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Posts na categoria "Argentina"

Sono preservado no Caminito

26 de dezembro de 2011 0

Todo mundo, inclusive os Gatos de Viagem , a seção inventada pelo blog por um gosto pessoal e uma mania, merece um sono tranquilo. A leitora Lívia Dienstmann Fonseca acabou se dando conta disso em recente passeio por Buenos Aires. Ela mandou a foto e o recado: "Segue um gato que encontramos viajando este final de semana para Buenos Aires. Nós o encontramos no Caminito, e logo o dono veio colocar esta simpática plaquinha ao lado do bichinho. Eu, como uma eterna apaixonada por bichos, estava indo em direção ao gato para fazer um carinho, quando chega a plaquinha..." A plaquinha do gato argentino me lembrou um outro, de ROMA.

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Sono preservado no Caminito

Fim de semana na fronteira oeste do Rio Grande - uma ótima opção!

21 de dezembro de 2011 0

Talvez muitos de vocês tenham muita vontade de conhecer mais do interior do Rio Grande e só estão esperando um empurrãozinho para zarpar. Pegando a estrada, céus do nosso Pampa, lindo demais Pois neste final de semana me fui em direção a fronteira oeste, eu tenho relação antiga com aquela região, pois a familia do Paulinho é de lá, "do" Alegrete. Os pelotenses dizem que são "di" Pelotas . Já os bageenses são "de" Bagé . E os alegretenses afirmam, com o orgulho natural dos que nasceram lá, que são "do" Alegrete. São da região, não só do Alegrete , mas de Uruguaiana , Quaraí , enfim são dos lados da fronteira oeste. Chegando em Rosário do Sul O rio Santa Maria bem baixo, a seca já começa a se fazer sentir Você pode sair de Porto Alegre em uma sexta-feira , até Alegrete são em torno de 480km, a paisagem é muito bonita e a estrada é tranquila, nada parecido com a BR 116 ou a free way, ou seja, sem stress. Eu aconselho 3 lugares bons para parar no caminho: Primeiro ali perto da entrada de Cachoeira do Sul tem o posto Papagaio, muito bom e sortido, depois perto da entrada de Bagé tem o Posto das Laranjeiras com um espeto corrido que saiu até em um programa de viagens da TV francesa e por último o velho e tradicional Batoví, que fica na entrada de São Gabriel ( uma das alegrias da viagem do Marcelo são os pasteis do Batovi, uma verdadeira refeição) Perto do Alegrete uma série de painéis homenageando a cidade através do célebre " Canto Alegretense" do Nico Fagundes Você está se perguntando " tá a paisagem é bonita, mas o que eu vou fazer por lá"?? Bueno, então já lhe respondo. Eu aconselharia você a ir até Quaraí e lá atravessar a ponte que liga o Brasil ao Uruguay , e ir passear e fazer compras em Artigas , gente é claro que Artigas não é uma megalópole, mas tem um free shop bem legal, uma daquelas lojas Neutral, muito sortidas, e com o dólar mais em conta as coisas são muito acessíveis, e para mim a grande vantagem - é vazio!! Vocês imaginam que estamos há apenas 1 semana do Natal e no sábado de manhã a loja tinha poucas pessoas, filas pequenas, tudo muito bom. E se você gosta de comprar uns vinhos chilenos então, vai achar muita coisa boa.Eu comprei um Santa Helena reservado Sauvignon Blanc por U$ 4!!! Um Castillero del Diablo rosé por U$ 8. Fora que adoro comprar aquelas comidinhas para levar pra praia, tipo molho Barilla, alcaparras, azeite de oliva, perfumes, etc, etc. Depois tem uma loja uruguaia que chama Montevideo, de coisas para casa, que é uma verdadeira pechincha! Cruzando a ponte que divide a cidade de Quaraí da cidade de Artigas, no Uruguay Artigas, uma cidadezinha muito simpática com um comércio bem sortido Cerro do Jarau, que fica no municipio de Quaraí, local que figura a lenda gaúcha Salamanca do Jarau , criada por José Simões de Lopes Neto , onde conta a história da princesa moura (Teiniaguá, como também é conhecida por muitos) que se abriga em uma furna do Cerro do Jarau . Feito isso você pega a Br 290 de novo e segue até Uruguaiana que  tem ao menos 2 hotéis bem bons para ficar, o tradicional Hotel Gloria -   http://www.hotelgloriauruguaiana.com.br/ E um mais novo que é o Hotel Presidente - http://www.hotelpresidenteuruguaiana.com.br/ E vamos combinar que cidade de fronteira tem lá o seu charme. Uruguaiana está muito bonita, ruas arborizadas e uma praça central totalmente renovada com um ótimo restaurante na praça e um café que tem muitas coisas boas para se aperitivar, chope gelado, assim no meio da praça, das árvores, uma bela opção para uma noite de verão. Por do sol em Uruguaiana, sob o Rio Uruguai  No dia seguinte você atravessa a ponte o vai até Paso de los Libres na Argentina , o Peso está bastante desvalorizado em relação ao Real, em consequência disto as coisas estão muito acessíveis pra nós por lá. Aduana entre Uruguaiana e Paso de los Libres Tem uns lugares que sempre confiro quando vou a Libres , uma é a loja chamada Zona Franca, tem de tudo em termos de vestuário, camisas Legacy, Brooksfield, Lacoste, La Martina a gente faz a festa. Depois tem a Rural  que tem aquelas coisas argentinas legais como mateiras de couro, coisas de prata, cuias com borda de prata, panos, porta retratos de prata, enfim todas aquelas coisas bacanas que só tem lá. Sem falar que eu adoro dar uma passadinha no super mercado eles tem umas coisinhas diferentes e muito boas. Nosso Pampa é um lugar incrível com uma riqueza cultural imensa, quando vou para a estância acho bárbaro observar como o gaúcho do campo valoriza suas raizes e tradições, seja na maneira de vestir, de se comportar, de montar a cavalo, tocar o gado. São valores dos quais eles se orgulham e passam aos filhos. É bonito de ver. Gauchos em dia de festa na Estância O chimarrão ou mate, eterno companheiro Brincando de tiro de laço O assado de ovelha não pode faltar   Passear pelos campos de dentro, estrardinhas secundárias, além da paisagem ser linda, de vislumbrar aquele horizonte ao longe de um "mundo grande sem porteira" você ainda pode ter a sorte de ver de perto muitos animais tipicos da região. Dois filhotinhos de Graxaim, ou Zorro como é chamado na fronteira Bando de Emas Capivaras nos açudes Termino este post com uma foto do por do sol no Cerro do Jarau, espero que vocês tenham gostado. Se gostaram curtam a página do Viajando com Arte ( https://www.facebook.com/pages/Viajando-com-Arte/ )  no facebook para receber nossas atualizações. "A cultura é aquilo que permanece no homem quando ele já esqueceu todo o resto." ( Émile Henriot )

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Fim de semana na fronteira oeste do Rio Grande - uma ótima opção!

