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Posts na categoria "São Paulo"

Para além dos Jardins, arquitetura e design na Oscar Freire

27 de abril de 2012 0

A rua   Oscar Freire nos Jardins em São Paulo é referência como a meca do luxo na cidade. É verdade , grande parte das grandes grifes mundiais estão ancorada por ali ou pelas suas transversais , principalmente enquanto o Shopping Iguatemi JK não abre suas portas. Mas de um tempo para cá a rua é bem mais que simplesmente um polo de compras de luxo , é um endereço de arquitetura arrojada , decoração de bom gosto e vanguarda em termos de design. Começando uma caminhada pela Mello Alves , a primeira loja que chama atenção é a Havaianas , p rojetada pelo arquiteto Isay Weinfeld , a loja  teve como principal desafio passar a ideia de frescor e casualidade, tipicamente brasileiros. Com uma atmosfera bem informal, onde já em sua entrada diferenciada, sem portas ou janelas. Não é um empreendimento novo, mas mantém a atualidade do projeto de 2009. Os chinelos e outros objetos são apresentados de forma divertida , como numa feira livre, e o colorido das coleções ajuda a compor o ambiente. Uma marca que é símbolo de brasilidade, se reinventa a cada temporada. Logo em seguida, na esquina da rua da Consolação ,  a loja piloto da Natura , uma loja conceito que , segundo me informaram, tem tempo de vida limitado até junho de 2012! É uma das mais novas e além de ser interessante esteticamente a loja tem uma preocupação em instigar os sentidos de quem entra nela, com seus aromas, texturas, iluminação, som e principalmente por permitir a experimentação dos produtos expostos com a ajuda de profissionais que auxiliam no que for preciso. Adorei. O mapa do Brasil com produtos da marca na entrada é lindo e os detalhes da decoração interna fazem um clima delicioso. A Melissa é um clássico, projeto do designer Muti Randolph nos abraça com seu ambiente multicolorido. A loja da Valisere não encanta por fora, mas o interior é bem lindinho! Mas a própria Oscar Freire tem um charme especial por ter sido reurbanizada e estar livre de fios de energia que enfeiam qualquer região do mundo. Um exemplo seguido pela prefeitura de Gramado que fez o mesmo na Borges de Medeiros, um investimento alto mas com retorno garantido pelo turismo! Saindo do eixo, mas não da região, na Alameda Lorena não dá para perder a Livraria da Vila , pelo prédio mas também pelo charmoso café e acervo maravilhoso. Para fechar com chave de ouro um dos cafés mais charmosos e gostosos que conheço , o Santo Grão , na Oscar Freire passando a rua Augusta. Se você gostou deste post e curte dicas de viagem, arte, restaurantes e afins, curta a nossa página Viajando com Arte no Facebook:   https://www.facebook.com/pages/Viajando-com-Arte/121374657937187

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Promoção de passagens no final de semana

14 de abril de 2012 0

Para este final de semana, até as 6h de segunda-feira, dia 16, a TAM está promovendo passagens com até 90% de desconto. Alguns dos valores divulgados pela companhia aérea: Porto Alegre-Curitiba, a R$ 80 por trecho. Porto Alegre-São Paulo, a R$ 55 por trecho. Porto Alegre-Fortaleza, a R$ 325 por trecho. Vale para viagens até 30 de junho.

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Alberto Giacometti na Pinacoteca em São Paulo até 17 de junho

14 de abril de 2012 0

Adoro São Paulo , bons restaurantes , shows e pricipalmente muitas exposições de arte! Minha última boa surpresa foi a maravilhosa retrospectiva de Alberto Giacometti na Pinacoteca do Estado de São Paulo: Alberto Giacometti: Coleção da Fondation Alberto et Annette Giacometti , Paris. Para a exposição foram selecionados cerca de 280 trabalhos, sendo 80 esculturas de tamanhos variados, 40 pinturas, 80 trabalhos sobre papel, 56 fotografias e documentos. “L’ homme qui marche” – Alberto Giacometti Giacometti fotografado por Henri Cartier-Bresson,  1961   Alberto Giacometti (Borgonovo, Suíça, 1901–1966,) é considerado um dos grandes expoentes da arte do século XX e esta mostra configura-se numa oportunidade única para conhecer sua trajetória artística. A Pinacoteca por si é uma visita imperdível , o prédio restaurado tem um clima alto astral onde qualquer exposição é valorizada. Encontrei algumas pessoas que vira a mesma exposição em Paris e o consenso é que em Saõ Paulo está muito mais bem apresentado. Não percam a oportunidade de visitar o acervo da Pinacoteca , atualmente no terceiro andar, arte brasileira da melhor qualidade, encantador! “Picador de Fumo”  . Almeida Junior “O Violeiro” . Almeida Junior “A seleção dos trabalhos expostos foi feita por Véronique Wiesinger, curadora e diretora da Fundação Alberto e Annette Giacometti, que procurou apresentar todas as linguagens do percurso artístico de Giacometti ao longo de meio século, com destaque para a influência da escultura africana e da Oceania, que marca o início da sua obra madura. Disposta em ordem cronológica e temática, a mostra ocupa todo o primeiro andar da Pinacoteca onde são apresentados desde os retratos do artista executados por seu pai e por seu padrinho, ambos pintores, até as esculturas monumentais concebidas para Nova York. A seleção de obras também ressalta os laços de Giacometti com escritores e intelectuais parisienses como André Breton e o surrealismo, ou Jean-Paul Sartre e o existencialismo. ” Pinacoteca do Estado SP O Parque da Luz envolve a Pinacoteca num ambiente meio século XIX, apesar se localizar-se no coração da paulicéia, é um local tranquilo e bucólico, além de bem policiado e seguro. O café do museu localiza-se no térreo com saída direta para jardim, que ainda nos brinda com uma bela coleção de esculturas. ” Carregadora de Perfume ” .Victor Brecheret Jaqueira com fruta no pé, para mim uma forma nova e inusitada Para quem quer um programa completo uma boa dica é o Museu da Língua Portuguesa, que fica logo em frente , na Estação da Luz .   O Museu da Língua Portuguesa é  dedicado à valorização e difusão do nosso idioma (patrimônio imaterial) , apresenta uma forma expositiva diferenciada das demais instituições museológicas do país , usando tecnologia de ponta e recursos interativos para a apresentação de seus conteúdos. É considerado por muitos um dos melhores museus do Brasil , eu concordo e indico com ênfase. Vale a pena conferir o site para ver qual exposição temporária. http://www.museulinguaportuguesa.org.br/   Se você gostou deste post e curte dicas de viagem, arte, restaurantes e afins, curta a nossa página Viajando com Arte no Facebook:   https://www.facebook.com/pages/Viajando-com-Arte/121374657937187

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Alberto Giacometti na Pinacoteca em São Paulo até 17 de junho

