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Posts na categoria "Bonito"

Budapeste - duas cidades unidas por um rio. Por Luciano Terra

06 de dezembro de 2011 0

Como bons viajantes já tínhamos o roteiro de ônibus e depois metrô até o nosso hotel e essa tarefa foi extremamente fácil, já que tudo é muito bem sinalizado. O primeiro estranhamento, sendo este o primeiro país do leste europeu que visitamos, foi das estações antigas do metrô e da ausência de controle e de roletas na entrada das mesmas. Um “quê” de civilização que não estamos acostumados por aqui. Instalados no hotel partimos para a melhor parte de toda viagem: desbravar um novo território. Início de noite e saímos a caminhar sem rumo pelas redondezas e ao final de uma grande avenida nos deparamos com uma estação de trem fantástica (que mal sabíamos seria nela que tomaríamos o trem ao final da visita rumo a Viena), nela descobrimos que ali foi uma das paradas do tão famoso Expresso do Oriente que ligava Paris a Istambul em tempos idos. Uma jóia da arquitetura e um charme a parte no leste Europeu. Já que falamos em charme a primeira noite foi encerrada com um cafezinho no mais que charmoso café New York , do Hotel New York Palace que por acaso ficava nas proximidades de nosso hotel e que é considerado um dos 10 cafés mais bonitos do mundo. Hotel New York Palace PRIMEIRA MANHÃ EM BUDAPESTE – AVENIDA ANDRASSY   Budapeste na realidade são duas cidades unidas por um rio: o Danúbio. De um lado Buda, do outro Peste . No lado de Peste as avenidas  partem do rio e dirigem-se aos arcos da cidade, cruzando bulevares são raios de uma roda gigantesca. Esse sistema também se encontra no lado de Buda , porém não de forma tão clara. Vista de Peste a partir do Palácio Real Vista de Buda Uma dessas avenidas de Peste é a Avenida Andrássy que liga o centro ao parque Municipal. Sendo assim, em uma manhã nublada e fria pegamos o metrô na estação ao lado de nosso hotel rumo ao final dessa avenida para iniciarmos o nosso passeio de volta pela superfície. A nossa estação final seria a Széchenyi Fürdö (sim, vá acostumando com os nomes, você terá que checar no mapa pelo menos umas três vezes para conseguir assimilar as palavras. Sobre a pronúncia? Esqueça, se você nunca teve aulas de húngaro não fará a mínima idéia. Use o bom senso e dê muitas risadas nessa comunicação quase impossível!) que fica dentro do parque Municipal . O parque Municipal é o maior parque público de Budapeste e, a mais de 250 anos, é o local preferido das pessoas. Ele é repleto de prédios históricos, restaurantes típicos, zoológico, circo, parque de diversões e as termas de Széchenyl que aproveita as fontes termais de 74 C que aqui brotam da terra. Em dias frios você pode ver o vapor saindo das águas dos laguinhos do parque. Em frente às termas está o Castelo de Vajdahunyad (Vajdahunyad vára) construído em 1896 para ser o Pavilhão da História . Em frente a esse castelo há um lago que no verão é utilizado para andar de barco e no inverno para patinar no gelo. Como pegamos o começo da primavera o mesmo estava seco na transição de uma função para a outra (teremos que voltar no inverno para patinar!). Castelo de Vajdahunyad Saindo do parque em direção à avenida Andrassy chega-se a um dos principais cartões postais de Budapeste: a praça milenária ou Praça dos Heróis (Hösök tere). Lembra da foto na Zero Hora lida no avião? Então, este foi o cenário da mesma. Praça dos Heróis A praça dos heróis é um imenso espaço aberto ladeado por dois museus (Museu de Belas Artes e Sala de exposições) com prédios fantásticos e super bem cuidados que valem a visita, e ao fundo por um monumento espetacular aos heróis húngaros.  No centro desse monumento há um obelisco de 36 metros de altura dedicado à glória. Em cima o arcanjo Gabriel levanta os símbolos do reino húngaro. Há ainda duas colunatas de 85 metros de largura onde sucedem-se os reis, governadores e os revolucionários mais importantes do país. Em cima, nos pontos extremos da colunas, podemos ver quatro conjuntos de estátuas alegóricas de bronze representando o Bem Estar, a Guerra, a Paz e a Sabedoria. Representação da Guerra Vendo tamanha beleza não pude deixar de imaginar como terá sido nos tempos de submissão ao bloco soviético, onde os comunistas espalharam estátuas gigantescas, e de mau gosto, por todas as partes representando o trabalho, Lênin e tantos outros símbolos da URSS. Essas estátuas precisavam ser gigantescas para mostrar ao povo que o governo tinha a força e o cidadão era apenas um ser minúsculo e que tinha apenas que se submeter aos seus mandos e desmandos. E aí entra uma das grandes curiosidades de Budapeste.  Esta foi a única cidade a preservar algumas dessas estátuas, não em seus lugares de origem, mas em um parque afastado que falaremos mais adiante. Deixando a praça dos Heróis no sentido oposto ao Parque Municipal , entra-se na Avenida Andrassy , uma das principais vias de Budapeste e local de reunião da aristocracia, de prédios históricos, praças e rara beleza. Caminhar por essa avenida nos remete diretamente ao passado e sentir a atmosfera nostálgica aflora sentimentos, que aliados ao conhecimento da história do local, ambíguos, de dor, saudade e paz. Não tem como não se imaginar em tempos idos, durante a primeira e a segunda guerras, lembrar dos nazistas, dos comunistas e sentir o que este povo deve ter passado em todos esses anos. Porém, também imaginar como se sentem agora, livres de toda essa opressão de anos sem fim, de censura total e irrestrita. A Avenida Andrassy é assim: prédios fantásticos, com fachadas que são obras de arte, casas impecáveis e praças históricas perfeitamente bem cuidadas. Em um primeiro momento uma avenida residencial, porém que vai se tornando mais agitada e comercial à medida que vamos nos aproximando do centro. Nela está a Ópera Nacional da Hungria ( Magyar Nemzeti Operaház ) prédio pomposo do final do século XIX. Entretanto, para mim, o ponto alto desta avenida está em um prédio chamado: CASA DO TERROR , conto para vocês no próximo post.  Ópera Nacional da Hungria

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Budapeste – duas cidades unidas por um rio. Por Luciano Terra

Alguém se arrisca?

05 de dezembro de 2011 0

Algumas fotos de estradas da Argentina enviadas por Cid Martins. Ele recebeu as fotos de um viajante que andou por lá agora no inverno. Viagem em meio a muita neve… O mais longe onde andei de carro na Argentina foi em Puerto Iguazu, que fica ao lado de Foz do Iguaçu. Aliás, o lado argentino das cataratas é bem mais bonito…

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Alguém se arrisca?

Uma estrada bonita mas perigosa

03 de dezembro de 2011 0

Esta foto do site G-1 é da BR-262 no Espírito Santo, onde ocorreu o deslizamento. Clicando no link acima estão todas as informações. Passei pela região em dezembro de 2006, numa viagem de quase 12 horas de Belo Horizonte a Vitória. O pior trecho é na saída de BH, com grande movimento de caminhões disputando cada metro do asfalto. Depois do entroncamento com a BR-116, ainda em Minas, o trânsito cai em 70 % mais ou menos e a viagem fica bem tranquila. O trecho da foto, na descida da serra em direção a Vitória é um dos mais bonitos. Há plantações de café nas encostas. Do Espírito Santo desci pelo litoral até Búzios e depois para o Rio e São Paulo. Bela viagem, aquela.

