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Trek no Marrocos

08 de agosto de 2011 0

Transcrevo abaixo o relato que meu amigo e ex-guia na Rússia Manoel Morgado manda do Marrocos. Há dois anos fiz algo parecido e, realmente, essa região é muito bacana. Manoel vive pelo mundo, sempre guiando, sempre em montanhas, sempre vivendo “sem lar”…Grande cara. Vale o relato: “No Marrocos de minha imaginação havia duas coisas, as dunas de areia e os vendedores de tapetes que transformavam a viagem em um pesadelo. Por muito tempo relutei em vir para cá, mas conversando com outros guias acabei me rendendo a atração de fazer um trek pelas montanhas Atlas. A idéia de montanhas nevadas no norte da África era por demais poderosa para eu ignorar e após guiar dois grupos ao campo base do Everest embarcamos, eu e a Lisete, para Paris e para lá de Marrakesh. Chegamos a Marrakesh no final de uma agradável tarde zonzos de sono após um vôo de Katmandu a Doha, de lá a Paris e finalmente ao Marrocos com as cansativas paradas em cada um dos aeroportos. Mesmo assim fomos para a lendária praça Djemaa El-Fna, lugar recentemente declarado pela UNESCO com Patrimônio da Humanidade por sua rica transmissão oral de histórias que acontece todos os finais de tarde onde contadores de história, músicos encantadores de serpentes disputam a atenção dos locais e dos turistas. Mais uma vez minha grande frustração em não entender a língua local para saber o que os ávidos ouvintes escutavam com tanta atenção. Em um país onde apenas 50% da população é alfabetizada os contadores de história mantém a cultura “berber” viva. Mas, após uma hora perambulando pela imensa praça o sono foi mais forte e voltamos para o hotel para uma boa longa noite de sono. Na manhã seguinte saímos para perambular pela imensa Medina, a grande área de mercado da cidade com suas ruelas labirínticas cobertas em sua maioria por finos troncos de árvores dando uma bem vinda sombra e temperatura agradável. Do lado de fora da Medina os termômetros marcavam 40 graus… Mas, chamar esta Medina de mercado não traduz o que realmente ela é. Claro que é um lugar turístico afinal hoje turismo com quase 10 milhões de visitantes é uma das principais fontes de renda deste país relativamente pobre. Mas, a Medina também é o mercado local e para ver este lado menos turístico basta ter vontade de se perder o que não é nada difícil. Basta a cada bifurcação buscar a ruela menos, mais vazia, com menos lojas de tapetes e de prata e em breve você estará cercado de locais com suas longas túnicas com gorros pontudos como se fossem monges medievais. Mas, vale a pena perambular pelas ruas turísticas já que o artesanato local é lindíssimo. Os tapetes merecem a fama que tem e em poucos lugares do mundo vi artesanato em prata tão bonito. Mais uma vez a gradeci minha opção de não ter casa de modo que posso apreciar as coisas bonitas de cada país sem ter vontade (nem poder) comprar. Mas, ficamos surpresos com a delicadeza dos vendedores. Esperava algo pior do que na Índia e o que encontrei foram vendedores que te convidam para entrar em suas lojas, mas não forçam de maneira alguma e quando você entra para olhar e perguntar o preço de algo não são “grudentos” como os da Índia com quem convivi por tantos anos. Conversando depois com nossa operadora local, uma simpática francesa que mora aqui há muitos anos ela nos disse que com exceção de Fez os vendedores são bastante tranqüilos. Por alguma razão apenas na antiga cidade imperial de Fez isso é diferente. No final de nossa viagem vamos para lá e poderei comprovar ou não a fama deles. Na manhã seguinte tivemos uma reunião com nosso guia de trekking Hassan e com a Magui, nossa operadora local. Após decidirmos os detalhes de nossa viagem partimos em um veículo 4

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