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Posts na categoria "Tailândia"

A capacidade de se encantar - Por Martha Medeiros

22 de abril de 2012 0

                  Muita gente diz que adora viajar, mas depois que volta só recorda das coisas que deram errado. Sendo viajar um convite ao imprevisto, lógico que algumas coisas darão errado,  faz parte do pacote. Desde coisas ingratas, como a perda de uma conexão ou ter a mala extraviada, até xaropices menos relevantes, como ficar na última fila da plateia do musical ou um garçom mal-humorado não entender o seu pedido. Ainda assim, abra bem os olhos e veja onde você está: em Fernando de Noronha, em Paris, em Honolulu, em Mykonos. Poderia ser pior, não poderia?                 Outro dia uma amiga que já deu a volta ao mundo uma dezena de vezes comentou que lamentava ver alguns viajantes tão blasés diante de situações que costumam maravilhar a  todos. São os que fazem um safári na Namíbia e estão mais preocupados com os mosquitos do que em admirar a paisagem, ou que estão à beira do mar numa praia da Tailândia e não se conformam de ter esquecido no hotel a nécessaire com os medicamentos, ou que não saboreiam um prato espetacular porque estão ocupados calculando quanto terão que deixar de gorjeta.                 Não saboreiam nada, aliás. Estão diante das geleiras da Patagônia e não refletem sobre a imponência da natureza, estão sentados num café em Milão e não percebem a elegância dos transeuntes, entram numa gôndola em Veneza e passam o trajeto brigando contra a máquina fotográfica que emperrou, visitam Ouro Preto e não se emocionam com o tesouro da arquitetura barroca – mas se queixam das ladeiras, claro.                 Vão à Provence e torcem o nariz para o cheiro dos queijos, olham para o céu estrelado do Atacama  sofrendo com o excesso de silêncio,  vão para Trancoso e reclamam de não ter onde usar salto alto, vão para a India sem informação alguma e aí estranham o gosto esquisito daquele hamburger: ué, não é carne de vaca, bem? Aliás, viajar sem estar minimamente informado sobre o destino escolhido é bem parecido com não ir.                      Estão assistindo a um show de música no Central Park, mas não tiram o olho do Ipad.  Vão ao Rio, mas têm medo de ir à Lapa. Estão em Buenos Aires, mas nem pensar em prestigiar o tango – “programa de velho!” São os que olham tudo de cima, julgando, depreciando, como se o fato de se entregar ao local visitado fosse uma espécie de servilismo – típico daqueles que têm vergonha de serem turistas.                 É muito bacana passar um longo tempo numa cidade estrangeira e adquirir hábitos comuns aos nativos para se sentir mais próximo da cultura local, mas quem pode fazer essas imersões com frequência? Na maior parte das vezes, somos turistas mesmo: estamos com um pé lá e outro cá. Então, estando lá, que nos rendamos ao inesperado, ao sublime, ao belo. Nada adianta levar o corpo pra passear se a alma não sai de casa.                                                                                                                                 Martha Medeiros

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A capacidade de se encantar - Por Martha Medeiros

Gastronomia asiática

14 de fevereiro de 2012 0

Devido à proximidade, a Austrália tem milhares de moradores vindos de países da Ásia, como China, Coréia do Sul, Japão e Tailândia. É fácil identificá-los nas ruas, mas difícil distingui-los devido às características parecidas: olhos puxados e cabelos escuros e lisos. Muitos brasileiros chamam qualquer oriental de "chinês" ou "japa", uma contração de japonês. Obviamente, eles detestam serem jogados no mesmo saco, já que têm culturas diferentes, hábitos, língua e gastronomia. Em Melbourne, assim como em Sydney, há diversos restaurantes especializados em comida asiática. Estava lendo há pouco sobre o ChinaTown, que fica no centro da cidade, e vi que lá tem quase 30 restaurantes, especializados em comida chinesa, japonesa, coreana, indiana, malasiana ou tailandesa. Quero provar todas! Quem também quiser, a dica é a seguinte: no Brasil, as casas que servem comida asiática costumam diminuir a quantidade de pimenta dos pratos porque, em geral, o povo não está acostumado. Mas, originalmente, vai muita pimenta, principalmente na gastronomia tailandesa e chinesa. Na Austrália, quem não gosta de pratos fortes, peça menos pimenta. Ontem fomos convidados pelos queridos Mike e Claire para nosso primeiro Asian Dinner em Melbourne. O Mike é gaúcho, mora há três anos aqui e é chef. É casado com a Claire, que é chinesa e também adora gastronomia. Fomos num restaurante Thai (foto) e experimentamos quatro diferentes pratos - um melhor do que outro. Aquelas 'tigelas' brancas na foto são coco, onde eles servem sopas com o ingrediente e alguma carne. Os outros dois pratos são carne com vegetais e pimenta. Todos deliciosos.

