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Posts na categoria "Fotos"

Gatos que vêm do Panamá

01 de maio de 2012 0

Marcela Duarte , colega de ZH que, como eu, gosta de fotografar gatos quando viaja, mandou sua contribuição para a seção GATOS DE VIAGEM . Ela fotografou esses bichanos quando foi, recentemente, ao PANAMÁ . Embora adore gatos, nunca tinha me perguntado por que eles gostam tanto de lugares altos, como mostram as fotos da Marcela. Encontrei duas respostas razoáveis: 1 – Buscam lugares seguros, livres de ataques de quem quer que seja. 2 – Do alto, têm uma visão melhor, podem observar o mundo e monitorar seu território. São bons motivos, não?

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San Martin de los Andes - Amor antigo

29 de abril de 2012 0

Eu nem lembro bem em que ano conheci San Martin , mas seguramente faz muito tempo. Chegando em San Martin Para aqueles que não sabem, San Martin de los Andes é uma cidadezinha que fica na provincia de Neuquén , no sul da Argentina , há 158km de Bariloche . Com pouco mais de 24 mil habitantes, não dá pra se perder por lá. E garanto para voces, não mudou muito, o que nos dias que correm é uma benção. San Martin não foi tomada por nenhuma febre imobiliária, nem muito menos foi fruto de modismos passageiros. Ela continua lá, linda, charmosa e com muitos moradores que escolheram uma vida mais tranquila, longe do estress das grandes cidades. A cidade é banhada pelo Lago Lácar Tenho muitas passagens em San Martin, e lembro que ficávamos contando que tinha mais bons restaurantes do que Porto Alegre , é claro que hoje isto mudou muito, mas a cidade ainda tem uma dezena de ótimos lugares que não ficam atrás de nenhum restaurante bom por aí, com uma diferença bem importante: os preços são pra lá de baratos e tem opções para todos os paladares. É claro que San Martin não é só restaurantes, a razão maior de ir até lá é a nossa paixão pelo esqui. Da cidadezinha até a base do Cerro Chapelco são uns 15km, você tem a opção de alugar um carro no aeroporto na chegada para fazer este trajeto, mas também pode contratar um seriço de tranfer diário, muitos hoteis oferecem este serviço . O Cerro Chapelco tem pistas muito boas para o esporte e nos últimos tempos eles investiram em novos meios de elevação. Se você nunca tentou esquiar e pode, eu lhe dou um conselho: tente!! O cenário na montanha é espetacular, e de muito lugares se avista o vulcão Lanin, que fica na fronteira entre Argentina e Chile.   No Cerro tem várias opções de restaurantes/bares, onde se come desde sanduiches até refeições completas como um delicioso bife de chorizo .   Meios de elevação novos substituiram as velhas cadeirinhas da pista dos italianos É uma sensação incrível, e não tem idade , é claro que uma criança que não tem medo, vai aprender muito mais rápido, mas aqueles que já passaram da adolescência não precisam perder as esperanças, é possível sim! Os 3 primeiros dias são duros, mas se você vencer este desafio, nunca mais vai querer parar, acredite!! Sem falar que uma estação de esqui tem um astral fantástico, gente bonita, música, bares e restaurantes legais, visuais incomparáveis, enfim, você precisa ao menos tentar, para me dizer que não conseguiu, combinado? Eles tem uma infra estrutura muito boa para receber as crianças, meu filho esquiou pela primeira vez com 4 anos, neste caso as crianças ficam no jardim de neve, onde esquiam 1h pela manhã, e 1h  na parte da tarde, no restante do tempo, eles brincam, desenham, vêem filmes, fazem todo o tipo de atividade . Paisagens incríveis com o Lanin ao fundo Tem alguns lugares muito lindos em San Martin e arredores, vou dar aqui uma dica que pouca gente conhece, mas que vale muito a pena experimentar, pois fica no trajeto de subida entre a cidade e a montanha. Mais exatamente dentro do condominio Pahuén , e chama-se Wine bar , o lugar perfeito para fazer um pit stop na descida, ver o por do sol e simplesmente agradecer por poder estar lá. As fotos falam por si.     Você pode  tomar um vinho com algumas “picadas” (aperitivo) e apreciar o visual Uma boa dica de restaurante na cidade é o imperdível La Tasca , um lugar tradicional de San Martim, onde você deve provar a truta ou o javali com molho de frutas del bosco, eu não tenho fotos pra mostrar e acabei de descobrir que eles não tem site na internet, então você vai ter que confiar em mim ! Outro lugar que recomento para jantar é o restaurante Doña Quela , que fica na rua principal de San Martin, advinhem?Avenida San Martin! Este lugar é especial, começando pelo prédio que é de 1910 e abrigou o primeiro hotel de San Martin, decorado dentro do estilo de arquitetura patagônica, com muita madeira, objetos antigos que revivem a antiga glória do hotel. Em San Martin a gente pode saborear vários tipos de trutas ou este salmão do Doña Quella tem um toque meio tailandês.   E para o café a tarde nada melhor do que o Tio Paco, com mil opções de tortas, croissants e demais pecados da gula.   No próximo post vou mostrar para vocês um passeio que fizemos ao Parque Lanin , que fica perto de San Martin. É o passeio ideal para aqueles dias que por alguma razão não deu para esquiar. Um lugar lindo demais. Olhem só:

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Cultura e gastronomia inusitada, a China por Christiane Petry