12 de abril de 2012 0

Adoro São Paulo , bons restaurantes , shows e pricipalmente muitas exposições de arte! Minha última boa surpresa foi a maravilhosa retrospectiva de Alberto Giacometti na Pinacoteca do Estado de São Paulo: Alberto Giacometti: Coleção da Fondation Alberto et Annette Giacometti , Paris. Para a exposição foram selecionados cerca de 280 trabalhos, sendo 80 esculturas de tamanhos variados, 40 pinturas, 80 trabalhos sobre papel, 56 fotografias e documentos. “L’ homme qui marche” – Alberto Giacometti Giacometti fotografado por Henri Cartier-Bresson,  1961   Alberto Giacometti (Borgonovo, Suíça, 1901–1966,) é considerado um dos grandes expoentes da arte do século XX e esta mostra configura-se numa oportunidade única para conhecer sua trajetória artística. A Pinacoteca por si é uma visita imperdível , o prédio restaurado tem um clima alto astral onde qualquer exposição é valorizada. Encontrei algumas pessoas que vira a mesma exposição em Paris e o consenso é que em Saõ Paulo está muito mais bem apresentado. Não percam a oportunidade de visitar o acervo da Pinacoteca , atualmente no terceiro andar, arte brasileira da melhor qualidade, encantador! “Picador de Fumo”  . Almeida Junior “O Violeiro” . Almeida Junior “A seleção dos trabalhos expostos foi feita por Véronique Wiesinger, curadora e diretora da Fundação Alberto e Annette Giacometti, que procurou apresentar todas as linguagens do percurso artístico de Giacometti ao longo de meio século, com destaque para a influência da escultura africana e da Oceania, que marca o início da sua obra madura. Disposta em ordem cronológica e temática, a mostra ocupa todo o primeiro andar da Pinacoteca onde são apresentados desde os retratos do artista executados por seu pai e por seu padrinho, ambos pintores, até as esculturas monumentais concebidas para Nova York. A seleção de obras também ressalta os laços de Giacometti com escritores e intelectuais parisienses como André Breton e o surrealismo, ou Jean-Paul Sartre e o existencialismo. ” Pinacoteca do Estado SP O Parque da Luz envolve a Pinacoteca num ambiente meio século XIX, apesar se localizar-se no coração da paulicéia, é um local tranquilo e bucólico, além de bem policiado e seguro. O café do museu localiza-se no térreo com saída direta para jardim, que ainda nos brinda com uma bela coleção de esculturas. ” Carregadora de Perfume ” .Victor Brecheret Jaqueira com fruta no pé, para mim uma forma nova e inusitada Para quem quer um programa completo uma boa dica é o Museu da Língua Portuguesa, que fica logo em frente , na Estação da Luz .   O Museu da Língua Portuguesa é  dedicado à valorização e difusão do nosso idioma (patrimônio imaterial) , apresenta uma forma expositiva diferenciada das demais instituições museológicas do país , usando tecnologia de ponta e recursos interativos para a apresentação de seus conteúdos. É considerado por muitos um dos melhores museus do Brasil , eu concordo e indico com ênfase. Vale a pena conferir o site para ver qual exposição temporária. http://www.museulinguaportuguesa.org.br/   Se você gostou deste post e curte dicas de viagem, arte, restaurantes e afins, curta a nossa página Viajando com Arte no Facebook:   https://www.facebook.com/pages/Viajando-com-Arte/121374657937187

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Chuva mata no Rio

07 de abril de 2012 0

É notícia hoje na maioria dos sites a chuva que voltou a causar problemas na região serrana do Rio. Só em Teresópolis foram 5 mortes. Há 500 desabrigados. Na noite de sexta e madrugada de sábado, ocorreram inundações e deslizamentos de terra na região. Estive lá agora em fevereiro. A região serrana do Rio de Janeiro é uma região bonita, mas não se compara à Serra Gaúcha. Na estrada que liga o Rio a Teresópolis, que ficou bloqueada por 3 horas na madrugada de hoje, há muitos trechos com pedras e encostas. A própria cidade de Teresópolis fica em meio a morros, com um rio passando bem no meio. Outra cidade da região Serrana do Rio que sempre tem problemas com chuva é Nova Friburgo. Lá existem morros cheios de favelas. É o rio, que passa pelo centro. Desta vez Nova Friburgo escapou da chuva. Em janeiro de 2011, mais de 900 pessoas morreram na região serrana do Rio depois de uma enxurrada. Naquela época eu estava no Estado do Rio, mas em Penedo, um distrito de Itatiaia que fica no sul do estado, quase em São Paulo e Minas Gerais. Lá também choveu em 2011, mas pouco.

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Estamos bem na foto

02 de abril de 2012 0

É só o que posso dizer: a Lomba do Asseio está bem na foto. Não temos “intervenções”, temos painéis, e sculturas, muros bem pintados e, até, uma Fundação, que, cujo prédio, projetado pelo arquiteto Siza, quem sabe seja a escultura que seu mentor, o Iberê Camargo, não fez. E já que falei no que temos de bom, devo dizer também que as assinaturas são boas. O Gustavo Nakle foi o primeiro. Já representou o seu país numa Bienal, em São Paulo, o que não é pouco para um filho de libaneses que abandonou o lojinha para se dedicar à escultura. Segundo dizem, havia começado em Montevidéu, com uma pequena lojinha – tão pequena que era chamada, por alguns amigos, de Ao Braço Fixo , que era como ele expunha as gravatas, os suspensórios e os cintos que vendia. A outra assinatura também é conhecida: Tenius – aliás, fez o monumento do Largo dos Açorianos. Agora é o seu filho, que já fazia objetos artísticos com ferro e solda. Era um bom artesão, mas, agora, assumiu a veia da família e fez aquela escultura vermelha que ilustra a postagem. Além de bonita, com a grama verde e o céu azul, ficou emoldurada. O Tiago Tenius, filho do grande Carlos Tenius, está, pois, no caminho do pai, que só fazia obras grandes. Graças ao dinâmico tocador, que é o prefeito Fortunati, a prefeitura criou uma boa solução até para um muro que estava sempre sujo, lambuzado pelos pichadores que se acham artistas de rua ( só se acham ): retocou o muro, pintou o fundo e escolhe, convida, ou, até, analisa projetos de verdadeiros “street artists”. Por que o nome em inglês? Porque foi na América do Norte que começou, e, com o nome original, você pode entrar na net, encontrá-los lá, em galerias, museus, etc.; quem sabe você tenha até visto o filme sobre o Basquiat, que foi do gueto pobre até o Moma só com a sua arte e seus vícios – lamentavelmente, os vícios cobraram a fatura muito cedo. Mas, voltando… Convenhamos, não é nada mau para um bairro que começou como local de despejo de dejetos – todos os dejetos. Até hoje, alguns, mais velhos, lembram do nome antigo: “Ponta da Merda”, em vez de “Ponta do Melo”, que é o que está nas cartas náuticas. Moro aqui há muito tempo. O “pout pourri” de perfumes e cheiros já havia saído, mas o trapiche ainda existia. O local já era ótimo, mas nenhum porto-alegrense da cepa viria morar aqui. Porém, o tempo foi passando. Como não sou porto-alegrense nato nem da cepa, pois filho de imigrantes pobres – pobres como todo imigrante – fui ficando e, nas muitas madrugadas, de volta do Treviso, só o que se encontrava eram carroças com frutas e legumes da Vila Nova em direção ao Mercado – mas um lampião era obrigatório. Nem isso o Dr. Olívio exigiu quando as trouxe de volta… Aliás, ficará na memória dos porto-alegrenses: mandou a Ford embora e trouxe as carroças. Mas, como falei, o tempo foi passando e pessoas como o aquarelista Mancuso, o escultor Stockinger e o estilista Rui Spohr vieram para cá. E não foi só. Construtores contrataram bons arquitetos e belos edifícios começaram a surgir. Com o “Xópi”, melhorou ainda mais. Dúvidas? Ainda temos, é claro. Vão abrir a perimetral da Vila Tronco? Já com ciclovia ou vamos fazer mais um puxadinho, como fiz com o Face? E o Estaleiro? Está tudo parado porque a Prefeitura precisa do local para colocar os “tubulões”? Ou estão à espera de uma câmara de vereadores mais compreensiva… E só o que se sabe é que vão longe os tempos em que, quando eu marcava um “spaghetti” aqui em casa, os meus amigos perguntavam: “a que horas?”; eu dizia o horário e tinha que ouvir: “ ok , se os índios não atacarem… nós chegaremos”