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Vietnã

06 de fevereiro de 2012 0

Recebi a visita de uma vietnamita que lê o nosso blog – visita de verdade, em carne e osso. A visita teve uma simples razão: ela é vietnamita e não conhece o seu país. Saiu de lá com três anos. Seu nome é Marquise Maya, e gosta de falar com quem esteve lá. Educada na França, leciona francês em Porto Alegre. Há uns 15 anos atrás, estando na Tailândia, fiquei sabendo, por um anúncio de vitrine, que o Vietnã abria suas portas para visitantes. Tempo máximo de permanência: 15 dias. Eu não precisava mais. A parte Sul, o antigo Vietnã do Sul, me é familiar, ando por lá com razoável desenvoltura, mas, devido à guerra e aos campos opostos, para Hanói só quem ganhou o visto foi a Jane Fonda. Como nós todos estávamos longe de ser uma Jane Fonda, estávamos confinados ao Vietnã do Sul – isso em 1971, faz tempo. Ir até o Vietnã do Norte era um objetivo, um sonho, quase um devaneio. Nosso limite era Huê, a antiga cidade real. Em uma semana estávamos lá, minha mulher e eu. A Magra é boa companheira, mas pouco chegada a aventuras e indiadas. Vai porque é solidária. Já sabíamos que o vietnamita sempre foi um povo heróico, mas agora eles tinham que provar serem também capazes de superar a pobreza. Em outras palavras, não se pode viver exclusivamente de heroísmo. Li a declaração acima na revista de bordo do avião da Vietnã Airlines,  de quem tinha pleno direito a fazê-la:  um dos últimos heróis genuínos do nosso tempo, o general Giap – na ocasião, único contemporâneo vivo de Ho Chi Minh.  Mao, Chu Em-Lai não existiam mais. Giap era o único contemporâneo deles e de Mahatma Gandhi, de Nehru, e dos personagens de Malraux em “La Condition Humaine”, ou do clássico  “Red Star Over China”, ou seja, dos que fizeram a Longa Marcha e conheceram a ocupação japonesa. Foto:  http://www.sxc.hu/browse.phtml?f=download&id=967306

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Vietnã

Alimentos no Brasil II

04 de janeiro de 2012 0

Continuando a ler o jornal o Globo, procurei me informar e aprendi que o varejo busca importados porque são mais baratos que os produtos nacionais. Portanto, o sinal de alerta é o preço . Pudera, com o que pagamos de impostos! E assim o Super Mercado Zona Sul (do Rio) diz que importa maçãs, kiwi e peras da Itália porque os preços mais baixos tornam o super mais competitivo. Já o Hortifruti, de Botafogo, diz que compra ameixas da Espanha, peras dos Estados Unidos e Portugal, além de kiwis da Itália. Ressalta, também, que as cebolas da Espanha são ótimas e mais baratas. Um corretor do mercado do feijão diz que a tendência de importação só faz aumentar, e lembra que um saco de feijão que vem da China custa R$ 80,00. O nosso? R$ 90,00. Já o limão vem da Espanha e do Uruguai, onde, como não tomam caipirinha, deve sobrar limão. Mas o aumento da importação este ano foi de 45,6% (gostaria de saber se o consumo da mardita aumentou na mesma proporção). É um alerta, uma oportunidade para os produtores nacionais olharem com mais atenção o consumidor que procura mais variedade. Hoje, importam-se produtos que poderiam ser produzidos aqui. Claro que a produção brasileira é muito mais volumosa em relação ao que se importa. Mas é preciso ficar atento ao movimento. Entre os produtos asiáticos, vêm laranjas da Tailândia e da Austrália, arroz parboilizado da Índia e caquis espanhóis. O crescimento tem sido de 20% ao ano. Como se vê, o Brasil vem aumentando até as importações de frutas e sucos de frutas. Temos condições excelentes de produzir quase tudo. A questão é ver o porquê de o país não conseguir atender a demanda. O professor Marcos Fava Neves, professor de Estratégia da FEA-USP, em Ribeirão Preto, considera o avanço lamentável. Para ele, é preciso agregar valor aos produtos se o Brasil quiser continuar disputando o mercado global. “O Brasil está comprando arroz diferenciado e aromático da Índia e da Tailândia. Não temos arroz sofisticado. O Brasil está perdendo a corrida. Hoje, o que o país cultiva (produtos de baixo valor) ninguém quer.” Ou seja, não é um país pequeno e miserável com baixo custo de mão de obra que consegue exportar para nós a baixo preço. Não!  São quase todos os países. Ou seja, é o nosso produto que é caríssimo. Ou seja, a nossa taxação é extorsiva. Lembro que já importamos até batata da Holanda. E, ao escrever isso, lembro que não só o holandês produz o produto, mas também a sua terra. Sim. Não fabrica terra, mas teve que construir diques para que as “terras baixas” subissem para serem mais altas que o nível do mar e pudessem ser agriculturáveis.

