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Coreia do Norte... um pouco mais

05 de abril de 2012 0

É difícil opinar. Os próprios analistas reconhecem que também a família do atual líder é muito pouco conhecida. Sabe-se é que teve um tutor japonês, importado pelo pai (morto no final de 2011) para preparar sushis e outras comidas japonesas que ele gostava (US$ 5000 por mês, uma fortuna na pobre e faminta Coreia do Norte) e que este tutor escreveu quatro livros sobre a vida na Coreia do Norte. E, basicamente, é só o que se sabe. A própria estada na Suíça é muito pouco noticiada. Sua mãe é outra história não muito clara. Coreana, nascida no Japão, atraiu o então soberano quando dançava na escola de arte de Pyongyang. Atraiu os olhares do grande líder e se tornou um ultra secreto casal, convertendo-se, depois, em  sua consorte – o que também é uma certa ironia, pois os japoneses, devido a conflitos anteriores, são demonizados na Coréia do Norte. O fato de o atual grande líder ter estudado na Europa e ter convivido com a cultura europeia é a razão da esperança de melhor convivência. Mas convém lembrar que os filhos do Kadafi também estudaram no Velho Continente… e o resultado é o que se sabe. É isso mesmo, o assunto preocupa a todos e ao Japão mais ainda, pois é o vizinho mais. É que aquele país vive às turras com seus vizinhos (menos com a China, pois são comunistas mas não bobos), e sabe-se que tem foguetes de longo alcance já testados e – segundo a “inteligência” ocidental – possui material para fazer de 8 a 12 bombas nucleares. Hoje, quem comanda esse coquetel com elementos tão explosivos como repressão, autocracia, isolamento e pobreza é um jovem desconhecido que estudou alemão e inglês na Suíça, fã de esportes – basquete principalmente – e que tem menos da metade da idade de todos os outros membros do poder. Como disse a imprensa mundial quando assumiu, há nele muita esperança , até por uma certa semelhança com a história de outros asiáticos, como a do homem que reergueu a China: Deng Xiaoping, que morou na França na mesma época que Chu En-Lai, bem como o fez também o vietnamita Ho Chi Minh, que foi confeiteiro na Cidade Luz. Três ou quatro meses após a sua posse, já há sinais de um acordo com o Ocidente. Só o Ocidente pode saciar a fome do seu país. Como? Para um primeiro contato, o ditadorzinho pediu 800.000 toneladas de alimentos como ajuda alimentar. Ao que se diz (e foi publicado), teria aceitado 240.000. É bom lembrar que, na década de 80, morreram de fome quase dois milhões de habitantes, em uma população, hoje, de 23 milhões. Imaginem o que deve ter sido no passado, quando eram menos de 19 milhões – e isso representava mais ou menos 10% da população. É assustador, e não creio que alguém que passou seis anos no meio de uma população equilibrada e solidária como a dos suíços se proponha a repetir a tragédia.

Leia o post original no blog Viajando por Viajar:
Coreia do Norte… um pouco mais

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