De Uruguaiana até o Chile - Parte I

12 de dezembro de 2011 0

Assistindo a cerimônia do Oscar , dia 7 de março do ano passado, quando anunciaram o ganhador de melhor filme estrangeiro, o argentino "O segredo dos seus olhos", fiquei duplamente feliz, primeiro porque o cinema argentino, apesar de todas as dificuldades que o país está atravessando, consegue com produções relativamente baratas fazer filmes incrivelmente bons, e segundo que quando o diretor José Juan Campanella, depois de fazer os agradecimentos usuais, cocluíu mandando um abraço a "los hermanos de Chile" foi como se no momento ele criasse uma corrente de solidariedade pelo sofrimento dos chilenos que envolveu a todos nós latino americanos. Estive no Chile em fevereiro de 2009, em uma viagem inesquecível, por onde atravessamos a Argentina , entramos no Chile passando por Portillo até chegarmos no Pacífico em Vinã del Mar . Você precisa de ao menos 2 semanas para fazer este trajeto, é uma longa viagem, indico para aqueles que gostam de viajar de carro, as paisagens vão se alternando de Pampa , deserto, campos, bosques, praias, é uma aventura. Olhem só este céu! Nem nos quadros do Constable eles são tão lindos! Mas sabe como é verão né? Em poucos minutos as nuvens ficaram negras e pegamos aquele temporal, passageiro, fugaz, como são as chuvas de verão. Nossa primeira parada foi em Santa Fé que fica a 450km de Uruguaiana . Santa Fé é uma cidade bonitinha, bem cuidada, só que chegamos lá à noite já com pouca luz para fotografar, mas tenho uma boa lembrança do centrinho com uma rua de pedestres e um ótimo restaurante. No dia seguinte saimos cedinho pois tínhamos uma longa jornada até a cidade de Mendoza que fica a uns 900 km de Santa Fé. Já na chegada simpatizei muito com a cidade, ela não é muito grande e é muuuito arborizada, tem um parque enorme, ruas como a da foto, restaurantes charmosos. Nosso hotel era bem localizado e charmoso, chamava Aconcagua , e a diária era em torno de 100 dólares. Este era o pátio do hotel onde eles tinham parreiras com diversos tipos de uva, sim porque aqui em Mendoza todo o turismo gira em torno do vinho, é onde está a maioria das grandes vinícolas argentinas, e existem vários passeios guiados, muitos com refeições nas "bodegas". O mercado é uma festa para os olhos e para o paladar, pois são dezenas de presuntos crus, queijos, óleo de oliva, azeitonas, tudo delicioso. Um restaurante que descobrimos e que eu super recomendo, é o Azafran , esta foto mostra a adega na frente onde eles fazem degustação de vinhos. A comida é maravilhosa, talvez um pouco caro para padrões argentinos, mas com certeza vale a pena conferir. Passamos 3 noites em Mendoza, que foi ótimo, na cidade a gente cruza com muitos estrangeiros, italianos, franceses, americanos, ela tem um ar cosmopolita. Se você quiser um pouco mais de luxo então minha dica é: hospéde-se no Park Hyatt , que fica em frente a uma praça central da cidade num prédio neo clássico lindo. Nós nos aventuramos nas estradinhas para tentar visitar alguma bodega de vinhos, mas completamente pouca prática, não tínhamos feito reserva, ou nos informado dos horários de abertura e fechamento, resumo: Não conseguimos visitar nenhuma, mas valeu pela paisagem das estradinhas que saem da cidade que são muito lindas, com parreirais a perder de vista e muitas vezes com as montanhas (Andes) ao fundo. Fomos almoçar no Clube de Regatas de Mendoza que fica no meio de um parque lindo, ótimo astral com um enorme buffet aberto a não sócios. Almoçamos numa varanda com esta vista. A turma do golfe aproveitou o campo da cidade pra jogar uma bolinha... Depois de 3 dias partimos de Mendoza por uma estrada que por si só já vale a viagem, que é o trecho de 250km que liga Mendoza até Portillo no Chile .   É por esta estrada que se chega ao Parque Nacional do Aconcágua , para aqueles que querem escalar ou simplesmenta fazer algumas trilhas na área que é linda.     No caminho a gente passa pela " Puente del Inca " que é esta ponte estranhamente coberta por uma espessa camada calcária, parece minerais que foram se acumulando ao longo dos anos. Neste lugar tem várias banquinhas de artesanato que merecem a sua atenção, muitos panos coloridos, blusões de lã, ponchos, coisas tipicas bem legais. Na parte II do roteiro vamos passar por Portillo, tradicional estação de Ski chilena e vamos até o pacifico. Adios e até lá!!!

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De Uruguaiana até o Chile - Parte I

Argentina e Vale do Loire em bicicleta

07 de dezembro de 2011 0

Dizem que quem aprende a andar de bicicleta nunca mais esquece. Sei, não. Dos tempos em que meu irmão mais novo e eu descíamos perigosamente lombas encascalhadas pra hoje, acho que não lembro mais de nada. O responsável por essa amnésia motora é o trânsito de Porto Alegre. Tentei me aventurar umas poucas vezes e quase morri de medo. Larguei. Mas confesso que morro de inveja de quem consegue usar bicicleta pra se locomover especialmente em férias. Adoraria fazer qualquer um desses roteiros propostos pela Bike Expedition : No Carnaval, Os caminhos do vinho – Mendoza - Roteiro criado para conhecer e degustar os vinhos dessa região argentina em suas próprias bodegas, percorrendo o caminho entre elas de bicicleta. Na primavera/verão europeu, Vale do Loire - Une a sofisticação dos grandes castelos à beleza das paisagens naturais percorridas. Os trechos são feitos por estradas tranqüilas, passando por pequenas cidades, com hospedagem em castelos (as visitas incluem cinco deles: Chambord, Amboise, Chenonceaux, Tours e Blois).