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Uma estrada bonita mas perigosa

O Cais Mauá, até que enfim...

01 de dezembro de 2011 0

Gostei de ler o que foi escrito pelos engenheiros, arquitetos e empreendedores. É claro que todos iremos frequentar o pós-muro, que, pelo sim pelo não, vai ficar … e bonito .  Se ele deve ficar? Acho que sim. Vi, na semana passada, algumas cidades milenares italianas, alemãs e até suíças cujas ruas se tornaram rios por algumas horas, levando carros, casas e pontes, e alguns italianos – todos surpresos – comentando: “ Há 100 anos isso não acontecia. ” Portanto, antes que você diga que nós não temos montanhas, vales e degelo que possam provocar o que vimos na TV, eu lembro primeiro: é uma coisa para técnicos, e não curiosos palpiteiros como eu, e, provavelmente, você decidirmos . Além disso, o muro será uma proteção para quem estiver dentro do complexo – novamente, como você e eu. Aí poderemos, sem medo, sentar em mesas de calçadas, ver lojas com produtos expostos, mostras de rua, etc., e não mais disfarçar com frases de efeito dizendo: “calçadão no Brasil não funciona”. Funciona sim. Nós é que não os cuidamos, nós é que não os policiamos. Nós é que deixamos os marginais saírem da delegacia antes de quem vai junto fazer a queixa. Nós é que permitimos que a gangue das gordas continue roubando todos os dias, o dia todo, nas lojas do centro da cidade. Não são os calçadões que não funcionam… somos nós que permitimos. “Dentro do muro” estaremos mais protegidos, como em nossas douradas jaulas domésticas! Com ar condicionado, TV e, às vezes, até piscinas, mas entre grades.

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O Cais Mauá, até que enfim…

Projeção interativa: atração de cidade grande em Blumenau

27 de novembro de 2011 0

Nesta sexta-feira, 26 de novembro, Blumenau viveu uma noite típica de cidade grande, ou melhor, promoveu uma atração que agradaria qualquer turista que visitasse São Paulo, Milão, Berlim ou Nova York. Estava bem aqui, ao nosso alcance, e arrancou suspiros, aplausos, gritinhos encantados. A fachada da Fundação Municipal de Cultura recebeu a projeção interativa , que contou a história do prédio que já foi prefeitura e pegou fogo em 1958. Além de ser bonito por si só, ainda é uma forma de valorizar o Centro Histórico de Blumenau, tão esquecido. A projeção interativa trabalha com imagens em 2D e 3D para contar a história interagindo com a fachada do prédio. Pra quem perdeu, a boa notícia é que o organizador da projeção interativa , Rodrigo Moreira, tem na agenda mais seis apresentações na cidade, programadas para 2012, ao custo aproximado de R$ 50 mil cada. Garanto: vale a pena o município e a iniciativa privada investirem pra viabilizar um projeto diferenciado, que garante a Blumenau uma atração de primeiro mundo para entreter moradores e atrair turistas. Duvida que seja tão legal assim? Então confere o vídeo feito pela colega Rafaela Martins, do Jornal de Santa Catarina: > > > > > Confira mais informações sobre a projeção interativa .

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Projeção interativa: atração de cidade grande em Blumenau

Alfonso Abraham

24 de novembro de 2011 0

Estamos todos de parabéns. O fotógrafo Alfonso Abraham lança uma série de gravuras de Porto Alegre, mas, como a reprodução é fotográfica, tudo ficou mais bonito, as cores intensificadas e os preços muito, muito acessíveis, especialmente nesta época de pré-natal, um souvenir oportuno para quem não é daqui e que pode resolver aqueles impasses ”o que é que dou ao fulano/a? ele/ela tem tudo” . O tamanho é 30 x 40, e a impressão, simplesmente, é excelente. Além disso, o Espanhol usou os recursos técnicos de hoje não para melhorar bocas e peitos, mas para limpar a nossa cidade. Por exemplo, você olha para os nossos cartões postais e não vai ver nenhuma pixação, nenhum hieroglifo daqueles detestáveis, mas que vão, às vezes, até o terceiro ou quarto andares e que alguns chamam de arte de rua – ora, existe arte de rua e existem pichações vulgares. Outra vantagem: elas são entregues em tubos com tampa, ou seja, podem ser enviadas sem grandes cuidados. É inédito no Brasil e já conta com vários pontos de venda – um deles, que eu lembro, é na Casa de Cultura Mário Quintana, que todos sabem onde é. Os interessados podem entrar em contato com o próprio, em Porto Alegre, pelo telefone (51) 9176-0473. e eu vou perguntar para ele os outros endereços e postar.

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Alfonso Abraham

No dia dedicado aos Finados, a sugestão não poderia ser nenhuma outra

02 de novembro de 2011 0

Finados pra mim nunca foi sinônimo de tristeza. Sempre soube que era dia de venerar os mortos. Mas acho que minha porção mexicana ( no México, há doces, flores e catrinas por todo lado ) sempre fez dele um dia de festa. Talvez por ter aprendido a encarar a morte da mesma forma que o nascimento . Era levada pela mão, pequenininha, para um e para outro. Pai e mãe nos levavam pela mão tanto à maternidade quanto ao cemitério. Desde cedo aprendi que quando se nasce, já se começa a morrer. Não que a morte me agrade, já ressalvo. E dia de Finados era dia de ir ao cemitério, de correr entre os túmulos com meus primos, de ir do cemitério da Linha Zanella, onde estavam os avós paternos, ao de Dr. Ricardo, onde foram enterrados os maternos. E por entre os túmulos íamos escolhendo quais eram os mais bonitos, os entes mais queridos, pela quantidade de flores, os ditos mais interessantes nas lápides, fazíamos cálculos precisos dos anos que a pessoa havia vivido, sua origem… Era uma descoberta. Perdi meus pais num curto período de três meses , já adulta, e obviamente isso resultou em uma dor e uma saudade imensas. Mas ainda assim o cemitério não virou sinônimo de tristeza. Nem pra mim, nem para meus irmãos. Escolhemos, para colocar no jazigo, uma foto em que estão os dois juntos, sorrindo à larga, de mãos dadas. Todo mundo que passa acha estranho. Mas há 15 anos só vamos substituindo a foto por uma nova. Meu irmão mais novo, quando ainda morava na cidade, costumava ir tomar chimarrão ao pé do túmulo, no domingo de manhã, como fazia quando eram vivos, e aproveitava para repassar a semana em pensamento, como se a narrasse para eles. Por isso nunca passo longe de cemitérios. Aliás, quando posso, até os procuro. Gosto do que se chama de arte cemiterial, das esculturas, das lápides… Por isso, nesse dia, a dica é: visite cemitérios. No ano passado, no dia 3 de novembro, estive num dos mais famosos do mundo, o Pere Lachaise , em PARIS. Fiquei horas e horas e só fui embora porque começou a chover. Inaugurado em em 1804, seu nome é uma homenagem ao padre François d’Aix de La Chaise (1624-1709),o Père La Chaise (o padre La Chaise), confessor do rei Luís XIV da França. Estão ali enterrados escritores e poetas como Balzac , Oscar Wilde, La Fontaine, Proust; músicos como Maria Callas, Chopin, Piaf e Jim Morrison (um dos túmulos mais procurados); e atores e cineastas como Sarah Bernhard, Molière, Marcel Marceau,Maria Schneider… É um passeio pela história, pela música, pelo cinema, pelas artes. Esse painel homenageia os mortos no acidente da Air France. E havia também, quando eu visitei, uma exposição fotográfica com cemitérios do mundo inteiro. Fotografei o único representante brasileiro, neste painel. OUTROS TÚMULOS E CEMITÉRIOS FAMOSOS, esses selecionados pelo site Adoro Viagem . Al Capone , o mafioso ítalo-americano, no cemitério de Monte Carmelo, no subúrbio de Chicago. O cineasta Federico Fellini está no cemitério de Rimini, na Itália. Eva Perón , no cemitério da Recoleta, em Buenos Aires. Elvis Presley foi enterrado em Graceland, mansão onde vivia, junto com seus familiares, em volta de uma fonte no jardim da mansão. Karl Marx foi enterrado em Londres, no cemitério de Highgate. O corpo de John Lenon foi cremado e entregue a sua mulher Yoko Ono, mas um memorial chamado Strawberry Field Forever, com a inscrição Imagine, pode ser visitado no Central Park, próximo ao edifício onde viveu e foi assassinado. E esta semana meu irmão mais velho me chamou a atenção para um cemitério da aldeia romena de Sapanta , com coloridas pinturas e epitáfios emocionados que contam a história de cada pessoa enterrada ali, um costume iniciado por um morador chamado Stan Ioan Patras, que foi quem esculpiu a primeira lápide com essas características, em 1935, e chegou a fazer mais de 800 até morrer, em 1977.