26 de abril de 2012 0

Espetinho inusitados O Templo Lama é um dos maiores e mais importantes templos budistas tibetanos do mundo. O complexo, que também segue o estilo arquitetônico da China Imperial, é formado por cinco prédios principais e várias galerias laterais. Originalmente, o local serviu como residência de um príncipe da dinastia Qing até ele tornar-se imperador. O templo é inteiramente decorado com imagens do Buda no seu interior, sendo que o maior deles mede 16 metros e é feito de uma única peça em madeira. Ele é tão grande que não deu para fotografar. Na entrada dos templos, praticantes do budismo fazem suas oferendas e queimam incenso. Figuras de animais e senhor que decoram o telhado do templo. Quanto mais importante a construção, maior era o número de figuras. Mas Beijing não é apenas a cidade de espetaculares monumentos históricos, também é a cidade da comida de rua, das compras e dos mercados locais. Além de shoppings modernos com lojas de grifes internacionais como o famoso Oriental Plaza , que fica localizado na principal rua de comércio de Beijing, a Wangfujing Dajie , o que mais chama atenção são os mercados locais. Nestes mercados, temos acesso a produtos típicos, antiguidades e artesanato, bem como podemos exercitar as técnicas chinesas de negociação. Há vários mercados locais em Beijing e, como o tempo é curto, acabamos por optar pelo de antiguidades, o Panjiayuan Market , e pelo Hongqiao Market , que fica próximo ao Templo do Céu e que possui dois andares de lojas especializadas em pérolas. O Panjiayuan Market , de antiguidades, é imperdível. Há peças chinesas de todos os tipos: esculturas, cerâmicas, bronzes, peças em jade, material para caligrafia, arte tibetana, bijouterias de enlouquecer, etc. .. Vendedora montando um colar de pérolas na tradicional loja de pérolas Fanghua no Hongqiao Market. Outro local muito charmoso em que estivemos foi em uma rua chamada Nanluogu Xiang , que fica em um Hutong . Nessa rua, muitas das antigas casas residenciais foram transformadas em boutiques, lojas de design, cafés e bares. E falando em hutong , os hutongs são ruelas de bairros antigos da cidade, onde costumavam morar as famílias abastadas e funcionários do governo.  Hoje, muitas dessas casas são do governo e várias famílias habitam uma mesma residência. Embora tudo seja muito simples, dá para se ter uma boa idéia de como era a Beijing de antigamente e também de como vivem parte da população da cidade hoje em dia. Nos hutongs, você pode contratar um riquixá e dar um passeio pelo bairro. Vale a pena! Como não há muito espaço nesses bairros, cada pedacinho de terra é aproveitado ao máximo. Uma peculiaridade do local é de que essas casas antigas não possuem banheiros. Os banheiros são públicos e você encontra um a cada quadra. É muito estranho. A comida é um capítulo a parte. Beijing é famosa por sua comida de rua. Ao lado da rua Wangfujing fica o Mercado Noturno , onde podemos provar uma infindável variedade de especialidades tradicionais chinesas como espetinhos de escorpião, bicho-da-seda ou gafanhotos. Confesso que não tive coragem! Alguns dos espetinhos eram indecifráveis. Já outros……

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Cachoeiras e delícias na Linha 28 em Gramado

24 de abril de 2012 0

Temos recebido muitos comentários de leitores que nos dizem que nos acompanham no blog pois não podem viajar para longe.  Este post contempla quem gosta de natureza mas não quer ou não pode alçar voos mais distantes !   Cachoeira do Poço   Pomar Vou a Gramado muito seguido e apesar de estar sempre em busca de novidades não sabia que há três anos o Eco Parque Sperry está aberto na Linha 28 , descendo na estrada entre Canela e Gramado, no Vale do Quilombo. É uma propriedade de 20 hectares de Mata Atlântica aberta a visitação por míseros R$10,00 e onde  pode-se vivenciar, em uma trilha de uma hora de caminhada , o espetáculo de 4 cachoeiras. Tudo isto , a  menos de 8km do centro de Gramado. Vale do Quilombo – Gramado Magazine.com.br Bêrga Motta Restaurante Para completar o passeio , o restaurante Bêrga Motta oferece um buffet nada simplinho! Não é comida caseira e nem tem sagu e ambrosia de sobremesa, ufa! Não tenho nado contra este tipo de restaurante , mas já chega e o Bêrga Motta  saiu da linha  com delícias que vão além do trivial! “Baseada no conceito Comfort Food, um resgate da culinária dos antespassados, onde o aroma e o carinho no preparo dos pratos alimentavam a alma. Dentre as especialidades do fogão a lenha, destaque para o frango assado na cerveja com batatas coradas e alecrim, escondidinho de mandioca com costela desfiada, Macaroni ao molho carne de panela com cogumelos frescos e polenta recheada ao forno com ragú de calabresa. ” Adorei as saladas com molhos especiais e as sobremesas, tudo gostoso e muito bem apresentado. Quem vai ao restaurante não paga entrada no parque e o buffet sai por R$ 40,00, super justo para o que oferece. A trilha é totalmente demarcada , autoexplicativa e leve para caminhantes de final de semana. A cachoeira do Trombão é a primeira que se avista, linda , alta e distante. Vai dando o clima. Adorei ver as árvores demarcadas, inclusive encontramos o senhor Vitor Hugo Travi , o biólogo responsável pela preservação do parque. Uma pessoa apaixonada pelo que faz , transmite isto em poucas palavras: “conhecer para preservar”. Foi fundador do Projeto Lobo Guará em 1992, que agora também funciona no parque Sperry. Para mim foi uma descoberta o Gerivá , qual criança não chamou um amigo alto deste apelido , na época não existia bulling e ninguém nem sabia bem o que era isto! Descobri uma palmeira bem fininha e altaaaaa! A Cachoeria do Poço é perfeita para um banho, tem uma piscina natural com água cristalina e gelada como deve ser! Só não me atirei porque estava despreparada, na próxima não vou deixar de levar biquini e meus companheiros de indiada! A Cachoeira da Usina tem 45 metros de altura , com mirante e tudo. Pode-se descer os mais de 200 degraus até sua base, um passeio que já serve para queimar as calorias do almoço. Cachoeira da Usina Enfim , não precisa ir longe nem gastar muito para curtir uma bela viagem ! Basta sair do conforto habitual e estar aberto a novas descobertas. O sábado fora do “sofá” comum foi delicioso e o fim de semana rendeu quase como se fosse férias. Eco Parque Sperry http://www.ecoparquesperry.com.br/sperry/ Se você gostou deste post e curte dicas de viagem, arte, restaurantes e afins, curta a nossa página Viajando com Arte no Facebook:   https://www.facebook.com/pages/Viajando-com-Arte/121374657937187

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Ícones chineses, por Christiane Petry