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Alimentos no Brasil

02 de janeiro de 2012 0

Sempre se soube que o Brasil é um grande produtor de alimentos. Isso todo mundo sabe, e não sou eu, que nunca plantei um pé de couve, que vou contestar. Mas, no último feriadão do ano com chuva, em Floripa, andei lendo até o Caderno Agrícola. E fiquei estarrecido ao ler que alimentos populares como feijão, arroz, e até a banana, vêm de países distantes e estão cada vez mais presentes na nossa mesa. O decantado celeiro agrícola Brasil registra avanço superior a 380% no ano na importação de alguns desses alimentos. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento. A importação de feijão subiu 56% neste ano, após crescer 24% em 2010. O feijão francês representa 31% das compras feitas pelo Brasil lá fora. A banana, símbolo do país tropical, também vem de longe – pior ainda, junto com os cocos da Tailândia. Alardeamos que temos terra, água, clima, tecnologia e mão de obra, mas para satisfazer a crescente demanda por produtos agropecuários – e é verdade. O que é que está acontecendo? Será que o consumo subiu tanto? Os produtores dizem que não. Somos grandes produtores de café, cana de açúcar e laranja; o segundo maior produtor de soja e o maior exportador de carnes. E aí? Um dos problemas reconhecidos é a precariedade de nossa infraestrutura de transporte, sua armazenagem e logística. Para se ter uma idéia, o custo do frete no Brasil chega a ser quatro vezes maior que em outros países exportadores , como é o caso dos Estados Unidos e Argentina. Surpresos? Eu também. A minha perplexidade foi a única razão que me fez transcrever parte do que foi publicado no jornal O Globo, do Rio de Janeiro. E eu ainda pergunto: será que a portuguesa Carmen Miranda iria sambar com frutas tailandesas no turbante?

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Pessoas, a melhor tradução de uma cultura.

28 de dezembro de 2011 0

Uma das coisas que mais me fascinam nas viagens, são as pessoas. Quando viajamos os estrangeiros somos nós, e uma das melhores maneiras de entender a cultura alheia é observar a sua gente. Como reajem ao seu sorriso, à sua presença. No nosso curso quando falamos para as pessoas sobre como tirar o melhor proveito de uma viagem, um conselho que eu sempre dou é que em alguma parte do roteiro elas contratem um guia local, não só para aprender que esta mesquita foi construida no século tal, que este quadro foi pintado por Vasnetsov e todas estas informações que vem de bonus, mas principalmente, para podermos conhecer os meandros desta cultura que se apresenta a nossa frente. Sempre lembro da primeira vez que estive na Russia, imaginem um pais que esteve num regime fechado por 70 anos, praticamente isolado , eu queria saber tudo, como estavam convivendo com o novo sistema, como era não ter religião, como eles se sentiam por não poder viajar além das fronteiras da Sibéria, estas conversas são muito ricas,  são as mais interessantes. Outra coisa  é sentar em um café qualquer de uma rua movimentada e observar o movimento das pessoas e se possível fotografá-las, pessoas são a melhor tradução de um pais, pensando nisso hoje eu trouxe para vocês aqui no blog uma seleção destes meus garimpos humanos pelo mundo, espero que vocês curtam! Norte da India Ayutthaya, Tailândia Chefchauen, Marrocos Cairo, Egito Mendoza, Argentina Libéria, Costa Rica Deserto Erg Chebbi, Marrocos Chang Mai, Tailândia Lima, Peru Madrid, Espanha San Martin de los Andes, Argentina Capadócia, Turquia Angkor, Cambodja Kostroma, Russia Neuburg, Alemanha Chang Mai, Tailândia Parque Kruger, Africa do Sul Sien Reap, Cambodja Eichesttat, Alemanha Florença, Itália Esteio, Brasil Marrakesh, Marrocos Cairo, Egito Paris, França Chang Mai, Tailândia

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Cristãos ou não, todos curtem o Natal

23 de dezembro de 2011 0

O Natal extrapolou a religião e hoje se tornou moda em quase todos os países. No Japão, Tailândia, Malásia, etc. – ou seja, países não cristãos – o comemoram. Sabem quem também gostava do Natal? Charles Darwin – não só ateu convicto, mas o homem que, com a sua teoria da evolução das espécies , criou a mais bem-sucedida das contestações ao criacionismo. Pois bem, ele gostava do Natal. Darwin sustentou que os seres vivos não foram criados ao mesmo tempo e afirmou ser a seleção natural o principal fator da evolução. Sua convicção provocou uma onda de indignação na Inglaterra vitoriana e entre cristãos e judeus, para os quais foi Deus quem fez a Terra e o céu, a luz e as trevas, a água e o fogo, os animais e as plantas. A morte da filha Anne, em 1851, contribuiu para isso, apagou definitivamente a fé em um Deus generoso e protetor. Acreditando não existir ninguém no céu para ouvir suas súplicas, tornou-se mais descrente ainda, mas seguiu apreciando a mais cristã das receitas: o bolo de frutas . Quem os preparava era Emma, sua mulher, que além da apetitosa comida, lhe deu 10 filhos. Pois bem, repito: ele gostava do Natal, e não só, mas gostava também dos panetones, mesmo que eles recebessem nomes diferentes: panetone , panforte , pandoro , stollen , bolo natalino, christmas pudding , pan d’épices , etc. À mesa, Darwin não renegava a tradição. Emma tinha empregadas e não precisaria cozinhar, mas era algo que adorava – tanto que deixou um livro de receitas, 55 das quais estão no livro Mrs. Charles Darwin Book (Glitterati Incorporated, Nova York, 2008). As receitas trazem não só instruções de preparo como anotações pessoais sobre a vida doméstica da autora. Há receitas de croquete de peixe, rissole de batata, creme com queijo e mostarda e vários doces, entre os quais o pudim de maçãs assadas dos ingleses e o bolo de frutas, predileto de Darwin. Emma aperfeiçoou o bolo ao longo do tempo. A massa deveria ficar consistente para não se desmanchar quando o naturalista colocasse o bolo no farnel levado ao trabalho longe de casa. Não sei quando o livro chegará ao Brasil. Não que precise, mas seria bom saber o que os ricos da Inglaterra comiam – mesmo cientistas.

