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Glamurama da Joyce Pascowitch - 27 de fevereiro

29 de fevereiro de 2012 0

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Glamurama da Joyce Pascowitch – 27 de fevereiro

Descobrindo Roma: dias e noites no Campo de Fiori

25 de dezembro de 2011 0

Quando vamos pela segunda vez a uma cidade é sempre interessante ficarmos numa região diferente para descobrirmos novos recantos e inusitados pontos de vista. Visitando Roma  neste verão fiquei hospedada na Via Giulia , uma rua paralela ao Tibre que acaba de comemorar 500 anos em 2010, foi aberta pelo papa Julio II para sanear a região e acabou como endereço cobiçado pela aristocracia romana. Por isto abundam palácios do século XVI e XVII com belas e imponentes fachadas. O Hotel St George foi um achado , em Roma onde a hotelaria é cara e muitas vezes não faz jus ao preço ,  mantém características  de época e foi totalmente modernizado com bom gosto e sofisticação, recomendo! Oferece spa e um belo terraço com vista para os telhados de Roma e o Vaticano . Hotel St. George na Via Giulia A Via Giulia  é uma rua tranquila e estreita, o que ajuda a criar a sensação de viagem ao passado. Como o acesso é muito complicado e escondido, somente os locais transitam por ali, mas fica há apenas alguns passos do movimentado Corso Vittorio Emanuele II  . Passávamos todos os dias pela delegacia especializada  AntiMáfia e pelo  Palácio Farnese , que hoje abriga a Embaixada da França.  Afrescos dos irmãos Carracci enfeitam o interior do prédio, que é aberto à visitação uma vez por semana com horário previamente agendado. Palácio Farnese O Campo de Fiori muda de atitude com o passar do dia, amanhece como um grande mercado de Roma, com frutas , flores e muito mais e acaba a noite fervendo com o agito jóvem! Olhem quem encontramos fazendo compras no Campo de Fiori numa manhã de verão, Isabella Rossellini , um pouco diferente do glamour com que aparecia nas propagandas da Lancome. Ao anoitecer a praça é limpa e os restaurantes e bares tomam conta até  a madrugada, nas noites quentes de verão. Giordano Bruno cuida de tudo do alto de sua privilegiada localização. Não percam o tradicional restaurante Carbonara ou, para paladares mais exigentes,  Il Camponeschi , na praça com vista ao Palácio Farnese . Pelas ruas laterais, várias opções de bares descolados, uma região que merece uma passeio após o almoço ou uma noite prolongada. E tudo isto ainda fica bem perto deste belo visual do Tibre, visto do alto do Castel de Sant’Angelo ! Aproveitem a temperatura sempre amena em Roma e descubram recantos inesperados, mas não esqueçam de nos mandar as dicas! Roma e um roteiro na Itália fará parte de próximo curso Viajando com Arte em março de 2012.

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Descobrindo Roma: dias e noites no Campo de Fiori

Um roteiro pela Noruega: Bergen, Sognefjord e Flam

21 de dezembro de 2011 0

Viajar pela Noruega é o que de mais bucólico e caro eu já fiz na minha vida. O país é um oásis de prosperidade financiado pelo petróleo, que não se preocupou nem em participar da Comunidade Européia devido a sua auto-suficiência e qualidade de vida. Mesmo para os padrões nórdicos é uma viagem   para se fazer como um prazer quase único e especial. Eu estava comemorando 20 anos de casada e   me preparando para levar um grupo em viagem para a Rússia, acabei me dando este presente , mas somente por cinco noites, o que já foi suficiente para ter uma bela visão do país. Meu roteiro iniciou-se em Bergen , onde cheguei de avião às 11:30h de uma noite ensolarada, isto mesmo em junho o sol se mantém no horizonte durante toda a noite. A temperatura nesta época do ano é agradável como um bom inverno nos trópicos, nunca deixe de levar um casaco bem grosso. O Det Hanseatske Hotel é uma excelente pedida, muito bem localizado e com um charme sem igual , apesar da fachada ser bastante estranha e escondida em meio ao Bryggen, porto central da cidade de Bergen . Bryggen é o que resta do antigo cais do porto central de Bergen , área reconstruída no seguimento de um incêndio que reduziu a cidade a cinzas, em 1702. Hoje, só o que podemos ver da estrutura original de Bryggen é um quarteirão recuperado sob a égide da UNESCO , uma espécie de museu vivo e ao ar livre, exibindo parte da história cultural da região. A arquitetura, o artesanato, os ofícios tradicionais, as artes ligadas à pesca. Segundo um folheto sobre a cidade, o mercado de peixe é considerado uma das “maiores atrações turísticas” de Bergen , embora não haja mais peixe e marisco do que seria de esperar num mercado com este nome e, à primeira vista, ainda ao longe, se vejam mais souvenirs do que peixe. Para mim o mais interessante na Noruega é a mistura de raças e a beleza das pessoas, deem uma olhada nestas crianças! Para onde quer que o olhar se dirija, o verde das sete colinas que circundam   a cidade impõem-se na paisagem. O funicular do Monte Floyen é a forma mais preguiçosa de aceder à magnífica vista panorâmica sobre a cidade, e juro que esta foto foi tirada de lá, não é uma maquete como parece! Para descer aproveite a caminhada e desfrute a paisagem. Depois de uma noite na cidade partimos para o mais famoso cartão postal do país, os fjordes . São inumeráveis , mas o mais próximo e acessível é partir de barco do porto de Bergen em direção a Flam, nós optamos em pernoitar na cidade para poder curtir uma noite em meio a natureza exuberante sem uma horda de turistas e foi uma escolha fantástica , recomendo! Durante o dia uma quantidade enorme de cruzeiros chegam no porto para alcançar a estrada de ferro e seguir viagem , à noite , a paz reina. Fizemos tudo direto e não será por acaso que o Norway in a nutshell é o “pacote turístico” mais popular de toda a Noruega, até entre os próprios noruegueses. http://www.visitnorway.com/ Verdade seja dita, Norway in a nutshell não é mais do que um conceito. São vários bilhetes individuais, de barco, trem e ônibus, vendidos em conjunto, facilitando assim a vida dos visitantes que, num único local ou site, adquirem todos os tickets necessários como se de um único se tratasse. Dentro deste “pacote” pode-se optar por ir e voltar a Bergen ou seguir para Oslo , que foi a nossa opção. Encontramos várias pessoas que fizeram a viagem de carro de Bergen a   Oslo , outra opção interessante para quem tem mais tempo. Encontramos um grupo de três brasileiros em despedida de solteiro no barco nos fjordes, confesso que não é a viagem mais apropriada para este fim. Tudo muito calmo e bucólico, noites quietas e românticas, para curtir a dois. Oslo já preenche requisitos mais festeiros, gente jovem e bonita por todos os lados, nos encontramos com o trio que estava bem mais faceiro na capital. Em Flam (pronuncia-se algo como Flom ) que não é mais que um povoado de meia dúzia de casas (literalmente), o último porto do Sognefjord e o fim da linha da famosa estrada de ferro Flam Railway , alugamos bicicletas e saímos explorando as encostas. Sem palavras, as fotos falam por si! Imperdível e nada cansativo, pois num percurso de 10km ,ida e volta, já dá para ter um resumo da paisagem. As estradas são muito fazias e tranquilas , ideal para passear em duas rodas. Um piquenique por aqui é uma ótima pedida. O Hotel Fretheim é praticamente o único de Flam , sem contar com algumas hospedarias pequenas. Fica em frente ao porto e a estrada de ferro, portanto você não vai precisar de transporte quando chegar lá, apenas uma boa mala de rodinhas. Não é dos mais caros, levando-se em conta os valores locais, mas o jantar, um Buffet nórdico , sai quase o mesmo preço da estadia. Para mim valeu cada centavo, amo a comida nórdica , os peixes defumados, queijos fortes e marcantes , portanto guarde o apetite para uma Festa de Babette. A estrada de ferro que parte de Flam para Myrdal é um ponto turístico por si só. Inaugurada em 1923 e escavada na pedra artesanalmente, ainda opera com trens de madeira charmosos e lentos, para aproveitarmos bem a deslumbrante paisagem. Em Myrdal trocamos para um trem rápido e convencional numa viagem de mais 5 horas até Oslo , que fica para um próximo post.  