20 de abril de 2012 0

A Cidade Proibida (também chamada de Palácio Imperial) que fica no coração da cidade de Beijing e é o complexo arquitetônico mais grandioso da China. Foi construída ao longo de 14 anos, durante o reinado do terceiro Imperador Ming, chamado Yongle – o mesmo do Templo do Céu – e finalizada em 1420. Depois do Imperador Yongle, o palácio foi a residência de mais 23 imperadores da Dinastia Ming e Qing, até o Império ruir em 1911. À medida que vai se entrando no complexo, tem-se  a impressão que vamos encontrar um Imperador logo adiante e a lembrança das cenas do filme O Último Imperador é inevitável.  O palácio é imenso, formado por um conjunto de 800 prédios com mais de 8000 recintos. Os telhados são todos pintados de amarelo fazendo referência à cor do Imperador. Leão Chinês que guarda a entrada de um dos salões da Cidade Proibida. Esse é uma fêmea, pois tem um filhote sob a pata, o macho tem uma bola. Em frente à Cidade Proibida, fica a famosa Praça Tiananmen, palco dos protestos estudantis de 1989. A praça é austera. Não há árvores, bancos ou sombra. É toda de concreto e sua arquitetura tem mais de Mao Tse Tung do que  da China Imperial. No centro da praça há o Mausoléu de Mao e, ao redor, várias construções da era comunista, como a sede do Congresso do Povo e o Museu Nacional. A Praça Tiananmen ainda estava decorada devido ao feriado nacional de 1° de outubro. O nó chinês simboliza boa sorte e felicidade. Ao norte da praça encontra-se o portão que dá acesso à Cidade Imperial, de onde Mao proclamou fundação da República Popular da China em 1949 e onde, até hoje, está fixado seu retrato ícone.   E chegou o dia do passeio às Muralhas! O dia não amanheceu aberto e nossa primeira preocupação foi que a chuva viesse.  Demos sorte e não choveu, mas confesso que a minha expectativa de ver a Grande Muralha desaparecer no horizonte sob o céu azul ficou para uma próxima oportunidade. A Grande Muralha da China é uma série de fortificações construídas, restauradas e reconstruídas por várias dinastias, ao longo de aproximadamente 2000 anos, com o objetivo de proteger a fronteira norte do Império Chinês de invasões de tribos nômades. De fato, a Grande Muralha não é apenas uma, mas várias muralhas. O trecho da muralha que fica próxima a Beijing  foi construído durante a dinastia Ming. Outros, mais antigos, já foram quase totalmente destruídos pelo tempo. Para minha surpresa, há até bondinhos que levam os turistas que não querem subir a pé até o topo das montanhas. Assim ficou bem mais fácil de chegar às Muralhas!  Estima-se que as muralhas tenham mais de 6000 quilômetros de extensão, que vão da região do Mar Bohai (ao leste de Beijing) até a região de Lop Nur no oeste da China, serpenteando desertos, montanhas e planícies.  Nas últimas décadas, trechos das muralhas têm sido restaurados e abertos para visitação, sendo que há até uma maratona mundial que acontece nas muralhas anualmente. Visitamos o trecho de Mutianyu, que tem um cenário mais serrano e que dizem não ser o trecho mais visitado e lotado por turistas. E, realmente, pudemos caminhar e apreciar o local com relativa privacidade.    À tarde, visitamos as tumbas Ming. Treze de dezesseis imperadores Ming estão lá enterrados, junto com suas esposas e concubinas. O local foi escolhido em razão do auspicioso alinhamento feng shui : uma área enorme cercada por montanhas que protegeriam os mortos dos maus espíritos vindos do norte, acesso apenas pelo sul, terra preta e posição hidrográfica. Há três tumbas abertas ao público. Visitamos a tumba do Imperador Chang Ling, cujo túmulo é precedido de pátios e halls onde há uma pequena exposição de objetos da época e outros encontrados nas câmaras mortuárias que foram abertas.

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Ícones chineses, por Christiane Petry

Ícones chineses, por Christiane Petry

12 de abril de 2012 0

A Cidade Proibida (também chamada de Palácio Imperial) que fica no coração da cidade de Beijing e é o complexo arquitetônico mais grandioso da China. Foi construída ao longo de 14 anos, durante o reinado do terceiro Imperador Ming, chamado Yongle – o mesmo do Templo do Céu – e finalizada em 1420. Depois do Imperador Yongle, o palácio foi a residência de mais 23 imperadores da Dinastia Ming e Qing, até o Império ruir em 1911. À medida que vai se entrando no complexo, tem-se  a impressão que vamos encontrar um Imperador logo adiante e a lembrança das cenas do filme O Último Imperador é inevitável.  O palácio é imenso, formado por um conjunto de 800 prédios com mais de 8000 recintos. Os telhados são todos pintados de amarelo fazendo referência à cor do Imperador. Leão Chinês que guarda a entrada de um dos salões da Cidade Proibida. Esse é uma fêmea, pois tem um filhote sob a pata, o macho tem uma bola. Em frente à Cidade Proibida, fica a famosa Praça Tiananmen, palco dos protestos estudantis de 1989. A praça é austera. Não há árvores, bancos ou sombra. É toda de concreto e sua arquitetura tem mais de Mao Tse Tung do que  da China Imperial. No centro da praça há o Mausoléu de Mao e, ao redor, várias construções da era comunista, como a sede do Congresso do Povo e o Museu Nacional. A Praça Tiananmen ainda estava decorada devido ao feriado nacional de 1° de outubro. O nó chinês simboliza boa sorte e felicidade. Ao norte da praça encontra-se o portão que dá acesso à Cidade Imperial, de onde Mao proclamou fundação da República Popular da China em 1949 e onde, até hoje, está fixado seu retrato ícone.   E chegou o dia do passeio às Muralhas! O dia não amanheceu aberto e nossa primeira preocupação foi que a chuva viesse.  Demos sorte e não choveu, mas confesso que a minha expectativa de ver a Grande Muralha desaparecer no horizonte sob o céu azul ficou para uma próxima oportunidade. A Grande Muralha da China é uma série de fortificações construídas, restauradas e reconstruídas por várias dinastias, ao longo de aproximadamente 2000 anos, com o objetivo de proteger a fronteira norte do Império Chinês de invasões de tribos nômades. De fato, a Grande Muralha não é apenas uma, mas várias muralhas. O trecho da muralha que fica próxima a Beijing  foi construído durante a dinastia Ming. Outros, mais antigos, já foram quase totalmente destruídos pelo tempo. Para minha surpresa, há até bondinhos que levam os turistas que não querem subir a pé até o topo das montanhas. Assim ficou bem mais fácil de chegar às Muralhas!  Estima-se que as muralhas tenham mais de 6000 quilômetros de extensão, que vão da região do Mar Bohai (ao leste de Beijing) até a região de Lop Nur no oeste da China, serpenteando desertos, montanhas e planícies.  Nas últimas décadas, trechos das muralhas têm sido restaurados e abertos para visitação, sendo que há até uma maratona mundial que acontece nas muralhas anualmente. Visitamos o trecho de Mutianyu, que tem um cenário mais serrano e que dizem não ser o trecho mais visitado e lotado por turistas. E, realmente, pudemos caminhar e apreciar o local com relativa privacidade.    À tarde, visitamos as tumbas Ming. Treze de dezesseis imperadores Ming estão lá enterrados, junto com suas esposas e concubinas. O local foi escolhido em razão do auspicioso alinhamento feng shui : uma área enorme cercada por montanhas que protegeriam os mortos dos maus espíritos vindos do norte, acesso apenas pelo sul, terra preta e posição hidrográfica. Há três tumbas abertas ao público. Visitamos a tumba do Imperador Chang Ling, cujo túmulo é precedido de pátios e halls onde há uma pequena exposição de objetos da época e outros encontrados nas câmaras mortuárias que foram abertas.