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Cambodja parte II - Phnom Penn e os "Killing Fields"

22 de novembro de 2011 0

   Royal Palace / Moonlight Palace                  Chegamos na capital no início da tarde vindos de Angkor . O calor era sufocante:  era só sair do ar condicionado que o suor aflorava. Largamos as coisas no hotel e fomos conhecer o Royal Palace conjunto arquitetônico no centro da capital.           São vários prédios, o Throne Palace por exemplo, originalmente construído em madeira (1860) quando a capital mudou para cá, o Moonlight Palace e muitos outros. Os jardins têm grande influência francesa e os detalhes da construção são tailandeses. O Silver Pagoda faz parte do conjunto e nas suas galerias encontramos a "Ramayana Scenes",  hoje bastante deterioradas pela ação do tempo. Em alguns lugares dos prédios, os macacos circulam livremente olhando para os turistas com curiosidade. Throne Palace macacos e monges Silver Pagoda Ramayana Scenes           Dali, fomos visitar o Museu Nacional , que tem lindas peças da história do povo Khmer . Há também uma bela avenida acompanhando o rio Mekong , considerada a principal zona turística, concentrando a maioria dos hotéis e restaurantes. Museu Nacional Museu Nacional   Riverside Avenue            O problema em Phnom Penn é que, devido ao calor e à umidade, não se consegue admirar as paisagens caminhando. O negócio é fazer roteiros curtos, sempre a bordo dos " Tuk - tuks ", já que o trânsito é caótico e incompreensível para nós: qualquer sentido é permitido para motos, bicicletas, scooters e Tuk - tuks em várias ruas e avenidas. Impossível entender como aquilo fluia, aparentemente sem controle, e, até onde vimos, sem acidentes. Para facilitar, optamos por contratar um "Tuk - tuk" permanente por  U$ 15,0 / dia.                     Na manhã do dia seguinte, fomos conhecer Choeung Ek , o principal dos chamados "Killing Fields". Situado a uns 20 Km de Phnom, o local é hoje um marco na história do Cambodja, destinado a perpetuar na memória de todos as atrocidades cometidas por Pol Pot e seus correligionários do Khmer vermelho.  "Stupa" / Killing Fields  Ali, toda a barbárie era extravasada sem os requintes da tecnologia. No Cambodja da época, não havia dinheiro para comprar balas e os adversários do regime (que em linhas gerais eram todos) eram sacrificados com machadadas, enxadadas ou decapitados. Para se ter uma noção do tamanho da tragédia, assim que tomaram o poder, Pol Pot e seu  Khmer vermelho esvaziaram  todas as cidades, removendo a população para o campo. A capital virou uma cidade fantasma. A utilização de óculos era motivo para uma sentença de morte, pois associavam sua utilização com a necessidade de ler que já demonstrava uma mente contestadora dos novos valores . Os filhos dos condenados eram mortos também, pois uma das máximas do regime era " Para acabar com as ervas daninhas, é preciso arrancar  suas raízes". O resultado 30 anos depois é que praticamente não existem velhos no País. Ossos Arvore onde matavam crianças batendo contra o tronco interior do Mausoléu, crânios e roupas                Não há como visitar o local e não colocar em dúvida a razão do ser humano. É chocante, assustador e, ao mesmo tempo, didático de como ciclicamente o homem retorna a bestialidade. Saímos de lá pesados e calados, sentimentos que foram se esvanecendo à medida que cruzávamos com o povo nas ruas:  são risonhos, amistosos e decidiram reconstruir a história do país, apesar de protagonizarem aquela tragédia.  Cova coletiva 100 corpos sem a cabeça              Dali, fomos para o " Russian market", onde todos os artigos imagináveis são encontrados. Não resitimos 10' caminhando por seus corredores estreitos, pois a sensação térmica passava dos 40ºC. Voltamos ao hotel para nos refugiarmos no ar condicionado e desfrutar de uma relaxante massagem. Para o jantar, seguimos uma indicação da revista de bordo da Bangkok Airlines , o Van's , restaurante tradicional de cozinha franco - cambojana. O prédio é antigo, de arquitetura típica da Indochina dos filmes de antigamente e a comida era excelente, com preços risíveis.   Russian Market             Em nosso último dia em Phnom, fomos conhecer alguns outros pontos turísticos: Phnom Vat , onde a cidade nasceu; o antigo mercado, onde exploradores gastronômicos encontram um mundo a ser descoberto e, por fim, fomos passear na beira do rio.  Até lá, no distante Cambodja, já descobriram o potencial turístico de uma orla bonita com atrações, bares e restaurantes, coisa que Porto Alegre ainda não fez. À noite, fomos noutro restaurante, localizado em um terraço que se debruçava sobre a avenida da beira rio. O astral era ótimo; o problema é que, como era ao ar livre, depois de meia hora já não aguentávamos de calor e tivemos que ir embora. Phnom Vat              Para concluir, recomendo muito visitar o Cambodja. Além do aspecto cultural (Angkor é uma das maravilhas do mundo), como o País está recém redescobrindo a democracia, o fluxo turístico ainda é pequeno se comparado aos lugares tradicionais, sem contar o atrativo dos preços muito baixos. Melhor ir  antes que os Europeus, que estão começando a invadir as praias do País, tomem conta. Para aqueles que podem achar que não tem tanta coisa assim para ver, sempre se pode incluir lugares, como Tailândia, Vietnã, Malásia, Singapura, Laos ou mesmo Bali , como fizemos e que contarei como foi no próximo post.          