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Uma exposição para Marilyn em São Paulo

02 de abril de 2012 0

Ainda esses dias, no cinema, revi o trailer de Sete Dias com Marilyn, que está por estrear em Porto Alegre, e fiquei com vontade de saber mais sobre a atriz que marcou uma época. Pois quem está em SÃO PAULO ainda tem oportunidade, até o dia 10, de ver a exposiçã o Quero Ser Marilyn Monroe, em cartaz desde o dia 4 de março, na Cinemateca Brasileira . Consta que é esta a mais completa exposição sobre a diva do cinema americano e serve para marcar o cinquentenário de sua morte. São 125 obras de artistas como Andy Warhol, Allen Jones, Peter Blake, Richard Avedon, Henri Cartier-Bresson, entre outros. A mostra conta a trajetória da atriz por meio de imagens, filmes trechos da vida da diva, em estilos que variam da fotografia fashion ao Pop Art. Além da exposição de obras de arte, ao longo de todo o período há uma mostra de cinema com os principais filmes da atriz. Serviço Quero Ser Marilyn Monroe! – Exposição e Mostra Até 1o de abril Cinemateca Brasileira – Largo Senador Raul Cardoso, 207 – Vila Clementino – São Paulo Entrada gratuita a todos os visitantes Site: www.marilynmonroe.com.br

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Jericoacoara: misto de Lençóis Maranhenses e Morro de São Paulo

24 de março de 2012 0

Jericoacoara , que os íntimos chamam de Jeri , não tem a beleza das dunas dos Lençóis Maranhenses, mesmo que os cearenses insistam em competir. Também não tem o charme das ladeiras da ilha baiana Morro de São Paulo. Mas o acesso de 45 minutos em pau de arara entre Jijoca e a vila de Jericoacoara lembra o caminho entre Barreirinhas e o parque dos Lençóis, no Maranhão. Com um detalhe: é muito mais bonito. E, em Jeri (em poucos minutos a gente se torna íntimo da vila, é inevitável), há muito mais do que o estonteante deserto de areia branquinha salpicado por lagoas nas mais diferentes nuances de azul (tá, confesso, os Lençóis Maranhanses são um dos lugares mais incríveis que já vi na vida, mas o assunto deste post é outro!). Pedra Furada, em Jeri (Foto: Letícia da Silva) Em Jericoacoara , o clichê encanta. A Pedra Furada merece os 30 minutos de caminhada até lá, sim. A formação rochosa é no mínimo fotogênica. Dizem que fica ainda mais bonito no meio do ano, quando o sol se põe atrás do buraco. Leve sua água ou um dinheirinho pra comprar uma garrafa (500ml por R$ 2,50) porque a volta é por um morro íngreme e relativamente cansativo. Duna do Pôr-do-Sol, em Jeri (Foto: Letícia da Silva) Outro clichê: o pôr-do-sol na duna de mesmo nome. É o relógio bater 17h30min e a vila inteira de Jericoacoara sobe pra ver a despedida do sol, independente da força do vento que bata lá em cima. Multidão voltando quando o sol se põe, em Jeri (Foto: Letícia da Silva) Os passeios oferecidos pelas agências de viagem são igualmente válidos, notadamente a ida de bugue para Tatajuba , já no município de Camocim. A vila vizinha a Jeri só é acessada por bugue (R$ 30 por pessoa, em média) ou veículo 4×4. Pelo caminho, os teimosos com carro sem tração são encontrados encalhados nas dunas e viram atração (ou motivo de piada dos bugueiros, pelo menos), tem um passeio de barco pelo mangue para ver cavalos marinhos (não recomendo), um cemitério de árvores que forma bela paisagem e dunas petrificadas, que estão em estudo porque acumulam quantidade incomum de sal. Em Tatajuba, vale outro clichê: ouvir a Dona Delmira contar como a vila foi destruída pela areia há três décadas. Não a interrompa porque ela começa tudo de novo, do zero. Dona Delmira, na Velha Tatajuba (Foto: Letícia da Silva) Velha Tatajuba (Foto: Letícia da Silva) O ponto alto do passeio é a Lagoa da Torta , onde dá pra andar de pedalinho, alugar um caiaque, ficar de preguiça nas redes ou apenas sentar nas cadeiras dentro da água, embaixo de sombra, pra beber uma cerveja gelada, pedir de entrada uma porção de ostras in natura (R$ 10 por dúzia) e depois um peixe saboroso a preço justo, longe dos valores praticados no litoral catarinense. Outro passeio oferecido pelas agências é para as lagoas Azul e Paraíso . A primeira tem escassa estrutura: um restaurante modesto com preços exorbitantes para o padrão da região, banheiro na casinha de madeira, atendimento ruim. Nem um rádio ligado pra animar existe… A Lagoa do Paraíso tem um restaurante com comida honesta, banheiros limpos (e de alvenaria), atendimento bom, as mesmas redes da Lagoa Azul e da Lagoa da Torta, além de pousadas simples por perto. Se tiver que optar, pule a primeira. Lagoa do Paraíso, em Jijoca (Foto: Letícia da Silva) E uma dica preciosa pra encerrar: reserve pelo menos um dia e uma noite pra curtir a vila de Jericoacoara . Vale ficar de bobeira na beira do mar, praticar algum esporte náutico, passear pelo centrinho de dia e de noite, explorar as ruelas de areia que ligam as quatro ruas arteriais (igualmente de areia, claro!), experimentar a cocada e a tapioca da Tia Angelita (na Rua Principal), dormir até mais tarde pra ter pique à noite de aproveitar os bares de reggae, MPB e forró (começam a ferver depois da meia-noite) ou simplesmente reserve tempo pra se deliciar em alguns dos apetitosos e aconchegantes restaurantes (existem vários muito bons, das mais diferentes especialidades, que indico aqui ). Clique aqui para ver mais sobre Jericoacoara (dicas de hospedagem, restaurantes e como chegar)

