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O Cais Mauá, até que enfim...

01 de dezembro de 2011 0

Gostei de ler o que foi escrito pelos engenheiros, arquitetos e empreendedores. É claro que todos iremos frequentar o pós-muro, que, pelo sim pelo não, vai ficar … e bonito .  Se ele deve ficar? Acho que sim. Vi, na semana passada, algumas cidades milenares italianas, alemãs e até suíças cujas ruas se tornaram rios por algumas horas, levando carros, casas e pontes, e alguns italianos – todos surpresos – comentando: “ Há 100 anos isso não acontecia. ” Portanto, antes que você diga que nós não temos montanhas, vales e degelo que possam provocar o que vimos na TV, eu lembro primeiro: é uma coisa para técnicos, e não curiosos palpiteiros como eu, e, provavelmente, você decidirmos . Além disso, o muro será uma proteção para quem estiver dentro do complexo – novamente, como você e eu. Aí poderemos, sem medo, sentar em mesas de calçadas, ver lojas com produtos expostos, mostras de rua, etc., e não mais disfarçar com frases de efeito dizendo: “calçadão no Brasil não funciona”. Funciona sim. Nós é que não os cuidamos, nós é que não os policiamos. Nós é que deixamos os marginais saírem da delegacia antes de quem vai junto fazer a queixa. Nós é que permitimos que a gangue das gordas continue roubando todos os dias, o dia todo, nas lojas do centro da cidade. Não são os calçadões que não funcionam… somos nós que permitimos. “Dentro do muro” estaremos mais protegidos, como em nossas douradas jaulas domésticas! Com ar condicionado, TV e, às vezes, até piscinas, mas entre grades.

Leia o post original no blog Viajando por Viajar:
O Cais Mauá, até que enfim…

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