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Posts na categoria "Dicas de viagem"

Para além dos Jardins, arquitetura e design na Oscar Freire

27 de abril de 2012 0

A rua   Oscar Freire nos Jardins em São Paulo é referência como a meca do luxo na cidade. É verdade , grande parte das grandes grifes mundiais estão ancorada por ali ou pelas suas transversais , principalmente enquanto o Shopping Iguatemi JK não abre suas portas. Mas de um tempo para cá a rua é bem mais que simplesmente um polo de compras de luxo , é um endereço de arquitetura arrojada , decoração de bom gosto e vanguarda em termos de design. Começando uma caminhada pela Mello Alves , a primeira loja que chama atenção é a Havaianas , p rojetada pelo arquiteto Isay Weinfeld , a loja  teve como principal desafio passar a ideia de frescor e casualidade, tipicamente brasileiros. Com uma atmosfera bem informal, onde já em sua entrada diferenciada, sem portas ou janelas. Não é um empreendimento novo, mas mantém a atualidade do projeto de 2009. Os chinelos e outros objetos são apresentados de forma divertida , como numa feira livre, e o colorido das coleções ajuda a compor o ambiente. Uma marca que é símbolo de brasilidade, se reinventa a cada temporada. Logo em seguida, na esquina da rua da Consolação ,  a loja piloto da Natura , uma loja conceito que , segundo me informaram, tem tempo de vida limitado até junho de 2012! É uma das mais novas e além de ser interessante esteticamente a loja tem uma preocupação em instigar os sentidos de quem entra nela, com seus aromas, texturas, iluminação, som e principalmente por permitir a experimentação dos produtos expostos com a ajuda de profissionais que auxiliam no que for preciso. Adorei. O mapa do Brasil com produtos da marca na entrada é lindo e os detalhes da decoração interna fazem um clima delicioso. A Melissa é um clássico, projeto do designer Muti Randolph nos abraça com seu ambiente multicolorido. A loja da Valisere não encanta por fora, mas o interior é bem lindinho! Mas a própria Oscar Freire tem um charme especial por ter sido reurbanizada e estar livre de fios de energia que enfeiam qualquer região do mundo. Um exemplo seguido pela prefeitura de Gramado que fez o mesmo na Borges de Medeiros, um investimento alto mas com retorno garantido pelo turismo! Saindo do eixo, mas não da região, na Alameda Lorena não dá para perder a Livraria da Vila , pelo prédio mas também pelo charmoso café e acervo maravilhoso. Para fechar com chave de ouro um dos cafés mais charmosos e gostosos que conheço , o Santo Grão , na Oscar Freire passando a rua Augusta. Se você gostou deste post e curte dicas de viagem, arte, restaurantes e afins, curta a nossa página Viajando com Arte no Facebook:   https://www.facebook.com/pages/Viajando-com-Arte/121374657937187

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Cachoeiras e delícias na Linha 28 em Gramado

24 de abril de 2012 0

Temos recebido muitos comentários de leitores que nos dizem que nos acompanham no blog pois não podem viajar para longe.  Este post contempla quem gosta de natureza mas não quer ou não pode alçar voos mais distantes !   Cachoeira do Poço   Pomar Vou a Gramado muito seguido e apesar de estar sempre em busca de novidades não sabia que há três anos o Eco Parque Sperry está aberto na Linha 28 , descendo na estrada entre Canela e Gramado, no Vale do Quilombo. É uma propriedade de 20 hectares de Mata Atlântica aberta a visitação por míseros R$10,00 e onde  pode-se vivenciar, em uma trilha de uma hora de caminhada , o espetáculo de 4 cachoeiras. Tudo isto , a  menos de 8km do centro de Gramado. Vale do Quilombo – Gramado Magazine.com.br Bêrga Motta Restaurante Para completar o passeio , o restaurante Bêrga Motta oferece um buffet nada simplinho! Não é comida caseira e nem tem sagu e ambrosia de sobremesa, ufa! Não tenho nado contra este tipo de restaurante , mas já chega e o Bêrga Motta  saiu da linha  com delícias que vão além do trivial! “Baseada no conceito Comfort Food, um resgate da culinária dos antespassados, onde o aroma e o carinho no preparo dos pratos alimentavam a alma. Dentre as especialidades do fogão a lenha, destaque para o frango assado na cerveja com batatas coradas e alecrim, escondidinho de mandioca com costela desfiada, Macaroni ao molho carne de panela com cogumelos frescos e polenta recheada ao forno com ragú de calabresa. ” Adorei as saladas com molhos especiais e as sobremesas, tudo gostoso e muito bem apresentado. Quem vai ao restaurante não paga entrada no parque e o buffet sai por R$ 40,00, super justo para o que oferece. A trilha é totalmente demarcada , autoexplicativa e leve para caminhantes de final de semana. A cachoeira do Trombão é a primeira que se avista, linda , alta e distante. Vai dando o clima. Adorei ver as árvores demarcadas, inclusive encontramos o senhor Vitor Hugo Travi , o biólogo responsável pela preservação do parque. Uma pessoa apaixonada pelo que faz , transmite isto em poucas palavras: “conhecer para preservar”. Foi fundador do Projeto Lobo Guará em 1992, que agora também funciona no parque Sperry. Para mim foi uma descoberta o Gerivá , qual criança não chamou um amigo alto deste apelido , na época não existia bulling e ninguém nem sabia bem o que era isto! Descobri uma palmeira bem fininha e altaaaaa! A Cachoeria do Poço é perfeita para um banho, tem uma piscina natural com água cristalina e gelada como deve ser! Só não me atirei porque estava despreparada, na próxima não vou deixar de levar biquini e meus companheiros de indiada! A Cachoeira da Usina tem 45 metros de altura , com mirante e tudo. Pode-se descer os mais de 200 degraus até sua base, um passeio que já serve para queimar as calorias do almoço. Cachoeira da Usina Enfim , não precisa ir longe nem gastar muito para curtir uma bela viagem ! Basta sair do conforto habitual e estar aberto a novas descobertas. O sábado fora do “sofá” comum foi delicioso e o fim de semana rendeu quase como se fosse férias. Eco Parque Sperry http://www.ecoparquesperry.com.br/sperry/ Se você gostou deste post e curte dicas de viagem, arte, restaurantes e afins, curta a nossa página Viajando com Arte no Facebook:   https://www.facebook.com/pages/Viajando-com-Arte/121374657937187

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Emoção com lembranças da II Guerra em Moscou