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Janelas no interior da serra gaúcha

11 de abril de 2012 0

Cada um vai criando suas manias quando viaja. Entre as minhas estão fotografar janelas e gatos , que viraram seções neste blog. E não é preciso cruzar o mundo para isso . Basta sair da porta de casa e ter à mão uma câmera fotográfica. Essas fotos foram tiradas numa incursão ao interior da serra gaúcha, no último verão.

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O casamento como destino

09 de abril de 2012 0

Na lista das muitas coisas a relembrar, pesquisar, publicar estão as fotos de casamentos fotografados mundo afora. Sempre que flagro um, nos lugares mais inusitados, dou um jeito de fotografar. Não valem uma exposição, mas são fotos que mostram semelhanças e diferenças dessas cerimônias. Nesses tempos em que cada vez mais gente cruza o mundo para se casar, a especialista no tema Jacqueline Dallal Mikahil escreveu “Destination wedding – O casamento como jornada e como destino”, a ser lançado no dia 10 de abril. Ele mostra celebrações longe do local de origem dos noivos, com os cenários românticos mais cobiçados. Serviço “Destination wedding – O casamento como jornada e como destino” Jacqueline Dallal Mikahil M Luz 122 páginas R$ 65

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Do Uruguai, mais gatos

05 de abril de 2012 0

A SIMONE PEREIRA , leitora do blog de São Leopoldo, mandou sua contribuição para a seção Gatos de Viagem que, como você pode ver, conquista até quem não é lá muito chegado nos bichanos. Veja as fotos e o recado da Simone. “Oi Rosane, em primeiro lugar, quero dizer que adoro o teu blog e o visito sempre. Já tiramos muitas dicas de viagens dele, mas nunca parei para agradecer as dicas! Ao momento em que agradeço, mando uma contribuição para a seção “gatos de viagem” . Não que nós (eu e meu marido) sejamos fãs de gatos, ao contrário, somos fãs dos cães. Mas esse bichano nos cativou e nos fez companhia num belo pôr do sol em Montevideo. As fotos foram feitas no lounge do hotel Ibis. Nos sentamos pra tomar um chimarrão e apreciar a bela paisagem do final de tarde, quando o gatinho nos procurou. Sem cerimônias, subiu no meu colo, pediu um carinho e delicadamente deitou aos nossos pés. Assim permaneceu por horas…até adormecer ou até o anoitecer! Simone e Felipe/ São Leopoldo”

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Parque das 8 cachoeiras - um lugar mágico em São Francisco de Paula

04 de abril de 2012 0

Cachoeira da Ravina Nestes finais de semana lindos que tem feito eu ficava imaginando quantos lugares bonitos por perto que ainda não conheço… então resolvi ligar para uma amiga  que é a rainha das indiadas, ela já fez todas as programações roots possíveis: cachoeiras, bóia cross, rafting, serra, trilhas, tudo o que você possa imaginar a Ane já fez. Eu falo indiada de brincadeira, pois eu AMO uma indiada, e pensando nisso liguei para ela, que nem pestanejou ” Clarisse você tem que conhecer o Parque das 8 cachoeiras em São Francisco!!! É lindo demais! ” E foi assim que neste final de semana saimos de Porto Alegre sábado de manhã rumo a São Francisco de Paula , depois de Taquara a estrada tem bem menos movimento e começa a ficar muito linda. Lago São bernardo em São Francisco de Paula, com o Hotel Cavalinho Branco ao fundo As árvores no lago já assinalam a chegada do outono Chegamos no parque em torno das 11h da manhã. O parque tem umas 8 cabanas para a gente pernoitar, são bem legais, uma cama ótima, lareira, banho bom, e uma sacada com uma vista da mais pura mata atlântica , à noite  um luar e um céu coberto de estrelas… imaginem o silêncio, a gente só ouvia aquele barulhinho dos grilos, uma delicia. Pousada do Parque 8 cachoeiras Nossa cabana com sacada que tinha esta vista aqui de baixo ó O interior das cabanas bem transadinho Na chegada, munidos de sanduiches, vinho, bikini, Autan, e água, saimos para explorar as trilhas que levam as cachoeiras. Nossa primeira opção foi fazer a trilha do Quatrilho, que  leva em torno de 1h e meia de caminhada pelo mato. E aqui mérito para o parque, tudo é muito bem sinalizado, não tem risco de você se perder. A gente vai todo o tempo ouvindo o barulho das águas e muitas vezes margeando o rio. A paisagem é maravilhosa, eu me sentia dentro do filme Avatar, córregos, xaxins gigantes, muitas bromélias, escadinha do céu, e o perfume no ar? Espetáculo. Como é bom saber que ainda existem lugares assim, onde você pode encher a garrafinha de água ali mesmo! A água é cristalina, e gelada! Ponto de partida para as várias trilhas e cachoeiras E em poucos minutos somos totalmente envolvidos pelo ambiente encantador Cruzando pontes, descendo escadas Amoras silvestres e outras frutinhas do bosque Chegamos na Cachoeira do Quatrilho , linda  e estávamos só nós e as borboletas que pareciam domesticadas pois vinham pousar na gente, vinham nos dar as boas vindas!   Cachoeira do Quatrilho A gente desce esta pequena escada para chegar na base da cachoeira E agora? Bueno, vir até aqui e não cair na água? nem pensar! Mas gente, quando mergulhei quase fiquei sem ar! A água é geladérrima!! mas valeu! Missão cumprida, montamos nossa “mesa de pic nic” e ficamos ali curtindo aquele lugar abençoado, tomando um bom malbec com sanduiches de presunto de parma. As borboletas como companhia Na volta fomos conhecer a Cachoeira da Ravina, esta, a gente caminha um pouco sobre as pedras, um pouco dentro do rio, muito show. Trilhas pelo rio para alcançar a cachoeira da Ravina Até que ficamos frente a esta beleza A impressão que a gente tem é que ligam um ar refrigerado, a pedida é ficar ali só curtindo a paz do lugar Chegamos na pousada que fica bem na saida das trilhas lá pelas 5 e meia da tarde, bem cansados. Depois de uma banho e um descando saimos para jantar em São Francisco. Vocês podem imaginar que não são muuuitas opções de restaurantes, mas acabamos em uma galeteria que foi bem boa, galeto não tem erro né? Começamos com uma sopa de Capeletti ( à noite estava bem friozinho) não achei muito barato, R$ 36 por pessoa mais um vinho argentino, ficamos aí pelos R$ 130.  Na volta catamos umas lenhas pelo caminho e dormimos com o barulhinho do criptar do fogo. Esta foi a galeteria escolhida para o nosso jantar em São Francisco No domingo outro dia espetacular, depois do café da manhã fomos explorar as cachoeiras mais perto, a do Remanso que é muito linda com uma queda de uns 70metros e depois fizemos uma pequena trilha que vai até a Cachoeira escondida , foi das trilhas mais bonitas que já tive a oportunidade de fazer, acho que o horário é bem importante, pois o sol estava penetrando pela mata e a luminosidade na vegetação, nas árvores era muito especial mesmo. No caminho cruzamos com 2 israelenses, dá para acreditar? Eu moro aqui a vida inteira e não conhecia este lugar, os caras vem do outro lado do mundo e vem parar aqui?? Nem preciso dizer que eles estavam extasiados com a exuberância da natureza no Brasil. No domingo saimos para explorar novas trilhas dentro do parque   Cachoeira Remanço, queda de 70m trilha para chegar na cachoeira escondida olhem só o que é este lugar…. Foi um final de semana perfeito, depois de entregarmos a cabana fomos conhecer a charmosa livraria Miragem que fica na rua principal de São Francisco e vale com certeza uma visita. Livraria Miragem, um lugar cheio de charme com muitos livros e objetos legais Destaque para a grande coleção de relógios à venda Esta casa de 1918 fica no pátio interno da livraria e contém um pequeno museu com objetos e fotos antigas da cidade. Fica aqui  a minha dica se você é uma pessoa inquieta e gosta de uma boa indiada como a Ane, não perca esta oportunidade de conhecer um lugar abençoado pela natureza que fica tão pertinho da gente. Se você gostou deste post e curte dicas de viagem, arte, restaurantes e afins, curta a nossa página Viajando com Arte no Facebook:   https://www.facebook.com/pages/Viajando-com-Arte/121374657937187    