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Peru com Arte - Maio de 2012

16 de dezembro de 2011 0

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Peru com Arte – Maio de 2012

Marais: O Soho de Paris

09 de novembro de 2011 0

Paris é uma cidade grande e aconselho visitá-la por setores, para não perder muito tempo em metrôs ou caminhando demais de um bairro ao outro, perdendo o foco das visitas. Hoje vou fazer um roteiro de visitas pelo Marais , um dos locais mais descolados e vibrantes da cidade, e atualmente dos meus prediletos. O Marais era um local periférico na formação da cidade, um antigo pântano que começou a ser drenado no século XII. O ponto central da região é a Place des Vosges , uma praça fechada e totalmente simétrica,  cercada por arcadas que já serviram de morada para o escritor Victor Hugo. Foi a partir da cosntrução desta praça que os nobres e comerciantes ricos se estabeleceram no Marais edificando os hôtels particuliers (palacetes) que vemos lá até hoje.   Atualmente a Place des Vosges abriga uma série de galerias de arte super legais além de bons restaurantes e bares. A Art Symbol Gallery   e a  Ariel Sibony Galerie ( www.arielsibony.com ) tem exposições imperdíveis. Não deixem de reparar as galerias de arte alternativa como papier maché, fotografia e outras tantas. O Café Hugo , com um menu fixo de valor super acessível e delicioso, é perfeito para o almoço. Também muito conhecido é o Ma Borgogne , já bem mais tradicional. Saindo da praça em direção ao coração do bairro pela Rue des Francs-Bourgeois o comércio é uma simpatia, com lojas variadas e interessantes. Logo em seguida encontra-se um pátio interno com a Yelow Korner ( http://www.yellowkorner.com/ ) , galeria de fotos de arte acessível e encantadora e, ao lado,  uma loja de armarinho, isto mesmo , com fitas e rendas como antigamente. O Museu Carnavalet conta a história da cidade de Paris com fotos e documentos e tem entrada livre , além de estar localizado num prédio lindo. Outra jóia do Marais é o Museu Picasso , mas que está fechado para reformas até 2012. Muitas ruas formam o charme do local, Rue de Sevigné, Rue Vieille du Temple, Rue du Roi de Sicile , mas é a Rue des Rosiers , maior centro da comunidade judaica de Paris, que sintetiza a magia da mistura de culturas do Marais. Charmosos bistrôs, variados brechós, livrarias e muitas delicatessen de comidas judaicas (kosher) fazem a festa do paladar e do olhar. A sinagoga do bairro não fica longe, na 10, Rue Pavée, foi projetada por Hector Guimard , o mesmo arquiteto das famosas estações de metrô da cidade. Voltando à Rue des Rosiers  , indico o restaurante Le Loir dans la Théière , bem no início da rua, esbanja estilo em poltronas e mesas baixas. A arquitetura é motivo de um olhar mais atento , reparem neste recanto despretencioso que numa foto em preto e branco se tranforma num quadro! Até os pets tem seu espaço descolado no Marais, deem uma olhadinha nos modelitos para os fofos gatinhos. Espero que curtam o Marais numa próxima visita a Paris. Ahh, de metrô para chegar direto no coração do bairro usem a estação St Paul.

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Siracusa e Noto, o colorido das pérolas barrocas sicilianas.

