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Posts na categoria "Itália"

Descobrindo Roma: dias e noites no Campo de Fiori

25 de dezembro de 2011 0

Quando vamos pela segunda vez a uma cidade é sempre interessante ficarmos numa região diferente para descobrirmos novos recantos e inusitados pontos de vista. Visitando Roma  neste verão fiquei hospedada na Via Giulia , uma rua paralela ao Tibre que acaba de comemorar 500 anos em 2010, foi aberta pelo papa Julio II para sanear a região e acabou como endereço cobiçado pela aristocracia romana. Por isto abundam palácios do século XVI e XVII com belas e imponentes fachadas. O Hotel St George foi um achado , em Roma onde a hotelaria é cara e muitas vezes não faz jus ao preço ,  mantém características  de época e foi totalmente modernizado com bom gosto e sofisticação, recomendo! Oferece spa e um belo terraço com vista para os telhados de Roma e o Vaticano . Hotel St. George na Via Giulia A Via Giulia  é uma rua tranquila e estreita, o que ajuda a criar a sensação de viagem ao passado. Como o acesso é muito complicado e escondido, somente os locais transitam por ali, mas fica há apenas alguns passos do movimentado Corso Vittorio Emanuele II  . Passávamos todos os dias pela delegacia especializada  AntiMáfia e pelo  Palácio Farnese , que hoje abriga a Embaixada da França.  Afrescos dos irmãos Carracci enfeitam o interior do prédio, que é aberto à visitação uma vez por semana com horário previamente agendado. Palácio Farnese O Campo de Fiori muda de atitude com o passar do dia, amanhece como um grande mercado de Roma, com frutas , flores e muito mais e acaba a noite fervendo com o agito jóvem! Olhem quem encontramos fazendo compras no Campo de Fiori numa manhã de verão, Isabella Rossellini , um pouco diferente do glamour com que aparecia nas propagandas da Lancome. Ao anoitecer a praça é limpa e os restaurantes e bares tomam conta até  a madrugada, nas noites quentes de verão. Giordano Bruno cuida de tudo do alto de sua privilegiada localização. Não percam o tradicional restaurante Carbonara ou, para paladares mais exigentes,  Il Camponeschi , na praça com vista ao Palácio Farnese . Pelas ruas laterais, várias opções de bares descolados, uma região que merece uma passeio após o almoço ou uma noite prolongada. E tudo isto ainda fica bem perto deste belo visual do Tibre, visto do alto do Castel de Sant’Angelo ! Aproveitem a temperatura sempre amena em Roma e descubram recantos inesperados, mas não esqueçam de nos mandar as dicas! Roma e um roteiro na Itália fará parte de próximo curso Viajando com Arte em março de 2012.

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Descobrindo Roma: dias e noites no Campo de Fiori

Bacalhau

22 de dezembro de 2011 0

A ideia era escrever sobre bacalhau, um dos pratos de resistência no Natal italiano, ou seja, dos meus antepassados (a não ser que alguém tenha pulado a cerca). Aliás, a participação do idioma italiano – que se tornou o oficial – na comercialização do bacalhau, me surpreendeu. Só fiquei sabendo disso bem longe daqui ou da Itália. Foi nas ilhas Lofoten. Claro que você não sabe onde ficam. Mas não se preocupe, ninguém, salvo o Amyr Klink e os noruegueses, sabe. São na costa norte da Noruega, uma fileira de ilhas e ilhotas que protegem a costa, o que favoreceu para que pequenas baías se tornassem sede de companhias pesqueiras (sinto decepcioná-los, mas bacalhau não é um peixe, é um sistema de conservação; quatro espécies de peixe são mais usadas – mais ou menos como o charque: nunca sabemos a raça da vaca; eles, os especialistas, sabem, mas raramente o consumidor). Pois ali, nessas longínquas ilhas sem vegetação, existe o Museu do Bacalhau. E fica-se sabendo coisas curiosas – inclusive que bacalhau tem cabeça , embora você jamais a tenha visto. E para onde ela vai? Para a África; o maior comprador é a Nigéria, que, depois, exporta para os vizinhos. Os africanos, em geral, fazem aquelas comidas de tacho ou panelão que conhecemos no Brasil africano e acrescentam as cabeças de bacalhau. Nunca provei, mas devem ser ótimas. Se você já comeu, em Santa Catarina ou no Nordeste, sopa de cabeça de peixe, vai me dar razão. P.S. Se você se interessa pelo assunto, há um livro chamado Bacalhau , que me foi dado pelo Nestor Hein, com tudo o que se gostaria de saber sobre sua história e sua importância na época das navegações. Achei dentro do livro o roteiro para a visita do museu que ilustra a postagem. É longo para publicar – e, convenhamos, não deve interessar a muitos. O que interessa é o bacalhau no prato. E, como de hábito, o que vou comer no dia 24 é o de sempre. Feito pelas Duas Marias, que estão voltando da Santa Terrinha com receitas novas. Acho que é tarde para você conseguir este ano, mas, se você aprecia o prato, guarde este número: 51 9645-3511. Voltando ao Museu do Bacalhau, como disse, tenho o roteiro da visita (em inglês e italiano). Se lhe interessar, não custa fazer um xerox e mandar, por conta do Viajando , em agradecimento à companhia que me fizeram neste ano. O melhor, é claro, sería você ir até lá. O nome da primeira ilha é A . isto mesmo, só a primeira letra do alfabeto. Esses vickings têm cada uma!

