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Recife, Olinda, Porto de Galinhas e a oportunidade de tirar o visto americano

13 de setembro de 2011 0

A amiga e nutricionista Mariana Machado divide aqui seu roteiro de viagem para Recife e arredores. Ela aproveitou a necessidade de tirar o visto americano para conhecer um lugar diferente dos tradicionais Rio de Janeiro e São Paulo, onde a maioria pega o documento. Melhor ainda: reduziu o tempo de espera por atendimento no consulado em quase dois meses!!!! Planejamento Viagem aos Estados Unidos marcada e comprada, só faltava a mim e meu noivo o visto . Resolvemos então ir um pouco mais longe e escolhemos a capital pernambucana Recife . A necessidade de fazer o visto americano se juntou à vontade de fugir dos dias gelados de junho em Blumenau e a oportunidade de conhecer um pouco do Nordeste. Fuçando os sites das companhias aéreas, encontramos passagens bem em conta (cerca de R$ 400 ida e volta). A busca por estadia foi pelo site www.alugueltemporada.com.br, onde encontramos um apart hotel ótimo, com vista para o mar da praia de Boa Viagem por R$140 a diária . Primeiro dia de viagem Chegamos ao Recife na madrugada de sexta-feira. Ao desembarcar do avião, já deu pra perceber que nenhum casaco que estava na mala seria usado por lá. Segundo o taxista, aquela era uma noite típica do outono/inverno recifense (por volta de 25°C às 3h da manhã!), quente e muito abafada! Na manhã seguinte acordamos tarde e fomos andar pela praia de Boa Viagem atrás de um restaurante com frutos do mar para almoçar. Como era primeiro dia, não pesquisamos nenhum lugar e tivemos que trocar o peixe com vista para a praia por uma picanha com vista pra rua! Dica: a praia é bem extensa, então melhor pesquisar o destino antes de sair andando sem rumo. Praia de Boa Viagem, em Recife (Foto: Alba Marinho/Divulgação) Como era época de Festa Junina, sexta-feira à noite fomos a um evento chamado Arraiá da Capitá, uma espécie de Planeta Atlântida do Forró, com shows de grupos como Kalipso, Calcinha Preta, Garota Safada, Aviões do Forró… Na entrada havia um cenário de  cidadezinha, com prefeitura, igreja, casa da luz vermelha, delegacia e outras coisas bem legais que caracterizavam a Festa Junina. E dá-lhe forró! Segundo dia Sábado, alugamos um carro e fomos para Olinda , a 10 km de Recife . Logo que chegamos, um batalhão de guias veio se oferecer para conduzir nosso passeio. Como queríamos caminhar e parar onde desse vontade, resolvemos ir sozinhos. Andamos pelas estreitas ruas, entramos em casarões, igrejas, lojas de artesanatos, paramos em barzinhos. Tudo é muito bonito e conservado. Na metade do passeio, mesmo sem pedirmos, um rapaz começou a nos contar várias histórias da cidade. O menino era bom de papo e, quando percebemos, havíamos andando meia Olinda com ele. Bem, as explicações foram ótimas e muito válidas, mas jamais saia andando com um destes guias sem antes combinar o preço!!! Ao final do passeio, a surpresa pode ser desagradável. Pagamos 60 reais, depois de nos negarmos a pagar o valor de 100 reais (ou mais, se pudéssemos!) estipulado pelo rapaz. Olinda, em Pernambuco, Patrimônio da Humanidade (Foto: Divulgação) Terceiro dia No dia seguinte acordamos cedinho e fomos para Porto de Galinhas, a 50 minutos de Recife. A idéia era chegar antes das 8h, para aproveitar as piscinas naturais que se formam com a maré baixa. Aquele dia a maré subiu mais cedo e, quando chegamos, as jangadas que levam até as piscinas não estavam mais fazendo o passeio. O jeito foi sentar na areia e ficar pegando sol de frente para aquele mar verde esmeralda. Atenção novamente! Logo que você chega, vai ser mais uma vez abordado por várias pessoas oferecendo cadeiras, com a propaganda que você só paga o que consome, o que é verdade em partes. Lá nas letrinhas miúdas do cardápio diz que o consumo deve ser de pratos, ou seja, se sentar e tomar só uma cerveja você paga 60 reais por um kit com 4 cadeiras e 1 guarda sol. Contudo, o atendimento é muito bom. Pedimos um peixe bem gostoso, algumas cervejinhas e ficamos debaixo daquele sol escaldante de inverno. Mais tarde passeamos por praias próximas, andamos pelo lindo centrinho e voltamos no final do dia, quando a maré baixa novamente, para pegarmos a jangada. As piscinas são realmente lindas, cheias de peixinhos de todas as cores, que você enxerga com os óculos de mergulho oferecidos pelos jangadeiros. As piscinas naturais e jangadas de Porto de Galinhas, em Pernambuco (Foto: Divulgação) Quarto dia Segunda – feira era o dia de tirar o visto americano. Com a documentação em mãos, chegamos às 8h ao consulado e às 10h já estávamos indo embora. Eles fizeram duas ou três perguntas e disseram que nosso visto havia sido aprovado, tudo bem tranquilo. Fomos, então, passear pelos pontos turísticos de Recife , como o Marco Zero, o Mercado São José, Casa dos Bonecos Gigantes, Recife antigo. Casarões coloridos do Recife antigo (Foto: Divulgação) Quinto dia Último dia do passeio, sentamos na areia branquinha da Praia de Boa Viagem . O esquema de cadeiras é parecido com Porto de Galinhas , ou seja, cadeiras pela praia e garçons disputando a tapa cada turista. A diferença é que não há consumo mínimo. Na praia passa de tudo, desde queijo coalho, coco e camarões a ovos de codorna e lagostas. Brincos, cangas, chapéus, caipirinhas, açaí… até versos de repente nos fizeram! Eles te oferecem de tudo o tempo todo, e isso é um pouco chatinho. Mas, mesmo com os infortúnios, voltamos para o inverno de Blumenau com a cor do verão, várias lembrancinhas, nosso visto americano e com uma vontade enorme de voltar e conhecer muito mais do Nordeste brasileiro ….

Leia o post completo no blog Viajar eu preciso:
Recife, Olinda, Porto de Galinhas e a oportunidade de tirar o visto americano

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