25 de outubro de 2011 0

Um dos passeios mais legais que fizemos saindo de Taormina foi Siracusa e para minha total surpresa e desconhecimento , Noto . Distantes uma hora e meia de Taormina , não chega a ser uma viagem, mas um volta pelo passado cultural da Sicília . Siracusa foi uma importante cidade da Magna Grécia , por volta do século V a.C. , quando o sul da Itália fazia parte da Grécia ,a cidade acabou se destacando e ameaçando a própria cidade de Atenas como aliada de Corintho e Esparta, na época em que foi governada pelo tirano Dionísio . O filósofo Arquimedes é natural de Siracusa . Muitas riquezas desta época estão bem conservadas no local , especialmente no Síto Arqueológico de Neapolis , fora do centro histórico medieval de Ortegia . Um conselho bastante oportuno , não deixem para visitar a parte arqueológica num dia de calor perto do meio-dia, o local é árido e a visita vira uma quase tortura. Se for verão o mais apropriado seria um fim de tarde ou início de manhã! Além disto o centro morre na hora da ” siesta” , o que deixa tudo muito sem graça! Em Neapolis o principal monumento é o Teatro Grego literalmente escavado na rocha e com um bela vista do mar , aqui várias tragédias foram encenadas nos concursos públicos financiados pelos governantes e muito apreciados pelo povo. O interessante é que os gregos ,na sua maioria mercadores ,, podiam avistar o porto e sair do teatro caso chegasse algum barco. Quase todos teatros gregos tem vista para o mar, já vi isto em Bodrum na Turquia , em Taormina e em várias outras pólis. O  Orecchio de Dionísio é um imensa gruta utilisada como cárcere pelo tirano,  que podia ouvir o que seu prisioneiros falavam no interior, pelo formato especial da gruta que se assemelhar a um canal auditivo ela tem uma acústica perfeita quando se está do lado de fora! Foi denominada de Orelha de Dionísio pelo, não menos controverso pintor , Caravaggio , que numa de suas fugas de Roma, por problemas com a justiça, esteve na região. O parque tem muitas outras riquezas arqueológicas , pode-se passar quase o dia explorando seus recantos, principalmente se for na sombra! Orecchio de Dionísio Nossos jovens visitantes sucumbiram ao calor e deixaram o centro para, quem sabe, quando seu interesse histórico for maior que o desejo de se atirar numa praia de mar transparente. Acho que só quando adquirimos os primeiros cabelos brancos e o tempo urge , pensamos nesta troca. A propósito , a praia escolhida foi Fontane Bianche , onde paga-se para entrar , para ocupar os lettinos e dividir cada centímetro de areia escaldante com milhares de turistas! Fiquei feliz com minha idade e minhas escolhas, mas não resisti a um mergulho antes de seguir em frente! A Piazza del Duomo em Ortigia (uma pequena ilha ligada ao continente por uma ponte) guarda riquezas não claramente oferecidas. A Igreja de Santa Lúcia , padroeira de Siracusa, tem a pintura original do martírio de Santa Lúcia feita por Caravaggio pouco tempo antes de receber indulgência do papa para voltar a Roma e, literalmente, “morrer na praia”  antes de chegar a cidade. Suas peripécias pelo sul da Itália são contadas num grande cartaz dentro da Igreja. O Duomo do século VII foi construído sobre as ruínas do templo de Atena de V a.C. e mantém as colunas do templo na sua lateral interna , o teto de madeira do período normando e também os mosaicos ,  a fachada data do período Barroco, uma verdadeira colcha de retalhos como toda a história da Sicília.  Ocupada por romanos , bizantinos, árabes, normandos, espanhóis e finalmente lutando pela unificação italiana , a cidade guarda marcas do cosmopolitismo de suas sucessivas dominações. Em duas oportunidades nos século XVI e XVII a região foi destruída por terremotos que mudaram a feição da cidade e oportunizaram a reconstrução num estilo conhecido como Barroco Siciliano , muito bem representado na cidade de Noto . Noto tem uma história grandiosa e chegou a ser citada por Cícero como , bella polis , mas teve seu destino antigo selado pelo terremoto de 1698 que a devastou totalmente e permitindo a reconstrução como o maior exemplo do Barroco Siciliano. Como bem definiu a Ivone Bins , pelo equilíbrio de cores e formas, a cidade mais parece um cenário, onde o amarelo suave das pedras contrasta com a azul do céu , um cenário para um festim dos deuses, eu diria! A Piazza del Duomo forma com o Palazzo Ducesio um perfeito equilíbrio entre o Barroco e o Neoclássico. O Duomo sofreu uma grande perda em 1998 com outro terremoto, mas já está em processo de restauração. Mas o que mais atraiu nosso grupo para a visita de Noto foi a fama de ter o melhor sorvete do mundo. Verdade que este título é disputados por muitas cidades italiana , mas que ele não escapa do país isto eu garanto. Para nossa decepção a sorveteria mais famosa da cidade estava fechada , seguindo a estranha lógica de fechamento de estabelecimentos comerciais italianos, a boa vontade do dono. Granita a melhor opção em Noto Mas várias outras sorveterias oferecem granitas e sorvetes perfeitos para uma tarde calorenta, ainda mais num local dominado pela beleza e quase livre de turistas! Um passeio imperdível é subir na Igreja  de São Carlo e ter a vista da cidade do alto, dois euros muito bem investidos . Voltamos para Taormina com o olhar e o estômago repletos de novas cores e sabores.

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Roteiro gastronômico pela Champagne, Alsácia e Borgonha