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Bacalhau

Islândia III

19 de dezembro de 2011 0

Estive lá faz uns 7/8 anos. Não sei se atraído pelo seu exotismo, por seus vulcões, águas termais, panoramas insólitos ou pelos seus cavalos, abandonados pelos vickings há 900 anos e que, até hoje, correm soltos. Pode-se até dizer que Deus fez o mundo, e o diabo, de inveja, fez a Islândia. Uma coisa é certa: não era para acrescentar mais um país à minha lista. Visito-os, não os coleciono. Para um documentário no Studio? Foi o que aconteceu. É uma região de que gosto muito e admiro seu desenvolvimento, apesar do clima e da geografia. Já havia feito sobre os vizinhos Noruega e Suécia, e, andando por lá, aprendi algumas coisas sobre a Islândia que queria conferir, sua (dura) vida, descendência e tecnologia de aproveitamento do calor subterrâneo – tanto que levei junto meu amigo: o Illo, dono da empresa chamada “ Água quente” . Portanto, curiosidade de viajante. Quem sabe em alguma gaveta da memória lembranças dos escritos de Júlio Verne e sua passagem para o centro da Terra. Razão comercial não era. Nós, tropicais, achamos que os nórdicos vivem no meio de neblina, trevas, trolls e nas paisagens cinzas de Bergman. Não é bem assim. A Escandinávia não atrai muita gente. Quer mais uma prova de que não era a bilheteria a razão? Nunca fiz documentários sobre países como Itália e Alemanha, cujos descendentes e atração própria dos países lotariam o teatro. Bem, já falei que o país é difícil. Dois ou três dias depois de visitar a capital, Reykiavik, decidimos alugar um 4 X 4, achando que, na Islândia, valeria a pena. Na locadora, o jovem do balcão disse e apontou: “Se quiserem, temos todos aqueles ali, mas não precisam; é mais caro, consomem mais, etc.” Nos entreolhamos e ele disse: “quando quiserem subir as geleiras , vocês pegam um pela manhã e devolvem à noite”. Dito por ele, concordamos e saímos para dar a volta na ilha, que é onde estão as cidades e as principais atrações. Depois de alguns dias, chegamos à base de uma grande geleira, a maior da Europa. Lá em cima, há vida inteligente durante o dia, mas não há hotéis, albergues ou pensões. E nós queríamos subir. Com o nosso sedan, seria impossível; já tínhamos até marcado passeios, ski-doo, etc. e não havia ninguém no entroncamento combinado – alguns carros estacionados, mas não havia vivalma, só uma cabine telefônica. Estávamos desolados. Depois de algum tempo, a Kari resolve ligar para o agente no outro lado da ilha, dizendo que ali não havia ninguém e, portanto, não íamos poder subir. Ele, surpreso, depois de alguns segundos, fala: “Mas devem estar ali cinco veículos 4 X 4.” Ela respondeu: “Sim, 2 brancos, 1 vermelho e 2 creme”. “Você olhou se a chave deles está na ignição?”, pergunta ele. Ela pede ao marido que dê uma olhada e ele, após andar uns 50 metros, volta à cabine e diz: “Sim, tem a chave”. O locador, a uns 400 km de distância, responde: “Pois bem, deixem o seu ali e escolham o que quiserem. Quando voltarem, vocês destrocam”. Foi o que fizemos. Passamos um agradável dia lá em cima. Como era verão, a temperatura estava em 1°. A não ser no topo da geleira, não vimos ninguém e ninguém viu a operação 4 X 2 – 4 X 4 – 4 X 2.

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Islândia III

Janelas do mundo II

18 de dezembro de 2011 0

Méknes, Marrocos Santillana del Mar, Espanha Bodrum , Turquia Civita de Bagnoregio, Itália   Cairo, Egito Santillana del Mar, Espanha Sevilha , Espanha Chefchaouen, Marrocos Taormina, Itália Suzdal, Rússia  Stratford, Inglaterra Oslo, Noruega Taormina, Itália Edimburgo, Escócia

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O que comer na Itália? Dicas de gastronomia por região