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Parque das 8 cachoeiras – um lugar mágico em São Francisco de Paula

Tem mais gente viajando de carro...

31 de março de 2012 0

A foto aí do lado é de um blog de outro viajante de carro. O Leandro andou pela Argentina e publica o relato da viagem e fotos belíssimas. Vale a pena dar uma olhada no blog, cujo link está AQUI . O Leandro contou que viajou com a namorada, em fevereiro, e agora está postando as fotos. Grande viagem.

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Tem mais gente viajando de carro…

Palestra para idosos

28 de março de 2012 0

Dentro de alguns dias, vou fazer uma palestra para idosos. Só o que sei é que é na PUC, às 14 h do próximo dia 30, às 14 horas . Claro que não concordo com o termo do título, muito menos com “ melhor idade ”, etc. Só quem jogou a juventude fora pode concordar com uma asneira dessas. Também não sei se eles querem ouvir alguém que pensa assim. Sugeri ao Henry Shazam que encontrasse outra pessoa, mas ele insistiu… e como é que vou dizer não a alguém que, só pronunciando o seu sobrenome, transforma o Clark Kent em Super-homem? Bem, sou obrigado a confessar que, em parte, ele tem razão: tenho quilometragem. O destino tem me levado a muitos lugares. Se aprendi alguma coisa? Tenho minhas dúvidas. O que tenho procurado é viver com intensidade cada hora, cada dia, independentemente do lugar onde estou. É uma mania de viajante, de viajante convicto. Cada cidade que conheço me acrescenta seus anos de glória. Cada civilização com que tenho contato me dá a oportunidade de alcançar épocas que o limite da nossa existência jamais permitiria. Já comemorei aniversários dançando com francesas e bebendo com os ingleses. Assim, fiz tantos amigos que, a cada aniversário, feita a matemática, e, com as comunicações atuais, perto de mim, Matusalém seria apenas um adolescente. Não é difícil viajar depois de velho. Difícil mesmo é envelhecer sem viajar. Conheço muitos cidadãos cujos avós frequentaram as poltronas do Studio e, hoje, nos acompanhamos mutuamente no Facebook e no Blog. Nem por isso passei a me sentir senil. Outros, com a metade dos meus anos, são anciãos, e os limites dos seus sonhos já expiraram. Hoje só são estimulados pelas telas de suas TVs e pelo choro de seus netos. Não sei a idade de vocês, mas quero lhes dizer que, quando nos deram a vida, nos deram também um mundo inteiro para explorar. Aceitem, pois, uma sugestão deste peregrino: entre na sua agência de viagem preferida e escolha aonde quer ir e o que puder pagar em 10 vezes. É curioso que muitos não percebam essa dádiva. Estes sim, têm muita idade e sua única chance de rejuvenescer é repassar aquele pacote de fotos que mofa nas gavetas. É no mundo que está tudo o que de fato necessitamos: a vida, o conhecimento, os amigos, as grandes paixões e as descobertas. Aqueles que optam por conhecer o mundo não têm idade. Sim, eles transformam sua fugaz existência em momentos de intensidade, e é como se tivessem vivido desde sempre e para sempre. Não deixe de viajar por medo. Que você vai morrer é certo. Portanto, que diferença faz se for aqui ou alhures? “Não é difícil viajar depois de velho. Difícil mesmo é envelhecer sem viajar.” Foto: http://www.sxc.hu/browse.phtml?f=download&id=859285.