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Uma exposição para Marilyn

23 de março de 2012 0

Exposição e mostra Quero Ser Marilyn Monroe! chega a São Paulo em março O brilho e glamour de um dos maiores ícones pop do mundo serão vistos em obras de arte e filmes, a partir de 4 de março, na Cinemateca Brasileira São Paulo, 06 de fevereiro de 2012 – A exposição e mostra Quero Ser Marilyn Monroe! chega a São Paulo só em março, mas já há gente querendo fazer fila na porta da Cinemateca Brasileira. Isso porque é a primeira vez que a maior e mais completa exposição sobre a grande diva do cinema americano vem ao Brasil e em curta temporada. O evento, que marcará o cinquentenário da morte da musa, acontecerá na Cinemateca, do dia 4 de março a 1o de abril, com entrada gratuita ao público. A exposição chega ao Brasil após grande sucesso de público nos principais museus da Europa, Estados Unidos e Canadá. A exposição traz 125 obras de vários artistas consagrados como Andy Warhol, Allen Jones, Peter Blake, Richard Avedon, Henri Cartier-Bresson, entre outros. A ideia do evento é contar por meio de pinceladas, imagens e filmes trechos da vida da diva, em estilos que variam da fotografia fashion ao Pop Art. Documentando a trajetória icônica da sex symbol favorita do cinema, a exposição revela facetas de uma das mulheres mais famosas e intrigantes do mundo, inclusive com uma releitura da frágil vulnerabilidade da grande musa. “A proposta da exposição é, antes de mais nada, uma reflexão sobre a Marilyn. Queremos que o público se ponha no lugar dela ao reviver sua existência pelo ponto de vista de artistas que a leram e releram ao longo dos últimos 50 anos e dos filmes que ela fez”, afirma Ricardo Comissoli, sócio-diretor da Admirável Entretenimento, empresa responsável por trazer a exposição para São Paulo. A exposição começa com a famosa Red Velvet Pose, de Tom Kelley, para a Playboy e continua entre os lençóis da cama de One Night with Marilyn, do fotógrafo Douglas Kirkland. Inclue Marylin em Here’s to You com champagne em mãos celebrando seu retorno a Hollywood. Momentos memoráveis da carreira da diva serão retratados tais como a famosa cena sobre a grade de ventilação do metrô, com Thomas Ewell, em Seven Year Itch, de Sam Shaw, e também fotografias tiradas nos bastidores em Misfits, de Ernst Haas. Além da exposição de obras de arte, haverá ao longo de todo o período uma mostra de cinema com os principais filmes da atriz: O Inventor da Mocidade (Howard Hawks) – 1952; Quanto Mais Quente Melhor (Billy Wilder) – 1959; A Malvada?(Joseph L. Mankiewicz) – 1950; Os Desajustados (John Huston) – 1961; O Pecado Mora ao Lado (Billy Wilder) – 1955; Os Homens Preferem as Louras (Howard Hawks) – 1953; Torrentes de Paixão (Henry Hathaway) – 1952. A Admirável Entretenimento é a empresa responsável por trazer ao Brasil a exposição, que é patrocinada e apoiada pela Operadora Oi, Shopping Iguatemi, Fox Filmes, Chandon e Belvedere. Segundo a diretora de Cultura da Oi Futuro, Maria Arlete Gonçalves, “trazer para o Brasil a exposição de Marilyn Monroe faz parte da estratégia da Oi, uma das maiores patrocinadoras privadas da cultura brasileira, de oferecer ao público grandes atrações internacionais de forma gratuita ou a preços populares”. Já Silvia Camargo, gerente de marketing do Shopping Iguatemi, um dos apoiadores culturais, afirma que “o shopping vem se firmando, cada vez mais, como um grande incentivador das artes e não poderia deixar de patrocinar uma exposição de uma das estrelas mais marcantes de Hollywood”. Serviço: O que: Quero Ser Marilyn Monroe! – Exposição e Mostra Quando: 04 de março a 1o de abril Onde: Cinemateca Brasileira – Largo Senador Raul Cardoso, 207 – Vila Clementino – São Paulo Entrada gratuita a todos os visitantes Site: www.marilynmonroe.com.br Informações para a imprensa:

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Uma exposição para Marilyn

Prêmio Capacete de Ouro

21 de março de 2012 0

O evento e o prêmio foram na terceira semana de dezembro, ainda no ano passado. Por que só relato isso agora? Bem, quando voltei ao nosso Porto, só se falava em Natal e no Papai Noel. Para ter a atenção de FACEiros e blogueiros, só se falasse do Santa Klaus. E, mesmo assim, seria inútil: com a minha barbinha, jamais poderia competir com a belíssima barba branca que os ilustradores da Coca-Cola desenharam. Além disso, ele tem renas – e voadoras – e eu, só um Volks, e já usado. Portanto, resolvi protelar, não disputar leitores com o Bom Velhinho. Bom é o termo que usamos, mas… e se forem verdadeiras aquelas estórias dele com as renas? Rascunhei isto ainda no avião, mas, convenhamos, dezembro, fim do ano, não é bem uma data para escrever. É para festejar. Escrever é uma atitude solitária, e dezembro é mês de confraternizações, abraços, festas e brindes. O dia era dezessete, e eu voltando aos pagos. Há muito tempo não ia a São Paulo. Para falar a verdade, até ia, mas só usava o aeroporto de Congonhas, cuja sinalização é das piores –  sempre me atrapalho, nunca sei para que lado ir. Se fosse no Oriente Médio ou na China, tudo bem, mas aqui e no meu idioma? Quem sabe em 2012 melhore…. O convite para o Capacete de Ouro , o maior evento de premiação automobilística do Brasil, me tocou profundamente. A escuderia Vemag foi para a pista pela primeira vez em 1960, e eu estava entre o primeiro grupo, mas nunca me dei conta que 50 anos haviam passado. Na minha cabeça, cinco décadas era algo remoto, algo que deveria vir envolto em uma bruma. Corríamos, na época, pelo prazer do momento, pela injeção de adrenalina, não para fazer história. E, agora, eu estava indo para reconstituir alguma coisa, ressuscitar uma época distante – e, quem sabe, até, ter que reinventar detalhes esquecidos em alguma entrevista. Enquanto esperava o embarque, via tudo com uma certa  incredulidade: 50 anos. Seriam mesmo 50 anos? Fiz a conta mais de uma vez. Ia como em busca de um passado, mas um passado que estava sendo passado de trás para frente, rápido como uma flecha, me levava – e já com data e hora marcadas, Limosine, luzes, hospedagem com minha maior referência em pilotagem: o Bird Clemente. Tudo muito irreal. Cinquenta anos haviam se passado – cinquenta estimulantes anos, sem dúvida. Não sou aferrado ao passado, não tenho nem taças nem um só troféu nas paredes (foram todos doados, e bem doados, a mecânicos, patrocinadores, colaboradores, companheiras do momento). Não me arrependo. Até hoje, insisto: meu tempo é  agora. Sem bagagem, saímos rápido. Lá estavam Bird e Luíza, à nossa espera. E foram 24 horas de abraços, papos, reencontros, telefonemas, saudades e lágrimas… por pilotos e chefes de equipe que foram na frente – como faziam antes em pistas novas – para um reconhecimento do terreno. Um deles, Jorge Lettry, como tributo, mereceria mais: filmes, livros, feriado nacional e estátuas em todos os autódromos do país. Tudo foi muito rápid e confuso. Na noite seguinte, no horário marcado, entramos no Via Funchal entre abraços, comentários, gozações. Alguns de nós não nos víamos há 45 anos. Enquanto isso, os convidados iam chegando, nos telões sempre projeções de corridas, sons de competições, fotos nossas e convidados ilustres. Ao nosso lado, Massa, Barichello, Kanaan, mais alguns da Indy que não sei o nome, gente que fez a sua história lá fora. Seninha e Hélio Castro Neves mandaram vídeos, que foram projetados. Estávamos próximos ao palco quando pediram silêncio. Só então, olhei para trás: 800 convidados sentados para a janta que seria servida. Dei razão aos que dizem que São Paulo é “outra coisa”. Tive orgulho. Me senti vivo, ativo e atento para encarar o momento. Confesso que me fez bem. (Segue)

