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Caminho para o hotel de gelo

23 de agosto de 2011 0

Heidy, Lembro disto. Só na época não tinha blog. Deves ter ouvido no programa do Mendelski. Ele e um milhão de ouvintes devem ter dito que eu estava maluco. O outro milhão deve ter tomado o seu último gole de café – era às 7 da manhã – e dito: “é, tem louco pra tudo”. Isto foi quando comentei que, no norte da Suécia, a caminho da Noruega, parei em Kiruna, última parada antes da fronteira. Parei por várias razões, mas também para ver um hotel feito de blocos de gelo. Hoje há outros na Escandinávia, Lapônia, Alasca. Não devem ser muito diferentes dos Gulags da época do Stalin. O que eu estive havia recebido quase 5000 hóspedes naquele ano. Não sei qual é a graça de levar a namorada para um hotel onde a temperatura no quarto é menos 5º. Em todo caso, se alguma coisa não funcionar, nem precisa explicar… é só mostrar o termômetro. Gozações à parte, os ice hotels são bonitos – nada a ver com iglus, ou os Gulags , de triste memória –, têm projetos de arquitetos, e, a cada ano, são refeitos com novos projetos. Tudo é de gelo: bar, camas, mesas, copos, lustres, etc. tudo (menos o aro da privada). Tem galeria de arte, esculturas, capela e tudo mais que você quiser. Não sei onde surgiu o primeiro, mas, afinal, se você sai de férias, não é para repetir o conforto doméstico. Se você gostou da idéia, março ou início de abril é o seu limite. A partir daí, ele vai derreter. E aí não deixem mais ninguém entrar. O teto, que também é de gelo, pesa muitas toneladas. É bom você estar um pouco longe.

Leia o post original no blog Viajando por Viajar:
Caminho para o hotel de gelo

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