17 de dezembro de 2011 0

A Itália é uma festa para o paladar. Para um italiano , falar sobre um destino de viagem começa sempre com a pergunta básica:  come-se bem por lá? Não é por nada que a Inglaterra seja um roteiro maldito no país. O ritual da mesa tem uma aura mística , nenhum encontro social que se preze acontece sem um bom vinho e muitos pratos e o célebre movimento slow food , que estimula a valorização das tradições culinária regionais, surgiu na Itália em 1989. Meu objetivo hoje é dar algumas dicas do caminho das “massas, tomates , queijos e vinhos ” para quem vai para Itália e não quer perder as delícias de cada região. As diferenças são muitas, e cada um se orgulha de seus produtos. Além disto não adianta você chegar na Toscana e querer comer um canolli siciliano que vai levar um desaforo de alguma mamma, tem que aprender a saborear também na época certa. Respeito pela tradição faz parte fundamental da cultura italiana. Mas vamos ao que interessa!   Piemonte : Queijo castelmagno, robiola e taleggio. Vinhos Barbera e Barolo e Barbaresco. Vinho doce de Asti. Trufas brancas e  negras de Alba. Panacota , doce de nata cozida com calda. Panetone Milanese. Panacota Piemontesa Ligúria : Pesto de Gênova, Vinho Valpolcevera. Lombardia : Queijo gorgonzola e belpaese. Salames. Torrone de Cremona Trentino Alto Adige : Vinho Santo e biscoito de amêndoas cantuccini. Friulli- Venezia Giulia : Queijo montasio. Grappa. Presunto San Daniele. Vinho Pinot e Tocai. Vêneto : Vinhos Valpolicella, Bardolino e Soave, que não é doce e nem suave. Emília Romana : Vinagre Balsâmico de Módena. Mortadela de Bologna. Queijo Parmigiano Reggiano Grana        Padano de Parma e o frisante vinho Lambrusco. Toscana : Vinhos  Sassicaia  , Tignanello e o Brunello de Montalcino. Queijo pecorino. Panforte di Siena, um doce de frutas secas. Úmbria : Trufa negra de Norcia. Porchetta. Lácio : Queijo pecorino romano. Spaghetti alla matriciana e carbonara e o leve vinho Frascati. Sicília : Mini Tomates, pistache ,amêndoas e limão siciliano. Spaghetti alle vongole. Canolli, doce de ricota . Granita e Gelatto em Notto. Capponata siciliana. Granita , uma raspadinha com sabor de amêndoa e morangos Sardenha : Queijo sardo. Vinho Cannonau e Carignano. Mesa típica italiana No curso – Viajando com Arte 2012 vamos fazer um roteiro completo de viagem na Itália

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Um nariz de sorte

10 de dezembro de 2011 0

Em dezembro passado, os editores de uma revista pediram-me um artigo sobre vinhos. Levei um susto. Por sorte eu não havia bebido e tive o bom senso de reconhecer que escrever sobre vinhos, para uma revista da região de produtores não é para mim. Susto maior tiveram eles quando leram o artigo. Sou um tomador de vinho, não um conhecedor, muito menos um pretendente a enólogo só porque participei de duas degustações. Evito também ser um “enochato” dando palpites à toa. Vinho bom, diz o Parker, é o que você gosta e ponto, que deveria ser ponto final, mas continuo porque, neste quesito, tive muita sorte. A natureza me dotou com papilas normais e nariz normal. Sinto cheiros, gostos e perfumes, mas muito distante daqueles que ouço mencionar sobre o perfume de flores que darão frutos vermelhos no outono – isso na narina esquerda, porque na direita lembra pipocas com manteiga e grama molhada pelo sereno… Como disse, tive muita sorte com o meu nariz. Seleciono o que gosto entre muitos, o que acho uma das grandes mágicas do vinho. Entra-se numa loja – desculpe, uma winnery , que é mais chique – onde estão 500/600 rótulos e todos tem alguns tomadores que o preferem, senão não estariam ali. Já teriam falido. Felizmente todos vendem, todos têm o seu mercado. Um miracolo só comparado ao mercado dos queijos. Voltando ao meu bom nariz. Não fosse ele um nariz “standard” eu teria de mudar de endereço, de bairro, quem sabe. Moro numa rua que faz esquina com outra e, numa 6ª feira qualquer, tudo está normal… Já no sábado, acordo vendo despachos, galos pretos, cabritos degolados, milho espalhado, alguns quindins, garrafas abertas de cachaça (marafo) e, conforme a época, espelhinhos, talcos, pó de arroz etc. Mas isso já nos fundos, onde passa lentamente o Guaíba. Não me queixo. Dou graças aos céus pelo meu nariz normal. Tivesse eu um desses super narizes, o que seria de mim? Além do que escrevi, nas minhas caminhadas, passo por cães atropelados, cocôs de cavalo à vontade (Porto Alegre tem 8500 carroças que o prefeito Fogaça herdou) e volta e meia cavalos mortos –  atropelados,  eu suponho, ou mais provavelmente, mortos pela fome e maus tratos. Portanto, estou muito feliz com o meu nariz não tão sofisticado e nunca educado. Isso me permite gostar muito de vinhos, da minha rua e do meu bairro. No caso dos vinhos, em qualquer lugar, dou especial atenção aos vinhos locais. Na Itália, chega a ser um problema. Cada vale tem o seu, cada cidade os seus. Quando em viagem, tento pedir o vinho que tomei ontem e gostei, vem o maitre e diz: “Scusi Signore, ma questo vino non è mica di qui”. E ele tem razão. Lembro, por exemplo, que, depois de 2 ou 3 dias, começa-se a gostar até dos vinhos gregos, aqueles com resina ou “retzina”, como eles dizem. Nenhum de nós tomaria aquele vinho fora daquele contexto. Trazê-los? Nem pense. A mesma coisa acontece com os vinhos das ilhas Canárias, da Espanha, que por serem originários de terreno vulcânico, (sorry, terroir) tem o cheiro e gosto de enxofre, gosto de inferno, segundo Dante Alighieri. Provavelmente, se pedires uma segunda garrafa, a entrega será feita pelo próprio demônio. Nos Açores, próxima e também vulcânica, o gosto não é muito diferente, mas, falando a verdade: intragável nos primeiros dias e nem pense. E pedir outro, virá semelhante. Bem, essa é a opinião de quem tem um nariz comum e nasceu na ” sera”. Quem sabe os gregos, açorianos e canários a quem me referi digam o mesmo dos nossos. Portanto, bendito o meu nariz, que me permite saborear todos eles. Viva o vinho e obrigado produtores, seja qual for o resultado. Obrigado por melhorarem o meu espírito, as minhas refeições e ainda equilibrar o meu colesterol.