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Argentina e Vale do Loire em bicicleta

Alguém se arrisca?

05 de dezembro de 2011 0

Algumas fotos de estradas da Argentina enviadas por Cid Martins. Ele recebeu as fotos de um viajante que andou por lá agora no inverno. Viagem em meio a muita neve... O mais longe onde andei de carro na Argentina foi em Puerto Iguazu, que fica ao lado de Foz do Iguaçu. Aliás, o lado argentino das cataratas é bem mais bonito...

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Alguém se arrisca?

Estimado Maykon

02 de dezembro de 2011 0

Obrigado pelos elogios ao Viajando por Viajar . Um dia falarei sobre o Studio (que nunca se chamou Del Mese, era Studio e só, mas virou Del Mese). Sim, sei que existe um roteiro a pé pelas Missões. Há alguns anos, levei até lá um casal amigo, da Noruega, mas pouco posso dizer sobre ele. Na ocasião, falei com alguns caminhantes. Estavam contentes, mas o projeto estava recém começando, e não sei se o faziam por fé (é difícil fazer isso por fé nas Missões) ou por aventura. Sou mais pela segunda hipótese. Uma agência chamada O Caminho das Missões , ou a Prefeitura de Santo Ângelo, provavelmente possa ajudá-lo. Fiz o roteiro Paraguai-Argentina saindo do Brasil com uma Honda 400 Four, que, na passagem do século, foi eleita a moto do século – e os italianos sabem o que é uma boa moto. Mas, claro, moto street , curta, leve e veloz, não era o ideal para duas pessoas em estradas missioneiras de terra vermelha e muita chuva – porém, se você ficar esperando pelo equipamento ideal , não vai nunca a lugar nenhum (e, se ficar na dependência de amigos que prometem ir junto, também não). As chuvas eram de verão, intermitentes, mas os caminhos permaneciam molhados. As reduções nunca são à beira do asfalto, mas para dentro. Sempre tem alguns quilômetros de caminhos de terra. Mas, tudo bem. Gostei de ter ido. Eu pretendia fazer um documentário. Acabei não fazendo. O passar do tempo mostrou que tive sorte. Anos depois, fiz um sobre o Rio Grande do Sul, com um texto do Érico Veríssimo, cedido pelo Luiz Fernando, meu colega de IPA. Deu um trabalho enorme, pois falava em festas, eventos e na sazonalidade da produção, etc. – ou seja, cada uma em um período. Levei dois anos fotografando e foi o único dos meus trabalhos em que a bilheteria sequer pagou os custos. E as fotos estão, até hoje, em meus arquivos – pouquíssimas foram vendidas. Mas, voltando ao seu pedido, as estradas devem ter melhorado. Há hotéis próximos. Em todas elas, a cor é fotograficamente ótima.  Vocês vão gostar. O Paraguai, lugar sobre o qual só ouço comentários negativos, não é o que dizem. Só a fronteira é que se tornou o que é – Foz, principalmente. No interior, as pessoas são amáveis. Asunción é limpa e cuidada, os motorneiros descem dos bondes para ajudar as pessoas. A distância da fronteira , com os problemas seus e nossos, os protegem. Vá em frente, Maycon. Divirta-se. O seu carro faz isto sem problemas. Falei em estradas de terra, mas os trajetos são curtos, bem conservados. Chuva e barro não são condições ideais para motos street , mas com veículos de quatro rodas, não vão ter problemas.

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Estimado Maykon

Voltando ao fim do mundo

02 de dezembro de 2011 0

Este texto foi escrito por ocasião da penúltima vez que o fim do mundo foi prometido. Confesso que estou desolado. É a terceira vez que prometem e não cumprem. Não dá para confiar mais em ninguém. Na primeira e na segunda, acreditei. Levei tão a sério na vez anterior que fui até o Havaí e fiquei por perto do Kilauea, embora houvesse um vulcão furioso aqui na cordilheira – mas é a velha história do colonizado: achei que vulcão americano era mais confiável que vulcões chilenos e italianos. E por que vulcões? Na minha cabeça, nada mais semelhante ao Juízo Final acontecendo do que a lava correndo e, raios, trovões e, na primeira fila, uma brass band com pistões e saxofones. Então, achei que ir a um lugar em que a amálgama do centro da Terra estivesse aflorando – e o Kilauea está há 29 anos – seria o ideal. É a minha visão da hecatombe, quem sabe influenciada pelas produções hollywoodianas. Mas por que o Havaí, que é tão longe? Ora! Para evitar a fila. Já pensaram esperar o fim do mundo num vulcão chinês? Um bilhão e trezentos milhões na fila? Não aconteceu. Além da decepção, esbanjei um monte de milhas e o voo de volta foi longo. Sempre é longo na viagem de volta; com a neblina de São Paulo e sem equipamento sofisticado, mais longo ainda, o que me deu tempo para refletir se eu devia insistir na minha decisão de ir para o inferno. Da temperatura, nem precisamos falar – todos concordam que, no céu, é melhor. Da cozinha do céu não se tem notícia, mas vários livros já foram escritos sobre a comida dos papas (e será que algum papa vai para o céu?). No inferno, com certeza os cozinheiros são ingleses, mas prefiro fish and chips e Christmas pudding em boa companhia à chatice dos beatos pelo resto dos tempos. Outros problemas? Provavelmente. Por exemplo, não vou querer encontrar o Battisti. Nem ele nem os juízes que, a pedido do Sr. Da Silva, o mantiveram no Brasil. Outro que não quero encontrar? É o Bin Laden – acho que não me sentirei à vontade em um mergulho profundo; o Paloffi, nem pensar! Vai tentar explicar a história do caseiro de novo. O Kadafi ainda estava por aqui; portanto, não o incluí por esquecimento. O Ahmadinejad? Também não. Ainda mais com a esquerda brasileira fazendo fila para pedir seu autógrafo. Mas há exceções. Por exemplo, o Lopez Rega eu adoraria encontrar – um sujeito que transforma uma “bataclana” (corista) de cabaré panamenho em presidente da Argentina deve ter muito a contar; e estas são as boas estórias. Desculpem , estou me dando conta que peco pela soberba: não tenho pecados suficientes, nem prestígio, para estar nesta turma que falei. Sobram-me, portanto, duas alternativas: ou aumento meu índice de pecados (mais difícil, com o passar dos anos) ou trato de encontrar alguém que me absolva dos já cometidos – o que não pretendo. Nunca tive dúvida das minhas atitudes. Sempre pequei com convicção. Não vou me expor ao ridículo de confessionários a esta altura da vida. Só o que me faltava! E os meus pecadilhos, em parte, serão absolvidos quando eu disser que, antes de chegar lá, tive de ouvir música sertaneja. Quem sabe, na próxima promessa de fim de mundo, eu deva me consolar com um vulcão de menos prestígio. O Vesúvio, por exemplo? Que está adormecido desde Pompeia e Herculano. O que fazer? Concordarei com um vulcão mais próximo? Onde eu possa chegar com as milhas que sobraram? Quem sabe foi lendo o Viajando por Viajar que a turma lá de cima resolveu fazer o Hudson, aqui do Chile, fumacear outra vez? Eu sei, é mais perto, e um vulcãozinho de segunda – mas quem disse que mereço um de primeira?

