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Posts na categoria "Ásia"

Cultura e gastronomia inusitada, a China por Christiane Petry

26 de abril de 2012 0

Espetinho inusitados O Templo Lama é um dos maiores e mais importantes templos budistas tibetanos do mundo. O complexo, que também segue o estilo arquitetônico da China Imperial, é formado por cinco prédios principais e várias galerias laterais. Originalmente, o local serviu como residência de um príncipe da dinastia Qing até ele tornar-se imperador. O templo é inteiramente decorado com imagens do Buda no seu interior, sendo que o maior deles mede 16 metros e é feito de uma única peça em madeira. Ele é tão grande que não deu para fotografar. Na entrada dos templos, praticantes do budismo fazem suas oferendas e queimam incenso. Figuras de animais e senhor que decoram o telhado do templo. Quanto mais importante a construção, maior era o número de figuras. Mas Beijing não é apenas a cidade de espetaculares monumentos históricos, também é a cidade da comida de rua, das compras e dos mercados locais. Além de shoppings modernos com lojas de grifes internacionais como o famoso Oriental Plaza , que fica localizado na principal rua de comércio de Beijing, a Wangfujing Dajie , o que mais chama atenção são os mercados locais. Nestes mercados, temos acesso a produtos típicos, antiguidades e artesanato, bem como podemos exercitar as técnicas chinesas de negociação. Há vários mercados locais em Beijing e, como o tempo é curto, acabamos por optar pelo de antiguidades, o Panjiayuan Market , e pelo Hongqiao Market , que fica próximo ao Templo do Céu e que possui dois andares de lojas especializadas em pérolas. O Panjiayuan Market , de antiguidades, é imperdível. Há peças chinesas de todos os tipos: esculturas, cerâmicas, bronzes, peças em jade, material para caligrafia, arte tibetana, bijouterias de enlouquecer, etc. .. Vendedora montando um colar de pérolas na tradicional loja de pérolas Fanghua no Hongqiao Market. Outro local muito charmoso em que estivemos foi em uma rua chamada Nanluogu Xiang , que fica em um Hutong . Nessa rua, muitas das antigas casas residenciais foram transformadas em boutiques, lojas de design, cafés e bares. E falando em hutong , os hutongs são ruelas de bairros antigos da cidade, onde costumavam morar as famílias abastadas e funcionários do governo.  Hoje, muitas dessas casas são do governo e várias famílias habitam uma mesma residência. Embora tudo seja muito simples, dá para se ter uma boa idéia de como era a Beijing de antigamente e também de como vivem parte da população da cidade hoje em dia. Nos hutongs, você pode contratar um riquixá e dar um passeio pelo bairro. Vale a pena! Como não há muito espaço nesses bairros, cada pedacinho de terra é aproveitado ao máximo. Uma peculiaridade do local é de que essas casas antigas não possuem banheiros. Os banheiros são públicos e você encontra um a cada quadra. É muito estranho. A comida é um capítulo a parte. Beijing é famosa por sua comida de rua. Ao lado da rua Wangfujing fica o Mercado Noturno , onde podemos provar uma infindável variedade de especialidades tradicionais chinesas como espetinhos de escorpião, bicho-da-seda ou gafanhotos. Confesso que não tive coragem! Alguns dos espetinhos eram indecifráveis. Já outros……

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Cultura e gastronomia inusitada, a China por Christiane Petry

Ícones chineses, por Christiane Petry

20 de abril de 2012 0

A Cidade Proibida (também chamada de Palácio Imperial) que fica no coração da cidade de Beijing e é o complexo arquitetônico mais grandioso da China. Foi construída ao longo de 14 anos, durante o reinado do terceiro Imperador Ming, chamado Yongle – o mesmo do Templo do Céu – e finalizada em 1420. Depois do Imperador Yongle, o palácio foi a residência de mais 23 imperadores da Dinastia Ming e Qing, até o Império ruir em 1911. À medida que vai se entrando no complexo, tem-se  a impressão que vamos encontrar um Imperador logo adiante e a lembrança das cenas do filme O Último Imperador é inevitável.  O palácio é imenso, formado por um conjunto de 800 prédios com mais de 8000 recintos. Os telhados são todos pintados de amarelo fazendo referência à cor do Imperador. Leão Chinês que guarda a entrada de um dos salões da Cidade Proibida. Esse é uma fêmea, pois tem um filhote sob a pata, o macho tem uma bola. Em frente à Cidade Proibida, fica a famosa Praça Tiananmen, palco dos protestos estudantis de 1989. A praça é austera. Não há árvores, bancos ou sombra. É toda de concreto e sua arquitetura tem mais de Mao Tse Tung do que  da China Imperial. No centro da praça há o Mausoléu de Mao e, ao redor, várias construções da era comunista, como a sede do Congresso do Povo e o Museu Nacional. A Praça Tiananmen ainda estava decorada devido ao feriado nacional de 1° de outubro. O nó chinês simboliza boa sorte e felicidade. Ao norte da praça encontra-se o portão que dá acesso à Cidade Imperial, de onde Mao proclamou fundação da República Popular da China em 1949 e onde, até hoje, está fixado seu retrato ícone.   E chegou o dia do passeio às Muralhas! O dia não amanheceu aberto e nossa primeira preocupação foi que a chuva viesse.  Demos sorte e não choveu, mas confesso que a minha expectativa de ver a Grande Muralha desaparecer no horizonte sob o céu azul ficou para uma próxima oportunidade. A Grande Muralha da China é uma série de fortificações construídas, restauradas e reconstruídas por várias dinastias, ao longo de aproximadamente 2000 anos, com o objetivo de proteger a fronteira norte do Império Chinês de invasões de tribos nômades. De fato, a Grande Muralha não é apenas uma, mas várias muralhas. O trecho da muralha que fica próxima a Beijing  foi construído durante a dinastia Ming. Outros, mais antigos, já foram quase totalmente destruídos pelo tempo. Para minha surpresa, há até bondinhos que levam os turistas que não querem subir a pé até o topo das montanhas. Assim ficou bem mais fácil de chegar às Muralhas!  Estima-se que as muralhas tenham mais de 6000 quilômetros de extensão, que vão da região do Mar Bohai (ao leste de Beijing) até a região de Lop Nur no oeste da China, serpenteando desertos, montanhas e planícies.  Nas últimas décadas, trechos das muralhas têm sido restaurados e abertos para visitação, sendo que há até uma maratona mundial que acontece nas muralhas anualmente. Visitamos o trecho de Mutianyu, que tem um cenário mais serrano e que dizem não ser o trecho mais visitado e lotado por turistas. E, realmente, pudemos caminhar e apreciar o local com relativa privacidade.    À tarde, visitamos as tumbas Ming. Treze de dezesseis imperadores Ming estão lá enterrados, junto com suas esposas e concubinas. O local foi escolhido em razão do auspicioso alinhamento feng shui : uma área enorme cercada por montanhas que protegeriam os mortos dos maus espíritos vindos do norte, acesso apenas pelo sul, terra preta e posição hidrográfica. Há três tumbas abertas ao público. Visitamos a tumba do Imperador Chang Ling, cujo túmulo é precedido de pátios e halls onde há uma pequena exposição de objetos da época e outros encontrados nas câmaras mortuárias que foram abertas.

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Ícones chineses, por Christiane Petry