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Um nariz de sorte

Dança das cadeiras no ranking enológico mundial

05 de dezembro de 2011 0

Clima ajudou a França a retomar o primeiro lugar Tudo indica que vai durar muito pouco a liderança da Itália no ranking mundial de elaboração de vinhos. Depois de ter sido apontado como o maior produtor em junho passado, o país deve perder o topo do pódio para a França. De acordo com a Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), condições meteorológicas ajudaram os franceses a alcançar um crescimento de 9% na produção. Isso, no entanto, não deve significar preços mais acessíveis. A nação de Napoleão assiste a uma expressiva alta no valor das uvas que dão origem aos grandes rótulos. A região de Champagne é o exemplo mais claro da inflação. Compartilhar

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Dança das cadeiras no ranking enológico mundial

Estradas dos sabores na Emilia Romagna

02 de dezembro de 2011 0

Na programação do Venerdì Culturale da ACIRS , de Porto Alegre, o italiano Marco Tasca fala sobre ‘As estradas dos sabores – região Emilia Romagna’. Tasca é produtor de queijo pecorino e representante das Estradas dos Sabores daquela região italiana (sócio da ‘La Chiocciola Tour’). Será no auditório da ACIRS Unidade Bom Fim (Av. Osvaldo Aranha, 744), em italiano, sem tradução, às 19h. A entrada é gratuita e aberta ao público em geral. Não é necessária a retirada de senhas. Informações: www.acirs.org.br ou (51) 3212-5535.

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Estradas dos sabores na Emilia Romagna

Wine'n'blues Hall of Fame

02 de dezembro de 2011 0

Nascido nos campos de algodão do sul dos Estados Unidos, o blues dificilmente é associado ao vinho. Os escravos que cantavam suas lamúrias e deram origem ao ritmo nunca haviam pisado em um parreiral. Aliás, eram poucos os norte-americanos que conheciam o cultivo da uva naquela época, o distante início do século passado. Acontece que a coluna Enoteca é partidária da ideia de que não há o que não combine com vinho. Por isso, na semana que sucede mais uma edição do Moinho da Estação Blues Festival, vamos dar sugestões de rótulos que harmonizam perfeitamente com grandes nomes do blues. Músico: Robert Johnson Vinho: Casa Valduga Premium Cabernet Franc (Brasil) O que eles têm em comum: Cru, direto, fala ao coração Músico: B.B. King Vinho: Wente Beyer Ranch Zinfandel (EUA) O que eles têm em comum: Redondo, irreverente, canta as tristezas com alegria Músico: Eric Clapton Vinho: Champagne Deutz Cuvée William Brut (França) O que eles têm em comum: Habilidoso, sofisticado, confiável Músico: Jimi Hendrix Vinho: Antinori Tignanello (Itália) O que eles têm em comum: Transgressor, arranca novidade da tradição Músico: Stevie Ray Vaughan Vinho: Cims de Porrera Classic (Espanha) O que eles têm em comum: Emocional, reverencia o passado, teria muito mais a mostrar Compartilhar

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Wine’n’blues Hall of Fame

Teste de espumantes na reta final do ano

29 de novembro de 2011 0

Com o calor que fez na última sexta-feira, não havia programa melhor do que um happy hour com espumantes. E em mais daqueles típicos “compromissos” de quem leva a dura vida de trabalhar com vinhos, fui até Rio Grande justamente para encerrar a semana com um variado menu de borbulhas e fazer novos amigos entre os integrantes do núcleo do vinho da Fundação Ecarta. A viagem foi um convite da entidade para fazer uma palestra sobre os diferentes tipos de espumante mundo afora. Para nosso roteiro, escolhi quatro paradas: Vêneto (Itália), com seus Proseccos, Catalunha (Espanha) e as refrescantes Cavas, a tradicional Champagne (França) e o terroir da Serra Gaúcha (Brasil). O Villa Fabrizia (R$ 23,50) abriu os trabalhos com a leveza típica dos Proseccos. Bastante floral, conseguiu representar bem os espumantes italianos. Em seguida entrou em cena o brasileiro Dunamis Brut (R$ 29,90), produto que havia sido lançado naquela mesma semana. Feito 100% com uvas Chardonnay, arrancou elogios dos presentes, que se surpreenderam com o ótimo frescor. Voltando a terreno internacional, foi a vez da Cava Don Román (R$ 29,90), clássica mistura das variedades Macabeo, Xarel.lo e Parellada. Depois de prová-lo pela primeira vez – assim como muitos dos participantes da degustação -, fiquei muito satisfeito com o resultado. Bom custo benefício, pois o rótulo traz a acidez e o perfil cítrico que se espera de um bom Cava. Na parada seguinte, o Champagne Deutz Brut Classic (R$ 147) arrebatou a todos com seus aromas evoluídos de casca de pão, açúcar queimado e maçã cozida. Na boca, é seco na medida, com bom equilíbrio de cremosidade e acidez. Pra fechar, um brinde doce com o Dunamis Moscatel (R$ 24,90), que defendeu muito bem as cores dos espumantes de sobremesa feitos no país. O papo foi ótimo, mas bom mesmo foi ver que todos saíram contentes com as novas descobertas e que não faltarão boas opções para as festas de final de ano. Prova disso foi que ao final as pessoas já comentavam sobre agendar um próximo encontro para 2012. Esse é o melhor resultado que se pode esperar de uma degustação. Compartilhar