Eu sou você amanhã

01 de dezembro de 2011 0

Ficar embriagado com a política não é mais uma metáfora – pelo menos, na Argentina. Quatro “cervejas políticas” foram lançadas, e o peronismo, que já está presente em todos os âmbitos da vida local – em estátuas, murais e ruas –, agora virou bebida. Em homenagem a quem? Só poderia ser a Juan Domingo Perón, sua mulher, Evita, e ao casal Nestor e Cristina Kirchner. O restaurante, para falar a verdade, já existia. Um dos sócios é militante peronista, como a foto reproduzida do Estado de São Paulo mostra. Evita é uma “loira”; como a “Protetora os Humildes”, é leve, mas firme. A 17 de Outubro , uma cerveja robusta que homenageia a data em que Perón foi libertado da prisão, em 1945, trata-se de uma cerveja forte e escura – uma referência à multidão de “cabecitas negras” (denominação dos mestiços do país, que, no passado, era uma expressão discriminatória... e até ofensiva, portanto, ideal para ser usada politicamente); Montonera , uma “pale ale” com um toque de frutos patagônicos (o que não diz absolutamente nada), que dá um tom avermelhado revolucionário à bebida. Ao que se saiba, na Patagônia não há um só fruto não-europeu, inclusive a esferinha escura chamada “calafate”, que, aqui, é chamada “mirtilo”, produzido e exportado pela cidade de Farroupilha. É da família das “berries”, muito comum na Inglaterra – por acaso, pátria dos primeiros colonizadores lá de baixo. Como a família é grande, esta é a “blueberry”. Mas, na política, é sempre assim. - Para arrematar, tem mais uma, a “doble” KK, em homenagem ao casal Kirchner, uma cerveja/scotch extraforte, com 7% de teor alcoólico e tons avermelhados. Narezo, seu criador, diz que ela é poderosa e carregada. O restaurante Perón Perón tornou-se, desde sua inauguração, um dos principais centros de reunião da militância, além de ministros e secretários de Cristina. Mas, como se sabe, boa parte dos argentinos não vive sem vinho, e, portanto, o panteão etílico peronista também conta com El Justicialista , cujo lançamento teve a presença do ministro da economia, Amado Boudou, vice-presidente eleito. Os produtores do vinho afirmam que El Justicialista, produzido em Mendoza, tem um definido sabor de “ militante popular ”, mas, na realidade, é um “blend” sofisticado de Bonarda, Cabernet Sauvignon, Sangiovese e Syrah, uma mistura, bem como a política argentina.

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Hermanos também discordam sobre selo

30 de novembro de 2011 1

Não é só no Brasil que um selo fornecido pelo governo ao setor vitivinícola gera polêmica. A Argentina  declarou neste ano o vinho como bebida nacional. Como contrapartida, a Casa Rosada está querendo que um logotipo exultando a origem dos produtos seja aplicado em todas as garrafas elaboradas no país. As queixas em relação à medida são semelhantes às registradas no Brasil (onde o propósito do selo é combater o contrabando). A obrigatoriedade incomoda principalmente as pequenas vinícolas, preocupadas com custos. Paralela a essa proposta, corre no congresso argentino a discussão sobre a criação de um produto identificado basicamente pelo mesmo logo, que seria vendido em estabelecimentos gastronômicos por um preço mais baixo (mediante a isenção de impostos). Chamado de Vinho para Todos , o programa quer disseminar o consumo em hotéis e restaurantes, onde tradicionalmente as margens de lucro são maiores. Essas garrafas trariam como “detalhe” o nome da vinícola e a variedade. Compartilhar

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Hermanos também discordam sobre selo