Ícones chineses, por Christiane Petry

12 de abril de 2012 0

A Cidade Proibida (também chamada de Palácio Imperial) que fica no coração da cidade de Beijing e é o complexo arquitetônico mais grandioso da China. Foi construída ao longo de 14 anos, durante o reinado do terceiro Imperador Ming, chamado Yongle – o mesmo do Templo do Céu – e finalizada em 1420. Depois do Imperador Yongle, o palácio foi a residência de mais 23 imperadores da Dinastia Ming e Qing, até o Império ruir em 1911. À medida que vai se entrando no complexo, tem-se  a impressão que vamos encontrar um Imperador logo adiante e a lembrança das cenas do filme O Último Imperador é inevitável.  O palácio é imenso, formado por um conjunto de 800 prédios com mais de 8000 recintos. Os telhados são todos pintados de amarelo fazendo referência à cor do Imperador. Leão Chinês que guarda a entrada de um dos salões da Cidade Proibida. Esse é uma fêmea, pois tem um filhote sob a pata, o macho tem uma bola. Em frente à Cidade Proibida, fica a famosa Praça Tiananmen, palco dos protestos estudantis de 1989. A praça é austera. Não há árvores, bancos ou sombra. É toda de concreto e sua arquitetura tem mais de Mao Tse Tung do que  da China Imperial. No centro da praça há o Mausoléu de Mao e, ao redor, várias construções da era comunista, como a sede do Congresso do Povo e o Museu Nacional. A Praça Tiananmen ainda estava decorada devido ao feriado nacional de 1° de outubro. O nó chinês simboliza boa sorte e felicidade. Ao norte da praça encontra-se o portão que dá acesso à Cidade Imperial, de onde Mao proclamou fundação da República Popular da China em 1949 e onde, até hoje, está fixado seu retrato ícone.   E chegou o dia do passeio às Muralhas! O dia não amanheceu aberto e nossa primeira preocupação foi que a chuva viesse.  Demos sorte e não choveu, mas confesso que a minha expectativa de ver a Grande Muralha desaparecer no horizonte sob o céu azul ficou para uma próxima oportunidade. A Grande Muralha da China é uma série de fortificações construídas, restauradas e reconstruídas por várias dinastias, ao longo de aproximadamente 2000 anos, com o objetivo de proteger a fronteira norte do Império Chinês de invasões de tribos nômades. De fato, a Grande Muralha não é apenas uma, mas várias muralhas. O trecho da muralha que fica próxima a Beijing  foi construído durante a dinastia Ming. Outros, mais antigos, já foram quase totalmente destruídos pelo tempo. Para minha surpresa, há até bondinhos que levam os turistas que não querem subir a pé até o topo das montanhas. Assim ficou bem mais fácil de chegar às Muralhas!  Estima-se que as muralhas tenham mais de 6000 quilômetros de extensão, que vão da região do Mar Bohai (ao leste de Beijing) até a região de Lop Nur no oeste da China, serpenteando desertos, montanhas e planícies.  Nas últimas décadas, trechos das muralhas têm sido restaurados e abertos para visitação, sendo que há até uma maratona mundial que acontece nas muralhas anualmente. Visitamos o trecho de Mutianyu, que tem um cenário mais serrano e que dizem não ser o trecho mais visitado e lotado por turistas. E, realmente, pudemos caminhar e apreciar o local com relativa privacidade.    À tarde, visitamos as tumbas Ming. Treze de dezesseis imperadores Ming estão lá enterrados, junto com suas esposas e concubinas. O local foi escolhido em razão do auspicioso alinhamento feng shui : uma área enorme cercada por montanhas que protegeriam os mortos dos maus espíritos vindos do norte, acesso apenas pelo sul, terra preta e posição hidrográfica. Há três tumbas abertas ao público. Visitamos a tumba do Imperador Chang Ling, cujo túmulo é precedido de pátios e halls onde há uma pequena exposição de objetos da época e outros encontrados nas câmaras mortuárias que foram abertas.

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Coreia do Norte: o vizinho incômodo

04 de abril de 2012 0

Volto ao assunto Coreia , que me interessa bastante. Quem sabe se deva às grandes temporadas que passei por lá, no sudeste asiático (de uma só vez, oito meses).  É um ponto de ebulição mundial, principalmente em parte da Ásia – e mais ainda no Japão. O assunto da morte de um ditador como Kim Jong-Il até deveria ser comemorado – de todos, menos a dos irmãos Castro, lógico, pois eles não são totalitários, mas, simplesmente, comandantes de uma dinastia comunista. Podem ser comunistas dinásticos? Claro que podem. Mesmo que infrinjam todos os direitos dos seres livres, desde o direito de ir e vir, até a censura da imprensa… e que recebam auxílio de todos os que participam do mesmo ideal. E, com a morte do Kim Jong-Il, surge um jovem com formação europeia, que tem menos da metade da idade da cúpula que o acompanha no poder, e uma bomba atômica no bolso do colete. Preocupa todos os seus vizinhos e todo o mundo – e, também, a mim, mesmo depois que um FACEiro até me escreveu: “Flavio, continue falando sobre Paris; as bombas coreanas nunca chegarão aqui…” Ele tem razão. Falar sobre Paris é bem mais fácil e glamuroso, e eu já escrevi bastante (mas nunca sobre a Torre Eiffel, sobre o Louvre, sobre o Chateau de Versailles, etc.). Não é por não gostar. É para não ser redundante. Fala-se sobre eles desde que foram construídos – e com razão. Mas o Viajando por Viajar é um blog/Face, basicamente, de viagens e, como eu disse, não quero ser redundante. Na verdade, o que eu gosto da cidade não são os seus expoentes, mas é andar pelas ruas Alguns mais interessados no que podem ser dois estopins já acesos (Irã e Coréia) perguntaram também por que parei. Ora! O problema – meu e dos meus colegas de mídias paralelas – é que muitos nos lêem , mas poucos enviam opiniões sobre assuntos como este. Portanto, como saber se estamos no rumo certo? E nós queremos ser lidos – por vaidade, por um narcisismo literário (desculpem, exagerei), só por narcisismo, sei lá, ou até por ajudar muitos a entenderem que o mundo não é todo igual e que nós não somos a bolacha mais recheada do pacote , como alardeiam. Sinto muito, mas não somos. É só comparar o nosso PIB com os outros. Voltando… Nas mídias sociais, é muito fácil. Você aperta uma tecla (“curti” isso), mas nós aqui, do Puxadinho, não conseguimos identificar se você gostou muito ou pouco, se quer saber um pouco mais ou se encheu o saco com esse assunto que não tem nada a ver conosco. E, no caso positivo, mesmo que se saiba um pouco mais, seria pretensão falar de um país tão pouco conhecido, a 22.000 km da minha cadeira na Lomba do Asseio. Caso interesse, vou tratar de ler e interpretar umas opiniões que saem na mídia internacional, pois, com o que conheço, seria impossível escrever mais de uma postagem.

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Júlio Verne, 100 anos

27 de março de 2012 0

Há aproximadamente 100 anos, morria o escritor Júlio Verne, que tinha fascínio por novas paisagens e novas culturas. Era uma época de grande entusiasmo: de um lado, descobertas científicas que previam para breve grandes navegações e transportes até mesmo pelo ar – aceita-se a euforia; o 14-bis recém havia feito seu primeiro vôo. De outro, relatos de bravos navegadores faziam brilhar os olhos dos que seriam os primeiros “cidadãos do mundo”. Até então, as viagens eram penosas e os mistérios dos “exóticos países” chegavam aos europeus em forma de relatos fantásticos. Em meio a tanta efervescência, a Júlio Verne ocorreu levar à população conhecimentos geográficos – e até científicos – através da literatura. Foram dezenas de livros que mudaram a forma de ver o mundo. O espírito de viajante começou cedo na vida do escritor. Aos onze anos, o menino nascido em Nantes (na França), fugiu de casa e embarcou às escondidas em um navio. A viagem foi abreviada pelo pai, que o resgatou na primeira parada, mas o espírito de Júlio Verne já estava imbuído da vontade de conhecer novos mundos. Mas engana-se quem pensa que o escritor foi um grande viajante: a maior parte de seus dias, Verne passou em torno de mapas e ouvindo relatos de viajantes, lendo pela manhã e escrevendo à tarde. Seu primeiro sucesso foi Cinco Semanas em Balão , que narrava uma aventura sobre o misterioso continente africano, no qual ele jamais pôs os pés. Depois veio A Volta ao Mundo em 80 dias. O ponto de partida é a nebulosa Londres, com paradas em Bombaim, Calcutá, Hong Kong, Nova York e outros. Mesmo sabendo que, com um balão ao sabor dos ventos, os pousos não são tão precisos, o leitor não consegue deixar de torcer para que o excêntrico Phileas Fogg complete a viagem e ganhe a aposta. Acho que a sua obra menos conhecida deve ser A Jangada , que se passa na Amazônia e é um detalhado relato sobre a fauna e a flora da região. Há ainda outra obra que gosto muito, que relata uma Viagem ao Centro da Terra, onde o Dr. Lidenbrock, seu sobrinho Axel e o guia finlandês Hans partem para a Islândia – nome que inventaram para “Iceland”, a terra do gelo, a fim de descobrir animais estranhos habitando as entranhas da terra. Ironicamente, colocou o portal de entrada deste mundo subterrâneo sob uma gigantesca geleira, a maior da Europa. Foi um visionário do turismo de aventura, tão em moda hoje. Quando a Oceania ainda nem havia sido devidamente identificada, uma citação atribuída ao escritor francês Claude Roy  já quantificava a influência  que esse guia de viagem imaginário teria sobre várias gerações de leitores: “ O mundo possui seis continentes: Europa, África, Ásia, América , Australásia e Júlio Verne ”. Pois, blogueiros e FACEiros: nada a acrescentar. Só que eu estive no lugar onde seria a hipotética passagem para o centro da Terra. É sob uma geleira de nome complicado – e botem complicado nisso! Lembram-se do vulcão cujas cinzas transtornaram a Europa? Pois bem, eu já esqueci o nome, mas o tio Google, com certeza, lembra. Foto:  http://www.sxc.hu/browse.phtml?f=download&id=10268