16 de setembro de 2011 0

Nossa amiga e colaboradora Magda Garcia participa do projeto “A Vida é para ser compartilhada” com um relato de dar água na boca, acompanhem e se deliciem com as fotos do Rodrigo Garcia!     Em novembro de 2009 eu e meu esposo, Rodrigo, fomos conhecer na França as regiões da Champanhe, Alsácia – Lorena e Borgonha . Regiões famosas por seus vinhos e champanhe e de belezas naturais espantosas. Os bosques nestes meses ficam com um colorido alaranjado maravilhoso. Foi uma viagem tranqüila e pode-se dizer dedicada a boa gastronomia.   Em fins de novembro começam os Mercados de Natal ( Marché du Noël ) na maioria das cidades da região. Estes mercados estão cheios de barraquinhas onde se pode beber um vinho quente (vin chaud) para espantar o frio e comer bolos de amêndoas, churros com chocolate e comprar decorações e presentes de natal. São lugares alegres com música e onde as pessoas se encontram para aquecer as noites geladas do início do inverno . Começamos nosso tour no Chateau d’Ermenonville , que é um hotel localizada há uns 45 km de Paris, na pequenina cidade de Ermenonville. O Chateau fica a beira de um lago e é um lugar lindo, romântico e com um restaurante imperdível, a carta de vinhos é completa. ( Route A1 saida Ermenonville, N2 direção Paris Soisson )   Seguimos em direção a Reims que fica na região de Champanhe onde se encontram as mais famosas caves da França. O caminho estava lindo com os bosques outonais e o chão tapado de folhas, uma visão só possível nesta época do ano. Perto de Reims fica a cidadezinha de Chalons-en-champagne , destaco um restaurante, perto da catedral, que é muito conhecido pela sua comida francesa com toques de modernidade: “Au Carrillon Gourmand” ( 15,bis Place Monseigneur Tissier ). É um local muito procurado, portanto sugiro que façam reserva, mesmo nesta época do ano. É imprescindível visitar uma das caves onde nos mostram como se produz o champanhe e se pode degustar o produto ao final da visita. Eu conheci a cave Pommery , muito interessante com suas várias galerias.   Fomos de Reims para Verdun , emblemática cenário da 1ª Guerra Mundial onde os soldados franceses resistiram nas trincheiras tentando impedir o avanço alemão. A batalha de Verdun durou mais de 1 ano e centenas de milhares de soldados morreram, tanto franceses como alemães. Almoçamos no Hotel Prunellia , na zona peatonal no centro de Verdun . O lugar é muito charmoso e aconchegante, cheio de móveis de época e além de um cardápio apetitoso.   Seguimos para Wissembourg cidade que fica na fronteira com a Alemanha com forte influência alemã, casas com enxaimel, e onde está a segunda maior igreja da França. No caminho passamos por Lembach onde fica o restaurante “Auberge du Cheval Blanc” ( 4,rue de Wissembourg – Tel: 00 33 3 88 94 41 86 ) . Fantástico, a casa é antiga e foi um antigo posto de trocas de cavalo para o serviço de correio. É fácil de ser encontrado pois a cidade é minúscula e o Auberge se encontra no centro. Algumas especialidades são: robalo com molho de trufas, panache de foie gras, etc   Estrasburgo estava muito decorada e iluminada, e a oferta de restaurantes é grande. Uma boa sugestão é o L’Ancienne Douane , um restaurante tipicamente alemão e, apesar de estarmos na França, se come muito joelho de porco e chucrute e se bebe mirabelle, um licor digestivo que espanta o frio , Mirabeille .       Em Colmar , a “Hostellerie Le Marechal” foi a opção para hospedagem, o restaurante do hotel é ótimo criando um ambiente aconchegante à beira de um dos canais da cidade. E para finalizar a Borgonha , região conhecida como o estômago da França. Em Beaune sugiro o Hotel Le Cep e o restaurante “Loiseau des Vignes”. Este é um restaurante especial e um dos melhores de nossa viagem gastronômica. Tem um diferencial na forma como serve os vinhos, eles possuem uma adega onde oferecem 70 tipos de vinhos que são servidos em taças de acordo com a escolha gastronômica do cliente, um espécie de jantar harmonizado onde os vinhos estão guardados e conservados como se acabados de ser abertos. (31, rue des Maufoux)   Hotel Le Cep     Outra boa sugestão em Beaune é o Jardin De Remparts (10, rue de l’hotel Dieu ). O restaurante tem uma cozinha muito criativa com Tartar de Boeuf com Ostras ou Foie gras de canard poché , gellé aromatizada com hydromel .         Em Beaune sugiro visitar os Hospices de Beaune com suas telhas vitrificadas e sua farmácia e cozinhas muito bem conservados, foi construído pelos duques de Borgonha para servir como hospital e a farmácia funcionou até algumas décadas atrás.     Ainda na Borgonha a Abadia de Fontenay foi fundada em 1118 por São Bernardo de Clairvaux e incluída no Patrimônio Mundial da Unesco desde 1981. Fontenay é um dos exemplos mais completos e mais bem preservados da arte românica cisterciense, caracterizada por uma arquitetura austera e sem adornos, tanto nos edifícios dedicados à oração quanto nos edifícios consagrados ao trabalho dos monges.       Também na Borgonha , Vezelay é conhecida com a “eterna colina” onde se encontra a Basílica de Saint Madeleine . A subida até a Basílica é muito bonita, estacionamos na base da colina e antes de subirmos almoçamos em um pequeno restaurante digno de nota “Le Cheval Blanc”, é uma hospedaria além de restaurante. Boa comida, excelente vinho e românticas paisagens! O que poderíamos querer mais!!!!

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Croácia, destino de praias na Europa.

06 de setembro de 2011 0

Fazia alguns anos que eu andava muito curiosa em conhecer o litoral da Croácia , mas como raramente vou para a Europa no verão, acabava sempre deixando para uma próxima. Este ano tudo conspirou a favor e acabei conseguindo conciliar trabalho e uns dias de sol e mar. Eu e toda a gurizada européia, americana e de outras paragens! Chegando de avião o visual já prenuncia  o que nos espera, mar azul transparente, muito sol e paisagens basicamente áridas. Conheci um austríaco no aeroporto, que ao saber que éramos brasileiros indo para a Croácia se surpreendeu muito. Não conseguia entender como nós saíramos de tão longe em busca de … praias! A Croácia ainda é um destino barato e foi eleito como objeto do desejo de jovens para férias em turmas de amigos que se reúnem para alugar um barco ou uma casa, olhem a foto de um destes barcos. Dentre as mil ilhas e inúmeras praias o que mais me encantou foi a cidade medieval de Dubrovnik . Reconstruída após os estragos que a guerra do final do século XX causou no país, conseguiu manter o charme na dança de telhados e ruelas que formam seu traçado. Em Dubrovnik a melhor dica é caminhar pela muralha que circunda a cidade ao entardecer e de lambuja acompanhar a rotina dos moradores de um ângulo privilegiado. A volta completa dura em torno de uma hora, com algumas escadarias bem íngremes, mas vale cada degrau! Adorei o charme reconstruído de Dubrovnik , fora do centro antigo existem muitos hotéis de praia onde os europeus, principalmente italianos, vão veranear. Os croatas se orgulham de dizer que são europeus, leia-se: não são bárbaros como os sérvios e outros povos dos Balcãs. Mas o peso das atrocidades da guerra aida se faz sentir , principalmente quando alguma pergunta neste sentido surge entre os turistas. Dois filmes traduzem bem esta minha impressão sobre o povo , algo que está nas entrelinhas que fica sempre presente no mais alegre dos momentos: ” A vida secreta das palavras ” com Tim Robbins e ” A Caçada ” com Richard Gere. Mas a vida continua, e em Dubrovnik podemos vislumbrar um pouquinho o dia-a-dia da população. Fizemos a nossa viagem por mar, num barco local bem simples que parava em várias ilhas e praias do litoral da Dalmácia , partindo de Dubrovnik até Split. Tomem o cuidado de , ao reservar seu barco , se certificar de que ele viaje à noite e que fique ancorado durante o dia para você poder aproveitar bem as praias. A natureza é semelhante em quase todo o trajeto e as pequenas cidades tem um clima bastante ameno durante o dia mas à noite esquentam com muitas “baladas” eletrônicas. Bol é uma parada tradicional , tem uma praia de cartão postal e uma cidadezinha bem familiar. Alugamos um pequeno bote para passear com mais liberdade entre as ilhas, algo que recomendo para todos. Além de ser barato, menos de EU$ 50,00 pelo dia inteiro de aluguel, possibilita conhecer lugares não acessíveis aos barcos maiores. Diferentemente da Bósnia onde existem muitos muçulmanos , na Croácia a maioria da população é cristã e as igrejas são um contorno sempre presente no horizonte. Nos finais de tarde o programa é tomar um sorvete nas praias, por sinal os croatas são loucos por sorvete, mas ainda não chegararam perto dos italianos na técnica de fabricação. Aliás a gastronomia não é o forte do país, com excessão dos frutos do mar, não posso dar maiores referências neste quesito. Mas o romantismo dos restaurantes compensa largamente e cria um clima propício para o romance!   Uma boa ideia é conhecer  o blog de uma brasileira que morou um tempo  na Croácia, é rico e ainda tem muitas dicas preciosas : http://madhumita2.wordpress.com/