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Cambodja, que país é este?

20 de novembro de 2011 0

O Ricardo Freire usa um termo quando volta de alguma viagem, que acho bem apropriado, ele diz "desempacotando" tal lugar. E hoje eu quero "desempacotar" o Cambodja para vocês. Eu não tinha muita informação sobre o Cambodja antes de chegar lá, já ouvira falar muito sobre os templos de Angkor, vira alguns documentários a respeito na National Geographic, e ficamos por aí. Tudo foi uma grande descoberta, saimos de Bangkok e 50min depois chegamos em Siem Reap, que é a cidade próxima dos templos de Angkor. Fizemos nosso visto ali mesmo no aeroporto, e trocamos um pouco de dinheiro para a moeda deles, o Rial , o que foi totalmente inútil, pois a moeda corrente é de fato o dólar americano. No aeroporto já nos esperavam o nosso guia, Kim Thay e o motorista com a van que nos levariam a todos os  lugares. Seguimos direto para o nosso hotel o Angkor Village Resort, que fica um pouco afastado do centro, mas vale, pois a sensação é que a gente está em um oásis. Vocês estão vendo aquela pequena casinha de madeira no meio das folhagens? Pois aquela é a casa dos espiritos, uma crença que a gente vê muito na Tailândia também, todas as casa tem ao seu lado uma pequena casinha como esta reservada para os espiritos dos ancenstrais, para que eles protejam a casa dos maus espiritos. A piscina é como uma serpente que vai passando pelos bangalôs, fazendo curvas e se pode nadar até a cabeça dela numa das extremidades onde ela aumenta e tem a forma mais oval , é lindo!! Assim como na Tailândia, eles arrumam tudo com flores naturais, os pratos, os drinks, aqui um lindo arranjo de flores de Lótus. Nosso primeiro destino foi visitar o templo de Ta Phrom, aquele onde as raizes das árvores imensas se fundiram com as paredes do templo, e construiu uma estética própria, imponente. Na minha opinião Ta Phron (ancestral de Brahma) é um dos templos mais românticos e lindos do complexo de Angkor, um lugar mágico construido em 1186 por Jayavarman VII, que quando ascendeu ao trono Kmer ( assim como nós nos designamos brasileiros, os cambojanos se designam Kmer) o rei construiu muitos prédios religiosos e públicos. Jayavarman VII construiu Ta Phron em homenagem a sua familia, a imagem principal do templo é a de Prajnaparamita, a personificação da sabedoria, esculpida com o rosto da mãe do soberano. Na saída vimos esta menina cambojana linda, como são todas as crianças por lá. O povo é um capítulo à parte, pois apesar de tudo o que sofreram nos anos negros do Kmer rouge , entre o ano de 1975 até  serem libertados pelos vietnamitas em 1979,  das mãos do  ditador sanguinário,  Pol Pot , que dizimou mais de um terço da população. Eles são afáveis, gentis, e só querem tocar a vida para frente, esquecer o passado. Vou revelando o Cambodja aos poucos para não deixar os posts muito longos, no próximo conto para vocês um pouco mais dos templos e de um passeio que fizemos pelo interior do maior lago de água doce do sul da Ásia, o Tonlé Sap .

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Cambodja, que país é este?