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Beijing ou Pequim , por Christiane Petry

25 de março de 2012 0

“A graça da China está na sua própria estranheza; não tente ocidentalizá-la, será um desastre”. Li esta citação em um artigo sobre a China e acho que ela sintetiza perfeitamente o que vimos e sentimos durante nossa estada naquele país. Nação de história milenar, de dimensões continentais, por muito tempo isolado do resto do mundo e incrivelmente intrigante.   Embora a China ofereça inúmeras opções de viagens para pessoas com os mais diversos interesses, acabamos por optar por algumas de suas principais cidades: Beijing, Shanghai, Macau e Hong Kong.   Iniciamos nosso roteiro por Beijing (ou Pequim), capital atual da República Popular da China. A cidade também foi a capital do Império Chinês desde a dinastia mongol (1279-1368) até o Império ruir em 1911. Antes disso, Xi’an era o centro político, cultural e econômico do Império.   Das cidades que visitamos, Beijing é a cidade mais antiga, a que mais nos mostra seu passado, a menos ocidentalizada e a que menos fala inglês! Essa é a muralha que não vemos: a da língua. A comunicação por lá foi bem mais difícil do que esperávamos e tivemos que aderir ao famoso cartãozinho de hotel com nomes e endereços escritos em chinês, à mímica e a boa vontade das pessoas. Chegamos a Beijing logo depois das comemorações do feriado nacional de 1° de outubro que celebra o aniversário da fundação da República Popular da China. A cidade ainda estava toda decorada com flores e arranjos.   Nossa primeira visita em Beijing foi ao Templo do Céu , local onde o Imperador costumava ir duas vezes ao ano para pedir por boas colheitas e rezar por seus antepassados. Na realidade, o que chamamos de Templo do Céu é um complexo que fica em uma área duas vezes o tamanho da Cidade Proibida , onde há várias construções e altares além do prédio principal mais conhecido.     O complexo do Templo do Céu é um perfeito exemplo da arquitetura chinesa do período Ming.     Acesso ao prédio principal       O prédio principal, denominado Hall das Preces por Boas Colheitas , é todo feito em madeira sem o uso de um único prego. O teto circular e da cor azul cobalto representa o céu. É muito comum encontrar figuras de animais adornando os telhados de construções e casas. Neste, vemos o dragão chinês, símbolo do poder do imperador e que só podia ser utilizado em construções imperiais.  Acreditava-se que ele trazia proteção e boa sorte.     Hoje a área é um parque aberto ao público e, pela manhã, funciona como ponto de encontro de muitas pessoas e aposentados. O local tem ótimo astral, com clima de muita paz e harmonia. Além de soltar pipas, fazer tai chi chuan, dançar, caminhar ou apenas bater papo com os amigos, os freqüentadores do parque….       …também treinam caligrafia, utilizando pincel e água;     E jogam jogos de tabuleiro como o xadrez chinês e o mahjong.    

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Beijing ou Pequim , por Christiane Petry

Gastronomia asiática

14 de fevereiro de 2012 0

Devido à proximidade, a Austrália tem milhares de moradores vindos de países da Ásia, como China, Coréia do Sul, Japão e Tailândia. É fácil identificá-los nas ruas, mas difícil distingui-los devido às características parecidas: olhos puxados e cabelos escuros e lisos. Muitos brasileiros chamam qualquer oriental de “chinês” ou “japa”, uma contração de japonês. Obviamente, eles detestam serem jogados no mesmo saco, já que têm culturas diferentes, hábitos, língua e gastronomia. Em Melbourne, assim como em Sydney, há diversos restaurantes especializados em comida asiática. Estava lendo há pouco sobre o ChinaTown, que fica no centro da cidade, e vi que lá tem quase 30 restaurantes, especializados em comida chinesa, japonesa, coreana, indiana, malasiana ou tailandesa. Quero provar todas! Quem também quiser, a dica é a seguinte: no Brasil, as casas que servem comida asiática costumam diminuir a quantidade de pimenta dos pratos porque, em geral, o povo não está acostumado. Mas, originalmente, vai muita pimenta, principalmente na gastronomia tailandesa e chinesa. Na Austrália, quem não gosta de pratos fortes, peça menos pimenta. Ontem fomos convidados pelos queridos Mike e Claire para nosso primeiro Asian Dinner em Melbourne. O Mike é gaúcho, mora há três anos aqui e é chef. É casado com a Claire, que é chinesa e também adora gastronomia. Fomos num restaurante Thai (foto) e experimentamos quatro diferentes pratos – um melhor do que outro. Aquelas ‘tigelas’ brancas na foto são coco, onde eles servem sopas com o ingrediente e alguma carne. Os outros dois pratos são carne com vegetais e pimenta. Todos deliciosos.

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7 maravilhas da natureza começaram ser anunciadas

27 de dezembro de 2011 0

A fundação New7Wonders já divulgou, provisoriamente, quais serão as 7 Maravilhas da Natureza. Os organizadores disseram, porém, que essa lista pode mudar. O que todos querem, portanto, é o anúncio oficial, depois de auditados e confirmados todos os votos do público.

Essa lista provisória conta com dois representantes brasileiros: a Amazônia e as Cataratas de Iguaçu.

Os organizadores decidiram, em vez de liberar a lista toda de uma vez, fazer isso aos poucos. Então, ontem, 26 de dezembro, foi confirmada a primeira das 7 maravilhas da natureza: a ilha de Jeju, na Coreia do Sul.

Não sei muito sobre a ilha de Jeju, confesso. Por isso, vou citar a Wikipedia:

“Jeju é uma ilha vulcânica 130 quilômetros ao largo da costa Sul da Coreia do Sul. É a maior ilha da Coreia do Sul, com 1 846 km². Na ilha de Jeju fica o Halla-san (ou Hallasan), a maior montanha da Coreia do Sul e um vulcão adormecido, a 1950 metros de altura acima do nível médio das águas do mar”.

Alguém de vocês já esteve lá?


Bali - Por Luciano Zanetello

28 de novembro de 2011 0

Pura Ulun Batur    Antes de o mundo virar esta aldeia global de hoje, a minha geração tinha um lugar mágico para conhecer: Bali.    Fomos e ainda somos influenciados por tendências vindas da Ilha.  As cangas, a  arquitetura e decoração que se espalharam mundo afora, nomes como Uluwatu e Padang que embalaram muitos sonhos de surfistas. Uluwatu Padang  surf em Suluban              A Bali de hoje recebe mais de 2 milhões de turistas por ano. Ao fazermos a pergunta “por que visitar Bali?”, teremos várias respostas, graças à sua diversidade de atrativos.  Por outro lado, a ilha já foi alvo do terrorismo  e não cabe mais no ideal de paraíso.             Fizemos nossa base em Nusa Dua ; um oásis, quase uma utopia encravada na ilha. Os preços em Bali são irrisórios comparados com o nosso turismo: para termos um comparativo, pagamos em um hotel cinco estrelas top o preço de um duas estrelas aqui. Um jantar para duas pessoas, com vinho pagando caro, não sai mais de dez dólares.   Bali Melia Nusa Dua            A ilha, diferentemente da população muçulmana da Indonésia , é uma mistura de Hinduísmo e Budismo . A enorme quantidade de templos e cerimônias atesta sua religiosidade.  Oferendas                Como Bali é relativamente grande, alugamos um carro para os deslocamentos. Quando o destino era as praias próximas (Uluwatu / Padang), a mão contrária, as estradas estreitas compartilhadas com pedestres, scooters, carros e tudo que rodasse era um problema suportável. Porém, quando nos dirigíamos ao interior era  estressante e uma viagem de 100 km podia durar 3/4 hs.  Suluban  Balangan              Os templos familiares estão por toda a parte e sempre alguma cerimônia está acontecendo. Procuramos mesclar a praia com outros atrativos, entre eles Ubud – a cidade que é sinônimo de artesanato na ilha e,  onde parte das locações de “Comer , rezar e amar foram rodadas, a linda arquitetura dos terraços de arroz, o vulcão Kintamani ,  o templo do lago Batur   (Pura Ulun) e o  Tanah Lot , um templo à beira mar que na maré cheia vira uma ilha.   terraços de arroz vulcão Kintamani e lago Danau Tanah Lot                A região de Uluwatu vale uma visita à parte, tanto por suas praias famosas quanto por seu templo onde os macacos são exímios ladrões. Kuta é o coração turístico da ilha, destino obrigatório para os que gostam de agitação. templo dos macacos / Uluwatu Kuta             O maior custo para lá com certeza é a passagem, mas os preços locais compensam muito. Ou seja: A Bali dos dias de hoje pode não ser mais aquele lugar paradisíaco, mas ainda é uma ótima opção para visitar, independente do tipo de turismo que você busca.  Novos amigos modelo balines   hora do rush          