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Os pessegueiros da Serra

01 de novembro de 2011 0

A Serra Gaúcha não é apenas grande produtora de uvas e vinhos. A região também é conhecida pela produção de frutas, como o pêssego, além do figo. Só um passeio de carro pela região permite conhecer de perto tudo o que a Serra oferece. A título de curiosidade: já postei fotos de pessegueiros de Pinto Bandeira e um leitor mandou uma mensagem dizendo que eles ficam mais bonitos na primavera e no verão. Pois voltei à região e percebi que as árvores estão brotando. fotos: arquivo pessoal Quem pega a estrada de Bento para Pinto Bandeira, ou segue em direção à Nova Roma do Sul a partir da RS-122, percebe muitos pessegueiros pelo caminho. As fotos acima foram tiradas na Vila Jansen, em Farroupilha. O pêssego é uma das culturas da região, assim como os vinhedos. Na estrada de Nova Pádua até o Belvedere dos Sonda também são vistos muitos pessegueiros. Há poucas semanas as árvores estavam assim: Agora já estão assim: É por isso que vale a pena fazer um passeio por Nova Pádua, Flores da Cunha e Otávio Rocha.

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Os pessegueiros da Serra

Assim são os caminhões australianos…

28 de outubro de 2011 0

A colega Cristiane Fernandes aqui da Gaúcha recebeu por email essas fotos de caminhões temáticos da Austrália. Quem viaja de carro pelas estradas australianas pode topar com alguns deles. Aqui no Brasil os caminhões são os vilões das estradas. Lá, pelo menos eles são esteticamente mais bonitos… Para encerrar, um ônibus diferente. Claro que na Austrália as estradas são melhores, as leis de trânsito devem ser mais rígidas e a punição aos infratores também. Já aqui no Brasil… Bem, chegando mais um fim de semana de folga é hora de se preparar para nova viagem. Vou conferir o restaurante do Belvedere dos Sonda em Nova Pádua, às margens do Rio da Prata. E aproveitar para um passeio por cidades da região. Flores da Cunha, Bento, Pinto Bandeira, Carlos Barbosa e o distrito de Otávio Rocha, além de Caxias…

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Para o final de semana, Rota Germânica

28 de outubro de 2011 0

Quem dá a dica de lugar para ir no final de semana é o colega jornalista de Lajeado Thiago Stürmer. A dica do Thiago é a ROTA GERMÂNICA , que completou 10 anos de existência nesta semana. Ela é composta por 15 propriedades rurais e de recantos e paisagens do VALE DO TAQUARI , que fica a cerca de 100 quilômetros de Porto Alegre. Um dos lugares mais visitados é a Lagoa da Harmonia , em Teutônia , o da foto. Eu estive ali, há um bom tempo . Há restaurante no local onde é servido almoço com culinária alemã no final da semana (não posso recomendar a comida, por que já faz muito tempo mesmo), mas o lugar é muito bonito e dá para fazer um piquenique, se não quiser arriscar o cardápio alemão. O colega Marcos Hoffman, do Viajando de Carro, também escreveu sobre a rota.

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Difícil visitar ponto turístico assim

26 de outubro de 2011 0

Este é o estado em que está a parte asfaltada da estrada que leva ao Salto Ventoso em Farroupilha. Imaginem então a parte sem asfalto… Vi essa foto numa matéria no ótimo site da Rádio Viva , da serra gaúcha. Assim fica difícil visitar a região. O Salto Ventoso é um dos lugares mais bonitos da Serra. Farroupilha também é conhecida como a capital das malhas. Ótimo lugar para fazer compras.

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Difícil visitar ponto turístico assim

Em Curitiba, a cave ao lado do mercado

24 de outubro de 2011 0

Visitar mercados públicos é um hobby. E eu não cozinho… Fico imaginando se cozinhasse… Acho que seria mais do que um hobby, um vício… Gosto muito do de CURITIBA, do qual já falei aqui . Pois na minha última visita à capital paranaense, em setembro, estava saindo do mercado público, onde passei parte da manhã e almocei, quando dei de cara, do outro lado da rua, com a Cave & Empório Família Scopel . Saí dali sem levar nada, só visitei. Mas dá vontade de carregar tudo. Tem mil metros quadrados, com mais de 2,5 mil rótulos de vinhos e cervejas, queijos, salumeria, especiarias, utensílios de cozinha, especialmente panelas… É um lugar bonito, que vale a pena conhecer, no mínimo como extensão da visita ao mercado. E, quem sabe, pode ser uma dica pra se comprar coisas gostosas pra um piquenique num dos muitos parques de Curitiba.

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Em Curitiba, a cave ao lado do mercado

TERRA À VISTA – SAINT THOMAS!