19 de abril de 2012 0

Nos últimos anos temos visto nascer na Europa uma infinidade de museus e memoriais relembrando as várias facetas da II Guerra Mundial. Com o passar do tempo a idéia inicial do pós-Guerra, defendida enfaticamente por De Gaulle : “esquecer o passado e construir uma Europa unificada” não foi um projeto idealista mas sim a única possibilidade de uma reconstrução frente aos antagonismos vigentes no início do século XX.   Nosso conhecimento sobre a II Guerra Mundial foi pautado na perspectiva americana e européia, que sempre colocou holofotes na idéia de que o conflito teria sido vencido pela coalizão aliada onde os Estados Unidos tiveram papel decisivo, principalmente com o Desembarque na Normandia em 1944.  Dentre as atrocidades cometidas pelos  nazistas os europeus ocidentais foram poupados, embora não soubessem disto na época. Os nazistas trataram os franceses, holandeses e outros povos do oeste com certo respeito, ainda que para melhor explorá-los. As piores atrocidades aconteceram mais a leste. É disto que nos fala o fantástico memorial instalado em Moscou em 1995, o Museu da Guerra Patriótica nos oferece a versão russa da história da II Grande Guerra com toda a implicação que este conflito acarretou para a URSS e principalmente para o povo russo. Vamos deixar claro que não sou apaixonada pelo assunto “guerra” e nem muito chegada em armamentos bélicos, mas o museu é muito mais do que isto. Ele faz parte do grande complexo de Plokonnaya Gora que engloba o  Parque da Vitória , com mais de 130 hectares, e o Monumento à Vitória , além de exposições de armamentos de guerra ao ar livre. No parque encontram-se três templos religiosos que fazem referência aos povos que compõe a Federação Russa: uma Sinagoga, uma Igreja e uma Mesquita formam este mosaico religioso. Para além dos monumentos, a vista que o parque oferece da cidade já valeria o passeio, pois estamos numa das regiões mais altas de Moscou .     A II Guerra Mundial é denominada pelos russos como Grande Guerra Patriótica , pois para este povo foi um evento de proporções catastróficas onde toda a população civil se envolveu na defesa de sua nação. Só para se ter uma idéia das proporções da destruição, em solo russo foram arrasados 70 mil vilarejos e 1.700 cidades de pequeno porte e pode-se dizer que as perdas materiais foram insignificantes se comparadas as perdas humanas. O número de russos mortos no período é calculado em mais de 20 milhões, sendo que a maioria de civis não combatentes. Este número supera a mortandade de todos os outros países envolvidos no conflito,  somados!!!!   É uma história de bravura e sacrifícios, uma História desconhecida  e monumental.  Dentro do complexo uma das partes  mais interessante são os seis dioramas que remontam as principais batalhas travadas em solo russo. São quadros pintados de forma realista, que incluem objetos para dar mais veracidade à cena. São retratadas Batalhas de Stalingrado e Kursk e o Cerco de Leningrado .   A cena que reconstroi o cerco de Len ingrado é especialmente tocante. Foram 900 dias de bloqueio com bombardeios constantes e somente no auge do inverno houve algum abastecimento de víveres e a saída de crianças e mulheres pelo lago Ladoga congelado, que ofereceu um escape pelo norte. A população da cidade tentava levar uma vida minimamente normal com uma ração alimentar que chegou a menos de 400 calorias diárias, mas morria muitas vezes a caminho de enterrar seus cadáveres em meio à neve e inanição. Aproveito para sugerir um filme que acabei de ver sobre este tema: Leningrado, uma visão sem maquiagem do que foi a realidade russa depois da entrada dos nazistas em 1941.       O memorial conta ainda com uma seção de fotografia e documentos que toca fundo o até os corações mais calejados. Para completar a Sala das Lágrimas ,com correntes presas ao teto, onde cada elo representa uma vida perdida na guerra, finalizada com um lágrima de cristal. Impressionante! Se você gostou deste post e curte dicas de viagem, arte, restaurantes e afins, curta a nossa página Viajando com Arte no Facebook:   https://www.facebook.com/pages/Viajando-com-Arte/121374657937187  

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Porto Alegre sábado pela manhã...

14 de abril de 2012 0

Não sei se as pessoas compartilham desta minha sensação que as manhãs de sábado tem um astral diferente, gostoso. E vocês já experimentaram brincar de turista em sua própria cidade? Recomendo. Pois nesta manhã nem tão bonita, mas com a seca que está fazendo que até esverdeou as águas do Rio Guaiba, a chuva veio como uma benção, resovi explorar o centro da cidade como se a estivesse vendo pela primeira vez e gostei muito do que vi. Começamos pela exposição A Poesia do Fio , no Santander Cultural do Arthur Bispo do Rosário, um artista considerado louco por alguns e gênio por outros.  Com o diagnóstico de ” esquizofrênico-paranóico”, Bispo do Rosário ficou internado na Colônia Juliano Moreira em Jacarepaguá por mais de 50 anos. na instituição Bispo do Rosário começou a produzir objetos com tudo o que encontrava no lixo ou que não tinha mais utilização. Sua caracteristica mais marcante são os bordados, ele desfiava os uniformes para obter a linha onde fazia extensos bordados de objetos, palavras. A sua obra mais conhecida é o Manto da Apresentação , que Bispo deveria vestir no dia do Juizo Final. Com eles, Bispo pretendia marcar a passagem de Deus na Terra. Reparem na qualidade dos bordados e na riqueza de detalhes. Adorei o tabuleiro de xadrez Saimos do Santander e rumamos até o Mercado Público, que estava bombando, muitas pessoas aproveitando o sábado para abastecer a casa. Comprei várias coisinhas, passeamos tomamos um cafezinho e delá fomos até a Casa de Cultura Mario Quintana conferir a exposição METROPOLITANOS  – A nova urbanidade em exposição. ” A exposição esta aberta, você está aberto para a exposição?” C onfesso que fazia muito tempo que não ia até o Mario Quintana, e foi uma bela surpresa visitar esta exposição de jovens talentos gaúchos, a exposição está bárbara, estilos diferentes, muitos oriundos da Street Art e como o cartaz da expo anuncia “uma provocação visual onde habitam figuras enigmáticas, formas desconcertantes e traços livres em um lúdico universo de imagens, cores e texturas.” Na entrada a obra ” às brinca ou às ganha?” Do talentoso Luiz Flavio Trampo As três Marias e o pássaro cantor, instalação com técnica mista de Nina Moraes As adoráveis esculturas lúdicas em Papier Mache de Carol W Detalhe do tríptico Submersa, da artista Lidia Brancher As figuras fantásticas de Pablo Etchepare Retratos da dualidade humana no belo traço de Paula Plim Super interessante e criativa a instalação de Luciano Scherer Infelizmente não posso colocar citar e apresentar aqui todos os artistas talentosos e vibrantes que compo~e a exposição, mas fica aqui a minha dica que você não pode perder esta chance de conhecer a arte de vanguarda que está sendo feita em Porto Alegre. Depois de ver a exposição suba até o 8o andar e vá até o Café Santo de Casa , o café é super transadinho e tem um terraço coom uma linda vista do Rio Guaiba . Notei que ele tem um pequeno palco onde durante a Happy hour eles apresentam música ao vivo. Adorei, e pretendo vir aqui outras vezes para curtir uma das paisagens mais bonitas da cidade – o por do sol no Guaiba. Café Santo de Casa na Casa de Cultura Mario Quintana E o terraço para um happy hour + por do sol Então é isso gente, se num sábado desses você estiver sem programação e disposto a ser turista sem sair da cidade fica aqui minha sugestão )) Se você gostou deste post e curte dicas de viagem, arte, restaurantes e afins, curta a nossa página Viajando com Arte no Facebook: https://www.facebook.com/pages/Viajando-com-Arte/121374657937187                    

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Alberto Giacometti na Pinacoteca em São Paulo até 17 de junho

14 de abril de 2012 0

Adoro São Paulo , bons restaurantes , shows e pricipalmente muitas exposições de arte! Minha última boa surpresa foi a maravilhosa retrospectiva de Alberto Giacometti na Pinacoteca do Estado de São Paulo: Alberto Giacometti: Coleção da Fondation Alberto et Annette Giacometti , Paris. Para a exposição foram selecionados cerca de 280 trabalhos, sendo 80 esculturas de tamanhos variados, 40 pinturas, 80 trabalhos sobre papel, 56 fotografias e documentos. “L’ homme qui marche” – Alberto Giacometti Giacometti fotografado por Henri Cartier-Bresson,  1961   Alberto Giacometti (Borgonovo, Suíça, 1901–1966,) é considerado um dos grandes expoentes da arte do século XX e esta mostra configura-se numa oportunidade única para conhecer sua trajetória artística. A Pinacoteca por si é uma visita imperdível , o prédio restaurado tem um clima alto astral onde qualquer exposição é valorizada. Encontrei algumas pessoas que vira a mesma exposição em Paris e o consenso é que em Saõ Paulo está muito mais bem apresentado. Não percam a oportunidade de visitar o acervo da Pinacoteca , atualmente no terceiro andar, arte brasileira da melhor qualidade, encantador! “Picador de Fumo”  . Almeida Junior “O Violeiro” . Almeida Junior “A seleção dos trabalhos expostos foi feita por Véronique Wiesinger, curadora e diretora da Fundação Alberto e Annette Giacometti, que procurou apresentar todas as linguagens do percurso artístico de Giacometti ao longo de meio século, com destaque para a influência da escultura africana e da Oceania, que marca o início da sua obra madura. Disposta em ordem cronológica e temática, a mostra ocupa todo o primeiro andar da Pinacoteca onde são apresentados desde os retratos do artista executados por seu pai e por seu padrinho, ambos pintores, até as esculturas monumentais concebidas para Nova York. A seleção de obras também ressalta os laços de Giacometti com escritores e intelectuais parisienses como André Breton e o surrealismo, ou Jean-Paul Sartre e o existencialismo. ” Pinacoteca do Estado SP O Parque da Luz envolve a Pinacoteca num ambiente meio século XIX, apesar se localizar-se no coração da paulicéia, é um local tranquilo e bucólico, além de bem policiado e seguro. O café do museu localiza-se no térreo com saída direta para jardim, que ainda nos brinda com uma bela coleção de esculturas. ” Carregadora de Perfume ” .Victor Brecheret Jaqueira com fruta no pé, para mim uma forma nova e inusitada Para quem quer um programa completo uma boa dica é o Museu da Língua Portuguesa, que fica logo em frente , na Estação da Luz .   O Museu da Língua Portuguesa é  dedicado à valorização e difusão do nosso idioma (patrimônio imaterial) , apresenta uma forma expositiva diferenciada das demais instituições museológicas do país , usando tecnologia de ponta e recursos interativos para a apresentação de seus conteúdos. É considerado por muitos um dos melhores museus do Brasil , eu concordo e indico com ênfase. Vale a pena conferir o site para ver qual exposição temporária. http://www.museulinguaportuguesa.org.br/   Se você gostou deste post e curte dicas de viagem, arte, restaurantes e afins, curta a nossa página Viajando com Arte no Facebook:   https://www.facebook.com/pages/Viajando-com-Arte/121374657937187

