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Não Sou Um Anjo

06 de março de 2012 0

Se você não gosta de Fórmula 1, esqueça este texto. Para falar a verdade, da Fórmula 1 atual eu também não gosto. As sucessivas mudanças do regulamento a transformaram numa chatice – mais parece um autorama do que uma competição, mas um autorama em que alguns perdem a vida a cada ano. Não foi sempre assim. O livro recomendado pelo Gordon Esbroglio (que estou iniciando) acompanha essa transformação de esporte romântico para o esporte mais visto pelo mundo – na TV, é claro. Mais que futebol? Sim, é o que dizem as análises, embora para isso tenhamos alguns autódromos vazios. Imagine Barhain, Turquia e China com Fórmula 1. Bem, na China nada está vazio, nunca, nem com a neve do inverno nem quando, no verão, sopram as tempestades de areia que vêm do Gobbi. Mas no passado não era asism. Por exemplo, houve uma prova em Monza onde corriam três Fá: Fangio, Farina e Fagioli . Na prova inteira, da primeira à última volta, nunca o líder manteve a posição. A primeira posição foi alternada em todas as voltas – repito, nunca o ponteiro passou duas vezes consecutivas na ponta.  Além disso, sem cinto e sem capacete! Bernie Ecclestone, personagem título do livro, conheci-o pesoalmente graças à amizade que tenho com os irmãos Fittipaldi, então na Fórmula 2. Mas sejamos claros, nunca convivi com ele Participei de algumas conversas, jantas e tomamos algumas cervejas nos pubs , assim como com o Mr. Chapman em Snetterton (sede da Lotus, onde moravam os dois irmãos), e com o Frank Williams, que foi quem trouxe as companhias de petróleo (a Petronas) para o patrocínio. Hoje continua a comandar a sua equipe, apesar de imobilizado por um acidente de estrada. Em parte, daí vem o meu interesse para saber um pouco mais sobre essa época. O título é honesto: Não sou um anjo (eu também não). E não recomendaria aos nossos FACEiros uma biografia de santos (era só o que faltava). Se ele tiver a mesma honestidade do título nas 494 páginas, sem dúvida será um livro fascinante. Se você não tiver nada melhor para ler, vale pela história de um piloto de limitado talento, de família pobre e que se torna arquimilionário, viaja o mundo em seu jato, decidido, sobretudo na Fórmula 1. Se você tem alguma dúvida, lembre-se que, com o divórcio, sua ex levou um bilhão (não sei se de euros, libras ou dólares, mas um bi é sempre um bi, mesmo em guaranis). O autor é Tom Bower, que é um especialista em biografias. Não gosto de escrever na primeira pessoa, acho arrogante. Sugiro que veja o que escreveu John de Carré : “Bower novamente se aventura em lugares onde outros jornalistas investigativos não se atrevem ou não podem ir. O resultado é um relato surpreendente dos agentes escusos, dos aventureiros e trapaceiros que se digladiam para chegar em primeiro lugar na maior de todas as corridas.” O Reginaldo Leme participa do livro. Paguei R$ 59,00 na Livraria do Maneco. Para saber de outras opiniões, veja a segunda foto.

Leia o post original no blog Viajando por Viajar:
Não Sou Um Anjo

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