7.a: 1-Alcides Lopes (SC), 2-Gustavo Ribeiro (SP), 3-Tamaê Bettero (SP), 4-Icaro Rodrigues (CE)

8.a: 1-Gustavo Fernandes (RJ), 2-Icaro Lopes (CE), 3-Deivid Silva (SP), 4-Amando Tenório (AL)

9.a: 1-Thiago Camarão (SP), 2-Weslley Dantas (SP), 3-Gilmar Silva (SP), 4-Danilo Costa (RN)

10: 1-Leonardo Neves (RJ), 2-Leandro Bastos (RJ), 3-Raphael Becker (SC), 4-Victor Valentim (PR)

11: 1-Alan Jhones (RN), 2-Tales Araujo (SP), 3-Robson Gobbato (RS), 4-Igor Morais (RJ)

12: 1-Ian Gouveia (PE), 2-Victor Ribas (RJ), 3-Frank Cordeiro (PE), 4-Jonatan Busetti (SC)

13: 1-Jessé Mendes (SP), 2-Luan Wood (SC), 3-Matheus Navarro (SC), 4-Bruno Rodrigues (PE)

14: 1-Leo Andrade (BA), 2-Saulo Junior (SP), 3-Lucas Santos (SP), 4-Felipe Oliveira (SP)

15: 1-Caio Ibelli (SP), 2-Dodô Veiga (SP), 3-Sidney Guimarães (SP), 4-Gustavo Ramos (SC)

16: 1-Charlie Brown (CE), 2-Amani Valentim (PR), 3-Simão Romão (RJ), 4-Alon Campestrini (SC)

SEGUNDA FASE – 3.o=97.o lugar com 408 pontos e 4.o=113.o lugar com 312 pontos:

———–baterias que abriram a quinta-feira:

9.a: 1-Gilmar Silva (SP), 2-Raphael Becker (SC), 3-Beto Mariano (SC), 4-Yagê Araujo (BA)

10: 1-Leandro Bastos (RJ), 2-Weslley Dantas (SP), 3-Julio Terres (SC), 4-Adilton Mariano (CE)

11: 1-Tales Araujo (SP), 2-Victor Ribas (RJ), 3-Douglas Silva (PE), 4-Michel Roque (CE)

12: 1-Jonatan Busetti (SC), 2-Robson Gobbato (RS), 3-Wesley Leite (SP), 4-Felipe Alves (CE)

13: 1-Bruno Rodrigues (PE), 2-Felipe Oliveira (SP), 3-Gustavo Sanches (RN), 4-David Silva (SP)

14: 1-Lucas Santos (SP), 2-Jessé Mendes (SP), 3-Matheus Faria (RJ), 4-Anselmo Correia (RJ)

15: 1-Caio Ibelli (SP), 2-Amani Valentim (PR), 3-Flavio Costa (BA), 4-Alessandro Puga (PR)

16: 1-Simão Romão (RJ), 2-Gustavo Ramos (SC), 3-Marinho Lima (RN), 4-Juliano Uzuelli (SP)

———–baterias que fecharam a quarta-feira:

1.a: 1-Raoni Monteiro (RJ), 2-Magno Pacheco (SP), 3-Marco Aurelio (SP), 4-Duda Carneiro (CE)

2.a: 1-Halley Batista (PE), 2-Maxsswell Ribeiro (SP), 3-Guilherme Ferreira (SC), 4-André Gonçalves (SC)

3.a: 1-Samuel Pupo (SP), 2-Pedro Norberto (SC), 3-André Moi (SC), 4-Igor Moraes (SP)

4.a: 1-Peterson Crisanto (PR), 2-Jean da Silva (SC), 3-Ivan Silva (PE), 4-Marcio Farney (CE)

5.a: 1-José Francisco (PB), 2-Kadu Medeiros (SP), 3-Gabriel Adisaka (SP), 4-Josias Pedrinha (RS)

6.a: 1-Heitor Alves (CE), 2-Mariano Arreyes (RJ), 3-Edgard Groggia (SP), 4-Felipe Ximenes (SC)

7.a: 1-Alcides Lopes (SC), 2-Gustavo Fernandes (RJ), 3-Emerson Santos (SP), 4-Jackson Santos (SP)

8.a: 1-Icaro Lopes (CE), 2-Gustavo Ribeiro (SP), 3-Tanio Barreto (AL), 4-Jeronimo Vargas (RJ)

Fonte: Oi Supersurf