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Bali – Por Luciano Zanetello

Bali - Por Luciano Zanetello

23 de novembro de 2011 0

Pura Ulun Batur    Antes de o mundo virar esta aldeia global de hoje, a minha geração tinha um lugar mágico para conhecer: Bali.    Fomos e ainda somos influenciados por tendências vindas da Ilha.  As cangas, a  arquitetura e decoração que se espalharam mundo afora, nomes como Uluwatu e Padang que embalaram muitos sonhos de surfistas. Uluwatu Padang  surf em Suluban              A Bali de hoje recebe mais de 2 milhões de turistas por ano. Ao fazermos a pergunta “por que visitar Bali?”, teremos várias respostas, graças à sua diversidade de atrativos.  Por outro lado, a ilha já foi alvo do terrorismo  e não cabe mais no ideal de paraíso.             Fizemos nossa base em Nusa Dua ; um oásis, quase uma utopia encravada na ilha. Os preços em Bali são irrisórios comparados com o nosso turismo: para termos um comparativo, pagamos em um hotel cinco estrelas top o preço de um duas estrelas aqui. Um jantar para duas pessoas, com vinho pagando caro, não sai mais de dez dólares.   Bali Melia Nusa Dua            A ilha, diferentemente da população muçulmana da Indonésia , é uma mistura de Hinduísmo e Budismo . A enorme quantidade de templos e cerimônias atesta sua religiosidade.  Oferendas                Como Bali é relativamente grande, alugamos um carro para os deslocamentos. Quando o destino era as praias próximas (Uluwatu / Padang), a mão contrária, as estradas estreitas compartilhadas com pedestres, scooters, carros e tudo que rodasse era um problema suportável. Porém, quando nos dirigíamos ao interior era  estressante e uma viagem de 100 km podia durar 3/4 hs.  Suluban  Balangan              Os templos familiares estão por toda a parte e sempre alguma cerimônia está acontecendo. Procuramos mesclar a praia com outros atrativos, entre eles Ubud – a cidade que é sinônimo de artesanato na ilha e,  onde parte das locações de “Comer , rezar e amar foram rodadas, a linda arquitetura dos terraços de arroz, o vulcão Kintamani ,  o templo do lago Batur   (Pura Ulun) e o  Tanah Lot , um templo à beira mar que na maré cheia vira uma ilha.   terraços de arroz vulcão Kintamani e lago Danau Tanah Lot                A região de Uluwatu vale uma visita à parte, tanto por suas praias famosas quanto por seu templo onde os macacos são exímios ladrões. Kuta é o coração turístico da ilha, destino obrigatório para os que gostam de agitação. templo dos macacos / Uluwatu Kuta             O maior custo para lá com certeza é a passagem, mas os preços locais compensam muito. Ou seja: A Bali dos dias de hoje pode não ser mais aquele lugar paradisíaco, mas ainda é uma ótima opção para visitar, independente do tipo de turismo que você busca.  Novos amigos modelo balines   hora do rush          

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Cambodja parte II - Phnom Penn e os "Killing Fields"

22 de novembro de 2011 0

   Royal Palace / Moonlight Palace                  Chegamos na capital no início da tarde vindos de Angkor . O calor era sufocante:  era só sair do ar condicionado que o suor aflorava. Largamos as coisas no hotel e fomos conhecer o Royal Palace conjunto arquitetônico no centro da capital.           São vários prédios, o Throne Palace por exemplo, originalmente construído em madeira (1860) quando a capital mudou para cá, o Moonlight Palace e muitos outros. Os jardins têm grande influência francesa e os detalhes da construção são tailandeses. O Silver Pagoda faz parte do conjunto e nas suas galerias encontramos a “Ramayana Scenes”,  hoje bastante deterioradas pela ação do tempo. Em alguns lugares dos prédios, os macacos circulam livremente olhando para os turistas com curiosidade. Throne Palace macacos e monges Silver Pagoda Ramayana Scenes           Dali, fomos visitar o Museu Nacional , que tem lindas peças da história do povo Khmer . Há também uma bela avenida acompanhando o rio Mekong , considerada a principal zona turística, concentrando a maioria dos hotéis e restaurantes. Museu Nacional Museu Nacional   Riverside Avenue            O problema em Phnom Penn é que, devido ao calor e à umidade, não se consegue admirar as paisagens caminhando. O negócio é fazer roteiros curtos, sempre a bordo dos ” Tuk – tuks “, já que o trânsito é caótico e incompreensível para nós: qualquer sentido é permitido para motos, bicicletas, scooters e Tuk – tuks em várias ruas e avenidas. Impossível entender como aquilo fluia, aparentemente sem controle, e, até onde vimos, sem acidentes. Para facilitar, optamos por contratar um “Tuk – tuk” permanente por  U$ 15,0 / dia.                     Na manhã do dia seguinte, fomos conhecer Choeung Ek , o principal dos chamados “Killing Fields”. Situado a uns 20 Km de Phnom, o local é hoje um marco na história do Cambodja, destinado a perpetuar na memória de todos as atrocidades cometidas por Pol Pot e seus correligionários do Khmer vermelho.  “Stupa” / Killing Fields  Ali, toda a barbárie era extravasada sem os requintes da tecnologia. No Cambodja da época, não havia dinheiro para comprar balas e os adversários do regime (que em linhas gerais eram todos) eram sacrificados com machadadas, enxadadas ou decapitados. Para se ter uma noção do tamanho da tragédia, assim que tomaram o poder, Pol Pot e seu  Khmer vermelho esvaziaram  todas as cidades, removendo a população para o campo. A capital virou uma cidade fantasma. A utilização de óculos era motivo para uma sentença de morte, pois associavam sua utilização com a necessidade de ler que já demonstrava uma mente contestadora dos novos valores . Os filhos dos condenados eram mortos também, pois uma das máximas do regime era ” Para acabar com as ervas daninhas, é preciso arrancar  suas raízes”. O resultado 30 anos depois é que praticamente não existem velhos no País. Ossos Arvore onde matavam crianças batendo contra o tronco interior do Mausoléu, crânios e roupas                Não há como visitar o local e não colocar em dúvida a razão do ser humano. É chocante, assustador e, ao mesmo tempo, didático de como ciclicamente o homem retorna a bestialidade. Saímos de lá pesados e calados, sentimentos que foram se esvanecendo à medida que cruzávamos com o povo nas ruas:  são risonhos, amistosos e decidiram reconstruir a história do país, apesar de protagonizarem aquela tragédia.  Cova coletiva 100 corpos sem a cabeça              Dali, fomos para o ” Russian market”, onde todos os artigos imagináveis são encontrados. Não resitimos 10′ caminhando por seus corredores estreitos, pois a sensação térmica passava dos 40ºC. Voltamos ao hotel para nos refugiarmos no ar condicionado e desfrutar de uma relaxante massagem. Para o jantar, seguimos uma indicação da revista de bordo da Bangkok Airlines , o Van’s , restaurante tradicional de cozinha franco – cambojana. O prédio é antigo, de arquitetura típica da Indochina dos filmes de antigamente e a comida era excelente, com preços risíveis.   Russian Market             Em nosso último dia em Phnom, fomos conhecer alguns outros pontos turísticos: Phnom Vat , onde a cidade nasceu; o antigo mercado, onde exploradores gastronômicos encontram um mundo a ser descoberto e, por fim, fomos passear na beira do rio.  Até lá, no distante Cambodja, já descobriram o potencial turístico de uma orla bonita com atrações, bares e restaurantes, coisa que Porto Alegre ainda não fez. À noite, fomos noutro restaurante, localizado em um terraço que se debruçava sobre a avenida da beira rio. O astral era ótimo; o problema é que, como era ao ar livre, depois de meia hora já não aguentávamos de calor e tivemos que ir embora. Phnom Vat              Para concluir, recomendo muito visitar o Cambodja. Além do aspecto cultural (Angkor é uma das maravilhas do mundo), como o País está recém redescobrindo a democracia, o fluxo turístico ainda é pequeno se comparado aos lugares tradicionais, sem contar o atrativo dos preços muito baixos. Melhor ir  antes que os Europeus, que estão começando a invadir as praias do País, tomem conta. Para aqueles que podem achar que não tem tanta coisa assim para ver, sempre se pode incluir lugares, como Tailândia, Vietnã, Malásia, Singapura, Laos ou mesmo Bali , como fizemos e que contarei como foi no próximo post.          