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Chicama : surf para pais e filhos no Peru

14 de agosto de 2011 0

O Alfredo Pfeifer , colabora com um relato super gostoso de surf e aventura no Peru e o Renato Rizzo completa com fotos sensíveis de um local bastante  inexplorado! Aproveitem.         “La ola izquierda más larga del mundo” ou “La ola izquierda más perfecta del mundo”! Com estas duas frases somos recebidos em Puerto Chicama atualmente chamada de Puerto Malabrigo . Esta famosa praia para os surfistas de todo mundo fica a 600km ao Norte de Lima e que se pode chegar de carro ou ônibus, sendo mais fácil pegar um vôo com duração de 50 minutos de Lima diretamente à cidade de Trujillo, cidade próxima de Chicama . Um programão para pais e filhos, que podem trocar experiências em meio a natureza!             A praia é similar às demais praias peruanas. Morros, terreno arenoso, algumas pedras na beira do mar e pouca vegetação. Mar limpo com água gelada e com o gostoso “ cheiro” do Pacífico ! As ondas rolam o ano inteiro sendo que o melhor período para o surf é de março a outubro. São esquerdas rápidas, longas e fáceis de surfar. Quando maiores, geralmente no inverno, pode-se desfrutar de bons tubos.           Puerto Malabrigo é mais uma cidade pobre do Peru , porém com um povo simples, simpático e que adora brasileiros. Na sua simplicidade eles demonstram o orgulho de serem descendentes de diversos povos indígenas com os Incas, Chamu , etc .         Lá existem várias pousadas e hotéis simples, mas acolhedores. Porém, um se destaca em especial pelo conforto, arquitetura e atendimento. É o Chicama Surf Buenabrigo Hotels e Spas . O local tem 18 apartamentos tipo cabanas, todas com sacada, sala de jogos, piscina aquecida, spas, sauna, sala de ginástica/musculação, sala de massagens e acesso à internet livre a todos os hóspedes. http://www.chicamasurfresort.com/             Além disso, o Hotel oferece pensão completa com todas as refeições muito saborosas e saudáveis.       Mas, o que o Hotel tem de melhor para oferecer aos seus hóspedes surfistas é o bote (barco inflável) que faz o serviço de leva e traz dos surfistas ao local do surf. Como a corrente é muito forte e a onda muito comprida, o surf se torna desgastante. Com o bote o surf fica mais fácil e proveitoso podendo os surfistas aproveitarem muito mais as ondas em sua quantidade e qualidade.             Perto de Chicama ficam outras duas praias conhecidas pelas boas ondas. Poemape e Pacasmayo apresentam ondas maiores e mais fortes que Chicama , mas não tão compridas. Em pouco mais de uma hora, de carro, pode-se chegar a estas duas praias.         Quem vai para Chicama não esquece nunca mais o visual da praia e as ótimas ondas, afinal, Chicama tem a “Ola izquierda más perfecta y larga del mundo!”. Se você fez uma viagem bem legal com seu pai, uma experiência inesquecível , mande para nós! A gente publica aqui!

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Arte Erótica Pré-Colombiana em Lima

12 de agosto de 2011 0

Museu Rafael Larco Herrera   A primeira sensação ao chegar ao Museu Larco, como é familiarmente chamado em Lima, é de encantamento com o prédio do século XVIII rodeado por bouganvilles floridos em vários tons. Logo na entrada fomos brindados com uma peculiaridade local , um exemplar do cachorro peruano sem pelo, um animal muito estranho mas que faz parte da fauna local, não chega a ser apaixonante mas é no mínimo interessante! A segunda sensação é de total acanhamento pela dimensão de nossa ignorância a respeito da cultura pré-colombiana. Falo isto em meu nome mas acredito que seja um sentimento generalizado, pois quando fiquei em frente ao mapa com todas as culturas pré-colombiana presentes no Peru , desde 3 mil antes de Cristo, me dei conta de que só conhecia os Incas,  habitantes locais na época da ocupação espanhola. Os incas são a ponta de um iceberg de civilizações que se sucederam na região e não dominaram o cenário por mais de 200 anos, isto é de 1300 a 1532, o que acaba sendo um minuto em termos de História. Dêem uma olhada nos nomes abaixo e me digam, antes de procurar no google, o que sabem sobre estes povos que viveram aqui ao lado e deixaram uma herança material tão rica e interessante. Vicús . 1250 B.D. – 1 A.D Mochica . 1 – 800 A.D. Lambayeque . 800 – 1300 A.D. Chimú . 1300 – 1532 A.D                                    No Museu Larco podemos aprender um pouco sobre estas civilizações e apreciar a exótica galeria erótica , um anexo que apresenta cenas e objetos que recriam a vida sexual destes povos. Um parto com o bebê já despontando. Homem acometido provavelmente por sífilis Para completar o programa o almoço no Café del Museo, um restaurante que serve a deliciosa culinária peruana num ambiente acolhedor na varanda do jardim do museu com um serviço primoroso. Museu Larco: Av. Bolívar 1515, Pueblo Libre, Lima. www.museolarco.org    

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Cusco: o encontro de dois mundos

10 de agosto de 2011 0

  Cusco, antiga capital do Império Inca ,  é atualmente uma cidade charmosa e repleta de jovens em busca de turismo de aventura. Guarda um panorama espanhol, mas a herança inca esta em todas as bases de pedra das construções coloniais. A maioria dos edifícios incas foi arrasada pelos clérigos católicos com o duplo objetivo de destruir a civilização inca e construir com suas pedras e tijolos as novas igrejas cristãs e demais edifícios administrativos dos dominadores, desta forma impondo sua pretensa superioridade européia.         Uma curiosidade é que Cusco encontra-se a 3.400 metros, num platô mais elevado que Machu Picchu , para onde se vai numa estrada descendente. Mascar folhas de coca ou tomar o mate desta planta ajuda a minimizar os efeitos da altitude.   Numa rua de San Blas fui abordada por um menino que me contava histórias locais, acabou citando o fato de estarmos na rua onde foi gravada uma cena do filme “ Diários de Motocicleta ” , quando fui rever a cena era ele mesmo que guiava o protagonista , Gael Garcia Bernal ,  na pele de Che Guevara , por esta viela estreita .     Cusco é uma cidade surpreendente. Tirando a sensação de tontura e certo enjôo das primeiras horas devido a altitude , quando tudo se acomoda é puro encantamento. Todas as viajantes sucumbiram e compraram as pinturas religiosas locais , cusquenhas , inclusive com molduras.     O centro gira em torno da Plaza de Armas , onde as ladeiras despejam tipos dignos de cartões postais. A cidade é um centro de onde partem grupos para visitas as ruínas incas e muitos programas de aventura como rappel, rafting e caminhadas pelas montanhas. Já podem imaginar que a juventude aventureira do mundo se encontre nos bares que circundam a praça central e a noite seja bastante agitada e cosmopolita!