Peru com Arte, por Martha Medeiros

11 de novembro de 2011 0

 Zero Hora, 09 novembro de 2011     "Algumas atrações turísticas, de tão fotografadas, frustram a expectativa quando conhecidas ao vivo. Não é o caso de Machu Picchu. Por mais que se tenha visto mil vezes aquela imagem da montanha pontiaguda com as ruínas da cidadela inca a seus pés, nada se compara à emoção ...de estar lá. O Peru é perto, porém pouco visitado por nós. Quem planeja um roteiro cultural e gastronômico, quase sempre elege a campeã Argentina, ou então o Chile, com suas vinícolas e estações de esqui. O Peru? Coisa pra surfista e bicho-grilo. Pois temos hoje um voo direto que liga Porto Alegre a Lima em pouco mais de quatro horas, o que é um convite para expandir nosso conhecimento sobre a América do Sul. Se europeus e asiáticos atravessam oceanos para visitar esse país andino, por que nós, vizinhos, permanecemos indiferentes? Minha viagem se iniciou pela graciosa Cuzco, que foi o coração do império inca. Depois, fomos de trem até Aguas Calientes, num percurso que margeia o Rio Urubamba e que invade a floresta amazônica, proporcionando um visual arrebatador. Desse pequeno vilarejo, saem ônibus a cada cinco minutos que levam a Machu Picchu. Uma vez lá, escolha como entrar em transe. Há os que ficam meditando diante da energia que emana do lugar. Há os que fazem trilhas que os deixam fisicamente preparados para disputar um triatlo. Há quem não consiga parar de clicar – é um dos locais mais fotogênicos do planeta. E há os que emudecem e ficam gratos pela oportunidade de conhecer um pouco mais da história da civilização e por constatar o quão pequenos somos diante de uma natureza tão intimidante. A altitude incomoda, mas não derruba. Folhas de coca combatem o ligeiro mal-estar. Masquei algumas. Muito amargas, troquei por um Trident. O chá é bebível, mas insípido. Sendo ecologicamente incorreta, bom mesmo para não tontear é um infalível comprimido, consulte seu médico. Estivemos de passagem também por Ollantaytambo e Pisac, incrustadas no Vale Sagrado, e mais uma vez ficamos sem fala diante do visual montanhoso. E, por fim, Lima, a única capital sul-americana banhada pelo mar, apesar da água gélida e da areia preta. Se não é nenhuma Ipanema, ao menos tem as espetaculares falésias, que dão um tom dramático ao cenário. E tem o artesanato, as lhamas, a culinária: nunca comi tão bem. Fui por minha conta com amigas que, além de amigas, são profissionais hábeis em reunir um pequeno grupo e proporcionar experiências sensitivas e surpreendentes, como a viagem no luxuoso trem da linha Orient Express, o piquenique sobre uma colina do Vale Sagrado e o tour de bicicleta pelas ruas da capital peruana. Estou falando de Clarisse Zanetello Linhares e Mylene Rizzo , que, em parceria com a Porto Brasil Viagens , organizam essas excursões diferenciadas. São professoras de história da arte, mas o que mais se aprende com elas é ter gosto pela vida."      

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Foz do Iguaçu I

10 de novembro de 2011 0

Depois das publicações sobre as Missões, chegaram vários e-mails, e até telefonemas. Me perguntam se é viável subir de um lado (Brasil) e descer pelo outro (Argentina), e ver todas as Missões. Todas as reduções é complicado, a não ser que você seja um especialista. Há muitas horas, dias, meses e anos de trabalho que hoje estão reduzidos a alicerces e escombros. As pedras eram levadas para fazer fundações nas cidades próximas quanto Foz, Ciudad Del Este e Puerto Iguazu. A visita vale a pena, como toda viagem, mas não pelas Missões. Foz do Iguaçu está longe das Missões e muito longe de ser uma cidade de que goste. Aliás, não conheço cidade que tenha, próxima, uma atração tão grande como as quedas do Iguaçu e as aproveite tão mal. Algumas cidades têm uma atraçãozinha mixuruca, mas, com boa vontade, procuram transformá-la, bem como diz a expressão, de limão em limonada. Pois Foz, a meu ver, faz o contrário: das belíssimas cataratas, transformaram o passeio, de limonada adocicada, em limão amargo. Tem ótimos hotéis, recebem milhares de turistas por mês, convenções aos potes, mas nem eu vi nem nunca ouvi um elogio à cidade. Seria o caso de natureza dez, cidade zero. Sim, cada vez que vou, me encanto com as cataratas e com o zoológico de aves, já no parque das quedas, ótimo, limpo e bem cuidado (o parque e as aves). Não sei a quem pertence, o ingresso tem baixo custo, mas todos são atenciosos e bilíngues, no mínimo, e vê-se à altura dos olhos todos os pássaros da região. Sempre que estou ali, vou visitar também a cidade das bugigangas, no “far west” ao lado. Vou a pé. Na prática, nunca compro nada e volto “p” da vida com o mau uso que fazemos de uma das maiores atrações mundiais . Bagunça, sujeira, gritaria, correrias, e vê-se da ponte os barcos lá embaixo descarregando, no lado brasileiro, pacotes de cigarros. Quando comparo com o que outros fizeram para explorar atrações infinitamente menores, fico duplamente “p” da cara. De todos os amigos que fiz no exterior, há uma constante: todos querem vir ao Brasil conhecer as cataratas do Iguaçu (bem mais que a Amazônia). Quando eles vêm, se encantam com o que a natureza nos proporcionou, e, como gente educada, não falam nada sobre o que nós fizemos e como usamos  o que a natureza nos deu