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Prêmio Capacete de Ouro

O Brasil na opinião de um australiano

20 de março de 2012 0

Conheci ontem um australiano que passou pouco mais de dois meses viajando pelo Brasil. O Ross foi a Fortaleza, Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Florianópolis e Rio Grande do Sul entre janeiro e março deste ano. Como opinião geral, ele disse que gostou muito! Claro que eu quis saber o que exatamente ele gostou e o que não gostou. Começando pela parte boa: – Ele adorou as praias no Rio, Fortaleza e Florianópolis; – Achou Torres/RS muito legal; – Gostou bastante de Curitiba, disse que, apesar de ser uma cidade grande, tem bastante natureza; – Comeu muito churrasco (australianos comem bastante carne como nós, gaúchos); – Aproveitou o Carnaval em Salvador. Porém… – Não gostou do litoral gaúcho. Ele foi de Florianópolis para o Rio Grande do Sul, apenas passou por Porto Alegre, foi até o litoral sul do estado e voltou “Brasil acima”. Não soube dizer porque não parou em Porto Alegre (o trajeto foi feito de carro); – Não achou graça nenhuma em São Paulo; – Ele ficou decepcionado com o café no Brasil. Disse que não entende como um país que é conhecido no mundo como produtor de café oferece um produto de baixa qualidade. Eu expliquei que, infelizmente, o nosso melhor café é exportado e que, possivelmente, o café brasileiro aqui na Austrália é muito melhor do que o que ele provou no Brasil; – Em geral, não gostou do estilo de café-da-manhã brasileiro. Disse que nós “só comemos pão e queijo, todos os dias”. Achei isso bem engraçado, pois o café da manhã aqui na Austrália é realmente diferente do nosso. Ou as pessoas comem pratos fartos com bacon frito, ovos fritos, torrada e catchup ou molho barbecue (bem comum aqui) e não almoçam; ou comem apenas frutas ou torrada com manteiga cedo da manhã e o mesmo prato descrito acima na hora do almoço.

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O Brasil na opinião de um australiano

Danuza Leão

13 de março de 2012 0

Tenho bastantes dúvidas quanto a escolher o que devo ler – consequentemente, muito mais dúvidas em sugerir o que outros devem ler. Mas muitos, ou todos, deveriam ler a entrevista com a Danuza na Zero Hora de domingo. Até mesmo quem já pratica o que ela sugere. Não falo das coisas pessoais, domésticas (eu, por exemplo, nunca me desfarei das quinquilharias que juntei ao longo da minha quilometragem). Como não tenho descendentes, é muito provável que tudo acabe espargido num leilão ou numas caixas mofadas do Brique da Redenção. Mas o que eu gostaria que muitos lessem e exercessem é sobre o comportamento em público, em restaurantes (churrascarias, principalmente, onde não vou aos domingos e feriados nem sob ameaça de tortura). Dia das Mães fora de casa? Bem, aí nem sob ameaça de me entregarem a um triunvirato da CIA, do Mossad e da KGB, sob a direção do Dam Mitrione. Prefiro abrir em casa uma lata de atum. Em último – falo em último – caso, tipo hóspedes estrangeiros, etc., vou a grandes hotéis, pago mais caro pela comida de hotel (o que fazer?), mas volto com os tímpanos intactos e feliz por evitar bandos de pais maleducados e, consequentemente, crianças maleducadas. Tenho pela autora uma grande admiração. Ainda no século passado, quando eu morava em São Paulo, ia com muita freqüência ao Rio, pois, junto com outras fábricas, fazíamos demonstrações dos nossos Jeeps para o Exército na Restinga da Marambaia. Danuza, sua irmã Nara, mais a Marina Colassanti, seu irmão Arduino e seu então namorado (hoje marido) o escritor e poeta Affonso Romano de Sant’Anna, e outros, formavam um grupo de pessoas bonitas, ricas, alegres e inalcançáveis – mas desejadas – que frequentavam a mesma praia, a uns 30 metros do nosso grupo, e eram o centro dos nossos olhares. Desde aquela época, leio e gosto do que ela escreve. Hoje, os nossos jornais e revistas não coincidem – ou seja, leio-a menos –, mas continuo gostando. O livro, razão da entrevista (como se precisasse), também já foi lido, e é uma lição tardia de vida. E você o lerá em uma noite – bem, é claro, se você não preferir o Big Brother ou a série das mulheres ricas. Se você perdeu a Zero Hora de 11 de março, resgate na internet (não sei como se faz, nunca passei do primeiro degrau, mas o seu filho sabe; todos os jovens sabem). Pelo menos tente. Se achar fútil ou que você não precisa, aceito e publico os puxões de orelha.