11 de outubro de 2011 0

Navegando no Caribe por Luciano Terra parte II Depois de um dia e duas noites navegando rumo ao sul avistamos os primeiros pássaros que indicavam que logo avistaríamos terra, ficamos emocionados e imaginando como deve ter sido essa chegada na época do descobrimento, onde, após muitas semanas quase sem comida e água, os primeiros navegadores aportaram por aqui. A descoberta do novo mundo deve ter sido emocionante para eles! Para nós foi! No “tempo do navio”(explico: o horário do navio era o mesmo do Cabo Canaveral, porém o de algumas ilhas era uma hora de diferença) passavam das 10 horas da manhã quando avistamos a primeira ilha! Nosso destino era a ilha de Saint Thomas, nas Ilhas Virgens Americanas, porém antes avistamos a Ilha de Saint John e depois a Ilha de Saint Croix , que também fazem parte do mesmo arquipélago. A Ilha de Saint Thomas é famosa por ter sido palco de Piratas por muitos anos e pudemos constatar o porquê disso chegando à ilha. A baía de entrada é super fechada e perfeita para um esconderijo, tanto de piratas quanto de navios mercantes daquela época (depois pudemos constatar que nessa mesma ilha há outras baias tão fechadas quanto). Com tudo isso fomos obrigados a nos remeter para a época áurea dos piratas e imaginar como tudo deve ter acontecido. Aportar em lugares não antes conhecidos têm sido um dos pontos altos da viagem. Parecemos duas crianças soltas em um parque de diversões com cartão ilimitado. A primeira visão de terra geralmente é feita da sacada da nossa cabine e logo saímos a toda para o alto do navio, para termos uma visão de 360 graus e ao ar livre, então, do alto do 12º. andar, deliramos com as paisagens de cartão postal para todos os lados (vale ressaltar que não somos os únicos e que o topo do navio fica lotado de crianças como nós dos 02 aos 90 anos). Esse espírito infantil faz toda diferença em qualquer viagem, ficar deslumbrado com alguma paisagem, como uma igreja magnífica, com uma obra de arte, com tudo que é bonito e feito para alimentar nossos olhos e nossa alma. Se não houver esse encantamento a viagem perde um pouco o sentido. Uma viagem de férias se resume a apenas alguns dias ao ano, porém quem tem esse encantamento pueril nesses dias, com certeza o terá na vida do dia a dia e isso irá fazer a diferença em sua viagem por este mundo. Nesta viagem algumas crônicas da Martha Medeiros têm me feito refletir sobre muitas coisas. Em uma delas ela diz o seguinte: “Quando alguém me diz “como você tem sorte”, penso que tenho mesmo. Mas não a sorte de receber tudo caído no colo, e sim a sorte de ter percebido a tempo que nosso maior inimigo é a falta de humor. Sem humor, brota o preconceito para tudo que é lado. A gente começa a ter mania de perseguição, qualquer coisa parece difícil e uma discussãozinha à toa vira um dramalhão. Prefiro escalar uma montanha a viver dessa forma cansativa. Espírito aberto. Caso você não tenha recebido gratuitamente na sua herança genética, dá pra desenvolver por si próprio”. Sendo assim viva da maneira mais leve possível e se permita o encantamento pelas pequenas coisas, por um por do sol maravilhoso, por uma lua cheia brilhante, por uma criança com um balão colorido, por um vento gostoso no rosto. Somente assim sua “viagem” será surprendentemente suave e feliz. A ilha de Saint Thomas é repleta de contradições, do caos do trânsito, ainda em mão inglesa apesar de os carros já serem no formato do resto do mundo, à maravilhosa Magens Bay , das belezas naturais a um certo “clima” de hostilidade da população local, um dia escravizada por espanhóis e hoje “colônia” americana. Somando-se e subtraindo-se todos os seus lados, podemos dizer que vale a visita e que essa ilha do caribe é surprendentemente encantadora. Por outro lado, mesmo que todo o resto fosse um caos, feio e sujo, o que não é, a visita já valeria pela imagem do alto de um dos seus morros da tão famosa Magens Bay. Descrevê-la em palavras é complicado, porém imagine um super recipiente onde você joga tinta verde escura, branca, azul e um pouquinho de preta (para dar a sombra das nuvens) e com um pincel você mistura levemente todas essas cores deixando um mesclado de verde claro, verde escuro, um leve tom de azul e alguns pontos mais negros que vão mudando de formato suavemente. Aliado a isso uma península repleta de mansões, uma outra ilha ao fundo e toda uma mata fechada ao redor! Se você conseguiu imaginar um pouquinho pode ser que tenha feito juz ao lugar, porém só realmente vendo para ter essa emoção. Ao chegar lá embaixo você ainda encontra uma praia de águas transparentes e sem ondas convidando para um mergulho e um nado gostoso. Com certeza você irá se encantar como nós. Após um dia repleto de atividades, turismo, novas praias, nova cultura, voltamos à nossa realidade atual: navegar, navegar… Esse contraste entre duas realidades completamente diferentes e velocidades mais distintas ainda, faz com que tenhamos um certo choque, como se viéssemos de um mundo paralelo e caíssemos em um outro completamente diferente. A sensação como navegador de primeira viagem é como se estivéssemos em uma nave atemporal, onde entramos, programamos e lá vamos nós para outro lugar distinto. Isso tudo porque quando estamos dentro do navio, tirando o leve balançar que nos faz perder levemente o equilibrio em alguns momentos, é como se estivéssemos em terra firme. Aqui assistimos a espetáculos maravilhosos em um teatro muito maior do que muitos que já fui, jogamos em um cassino, dançamos em boates maravilhosas e frequentamos restaurantes internacionais de respeito. A vista de um oceano sem fim, de entardeceres magníficos, de luares de tirar o fôlego e de uma brisa suave e gostosa são meros detalhes que fazem uma imensa diferença, porém que nos fazem sentir mais ainda em um lugar sem tempo, sem referências. Onde estou agora? Não faço a mínima idéia! E isso importa? Nem um pouco. Sabemos que estamos indo para o nosso destino final e isso é que importa. O que nos resta é aproveitar a viagem e curtir cada momento antes da chegada. Aproveitar os momentos em cada parada, receber a adrenalina que vem com o novo, com as novas experiências e voltar para esse suave navegar. Alguma semelhança com a vida?!!

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TERRA À VISTA – SAINT THOMAS!

TERRA À VISTA – SAINT THOMAS!