20 de outubro de 2011 0

O Ricardo Freire usa um termo quando volta de alguma viagem, que acho bem apropriado, ele diz “desempacotando” tal lugar. E hoje eu quero “desempacotar” o Cambodja para vocês. Eu não tinha muita informação sobre o Cambodja antes de chegar lá, já ouvira falar muito sobre os templos de Angkor, vira alguns documentários a respeito na National Geographic, e ficamos por aí. Tudo foi uma grande descoberta, saimos de Bangkok e 50min depois chegamos em Siem Reap, que é a cidade próxima dos templos de Angkor. Fizemos nosso visto ali mesmo no aeroporto, e trocamos um pouco de dinheiro para a moeda deles, o Rial , o que foi totalmente inútil, pois a moeda corrente é de fato o dólar americano. No aeroporto já nos esperavam o nosso guia, Kim Thay e o motorista com a van que nos levariam a todos os  lugares. Seguimos direto para o nosso hotel o Angkor Village Resort, que fica um pouco afastado do centro, mas vale, pois a sensação é que a gente está em um oásis. Vocês estão vendo aquela pequena casinha de madeira no meio das folhagens? Pois aquela é a casa dos espiritos, uma crença que a gente vê muito na Tailândia também, todas as casa tem ao seu lado uma pequena casinha como esta reservada para os espiritos dos ancenstrais, para que eles protejam a casa dos maus espiritos. A piscina é como uma serpente que vai passando pelos bangalôs, fazendo curvas e se pode nadar até a cabeça dela numa das extremidades onde ela aumenta e tem a forma mais oval , é lindo!! Assim como na Tailândia, eles arrumam tudo com flores naturais, os pratos, os drinks, aqui um lindo arranjo de flores de Lótus. Nosso primeiro destino foi visitar o templo de Ta Phrom, aquele onde as raizes das árvores imensas se fundiram com as paredes do templo, e construiu uma estética própria, imponente. Na minha opinião Ta Phron (ancestral de Brahma) é um dos templos mais românticos e lindos do complexo de Angkor, um lugar mágico construido em 1186 por Jayavarman VII, que quando ascendeu ao trono Kmer ( assim como nós nos designamos brasileiros, os cambojanos se designam Kmer) o rei construiu muitos prédios religiosos e públicos. Jayavarman VII construiu Ta Phron em homenagem a sua familia, a imagem principal do templo é a de Prajnaparamita, a personificação da sabedoria, esculpida com o rosto da mãe do soberano. Na saída vimos esta menina cambojana linda, como são todas as crianças por lá. O povo é um capítulo à parte, pois apesar de tudo o que sofreram nos anos negros do Kmer rouge , entre o ano de 1975 até  serem libertados pelos vietnamitas em 1979,  das mãos do  ditador sanguinário,  Pol Pot , que dizimou mais de um terço da população. Eles são afáveis, gentis, e só querem tocar a vida para frente, esquecer o passado. Vou revelando o Cambodja aos poucos para não deixar os posts muito longos, no próximo conto para vocês um pouco mais dos templos e de um passeio que fizemos pelo interior do maior lago de água doce do sul da Ásia, o Tonlé Sap .

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Crianças do mundo

08 de outubro de 2011 0

“Não devemos explicar nada a uma criança, é preciso maravilhá-la.” Marina Tsvetana Como uma criança eu me sinto em cada novo destino que conheço, sei que muitas pessoas gostam de voltar a lugares antes navegados , claro que o aconchego do conhecido é agradável e mais acolhedor. Para mim o desconhecido é sempre mais atrativo , e o desafio de continuar me maravilhando com o mundo , como uma criança! Foi com este espírito que busquei as imagens captadas pelo mundo, olhares, cores e sorrisos delicados e maravilhosos!   Bergen, Noruega Alagoas, Brasil Cairo , Egito York, Inglaterra Edfu, , Egito (foto Cleo Milani) São Petersburgo , Rússia Luxor, Egito Roma, Itália Dubrovnik, Croácia   Cusco, Peru Rissani, Marrocos Cusco,`Peru Oslo, Noruega Edfu, Egito (foto Cleo Milani) Edimburg, Escócia   Krabi, Tailândia Regensburg ( foto Clarisse Linhares) Luxor, Egito York, Inglaterra   Cusco, Peru Edfu, Egito (foto Cleo Milani) “ Só as crianças e os velhos conhecem a volúpia de viver dia-a-dia, hora a hora, e suas esperas e desejos nunca se estendem além de cinco minutos…”                                                                                              Mario Quintana 

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Pessoas, a melhor tradução de uma cultura.

01 de outubro de 2011 0

Uma das coisas que mais me fascinam nas viagens, são as pessoas. Quando viajamos os estrangeiros somos nós, e uma das melhores maneiras de entender a cultura alheia é observar a sua gente. Como reajem ao seu sorriso, à sua presença. No nosso curso quando falamos para as pessoas sobre como tirar o melhor proveito de uma viagem, um conselho que eu sempre dou é que em alguma parte do roteiro elas contratem um guia local, não só para aprender que esta mesquita foi construida no século tal, que este quadro foi pintado por Vasnetsov e todas estas informações que vem de bonus, mas principalmente, para podermos conhecer os meandros desta cultura que se apresenta a nossa frente. Sempre lembro da primeira vez que estive na Russia, imaginem um pais que esteve num regime fechado por 70 anos, praticamente isolado , eu queria saber tudo, como estavam convivendo com o novo sistema, como era não ter religião, como eles se sentiam por não poder viajar além das fronteiras da Sibéria, estas conversas são muito ricas,  são as mais interessantes. Outra coisa  é sentar em um café qualquer de uma rua movimentada e observar o movimento das pessoas e se possível fotografá-las, pessoas são a melhor tradução de um pais, pensando nisso hoje eu trouxe para vocês aqui no blog uma seleção destes meus garimpos humanos pelo mundo, espero que vocês curtam! Norte da India Ayutthaya, Tailândia Chefchauen, Marrocos Cairo, Egito Mendoza, Argentina Libéria, Costa Rica Deserto Erg Chebbi, Marrocos Chang Mai, Tailândia Lima, Peru Madrid, Espanha San Martin de los Andes, Argentina Capadócia, Turquia Angkor, Cambodja Kostroma, Russia Neuburg, Alemanha Chang Mai, Tailândia Parque Kruger, Africa do Sul Sien Reap, Cambodja Eichesttat, Alemanha Florença, Itália Esteio, Brasil Marrakesh, Marrocos Cairo, Egito Paris, França Chang Mai, Tailândia

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Buzios, fugindo do frio!!!