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Danuza Leão

Os Sonhos Verticais de Manoel Morgado

13 de março de 2012 0

A entrevista abaixo está publicada na página 3 do caderno VIAGEM , de Zero Hora, desta terça-feira ( ALIÁS, AGORA O CADERNO TEM UM SITE REPAGINADO, COM A REPUBLICAÇÃ O DE SUAS PRINCIPAIS MATÉRIAS, BLOGS, SERVIÇO, etc…). Ela mostra um pouquinho do que se pode esperar do livro Sonhos Verticais , do alpinista gaúcho MANOEL MORGADO , o oitavo brasileiro a atingir o cume do Everest, a montanha mais alta do mundo, entre outras aventuras. O livro vai ser lançado no próximo dia 21, em São Paulo (não haverá lançamento em Porto Alegre). Editado pela Artes&Ofícios, tem 216 páginas e preço sugerido de R$ 43. Confira a íntegra da entrevista com Morgado abaixo: É assim que ele é apresentado no convite para o lançamento de seu livro, no próximo dia 21, em São Paulo: “55 anos, médico por formação, alpinista por vocação”. Como alpinista, chegou muito longe e muito alto, se permitem o trocadilho. Escalou as principais montanhas do mundo e foi o oitavo brasileiro a chegar ao Everest. Não é pouca coisa. Por email, ele respondeu a perguntas sobre suas aventuras e sobre Sonhos Verticais, um título que por si já explica do que trata a obra editada pela Artes e Ofícios. Zero Hora – O que pode querer mais um viajante/aventureiro depois de ter atingido o Everest? Há ainda o que alcançar? Manoel Morgado – Acho que depois do Everest existem dois grandes desafios para os montanhistas interessados em altas montanhas, os 14 8000 e os sete cumes. Há 14 montanhas com mais de 8 mil metros no planeta, todas na região do Himalaia e do Karakorum no Nepal, Tibete e Paquistão. Escalar todas elas é um grande desafio. Não estou interessado nele, pois pelo menos três deles têm uma taxa de mortalidade que considero inaceitável – o K2, o Annapura e o Nanga Parbat. Mas pretendo escalar outras montanhas com mais de 8 mil metros. Este ano escalarei o Manaslu, a oitava, e vou tentar sem oxigênio adicional e sem o auxílio de sherpas, o que torna a escalada significativamente mais difícil. E também tem os sete cumes, a escalada da montanha mais alta de cada continente, que acabo de concuir com a escalada do Vinson, na Antártica, tornando-me o segundo brasileiro a conquistar este feito. Estar nas montanhas é o que interessa, sejam elas altas, baixas, difíceis ou fáceis, principalmente se essas montanhas forem divididas com amigos. ZH – Dessas tuas jornadas todas qual foi a mais gratificante? E qual foi a mais difícil? Morgado – Sem dúvida estar no topo do Everest foi o momento de maior emoção de minha vida, o mais gratificante.Já tinha estado 44 vezes na base do Everest. Olhando para cima e sonhando com o dia que eu também estaria lá. Os amigos e conhecidos que tinham conseguido eram meus heróis… Foi um momento mágico. A montanha mais difícil, fisicamente, foi o Mckinley (Denali), no Alaska. Escalada dura, com clima terrivelmente difícil, com 50 kg, com muito trabalho para preparar as plataformas para armar as barracas, construir muros de gelo para proteger a barraca dos ventos fortíssimos… E isso tudo após ter escalado por várias horas…Mas, também uma das mais lindas. ZH –  Por que as pessoas devem/precisam viajar? Qual tu achas que deve ser a inspiração a cada vez que alguém se lança numa nova aventura? Morgado – Viajar, para mim, é entender que todos somos iguais e que buscamos a mesma coisa e que fugimos das mesmas coisas. Ao conhecer uma nova cultura, você descobre que os preconceitos não se aplicam, é o melhor remédio contra a incompreensão que faz com que achemos que nós, de uma cidade, de um país, de um continente, somos melhores que os outros. Mas isso só acontece se formos de coração aberto, prontos para tentar entender como outra sociedade funciona. Aviagem também é a concretização de um sonho e ter a coragem para realizar este sonho nos torna mais vivos. Precisamos sair de nossa zona de conforto, e com isso aprendemos muito.Viajar é um grande aprendizado. ZH – O resumo e o título do teu livro dão a impressão de um livro (sem que isso pareça pejorativo) de auto-ajuda. Ele tem essa intenção? Morgado – Não, eu tenho uma fórmula para minha vida que funciona para mim. Não tenho casa há 23 anos, viajo pelo mundo sem parar. Raramente durmo na mesma cama mais do que uma semana seguida. Tenho pouquíssimas posses e minha vida é muito simples, mas essa é uma fórmula que funciona para mim e para muito pouca gente. Se tenho uma mensagem a passar é que precisamos ter coragem para ir atrás do que queremos, dos nossos sonhos. Mas, como fazer, aí é com cada um. ZH – Qual tua próxima aventura? Morgado – Como escalador estou bastante realizado embora, claro, vá continuar escalando e como disse ainda este ano vou escalar um 8000. Tentei fazer uma expedição onde cruzaria a Antártica com skis, 1.100 km sem ajuda externa, mas infelizmente não obtive o patrocínio que precisava. Gostaria de que este projeto acontecesse. Como guia de montanha, meu sonho era guiar o Everest e isso acontecerá em 2014…E lançar um livro, claro, também é uma grande aventura. Estou feliz que ela esteja acontecendo.

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Os Sonhos Verticais de Manoel Morgado