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A leveza e o bairrismo do Top 100 Wine Spectator

21 de novembro de 2011 0

Saiu na última semana o mais aguardado ranking vinícola do mundo: o Top 100 da revista norte-americana Wine Spectator . Analisando a lista dos 10 primeiros, é possível confirmar que o excesso de álcool e a tanicidade estão mesmo perdendo espaço nas prateleiras. Nenhum malbec argentino foi incluído no topo do pódio, por exemplo. Aliás, os sul-americanos não conquistaram um único espaço entre os 10% mais bem avaliados. O domínio foi de rótulos norte-americanos e franceses, seguidos de italianos e um português. O grande vencedor confirma um certo bairrismo da premiação. Com uvas californianas, o Kosta Browne Pinot Noir 2009 ficou em primeiro lugar entre as mais de 16 mil amostras avaliadas. Confira abaixo a colocação completa. TOP 10 DO TOP 100 1 – Kosta Browne Pinot Noir 2009, Sonoma Coast (EUA) US$ 52 2 – Kathryn Hall Cabernet Sauvignon 2008, Napa Valley (EUA) US$ 90 3 – Domaine Huët Vouvray Moelleux Clos du Bourg Première Trie 2009 (França) US$ 69 4 – Campogiovanni Brunello di Montalcino 2006 (Itália), US$ 50 5 – Dehlinger Pinot Noir 2008, Russian River Valley (EUA) US$ 50 6 – Baer Merlot/Cabernet Franc 2008, Ursa Columbia Valley (EUA) US$ 35 7 – Quinta do Vallado Touriga Nacional 2008, Douro (Portugal) US$ 55 8 – Domenico Clerico Barolo Ciabot Mentin Ginestra 2006 (Itália) US$ 90 9 – Alain Graillot Crozes-Hermitage La Guiraude 2009 (França) US$ 55 10 – Château de St.-Cosme Gigondas Valbelle 2009 (França) US$ 58 Compartilhar

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Na Itália, menos é mais

20 de novembro de 2011 0

Justamente no ano em que conquistou a posição de maior produtor de vinho do mundo, a Itália registrou a safra mais escassa das últimas seis décadas. O mês de setembro, quente e seco, fez com que a colheita fosse bastante rala no país. Outro fator que levou à redução foi a destruição voluntária de vinhedos por parte de alguns agricultores. Eles aderiram a um programa de estímulo da União Europeia que quer qualificar o vinho do Velho Mundo e evitar a superprodução. Mas os italianos não estão lamentando muito essa diminuição da colheita. Pelo contrário. O clima adverso é propício para o cultivo de boas uvas, o que resultará em ótimos rótulos. Além disso, a lei de oferta e procura deve jogar os preços para cima. Má notícia mesmo, só para os bolsos dos consumidores. Compartilhar

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Na Itália, menos é mais

Três concursos para viajar

14 de novembro de 2011 0

Recebi a divulgação de três concursos diferentes e resolvi reuni-los num só. Se você é fã de concursos, lá vão: Viaggio in Italia – A tradicional confeitaria paulista Cristallo, fundada em 1953 por um imigrante italiano, lançou a promoção “Viaggio in Italia”, com o apoio da Royal Holiday, para levar um de seus clientes ao país da bota. O ganhador e acompanhante ficarão hospedados cinco dias em Roma.Qualquer pessoa que viva no Brasil e tenha mais de 18 anos pode participar, exceto funcionários ou parentes das empresas envolvidas. O interessado deve se cadastrar no site www.cristalloonline.com.br e responder à pergunta: Quem tem o doce sabor da Itália? Em seguida criar uma frase com uma das palavras ou as três: panettone, Itália e sabor, em até 200 caracteres. A promoção vai até 28/02/2012. O nome do ganhador será divulgado no dia 16 de abril de 2012. Cruzeiro pela costa brasileira – Neste concurso, a MSC Cruzeiros leva uma pessoa com acompanhante para um cruzeiro por ilhas tropicais brasileiras. Para solucionar “O Mistério do Colar”, os usuários devem se cadastrar no hotsite e assistir aos vídeos que mostram evidências de um suposto furto de colar durante um cruzeiro. A cada semana, será liberado um vídeo referente a um dos quatro suspeitos do furto. Quem desvendar o mistério, descobrindo o culpado, terá ainda que escrever uma frase explicando porque devem ser presenteados com uma cabine em um navio. As frases deverão ser enviadas pelo site. Serão selecionadas 150 frases para publicação no Facebook. Depois, será escolhido o vencedor. A viagem-prêmio terá saída programada para 12/12/2011 de Santos, com destino a Ilha Grande/Angra dos Reis e Ilhabela numa viagem de 3 noites. Conte sua história – Para comemorar seus 40 anos, em maio, a CVC está convidando clientes, funcionários, agentes de viagens, parceiros e fornecedores da operadora para contar uma história que tenha relação com ela. Os autores das 10 melhores histórias terão seus contos publicados em livro, serão convidados a participar da noite de lançamento e ganharão um vale-viagem no valor de R$ 2 mil. Interessados devem cadastrar suas histórias até 28 de novembro, no site www.cvc.com.br/cvc40anos .