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Outono em Porto Alegre , por Luciano Terra

14 de abril de 2012 0

O outono já começa a dar as caras e a temperatura cai a cada dia. Apesar de a primavera ser a estação das flores, é nesta estação que tudo fica mais colorido. Árvores com folhas amarelas, vermelhas e uma infinadade de cores quentes espalhadas por ruas e parques. O “grand finale” de um ciclo de vida. Sempre gostei de outono. Aquele primeiro friozinho depois de um verão escaldante, o tirar de roupas quentes do armário. Até o aroma que exala para mim é pura nostalgia. Como se o inverno passado tivesse ficado “armazenado” em lembranças e roupas. Os finais de tarde vão ficando cada vez mais coloridos e o céu um pouco mais azul! Na minha infância passei muitos momentos no campo e lá fui criado ouvindo que os finais de tarde de março são uns dos mais bonitos do ano, que as noites de lua cheia de abril são as mais claras. Coisas que para nós homens e mulheres urbanos não significa muito (perdemos muito dessa magia nesses tempos atuais), ou alguém já reparou em plena metrópole que há noites mais claras que outras? Muitos mal olham para lua e lembram que ela existe, certo? Então paremos um pouco nossa rotina, deixemos nossos afazeres de lado por alguns instantes e saiamos à rua para contemplar essa estação do ano que é pura magia, puro romantismo! Muitas vezes precisamos viajar para o outro lado do mundo para descobrir pequenas coisas que estão ao nosso lado todo dia e que nem nos damos conta da sua existência. Em um país distante conseguimos ver a cor das flores, sentir o seu aroma, porém aqui passamos por um ipê completamente em flor e nem vemos. Vivemos em um lugar privilegiado e magnífico onde as estações do ano são bem diferenciadas. Ainda conseguimos sentir a chegada da primavera e com ela toda a beleza de nossos jacarandás em flor, nossos ipês roxos e amarelos. Nosso verão é quente, muitas vezes escaldante, mas nossas azaléias permanecem muito tempo coloridas. E aí chega o outono. Com ele paineiras se mostram em sua plenitude e florescem por todos os parques da cidade. Quando o frio começa a chegar inicia o espetáculo dos plátanos. Primeiro suas folhas começam a amarelar, depois vão ficando mais avermelhadas, até que um dia começam a cair descompassadamente, ao sabor do vento, sem pressa. Essa chuva de folhas cobre os caminhos dos parques, as calçadas; e ao caminhar sentimos aquele leve quebrar de folhas secas sob nossos pés. Para mim essa sensação é de puro aconchego, sinto uma nostalgia inexplicada ao ver as folhas caindo e ao pisar sobre elas enquanto passeio pelos parques de nossa cidade. Ainda dá tempo de aproveitarmos nosso outono, passear, caminhar nos finais de tarde mais frescos. Aproveitemos a suavidade do sol que aquece na medida certa e nos permite apenas usar um leve agasalho. Curtamos um almoço ou um café em um dos tantos restaurantes e bares que têm mesinhas na calçada. Nada como um solzinho gostoso e uma taça de café ou um vinhozinho na medida certa. Curta o que nossa cidade tem a oferecer, fotografe suas ruas, sua magia, viaje sem precisar ir muito longe, tire um domingo para passear por Porto Alegre, temos tantos parques, tantas praças. Aproveite a vista do Guaíba. Em uma tarde ensolarada e sem vento suas águas viram um espelho que reflete toda a cidade e toda a vida que ela contém! Caminhe sob plátanos e sinta  a magia do outono em toda a sua plenitude. E no final do dia você estará na sua casa e poderá acender a lareira, ou a estufa, e se aconchegar em seu próprio canto, que diga-se de passagem, é bem melhor e bem mais aconchegante que o melhor hotel 5 estrelas do mundo. Nada como uma noite fria de outono em nossa própria cama. Se você gostou deste post e curte dicas de viagem, arte, restaurantes e afins, curta a nossa página Viajando com Arte no Facebook:   https://www.facebook.com/pages/Viajando-com-Arte/121374657937187  

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Alberto Giacometti na Pinacoteca em São Paulo até 17 de junho

12 de abril de 2012 0

Adoro São Paulo , bons restaurantes , shows e pricipalmente muitas exposições de arte! Minha última boa surpresa foi a maravilhosa retrospectiva de Alberto Giacometti na Pinacoteca do Estado de São Paulo: Alberto Giacometti: Coleção da Fondation Alberto et Annette Giacometti , Paris. Para a exposição foram selecionados cerca de 280 trabalhos, sendo 80 esculturas de tamanhos variados, 40 pinturas, 80 trabalhos sobre papel, 56 fotografias e documentos. “L’ homme qui marche” – Alberto Giacometti Giacometti fotografado por Henri Cartier-Bresson,  1961   Alberto Giacometti (Borgonovo, Suíça, 1901–1966,) é considerado um dos grandes expoentes da arte do século XX e esta mostra configura-se numa oportunidade única para conhecer sua trajetória artística. A Pinacoteca por si é uma visita imperdível , o prédio restaurado tem um clima alto astral onde qualquer exposição é valorizada. Encontrei algumas pessoas que vira a mesma exposição em Paris e o consenso é que em Saõ Paulo está muito mais bem apresentado. Não percam a oportunidade de visitar o acervo da Pinacoteca , atualmente no terceiro andar, arte brasileira da melhor qualidade, encantador! “Picador de Fumo”  . Almeida Junior “O Violeiro” . Almeida Junior “A seleção dos trabalhos expostos foi feita por Véronique Wiesinger, curadora e diretora da Fundação Alberto e Annette Giacometti, que procurou apresentar todas as linguagens do percurso artístico de Giacometti ao longo de meio século, com destaque para a influência da escultura africana e da Oceania, que marca o início da sua obra madura. Disposta em ordem cronológica e temática, a mostra ocupa todo o primeiro andar da Pinacoteca onde são apresentados desde os retratos do artista executados por seu pai e por seu padrinho, ambos pintores, até as esculturas monumentais concebidas para Nova York. A seleção de obras também ressalta os laços de Giacometti com escritores e intelectuais parisienses como André Breton e o surrealismo, ou Jean-Paul Sartre e o existencialismo. ” Pinacoteca do Estado SP O Parque da Luz envolve a Pinacoteca num ambiente meio século XIX, apesar se localizar-se no coração da paulicéia, é um local tranquilo e bucólico, além de bem policiado e seguro. O café do museu localiza-se no térreo com saída direta para jardim, que ainda nos brinda com uma bela coleção de esculturas. ” Carregadora de Perfume ” .Victor Brecheret Jaqueira com fruta no pé, para mim uma forma nova e inusitada Para quem quer um programa completo uma boa dica é o Museu da Língua Portuguesa, que fica logo em frente , na Estação da Luz .   O Museu da Língua Portuguesa é  dedicado à valorização e difusão do nosso idioma (patrimônio imaterial) , apresenta uma forma expositiva diferenciada das demais instituições museológicas do país , usando tecnologia de ponta e recursos interativos para a apresentação de seus conteúdos. É considerado por muitos um dos melhores museus do Brasil , eu concordo e indico com ênfase. Vale a pena conferir o site para ver qual exposição temporária. http://www.museulinguaportuguesa.org.br/   Se você gostou deste post e curte dicas de viagem, arte, restaurantes e afins, curta a nossa página Viajando com Arte no Facebook:   https://www.facebook.com/pages/Viajando-com-Arte/121374657937187