05 de outubro de 2011 0

Navegando no Caribe por Luciano Terra parte II Depois de um dia e duas noites navegando rumo ao sul avistamos os primeiros pássaros que indicavam que logo avistaríamos terra, ficamos emocionados e imaginando como deve ter sido essa chegada na época do descobrimento, onde, após muitas semanas quase sem comida e água, os primeiros navegadores aportaram por aqui. A descoberta do novo mundo deve ter sido emocionante para eles! Para nós foi! No “tempo do navio”(explico: o horário do navio era o mesmo do Cabo Canaveral, porém o de algumas ilhas era uma hora de diferença) passavam das 10 horas da manhã quando avistamos a primeira ilha! Nosso destino era a ilha de Saint Thomas, nas Ilhas Virgens Americanas, porém antes avistamos a Ilha de Saint John e depois a Ilha de Saint Croix , que também fazem parte do mesmo arquipélago. A Ilha de Saint Thomas é famosa por ter sido palco de Piratas por muitos anos e pudemos constatar o porquê disso chegando à ilha. A baía de entrada é super fechada e perfeita para um esconderijo, tanto de piratas quanto de navios mercantes daquela época (depois pudemos constatar que nessa mesma ilha há outras baias tão fechadas quanto). Com tudo isso fomos obrigados a nos remeter para a época áurea dos piratas e imaginar como tudo deve ter acontecido. Aportar em lugares não antes conhecidos têm sido um dos pontos altos da viagem. Parecemos duas crianças soltas em um parque de diversões com cartão ilimitado. A primeira visão de terra geralmente é feita da sacada da nossa cabine e logo saímos a toda para o alto do navio, para termos uma visão de 360 graus e ao ar livre, então, do alto do 12º. andar, deliramos com as paisagens de cartão postal para todos os lados (vale ressaltar que não somos os únicos e que o topo do navio fica lotado de crianças como nós dos 02 aos 90 anos). Esse espírito infantil faz toda diferença em qualquer viagem, ficar deslumbrado com alguma paisagem, como uma igreja magnífica, com uma obra de arte, com tudo que é bonito e feito para alimentar nossos olhos e nossa alma. Se não houver esse encantamento a viagem perde um pouco o sentido. Uma viagem de férias se resume a apenas alguns dias ao ano, porém quem tem esse encantamento pueril nesses dias, com certeza o terá na vida do dia a dia e isso irá fazer a diferença em sua viagem por este mundo. Nesta viagem algumas crônicas da Martha Medeiros têm me feito refletir sobre muitas coisas. Em uma delas ela diz o seguinte: “Quando alguém me diz “como você tem sorte”, penso que tenho mesmo. Mas não a sorte de receber tudo caído no colo, e sim a sorte de ter percebido a tempo que nosso maior inimigo é a falta de humor. Sem humor, brota o preconceito para tudo que é lado. A gente começa a ter mania de perseguição, qualquer coisa parece difícil e uma discussãozinha à toa vira um dramalhão. Prefiro escalar uma montanha a viver dessa forma cansativa. Espírito aberto. Caso você não tenha recebido gratuitamente na sua herança genética, dá pra desenvolver por si próprio”. Sendo assim viva da maneira mais leve possível e se permita o encantamento pelas pequenas coisas, por um por do sol maravilhoso, por uma lua cheia brilhante, por uma criança com um balão colorido, por um vento gostoso no rosto. Somente assim sua “viagem” será surprendentemente suave e feliz. A ilha de Saint Thomas é repleta de contradições, do caos do trânsito, ainda em mão inglesa apesar de os carros já serem no formato do resto do mundo, à maravilhosa Magens Bay , das belezas naturais a um certo “clima” de hostilidade da população local, um dia escravizada por espanhóis e hoje “colônia” americana. Somando-se e subtraindo-se todos os seus lados, podemos dizer que vale a visita e que essa ilha do caribe é surprendentemente encantadora. Por outro lado, mesmo que todo o resto fosse um caos, feio e sujo, o que não é, a visita já valeria pela imagem do alto de um dos seus morros da tão famosa Magens Bay. Descrevê-la em palavras é complicado, porém imagine um super recipiente onde você joga tinta verde escura, branca, azul e um pouquinho de preta (para dar a sombra das nuvens) e com um pincel você mistura levemente todas essas cores deixando um mesclado de verde claro, verde escuro, um leve tom de azul e alguns pontos mais negros que vão mudando de formato suavemente. Aliado a isso uma península repleta de mansões, uma outra ilha ao fundo e toda uma mata fechada ao redor! Se você conseguiu imaginar um pouquinho pode ser que tenha feito juz ao lugar, porém só realmente vendo para ter essa emoção. Ao chegar lá embaixo você ainda encontra uma praia de águas transparentes e sem ondas convidando para um mergulho e um nado gostoso. Com certeza você irá se encantar como nós. Após um dia repleto de atividades, turismo, novas praias, nova cultura, voltamos à nossa realidade atual: navegar, navegar… Esse contraste entre duas realidades completamente diferentes e velocidades mais distintas ainda, faz com que tenhamos um certo choque, como se viéssemos de um mundo paralelo e caíssemos em um outro completamente diferente. A sensação como navegador de primeira viagem é como se estivéssemos em uma nave atemporal, onde entramos, programamos e lá vamos nós para outro lugar distinto. Isso tudo porque quando estamos dentro do navio, tirando o leve balançar que nos faz perder levemente o equilibrio em alguns momentos, é como se estivéssemos em terra firme. Aqui assistimos a espetáculos maravilhosos em um teatro muito maior do que muitos que já fui, jogamos em um cassino, dançamos em boates maravilhosas e frequentamos restaurantes internacionais de respeito. A vista de um oceano sem fim, de entardeceres magníficos, de luares de tirar o fôlego e de uma brisa suave e gostosa são meros detalhes que fazem uma imensa diferença, porém que nos fazem sentir mais ainda em um lugar sem tempo, sem referências. Onde estou agora? Não faço a mínima idéia! E isso importa? Nem um pouco. Sabemos que estamos indo para o nosso destino final e isso é que importa. O que nos resta é aproveitar a viagem e curtir cada momento antes da chegada. Aproveitar os momentos em cada parada, receber a adrenalina que vem com o novo, com as novas experiências e voltar para esse suave navegar. Alguma semelhança com a vida?!!

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TERRA À VISTA – SAINT THOMAS!

Como transformar um lugar e conservá-lo. Em Curitiba, confira

26 de setembro de 2011 0

Tudo bem, poderão dizer alguns, faz apenas dois anos que abriu. Mas se continuar assim, o PAÇO DA LIBERDADE , uma das unidades do Sesc Paraná, em Curitiba, pode ser apontado como exemplo de como um lugar degradado pode/deve ser recuperado e mantido. Estive ali há duas semanas, durante férias que eu incluí na categoria afetivo-familiares (aquelas em que não se faz viagens mirabolantes para lugares exóticos ou desconhecidos, mas para os lugares onde estão as pessoas de quem se gosta, família e amigos), levada por minha cunhada Rosaura. Ela achou que eu ia gostar do lugar! Amei! Passamos um bom tempo no prédio localizado no centro da cidade. Primeiro no café, que ninguém é de ferro. Dá pra incluí-lo na categoria bom-bonito-barato. Administrado pelo pessoal do Senac, tem serviço eficiente, cardápio ótimo, boa ambientação. Comemos uma tortinha deliciosa, acompanhada de cafés especiais. Depois, circulamos pelos três andares da antiga prefeitura da capital paranaense, entre 1916 e 1969. Tem biblioteca, sala de leitura, de internet, de cinema, de exposições… Tudo cuidadosamente restaurado e incrivelmente limpo. No último andar, uma exposição chamada APARÊNCIAS, de Claudio Alvarez , que fica em cartaz até 9 de outubro.

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Como transformar um lugar e conservá-lo. Em Curitiba, confira