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Para entender Florença e o Renascimento

09 de novembro de 2011 0

Se você for ao RIO DE JANEIRO até 11 de dezembro, aproveite para ir a FLORENÇA , na Itália, e conheça mais sobre o Renascimento… Explico: é que, até essa data, o Rio abriga uma exposição sobre os 500 anos de Giorgio Vasari, conhecido como o inventor do artista moderno e o primeiro historiador da arte. A mostra (“Giorgio Vasari e a invenção do artista moderno”) está na Biblioteca Nacional , comemorando os cinco séculos do nascimento desse pintor e arquiteto italiano, nascido em 1511, reconhecido como o primeiro historiador da arte. Vasari morreu em 1574. Incentivador de artistas como Michelangelo e amigo da poderosa família dos Medici , ele atendeu a encomendas de príncipes e papas. É ele o idealizador da arquitetura da Galleria degli Uffizi , hoje sede do principal museu de Florença, e autor das pinturas que decoram o Palazzo Vecchio, a atual sede do governo da cidade, e fundou a primeira academia de belas artes da cidade. Eu não soube tirar a foto com de dentro do vidro, mas ela dá uma ideia da grandiosidade da Galleria degli Uffizi. O Palazzo Vecchio O interior da Uffizi Foi obra dele também, a pedido de um dos Medici, Cósimo, a ligação, entre o Palazzo Vecchio e o Palazzo Pitti, uma nova residência da família Médici, do outro lado do Rio Arno. Esse caminho particular e elevado é conhecido como Corredor Vasari, que usava a galeria, a Ponte Vecchio sobre o Arno e uma passarela coberta sobre a rua. O corredor fica sobre a ponte, onde aparecem as janelas pequenas Conhecer esse corredor, onde está uma espetacular coleção de autorretratos, exige agendamento prévio. Em junho, fiz uma visita guiada por ali, com uma especialista em renascimento. Em função dos 500 anos de Vasari, há uma mostra especial na Uffizi, que se encerraria em outubro, mas foi prorrogada até 8 de janeiro . Eu recomendo. Serviço Giorgio Vasari e a invenção do artista moderno, até 11 de dezembro, no Espaço Cultural Eliseu Visconti Na Rua México, s/n – Centro – Rio de Janeiro (acesso pelo jardim da Biblioteca Nacional) De terça a sexta, das 10h às 18h Sábados, das 10h às 17h Domingos das 12h às 17h A exposição faz parte do calendário de atividades do Momento Itália no Brasil.

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Mortes em frente à igreja

06 de novembro de 2011 0

O São Pelegrino é o bairro cultural de Caxias do Sul. É lá que fica a famosa igreja de São Pelegrino e o novo shopping da cidade. Pois na madrugada deste domingo o bairro virou um cenário de morte. Um Tempra capotou. Três jovens morreram e 2 foram hospitalizados. O carro vinha na avenida Itália em direção à Seberi, e provavelmente o motorista se perdeu na curva. Bateu num poste e acabou com as rodas para cima. Mais 3 pessoas que morrem  no trânsito.

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Mortes em frente à igreja

No dia dedicado aos Finados, a sugestão não poderia ser nenhuma outra

02 de novembro de 2011 0

Finados pra mim nunca foi sinônimo de tristeza. Sempre soube que era dia de venerar os mortos. Mas acho que minha porção mexicana ( no México, há doces, flores e catrinas por todo lado ) sempre fez dele um dia de festa. Talvez por ter aprendido a encarar a morte da mesma forma que o nascimento . Era levada pela mão, pequenininha, para um e para outro. Pai e mãe nos levavam pela mão tanto à maternidade quanto ao cemitério. Desde cedo aprendi que quando se nasce, já se começa a morrer. Não que a morte me agrade, já ressalvo. E dia de Finados era dia de ir ao cemitério, de correr entre os túmulos com meus primos, de ir do cemitério da Linha Zanella, onde estavam os avós paternos, ao de Dr. Ricardo, onde foram enterrados os maternos. E por entre os túmulos íamos escolhendo quais eram os mais bonitos, os entes mais queridos, pela quantidade de flores, os ditos mais interessantes nas lápides, fazíamos cálculos precisos dos anos que a pessoa havia vivido, sua origem… Era uma descoberta. Perdi meus pais num curto período de três meses , já adulta, e obviamente isso resultou em uma dor e uma saudade imensas. Mas ainda assim o cemitério não virou sinônimo de tristeza. Nem pra mim, nem para meus irmãos. Escolhemos, para colocar no jazigo, uma foto em que estão os dois juntos, sorrindo à larga, de mãos dadas. Todo mundo que passa acha estranho. Mas há 15 anos só vamos substituindo a foto por uma nova. Meu irmão mais novo, quando ainda morava na cidade, costumava ir tomar chimarrão ao pé do túmulo, no domingo de manhã, como fazia quando eram vivos, e aproveitava para repassar a semana em pensamento, como se a narrasse para eles. Por isso nunca passo longe de cemitérios. Aliás, quando posso, até os procuro. Gosto do que se chama de arte cemiterial, das esculturas, das lápides… Por isso, nesse dia, a dica é: visite cemitérios. No ano passado, no dia 3 de novembro, estive num dos mais famosos do mundo, o Pere Lachaise , em PARIS. Fiquei horas e horas e só fui embora porque começou a chover. Inaugurado em em 1804, seu nome é uma homenagem ao padre François d’Aix de La Chaise (1624-1709),o Père La Chaise (o padre La Chaise), confessor do rei Luís XIV da França. Estão ali enterrados escritores e poetas como Balzac , Oscar Wilde, La Fontaine, Proust; músicos como Maria Callas, Chopin, Piaf e Jim Morrison (um dos túmulos mais procurados); e atores e cineastas como Sarah Bernhard, Molière, Marcel Marceau,Maria Schneider… É um passeio pela história, pela música, pelo cinema, pelas artes. Esse painel homenageia os mortos no acidente da Air France. E havia também, quando eu visitei, uma exposição fotográfica com cemitérios do mundo inteiro. Fotografei o único representante brasileiro, neste painel. OUTROS TÚMULOS E CEMITÉRIOS FAMOSOS, esses selecionados pelo site Adoro Viagem . Al Capone , o mafioso ítalo-americano, no cemitério de Monte Carmelo, no subúrbio de Chicago. O cineasta Federico Fellini está no cemitério de Rimini, na Itália. Eva Perón , no cemitério da Recoleta, em Buenos Aires. Elvis Presley foi enterrado em Graceland, mansão onde vivia, junto com seus familiares, em volta de uma fonte no jardim da mansão. Karl Marx foi enterrado em Londres, no cemitério de Highgate. O corpo de John Lenon foi cremado e entregue a sua mulher Yoko Ono, mas um memorial chamado Strawberry Field Forever, com a inscrição Imagine, pode ser visitado no Central Park, próximo ao edifício onde viveu e foi assassinado. E esta semana meu irmão mais velho me chamou a atenção para um cemitério da aldeia romena de Sapanta , com coloridas pinturas e epitáfios emocionados que contam a história de cada pessoa enterrada ali, um costume iniciado por um morador chamado Stan Ioan Patras, que foi quem esculpiu a primeira lápide com essas características, em 1935, e chegou a fazer mais de 800 até morrer, em 1977.