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Nova modalidade de Bistros em Paris - Los Bistronomiques

11 de abril de 2012 0

  Os bistros parisienses em geral são uma festa mesmo para os paladares mais exigentes, o desafio consiste em acertar um que esteja a altura das nossas expectativas com um preço que não seja de acabar com os maiores apetites. Pois agora existe uma nova categoria de bistros que oferecem um menu a menos de 40 euros por pessoa, onde você pode desfrutar de uma refeição memorável. Estamos falando dos Bistronomiques, uma categoria de restaurantes pequenos, que fazem todo o possível para que os clientes comam bem em Paris por menos de 40 euros. Os novos bistros são dirijidos por algum chef afastado da tradicional cuisine bourgeoise ou culinária burguesa. Utilizam cortes de carne mais em conta, frutas e verduras da estação. Fica no meio do caminho entre o bistro clássico e do restaurante, é um fenômeno que vem sacudindo a cidade e mobilizando os apreciadores da boa mesa francesa. Aqui alguns deles: Le Chateaubriand – Foto de COCO , Phaidon Chef basco Iñaki Aizpitarte – Segue cozinhando no seu antigo bistro bobo ( em francês as iniciais de boêmio e burguês) situado no hoje incensado 11 arondissenment. Quando Aizpitarte deixa fluir sua imaginação cria maravilhas como molhos de abacate, espumas aromáticas. Os ingredientes podem chagar de diversos lugares como Japão, Marrocos ou Espanha, mas conserva muitas técnicas da clássicas francesas. Le Chateaubriand – 129, Rue Parmentier tel + 33 1 43 57 45 95 L´Epi Dupin – Chef François Pasteau, um dos pioneiros do conceito bistronomiques , com um menu eclético que varia de acordo com a estação. Sua filosofia é manter os preços em torno de 34 euros o que represente um desafio constante à sua criatividade. Destaque para o Risoto de Mascarpone e laranja, vieiras fritas e seu jogo entre sabores doces e citricos. 11, Rue Dupin, tel + 33 1 42 22 64 56 Le Bistrot Paul Bert –  A rua Paul Bert é  atualmente uma das ruas mais comentadas entre os amantes da culinária, pois ali se encontram vários boas opcões de restaurante, ainda que o Bistrot Paul Bert seja o melhor de todos. Situado em um antigo açougue nos anos setenta tem um estilo retro, a apresentação dos pratos muito simples, o leitão cozido a fogo lento com damascos, ameixas e amendoas até que a carne esteja macia como manteiga. O menu de almoço com 3 pratos por 18 euros e a noite por 34 euros. 18, Rue de Paul Bert tel + 33 1 43 72 24 01 Spring –    Chef Daniel Rose do Spring ( foto Paris by mounth) Chef Daniel Rose – Poucas vezes se escreveu tanto sobre um lugar tão pequeno, o Spring tem capacidade para tão somente 16 pessoas, mas este pequeno bristro merece cada palavra que foi dita sobre ele. Com receitas leves, vivazes e elegantemente apresentadas,  com preços de 39 euros, são um verdadeiro achado. Rose compra os ingredientes que utiliza em um mercado local, muito frescos e impecavelmente criativos. Seu generoso menu de 4 pratos, muda constantemente de acordo com a estação. 28, Rue de la Tour d´Auvergne, tel + 33 1 45 96 05 72 Se você gostou deste post e curte dicas de viagem, arte, restaurantes e afins, curta a nossa página Viajando com Arte no Facebook:   https://www.facebook.com/pages/Viajando-com-Arte/121374657937187    

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Suzdal, a pérola do Anel de Ouro na Rússia

09 de abril de 2012 0

    Suzdal é a principal cidade do Anel de Ouro , circuito medieval partindo  de Moscou que inclui o Mosteiro de Sergiev Possad , Rostov e Yaroslav. Além de uma infindável série de Igrejas e Mosteiros a cidade é famosa pelas casas de madeira colorida que tem janelas emolduradas por rendilhados esculpidos.   Suzdal foi declarada  Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1992, e o seu Kremlin, espécie de cidadela-fortaleza que data do século X, é um dos mais antigos conjuntos arquitetônicos do país. O Museu de Arquitetura em Madeira é um dos mais interessantes do país, foram trazidos do norte belos exemplares de construções que são mantidas na cidade. Contando com menos de treze mil habitantes a cidade procura preservar seu  patrimônio, impedindo o crescimento desordenado e construíndo hotéis de madeira no velho estilo russo.   Aqui acontece anualmente, no dia 15 de julho, uma festa no mínimo curiosa: a Festa do Pepino. Considerada uma iguaria pelos russos, o pepino de Suzdal é o mais valorizado da região. Os habitantes da cidade costumam vender pepinos em conserva, retirados de suas hortas, como forma de reforçar o orçamento familiar. Quando visitamos Suzdal, estava montado ali o set de filmagem de Ivan , o Terrível. Do mesmo realizador de Taxi-Blues, Pavel Louguine  aproveitava o clima medieval do local para remontar o século XVI , período onde se passa a história deste perverso czar. Ivan é reconhecido por ter unificado a Rússia após a era das invasões mongóis e era uma das inspiração de Josef Stálin. Mas é o ambiente idílico que mais encanta em Suzdal, é quando olhamos em volta e  sentimos uma atmosfera banhada em nostalgia, onde o tempo de sofrimento do período soviético parece não ter tocado. Uma tradição mantida no inteiror é o chá servido em samovar com rosquinhas, mais bonitinho quando vem uma moça vestida a caráter. Se você gostou deste post e curte dicas de viagem, arte, restaurantes e afins, curta a nossa página Viajando com Arte no Facebook:   https://www.facebook.com/pages/Viajando-com-Arte/121374657937187 A tradição local diz que esta molduras serviam para expulsar os maus espíritos.

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Junho das místicas Noites Brancas em São Petersburgo