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Lima – opção para um feriado diferente

08 de agosto de 2011 0

Eu sei que vocês devem estar pensando que me enganei de destino, fim-de-semana prolongado em Lima , no Peru ??? Mas é isto mesmo.  Nossa idéia de que uma viagem diferente tem que durar um tempo longo acaba impedindo-nos de fazer belas descobertas ou nos limitando a trilhar o caminho das pedras e repetir destinos para lá de manjados. Ou pior, nos levando para aquela velha e conhecida praia, para onde todo mundo vai nos feriados, e fica preso num engarrafamento de 4h , quase o tempo de vôo até Lima.   Em tempo , o clima em Lima é sempre seco e não faz menos do que 12 graus, mas no inverno a cidade é seguidamente envolta em bruma. Para quem mora em Porto Alegre temos, desde o final de 2009, um vôo direto pela TACA que sai às 6:50h chegando em Lima às 9:30h , na verdade são 4:30h de vôo , descontando o fuso horário de 2 horas   . A passagem não é muito barata mas existem boas promoções e por lá tudo é bem em conta! Os aviões da Taca são bem mais modernos do que os ônibus urbanos de Lima, mas bem menos charmosos. Passei o último feriado no Peru, foram apenas duas noites, mas foi o suficiente para me encantar com a capital e ficar fã da culinária peruana . Lima é uma cidade de quase 10 milhões de habitantes, numa região desértica à beira do Oceano Pacífico. Muito grande e espalhada em função dos terremotos que impedem maior concentração urbana, oferece uma programação variada para todos os gostos. Sugiro começar a desbravar os bairros litorâneos com um passeio de bicicleta organizado pela bike tours of lima ( www.biketoursoflima.com ) uma bela forma de fazer o primeiro reconhecimento sem maiores dificuldades, pois a região é eminentemente plana e as bicicletas super cômodas, como as de antigamente, sabe? Pneu balão, banco grande e guidon alto, não entendo porque não fazem mais bicicletas assim… O tour parte do centro de Miraflores : Bolívar, 150 , e já é uma boa oportunidade para conhecer pessoas interessantes. Nosso grupo era composto de  cinco americanos , duas holandesas e uma francesa. O Bairro de Miraflores era um antigo local de veraneio dos Limenhos moradores do centro. Hoje é o coração litorâneo , onde quase tudo acontece. Com belos jardins à beira mar em seu alto promontório abriga o shopping Larcomar. Quem já leu Mário Vargas Llosa , o mais festejado escritor peruano, tem familiaridade com o bairro sempre citado em seus romances, para quem não conhece indico “ Travessuras de uma menina má “, uma delícia! O Shopping Larcomar é um exemplo de como a arquitetura pode se inserir na paisagem sem agredi-la. Um ótimo local para um almoço com vista eu fico entre o Mango e o Vivaldina . Aqui pode-se encontrar bons artigos em lã de alpaca, prata e tapeçaria. O artesanato peruano é uma perdição até para os mais controlados, colorido e variado tem sua maior concentração e melhor preço no Mercado Inca , cinco quadras do mar pela avenida Larco. O Parque dos Amantes é uma homenagem aos casais enamorados inspirada em Gaudí, o artista espanhol. Deste parque pode-se descer para a praia de Waikiki onde os mais corajosos tem pranchas de surf para alugar. Segundo os entendidos as ondas são perfeitas e o mar é calmo , ideal para iniciantes. O mais conhecido restaurante por aqui é o Rosa Náutica , não tanto pela sua cozinha mas mais pela fantástica localização, no final dos molhes da praia de Miraflores. Nós não temos do que nos queixar, tirando terem nos colocado meio de canto por estarmos muito à vontade de bermuda e camiseta, comemos ótimas entradas de peixes com um belo pôr do sol. A comida peruana é um pouco picante para nosso paladar e abusa dos temperos agridoces, mas os frutos do mar são imperdíveis. O prato nacional é o ceviche , uma marinado de peixes, polvos e mariscos crus temperados com limão, coentro e cebola , pode acompanhar milho e um tipo de batata doce, eu adoro! Também é muito apreciado é um espetinho de coração bovino e o cuy , um porquinho da índia usado na culinária andina , que eu não tive oportunidade de provar. Eu costumo arriscar novos paladares quando viajo , mas para os mais tradicionais existe muita variedade de peixes cozidos e carne de vaca regados ao pisco souer , uma cachaça de uvas batida com clara de ovos e açúcar. Para um lanche à tarde uma ótima pedida são os tradicionais churros espanhóis no Manolo , (Av. Larco 605) complementados pela Inca Cola , uma cola tipicamente peruana terrivelmente doce mas com um colorido encantador. O bairro boêmio de Lima é o Barranco , fica ao lado de Miraflores mas se não fosse tão perto também não seria problema pois os taxis são muito baratos. Uma corrida de meia hora (bem comum entre os bairros de Lima) custa em torno de R$ 5,00 ou $8,00 soles, a moeda local. O Barranco tem um ar meio decadente de colônia espanhola, mas é cosmopolita e divertido com muitos bares e boates, uma indicação noturna é o Santo.     Uma visita a Lima não é completa sem ir ao centro da cidade , considerado o mais bem conservado centro histórico das Américas. Eu diria que é mais interessante do que muitas cidades européias bem mais famosas. A Plaza de Armas domina o cenário com os principais prédios : catedral , prefeitura, arcebispado… Mas as ruas laterais abrigam prédios muito interessante em sua arquitetura colonial espanhola, com muitas varandas de madeira onde as mulheres podiam ver o movimento das ruas sem serem notadas.       Eu fiquei hospedada no Marriott Miraflores , em frente ao mar, recomendo pela localização e instalações. O bairro San Isidro fica entre o centro e a praia e tem boas opções de hotéis em todas as categorias.    Uma das mais interessantes viagens que fiz no último ano! Vamos descobrir a América Latina.