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Foz do Iguaçu I

De Uruguaiana ao Chile – Parte II

16 de outubro de 2011 0

Na primeira parte deste post eu narrei aqui nossa viagem de carro saindo de Uruguaiana até Mendoza na Argentina . Hoje vou contar para vocês a segunda parte da nossa aventura que vai de Portillo até o oceano Pacífico . Saimos de Mendoza pela manhã e depois de percorrer os 250km que ligam Mendoza a fronteira com o Chile, chegamos em Portillo , famosa e antiga estação de esqui que fica bem perto da fronteira, quase na hora do almoço. A passagem na fronteira hoje em dia é tranquila, mas ainda está presente na minha memória quando passamos de carro por aqui nos anos 80 e dentro do túnel bem na fronteira fomos parados por homens encapuzados ( era pleno inverno) com uma pomada branca no rosto, não sei se para proteção contra o frio ou simplesmente para despertar mais terror do que já sentíamos, a verdade é que eles tinham uma lista de nomes na mão e pediram nossos documentos e depois de fazer muitas perguntas, nos liberaram, duros tempos com toque de recolher em Santiago. Nossa viagem foi em fevereiro, e o Hotel da estação de esqui estava funcionando, o que foi uma ótima noticia, pois não há muitas opções em dezenas de km. Almoçamos muito bem e seguimos nossa baixada até o litoral. A estrada é um zig zag e muitas vezes pode ser perigosa no inverno. Nosso destino na praia era Concon , que fica perto de Viña del Mar , a distância daqui de Portillo até Viña é de 210km. A estrada é bonita e a gente passa por várias plantações de uva, a região perto de Santiago é conhecida pela produção de vinhos. Chegamos a Concon à tardinha e foi uma boa surpresa, mas tem outros lugares melhores para ficar, outras praias mais bonitas e com mais recursos como Reñaca por exemplo, mas como tínhamos estes apartamentos de time sharing, fizemos de Concon nossa base para explorar o litoral. Tem vários lugares a serem explorados, nós aproveitamos um dia meio friozinho e nublado e fomos até Valparaiso , que já é uma cidade bem crescidinha, é um lugar interessante, mas diferente daquela Valparaiso que eu imaginava dos livros de Isabel Allende, e como estávamos mais no espírito de praia mesmo, valeu o passeio que vai serpenteando o mar, mas não nos aprofundamos muito além disso. Uma presença muito forte por essas paragens é a de Pablo Neruda , a mais famosa de suas casas fica em Isla Negra , a 85km ao sul de Valparaíso. Neruda viveu aqui com sua terceira esposa e ambos estão enterrados nesta propriedade. Entrei em uma livraria e comprei um livro dele, ler suas poesias olhando para o vasto oceano me aproximou da alma chilena.  Tem dois lugares que considero os mais legais que estive, o primeiro é a praia de Reñaca que fica ao lado de Viña del Mar, é uma praia jovem, agitada, lembra muito Punta del Leste com aqueles paradouros na beira da praia, muita garotada bonita e pra quem gosta de surfar tem boas ondas que quebram  bem na beirinha.   E a gurizada que estava conosco achou muito importante registrar o pequeno show dado pelas garotas contratadas pala marca Bacardi na beira da praia. Outro dia saimos de Concon rumo ao norte até a praia de Ritoque que é conhecida pelo surf, o dia não ajudou muito mas a estrada é bonita, sempre costeando o mar e lá podemos fazer uma trilha até em cima do morro pra ver os surfistas. A galera do surf. O segundo lugar que recomendo muito é Zapallar , que fica 54km de Concon, é um lugar especial e com um restaurante que o Leonel vai me matar, mas eu vou contar aqui pra vocês, o Chiringuito , onde se come os melhores frutos do mar que vocês podem, ou melhor nem podem imaginar, é de comer ajoelhado para se redimir dos pecados da gula!! Olhem só pra isso !! Nos outros dias fomos a outras praias muito legais e com o preço das coisas bem acessíveis, existe uma variedade enorme de frutos do mar elaborados de muitas maneiras sempre acompanhado de um bom vinho chileno ou até uma caipirinha improvisada .      Foram dias maravilhosos e deixamos o Chile com pesar e torço muito para que o país possa se reerguer o mais rápido possível do trágico terremoto que o abalou neste verão. Nossa volta foi pela cidade de Cordoba na Argentina, uma pérola! Mas isto é assunto para outro post! Bom pessoal aqueles que quiserem saber outras coisa é só escrever que terei o maior prazer em ajudar naquilo que for possível! Deixo vocês com mais este por do sol chileno.            

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De Uruguaiana ao Chile – Parte II

Novidade no mundo dos guias de viagem

12 de outubro de 2011 0

Do alto de meu inglês imperfeito, sempre lamentei o fato de os guias da Lonely Planet não terem versões em português. Não tinham. Passarão a ter. No dia 17 de outubro, a   Globo Livros , em parceria com a Lonely Planet, publicará pela primeira vez oito de seus guias em português, a saber: Argentina Nova York Portugal Praga Berlim Barcelona Istambul Paris Referências entre os viajantes, os guias da Lonely Planet trazem dicas de sites e blogs, entrevistas com especialistas locais e tours indicados por moradores da cidade, destacando não apenas os pontos turísticos já tradicionais. São cerca de 500 guias de 195 países!

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Novidade no mundo dos guias de viagem

Um dirigível sobre as Cataratas

11 de outubro de 2011 0

Estava previsto para a manhã desta terça, mas acabou acontecendo só no final da tarde, em função do mau tempo: o dirigível da New Seven Wonders , que está escolhendo as 7 Novas Maravilhas da Natureza, sobrevoou as Cataratas do Iguaçu . A aeronave, de 40m de comprimento, decolou de Puerto Iguazú às 18h (horário de Brasília),  fez um sobrevoo pelas quedas do Rio Iguaçu e retornou depois de 40 minutos para a base militar da cidade vizinha. O presidente da New Seven Wonders, Bernard Weber, acompanhou a cena de um helicóptero ao lado. O concurso promovido pela New Seven Wonders se encerra no próximo dia 11 de novembro. Até lá, o público pode votar por meio do site votecataratas.com ou enviando uma mensagem de texto para o número 22046 com a palavra Cataratas. O custo da mensagem é de R$ 0,31 mais os impostos. As Cataratas estão entre as 28 finalistas do concurso ( a outra concorrente brasileira é a Amazônia ). Localizadas no Parque Nacional do Iguaçu, na fronteira do Brasil com a Argentina, as Cataratas devem bater recorde de visitação em 2011. Só no lado brasileiro, a expectativa é de que 1,4 milhão de pessoas visitem a atração até o final de dezembro.

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Um dirigível sobre as Cataratas