05 de abril de 2012 0

São Petersburgo é uma cidade jovem para os padrões europeus, foi fundada em 1703 pelo Czar Pedro, o grande . Difícil é relatar a mistura de sentimentos invocados por esta cidade de opulência imperial com seus múltiplos canais e palácios neoclássicos ou barrocos, dependendo do gosto do czar reinante. A verdade é que é impossível não se deixar encantar por ela, que simboliza o sonho de Pedro de alçar a Rússia ao mesmo patamar das grandes potências européias. Portanto, se você, ao caminhar por suas belas avenidas sentir alguma semelhança com Amsterdam, Veneza ou Paris não se engane, não é mera coincidência: “São Petersburgo não é uma cidade européia, é todas juntas”.   A Rússia esta recuperando rapidamente os anos de estagnação que sofreram as cidades durante o regime soviético, e São Petersburgo está voltando a ser aquela cidade esplendorosa com uma efervescente vida cultural que teve no passado. Apesar de ainda não ter o vigor contemporâneo de Moscou.       Palácio de Inverno – Hermitage                                                                                   Uma visita imprescindível é o Palácio de Inverno , mais conhecido como Hermitage , que abriga uma das maiores e extraordinárias coleções de arte do mundo. Projetado por Rastrelli, foi residência principal dos Czares russos por muito tempo. Catarina , a grande ( vocês repararam que em se tratando de Rússia tudo é grande??) foi sua primeira ocupante e também responsável pelo início da coleção das obras de arte. O palácio foi sendo ampliado ao longo dos anos pelos sucessores de Catarina e estas construções formam um complexo: Palácio de Inverno, o Grande Hermitage, o Pequeno Hermitage, o Teatro Hermitage , antigo teatro privado dos Czares. Por aqui você vai ter uma boa idéia da riqueza e do luxo da nobreza russa, que muitas vezes deixa outras dinastias européias parecerem um modelo de simplicidade.                                                                                               “Amor e Psiquê”, de Canôva, é uma das obras mais lindas do neoclacissismo italiano que faz parte do acervo do Museu do Hermitage . Catarina II era uma grande apreciadora do trabalho de Canôva, a quem tentou atrair para a Rússia com propostas tentadora, só conseguiu comprar suas obras .                                                                                        Verão russo- esteja sempre preparado para um vento “fresquinho”!   Nos arredores de São Petersburgo encontram-se dois palácios que merecem a sua atenção. Peterhoff fica na beira do golfo da Finlândia e foi iniciado por Pedro, o grande. que construiu sua primeira casa muito simples, bem de acordo com o seu caráter. Mais tarde, sua filha Elisaveta   ampliou e embelezou o lugar, que tem nas fontes seu ponto alto. Eu aconselharia você a ir de ônibus até lá e voltar de hidrofoil, pois o ponto de chegada é na frente do Museu Hermitage e permite uma bela visão de São Petersburgo.                                                                                                                              Palácio de Pedro, o grande – Peterhoff                       Casa original de Pedro em Peterhof                                                                                                                                                                                                       Chegando de hidrofoil a São Petersburgo   Outro palácio belíssimo é Tsarskoe Selo ( aldeia do Czar) mais conhecido como o Palácio de Verão de Catarina , a grande. O pálácio é luxuoso e foi totalmente reconstruído depois da Segunda Guerra Mundial, quando foi ocupado pelos soldados alemães durante o cerco da antiga Leningrado , hoje São Petersburgo. O palácio abriga ainda a Sala Ambar , considerada uma das suas maiores atrações pois foi perdida num comboio nazista na II Guerra e nunca mais reencontrada. Hoje uma réplica foi doada pelo governo alemão, um tesouro com uma aura de mistério.         Estufas de azulejos holandesas   Tudo por aqui é superlativo , os salões com estufas gigantescas, os portões , as escadarias decoradas e muitos espelhos para aumentar ainda o poder visual!         Um boa dica é visitar a cidade no mês de junho que é quando tudo está envolvido na mística das Noites Brancas , uma época onde o sol nunca se põe totalmente e cidade vibra num redemoinho de atividades.     Se você tem vontade de conhecer a Rússia , não deixe para depois, o país  conserva um charme pouco globalizado  no discurso inflamado de muitos defensores do regime soviético que ainda resistem por lá! Um convite à reflexão.   Se você gostou deste post e curte dicas de viagem, arte, restaurantes e afins, curta a nossa página Viajando com Arte no Facebook:   https://www.facebook.com/pages/Viajando-com-Arte/121374657937187                                                                 

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Suzdal, a pérola do Anel de Ouro na Rússia

04 de abril de 2012 0

Suzdal é a principal cidade do Anel de Ouro , circuito medieval partindo  de Moscou que inclui o Mosteiro de Sergiev Possad , Rostov e Yaroslav. Além de uma infindável série de Igrejas e Mosteiros a cidade é famosa pelas casas de madeira colorida que tem janelas emolduradas por rendilhados esculpidos.    Suzdal foi declarada  Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1992, e o seu Kremlin, espécie de cidadela-fortaleza que data do século X, é um dos mais antigos conjuntos arquitetônicos do país. O Museu de Arquitetura em Madeira é um dos mais interessantes do país, foram trazidos do norte belos exemplares de construções que são mantidas na cidade. Contando com menos de treze mil habitantes a cidade procura preservar seu  patrimônio, impedindo o crescimento desordenado e construíndo hotéis de madeira no velho estilo russo.   Aqui acontece anualmente, no dia 15 de julho, uma festa no mínimo curiosa: a Festa do Pepino. Considerada uma iguaria pelos russos, o pepino de Suzdal é o mais valorizado da região. Os habitantes da cidade costumam vender pepinos em conserva, retirados de suas hortas, como forma de reforçar o orçamento familiar. Quando visitamos Suzdal, estava montado ali o set de filmagem de Ivan , o Terrível. Do mesmo realizador de Taxi-Blues, Pavel Louguine  aproveitava o clima medieval do local para remontar o século XVI , período onde se passa a história deste perverso czar. Ivan é reconhecido por ter unificado a Rússia após a era das invasões mongóis e era uma das inspiração de Josef Stálin. Mas é o ambiente idílico que mais encanta em Suzdal, é quando olhamos em volta e  sentimos uma atmosfera banhada em nostalgia, onde o tempo de sofrimento do período soviético parece não ter tocado. Uma tradição mantida no inteiror é o chá servido em samovar com rosquinhas, mais bonitinho quando vem uma moça vestida a caráter. Se você gostou deste post e curte dicas de viagem, arte, restaurantes e afins, curta a nossa página Viajando com Arte no Facebook:   https://www.facebook.com/pages/Viajando-com-Arte/121374657937187 A tradição local diz que esta molduras serviam para expulsar os maus espíritos.

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Parque das 8 cachoeiras - um lugar mágico em São Francisco de Paula

04 de abril de 2012 0

Cachoeira da Ravina Nestes finais de semana lindos que tem feito eu ficava imaginando quantos lugares bonitos por perto que ainda não conheço… então resolvi ligar para uma amiga  que é a rainha das indiadas, ela já fez todas as programações roots possíveis: cachoeiras, bóia cross, rafting, serra, trilhas, tudo o que você possa imaginar a Ane já fez. Eu falo indiada de brincadeira, pois eu AMO uma indiada, e pensando nisso liguei para ela, que nem pestanejou ” Clarisse você tem que conhecer o Parque das 8 cachoeiras em São Francisco!!! É lindo demais! ” E foi assim que neste final de semana saimos de Porto Alegre sábado de manhã rumo a São Francisco de Paula , depois de Taquara a estrada tem bem menos movimento e começa a ficar muito linda. Lago São bernardo em São Francisco de Paula, com o Hotel Cavalinho Branco ao fundo As árvores no lago já assinalam a chegada do outono Chegamos no parque em torno das 11h da manhã. O parque tem umas 8 cabanas para a gente pernoitar, são bem legais, uma cama ótima, lareira, banho bom, e uma sacada com uma vista da mais pura mata atlântica , à noite  um luar e um céu coberto de estrelas… imaginem o silêncio, a gente só ouvia aquele barulhinho dos grilos, uma delicia. Pousada do Parque 8 cachoeiras Nossa cabana com sacada que tinha esta vista aqui de baixo ó O interior das cabanas bem transadinho Na chegada, munidos de sanduiches, vinho, bikini, Autan, e água, saimos para explorar as trilhas que levam as cachoeiras. Nossa primeira opção foi fazer a trilha do Quatrilho, que  leva em torno de 1h e meia de caminhada pelo mato. E aqui mérito para o parque, tudo é muito bem sinalizado, não tem risco de você se perder. A gente vai todo o tempo ouvindo o barulho das águas e muitas vezes margeando o rio. A paisagem é maravilhosa, eu me sentia dentro do filme Avatar, córregos, xaxins gigantes, muitas bromélias, escadinha do céu, e o perfume no ar? Espetáculo. Como é bom saber que ainda existem lugares assim, onde você pode encher a garrafinha de água ali mesmo! A água é cristalina, e gelada! Ponto de partida para as várias trilhas e cachoeiras E em poucos minutos somos totalmente envolvidos pelo ambiente encantador Cruzando pontes, descendo escadas Amoras silvestres e outras frutinhas do bosque Chegamos na Cachoeira do Quatrilho , linda  e estávamos só nós e as borboletas que pareciam domesticadas pois vinham pousar na gente, vinham nos dar as boas vindas!   Cachoeira do Quatrilho A gente desce esta pequena escada para chegar na base da cachoeira E agora? Bueno, vir até aqui e não cair na água? nem pensar! Mas gente, quando mergulhei quase fiquei sem ar! A água é geladérrima!! mas valeu! Missão cumprida, montamos nossa “mesa de pic nic” e ficamos ali curtindo aquele lugar abençoado, tomando um bom malbec com sanduiches de presunto de parma. As borboletas como companhia Na volta fomos conhecer a Cachoeira da Ravina, esta, a gente caminha um pouco sobre as pedras, um pouco dentro do rio, muito show. Trilhas pelo rio para alcançar a cachoeira da Ravina Até que ficamos frente a esta beleza A impressão que a gente tem é que ligam um ar refrigerado, a pedida é ficar ali só curtindo a paz do lugar Chegamos na pousada que fica bem na saida das trilhas lá pelas 5 e meia da tarde, bem cansados. Depois de uma banho e um descando saimos para jantar em São Francisco. Vocês podem imaginar que não são muuuitas opções de restaurantes, mas acabamos em uma galeteria que foi bem boa, galeto não tem erro né? Começamos com uma sopa de Capeletti ( à noite estava bem friozinho) não achei muito barato, R$ 36 por pessoa mais um vinho argentino, ficamos aí pelos R$ 130.  Na volta catamos umas lenhas pelo caminho e dormimos com o barulhinho do criptar do fogo. Esta foi a galeteria escolhida para o nosso jantar em São Francisco No domingo outro dia espetacular, depois do café da manhã fomos explorar as cachoeiras mais perto, a do Remanso que é muito linda com uma queda de uns 70metros e depois fizemos uma pequena trilha que vai até a Cachoeira escondida , foi das trilhas mais bonitas que já tive a oportunidade de fazer, acho que o horário é bem importante, pois o sol estava penetrando pela mata e a luminosidade na vegetação, nas árvores era muito especial mesmo. No caminho cruzamos com 2 israelenses, dá para acreditar? Eu moro aqui a vida inteira e não conhecia este lugar, os caras vem do outro lado do mundo e vem parar aqui?? Nem preciso dizer que eles estavam extasiados com a exuberância da natureza no Brasil. No domingo saimos para explorar novas trilhas dentro do parque   Cachoeira Remanço, queda de 70m trilha para chegar na cachoeira escondida olhem só o que é este lugar…. Foi um final de semana perfeito, depois de entregarmos a cabana fomos conhecer a charmosa livraria Miragem que fica na rua principal de São Francisco e vale com certeza uma visita. Livraria Miragem, um lugar cheio de charme com muitos livros e objetos legais Destaque para a grande coleção de relógios à venda Esta casa de 1918 fica no pátio interno da livraria e contém um pequeno museu com objetos e fotos antigas da cidade. Fica aqui  a minha dica se você é uma pessoa inquieta e gosta de uma boa indiada como a Ane, não perca esta oportunidade de conhecer um lugar abençoado pela natureza que fica tão pertinho da gente. Se você gostou deste post e curte dicas de viagem, arte, restaurantes e afins, curta a nossa página Viajando com Arte no Facebook:   https://www.facebook.com/pages/Viajando-com-Arte/121374657937187    