Leia o post original no blog Viajando por Viajar:
Palestra para idosos

Beijing ou Pequim , por Christiane Petry

25 de março de 2012 0

“A graça da China está na sua própria estranheza; não tente ocidentalizá-la, será um desastre”. Li esta citação em um artigo sobre a China e acho que ela sintetiza perfeitamente o que vimos e sentimos durante nossa estada naquele país. Nação de história milenar, de dimensões continentais, por muito tempo isolado do resto do mundo e incrivelmente intrigante.   Embora a China ofereça inúmeras opções de viagens para pessoas com os mais diversos interesses, acabamos por optar por algumas de suas principais cidades: Beijing, Shanghai, Macau e Hong Kong.   Iniciamos nosso roteiro por Beijing (ou Pequim), capital atual da República Popular da China. A cidade também foi a capital do Império Chinês desde a dinastia mongol (1279-1368) até o Império ruir em 1911. Antes disso, Xi’an era o centro político, cultural e econômico do Império.   Das cidades que visitamos, Beijing é a cidade mais antiga, a que mais nos mostra seu passado, a menos ocidentalizada e a que menos fala inglês! Essa é a muralha que não vemos: a da língua. A comunicação por lá foi bem mais difícil do que esperávamos e tivemos que aderir ao famoso cartãozinho de hotel com nomes e endereços escritos em chinês, à mímica e a boa vontade das pessoas. Chegamos a Beijing logo depois das comemorações do feriado nacional de 1° de outubro que celebra o aniversário da fundação da República Popular da China. A cidade ainda estava toda decorada com flores e arranjos.   Nossa primeira visita em Beijing foi ao Templo do Céu , local onde o Imperador costumava ir duas vezes ao ano para pedir por boas colheitas e rezar por seus antepassados. Na realidade, o que chamamos de Templo do Céu é um complexo que fica em uma área duas vezes o tamanho da Cidade Proibida , onde há várias construções e altares além do prédio principal mais conhecido.     O complexo do Templo do Céu é um perfeito exemplo da arquitetura chinesa do período Ming.     Acesso ao prédio principal       O prédio principal, denominado Hall das Preces por Boas Colheitas , é todo feito em madeira sem o uso de um único prego. O teto circular e da cor azul cobalto representa o céu. É muito comum encontrar figuras de animais adornando os telhados de construções e casas. Neste, vemos o dragão chinês, símbolo do poder do imperador e que só podia ser utilizado em construções imperiais.  Acreditava-se que ele trazia proteção e boa sorte.     Hoje a área é um parque aberto ao público e, pela manhã, funciona como ponto de encontro de muitas pessoas e aposentados. O local tem ótimo astral, com clima de muita paz e harmonia. Além de soltar pipas, fazer tai chi chuan, dançar, caminhar ou apenas bater papo com os amigos, os freqüentadores do parque….       …também treinam caligrafia, utilizando pincel e água;     E jogam jogos de tabuleiro como o xadrez chinês e o mahjong.    

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Beijing ou Pequim , por Christiane Petry

Efeito Brasil

22 de março de 2012 0

Na terça-feira, vi no noticiário da TV Record umas considerações sobre turismo sexual no Brasil , com estudos da personalidade dos turistas, de que país eles vêm, quem os traz, etc., que as operadoras são proibidas de operar no Brasil, etc., etc. Nada foi dito que quem começou com isso foi a própria Embratur , publicando fotos de moças que, provavelmente, eram dentistas, pois usavam fio dental. E tudo isso foi passando, até que, um dia, estávamos na Itália para uma boa temporada. A desculpa também era boa: um curso de especialização da advogada, Dra. Eliana. A hospedagem era ótima (com garagem, o que, na Toscana, é uma coisa extraordinária). O prédio, um convento de 1700 e qualquer coisa, a mais ou menos 400 metros da Ponte Vecchio. A cidade-base não podia ser melhor: Firenze – ou Florença, se você quiser. Conseguimos graças aos sentimentos ultra religiosos da minha mãe, que era contra o aborto, a viadagem e o divórcio ( com exceção dos três do Alemão Octavio – o Octavio podia… vai entender as carolas…). Para contrabalançar, tive um pai, agnóstico. Deu no que deu: mais um agnóstico – darwiniano, para não deixar dúvidas. Acho que não preciso dizer mais nada. Mas, um belo dia, a cidade, as estradas, toda a Toscana e, provavelmente, toda a bela Itália, amanhecem com o outdoor que você está vendo. A foto foi publicada na época pelo Fernando Albrecht. Voltei a encontrá-la limpando gavetas, é claro. Mas, como na nossa cabeça ainda estão as imagens do carnaval, parei e fiquei olhando. Será que as bundas brasileiras são tão famosas a ponto de ressaltarem o efeito Brasil? Nada contra as bundas brasileiras ou estrangeiras – brancas, pretas, as de pele vermelha ou amarela –, mas que tenham virado distintivo, bandeira, representatividade? Sei lá, mas bem melhor que uma bola de futebol e bem maior também. Veja as mulheres jaca, melão, melancia, e agora a da Valeska Poposuda. Mas não culpem os brasileiros e brasileiras. Quem começou a história foi a propaganda oficial: a Embratur que, levado ao pé da letra, deve ficar curioso. Mas será que o nosso país deve ser representado por um traseiro. E se queixam que os estrangeiros vêm por sexo?  

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Efeito Brasil

Prêmio Capacete de Ouro

21 de março de 2012 0

O evento e o prêmio foram na terceira semana de dezembro, ainda no ano passado. Por que só relato isso agora? Bem, quando voltei ao nosso Porto, só se falava em Natal e no Papai Noel. Para ter a atenção de FACEiros e blogueiros, só se falasse do Santa Klaus. E, mesmo assim, seria inútil: com a minha barbinha, jamais poderia competir com a belíssima barba branca que os ilustradores da Coca-Cola desenharam. Além disso, ele tem renas – e voadoras – e eu, só um Volks, e já usado. Portanto, resolvi protelar, não disputar leitores com o Bom Velhinho. Bom é o termo que usamos, mas… e se forem verdadeiras aquelas estórias dele com as renas? Rascunhei isto ainda no avião, mas, convenhamos, dezembro, fim do ano, não é bem uma data para escrever. É para festejar. Escrever é uma atitude solitária, e dezembro é mês de confraternizações, abraços, festas e brindes. O dia era dezessete, e eu voltando aos pagos. Há muito tempo não ia a São Paulo. Para falar a verdade, até ia, mas só usava o aeroporto de Congonhas, cuja sinalização é das piores –  sempre me atrapalho, nunca sei para que lado ir. Se fosse no Oriente Médio ou na China, tudo bem, mas aqui e no meu idioma? Quem sabe em 2012 melhore…. O convite para o Capacete de Ouro , o maior evento de premiação automobilística do Brasil, me tocou profundamente. A escuderia Vemag foi para a pista pela primeira vez em 1960, e eu estava entre o primeiro grupo, mas nunca me dei conta que 50 anos haviam passado. Na minha cabeça, cinco décadas era algo remoto, algo que deveria vir envolto em uma bruma. Corríamos, na época, pelo prazer do momento, pela injeção de adrenalina, não para fazer história. E, agora, eu estava indo para reconstituir alguma coisa, ressuscitar uma época distante – e, quem sabe, até, ter que reinventar detalhes esquecidos em alguma entrevista. Enquanto esperava o embarque, via tudo com uma certa  incredulidade: 50 anos. Seriam mesmo 50 anos? Fiz a conta mais de uma vez. Ia como em busca de um passado, mas um passado que estava sendo passado de trás para frente, rápido como uma flecha, me levava – e já com data e hora marcadas, Limosine, luzes, hospedagem com minha maior referência em pilotagem: o Bird Clemente. Tudo muito irreal. Cinquenta anos haviam se passado – cinquenta estimulantes anos, sem dúvida. Não sou aferrado ao passado, não tenho nem taças nem um só troféu nas paredes (foram todos doados, e bem doados, a mecânicos, patrocinadores, colaboradores, companheiras do momento). Não me arrependo. Até hoje, insisto: meu tempo é  agora. Sem bagagem, saímos rápido. Lá estavam Bird e Luíza, à nossa espera. E foram 24 horas de abraços, papos, reencontros, telefonemas, saudades e lágrimas… por pilotos e chefes de equipe que foram na frente – como faziam antes em pistas novas – para um reconhecimento do terreno. Um deles, Jorge Lettry, como tributo, mereceria mais: filmes, livros, feriado nacional e estátuas em todos os autódromos do país. Tudo foi muito rápid e confuso. Na noite seguinte, no horário marcado, entramos no Via Funchal entre abraços, comentários, gozações. Alguns de nós não nos víamos há 45 anos. Enquanto isso, os convidados iam chegando, nos telões sempre projeções de corridas, sons de competições, fotos nossas e convidados ilustres. Ao nosso lado, Massa, Barichello, Kanaan, mais alguns da Indy que não sei o nome, gente que fez a sua história lá fora. Seninha e Hélio Castro Neves mandaram vídeos, que foram projetados. Estávamos próximos ao palco quando pediram silêncio. Só então, olhei para trás: 800 convidados sentados para a janta que seria servida. Dei razão aos que dizem que São Paulo é “outra coisa”. Tive orgulho. Me senti vivo, ativo e atento para encarar o momento. Confesso que me fez bem. (Segue)