De Uruguaiana ao Chile – Parte II

10 de outubro de 2011 0

Na primeira parte deste post eu narrei aqui nossa viagem de carro saindo de Uruguaiana até Mendoza na Argentina . Hoje vou contar para vocês a segunda parte da nossa aventura que vai de Portillo até o oceano Pacífico . Saimos de Mendoza pela manhã e depois de percorrer os 250km que ligam Mendoza a fronteira com o Chile, chegamos em Portillo , famosa e antiga estação de esqui que fica bem perto da fronteira, quase na hora do almoço. A passagem na fronteira hoje em dia é tranquila, mas ainda está presente na minha memória quando passamos de carro por aqui nos anos 80 e dentro do túnel bem na fronteira fomos parados por homens encapuzados ( era pleno inverno) com uma pomada branca no rosto, não sei se para proteção contra o frio ou simplesmente para despertar mais terror do que já sentíamos, a verdade é que eles tinham uma lista de nomes na mão e pediram nossos documentos e depois de fazer muitas perguntas, nos liberaram, duros tempos com toque de recolher em Santiago. Nossa viagem foi em fevereiro, e o Hotel da estação de esqui estava funcionando, o que foi uma ótima noticia, pois não há muitas opções em dezenas de km. Almoçamos muito bem e seguimos nossa baixada até o litoral. A estrada é um zig zag e muitas vezes pode ser perigosa no inverno. Nosso destino na praia era Concon , que fica perto de Viña del Mar , a distância daqui de Portillo até Viña é de 210km. A estrada é bonita e a gente passa por várias plantações de uva, a região perto de Santiago é conhecida pela produção de vinhos. Chegamos a Concon à tardinha e foi uma boa surpresa, mas tem outros lugares melhores para ficar, outras praias mais bonitas e com mais recursos como Reñaca por exemplo, mas como tínhamos estes apartamentos de time sharing, fizemos de Concon nossa base para explorar o litoral. Tem vários lugares a serem explorados, nós aproveitamos um dia meio friozinho e nublado e fomos até Valparaiso , que já é uma cidade bem crescidinha, é um lugar interessante, mas diferente daquela Valparaiso que eu imaginava dos livros de Isabel Allende, e como estávamos mais no espírito de praia mesmo, valeu o passeio que vai serpenteando o mar, mas não nos aprofundamos muito além disso. Uma presença muito forte por essas paragens é a de Pablo Neruda , a mais famosa de suas casas fica em Isla Negra , a 85km ao sul de Valparaíso. Neruda viveu aqui com sua terceira esposa e ambos estão enterrados nesta propriedade. Entrei em uma livraria e comprei um livro dele, ler suas poesias olhando para o vasto oceano me aproximou da alma chilena.  Tem dois lugares que considero os mais legais que estive, o primeiro é a praia de Reñaca que fica ao lado de Viña del Mar, é uma praia jovem, agitada, lembra muito Punta del Leste com aqueles paradouros na beira da praia, muita garotada bonita e pra quem gosta de surfar tem boas ondas que quebram  bem na beirinha.   E a gurizada que estava conosco achou muito importante registrar o pequeno show dado pelas garotas contratadas pala marca Bacardi na beira da praia. Outro dia saimos de Concon rumo ao norte até a praia de Ritoque que é conhecida pelo surf, o dia não ajudou muito mas a estrada é bonita, sempre costeando o mar e lá podemos fazer uma trilha até em cima do morro pra ver os surfistas. A galera do surf. O segundo lugar que recomendo muito é Zapallar , que fica 54km de Concon, é um lugar especial e com um restaurante que o Leonel vai me matar, mas eu vou contar aqui pra vocês, o Chiringuito , onde se come os melhores frutos do mar que vocês podem, ou melhor nem podem imaginar, é de comer ajoelhado para se redimir dos pecados da gula!! Olhem só pra isso !! Nos outros dias fomos a outras praias muito legais e com o preço das coisas bem acessíveis, existe uma variedade enorme de frutos do mar elaborados de muitas maneiras sempre acompanhado de um bom vinho chileno ou até uma caipirinha improvisada .      Foram dias maravilhosos e deixamos o Chile com pesar e torço muito para que o país possa se reerguer o mais rápido possível do trágico terremoto que o abalou neste verão. Nossa volta foi pela cidade de Cordoba na Argentina, uma pérola! Mas isto é assunto para outro post! Bom pessoal aqueles que quiserem saber outras coisa é só escrever que terei o maior prazer em ajudar naquilo que for possível! Deixo vocês com mais este por do sol chileno.            

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De Uruguaiana ao Chile – Parte II

Perros hermanos.

04 de outubro de 2011 0

É bom ler jornais de outros lugares. E se vê que alguns problemas não são só nossos, mas existem até em cidades que adoramos – Paris, por exemplo. Agora, estou lendo que, na vizinha Buenos Aires, os cocôs nas calçadas são um problema; em quase todo o mundo, na verdade. É que, na capital portenha, existem 450.000 perros , um para cada seis habitantes. Não sei como os contaram, mas sabem que os cães portenhos deixam 3 toneladas/dia de dejetos, para ser preciso (2,85 kg por quarteirão). Três toneladas é um caminhão médio de cocô produzido pelo melhor amigo do Homem, que, em média, deve pesar uns 10 kg. Os Dachshund andam por volta dos 7 ou 8 kg, mas, é claro, existem os Chiuauas e Mastim Napolitanos. Diz, também, o artigo que, multiplicando, somando e dividindo, representam 12.775 toneladas/ano. Diz mais o Jornal: que o peso dos cocôs é 20% superior ao da torre do Sr. Eiffel! Aí me assustei . E é claro que um portenho não faria uma comparação com nada menos que o mais popular dos monumentos do mundo. Até acho injusto; bem que poderiam comparar com o peso do Monumento ao Palito, que alguns chamam de Obelisco. Ora! Com a maravilhosa carne que se come na Argentina, nada mais justo que uma homenagem a ele: o Palito . Mas… quanto pesa o superpalito? Acho que ninguém sabe, mas eles têm maravilhosos cafés para embalar discussões sérias como esta. Acrescenta que recolher cocô é obrigatório, mas que poucos o fazem. Nem os que trabalham passeando cachorros. Fiquei surpreso: nem eles? E comecei a pensar no problema gerado aos nossos prefeitos pelos nossos amigos de quatro patas e também pelas soluções que uma cidade tem que enfrentar. Nunca imaginei, por exemplo, ter que remover por ano uma Torre Eiffel ou um Obelisco de cocôs, escolha o que quiser. Hoje eu fazia minha caminhada na frente do Barra e vi o conjunto de canos que estão sendo submersos 7 ou 8 metros abaixo do nível da água. Não há dúvida que a cidade será melhor, mais limpa, menos contaminada, mas, com o dia de sol, também pensei que o verão vem aí e nas nossas praias , etc. Se um cãozinho pesa uma média de 10 kg; a média dos humanos deve andar pelos 60 kg, pois tem aquelas magras anoréxicas, mas tem também as gostosas e rechonchudas. Será o peso dos dejetos proporcional? E como fica aquela bucólica praia que passa de 10/15.000 almas para 300/400 mil nos meses de verão? E os fins de semana? Um dia faço as contas. Nota: Desculpe, não era assim que eu pretendia terminar. Longe de mim comprometer o seu veraneio, mas, na verdade, cabe a nós, a todos nós, lembrar que obras no litoral podem render votos também longe das águas salgadas.