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Cambodja parte II – Phnom Penn e os "Killing Fields"

Cambodja, que país é este?

20 de novembro de 2011 0

O Ricardo Freire usa um termo quando volta de alguma viagem, que acho bem apropriado, ele diz “desempacotando” tal lugar. E hoje eu quero “desempacotar” o Cambodja para vocês. Eu não tinha muita informação sobre o Cambodja antes de chegar lá, já ouvira falar muito sobre os templos de Angkor, vira alguns documentários a respeito na National Geographic, e ficamos por aí. Tudo foi uma grande descoberta, saimos de Bangkok e 50min depois chegamos em Siem Reap, que é a cidade próxima dos templos de Angkor. Fizemos nosso visto ali mesmo no aeroporto, e trocamos um pouco de dinheiro para a moeda deles, o Rial , o que foi totalmente inútil, pois a moeda corrente é de fato o dólar americano. No aeroporto já nos esperavam o nosso guia, Kim Thay e o motorista com a van que nos levariam a todos os  lugares. Seguimos direto para o nosso hotel o Angkor Village Resort, que fica um pouco afastado do centro, mas vale, pois a sensação é que a gente está em um oásis. Vocês estão vendo aquela pequena casinha de madeira no meio das folhagens? Pois aquela é a casa dos espiritos, uma crença que a gente vê muito na Tailândia também, todas as casa tem ao seu lado uma pequena casinha como esta reservada para os espiritos dos ancenstrais, para que eles protejam a casa dos maus espiritos. A piscina é como uma serpente que vai passando pelos bangalôs, fazendo curvas e se pode nadar até a cabeça dela numa das extremidades onde ela aumenta e tem a forma mais oval , é lindo!! Assim como na Tailândia, eles arrumam tudo com flores naturais, os pratos, os drinks, aqui um lindo arranjo de flores de Lótus. Nosso primeiro destino foi visitar o templo de Ta Phrom, aquele onde as raizes das árvores imensas se fundiram com as paredes do templo, e construiu uma estética própria, imponente. Na minha opinião Ta Phron (ancestral de Brahma) é um dos templos mais românticos e lindos do complexo de Angkor, um lugar mágico construido em 1186 por Jayavarman VII, que quando ascendeu ao trono Kmer ( assim como nós nos designamos brasileiros, os cambojanos se designam Kmer) o rei construiu muitos prédios religiosos e públicos. Jayavarman VII construiu Ta Phron em homenagem a sua familia, a imagem principal do templo é a de Prajnaparamita, a personificação da sabedoria, esculpida com o rosto da mãe do soberano. Na saída vimos esta menina cambojana linda, como são todas as crianças por lá. O povo é um capítulo à parte, pois apesar de tudo o que sofreram nos anos negros do Kmer rouge , entre o ano de 1975 até  serem libertados pelos vietnamitas em 1979,  das mãos do  ditador sanguinário,  Pol Pot , que dizimou mais de um terço da população. Eles são afáveis, gentis, e só querem tocar a vida para frente, esquecer o passado. Vou revelando o Cambodja aos poucos para não deixar os posts muito longos, no próximo conto para vocês um pouco mais dos templos e de um passeio que fizemos pelo interior do maior lago de água doce do sul da Ásia, o Tonlé Sap .

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Cambodja, que país é este?

Cambodja parte I - Pedalando nos templos de Angkor

19 de novembro de 2011 0

Fazendo valer a máxima de que é melhor conhecer coisas novas do que repetir roteiros carimbados, este ano elegemos o Cambodja como destino. Na internet descobrimos que uma boa maneira de conhecer os muitos – e pôe muitos – templos de Angkor seria de bicicleta, já que a geografia do terreno favorece. Ao final de uma looonga viagem que incluiu escalas em   Dubai e Bangkok , aterrisamos em Siem Reap pequena cidade vizinha ao conjunto dos templos do povo Khmer . Os templos tiveram sua popularidade amplificada  quando o filme “Tomb Rider” e Angelina Jolie mostraram p/ o mundo sua arquitetura e belezas . Armados contra o calor, com roupas leves e muita água, pegamos as bicicletas,  mapa e demos início ao nosso tour. Um “quebra – molas” na entrada para os templos, onde compramos o passe de 03 dias, era a única elevação no trajeto. Aqui um conselho: se for visitar o país, nem se preocupe em trocar dinheiro. A moeda corrente é o dolar. Só é preciso assegurar – se de ter muitas notas pequenas, pois praticamente tudo é cotado assim, sempre com valores muito baixos .    Entrada de Angkor Wat Nossa primeira parada foi o conjunto de Angkor Wat , uma das antigas cidades do povo Khmer, antiga denominação dos Cambojanos. É realmente impressionante, fazendo jus à fama de uma das maravilhas a serem conhecidas. Detalhe de torre em Angkor Wat Panorâmica do conjunto de Angkor Wat O guia nos informou que todas as construções  têm um significado e propósito para estarem construídas daquela maneira. Ora era para que reparássemos que todas as figuras esculpidas nas paredes representando o bem (são milhares) estavam  olhando para uma mesma direção, ora para que víssemos que as que representavam o mal olhavam na direção contrária. Explicou também que a janela do quarto do soberano era posicionada na direção, de maneira que ele fosse o primeiro a visualizar  o sol do equinócio e assim por diante . A cidadela No detalhe, as Apsaras , bailarinas sagradas. Depois de 03 hs de uma visita resumida, pedalamos, entre florestas e desviando dos macacos, para o nosso segundo destino Angkor Thon . Cruzamos o portão que dava acesso ao segundo conjunto, e logo estávamos dentro do principal edifício, o “Bayon”. Aqui, tenho que registrar a maravilha que são as paredes dos templos, todas elas esculpidas com cenas retratando o cotidiano da cidade. habitante local Portão Sul Angkor Thon Monges em visita ao templo Bayon Detalhe dos muros Os templos eram relativamente perto, então deixamos as bicicletas e trilhamos a direção sugerida. Tudo é grandioso e belíssimo: o ” terraço dos Elefantes” e os jardins de ” Lepper King”.   Terraço dos Elefantes Jardins de Lepper King Acabamos a visita no meio da tarde quando o temporal diário já estava se armando. Nesta época chove todos os dias, religiosamente, variando apenas o horário. Ainda tínhamos no roteiro do dia a visita ao “Tah Prom”, o templo retratado em Tomb Rider. No caminho a chuvarada nos pegou e chegamos completamente ensopados. Ali é  difícil não pensar em Indiana Jones ou coisas do gênero. A combinação das árvores centenárias enroscadas nas paredes dos templos cria uma atmosfera indescritível. Cansados de tanto clicar, pois para cada lugar que olhássemos havia algo p/ fotografar, iniciamos a volta ao hotel. O calor conseguia ser ainda maior após a chuva. Foram aproximadamente 30 Km de pedaladas e chegamos ao hotel aos pedaços. Nada que uma boa piscina e uma massagem não recuperassem. Aliás, é impossível viajar para estes lados e não virar fã de massagem. São baratíssimas comparadas com os preços no Brasil e tem opções para todos os gostos . No dia seguinte, seguimos o mesmo roteiro, visitando diferentes templos. A distância era maior, mas estávamos mais acostumados. Visitamos o ” Preah Khan”, antiga  cidade e universidade Budista, onde os arqueólogos mantiveram a vegetação entre os templos, deixando o clima ainda mais cenográfico. Na volta, paramos noutro conjunto localizado no alto de uma colina, onde as pessoas costumam subir no dorso dos elefantes para apreciar o pôr do sol. Preah Khan Único templo com colunas redondas / Preah Khan Preparando p/ subir Não tivemos sorte, pois o temporal diário coincidiu com nossa visita e só visualizamos as pesadas nuvens descarregando água por tudo. Repetimos a sequência piscina e massagem e à noite pegamos um ” Tuk – Tuk” para conhecer a culinária típica. Pedimos o ” Camboja Tasting”, um prato com seis variedades de comida que faz um bom apanhado da cozinha local. A comida é uma mistura da Tailandesa que conhecemos com a Vietnamita e influências locais. Tudo com muito curry e pimenta. Outra dica, se você não for um apreciador da comida muito codimentada, peça sempre -  not spicy . Ainda assim, é bom ter uma garrafa d’agua por perto . No último dia aqui (nosso vôo saía p/ Phnom às 13:00 h) levantamos cedo e fomos conhecer o mercado da cidade. É uma mistura de cheiros e sabores, plus uma versão mais quente e úmida de Ciudad del’ Este. O artesanato é ótimo, tem tudo que se possa imaginar para enfeites de mesa, casa e esculturas. O único problema é segurar o ímpeto para não detonar o orçamento na viagem . tuk-tuk Mercado de Siem Reap No próximo post, falarei mais do povo, costumes e também da visita que fizemos aos Killing Fields . Minha tarefa aqui foi inglória, pois por mais que queira sintetizar a descrição dos templos e a atmosfera do lugar, não conseguirei transmitir mais do que uma pálida idéia da impressão que tivemos no local . Boa Viagem para todos .

