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Viajar com mochilão ou mala de rodinha? A escolha faz toda a diferença

21 de fevereiro de 2012 0

Mochilão ou mala de rodinha ? Ao programar sua viagem independente, como você vai levar a bagagem faz toda a diferença. O mochilão , normalmente relacionado com os jovens viajantes que se hospedam em quartos coletivos de albergues, traz muitas vantagens pra qualquer modalidade de viajante, inclusive os que se hospedam em hotéis bacanas. Isso, claro, se você NÃO sofre de problemas nas costas. Por exemplo: – Carregar uma mala de rodinha escadaria acima e escadaria abaixo dos trens e metrôs é pedir pra voltar pra casa sem as rodinhas. Certamente elas vão quebrar durante a viagem. Detalhe importante: em países desenvolvidos, os aeroportos têm linhas próprias de trens e metrôs, que te levam ao Centro mais rápido e com muito mais economia do que se você optasse por táxi. Você é incentivado a usar o transporte público e estar de mochilão numa hora destas facilita um bocado o deslocamento – A mala ocupa o lugar de uma segunda pessoa na rua. Quando você estiver caminhando pelas calçadas mundo afora, além do barulho irritante das rodinhas no cimento irregular, certamente vai passar por cima do pé de alguém ou, se estiver na França, vai ouvir xingamentos por ocupar lugar demais no passeio público. Mochila é prática, fica grudada no corpo e, no máximo, vão achar ruim que você ocupe o lugar de um gordo – Na esteira do aeroporto, ninguém pega a sua mochila por engano (muito menos de propósito). A maioria das pessoas viaja com mala e, como elas são todas muito parecidas, sempre rola uma confusão. Além disso, os viajantes costumam concluir que o mochileiro viaja com pouco dinheiro e nenhum pertence de valor. Portante, não há motivos pra surrupiar a mala do errante – Se você embarcar em viagens para lugares mais alternativos, como a Ilha do Mel, o Morro de São Paulo ou Jericoacoara, saiba que as malas de rodinha não vão a lugar algum! Nestes três lugares, as ruas são de areia (ou ladeiras íngremes, como na ilha baiana) e, claro, as rodinhas não servem pra nada além de atolar e te irritar. Você vai ter de carregar a mala na mão ou pagar para um nativo levá-la pra você. Então, por que não colocar o mochilão nas costas, simplesmente, e economizar a grana? – É, suas roupas não vão chegar ao destino final impecavelmente passadas (o que é ponto pra mala de rodinha ). Mas há técnicas pra reduzir o amassado (faça rolinhos com as bermudas, calças e camisetas), você pode preferir roupas que não amassam ou estender as roupas num cabide quando chegar ao hotel ou albergue (os albergues mais moderninhos são devidamente equipados) Eu voto em viajar com mochilão! Convenci? Ainda não acabou: mesmo que você decida viajar de mala , atente-se ao limite de peso permitido pela empresa aérea. Se for de mochilão , a escoliose agradece se o limite de peso não exceder 15% do peso do seu corpo. Não adianta levar uma roupa para cada ocasião da viagem, férias não é desfile de moda nem a Ilha de Caras (estamos falando de viajantes independentes, claro, afinal este é o público do blog). Pesquise qual a tempertura média no local de destino na época do ano que você vai viajar (sim, a primavera em Praga é mais fria do que o nosso inverno, com temperaturas médias de 10 °C em abril, por exemplo). Para uma viagem de 20 dias, se for primavera ou outono, duas calças jeans, uma calça de malha, um casaco-coringa que proteja de um frio não programado, um casaco mais leve, duas bermudas, 10 camisetas, dois pijamas, três vestidos, um par confortável de tênis, uma rasteirinha e um chinelo de dedo são mais que suficientes. Acredite, é possível sobreviver sem parecer mendiga, com conforto e praticidade. Você ainda pode incluir na mala um kit de primeiros socorros, produtos básicos de higiene (esqueça suas maquiagens, um pó e um rímel já ajudam a levantar o astral sem ocupar espaço significativo), um bom cadeado e uma toalha de banho. As roupas íntimas, lave no banho. O peso maior, concentre na base da mochila , e não nos ombros. Compre um modelo com proteção nas costas, que deixe o mochilão estruturada e tenha ajuste na cintura e nas alças, pra moldar melhor ao corpo (a escoliose agradece, de novo). Eu uso uma de 45 litros, que cabe tudo que preciso e ainda permite que eu leve dentro uma mochila menor, vazia . É que, apesar de ser uma viajante prática, não resisto a umas comprinhas. Além disso, a mochila reserva serve pra carregar casaco, garrafa de água, guia de viagens, bloco de anotações, câmera fotográfica, frutas e bolachas nos passeios durante o dia. Ah, e não desgrude do passaporte! Em qualquer país, rico ou pobre, há espertinhos de olho nas oportunidades de furtar o documento internacional alheio. Há pochetes pra você usar dentro da roupa que ajudam a manter o passaporte beeeem perto o tempo inteiro. Investimento de R$ 20 que vale a pena. Se você se hospedar em albergues com banheiro coletivo, leve o passaporte junto, dentro de um saco plástico. Não é exagero, garanto. Então, arrume o mochilão e boa viagem!

Leia o post completo no blog Viajar eu preciso:
Viajar com mochilão ou mala de rodinha? A escolha faz toda a diferença

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