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Machu Pichu, muito além da imaginação

03 de agosto de 2011 0

        Machu Picchu é daqueles lugares que temos a sensação de conhecer pelo excesso de imagens vistas em diversos formatos. Pura ilusão! Quando nos deparamos com a grandiosidade do local , as fotos perdem totalmente o sentido, a energia toma conta e entendemos que sem ter estado lá , nossa imaginação não consegue alcançar a dimensão da força da Cidade Perdida dos Incas . Machu Picchu não é o nome original dado pelos incas e desconhecido por nós, significa simplesmente “montanha velha” em contraste com mais fotografada   Huayna Picchu ou “montanha nova”, no outro extremo  . Descoberta em 1911 pelo explorador americano Hiram Bingham , que comandava uma expedição da Universidade de Yale , comemora 100 anos em 2011. A expedição buscava encontrar Vilcabamba , uma fortificação usada pelos descendentes incas na luta contra os espanhóis.  Machu Picchu  que permaneceu escondida por séculos, nunca sendo  alcançada pelos  espanhóis na época da colonização,  é um dos maiores enigmas da História , tendo sua função até hoje não completamente desvendada.Construída por Pachacutec por volta de 1460 como um Estado real e retiro religioso, nunca teve função comercial , militar ou administrativa.   Hiram Bingham , guiado por moradores locais , ao se deparar com as ruínas parcialmente cobertas pela floresta exclamou:  ” “Would anyone believe what I have found?…” O trem da empresa Orient Express que faz o trajeto Cusco – Águas Calientes, mais luxuoso charmoso, leva o nome de Hiram Bingham. Os Incas fazem parte do que chamamos de Cultura Pré-Colombiana e tiveram seu apogeu entre os anos de 1350 e 1532 de nossa era, muito mais rescente que povos como os antigos egípcios ou mesmo gregos. Isto parece meio óbvio , mas não é tanto assim pois há muita confusão a respeito da datação desta civilização. Normalmente a viagem para   Machu Picchu parte de Cusco,  e por incrível que pareça a gente DESCE para Machu Picchu pois Cuzco fica a 3200 metros de altitude.       No caminho pode-se visitar o Vale Sagrado , uma impressionante paisagem verdejante que mais parece uma região dos Alpes Europeus do que o interior da América Latina . Por aqui já podemos ver algumas ruínas dos Incas como Ollantaytambo  e muitos povoados que vivem do cultivo desta terra muito fértil. Vários mercados enfeitam a região em dias alternados, o mais famoso é o de Pisac que tem seu apogeu nos domingos , mas funciona todos os dias da semana.            Vale Sagrado         A cidade faz parte de um complexo de construções civis e religiosas que tem   o Vale Sagrado , cortado pelo rio Urubamba , como eixo. Este rio é um dos afluentes do rio Amazonas e era conhecido pelos Incas como o rio celestial , sendo um suposto espelho da Via Láctea na cosmologia andina. Viajar de trem pelo Vale Sagrado é uma experiência muito interessante, ele liga   Cusco a Águas Calientes , a estação mais próxima de Machu Picchu , nas   encostas pode-se ver acampamentos de grupos que fazem a trilha inca e várias construções desta civilização.         A viagem no trem  Vistadome é muito confortável e a paisagem vai se modificando pelo Vale do rio Urubamba , o maior responsável pela destruição da ferrovia em janeiro de 2009.           Me surpreendeu a floresta tropical punjante que abraça a região,  a própria selva amazônica que vemos do outro lado da fronteira peruana com o Brasil. Chegamos na estação de Águas Calientes , quase um camelódromo aos moldes brasileiros, mas que oferece ótima acomodação no hotel Inka Terra , uma propriedade charmosa e integrada ao ambiente natural.             Machu Picchu foi uma das mais belas cidades sagradas, estabelecida pelos Incas nos altos das montanhas, a 2.350 metros de altitude, no que hoje é a província de Cusco. O Império Inca , originado no Lago Titicaca,   em seu apogeu espalhou-se por terras que hoje compreendem o território do Equador, Peru, Chile, Bolívia e norte da Argentina, teve sua capital situada na cidade de Cuzco , cujo nome em quéchua significa umbigo do mundo. Foi uma civilização imperialista que se formou com a conquista de povos que viviam na região ( Chavín, Paracas, Nazca.) , dominando de forma   estrita os seus súditos.      Ficar hospedado no Hotel do Orient Express no topo das montanhas, o Sanctuary Lodge , não compensa pelo custo de U$ 700,00 , ele é muito simples e não permite a entrada no sítio de Machu Picchu à noite, o que justificaria a localização às portas da cidadela. Mas estar lá em cima até o fim do dia permite que possamos desfrutar do ambiente de forma quase exclusiva.           Duas visões em momentos diferentes do mesmo dia:   Em Machu Picchu , a chegada da trilha inca que alcança a cidade sagrada é coroada pela Porta do Sol (Inti Punku ) , descortinando um painel estonteante da cidade, do Vale Sagrado e das montanhas.     Trilha de Águas Calientes, a cidadela e Huayna Picchu ao fundo     O  Império Inca entrou em declínio com a disputa pelo trono entre dois irmãos, Huascar e Ataualpa , entre os anos de 1524 e 1532.   Filhos do chefe inca Huayna Capac , que morrera repentinamente abatido pelo vírus da gripe, chegado da Europa juntamente com os primeiros conquistadores espanhóis.  Em nome da coroa espanhola, Francisco Pizarro, não teve dificuldade em derrotar este vasto império enfraquecido pela guerra civil,   saqueando seus templos em busca de metais preciosos   e estabelecendo ordens religiosas em busca de suas almas. Em nome da coroa espanhola, Francisco Pizarro, não teve dificuldade em derrotar este vasto império enfraquecido pela guerra civil,   saqueando seus templos em busca de metais preciosos   e estabelecendo ordens religiosas em busca de suas almas.

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Peru com Arte – Viagem em outubro 2011.

