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Paris em Fevereiro de 2012

20 de março de 2012 0

Eu já escrevi sobre Paris em Fevereiro em 2010, e nunca poderia imaginar que gostaria tanto de viajar pelo hemisfério norte nos meses de inverno, então este ano voltei a Paris. Agora que a TAP voa Porto Alegre direto para a Europa, sempre aproveito para na volta dar uma olhadinha em Lisboa , mas este será outro post. Eu adoro ficar trocando de lugar, pois assim temos a possibilidade de explorar bairros diferentes. Desta vez por razões pessoais, fiquei na Place de La Republique , no Hotel Crowne Plaza , que jamais recomendaria para alguém, pois é o tipico hotel metido a besta. daqueles hoteis enormes, que depois que  você sai do elevador quase precisa de uma bicicleta para chegar no seu quarto, caro para o que oferece, afinal 225 euros não é exatamente barato, quartos pequenos, o aquecimento era tão forte, que mesmo tendo desligado TUDO, eu me sentia assando em fuego lento , e para completar eles ainda tinham a cara de pau de cobrar 9 euros a hora da internet no quarto, pode!!!  Este nunca mais. Fora isso o bairro é ótimo, perto de muitas coisas legais e assim como antes o Marais era um bairro jovem e alternativo e hoje esta mais chique, este turma está migrando para o 11éme, ali pelas bandas de Bellevile e Menilmontant . Nosso primeiro final de semana foi um belo dia de sol e aproveitamos para experimentar as bicicletas Vélib – aquelas que você pega em vários pontos da cidade. Se você tentou e não conseguiu, não desista, pois uma vez corria um boato que era preciso se cadastrar na internet previamente, bobagem. Se você tem cartão de crédito pode pegar tranquilamente, e pasme! Os franceses que estão muito mais gentis se oferecem para ajudar. O custo é ótimo 1.70 euros p/dia, e se você devolver em 30minutos não paga mais nada. Em cada lugar de devolução tem um mapinha da área, pois o que pode acontecer é você chegar num ponto e não ter lugar para colocar a bicicleta, sem stress procure outro perto, tem muuuitos. Depois que você visitou aquela região é só pegar outra bike, e devolvendo no tempo você pode andar o dia todo pelos mesmos 1.70 euros. Estação de Vélib Um belo domingo de sol para pedalar em Paris em pleno mês de fevereiro Aquela coluna que vocês vêm ao fundo na foto é a Praça da Bastilha , e este canal aqui é o inicio do Canal San Martin , na minha opinião o lugar mais romântico de Paris , a parte mais linda dele fica lá pela altura do Boulevard Jules Ferry . Se você nunca passeou nas margen do Canal, inclua ele na sua próxima viagem a Paris. Imperdível. Conheci uma região diferente, que eu nunca tinha explorado e adorei. Então, deixamos a Bastilha para trás e cruzamos a P onte de Austerlitz , e chegamos ao Jardin des Plantes , é um jardim botânico aberto ao público, situado no 5o arrondissement de Paris como parte integrante do Museu de História Natural . Um parque bonito com estufas que a gente pode visitar. Pra mim foi uma grata surpresa, pois nunca tinha andado por aqueles lados. Jardin des Plantes As estufas com plantas de todos os lugares do planeta. Olhem só o cristal de quartzo que está na frente do Museu de História Natural, diretamente de Vitória da Conquista na Bahia Cruzamos todo o parque porque queríamos visitar a Mesquita de Paris que fica bem atrás, há estas alturas já havíamos encontrado um ponto da Vélib para deixar as bicicletas, para podermos entrar na Mesquita .  Grande Mesquita de Paris fica no 5o arrondissement, e é a maior da França. Contruída em estilo mudejar, lembra muito o estilo das mesquitas marroquinas. O pátio interno é lindo, lembra um oásis. Do outro lado na entrada mais próxima do Jardin des plantes, tem um restaurante e uma casa de chá, onde você pode só tomar um delicioso chá de hortelã com aqueles doces árabes de acabar com qualquer dieta, ou pode almoçar no restaurante. Depois de tomarmos um chazinho de hortelã e traçarmos um baclava fantástico, seguimos a pé por trás indo em direção a Saint Germain des Prés . Que fica muito pertinho fomos descendo a Rue Lacépède , onde passamos por um restaurante peruano, o El Picaflor , com uma fachada bem simpática e vários adesivos de famosos guias como o Lonely Planet, Rough Guide , mas era cedo para almoçar então anotei a dica para uma próxima vez. Chegamos  em uma pequena praça, trés sympa, um lugar muito bonitinho, cheio de cafés, restaurantes, chama-se a Place Contrescarpe , dali entramos na Rue Mouffetard , que tem muitas opções para almoçar, fomos caminhando por ela até depararmos com esta jóia de restaurante, que além de ser super transadinho, tem toda uma história, é por esta e outra razões que eu gosto tanto de Paris. Pois este restaurantezinho que vou mostrar aqui pra vocês foi a casa do grande poeta francês Paul Verlaine e posteriormente foi a casa de Ernest Hemingway por 4 anos. Place Contrescarpe   Descendo a Rue Moufettard Até encontrar este restaurante muito dez, chamado La Maison de Paul Verlaine, lugar onde morou o grande poeta francês. O lugar é muito legal, fotos de vários frequentadores por todos os lados Incluindo o nosso grande compositor Chico Buarque A comida é boa, vinho idem, nada suuuper especial, mas o conjunto faz desde restaurante um lugar especial. Bom vou encerrando este capítulo aqui, mas como tenho outras coisas pra contar para vocês, aguardem a Parte II, ok? Fui. Se você gostou deste post , e quer saber mais dicas de viagens, exposições roteiros e cultura curta nossa página no Facebook: https://www.facebook.com/pages/Viajando-com-Arte/121374657937187            

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