Confraria 2012

09 de março de 2012 0

Para iniciar o ano, os dois cheffs , André Hermann e José Claudio Kruse pensaram em tapas. “ Temos que seguir modismos ”, disseram. Tapas espanholas e orientais, um creme de mexilhões do Mediterrâneo Francês e uma sobremesa bem nacional. Para sorte dos confrades, não só fizeram, mas executaram muito bem. Primorosamente. Junto ao espumante inicial, as baguetes (da Carina Barlett) foram acompanhadas de uma pasta de homus – grão-de-bico, alho, oliva, tahine, cebola, pimenta e limão, igual à que foi servida ao Profeta Maomé antes de subir aos céus. Em andanças pelo Oriente longínquo, houve a descoberta da melhor cozinha do mundo: a vietnamita . Seus pequenos bocados, sua elegância e delicadeza fizeram Anthony Bourdin declará-la como a melhor que há – imbatível, mesmo em feiras de rua ou pequenos restaurantes. As tapas iniciaram por um unusual   sashimi  de salmão com pasta de abacate, seguiram por um camarão ao molho de pimenta doce e baunilha. Terminaram por servir kobe beef, salad roll ao molho de gergelim. O crême aux moules foram buscar no livro Cuisine a Babord . Acho que eu deveria parar por aqui. A intenção era só dizer que a Confraria iniciou o seu trigésimo quinto ano com sucesso, mas como vou deixar fora as gulas? Diz o José Claudio Kruse que gulas são surimi à base de badejo do Alasca e substituem as angulas, alevinos de enguia, raros e caros. Gulas à la biscainha ou à la bilbaina são servidas em cazuela de barro em azeite de oliva quente, alho e guindillas (pimenta caiena seca e defumada). Em Punta del Este, existem vários restaurantes bascos. Essas gulas eram da Taberna Patxi, em Maldonado. O polvo grelhado foi homenagem ao Restaurante Candido’s de Pedra da Guaratiba, na Restinga da Marambaia, Rio de Janeiro. Dona Carmen comandava esse templo do bem comer à beira d’água. O polvo é descongelado, esfregado com sal, lavado e jogado por três vezes em panela muito aquecida. Após, é cozido em um pouco de sake e grelhado com um pouco de oliva, recebendo, ao final, páprica picante e orações , em aramaico. A sobremesa foi da Carlota Pernambuco, a gaúcha, minha amiga, que comanda os restaurantes Carlota no Rio e em São Paulo. Bem, agora tenho que me desculpar com quem leu mas não comeu. É que, na Confraria, somos só 20 pessoas. Sorry, mas não desista. Faça a sua própria confraria e, dentro de 35 anos, vocês terão vários livros, bons amigos e, pelo menos uma vez por mês, se deleitarão com comidas como essas que recolhi do menu. O José Claudio, Dr. José Claudio Kruse, vai aos locais – seja na Espanha, França ou Dinamarca –, aprende os idiomas para ler com precisão as receitas, conselhos e a bibliografia culinária local. Já o André Torres Hermann, também doutor em medicina, vai até mais longe: costuma ir a Cuba. Cuba? É, Cuba. O que é que se faz em Cuba? Nada, é claro, a não ser apreciar o fim de uma dinastia e fumar charutos. Este ano, para sorte nossa, dos 19 cheffs , mais este escriba, ele foi mais longe. Ficou algumas semanas em Hong Kong. Ali, fumou os mesmos charutos, pagando a metade do preço, e, para nosso gáudio, frequentou uma escola de comidas do sudeste asiático. Bravos. Foi um jantar memorável.

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Confraria 2012

Viajando com Arte aterrisando em São Paulo

07 de março de 2012 0

Mylene, Helena Rizzo e Clarisse… esquentando as turbinas antes do evento. Pois é gente inacreditável! Colocamos nosso pezinho na cidade paulista! Calma, já conto tudo para vocês. Aqueles que acompanham nosso trabalho mais de perto sabe que fazemos viagens especiais com pequenos grupos, onde procuramos que as pessoas tenham experiências únicas de viagem. Um mix de conhecimento de arte e história,  aventura, trilhas,  hoteis exclusivos e boa gastronomia. E falando em gastronomia nossa próxima edição da viagem Peru com Arte em maio de 2012, somará um selo gastronomia, já que a premiada chef Helena Rizzo do Restaurante Mani , que, além de nos acompanhar na viagem, vai fazer uma curadoria dos cardápios e nos dar um aula em Machu Picchu , de como fazer um legítimo Cebiche peruano e preparar um Pisco Sauer, que é a bebida típica nacional. Com tudo isso acontecendo achamos que era a hora de mostrar a nossa cara em terras paulistas. No dia 5 de março, segunda-feira passada organizamos um evento no Manioca, que é o espaço reservado para festas e eventos do Mani. Foi fantástico gente. O lugar é lindo, um jardim vertical ocupa uma parede toda, não tem nada de pretencioso,  é um charme.  E começaram a chegar as pessoas, a escritora Martha Medeiros, que muito carinhosamente foi dar seu depoimento pessoal das 2 experiências de viagem que realizou conosco, depois foram chegando, o quórum super bacana:  Muita gauchada: Betina Corbellini e Clovis, Vivian Sachs, Leonel e Marta Obino, Breno (Pinduca), Newton Bento e Jaque, Ricardo Freire, Tetê Pacheco, Isabela Maciel de Sá, Neka Menna Barreto,Daniela Cirne Lima, Clarice Mancuso, Ana Ferrari, Ana Célia Auschenbach, Cynthia Almeida, Miriam Cirne Lima, Ana Cláudia Costa, nossa querida parceira da Porto Brasil, Cleo Milani, Magda Garcia, Neco e Ines Schertel e grande elenco Cleo Milani com  o recém terminado portfolio do nosso projeto Viajando com Arte Jaque, Ricardo Freite e Newton Bento Carolina Giovanella  e Carlo Zanandrea Patricia Druck, Daniel Redondo ( também chef do Mani) e Renato Rizzo Clarisse Linhares e Helena Rizzo Ana Claudia Costa da Porto Brasil e Vera Schimanski, da agencia Flow, responsável pela criação dos folders do Viajando com Arte Magda Garcia, Marta Obino, Lilian Franzen e Mylene Rizzo Martha Medeiros, Miriam Cirne Lima, Cleo Milani, Suzana Canoza e Francinha Clarisse Linhares. Hugo França e Leonel Obino Helena Rizzo e Carol Apoiadas pelo diretor geral da TACA no Brasil, Ian Gillespie. Ana Claudia da Porto Brasil  e o diretor regional da TACA, Daniel Trento Neco e Ines Schertel Em ótima companhia com Neka Menna Barreto e Helena Rizzo Foi uma noite memorável e em meu nome e da Mylene eu gostaria de agradecer a  Helena Rizzo e a Giovana Baggio que tão carinhosamente nos receberam no Manioca  que foram responsáveis pelo ambiente super descolado da noite e dos quitutes deliciosos. Agradecer a Ana Claudia da Porto Brasil que como sempre deu um banho de eficiência e profissionalismo. A minha querida amiga Martha Medeiros que se dispôs a ir até São Paulo e dar um depoimento pessoal hyper querido das suas participações nas nossas viagens. Ao apoio importante da TACA. E por último e não menos importante dos amigos que lá estiveram e nos prestigiaram, foi incrível, inesquecível. Muito obrigada!!   Fotos: Peu Robles  

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Viajando com Arte aterrisando em São Paulo

Arte e gastronomia em roteiro no Peru

05 de março de 2012 0

Clarisse Linhares e Mylene Rizzo, vizinhas de blog em zerohora.com em seu Viajando com Arte , lançam hoje em São Paulo um roteiro pelo Peru que terá a companhia e aulas de culinária da chef  Helena Rizzo. O roteiro será lançado no restaurante da chef, o Maní, com a participação da escritora Martha Medeiros. A gastronomia se alia ao já reconhecido acompanhamento que inclui arte e história. Em Porto Alegre, o lançamento será nos próximos dias.

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Arte e gastronomia em roteiro no Peru

Fim de viagem

04 de março de 2012 0

Um almoço no Restaurante do Dodo, no Morro da Borússia, foi a última atividade da viagem. Estou de volta a Porto Alegre. No total, foram 5.200 km de estradas pelo Sul e Sudeste. Passei por 4 capitais – Curitiba, São Paulo, Rio e Belo Horizonte – por cidades históricas, cidades serranas e praias. Valeu a pena. Aqui no blog há vários posts sobre a viagem. E ainda há outros para serem postados. No Facebook também é possível acompanhar relatos da viagem com votos.