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Dicas para trekking em Torres del Paine

27 de dezembro de 2011 0

A repórter Maria Rita Horn descreveu na edição de hoje do Viagem como foi sua passagem por Torres del Paine, na Patagônia chilena. Ela fez trekking, o chamado circuito W.

A seguir, ela passa dicas para os leitores de como aproveitar o trekking nesse local indescritível.


O parque
Criado em 13 de maio de 1959, o Parque Nacional Torres del Paine foi declarado Reserva da Biosfera pela Unesco em 28 de abril de 1978. Oficialmente, alcança uma superfície de 181.414 hectares, mas, fisicamente, tem mais de 220 mil hectares. Está localizado na província de Última Esperança, ao sul da patagônia chilena.
Sua geologia é formada pelo maciço do Paine, um sistema montanhoso independente dos Andes patagônicos. Fazem parte do sistema as montanhas Torres del Paine e Los Cuernos. Condores, guanacos e pumas são apenas alguns dos animais que podem ser encontrados pelo parque.
Em alta temporada (de outubro a abril), estrangeiros pagam 15 mil pesos chilenos (cerca de R$ 53) para entrar no parque. De maio a setembro, 8 mil (por volta de R$ 28).                                          

Os circuitos
Cerca de 200 quilômetros estão abertos para atividades recreativas, como as modalidades de trekkings. O W pode ser feito de cinco a seis dias. Outro, mais longo e mais intenso, conhecido como O, pode levar até 10 dias. Os percursos foram assim nomeados porque o desenho dos percursos, no mapa, lembram as letras W e O.

Melhor época para ir
O parque está aberto todo o ano, mas a melhor época para visitar é entre outubro e abril, época de primavera e verão no Hemisfério Sul. Os dias são mais longos _ podendo alcançar mais de 16 horas de luz natural _ e há menos chuva.

Acomodações
Desde hotéis de luxo a barracas. Mas a acomodação mais comum costuma ser os refúgios, uma espécie de hostel. Todos oferecem banho quente e alimentação no local ou para levar para o dia de trekking. Mas a comodidade pode ser cara: o preço de um café da manhã, a refeição mais barata, pode chegar a 6 mil pesos chilenos (cerca de R$ 21). Quem quer economizar pode fazer compras antes de chegar ao parque, nas cidades de acesso.  
Os refúgios não ficam abertos durante o ano todo. Também é preciso ficar atento às reservas, já que o parque costuma lotar em alta temporada. Administradoras de refúgios do parque costumam oferecer pacotes de reservas para os cinco dias do W. Ou pode-se fazer reservas em separado.

Roupas
Faz frio no parque, e as condições climáticas podem variar durante o dia. Uma bota de trekking de qualidade pode tornar a caminhada muito mais tranquila. Jaqueta corta-vento e calças impermeáveis podem fazer diferença para quem não é fã de vento forte e chuva. Gorros, luvas e mantas são imprescindíveis.

Como chegar
Aérea: Punta Arenas é a cidade com aeroporto mais próxima do parque. Há voos diários de Santiago, capital do Chile. A viagem, com escala em Puerto Montt, leva cerca de quatro horas
Terrestre: entre outubro e abril, várias empresas de ônibus realizam, diariamente, viagens regulares desde Puerto Natales, 147 km distante do parque.

Preste atenção
Viajar sozinho pode ser legal, mas a Corporación Nacional Forestal (Conaf) do Chile aconselha que se evite caminhar desacompanhado pelo parque. Os caminhos são bem sinalizados, mas é bom ter consigo um mapa do parque, que pode ser obtido na entrada

Mais informações: www.conaf.cl/parques/ficha-parque_nacional_torres_del_paine-39.html e www.torresdelpaine.com

Ajuda para conhecer Santa Catarina no iPad

13 de dezembro de 2011 0

Os usuários de iPad terão uma ajuda valiosa para desbravar Santa Catarina nesta temporada. A Revista de Verão do Diário Catarinense, um dos jornais do Grupo RBS, oferece uma versão exclusiva para tablet. Além de todo o material do impresso, estarão disponíveis conteúdos multimídia que permitem a interação do leitor. A inovação começa pela capa, feita com movimento _ a modelo Marina Fagundes posou para um ensaio em vídeo. Na seção “Adrenalina”, uma reportagem sobre mergulho vai além da edição impressa da revista, mostrando vídeos sobre o fundo do mar na Reserva do Arvoredo.
A reportagem de capa apresenta 101 dicas para curtir o verão em Santa Catarina. Clicando sobre o mapa do Estado, o leitor conhece as atrações daquela região. Na capital, é possível navegar ainda em fotos 360º, em locais como a Lagoa da Conceição ou a Beira-Mar Norte.

A Revista de Verão no iPad terá 12 edições. Todas serão gratuitas e estarão disponíveis para download sempre às sextas-feiras, até 24 de fevereiro.

Para curtir a revista
Donos de iPad que queiram curtir a Revista de Verão em seu tablet podem baixar o aplicativo na iTunes App Store. Basta procurar por “revista de verão”. Dentro do aplicativo, as novas edições estarão disponíveis para download sempre às sextas. Depois de ser baixada, cada edição poderá ser lida mesmo sem conexão com a internet.

Souvenires: legais ou inúteis?

08 de novembro de 2011 1

Canecas, um clássico!


A fim de descobrir o que as pessoas pensam dos presentes que recebem de amigos e familiares após uma viagem, o www.hotel.info, serviço de reservas hoteleiras com mais de 210 mil hotéis em todo o mundo, perguntou aos seus clientes quais têm sido as experiências com os souvenirs.

Alguma vez você já ganhou uma recordação inútil da viagem de um amigo? Surpreendentemente, 56% dos entrevistados tiveram a sorte de nunca ter recebido um presente inútil para sua casa. Entre as lembranças menos desejadas estão os pratos, canecas e quadros variados. Mesmo as estátuas mais inusitadas chegaram a agradar os presenteados, por outro lado camisetas, imãs de geladeira e isqueiros, não foram bem recebidos.