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Perros hermanos.

Cavalgadas na Argentina e no Canadá

02 de outubro de 2011 0

Vai até amanhã, dia 3 de outubro, a exposição Cavalgada dos Extremos, de Eduardo Rocha , que mostra a passagem de um grupo de cavalarianos gaúchos pela Argentina e pelo Canadá. É no Moinhos Shopping , em Porto Alegre. Eles já foram motivo de outros posts aqui.

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Cavalgadas na Argentina e no Canadá

Pessoas, a melhor tradução de uma cultura.

01 de outubro de 2011 0

Uma das coisas que mais me fascinam nas viagens, são as pessoas. Quando viajamos os estrangeiros somos nós, e uma das melhores maneiras de entender a cultura alheia é observar a sua gente. Como reajem ao seu sorriso, à sua presença. No nosso curso quando falamos para as pessoas sobre como tirar o melhor proveito de uma viagem, um conselho que eu sempre dou é que em alguma parte do roteiro elas contratem um guia local, não só para aprender que esta mesquita foi construida no século tal, que este quadro foi pintado por Vasnetsov e todas estas informações que vem de bonus, mas principalmente, para podermos conhecer os meandros desta cultura que se apresenta a nossa frente. Sempre lembro da primeira vez que estive na Russia, imaginem um pais que esteve num regime fechado por 70 anos, praticamente isolado , eu queria saber tudo, como estavam convivendo com o novo sistema, como era não ter religião, como eles se sentiam por não poder viajar além das fronteiras da Sibéria, estas conversas são muito ricas,  são as mais interessantes. Outra coisa  é sentar em um café qualquer de uma rua movimentada e observar o movimento das pessoas e se possível fotografá-las, pessoas são a melhor tradução de um pais, pensando nisso hoje eu trouxe para vocês aqui no blog uma seleção destes meus garimpos humanos pelo mundo, espero que vocês curtam! Norte da India Ayutthaya, Tailândia Chefchauen, Marrocos Cairo, Egito Mendoza, Argentina Libéria, Costa Rica Deserto Erg Chebbi, Marrocos Chang Mai, Tailândia Lima, Peru Madrid, Espanha San Martin de los Andes, Argentina Capadócia, Turquia Angkor, Cambodja Kostroma, Russia Neuburg, Alemanha Chang Mai, Tailândia Parque Kruger, Africa do Sul Sien Reap, Cambodja Eichesttat, Alemanha Florença, Itália Esteio, Brasil Marrakesh, Marrocos Cairo, Egito Paris, França Chang Mai, Tailândia

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Festival de bonecos na Serra

29 de setembro de 2011 0

O Festival Internacional de Bonecos de Canela acompanha a primavera neste ano: o evento, tradicionalmente em junho, tem a edição 2011 na estação das flores. A abertura acontece no fim desta tarde, às 18h30min, na Praça João Correa, centro da cidade. No palco estará o grupo Cia Teatro Lumbra de Animação, de Porto Alegre, com o espetáculo  Bolha Luminosa. De sexta a domingo, espetáculos nacionais e internacionais – da Rússia, Espanha e Argentina – invadem a cidade. Confira aqui a programação. Os ingressos custam R$25 e podem ser adquiridos no site ou na Fundação Cultural de Canela. No sábado, às 18h30, tem desfile aberto, com saída da Catedral de Canela. Na sequência, a banda mineira Pato Fú faz show no Teatro Municipal. Para o show, o ingresso custa R$65.

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Fotos 180 graus de Buenos Aires, a charmosa capital da Argentina

21 de setembro de 2011 0

Munido com uma lente 10.5 milímetros olho de peixe, 180 graus, o diagramador e fotógrafo Fabio Moretto foi sozinho desbravar Buenos Aires. Com a ajuda do Mapa Interativo 2.0 de Buenos Aires , explorou os clássicos da capital argentina e arriscou-se em outros programas mais alternativos. O Mapa Interativo , inclusive, é uma ótima ferramenta pra encontrar lugares, descobrir horários de transporte público, informações sobre museus e outras atrações. Tem até dados sobre hospitais, delegacias e outras emergências que se espera não entrar durante a viagem, mas nunca é demais saber. O Fabio ficou hospedado no Hostel Ritz , bem localizado, limpinho, a preço acessível, próximo de quase tudo, o que ajuda a economizar no táxi (que por lá é barato, ok, mas caminhar sempre permite surpreender-se com um prédio histórico, um parque convidativo e artistas de rua). Abaixo, algumas fotos bem legais feitas por ele em Buenos Aires . Buenos Aires (Foto: Fabio Moretto) Obelisco, Buenos Aires (Foto: Fabio Moretto) Praça de Maio, Buenos Aires (Foto: Fabio Moretto) Cemitério da Recoleta, Buenos Aires (Foto: Fabio Moretto) Revoada em Buenos Aires (foto: Fabio Moretto) Casa Rosada, na Praça de Maio, em Buenos Aires (foto: Fabio Moretto) Os parques de Palermo, em Buenos Aires (foto: Fabio Moretto) Feirinha de San Telmo, Buenos Aires (foto: Fabio Moretto) Livraria El Ateneo, em Buenos Aires (foto: Fabio Moretto) Um clássico café com alfajor na capital argentina (Foto: Fabio Moretto) La Bambonera, Buenos Aires (Foto: Fabio Moretto) As casinhas coloridas do Caminito, em La Boca (Foto: Fabio Moretto) Os artistas de rua em Buenos Aires (foto: Fabio Moretto) Noite em Buenos Aires (Foto: Fabio Moretto) A cerveja mais pedida de Buenos Aires (Foto: Fabio Moretto) E, como não podia deixar de constar, o tango de cada esquina (Foto: Fabio Moretto)

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