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Jericoacoara: misto de Lençóis Maranhenses e Morro de São Paulo

24 de março de 2012 0

Jericoacoara , que os íntimos chamam de Jeri , não tem a beleza das dunas dos Lençóis Maranhenses, mesmo que os cearenses insistam em competir. Também não tem o charme das ladeiras da ilha baiana Morro de São Paulo. Mas o acesso de 45 minutos em pau de arara entre Jijoca e a vila de Jericoacoara lembra o caminho entre Barreirinhas e o parque dos Lençóis, no Maranhão. Com um detalhe: é muito mais bonito. E, em Jeri (em poucos minutos a gente se torna íntimo da vila, é inevitável), há muito mais do que o estonteante deserto de areia branquinha salpicado por lagoas nas mais diferentes nuances de azul (tá, confesso, os Lençóis Maranhanses são um dos lugares mais incríveis que já vi na vida, mas o assunto deste post é outro!). Pedra Furada, em Jeri (Foto: Letícia da Silva) Em Jericoacoara , o clichê encanta. A Pedra Furada merece os 30 minutos de caminhada até lá, sim. A formação rochosa é no mínimo fotogênica. Dizem que fica ainda mais bonito no meio do ano, quando o sol se põe atrás do buraco. Leve sua água ou um dinheirinho pra comprar uma garrafa (500ml por R$ 2,50) porque a volta é por um morro íngreme e relativamente cansativo. Duna do Pôr-do-Sol, em Jeri (Foto: Letícia da Silva) Outro clichê: o pôr-do-sol na duna de mesmo nome. É o relógio bater 17h30min e a vila inteira de Jericoacoara sobe pra ver a despedida do sol, independente da força do vento que bata lá em cima. Multidão voltando quando o sol se põe, em Jeri (Foto: Letícia da Silva) Os passeios oferecidos pelas agências de viagem são igualmente válidos, notadamente a ida de bugue para Tatajuba , já no município de Camocim. A vila vizinha a Jeri só é acessada por bugue (R$ 30 por pessoa, em média) ou veículo 4×4. Pelo caminho, os teimosos com carro sem tração são encontrados encalhados nas dunas e viram atração (ou motivo de piada dos bugueiros, pelo menos), tem um passeio de barco pelo mangue para ver cavalos marinhos (não recomendo), um cemitério de árvores que forma bela paisagem e dunas petrificadas, que estão em estudo porque acumulam quantidade incomum de sal. Em Tatajuba, vale outro clichê: ouvir a Dona Delmira contar como a vila foi destruída pela areia há três décadas. Não a interrompa porque ela começa tudo de novo, do zero. Dona Delmira, na Velha Tatajuba (Foto: Letícia da Silva) Velha Tatajuba (Foto: Letícia da Silva) O ponto alto do passeio é a Lagoa da Torta , onde dá pra andar de pedalinho, alugar um caiaque, ficar de preguiça nas redes ou apenas sentar nas cadeiras dentro da água, embaixo de sombra, pra beber uma cerveja gelada, pedir de entrada uma porção de ostras in natura (R$ 10 por dúzia) e depois um peixe saboroso a preço justo, longe dos valores praticados no litoral catarinense. Outro passeio oferecido pelas agências é para as lagoas Azul e Paraíso . A primeira tem escassa estrutura: um restaurante modesto com preços exorbitantes para o padrão da região, banheiro na casinha de madeira, atendimento ruim. Nem um rádio ligado pra animar existe… A Lagoa do Paraíso tem um restaurante com comida honesta, banheiros limpos (e de alvenaria), atendimento bom, as mesmas redes da Lagoa Azul e da Lagoa da Torta, além de pousadas simples por perto. Se tiver que optar, pule a primeira. Lagoa do Paraíso, em Jijoca (Foto: Letícia da Silva) E uma dica preciosa pra encerrar: reserve pelo menos um dia e uma noite pra curtir a vila de Jericoacoara . Vale ficar de bobeira na beira do mar, praticar algum esporte náutico, passear pelo centrinho de dia e de noite, explorar as ruelas de areia que ligam as quatro ruas arteriais (igualmente de areia, claro!), experimentar a cocada e a tapioca da Tia Angelita (na Rua Principal), dormir até mais tarde pra ter pique à noite de aproveitar os bares de reggae, MPB e forró (começam a ferver depois da meia-noite) ou simplesmente reserve tempo pra se deliciar em alguns dos apetitosos e aconchegantes restaurantes (existem vários muito bons, das mais diferentes especialidades, que indico aqui ). Clique aqui para ver mais sobre Jericoacoara (dicas de hospedagem, restaurantes e como chegar)

Leia o post completo no blog Viajar eu preciso:
Jericoacoara: misto de Lençóis Maranhenses e Morro de São Paulo

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