Os presentes menos bem sucedidos tendem a ser descartados, e a maioria dos presenteados não demonstra interesse pela recordação recebida. Para 44% dos entrevistados, os souvenires indesejados acabaram em algum armário da casa. E 30% confessaram ter presenteado algum amigo com o presente ganho.

Contudo, mais de 38% dos entrevistados admitem ter recebido, em alguma ocasião, um souvenir original e interessante. Conchas do mar, relógios e estátuas são presentes mencionados positivamente, assim como as especiarias locais e bebidas típicas. Como presentes raros (ou muito diferentes), destacam-se o cortador de unhas com uma foto do Príncipe William, da Inglaterra, e sua esposa Kate.

Por outro lado, 33% dos participantes afirmaram ter comprado uma lembrança interessante em suas férias, e não se tratava de canecas ou de camisetas. Em geral, especiarias, instrumentos musicais e sementes são os souvenirs mais inusitados levados para casa. Os quadros e bonecos esculpidos a mão também são objetos que interessam aos viajantes. Mesmo a areia da praia onde você passou as férias é uma lembrança bem aceita.

Os 10 souvenirs que não agradaram:

·         Avental com o corpo de Vênus de Milo;
·         Chinelos de pele de coelho;
·         Pacote com seis sucos de pêssego;
·         Pavão de brinquedo que emitia sons horríveis e que brilhava os olhos vermelhos, meu sobrinho ficou com medo;
·         Estrela que tira o mau-olhado, mas desde que eu a ganhei começou a dar tudo errado;
·         Colher de Carlos e Camila;
·         Isqueiro, sendo que não fumo;
·         Escova de dentes;
·         Pano de prato bordado com a foto do lugar;
·         Saboneteira para o banheiro em formato de vaca.

Seleção dos 10 souvenirs exóticos que foram bem recebidos pelos presenteados

·         Cesta de comida com produtos irlandeses;
·         Cachimbo turco;
·         Livro de Kamasutra de Londres;
·         Ficha de poker do Cassino de Las Vegas;
·         Abridor de latas em formato de pênis;
·         Massageador para cabeça;
·         Pedra de um vulcão;
·         Camiseta dos recordes do Guiness;
·         Boné com placas originais da Segunda Guerra Mundial.

Seleção de 10 souvenirs estranhos comprados durante as férias

·         Garrafa de tequila com um bicho dentro (e não era um lagarto);
·         Nariz de palhaço;
·         Preservativos com a imagem da cidade visitada;
·         Dente de tubarão de Punta Cana;
·         Calendário maia que não entendo;
·         Umas pistolas antigas para colocar na parede;
·         Inseto dissecado e um veado que ronca;
·         Cortador de unhas com foto do Príncipe William, da Inglaterra, e sua esposa Kate;
·         Bisturi;
·         Abridor de garrafas feito de chifre de uma rena.

*Resultados obtidos de uma pesquisa com aproximadamente 2.000 clientes.


Queremos a participação de vocês.

1. Que tipo de souvenir vocês compram para si e para presentear os amigos?
2. Que tipo de souvenir vocês gostam de ganhar e que tipo não gostam?
3. Qual foi o souvenir mais inútil (ou esquisito) que já receberam?

Comentem!

Seu olhar: próximo destino é República Tcheca!

08 de novembro de 2011 7

O destino do Viagem para esta semana é República Tcheca. Clique aqui e envie sua foto.

Luciano Rorato visitou o Relógio Astronômico, Orloj, em Praga.

Veja a dica que ele deixou: “é parada obrigatória, uma construção medieval dotada de uma beleza inigualável, que mostra a posição do sol, da lua, dos meses do ano, pode-se testemunhar de hora em hora a movimentação das doze estátuas apostólicas. É lindo. Difícil ali é compreender as horas!”

Confira a galeria do último desafio - Ilhas.

Passeio temático em Piratini

09 de setembro de 2011 0

Dentro da comemoração da Revolução Farroupilha, o governo do Estado, numa ação de transversalidade entre as Secretarias do Turismo e da Cultura, promoverá um city tour temático pelo Centro Histórico de Piratini neste final de semana.

De acordo com Daniele Amaral, diretora do Núcleo de Artes Piratiniense (NAPI), um grupo de 26 atores percorrerá as ruas da cidade contando passagens da sua colonização, da Revolução Farroupilha e da vida do folclorista Luiz Carlos Barbosa Lessa, nascido no município em 1929. “O turista poderá ser surpreendido com as aparições de Bento Gonçalves, Anita Garibaldi e outros heróis farroupilhas cada vez que dobrar uma esquina”, conta.

A visita guiada, com saída em frente ao Museu Histórico Farroupilha, tem duração aproximada de duas horas, divididas em 12 cenas ao longo do percurso. As apresentações serão realizadas no sábado (10), às 10h e às 14h, e no domingo (11), às 9h, e contarão com a presença de crianças dos assentamentos vizinhos a Piratini.

(Des)agradável natureza

23 de junho de 2011 0


PAULO GERMANO

Comecei a entender melhor depois do segundo tombo _ escorreguei no limo à beira d’água, caí de costas sobre as pedras e olhei para cima. Era como se aquele amontoado de árvores tentasse me levantar, solidário, me convidando para entrar logo no Poço da Caranha.
Trata-se de uma piscina natural a 12 quilômetros da foz do Rio Tijuípe, divisa entre Uruçuca e Itacaré, no sul da Bahia. Um espelho d’água claro e morno. E cercado por pequenas cachoeirinhas _ são elas que se encarregam de dar sequência à correnteza do Tijuípe, para frente e para trás.
Recebe esse nome, Poço da Caranha, porque pescadores relatam histórias tenebrosas de um peixe violento que aparecia por lá. A caranha costuma ter cabeça grande e dentes afiados, atingindo um metro e meio de comprimento, mas aquela caranha do poço, a lenda fala em três metros. Ou mais.
_ Depende do tamanho do braço do pescador _ explicou um dos nossos guias, Felipe Marahu.
Não que o bicho fosse assassino, a história conta que ele só arrancava braços e pernas, o que também é meio chato. Donde o meu receio, estirado de costas à beira do poço, em aceitar o convite das árvores. À frente delas, aliás, surgiam as três cabeças das jornalistas de São Paulo que me acompanhavam na viagem. Riam do meu tombo _ embora tivessem rido mais de outro que sofri meia hora antes.
Foi bem feio.
Vínhamos de caiaque pelo Tijuípe _ só assim para chegar ao Poço da Caranha _ e, como nunca fui um exímio remador _ na verdade, nunca havia remado na vida _, cometi uma barbeiragem espetacular quando avancei o caiaque sobre a vegetação costeira e enfiei a testa num galho pontudo. Daí a canoa virou. O que é especialmente desagradável para quem, como eu, não sabe nadar.
Nota-se que minha intimidade com rios, pedras, vegetação e limo era muito menos profunda que aquele corte latejando na minha testa. Mas as coisas começavam a mudar.  A tal “integração do homem com a natureza”, principal propósito da viagem, impunha-se à minha frente com a cena que relatei no primeiro parágrafo (dê uma lidinha de novo).
Ao levantar-me das pedras à beira do Poço da Caranha, ao finalmente mergulhar na piscina natural (no rasinho, claro), enfim aceitei o amparo daquele espelho d’água rodeado de arvoredo e cachoeiras _  tudo bem que essa conversa parece de uma pieguice atroz, mas vale ressaltar que, enquanto eu resistia à natureza, ela até meteu um galho na minha cara.
Subimos um morro íngreme para almoçar numa fazenda de coco e, enquanto me dava conta da exuberante paisagem que surgia, o garçom anunciou num prato de barro a primeira recompensa da viagem que recém começava.
_ Caranha à milanesa _ gritou ele.

paulo.germano@zerohora.com.br

O repórter viajou a convite do Txai Resorts

As belezas naturais do Paraguai

22 de junho de 2011 3

Ao analisar o material que a repórter Mariana Mondini trouxe do Paraguai, sem querer, em uma pastinha dentro de um CD de divulgação, a editora encontrou fotos maravilhosas. Realmente, não parecia nada do que imaginava do país vizinho. Não que o material que a Mariana trouxe de Assunção e arredores não fosse bonito, mas a beleza daquelas imagens escondidas era arrebatadora. Foi tão surpreendente que peguei a foto que escolhi para capa e perguntei a nada menos do que o repórter Carlos Wagner, grande especialista em Paraguai, se ele sabia onde era aquela imagem.
_ Nordeste _ disparou, quase com certeza.
_ Caribe! _ palpitou o repórter Carlos Etchichury, que participava da conversa.
Pois os dois também ficaram surpresos ao saber que era o Paraguai. Por isso, mesmo que a Mariana não tenha estado por lá, decidi mudar um pouco os planos e compartilhar com o leitor algumas daquelas fotos nesta página, com um pouco do que pesquisei sobre os respectivos locais. E se você já esteve no Paraguai e quer compartilhar sua experiência com a gente, mande fotos e relatos para o Facebook.