Recife, Olinda, Porto de Galinhas e a oportunidade de tirar o visto americano

13 de setembro de 2011 0

A amiga e nutricionista Mariana Machado divide aqui seu roteiro de viagem para Recife e arredores. Ela aproveitou a necessidade de tirar o visto americano para conhecer um lugar diferente dos tradicionais Rio de Janeiro e São Paulo, onde a maioria pega o documento. Melhor ainda: reduziu o tempo de espera por atendimento no consulado em quase dois meses!!!! Planejamento Viagem aos Estados Unidos marcada e comprada, só faltava a mim e meu noivo o visto . Resolvemos então ir um pouco mais longe e escolhemos a capital pernambucana Recife . A necessidade de fazer o visto americano se juntou à vontade de fugir dos dias gelados de junho em Blumenau e a oportunidade de conhecer um pouco do Nordeste. Fuçando os sites das companhias aéreas, encontramos passagens bem em conta (cerca de R$ 400 ida e volta). A busca por estadia foi pelo site www.alugueltemporada.com.br, onde encontramos um apart hotel ótimo, com vista para o mar da praia de Boa Viagem por R$140 a diária . Primeiro dia de viagem Chegamos ao Recife na madrugada de sexta-feira. Ao desembarcar do avião, já deu pra perceber que nenhum casaco que estava na mala seria usado por lá. Segundo o taxista, aquela era uma noite típica do outono/inverno recifense (por volta de 25°C às 3h da manhã!), quente e muito abafada! Na manhã seguinte acordamos tarde e fomos andar pela praia de Boa Viagem atrás de um restaurante com frutos do mar para almoçar. Como era primeiro dia, não pesquisamos nenhum lugar e tivemos que trocar o peixe com vista para a praia por uma picanha com vista pra rua! Dica: a praia é bem extensa, então melhor pesquisar o destino antes de sair andando sem rumo. Praia de Boa Viagem, em Recife (Foto: Alba Marinho/Divulgação) Como era época de Festa Junina, sexta-feira à noite fomos a um evento chamado Arraiá da Capitá, uma espécie de Planeta Atlântida do Forró, com shows de grupos como Kalipso, Calcinha Preta, Garota Safada, Aviões do Forró… Na entrada havia um cenário de  cidadezinha, com prefeitura, igreja, casa da luz vermelha, delegacia e outras coisas bem legais que caracterizavam a Festa Junina. E dá-lhe forró! Segundo dia Sábado, alugamos um carro e fomos para Olinda , a 10 km de Recife . Logo que chegamos, um batalhão de guias veio se oferecer para conduzir nosso passeio. Como queríamos caminhar e parar onde desse vontade, resolvemos ir sozinhos. Andamos pelas estreitas ruas, entramos em casarões, igrejas, lojas de artesanatos, paramos em barzinhos. Tudo é muito bonito e conservado. Na metade do passeio, mesmo sem pedirmos, um rapaz começou a nos contar várias histórias da cidade. O menino era bom de papo e, quando percebemos, havíamos andando meia Olinda com ele. Bem, as explicações foram ótimas e muito válidas, mas jamais saia andando com um destes guias sem antes combinar o preço!!! Ao final do passeio, a surpresa pode ser desagradável. Pagamos 60 reais, depois de nos negarmos a pagar o valor de 100 reais (ou mais, se pudéssemos!) estipulado pelo rapaz. Olinda, em Pernambuco, Patrimônio da Humanidade (Foto: Divulgação) Terceiro dia No dia seguinte acordamos cedinho e fomos para Porto de Galinhas, a 50 minutos de Recife. A idéia era chegar antes das 8h, para aproveitar as piscinas naturais que se formam com a maré baixa. Aquele dia a maré subiu mais cedo e, quando chegamos, as jangadas que levam até as piscinas não estavam mais fazendo o passeio. O jeito foi sentar na areia e ficar pegando sol de frente para aquele mar verde esmeralda. Atenção novamente! Logo que você chega, vai ser mais uma vez abordado por várias pessoas oferecendo cadeiras, com a propaganda que você só paga o que consome, o que é verdade em partes. Lá nas letrinhas miúdas do cardápio diz que o consumo deve ser de pratos, ou seja, se sentar e tomar só uma cerveja você paga 60 reais por um kit com 4 cadeiras e 1 guarda sol. Contudo, o atendimento é muito bom. Pedimos um peixe bem gostoso, algumas cervejinhas e ficamos debaixo daquele sol escaldante de inverno. Mais tarde passeamos por praias próximas, andamos pelo lindo centrinho e voltamos no final do dia, quando a maré baixa novamente, para pegarmos a jangada. As piscinas são realmente lindas, cheias de peixinhos de todas as cores, que você enxerga com os óculos de mergulho oferecidos pelos jangadeiros. As piscinas naturais e jangadas de Porto de Galinhas, em Pernambuco (Foto: Divulgação) Quarto dia Segunda – feira era o dia de tirar o visto americano. Com a documentação em mãos, chegamos às 8h ao consulado e às 10h já estávamos indo embora. Eles fizeram duas ou três perguntas e disseram que nosso visto havia sido aprovado, tudo bem tranquilo. Fomos, então, passear pelos pontos turísticos de Recife , como o Marco Zero, o Mercado São José, Casa dos Bonecos Gigantes, Recife antigo. Casarões coloridos do Recife antigo (Foto: Divulgação) Quinto dia Último dia do passeio, sentamos na areia branquinha da Praia de Boa Viagem . O esquema de cadeiras é parecido com Porto de Galinhas , ou seja, cadeiras pela praia e garçons disputando a tapa cada turista. A diferença é que não há consumo mínimo. Na praia passa de tudo, desde queijo coalho, coco e camarões a ovos de codorna e lagostas. Brincos, cangas, chapéus, caipirinhas, açaí… até versos de repente nos fizeram! Eles te oferecem de tudo o tempo todo, e isso é um pouco chatinho. Mas, mesmo com os infortúnios, voltamos para o inverno de Blumenau com a cor do verão, várias lembrancinhas, nosso visto americano e com uma vontade enorme de voltar e conhecer muito mais do Nordeste brasileiro ….

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Recife, Olinda, Porto de Galinhas e a oportunidade de tirar o visto americano