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Prêmio Capacete de Ouro

Encontro de Xicos

20 de março de 2012 0

Um com x , um com ch . O primeiro foi autor de obras desejadas por muitos e que, há uns seis meses, alcançaram bons preços num leilão da Christie’s, em Nova York. O Chico com ch , que assina o livro Stockinger, Vida e Obra , onde reuniu o que pôde da obra do Xico, é o José Francisco Alvres, Chico, para os amigos. Mostra, descreve e relata a sua admiração pelo Xico escultor. Não vi todas as fotos, mas as provas que vi são excelentes. Vê-las me deu uma grande saudade do amigo, vizinho e companheiro de viagem. Com visitas quase diárias ao seu ateliê (a 150 metros da minha casa), vi quase todas as obras em alguma fase de execução, e algumas até na caixa para expedição, pois o Xico fazia tudo mesmo. Ver os guerreiros deitados num caixão ainda sem tampa era até um pouco solene, como um viking deitado, descansando, à espera de sua próxima batalha – que, no caso, seria também a primeira. Enquanto elas aguardavam comprador, transporte ou alguma exposição, eram silenciosas testemunhas dos nossos embates no snooker (na sala ao lado). Ali, se reuniam, Xico, o grande campeão Sérgio Faracco, o escultor Tenius, Carlos Tenius, o Luiz Barth, também da área artística, o Egon Kröeff, e este escriba e convidados diversos. Com certeza, nos reencontraremos no dia 22. A obra do Xico transcende a arte. Era amigo de todos e, quando nos reencontramos, o assunto não é a sua arte, mas a sua pessoa. Será no Museu de Arte, às 19 horas. Obrigado, Xico com x por produzi-las. Obrigado, Chico com ch por perpetuá-las num livro.

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Encontro de Xicos

Paris em Fevereiro de 2012

20 de março de 2012 0

Eu já escrevi sobre Paris em Fevereiro em 2010, e nunca poderia imaginar que gostaria tanto de viajar pelo hemisfério norte nos meses de inverno, então este ano voltei a Paris. Agora que a TAP voa Porto Alegre direto para a Europa, sempre aproveito para na volta dar uma olhadinha em Lisboa , mas este será outro post. Eu adoro ficar trocando de lugar, pois assim temos a possibilidade de explorar bairros diferentes. Desta vez por razões pessoais, fiquei na Place de La Republique , no Hotel Crowne Plaza , que jamais recomendaria para alguém, pois é o tipico hotel metido a besta. daqueles hoteis enormes, que depois que  você sai do elevador quase precisa de uma bicicleta para chegar no seu quarto, caro para o que oferece, afinal 225 euros não é exatamente barato, quartos pequenos, o aquecimento era tão forte, que mesmo tendo desligado TUDO, eu me sentia assando em fuego lento , e para completar eles ainda tinham a cara de pau de cobrar 9 euros a hora da internet no quarto, pode!!!  Este nunca mais. Fora isso o bairro é ótimo, perto de muitas coisas legais e assim como antes o Marais era um bairro jovem e alternativo e hoje esta mais chique, este turma está migrando para o 11éme, ali pelas bandas de Bellevile e Menilmontant . Nosso primeiro final de semana foi um belo dia de sol e aproveitamos para experimentar as bicicletas Vélib – aquelas que você pega em vários pontos da cidade. Se você tentou e não conseguiu, não desista, pois uma vez corria um boato que era preciso se cadastrar na internet previamente, bobagem. Se você tem cartão de crédito pode pegar tranquilamente, e pasme! Os franceses que estão muito mais gentis se oferecem para ajudar. O custo é ótimo 1.70 euros p/dia, e se você devolver em 30minutos não paga mais nada. Em cada lugar de devolução tem um mapinha da área, pois o que pode acontecer é você chegar num ponto e não ter lugar para colocar a bicicleta, sem stress procure outro perto, tem muuuitos. Depois que você visitou aquela região é só pegar outra bike, e devolvendo no tempo você pode andar o dia todo pelos mesmos 1.70 euros. Estação de Vélib Um belo domingo de sol para pedalar em Paris em pleno mês de fevereiro Aquela coluna que vocês vêm ao fundo na foto é a Praça da Bastilha , e este canal aqui é o inicio do Canal San Martin , na minha opinião o lugar mais romântico de Paris , a parte mais linda dele fica lá pela altura do Boulevard Jules Ferry . Se você nunca passeou nas margen do Canal, inclua ele na sua próxima viagem a Paris. Imperdível. Conheci uma região diferente, que eu nunca tinha explorado e adorei. Então, deixamos a Bastilha para trás e cruzamos a P onte de Austerlitz , e chegamos ao Jardin des Plantes , é um jardim botânico aberto ao público, situado no 5o arrondissement de Paris como parte integrante do Museu de História Natural . Um parque bonito com estufas que a gente pode visitar. Pra mim foi uma grata surpresa, pois nunca tinha andado por aqueles lados. Jardin des Plantes As estufas com plantas de todos os lugares do planeta. Olhem só o cristal de quartzo que está na frente do Museu de História Natural, diretamente de Vitória da Conquista na Bahia Cruzamos todo o parque porque queríamos visitar a Mesquita de Paris que fica bem atrás, há estas alturas já havíamos encontrado um ponto da Vélib para deixar as bicicletas, para podermos entrar na Mesquita .  Grande Mesquita de Paris fica no 5o arrondissement, e é a maior da França. Contruída em estilo mudejar, lembra muito o estilo das mesquitas marroquinas. O pátio interno é lindo, lembra um oásis. Do outro lado na entrada mais próxima do Jardin des plantes, tem um restaurante e uma casa de chá, onde você pode só tomar um delicioso chá de hortelã com aqueles doces árabes de acabar com qualquer dieta, ou pode almoçar no restaurante. Depois de tomarmos um chazinho de hortelã e traçarmos um baclava fantástico, seguimos a pé por trás indo em direção a Saint Germain des Prés . Que fica muito pertinho fomos descendo a Rue Lacépède , onde passamos por um restaurante peruano, o El Picaflor , com uma fachada bem simpática e vários adesivos de famosos guias como o Lonely Planet, Rough Guide , mas era cedo para almoçar então anotei a dica para uma próxima vez. Chegamos  em uma pequena praça, trés sympa, um lugar muito bonitinho, cheio de cafés, restaurantes, chama-se a Place Contrescarpe , dali entramos na Rue Mouffetard , que tem muitas opções para almoçar, fomos caminhando por ela até depararmos com esta jóia de restaurante, que além de ser super transadinho, tem toda uma história, é por esta e outra razões que eu gosto tanto de Paris. Pois este restaurantezinho que vou mostrar aqui pra vocês foi a casa do grande poeta francês Paul Verlaine e posteriormente foi a casa de Ernest Hemingway por 4 anos. Place Contrescarpe   Descendo a Rue Moufettard Até encontrar este restaurante muito dez, chamado La Maison de Paul Verlaine, lugar onde morou o grande poeta francês. O lugar é muito legal, fotos de vários frequentadores por todos os lados Incluindo o nosso grande compositor Chico Buarque A comida é boa, vinho idem, nada suuuper especial, mas o conjunto faz desde restaurante um lugar especial. Bom vou encerrando este capítulo aqui, mas como tenho outras coisas pra contar para vocês, aguardem a Parte II, ok? Fui. Se você gostou deste post , e quer saber mais dicas de viagens, exposições roteiros e cultura curta nossa página no Facebook: https://www.facebook.com/pages/Viajando-com-Arte/121374657937187            

