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Budapeste - duas cidades unidas por um rio. Por Luciano Terra

06 de dezembro de 2011 0

Como bons viajantes já tínhamos o roteiro de ônibus e depois metrô até o nosso hotel e essa tarefa foi extremamente fácil, já que tudo é muito bem sinalizado. O primeiro estranhamento, sendo este o primeiro país do leste europeu que visitamos, foi das estações antigas do metrô e da ausência de controle e de roletas na entrada das mesmas. Um “quê” de civilização que não estamos acostumados por aqui. Instalados no hotel partimos para a melhor parte de toda viagem: desbravar um novo território. Início de noite e saímos a caminhar sem rumo pelas redondezas e ao final de uma grande avenida nos deparamos com uma estação de trem fantástica (que mal sabíamos seria nela que tomaríamos o trem ao final da visita rumo a Viena), nela descobrimos que ali foi uma das paradas do tão famoso Expresso do Oriente que ligava Paris a Istambul em tempos idos. Uma jóia da arquitetura e um charme a parte no leste Europeu. Já que falamos em charme a primeira noite foi encerrada com um cafezinho no mais que charmoso café New York , do Hotel New York Palace que por acaso ficava nas proximidades de nosso hotel e que é considerado um dos 10 cafés mais bonitos do mundo. Hotel New York Palace PRIMEIRA MANHÃ EM BUDAPESTE – AVENIDA ANDRASSY   Budapeste na realidade são duas cidades unidas por um rio: o Danúbio. De um lado Buda, do outro Peste . No lado de Peste as avenidas  partem do rio e dirigem-se aos arcos da cidade, cruzando bulevares são raios de uma roda gigantesca. Esse sistema também se encontra no lado de Buda , porém não de forma tão clara. Vista de Peste a partir do Palácio Real Vista de Buda Uma dessas avenidas de Peste é a Avenida Andrássy que liga o centro ao parque Municipal. Sendo assim, em uma manhã nublada e fria pegamos o metrô na estação ao lado de nosso hotel rumo ao final dessa avenida para iniciarmos o nosso passeio de volta pela superfície. A nossa estação final seria a Széchenyi Fürdö (sim, vá acostumando com os nomes, você terá que checar no mapa pelo menos umas três vezes para conseguir assimilar as palavras. Sobre a pronúncia? Esqueça, se você nunca teve aulas de húngaro não fará a mínima idéia. Use o bom senso e dê muitas risadas nessa comunicação quase impossível!) que fica dentro do parque Municipal . O parque Municipal é o maior parque público de Budapeste e, a mais de 250 anos, é o local preferido das pessoas. Ele é repleto de prédios históricos, restaurantes típicos, zoológico, circo, parque de diversões e as termas de Széchenyl que aproveita as fontes termais de 74 C que aqui brotam da terra. Em dias frios você pode ver o vapor saindo das águas dos laguinhos do parque. Em frente às termas está o Castelo de Vajdahunyad (Vajdahunyad vára) construído em 1896 para ser o Pavilhão da História . Em frente a esse castelo há um lago que no verão é utilizado para andar de barco e no inverno para patinar no gelo. Como pegamos o começo da primavera o mesmo estava seco na transição de uma função para a outra (teremos que voltar no inverno para patinar!). Castelo de Vajdahunyad Saindo do parque em direção à avenida Andrassy chega-se a um dos principais cartões postais de Budapeste: a praça milenária ou Praça dos Heróis (Hösök tere). Lembra da foto na Zero Hora lida no avião? Então, este foi o cenário da mesma. Praça dos Heróis A praça dos heróis é um imenso espaço aberto ladeado por dois museus (Museu de Belas Artes e Sala de exposições) com prédios fantásticos e super bem cuidados que valem a visita, e ao fundo por um monumento espetacular aos heróis húngaros.  No centro desse monumento há um obelisco de 36 metros de altura dedicado à glória. Em cima o arcanjo Gabriel levanta os símbolos do reino húngaro. Há ainda duas colunatas de 85 metros de largura onde sucedem-se os reis, governadores e os revolucionários mais importantes do país. Em cima, nos pontos extremos da colunas, podemos ver quatro conjuntos de estátuas alegóricas de bronze representando o Bem Estar, a Guerra, a Paz e a Sabedoria. Representação da Guerra Vendo tamanha beleza não pude deixar de imaginar como terá sido nos tempos de submissão ao bloco soviético, onde os comunistas espalharam estátuas gigantescas, e de mau gosto, por todas as partes representando o trabalho, Lênin e tantos outros símbolos da URSS. Essas estátuas precisavam ser gigantescas para mostrar ao povo que o governo tinha a força e o cidadão era apenas um ser minúsculo e que tinha apenas que se submeter aos seus mandos e desmandos. E aí entra uma das grandes curiosidades de Budapeste.  Esta foi a única cidade a preservar algumas dessas estátuas, não em seus lugares de origem, mas em um parque afastado que falaremos mais adiante. Deixando a praça dos Heróis no sentido oposto ao Parque Municipal , entra-se na Avenida Andrassy , uma das principais vias de Budapeste e local de reunião da aristocracia, de prédios históricos, praças e rara beleza. Caminhar por essa avenida nos remete diretamente ao passado e sentir a atmosfera nostálgica aflora sentimentos, que aliados ao conhecimento da história do local, ambíguos, de dor, saudade e paz. Não tem como não se imaginar em tempos idos, durante a primeira e a segunda guerras, lembrar dos nazistas, dos comunistas e sentir o que este povo deve ter passado em todos esses anos. Porém, também imaginar como se sentem agora, livres de toda essa opressão de anos sem fim, de censura total e irrestrita. A Avenida Andrassy é assim: prédios fantásticos, com fachadas que são obras de arte, casas impecáveis e praças históricas perfeitamente bem cuidadas. Em um primeiro momento uma avenida residencial, porém que vai se tornando mais agitada e comercial à medida que vamos nos aproximando do centro. Nela está a Ópera Nacional da Hungria ( Magyar Nemzeti Operaház ) prédio pomposo do final do século XIX. Entretanto, para mim, o ponto alto desta avenida está em um prédio chamado: CASA DO TERROR , conto para vocês no próximo post.  Ópera Nacional da Hungria

Leia o post completo no blog Viajando com Arte:
Budapeste – duas cidades unidas por um rio. Por Luciano Terra

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