Istambul : Meio Europa, Meio Ásia – Por Martha Medeiros

05 de setembro de 2011 0

A Martha é nossa amiga e quando eu fui a Turquia pela primeira vez, ela me passou este texto sobre Istambul que ela havia publicado na revista Viagem em 2001. O texto é ótimo (como sempre) leve, com muitas dicas e informações intemporais desta cidade mágica, que arrebatou os nossos corações. As fotos são minhas e deixo vocês com a Martha. Clarisse Linhares. Não foi através das aulas de história que Istambul entrou pela primeira vez no meu imaginário, e sim quando assisti ao filme Expresso da Meia-Noite , uns 20 anos atrás. Fiquei com a idéia de que era uma cidade que cheirava a encrenca. Ao conhecê-la, no início de junho, descobri que na verdade ela cheira a pistache, amêndoa e café. Encrenca só vi no trânsito. Mistério vi em toda parte.   Ainda que a capital da Turquia seja Ankara , é de Istambul que todos falam e para onde todos querem ir, atraídos pela sua singularidade: uma metrópole cortada pelo canal de Bósforo , ficando uma metade na Ásia e outra na Europa. As duas metades, no entanto, se confundem. Nas ruas, mulheres de vestidos decotados caminham ao lado de mulheres enfurnadas em burkas, mesmo com uma temperatura de 37 graus. O verão é muito quente e úmido, e neva no inverno. O clima é apenas um de seus extremos.   A suntuosidade dos palácios, mesquitas e basílicas contrasta com a sujeira das ruas e a humildade do povo: não se vê sultões andando de BMW pelas avenidas. Depois de ter sido a cidade mais rica do mundo cristão, quando ainda se chamava Constantinopla , hoje o luxo de Istambul está confinado no Topkapi , antiga residência imperial formada por diversos pavilhões e pátios internos. Lá estão, abertos à visitação, os tesouros do império otomano (jarros incrustados com pedras preciosas, adagas de ouro e esmeraldas que humilhariam os anéis de Elizabeth Taylor) e o harém onde o sultão guardava outras jóias: suas roliças e fogosas concubinas. Grande parte do Topkapi é  hoje um parque público, com jardins bem cuidados, situado no bairro mais atrativo para os turistas: Sultanahmet. Interior do Harem, no Palácio Topkapi     Entrada do Topkapi De frente uma para a outra, a Mesquita Azul e a Basílica de Santa Sofia competem em majestade. A primeira, com seus seis minaretes apontados para o céu, é internamente recoberta de azulejos e de silêncio: entra-se sem os sapatos, mas não sem respeito. De maio a setembro, assim que começa a escurecer, nativos e turistas se unem na praça em frente para assistir ao espetáculo de som e luzes projetadas sobre a mesquita. Enquanto uma voz narra, através dos alto-falantes instalados nos minaretes, a história da sua construção (cada noite em um idioma diferente), música e canhões de luz tentam preencher os olhos atentos da platéia. Tentam. Não estou segura da satisfação da clientela: as gaivotas que sobrevoam a mesquita me pareceram mais atraentes do que os tímidos efeitos luminosos.   A Basílica de Santa Sofia, por sua vez, também impressiona por fora, com seus tons de terracota, mas principalmente por dentro. Ao entrar em sua nave principal, o fôlego desaparece, a cabeça se ergue e a gente não cai de joelhos por detalhe. É vertiginoso. Tudo é mega: a altura da cúpula, os mosaicos, as colunas, os balcões e os estupendos  medalhões caligráficos pendurados nas paredes. Basílica de Santa Sofia   Mesquita Azul   Ainda em Sultanahmet , na esquina da Santa Sofia, uma bilheteria acanhada vende ingressos para uma aventura subterrânea: a visita à Cisterna da Basílica . Desce-se por uma escadinha e de repente estamos embaixo da terra, em quase absoluta escuridão, entre colunas de mais de 8 metros de altura e com pingos caindo lenta e educadamente sobre nossas cabeças. Trata-se do antigo reservatório de água da cidade. Passarelas molhadas nos conduzem entre as 336 colunas bizantinas, ao som de música new age. O cenário é de um filme de Indiana Jones. Mais uma extravagância da cidade. Cisterna     Hotel/café Kibele, um lugar cheio de charme quase ao lado da Cisterna A prova de que tudo é grande em Istambul está na moeda: a entrada para o Topkapi custa 15 milhões de liras turcas; a entrada para a Cisterna, oito milhões, e para a Santa Sofia, seis. É um susto, mas a quantidade de zeros não reflete seu valor: 15 milhões é mais ou menos 10 dólares. Com um milhão de liras você não compra mais do que duas garrafinhas de água mineral.   Deixando um pouco de lado as obras monumentais, há vida prosaica em Istambul. No bairro de Beyoglu está a Torre de Gálata (é recomendável uma subida para ver a vista de 360 graus da cidade) e a larga avenida Istiklal Caddesi , um calçadão onde você descobre que nem só de tapete vive o comércio do país. Aqui estão diversas lojas de instrumentos musicais, butiques de grife, uma livraria encantadora chamada Robinson Crusoe, uma filial da rede de sorvetes Mado (considerado o melhor do país) e o interessante Çiçek Pasaji , que nada mais é do que uma alameda fechada até o teto onde estão diversos restaurantes e cafés típicos. No final da avenida chega-se à praça de Taskim , que é a região cosmopolita de Istambul, mais comum a nós, 100% ocidentais, se é que se pode chamar de comum qualquer lugar onde as palavras começam com cedilha. Vista da Torre Gálata   Ainda falando da Istiklal Caddesi , é em uma de suas travessas que está o lendário hotel Pera Palas ( 1)* , que hospedava os passageiros mais ilustres do trem Expresso do Oriente , mas que ficou conhecido mesmo por ser uma espécie de segundo lar da escritora Agatha Christie . Seu bar ainda cultiva um certo charme, mas o hotel está decadente. Desconfio que a criadora do detetive Hércule Poiro t hoje optaria por um Crowne Plaza. Istiklal Caddesi     Vista do 360 um dos bares/restaurantes descolados com vista para o Bósforo que fica em Istiklal Caddesi. Aliás, há muitos hotéis de rede em Istambul , mas nada como se hospedar numa antiga mansão otomana restaurada, para não fugir do espírito da cidade. Na pequena e tranqüila rua de pedra Sogukçesme Sokagi , espetacularmente bem localizada em Sultanahmet, há uma série destas casas que viraram pensões e hotéis, sendo o mais charmoso deles o Konuk Evi . Não se aflija: eu me hospedei lá e em nenhum momento precisei dizer em voz alta o nome da rua, que é realmente impronunciável. Casas Otomanas antigas em Sultanahmet   Cheguei e parti de Istambul sem saber dizer obrigado em turco. Tentei decorar, treinei em casa, mas na hora não saiu: é tesekkür ederim (com cedilha no s!!) Mas sabendo dizer obrigado em inglês, ninguém se aperta. A maioria das pessoas com quem o turista se relaciona fala um inglês básico. Principalmente os comerciantes. Estes, se preciso for, falam até português, desde que você compre deles um legítimo kilim.   Tapetes no meio da rua A cidade é toda atapetada. Tem tapetes nas calçadas, nos bares, em cima de mesas e cadeiras, saindo pelas janelas, é tapete pra tudo quanto é lado e o efeito visual é bonito à beça. Impossível sair da cidade sem levar ao menos um. Em Sultanahmet, o melhor lugar para adquirí-los é no Arasta Bazar , uma rua ao lado da Mesquita Azul. O assédio dos vendedores não é a melhor recordação que você vai levar da cidade, mas faz parte da cultura local. Se você é loiro, e/ou tem olhos claros, e/ou está levando uma mochila nas costas,   revelará sua condição de turista e receberá um assédio de proporções quase indecentes. Eu, mesmo tendo o aspecto de uma muçulmana, não consegui evitar. Levava uma mochila nas costas.   Eles vão seguir você pela rua. Perguntar de onde você é. Mesmo que você responda que é de Liechtenstein, eles vão encontrar algum assunto relativo ao seu lugar de origem, vão ser simpáticos ao extremo e tentarão arrastá-lo até a loja deles.   Estando na loja, ou em frente a ela, ou a 10 metros dela, você estará irremediavelmente perdido. Porque vai se interessar por alguma coisa, vai perguntar o preço e, sem saber, terá dado o pontapé inicial para o hábito que mais dá prazer aos residentes do país: pechinchar. Estamos numa terra de mercadores, lembre-se.   Pechinchar pode ser divertido, pode ser lucrativo e pode ser estafante.  É divertido quando ambos os lados são espirituosos e conhecem as regras do jogo, que inclui o direito de desistir do negócio caso não haja acordo. É lucrativo quando você sabe que o vendedor está pedindo demais e ele sabe que você está oferecendo de menos, e conseguem (depois de 20 minutos de prosa e duas xícaras de chá) chegar num valor de bom tamanho para ambas as partes. E é estafante quando você está apenas dando uma olhadinha e o vendedor está desesperado para vender. Aí quase sai briga. Grande Bazar   É assim no Arasta e é assim num dos mercados mais famosos do mundo, o Grande Bazar , que não é grande, é enorme. Os riscos de se perder lá dentro, no entanto, são mínimos. Basta você lembrar do nome do portão pelo qual entrou (há vários) e, quando quiser ir embora, seguir as indicações das placas internas. Portanto, perca-se, o lugar pede. E, ao bater em retirada carregando seus oito tapetes, suas cinco capas de almofadas, seus dois conjuntos de chá, seus sete castiçais e seus 11 pratinhos de porcelana, não esmoreça e dirija-se ao Bazar das Especiarias, que não fica longe. Aí sim, acrescida sua bagagem de vários chás e temperos, almoce no Pandeli, uma instituição turca que fica no segundo andar do prédio.   Eu poderia ficar até amanhã falando sobre Istambul, mas a vida  continua. Faltou dizer que se você quiser ver dança do ventre, há casas noturnas que apresentam o espetáculo, ainda que no quesito sensualidade as brasileiras sigam imbatíveis. Que é uma cidade que já vem com trilha sonora: há sempre um som saindo de algum lugar, seja dos minaretes, cujos alto-falantes convocam à população para as orações do dia, seja uma música de rua, há sempre o que ouvir. E que se você ficar apenas três ou quatro dias, vai ser pouco. Istambul é grande, como já foi dito. São dois continentes numa cidade só. (1)* O Hotel Pera Palas, a que a Martha se refere no texto, hoje chama-se Pera Palace, foi todo reformado e reabriu no final de 2010, lindíssimo, um hotel histórico que preserva sua história, como o quarto 411 onde se hospedava Agatha Christie.