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A Itália vem até você

30 de outubro de 2011 0

Na programação do  Italia Comes to You , parte das comemorações dos 150 anos da unificação italiana, neste domingo à tarde, dia 30, se apresentam os corais da ACIRS – Língua e Cultura Italiana e da Massolin de Fiori Società Italiana. As apresentações serão a partir das 15h na tenda multifuncional do evento , montada no Parque da Redenção, em Porto Alegre. Os grupos irão interpretar canções típicas italianas. O Italia Comes to You é um evento itinerante que fica em Porto Alegre até o dia 6 de novembro. O projeto é uma iniciativa da Agência Nacional Italiana de Turismo (ENIT) e foi criado para divulgar o turismo e a cultura italiana, além de promover relações bilaterais de negócios entre Brasil e Itália. Além do Brasil, o evento está sendo realizado na Rússia, Índia e China. O lançamento oficial será na segunda, às 9h, também na Redenção. Na foto, uma cena de Florença, uma de minhas cidades favoritas, só para ilustrar o post.

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Programa de férias com intercâmbio

29 de outubro de 2011 0

O English Days at Disney é um dos programas mais procurados na Experimento Intercâmbio Cultural (Rua Dona Laura, 475, em Porto Alegre) , que acabou de lançar os programas de férias de 2012 para adolescentes e programou uma palestra para o próximo dia 3, às 19h, a respeito dos programas de férias para pais e adolescentes, dos 13 aos 18 anos. O intercâmbio na Disney tem duração de duas semanas e prevê o aprendizado do inglês de forma interativa, aliando a imersão no idioma à vivência da cultura americana nos parques temáticos da Disney. Além desse, há outros destinos possíveis como Vancouver Youth ELS, Oxford e Paris, California Experience, ski na Suíça e Itália, Beach Australia e Nova Zelandia. Informações: portoalegre@experimento.org.br

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Siracusa e Noto, o colorido das pérolas barrocas sicilianas.