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Fim de viagem

Na paranaense Ponta Grossa

02 de março de 2012 0

Esta cidade paranaense fica numa região que é caminho para quase todas as partes do Paraná. Está a pouco mais de 100 km de Curitiba. Desta fez fiquei num hotel no centro. Caminhando pela área, descobri as casas abaixo. Neste prédio funciona um colégio. No centro tem um calçadão, com comércio bem variado. O prédio alto colorido, à esquerda, é o Hotel Plaza Ponta Grossa, onde me hospedei. Geralmente paro em Ponta Grossa para não fazer uma viagem muito longa, quando estou voltando do estado de São Paulo, por exemplo.

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Na paranaense Ponta Grossa

O meu Rio, o teu Rio, o nosso Rio

02 de março de 2012 0

Em dias alternados e nestes feriadões, leio todos os jornais que posso. Gosto de jornais, mas jornal mesmo, de papel, e não de telinha. É um hábito que procuro manter. Às vezes vão se empilhando… mas, mesmo assim, sigo comprando. Só não compro todos os dias porque o dia só tem 24 horas. Recentemente, fui ao Rio e me dei conta que guardo da primeira visita uma sensação que perdura até hoje: a da estonteante beleza, a luminosidade aberta que o mar proporciona, o verde amplo dos morros, a planície do aterro olhando os morros próximos – tudo me lembra a liberdade que se usufruía nas caminhadas. Era o cenário certo para um enredo que está dando errado. O Rio é lindo, muito mais do que qualquer imagem que dele se tem antes de conhecê-lo. O espanto diante da beleza explícita do Rio, seu céu, suas cores se reafirma sempre, a cada visita. Morei em São Paulo nos anos em que trabalhei nas fábricas de automóveis, anos de sonho e de desenvolvimento. Não quero cuspir no prato em que comi – e, aliás, como comi bem ali! – mas São Paulo não era exatamente bonita. Tinha e tem seus encantos. Tem cantos a serem conquistados por quem tem persistência. Mas, daquela época, me acostumei com São Paulo e até comecei a achá-la bonita. Mas, quando chegava o fim de semana, se não houvesse agitação em Interlagos, lá ia eu para o Rio. Ia de trem noturno. Amanhecia lá, de barba feita e banho tomado. Era ótimo, apesar de o Vinícius de Morais chamar aquele trem de “o avião dos covardes”. A cada semana, o Rio tinha, de novo, o impacto inicial de surpresa e encantamento. O Rio da época era o sonho distante e, ao mesmo tempo, possível e próximo. Todos no Brasil tínhamos os olhos voltados para o Rio. O Rio é desses amores para a vida inteira. Cada vez que chego ali, sinto o vigor dos primeiros encontros. Não deixo de admirá-lo, nem ao ver os sinais de avanço nos problemas insolúveis . Li em algum lugar que o verde do Rio é teimoso. Agredido por 500 anos, ele sobrevem exuberante. Flora e fauna, extintas em outros espaços urbanos, resistem no Rio. Líderes políticos da cidade e do estado têm sido lamentáveis, com raras exceções. Ou são populistas, ou são bizarros, ou incompetentes, ou todas as alternativas juntas. A cidade, às vezes, deixa-se hipnotizar por intensos debates sobre falsos problemas: cachorro bravo deve ou não andar de focinheira, os consumidores de shopping devem ou não pagar estacionamento – temas surpreendentes, numa cidade onde a violência cresce; onde parte do território está sob controle de bandidos; onde tudo pode acontecer, inclusive um tiro desorientado atravessar o caixão num enterro, ratificando a morte. É óbvio que a classe média deve pagar pelo estacionamento dos shoppings e que os transeuntes devem ser protegidos dos cães ferozes, mas leva-se meses discutindo o assunto, como se todo o resto já estivesse resolvido. Há temas complexos que merecem nossa atenção, como o das favelas. Não há solução simples. Elas devem ser contidas porque estão destruindo o que resta da exuberante mata que protegia, refrescava e embelezava o Rio. Não há alternativa de moradia popular sem um bom sistema de transporte – por isso é difícil contê-las. Elas cresceram e crescem tanto porque regras e leis foram desrespeitadas, inclusive por condomínios de luxo. Mesmo assim, não acredito em caso perdido. É por isso que continuo achando que o “nosso” Rio, um dia vai melhorar. A largada foi dada.  Foto:  http://www.sxc.hu/browse.phtml?f=download&id=964723

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Passarela para o infinito

28 de fevereiro de 2012 0

Já várias vezes escrevi aqui que não sou hábil com computadores, e tablets ; às vezes, até com telefone me atrapalho. Portanto, estando em Floripa – a antiga Desterro – fiquei surpreso ao ler no Estado de São Paulo um artigo sobre um assunto que havia circulado nas redes. O que li era de Elder Ogliari, a respeito da escultura Olhos Atentos e ameaças à sua retirada. Ora, se a prefeitura aceitou a obra, que foi colocada em lugar de destaque e de grande movimento de flâners , não cabe a ela, hoje, discutir a qualidade artística, gosto pessoal, valor ou não do artista, e se a peça é uma instalação ou não, se está bem ou mal situada. Podiam, no passado, não aceitá-la, mas, hoje, pertence ao nosso acervo , ao seu, ao meu, etc., independentemente do que alguns achem – e, além disso, o “restauro” tem valores perfeitamente pagáveis. Não creio que o prefeito Fortunati queira ou vá tirá-la. Não sei em que condições ele falou sobre a obra. Também não me parece que seja um homem de fazer as coisas “na surdina”. O conserto é barato se for feito por uma pessoa (é só o piso, não requer pintura). Agora, se fizerem um edital, depois criarem uma comissão, depois um grupo de trabalho, a vaca vai pro brejo – aliás, para o Guaíba, que é bem pertinho. Deixei este texto escrito quando fui tomar chuva em Santa. Sabiamente, a Carmem não postou. De volta a Porto Alegre, fiquei sabendo, pelo Britto Velho, que colore pátios e casas com suas belas obras, que o assunto já foi resolvido e, consequentemente, minha manifestação é extemporânea. Mesmo assim, resolvi postá-la. Sou um dos que gosta da Olhos Atentos , embora não seja chegado às instalações, mas a minha opinião é a mesma – inclusive sobre obras que, digamos, “não gosto”, e, daí, “o meu, o nosso” gostar não tem nada a ver. Todas as obras ajudam a formar o aspecto da cidade, e é isso que vale. NOTA: Já passaram uns três meses desde que prometeram restaurar? Minha semana de chuva, inesquecível, foi entre o Natal e o 31 de dezembro. Volto a Olhos Atentos e, para minha surpresa, tudo segue como antes no quartel de Abrantes. Meu caro e ativo prefeito, será que também vai ficar para depois da copa?

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