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Istambul : Meio Europa, Meio Ásia – Por Martha Medeiros

Caminho para o hotel de gelo

23 de agosto de 2011 0

Heidy, Lembro disto. Só na época não tinha blog. Deves ter ouvido no programa do Mendelski. Ele e um milhão de ouvintes devem ter dito que eu estava maluco. O outro milhão deve ter tomado o seu último gole de café – era às 7 da manhã – e dito: “é, tem louco pra tudo”. Isto foi quando comentei que, no norte da Suécia, a caminho da Noruega, parei em Kiruna, última parada antes da fronteira. Parei por várias razões, mas também para ver um hotel feito de blocos de gelo. Hoje há outros na Escandinávia, Lapônia, Alasca. Não devem ser muito diferentes dos Gulags da época do Stalin. O que eu estive havia recebido quase 5000 hóspedes naquele ano. Não sei qual é a graça de levar a namorada para um hotel onde a temperatura no quarto é menos 5º. Em todo caso, se alguma coisa não funcionar, nem precisa explicar… é só mostrar o termômetro. Gozações à parte, os ice hotels são bonitos – nada a ver com iglus, ou os Gulags , de triste memória –, têm projetos de arquitetos, e, a cada ano, são refeitos com novos projetos. Tudo é de gelo: bar, camas, mesas, copos, lustres, etc. tudo (menos o aro da privada). Tem galeria de arte, esculturas, capela e tudo mais que você quiser. Não sei onde surgiu o primeiro, mas, afinal, se você sai de férias, não é para repetir o conforto doméstico. Se você gostou da idéia, março ou início de abril é o seu limite. A partir daí, ele vai derreter. E aí não deixem mais ninguém entrar. O teto, que também é de gelo, pesa muitas toneladas. É bom você estar um pouco longe.

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Caminho para o hotel de gelo

Você gosta de sushi?

09 de agosto de 2011 0

Você gosta de sushi? Em caso afirmativo, quero  lhe dizer que somos dois. Mas, lendo as publicações a respeito, me assustei. Não vou parar de uma hora para outra, mas vou diminuir o consumo. Embora não creia que os 100 gramas que como às vezes retirem os meus peixes preferidos da lista de “ameaçados”. Pela primeira vez na história, peixes como os atuns, cavalas e bonitos, bastante utilizados na alimentação, e os bicudos, como são chamados os peixes-espada e merlins, entraram para a lista dos  ameaçados de extinção. Das 61 espécies conhecidas, 7 foram classificadas nesta categoria: ameaçados, sob sério risco de serem extintos. Os resultados do estudo estão publicados na revista Science e mostram que a situação é pior para as espécies de atum. Cinco das oito foram enquadradas. Entre eles, o atum azul, que está sob risco de desaparecer para sempre. É a primeira vez que pesquisadores, ictiologistas (especialistas em peixes) e conservacionistas se unem para produzir uma análise da situação. A principal ameaça às espécies é a sobrepesca e a falta de engajamento de governos na sua proteção. Muitas das espécies são exploradas por companhias multinacionais cuja regulação é difícil. No caso do atum-azul, sua população vem  caindo desde a década de 1970.   P.S. Andei viajando; quando cheguei, viajou a Sílvia. Foi o caos. Portanto, perdoe-me, eu imploro, pela desatualização de muitos textos. Agora chegou a futura santa Carmem e está colocando tudo nos trilhos. Thanks God.

Trek no Marrocos

08 de agosto de 2011 0

Transcrevo abaixo o relato que meu amigo e ex-guia na Rússia Manoel Morgado manda do Marrocos. Há dois anos fiz algo parecido e, realmente, essa região é muito bacana. Manoel vive pelo mundo, sempre guiando, sempre em montanhas, sempre vivendo “sem lar”…Grande cara. Vale o relato: “No Marrocos de minha imaginação havia duas coisas, as dunas de areia e os vendedores de tapetes que transformavam a viagem em um pesadelo. Por muito tempo relutei em vir para cá, mas conversando com outros guias acabei me rendendo a atração de fazer um trek pelas montanhas Atlas. A idéia de montanhas nevadas no norte da África era por demais poderosa para eu ignorar e após guiar dois grupos ao campo base do Everest embarcamos, eu e a Lisete, para Paris e para lá de Marrakesh. Chegamos a Marrakesh no final de uma agradável tarde zonzos de sono após um vôo de Katmandu a Doha, de lá a Paris e finalmente ao Marrocos com as cansativas paradas em cada um dos aeroportos. Mesmo assim fomos para a lendária praça Djemaa El-Fna, lugar recentemente declarado pela UNESCO com Patrimônio da Humanidade por sua rica transmissão oral de histórias que acontece todos os finais de tarde onde contadores de história, músicos encantadores de serpentes disputam a atenção dos locais e dos turistas. Mais uma vez minha grande frustração em não entender a língua local para saber o que os ávidos ouvintes escutavam com tanta atenção. Em um país onde apenas 50% da população é alfabetizada os contadores de história mantém a cultura “berber” viva. Mas, após uma hora perambulando pela imensa praça o sono foi mais forte e voltamos para o hotel para uma boa longa noite de sono. Na manhã seguinte saímos para perambular pela imensa Medina, a grande área de mercado da cidade com suas ruelas labirínticas cobertas em sua maioria por finos troncos de árvores dando uma bem vinda sombra e temperatura agradável. Do lado de fora da Medina os termômetros marcavam 40 graus… Mas, chamar esta Medina de mercado não traduz o que realmente ela é. Claro que é um lugar turístico afinal hoje turismo com quase 10 milhões de visitantes é uma das principais fontes de renda deste país relativamente pobre. Mas, a Medina também é o mercado local e para ver este lado menos turístico basta ter vontade de se perder o que não é nada difícil. Basta a cada bifurcação buscar a ruela menos, mais vazia, com menos lojas de tapetes e de prata e em breve você estará cercado de locais com suas longas túnicas com gorros pontudos como se fossem monges medievais. Mas, vale a pena perambular pelas ruas turísticas já que o artesanato local é lindíssimo. Os tapetes merecem a fama que tem e em poucos lugares do mundo vi artesanato em prata tão bonito. Mais uma vez a gradeci minha opção de não ter casa de modo que posso apreciar as coisas bonitas de cada país sem ter vontade (nem poder) comprar. Mas, ficamos surpresos com a delicadeza dos vendedores. Esperava algo pior do que na Índia e o que encontrei foram vendedores que te convidam para entrar em suas lojas, mas não forçam de maneira alguma e quando você entra para olhar e perguntar o preço de algo não são “grudentos” como os da Índia com quem convivi por tantos anos. Conversando depois com nossa operadora local, uma simpática francesa que mora aqui há muitos anos ela nos disse que com exceção de Fez os vendedores são bastante tranqüilos. Por alguma razão apenas na antiga cidade imperial de Fez isso é diferente. No final de nossa viagem vamos para lá e poderei comprovar ou não a fama deles. Na manhã seguinte tivemos uma reunião com nosso guia de trekking Hassan e com a Magui, nossa operadora local. Após decidirmos os detalhes de nossa viagem partimos em um veículo 4