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Paris em Fevereiro de 2012

Gatos (esquecidos) dos Açores

16 de março de 2012 0

Esses GATOS DE VIAGEM estavam esquecidos no desktop do meu computador. A memória falhou, e eu não conseguia lembrar de onde vinham as fotos. Ficaram ali, esperando que um dia recordasse a origem delas. Eu não lembrei, mas minha co-mãe Márcia, que foi quem me enviou, as salvou do esquecimento. Elas vêm dos AÇORES (a-do-ro aquelas ilhas e tenho muito boas recordações de uma passagem por lá; sugiro incluir como um destino na sua lista, caso ainda não estejam). Os dois gatinhos abraçados e que depois aparecem vendo a vida pela janela pertenciam a uma sobrinha de dona Márcia que vive no FAIAL, uma das ilhas do arquipélago português. Falo no passado porque, nesse meio tempo, entre outubro e agora, a gatinha cinza morreu. As outras são numa casa de chá da ilha onde ela mora. Felinos são lindos em qualquer lugar do mundo. Das muitas frases que falam deles, achei que essa é a melhor para retratar os gatos açorianos (de autoria de W.L. George): “Os gatos sabem como obter comida sem esforço, abrigo sem confinamento e amor sem castigo.”

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Gatos (esquecidos) dos Açores

Um pouquinho de beleza

15 de março de 2012 0

Fotos na Hobsons Bay, em Port Melbourne. É deste porto que saem embarcações para vários lugares, inclusive Tasmânia.

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Um pouquinho de beleza

Wine experience na Espanha 2012 - Com Maria Amélia D. Flores

14 de março de 2012 0

  Mais do que apenas visitar vinícolas, nestas viagens vivenciam-se conceitos de  Wine Experience : cada momento é único, cada visita é surpreendente.  Dentre as experiências reservadas ao pequeno grupo de participantes (são apenas 15 vagas), estão : Visita VIP a vinícola Vega Sicília, um ícone da Ribera del Duero.  Seu vinho, “Vega Sicilia Unico”, é considerado um dos melhores e mais cobiçados vinhos do mundo, só surgindo em grandes safras, podendo atingir milhares de euros a garrafa. Não abre a turistas/visitantes; com apoio da importadora Mistral, o grupo terá uma recepção e degustação exclusiva. O slogan dá vinícola já diz tudo:   Más que una bodega. Un mito auténtico.”  Aqui estão algumas fotos da Maria Amélia em sua última visita a Vega Sicília : Hospedagem no Hotel Marques de Riscal – El Ciego, Rioja –  Dois dias para realizar sonhos: vinho, arte, arquitetura, design.  Com a melhor estrutura de SPA do Mundo, foi finamente concebido e decorado pelo famoso arquiteto Frank O Gehry , o mesmo do Museu de Bilbao . A gastronomia do hotel fica a cargo do estrelado Chef Francis Paniego , que supervisiona os dois restaurantes – o Marqués de Riscal (premiado pelo guia Michelin) e o Bistró 1860. A foto diz tudo, não é?     Jantar com a companhia de Luis Vicente Elias Pastor / Bodegas Lopez de Heredia – Viña Tondonia/Rioja  -  antropólogo, reconhecido estudioso de paisagem e turismo do vinho, com inúmeros livros publicados, é referência internacional quando o assunto é arquitetura de vinícolas. Uma memorável troca de conhecimentos de história, não só dos vinhos da Espanha , mas de paisagens do mundo inteiro.     Almoço Especial de encerramento na Bodega Torres, Penedés –  além das altíssimas pontuações em vinhos como “Mas La Plana” e reconhecimento dos anos de história e importância da família Torres na região de Barcelona, o Mas Rabell foi considerado pela “Wine & Spirits Magazine” como o “Best Winery Restaurant in Spain/2006″. Uma experiência mágica e inesquecível.  

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