25 de outubro de 2011 0

Um dos passeios mais legais que fizemos saindo de Taormina foi Siracusa e para minha total surpresa e desconhecimento , Noto . Distantes uma hora e meia de Taormina , não chega a ser uma viagem, mas um volta pelo passado cultural da Sicília . Siracusa foi uma importante cidade da Magna Grécia , por volta do século V a.C. , quando o sul da Itália fazia parte da Grécia ,a cidade acabou se destacando e ameaçando a própria cidade de Atenas como aliada de Corintho e Esparta, na época em que foi governada pelo tirano Dionísio . O filósofo Arquimedes é natural de Siracusa . Muitas riquezas desta época estão bem conservadas no local , especialmente no Síto Arqueológico de Neapolis , fora do centro histórico medieval de Ortegia . Um conselho bastante oportuno , não deixem para visitar a parte arqueológica num dia de calor perto do meio-dia, o local é árido e a visita vira uma quase tortura. Se for verão o mais apropriado seria um fim de tarde ou início de manhã! Além disto o centro morre na hora da ” siesta” , o que deixa tudo muito sem graça! Em Neapolis o principal monumento é o Teatro Grego literalmente escavado na rocha e com um bela vista do mar , aqui várias tragédias foram encenadas nos concursos públicos financiados pelos governantes e muito apreciados pelo povo. O interessante é que os gregos ,na sua maioria mercadores ,, podiam avistar o porto e sair do teatro caso chegasse algum barco. Quase todos teatros gregos tem vista para o mar, já vi isto em Bodrum na Turquia , em Taormina e em várias outras pólis. O  Orecchio de Dionísio é um imensa gruta utilisada como cárcere pelo tirano,  que podia ouvir o que seu prisioneiros falavam no interior, pelo formato especial da gruta que se assemelhar a um canal auditivo ela tem uma acústica perfeita quando se está do lado de fora! Foi denominada de Orelha de Dionísio pelo, não menos controverso pintor , Caravaggio , que numa de suas fugas de Roma, por problemas com a justiça, esteve na região. O parque tem muitas outras riquezas arqueológicas , pode-se passar quase o dia explorando seus recantos, principalmente se for na sombra! Orecchio de Dionísio Nossos jovens visitantes sucumbiram ao calor e deixaram o centro para, quem sabe, quando seu interesse histórico for maior que o desejo de se atirar numa praia de mar transparente. Acho que só quando adquirimos os primeiros cabelos brancos e o tempo urge , pensamos nesta troca. A propósito , a praia escolhida foi Fontane Bianche , onde paga-se para entrar , para ocupar os lettinos e dividir cada centímetro de areia escaldante com milhares de turistas! Fiquei feliz com minha idade e minhas escolhas, mas não resisti a um mergulho antes de seguir em frente! A Piazza del Duomo em Ortigia (uma pequena ilha ligada ao continente por uma ponte) guarda riquezas não claramente oferecidas. A Igreja de Santa Lúcia , padroeira de Siracusa, tem a pintura original do martírio de Santa Lúcia feita por Caravaggio pouco tempo antes de receber indulgência do papa para voltar a Roma e, literalmente, “morrer na praia”  antes de chegar a cidade. Suas peripécias pelo sul da Itália são contadas num grande cartaz dentro da Igreja. O Duomo do século VII foi construído sobre as ruínas do templo de Atena de V a.C. e mantém as colunas do templo na sua lateral interna , o teto de madeira do período normando e também os mosaicos ,  a fachada data do período Barroco, uma verdadeira colcha de retalhos como toda a história da Sicília.  Ocupada por romanos , bizantinos, árabes, normandos, espanhóis e finalmente lutando pela unificação italiana , a cidade guarda marcas do cosmopolitismo de suas sucessivas dominações. Em duas oportunidades nos século XVI e XVII a região foi destruída por terremotos que mudaram a feição da cidade e oportunizaram a reconstrução num estilo conhecido como Barroco Siciliano , muito bem representado na cidade de Noto . Noto tem uma história grandiosa e chegou a ser citada por Cícero como , bella polis , mas teve seu destino antigo selado pelo terremoto de 1698 que a devastou totalmente e permitindo a reconstrução como o maior exemplo do Barroco Siciliano. Como bem definiu a Ivone Bins , pelo equilíbrio de cores e formas, a cidade mais parece um cenário, onde o amarelo suave das pedras contrasta com a azul do céu , um cenário para um festim dos deuses, eu diria! A Piazza del Duomo forma com o Palazzo Ducesio um perfeito equilíbrio entre o Barroco e o Neoclássico. O Duomo sofreu uma grande perda em 1998 com outro terremoto, mas já está em processo de restauração. Mas o que mais atraiu nosso grupo para a visita de Noto foi a fama de ter o melhor sorvete do mundo. Verdade que este título é disputados por muitas cidades italiana , mas que ele não escapa do país isto eu garanto. Para nossa decepção a sorveteria mais famosa da cidade estava fechada , seguindo a estranha lógica de fechamento de estabelecimentos comerciais italianos, a boa vontade do dono. Granita a melhor opção em Noto Mas várias outras sorveterias oferecem granitas e sorvetes perfeitos para uma tarde calorenta, ainda mais num local dominado pela beleza e quase livre de turistas! Um passeio imperdível é subir na Igreja  de São Carlo e ter a vista da cidade do alto, dois euros muito bem investidos . Voltamos para Taormina com o olhar e o estômago repletos de novas cores e sabores.

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Nova incursão na gastronomia

19 de outubro de 2011 0

Já é o quinto ano consecutivo desse projeto que começou como um sonho e agora está pra lá de consolidado: o pessoal do Al Mondo , que promove turismo gastronômico na Itália, na França e na Espanha, encerrou sua semana anual na Provence e está nesta semana na Toscana. Eles mandam, mais do que notícias, muitas fotos de lá. A casa, a comida e o lugar dão água na boca. Para começar, A CASA , próximo a  L’Isle-sur-la-Sorgue . A descrição no site do Al Mondo resume o que aparece acima. “Embora o vento nos ciprestes ao redor no sussurre segredos seculares, por dentro a casa Al Mondo destila conforto e praticidade. Os quartos, os banheiros, a cozinha, a adega, o salão de convivência – todos foram reformados preservando as melhores características da planta original: as vigas de madeira sustentando o telhado, a aconchegante lareira, os azulejos de terracota e os pisos de cor ocre típicos da região de Roussilon. Além disso, alguns móveis exibem um revestimento de pátina branca – técnica provençal muito apreciada por Maria Antonieta. Ao todo, são 900 metros quadrados distribuídos por dois andares que abraçam um terraço e descortinam a vista de um vinhedo. Tudo isso servindo de moldura para um simpático gigante calvo que habita os arredores: o Monte Ventoux. Um quadro vivo para você pregar na parede mais afetiva de sua memória.” *** E o que vai à MESA nos jantares preparados pelo chef com a ajuda dos hóspedes. E, por fim, o LUGAR , com uma feira igualmente apetitosa.

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