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Cambodja parte I – Pedalando nos templos de Angkor

Cambodja parte I - Pedalando nos templos de Angkor

19 de novembro de 2011 0

Fazendo valer a máxima de que é melhor conhecer coisas novas do que repetir roteiros carimbados, este ano elegemos o Cambodja como destino. Na internet descobrimos que uma boa maneira de conhecer os muitos – e pôe muitos – templos de Angkor seria de bicicleta, já que a geografia do terreno favorece. Ao final de uma looonga viagem que incluiu escalas em   Dubai e Bangkok , aterrisamos em Siem Reap pequena cidade vizinha ao conjunto dos templos do povo Khmer . Os templos tiveram sua popularidade amplificada  quando o filme “Tomb Rider” e Angelina Jolie mostraram p/ o mundo sua arquitetura e belezas . Armados contra o calor, com roupas leves e muita água, pegamos as bicicletas,  mapa e demos início ao nosso tour. Um “quebra – molas” na entrada para os templos, onde compramos o passe de 03 dias, era a única elevação no trajeto. Aqui um conselho: se for visitar o país, nem se preocupe em trocar dinheiro. A moeda corrente é o dolar. Só é preciso assegurar – se de ter muitas notas pequenas, pois praticamente tudo é cotado assim, sempre com valores muito baixos .    Entrada de Angkor Wat Nossa primeira parada foi o conjunto de Angkor Wat , uma das antigas cidades do povo Khmer, antiga denominação dos Cambojanos. É realmente impressionante, fazendo jus à fama de uma das maravilhas a serem conhecidas. Detalhe de torre em Angkor Wat Panorâmica do conjunto de Angkor Wat O guia nos informou que todas as construções  têm um significado e propósito para estarem construídas daquela maneira. Ora era para que reparássemos que todas as figuras esculpidas nas paredes representando o bem (são milhares) estavam  olhando para uma mesma direção, ora para que víssemos que as que representavam o mal olhavam na direção contrária. Explicou também que a janela do quarto do soberano era posicionada na direção, de maneira que ele fosse o primeiro a visualizar  o sol do equinócio e assim por diante . A cidadela No detalhe, as Apsaras , bailarinas sagradas. Depois de 03 hs de uma visita resumida, pedalamos, entre florestas e desviando dos macacos, para o nosso segundo destino Angkor Thon . Cruzamos o portão que dava acesso ao segundo conjunto, e logo estávamos dentro do principal edifício, o “Bayon”. Aqui, tenho que registrar a maravilha que são as paredes dos templos, todas elas esculpidas com cenas retratando o cotidiano da cidade. habitante local Portão Sul Angkor Thon Monges em visita ao templo Bayon Detalhe dos muros Os templos eram relativamente perto, então deixamos as bicicletas e trilhamos a direção sugerida. Tudo é grandioso e belíssimo: o ” terraço dos Elefantes” e os jardins de ” Lepper King”.   Terraço dos Elefantes Jardins de Lepper King Acabamos a visita no meio da tarde quando o temporal diário já estava se armando. Nesta época chove todos os dias, religiosamente, variando apenas o horário. Ainda tínhamos no roteiro do dia a visita ao “Tah Prom”, o templo retratado em Tomb Rider. No caminho a chuvarada nos pegou e chegamos completamente ensopados. Ali é  difícil não pensar em Indiana Jones ou coisas do gênero. A combinação das árvores centenárias enroscadas nas paredes dos templos cria uma atmosfera indescritível. Cansados de tanto clicar, pois para cada lugar que olhássemos havia algo p/ fotografar, iniciamos a volta ao hotel. O calor conseguia ser ainda maior após a chuva. Foram aproximadamente 30 Km de pedaladas e chegamos ao hotel aos pedaços. Nada que uma boa piscina e uma massagem não recuperassem. Aliás, é impossível viajar para estes lados e não virar fã de massagem. São baratíssimas comparadas com os preços no Brasil e tem opções para todos os gostos . No dia seguinte, seguimos o mesmo roteiro, visitando diferentes templos. A distância era maior, mas estávamos mais acostumados. Visitamos o ” Preah Khan”, antiga  cidade e universidade Budista, onde os arqueólogos mantiveram a vegetação entre os templos, deixando o clima ainda mais cenográfico. Na volta, paramos noutro conjunto localizado no alto de uma colina, onde as pessoas costumam subir no dorso dos elefantes para apreciar o pôr do sol. Preah Khan Único templo com colunas redondas / Preah Khan Preparando p/ subir Não tivemos sorte, pois o temporal diário coincidiu com nossa visita e só visualizamos as pesadas nuvens descarregando água por tudo. Repetimos a sequência piscina e massagem e à noite pegamos um ” Tuk – Tuk” para conhecer a culinária típica. Pedimos o ” Camboja Tasting”, um prato com seis variedades de comida que faz um bom apanhado da cozinha local. A comida é uma mistura da Tailandesa que conhecemos com a Vietnamita e influências locais. Tudo com muito curry e pimenta. Outra dica, se você não for um apreciador da comida muito codimentada, peça sempre -  not spicy . Ainda assim, é bom ter uma garrafa d’agua por perto . No último dia aqui (nosso vôo saía p/ Phnom às 13:00 h) levantamos cedo e fomos conhecer o mercado da cidade. É uma mistura de cheiros e sabores, plus uma versão mais quente e úmida de Ciudad del’ Este. O artesanato é ótimo, tem tudo que se possa imaginar para enfeites de mesa, casa e esculturas. O único problema é segurar o ímpeto para não detonar o orçamento na viagem . tuk-tuk Mercado de Siem Reap No próximo post, falarei mais do povo, costumes e também da visita que fizemos aos Killing Fields . Minha tarefa aqui foi inglória, pois por mais que queira sintetizar a descrição dos templos e a atmosfera do lugar, não conseguirei transmitir mais do que uma pálida idéia da impressão que tivemos no local . Boa Viagem para todos .

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Cambodja parte I – Pedalando nos templos de Angkor

Istambul

08 de novembro de 2011 0

A Turquia é um dos países que têm estado no centro dos acontecimentos, seja pelo ataque de Israel à sua flotilha (aliás, eu estava lá quando aconteceu), seja pelo recente terremoto, pelas suas rusgas com o Irã, e, até mesmo, pela sua localização – faz fronteira com quase todos os países em conflito (vizinho, ou quase, do Iraque, Síria, Irã, e da incandescente Grécia). Quer ser do Mercado Comum Europeu, apesar de só 3% do país estarem no Ocidente e 97%, obviamente, do outro lado do Bósforo, que divide os continentes. Istambul, a antiga Constantinopla, é a vitrine da Turquia. Foi ali que Ataturk, o reformador, entre os anos 20 e 30, trocou o alfabeto árabe pelo latino, assegurou igualdade às mulheres, criou um Estado laico e manteve os olhos no futuro. Com razão, é venerado como poucos líderes o são. Graças a suas reformas, Istambul – que já era a divisória entre Ocidente e Oriente, pois é cortada pelo Bósforo – tem uma pequena parte na Europa, e uma grande parte na Ásia. Caminhando pelas ruas, ouve-se o muezin no alto de minaretes  a convocar para as orações do dia e rapazes alegres que bebem cerveja  em mesas nas calçadas enquanto paqueram  as jovens turcas em grifes ocidentais. Idosas de chador cruzam a todo instante com moças de minissaia, e é isso que faz de Istambul uma cidade peculiar. São dois mundos, e você pode escolher o que lhe apraz – ou os dois. A nova Istambul é pontilhada de prédios de vidro e palmilhada por executivos apressados. A velha Istambul tem outro ritmo; ainda têm lustradores de sapato nas ruas, que cheiram à doce fumaça de narguilés. O Grand Bazar, uma miríade de lojinhas de artesanato, tapetes e jóias (4.500 lojinhas), é o centro irradiador desta Istambul do passado. A capital turca é um parque de diversões da história. Em um dia, mergulha-se num passado repleto de palácios e templos religiosos, histórias de sultões e haréns, guerras, derrotas e vitórias. Istambul é a fiel depositária do legado de Constantinopla; os turcos só a tomaram em 1453. Um dos centros desta história é o palácio de Topkapi, onde duas dezenas de sultões se sucederam em intrigas, jogos de poder e noites de luxúria. O palácio se espalha por uma colina que olha para o Bósforo e guarda tesouros em ouro, diamantes e relíquias islâmicas.  Outro local imperdível, já na parte baixa, é a Mesquita Azul. A gente a vê mesmo sem procurar, é numa esplanada onde ela reina soberana. E talvez seja o principal cartão postal da cidade, uma jóia da arquitetura islâmica que abre suas portas para que nós,  independentemente de credos, tenhamos uma idéia da riqueza estética do mundo islâmico. Ali perto, também, a Igreja de Santa Sofia, com mais de 1500 anos de idade (três vezes a do Brasil), também extasia os visitantes com sua grandiosidade e sua história. Erguida cristã e transformada em mesquita, é hoje um museu, criado pelo mesmo Ataturk. Além da beleza, é também a síntese da tolerância e da convivência  entre passado e  futuro.