A Laguna Blanca fica no departamento (Estado) de San Pedro. É um espelho d’água de aproximadamente 150 hectares, com águas cristalinas e praias de areia branca. Ao redor do lago, existem propriedades privadas onde é possível se hospedar e aproveitar a natureza.

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Os Saltos do Rio Monday são três quedas d’água, com 40 metros de altura, que se precipitam próximo à foz do Rio Monday. Cercados por mata nativa e bem preservada, os saltos estão próximos à fronteira com o Brasil e Argentina, a 10 quilômetros de Ciudad del Este. Trilhas em meio à vegetação levam os visitantes até mirantes e passarelas de onde é possível contemplar a depressão de 40 metros do rio. Para quem gosta de aventura, paredões rochosos favorecem a prática de rapel, trekking e alpinismo ao lado do turbilhão de águas. A atração está dentro do Parque Municipal Saltos del Rio Monday, que oferece espaço para camping e refeições.


Um lugar bonito

Carlos Wagner

A natureza foi generosa com o Paraguai.  Por muitas décadas, o destino dos casais enamorados foi o Lago de Ypacaraí, que fica a uns 60 quilômetros de Assunção.  Inclusive há uma música: Recuerdos de Ypacaraí.  Nos anos 70, falar em uma roda de amigos, de uma passagem por Ypacaraí, era sinal de status.  As casas ao redor do lago são antigas e bonitas. Na fronteira do Paraguai com o Brasil há o Pantanal, uma vasta e linda planície que fica alagada durante uma boa parte do ano. Ali o Rio Paraguai é o esteio do vasto e complexo sistema que sustenta o sistema de cheias na área pantaneira. Aliás, na frente de Assunção as águas do rio dão um especulo a parte, no final da tarde.
Assim é o Paraguai, uma terra de surpresas. Aqueles que viajam pelo seu interior sempre irão encontrar coisas diferentes para ver, principalmente nos vilarejos onde ainda vivem os moradores originais do país: os índios guaranis. Muito embora o idioma oficial do país seja o espanhol, o guarani é considerado a segunda língua. Na verdade é a mais falada, tanto entre o povo como entre os dirigentes paraguaios. Já da herança espanhola é imperdível uma visita ao santuário de Caacupé, no caminho entre o Brasil e Assunção. Um passeio pelo interior do território paraguaio é um bom programa.

carlos.wagner@zerohora.com.br


Arapey Thermal, um transatlântico ancorado no pampa

14 de junho de 2011 0

O Apapey Thermal Resort e Spa está no topo da hospedagem na zona termal do Uruguai. Como um navio em alto-mar ancorado no pampa, atrai os visitantes com o sistema all inclusive, que além das águas termais, dá direito a tudo, até a pegar um cineminha à noite. Isso para quem ainda tiver fôlego.

No check-in, o hóspede recebe uma pulseira que dá acesso a piscinas, academia, salas de jogos, quadras, bar e, é claro, passagem livre para o restaurante, onde a cerveja, o churrasco na parrilla, a pizza e todas as delícias uruguaias contrastam, sem cerimônia, com a grande oferta de saunas, banheiras quentes, massagens e intensa programação estilo vida saudável.

Além das três refeições, o hóspede pode solicitar no bar a qualquer momento, panchos, hamburguesas, tostadas (torrada), bolo, media lunas e bebidas.

— Eles exageraram um pouco na gastronomia, que é maravilhosa— constatou o gaúcho André Borba Ribeiro, 62 anos, sentado à mesa do resort.



Ao lado da mulher, a professora Leila Maria Moura, 55 anos, André viajou ao Uruguai com um grupo de turistas da Serra e da Região Metropolitana, no final de maio. Cruzar os pampas de ônibus e se hospedar no meio do nada (com tudo em cima) foi destino escolhido por Leila, a mais jovem dos 30 gaúchos da excursão.

— Pensei que eu só iria a uma água termal quando fosse vovó. Mas decidi realizar este sonho bem antes. Estou adorando esse clima de esporte, saúde e rejuvenescimento — contou, Leila.

O charme do Arapey é a piscina coberta que se conecta com a área externa por uma divisória de vidro. Para trocar de lado, basta um mergulho rápido. Assim, não é preciso sair das águas leves e quentes da parte interna para curtir a natureza e experimentar o frio, só do queixo para cima.

No fim de semana em que Leila e André estiveram no Arapey, no final do mês de maio, a lotação era de 50% dos 450 leitos do luxuosos hotel spa. O movimento exige agendamento de massagens e revezamento nas divertidas banheiras de hidromassagem, mas garante a animação no bar e nas áreas de lazer, sobretudo nas piscinas, onde senhores e senhoras lembram muito os romanos, em suas intermináveis reuniões dentro dágua.

O culto à água mineral


Em Salto Grande, o caminho para o resort Horácio Quiroga encanta os visitantes. O hotel fica ao lado da represa que gera 50% da energia do país. O prédio foi construído para ser um quartel militar, mas foi transformado em um simpático cinco estrelas.

No spa termal Horácio Quiroga a água mineral, por suas características, é servida à mesa.

As sobremesas do Quiroga são detaque no restaurante com vita para a represa.

Rica em ferro e cálcio, supostamente redutora da pressão sangüínea e relaxante muscular, a água do poço do Quiroga, como em todos os hotéis resorts também verte nas torneiras do quarto e formam ondas em uma das piscinas do Parque Aquático, que fica próximo ao hotel.

A análise química da água mostra ainda a presença de iodo, magnésio, negativo para arsênico e pobre em sulfatos e radioatividade evidente e permanente. Características consideradas ideais para a formulação de cosméticos, que são oferecidos no spa, que exala o perfume da cânfora.

Considerada sedante estomacal e diurético poderoso, a água do Horácio Quiroga é a preferida de muitos turistas como a decoradora Madalena Miranda, 37 anos.

Na piscina coberta do hotel, ela e o marido Sebastian Bibanco, 38 anos, sempre que podem viajam duas horas de carro desde a Argentina para relaxar por um ou dois dias.

— Venho aqui porque podemos beber a água. Ela não é salgada. É impressionante a suavidade da pele em todo o corpo e do cabelo depois dos banhos. As unhas também crescem mais. O lugar é tranquilo e o serviço do hotel é ótimo — diz.

Um spa com cheiro de laranja

Canalizando a água mineral das Termas del Daymán por cerca de dois quilômetros, o Los Naranjos Resort & Spa Termal está instalado em uma área de 100 hectares, cercado por uma plantação de laranjas, fruta que encanta os hóspedes transformada em licor, suco e geléia.

O Los Naranjos oferece uma piscina 24 horas, o que faz a diferença para quem chega à noite ou prefere a luz da lua. A água mineral encanada na banheira do quarto também é um mimo do hotel, que oferece ainda pensão completa para quem não quer sair do spa e ficar longe da sauna, da sala de relax e atividades do spa, com tratamentos médico e estético.

Se a opção for conhecer a região, há uma lista de passeios que podem incluir turismo rural na região e até uma colheita de laranjas.

Confira tarifas nos sites

www.arapeythermal.com.uy
www.hotelhoracioquiroga.com
www.losnaranjos.com.uy

A jornalista Lúcia Pires viajou à convite do Ministério do Turismo e Esporte do Uruguay