06 de agosto de 2011 0

Buzios era um desejo antigo, desde que fizemos uma viagem pela Rio/Santos de carro, quando eu tinha 14 anos, meus pais e meu irmão mais novo, chegamos muito perto, mas a estrada era ruim, de terra esburacada e meu pai perdeu a paciência com a poeira e demos meia volta, desde lá  cultivei internamente o desejo de conferir a praia que Brigite Bardot tornou célebre nos anos 60. Saimos de Porto Alegre numa quarta-feira, de avião, eu contratei um transfer do aeroporto Tom Jobim até Buzios, mas descobri que éramos umas 40 pessoas no ônibus e não uma van como tinha imaginado! Tivemos que ficar mais de meia hora esperando outros vôos chegarem, muito chato, eu ja estava arrependida de não ter alugado um carro… éramos os únicos brasileiros no onibus, todos os outros eram argentinos e uruguaios. Só para registro,  Buzios tem mais de 3000 argentinos residentes, você vai alugar um buggy e lá estão eles hablando , vai nas praias os restaurantes são deles, e assim por diante, nenhuma critica aqui hein… mas eu não fazia idéia. Eu conversei com alguns amigos sobre o melhor ponto para reservar uma pousada e acabei escolhendo uma perto do centrinho, perto da famosa rua das pedras. Escolhi a pousada Byblos que definitivamente não é uma Brastemp, meio largada, atendimento capenga, mas realmente super bem localizada e com uma vista privilegiada. Vista da Pousada Byblos Chegamos lá a tardinha e fomos passear pela rua das pedras que é muito bonitinha, lojas transadas, grifes conhecidas como Animale, Bee, Lacoste, Blue man, e muitooos restaurantes charmosos, dificil é escolher, mas eu tinha algumas indicações e já na primeira janta nosso tiro foi certeiro. Sentamos numa mesinha na rua, no Bar do Zé, que com este nome você pode achar que é um boteco fuleiro, mas muito antes pelo contrário é um lugar rústico, mas cada detalhe é pensado, a iluminação (ítem importantíssimo na minha opinião) o lugar é convidativo, você não quer mais sair de lá, bom, e a comida é fantástica, comi a melhor salada de polvo da vida! E olha que até aquele dia a primeira salada de polvo do meu ranking tinha sido perto de Portofino na Itália… pois foi desbancada pelo Bar do Zé, então esta é a minha primeira dica – aconteça o que acontecer não deixe de ir lá, prepare o bolso, não é barato. Rua das Pedras   No primeiro dia alugamos um buggy pra fazer um reconhecimento das praias, da distância entre elas e da nossa pousada, o buggy custa R$ 60 reais a diária.Escolhemos as praias mais distantes e nossa primeira foi a Praia Brava, que eu adorei, a mais selvagem e deserta de todas a que visitamos. Buzios se tornou um destino bastante popular e em pleno julho ela pode ser bem movimentada, por esta razão dependendo da época que você escolher é necessário fazer reservas de tudo. A Praia Brava foi uma delicia, pouquíssima gente na praia, nenhum vendedor, ninguém te achacando pra você sentar na cadeirinha e consumir bebidas de um quiosque qualquer. Praia Brava     Fomos explorar várias praias lindas, todas, mas mais exploradas, com vários barzinhos e restaurantes na orla. Fomos até a Praia da Ferradura, onde sentamos na beira do mar e mandamos ver numa caipirinha e deliciosas casquinhas de siri.   Casqui nhas de siri e caipirinha na Praia da Ferradura.         A Tailândia é aqui – massagem na beira da praia, quer maior mordomia??       Outra praia linda e pico de boas ondas para o surfe é Geribá, uma baía maior, com uma rapaziada, quadras de volei na beira da praia.                       Geribá.         Uma praia mais distante que é perfeita pra ver o por do sol, Praia das Tartarugas.           Praia das Tartarugas     Buzios tem muitas opções de praia, você pode ficar lá mais de semana e não repetir a praia. Tem a Azeda, azedinha, João Fernandes, João Fernandinho, Ferradura, Ferradurinha, geralmente as no diminutivo são baiazinhas menores ao lado, mais acolhedoras e charmosas, e sempre preferi ficar nas pequeninas.                         Praia João Fernandinho               E sua irmã mais velha João Fernandes.         Outros restaurantes provados e aprovados foram o tailandes Sawasdee, outro de grelhados, o Brigitta´s.                         Outro lugar muito legal que recomendo é o Havana Club, com uma banda de Jazz ao vivo é um lugar pra sentar no bar e ficar aproveitando a boa música. Pra quem gosta de esticar a noite tem  a Pacha com música dançante e a Lapa 40 graus onde toda sexta-feira baixa do Rio uma ala da Mangueira para animar a noite.                 Falar de Buzios e não falar de Brigitte Bardot é quase uma heresia, pois ai esta a foto da fachada do memorial feito em sua homenagem, fica na praia da Armação, nada demais, algumas fotos da atriz francesa no tempo em que Buzios era uma vila de pescadores.                         Praia da Armação                 Foram 4 dias muito bem aproveitados podemos conhecer muitas praias, muitos lugares lindos, eles ainda oferecem passeios a Cabo Frio e arredores, mas a gente queria mesmo era sombra e água fresca, sem muito trabalho.   Deixo pra vocês uma última foto da janela do nosso quarto da lua se pondo no mar, acho que traduz muito do  astral mágico de Buzios.               Fotos de Clarisse Linhares      

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Buzios, fugindo do frio!!!