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Istambul

Cambodja, que país é este?

20 de outubro de 2011 0

O Ricardo Freire usa um termo quando volta de alguma viagem, que acho bem apropriado, ele diz “desempacotando” tal lugar. E hoje eu quero “desempacotar” o Cambodja para vocês. Eu não tinha muita informação sobre o Cambodja antes de chegar lá, já ouvira falar muito sobre os templos de Angkor, vira alguns documentários a respeito na National Geographic, e ficamos por aí. Tudo foi uma grande descoberta, saimos de Bangkok e 50min depois chegamos em Siem Reap, que é a cidade próxima dos templos de Angkor. Fizemos nosso visto ali mesmo no aeroporto, e trocamos um pouco de dinheiro para a moeda deles, o Rial , o que foi totalmente inútil, pois a moeda corrente é de fato o dólar americano. No aeroporto já nos esperavam o nosso guia, Kim Thay e o motorista com a van que nos levariam a todos os  lugares. Seguimos direto para o nosso hotel o Angkor Village Resort, que fica um pouco afastado do centro, mas vale, pois a sensação é que a gente está em um oásis. Vocês estão vendo aquela pequena casinha de madeira no meio das folhagens? Pois aquela é a casa dos espiritos, uma crença que a gente vê muito na Tailândia também, todas as casa tem ao seu lado uma pequena casinha como esta reservada para os espiritos dos ancenstrais, para que eles protejam a casa dos maus espiritos. A piscina é como uma serpente que vai passando pelos bangalôs, fazendo curvas e se pode nadar até a cabeça dela numa das extremidades onde ela aumenta e tem a forma mais oval , é lindo!! Assim como na Tailândia, eles arrumam tudo com flores naturais, os pratos, os drinks, aqui um lindo arranjo de flores de Lótus. Nosso primeiro destino foi visitar o templo de Ta Phrom, aquele onde as raizes das árvores imensas se fundiram com as paredes do templo, e construiu uma estética própria, imponente. Na minha opinião Ta Phron (ancestral de Brahma) é um dos templos mais românticos e lindos do complexo de Angkor, um lugar mágico construido em 1186 por Jayavarman VII, que quando ascendeu ao trono Kmer ( assim como nós nos designamos brasileiros, os cambojanos se designam Kmer) o rei construiu muitos prédios religiosos e públicos. Jayavarman VII construiu Ta Phron em homenagem a sua familia, a imagem principal do templo é a de Prajnaparamita, a personificação da sabedoria, esculpida com o rosto da mãe do soberano. Na saída vimos esta menina cambojana linda, como são todas as crianças por lá. O povo é um capítulo à parte, pois apesar de tudo o que sofreram nos anos negros do Kmer rouge , entre o ano de 1975 até  serem libertados pelos vietnamitas em 1979,  das mãos do  ditador sanguinário,  Pol Pot , que dizimou mais de um terço da população. Eles são afáveis, gentis, e só querem tocar a vida para frente, esquecer o passado. Vou revelando o Cambodja aos poucos para não deixar os posts muito longos, no próximo conto para vocês um pouco mais dos templos e de um passeio que fizemos pelo interior do maior lago de água doce do sul da Ásia, o Tonlé Sap .

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Istambul : Meio Europa, Meio Ásia – Por Martha Medeiros

05 de setembro de 2011 0

A Martha é nossa amiga e quando eu fui a Turquia pela primeira vez, ela me passou este texto sobre Istambul que ela havia publicado na revista Viagem em 2001. O texto é ótimo (como sempre) leve, com muitas dicas e informações intemporais desta cidade mágica, que arrebatou os nossos corações. As fotos são minhas e deixo vocês com a Martha. Clarisse Linhares. Não foi através das aulas de história que Istambul entrou pela primeira vez no meu imaginário, e sim quando assisti ao filme Expresso da Meia-Noite , uns 20 anos atrás. Fiquei com a idéia de que era uma cidade que cheirava a encrenca. Ao conhecê-la, no início de junho, descobri que na verdade ela cheira a pistache, amêndoa e café. Encrenca só vi no trânsito. Mistério vi em toda parte.   Ainda que a capital da Turquia seja Ankara , é de Istambul que todos falam e para onde todos querem ir, atraídos pela sua singularidade: uma metrópole cortada pelo canal de Bósforo , ficando uma metade na Ásia e outra na Europa. As duas metades, no entanto, se confundem. Nas ruas, mulheres de vestidos decotados caminham ao lado de mulheres enfurnadas em burkas, mesmo com uma temperatura de 37 graus. O verão é muito quente e úmido, e neva no inverno. O clima é apenas um de seus extremos.   A suntuosidade dos palácios, mesquitas e basílicas contrasta com a sujeira das ruas e a humildade do povo: não se vê sultões andando de BMW pelas avenidas. Depois de ter sido a cidade mais rica do mundo cristão, quando ainda se chamava Constantinopla , hoje o luxo de Istambul está confinado no Topkapi , antiga residência imperial formada por diversos pavilhões e pátios internos. Lá estão, abertos à visitação, os tesouros do império otomano (jarros incrustados com pedras preciosas, adagas de ouro e esmeraldas que humilhariam os anéis de Elizabeth Taylor) e o harém onde o sultão guardava outras jóias: suas roliças e fogosas concubinas. Grande parte do Topkapi é  hoje um parque público, com jardins bem cuidados, situado no bairro mais atrativo para os turistas: Sultanahmet. Interior do Harem, no Palácio Topkapi     Entrada do Topkapi De frente uma para a outra, a Mesquita Azul e a Basílica de Santa Sofia competem em majestade. A primeira, com seus seis minaretes apontados para o céu, é internamente recoberta de azulejos e de silêncio: entra-se sem os sapatos, mas não sem respeito. De maio a setembro, assim que começa a escurecer, nativos e turistas se unem na praça em frente para assistir ao espetáculo de som e luzes projetadas sobre a mesquita. Enquanto uma voz narra, através dos alto-falantes instalados nos minaretes, a história da sua construção (cada noite em um idioma diferente), música e canhões de luz tentam preencher os olhos atentos da platéia. Tentam. Não estou segura da satisfação da clientela: as gaivotas que sobrevoam a mesquita me pareceram mais atraentes do que os tímidos efeitos luminosos.   A Basílica de Santa Sofia, por sua vez, também impressiona por fora, com seus tons de terracota, mas principalmente por dentro. Ao entrar em sua nave principal, o fôlego desaparece, a cabeça se ergue e a gente não cai de joelhos por detalhe. É vertiginoso. Tudo é mega: a altura da cúpula, os mosaicos, as colunas, os balcões e os estupendos  medalhões caligráficos pendurados nas paredes. Basílica de Santa Sofia   Mesquita Azul   Ainda em Sultanahmet , na esquina da Santa Sofia, uma bilheteria acanhada vende ingressos para uma aventura subterrânea: a visita à Cisterna da Basílica . Desce-se por uma escadinha e de repente estamos embaixo da terra, em quase absoluta escuridão, entre colunas de mais de 8 metros de altura e com pingos caindo lenta e educadamente sobre nossas cabeças. Trata-se do antigo reservatório de água da cidade. Passarelas molhadas nos conduzem entre as 336 colunas bizantinas, ao som de música new age. O cenário é de um filme de Indiana Jones. Mais uma extravagância da cidade. Cisterna     Hotel/café Kibele, um lugar cheio de charme quase ao lado da Cisterna A prova de que tudo é grande em Istambul está na moeda: a entrada para o Topkapi custa 15 milhões de liras turcas; a entrada para a Cisterna, oito milhões, e para a Santa Sofia, seis. É um susto, mas a quantidade de zeros não reflete seu valor: 15 milhões é mais ou menos 10 dólares. Com um milhão de liras você não compra mais do que duas garrafinhas de água mineral.   Deixando um pouco de lado as obras monumentais, há vida prosaica em Istambul. No bairro de Beyoglu está a Torre de Gálata (é recomendável uma subida para ver a vista de 360 graus da cidade) e a larga avenida Istiklal Caddesi , um calçadão onde você descobre que nem só de tapete vive o comércio do país. Aqui estão diversas lojas de instrumentos musicais, butiques de grife, uma livraria encantadora chamada Robinson Crusoe, uma filial da rede de sorvetes Mado (considerado o melhor do país) e o interessante Çiçek Pasaji , que nada mais é do que uma alameda fechada até o teto onde estão diversos restaurantes e cafés típicos. No final da avenida chega-se à praça de Taskim , que é a região cosmopolita de Istambul, mais comum a nós, 100% ocidentais, se é que se pode chamar de comum qualquer lugar onde as palavras começam com cedilha. Vista da Torre Gálata   Ainda falando da Istiklal Caddesi , é em uma de suas travessas que está o lendário hotel Pera Palas ( 1)* , que hospedava os passageiros mais ilustres do trem Expresso do Oriente , mas que ficou conhecido mesmo por ser uma espécie de segundo lar da escritora Agatha Christie . Seu bar ainda cultiva um certo charme, mas o hotel está decadente. Desconfio que a criadora do detetive Hércule Poiro t hoje optaria por um Crowne Plaza. Istiklal Caddesi     Vista do 360 um dos bares/restaurantes descolados com vista para o Bósforo que fica em Istiklal Caddesi. Aliás, há muitos hotéis de rede em Istambul , mas nada como se hospedar numa antiga mansão otomana restaurada, para não fugir do espírito da cidade. Na pequena e tranqüila rua de pedra Sogukçesme Sokagi , espetacularmente bem localizada em Sultanahmet, há uma série destas casas que viraram pensões e hotéis, sendo o mais charmoso deles o Konuk Evi . Não se aflija: eu me hospedei lá e em nenhum momento precisei dizer em voz alta o nome da rua, que é realmente impronunciável. Casas Otomanas antigas em Sultanahmet   Cheguei e parti de Istambul sem saber dizer obrigado em turco. Tentei decorar, treinei em casa, mas na hora não saiu: é tesekkür ederim (com cedilha no s!!) Mas sabendo dizer obrigado em inglês, ninguém se aperta. A maioria das pessoas com quem o turista se relaciona fala um inglês básico. Principalmente os comerciantes. Estes, se preciso for, falam até português, desde que você compre deles um legítimo kilim.   Tapetes no meio da rua A cidade é toda atapetada. Tem tapetes nas calçadas, nos bares, em cima de mesas e cadeiras, saindo pelas janelas, é tapete pra tudo quanto é lado e o efeito visual é bonito à beça. Impossível sair da cidade sem levar ao menos um. Em Sultanahmet, o melhor lugar para adquirí-los é no Arasta Bazar , uma rua ao lado da Mesquita Azul. O assédio dos vendedores não é a melhor recordação que você vai levar da cidade, mas faz parte da cultura local. Se você é loiro, e/ou tem olhos claros, e/ou está levando uma mochila nas costas,   revelará sua condição de turista e receberá um assédio de proporções quase indecentes. Eu, mesmo tendo o aspecto de uma muçulmana, não consegui evitar. Levava uma mochila nas costas.   Eles vão seguir você pela rua. Perguntar de onde você é. Mesmo que você responda que é de Liechtenstein, eles vão encontrar algum assunto relativo ao seu lugar de origem, vão ser simpáticos ao extremo e tentarão arrastá-lo até a loja deles.   Estando na loja, ou em frente a ela, ou a 10 metros dela, você estará irremediavelmente perdido. Porque vai se interessar por alguma coisa, vai perguntar o preço e, sem saber, terá dado o pontapé inicial para o hábito que mais dá prazer aos residentes do país: pechinchar. Estamos numa terra de mercadores, lembre-se.   Pechinchar pode ser divertido, pode ser lucrativo e pode ser estafante.  É divertido quando ambos os lados são espirituosos e conhecem as regras do jogo, que inclui o direito de desistir do negócio caso não haja acordo. É lucrativo quando você sabe que o vendedor está pedindo demais e ele sabe que você está oferecendo de menos, e conseguem (depois de 20 minutos de prosa e duas xícaras de chá) chegar num valor de bom tamanho para ambas as partes. E é estafante quando você está apenas dando uma olhadinha e o vendedor está desesperado para vender. Aí quase sai briga. Grande Bazar   É assim no Arasta e é assim num dos mercados mais famosos do mundo, o Grande Bazar , que não é grande, é enorme. Os riscos de se perder lá dentro, no entanto, são mínimos. Basta você lembrar do nome do portão pelo qual entrou (há vários) e, quando quiser ir embora, seguir as indicações das placas internas. Portanto, perca-se, o lugar pede. E, ao bater em retirada carregando seus oito tapetes, suas cinco capas de almofadas, seus dois conjuntos de chá, seus sete castiçais e seus 11 pratinhos de porcelana, não esmoreça e dirija-se ao Bazar das Especiarias, que não fica longe. Aí sim, acrescida sua bagagem de vários chás e temperos, almoce no Pandeli, uma instituição turca que fica no segundo andar do prédio.   Eu poderia ficar até amanhã falando sobre Istambul, mas a vida  continua. Faltou dizer que se você quiser ver dança do ventre, há casas noturnas que apresentam o espetáculo, ainda que no quesito sensualidade as brasileiras sigam imbatíveis. Que é uma cidade que já vem com trilha sonora: há sempre um som saindo de algum lugar, seja dos minaretes, cujos alto-falantes convocam à população para as orações do dia, seja uma música de rua, há sempre o que ouvir. E que se você ficar apenas três ou quatro dias, vai ser pouco. Istambul é grande, como já foi dito. São dois continentes numa cidade só. (1)* O Hotel Pera Palas, a que a Martha se refere no texto, hoje chama-se Pera Palace, foi todo reformado e reabriu no final de 2010, lindíssimo, um hotel histórico que preserva sua história, como o quarto 411 onde se hospedava Agatha Christie.

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Istambul : Meio Europa, Meio Ásia – Por Martha Medeiros

Volta ao mundo em inglês

29 de agosto de 2011 0

Nesta terça, às 19h30min, o programa Brasas Chat, do Espaço STB BRASAS (Anita Garibaldi, 1.515, na Capital), recebe Armando Rosa que vai dividir, em inglês, a sua experiência de cinco anos vivendo em quatro diferentes continentes. Nesse roteiro, ele teve uma passagem de dois anos pela Europa, seguidos por outros dois anos circulando pela Ásia e Austrália e um ano pelas ilhas Caribenhas. Armando vai contar curiosidades sobre a cultura desses lugares e muitas histórias de viagens. Serviço O Brasas Chat é o encontro gratuito de conversação em inglês. A atividade é gratuita e tem vagas limitadas. Confirmar presença pelo telefone (51) 4001-3010.

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Volta ao mundo em inglês

Faces do Mundo em exposição

26 de julho de 2011 0

Não poderia ser de outra pessoa a exposição para comemorar os 10 anos do Espaço STB BRASAS. A mostra FACES do MUNDO, com fotos de Beto Conte, sinônimo do STB, é um registro da diversidade étnica do planeta com faces de diferentes povos da Ásia, África e América Latina. Ele, que já percorreu invejáveis 124 países nos cinco continentes. Palestras e mostras fotográficas, sempre gratuitas, ao longo desta década, mostraram a experiência de viajantes pelos destinos mais fascinantes do planeta. Confira programação no www.stbrs.com Serviço: Mostra fotográfica Faces do Mundo, por Beto Conte A partir do dia e27, das 8h30min às 18h30min Espaço STB Brasas – Anita Garibaldi, 1.515, em Porto Alegre

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Faces do Mundo em exposição

Roteiro pela Índia e pelo Nepal

02 de julho de 2011 0

No final de semana, li boa parte de Três Cidades Perto do Céu, livro da LUCIANA TOMASI que conta sua experiência de 16 dias para Caxemira, Índia e Nepal, na sua sexta ida àquela região. O livro é muito bom, muito fácil de ler e dá uma ideia dessa rota que eu não conheço (e confesso que ainda não está na minha lista dos mais urgentes). Mas cada vez mais e mais gente busca aquela parte do planeta pra viver experiências como essa de Luciana ou a que propõe a LAURA MIGUEL , instrutora de yoga que morou dois anos na Ásia. Em setembro/outubro, Laura fará um roteiro de três semanas pelo Nepal e Índia, fazendo uma combinação de arquitetura, cultura, religião, história, gastronomia. Informações: betoconte@stb.com.br

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Roteiro pela Índia e pelo Nepal