Artesanato em Porto Alegre

05 de agosto de 2011 0

PARA IR NO FINAL DE SEMANA Para quem ficar em Porto Alegre no final de semana, uma dica é ir ao Cais do Porto para a 5ª edição do Salão Mundial do Artesanato. A já tradicional feira estará montada a partir desta sexta-feira nos Armazéns A e B, com de 90 expositores de 25 países, além de nove Estados brasileiros. Além de objetos de decoração e acessórios, os visitantes vão poder assistir apresentações de danças e cantorias típicas de uma tribo de índios pataxós. Serviço 5ª Edição do Salão Mundial do Artesanato Porto Alegre 5 a 14 de agosto Diariamente, das 14h às 21h Países expositores: África do Sul, Argentina, Bali, Bolívia, Chile, Dubai, Egito, Equador, Filipinas, Gana, Índia, Indonésia, Itália, Japão, Marrocos, Nepal, Palestina, Paquistão, Portugal, Quênia, República Tcheca, Senegal, Tailândia, Tunísia, Turquia. Estados expositores: Ceará, Goiás, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo Ingresso a R$ 8 (idosos e estudantes pagam meia entrada) http://salaomundialdoartesanato.blogspot.com/

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Artesanato em Porto Alegre

Janelas do Mundo

04 de agosto de 2011 0

Existe um ditado que diz que os olhos são as janelas da alma, para mim as janelas são o espelho das culturas, sempre me intigaram a desvendar um pouco do que está num segundo plano, num espaço que se coloca entre o público e o privado e que não se oferece de forma tão explícita. “A vida não é uma janela de onde olhamos e vemos um sonho passar, mas sim o próprio vão que irá nos libertar.” Renato Lima Rubio H oje meu post vai ser de poucas palavras e e total encantamento. Vou deixar as janelas do mundo falarem por si! Bangkok , Tailândia Sognefjord , Noruega Roma, Itália Marrakesh, Marrocos Dubrovnik, Croácia Cidade do México, México Luxor, Egito Macchu Pichu, Peru Gramado, Brasil Suzdal , Rússia   York, Inglaterra St Andrews, Escócia Oviedo, Espanha Siena , Itália Barcelona , Espanha Mikonos , Grécia Oslo, Noruega Marrakesh, Marrocos “Q uem faz um poema abre uma janela. Respira, tu que estás numa cela abafada, esse ar que entra por ela. Por isso é que os poemas têm ritmo - para que possas profundamente respirar. Quem faz um poema salva um afogado.” Mário Quintana

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Janelas do Mundo

Comer, Rezar, Amar… Comer…

06 de junho de 2011 0

Antes de tudo, preciso dizer: não gostei do filme COMER, REZAR, AMAR … Do livro ADOREI a primeira parte, desgostei das outras duas. Já houve quem até brigasse comigo por isso. Escrevi sobre logo depois da estreia e recebi muitas críticas. Fui cheia de expectativa ao cinema e me decepcionei. Que eu posso fazer? Mentir? Não consigo. Mas é ele mesmo o tema do próxim o CINE GOURMET , marcado para o final de semana do Dia dos Namorados (de 10 a 12 de junho), como sempre em Gramado. A adaptação para a mesa deve ser muito mais feliz que o filme e o livro , especialmente quando se trata de COMER, a parte do livro/filme passada em Roma (as outras duas são na Índia e na Tailândia). Vá e confira com seus próprios olhos. Ou melhor, com o paladar.

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Comer, Rezar, Amar… Comer…

Agora falta pouco

05 de outubro de 2010 0

  *Em menos de duas semanas vou partir. Serão sete países visitados, começando pela China e depois Malásia, Laos, Camboja, Vietnã, Tailândia e Myanmar.

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Agora falta pouco

Descobrindo Myanmar a antiga Birmânia - Por Carla Oliveira

29 de setembro de 2010 0

                Myanmar é o nome atual da antiga Birmania e, sobre ela, Rudyard Kipling escreveu:             “Esta é a Birmania, e ela será muito diferente de todas as terras que você já conheceu.” ( This is Burma and it will be quite unlike any land you know .)             E esta é uma excelente apresentação para este país de extraordinária beleza e cultura riquíssima, localizado no sudeste asiático, com fronteiras com a Índia, Bangladesh, China, Laos e Tailândia.             Iniciei minha viagem pelo país por Yangon , onde localiza-se o icônico Shwedagon Pagoda , imensa estupa de ouro, supostamente construída há 2500 anos, para guardar oito fios de cabelo de Buda

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Descobrindo Myanmar a antiga Birmânia - Por Carla Oliveira