28 de julho de 2011 0

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Roteiro Outubro de 2011

15 de julho de 2011 0

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Fim de semana gastronômico em São Paulo

13 de julho de 2011 0

  Passei o último fim de semana em São Paulo e como fui para uma festa familiar não deu muito tempo para ver a vida cultural da cidade. Então, dediquei um tempo para fazer um roteirinho com dicas de bons lugares para comer nos Jardins. Comecei tomando um belo café da manhã no Santo Grão , no final da Oscar Freire , em frente ao Hotel Emiliano. Um lugar charmosinho com muitas opções de seu carro chefe, os cafés. Para quem quer trabalhar oferece um ambiente calmo com possibilidade de abrir um lap top ou marcar uma reuniãozinha de negócios. Eu, prevendo o que viria pela frente, pedi frutas variadas com espuma de yogurte, uma delícia light que parecia um chantilly verdadeiro, recomendo. O almoço foi no mais tradicional endereço dos jardins, o Figueira Rubayat . Não é meu restaurante favorito, até porque eu não faço jus a fama do gaúcho carnívoro, mas o couvert e o ambiente compensam minha pouca devoção à carne vermelha! Provavelmente vou repetir a dose na próxima semana quando estiver em Buenos Aires e acabar indo à filial argentina do Rubayat , o Cabanha Las Lilas, para comer o baby beef que é memorável. Além do ambiente perfeito, o buffet de sobremesa, só para olhar já vale a visita. Mas foi no jantar que tivemos a nossa experiência gastronômica completa! O Maní , restaurante de culinária contemporânea que figura entre os 100 melhores restaurantes do mundo segundo a “Restaurant Magazine”, da chef Helena Rizzo e seu esposo , o espanhol Daniel Redondo , supera tudo que se possa esperar de um jantar especial. Já vou confessando que a Helena é minha sobrinha emprestada, o que só aumenta a responsabilidade de falar tão bem do Maní por aqui! A delicadeza dos pratos aliada ao sabor exótico de um menu diferenciado transforma a refeição numa experiência sensorial. Fomos brindados com várias sugestões vindas da chef, e provamos e aprovamos todas. Começamos com as entradas , ou bilisquetes como são chamados por lá. Bolinhos de quinoa com geléia de aipo, bombom de fois gras e goiabada com película de vinho do porto, e a mini feijoadinha , um must! Eu gosto muito dos pratos com pupunha, acabei pedindo falsos tortéis de pupunha com amêndoas, além de lindo o prato é leve e uma delícia. Para a sobremesa , por favor deixe um espacinho reservado! O “ovo” é o mais conhecido, sorvete de gema com espuma de côco , igualzinho a um ovo frito. Experimentei uma novidade , frutas amarelas com gengibre e sorvete earl gray (aquele chá, sabem?), uma alquimia mas como sempre uma mistura de gênio. Faz quase um ano o Maní inaugurou um espaço para festas e eventos, ao lado do restaurante. O Manioca está uma gracinha e faz desde casamentos até festas infantis, um luxo na extrema simplicidade, bem dentro do clima. http://www.restaurantemani.com.br O legal é que a região está repleta de boas opções gastronômicas, no triângulo entre a Joaquim Antunes e a Sampaio Vidal temos cinco opções diferentes. A Mercearia do Conde , encanta pelo visual colorido de feira de rua, já almocei por lá e gostei muito. O Ravioli oferece culinária italiana em ambiente mais tradicional. Ainda tem o Banana Sushi e o Filippa com inspiração tailandesa e francesa. Outro local que está com muitas opoções gastronômicas concentradas é o bairro Higienópolis, mais precisamente atrás do Cemitério da Consolação, um local sugestivo , heim? O Dulca é o mesmo que tem na Oscar Freire e serve doces e cafés. Almoçamos no Armazém do Francês e demos uma olhadinha nos outros indicados Antonieta e na doceria Duca. Para sair do caminho das pedras,os Jardins, é uma boa opção. Voltando para os Jardins, adorei o novo espaço de arte alternativa que a Isabela Capeto fez junto à loja de roupas. Oferece visibilidade para jóvens artistas exporem suas obras e depois vende por preços muito convidativos. Dêem uma olhadinha, bem astral! Santo Grão: Oscar Freire, 413 Figueira Rubayat: Haddock Lobo, 1738 Maní : Joaquim Antunes , 210 Mercearia do Conde: Joaquim Antunes, 217 Mercearia do Francês: Itacolomi, 636 Isabela Capeto : Consolação, 3358

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Barcelona nos passos de Gaudí (parte II)

24 de maio de 2011 0

O nosso dia começou com uma visita ao Parque Güell , construído na montanha El Carmel , numa parceria do artista com o empresário e também artista,  Eusebi Güell . Este não foi o primeiro projeto dos dois visionários , Güell já havia encomendado para Gaudí um prédio de moradia conhecido como Palácio Güell , era seu mecenas e lhe dava total liberdade na execução dos projetos.     Contudo, embora fruto de grande empenho , o Parque Güell foi um fracasso comercial: estava previsto construir um novo bairro aos moldes dos condomíneos modernos, com aproximadamente 60 moradias espalhadas num imenso jardim, nas imediações da cidade e com uma vista panorâmica sobre toda Barcelona. Mas o projeto se tornou pouco atrativo para os barceloneses –que achavam distante do centro de Barcelona– e somente foram vendidos dois terrenos: um deles é a atual Casa Museu Gaudí , onde viveu o arquiteto entre 1906 e 1926 , obra do seu colaborador Francesc Berenguer ; e a outra a Casa Trias , propriedade de um amigo de Güell e Gaudí. Em 1906 já se começou a ver que o projeto não daria certo; ainda assim, as obras prosseguiram nas áreas comuns até o começo da I Guerra Mundial. Depois da morte do conde Güell em 1918 , os seus herdeiros decidiram vender o parque ao Município para convertê-lo em espaço público, sendo inaugurado em 1922. Olhem o privilégio destas crianças que se exercitam praticamente dentro do parque! Existem formas onduladas, parecidas aos rios de lava,  passeios cobertos com colunas em forma de árvores, estalactites e outros formatos orgânicos. Muitas das superfícies estão cobertas por mosaicos. Uma curiosidade é que o artista escolhia os seus colaboradores  para estas montagens de mosaicos testando a sua capacidade de combinar cores com os pequenos cacos de cerâmica espalhados pelo chão, o que fosse capaz de criar uma obra equilibrada juntava-se ao grupo de empregados. O parque é dos destinos turísticos mais procurados da cidade , aconselho a chegar cedo , depois é complicado conseguir enchergar o dragão, logotipo do parque. Falando em simbologia, por aqui não faltam alusões políticas e religiosas, já na entrada o acesso ao parque representa a entrada ao Paraíso, o dragão pode ser a representação de píton  de Delfos e assim vários elementos cristãos e mitológicos se misturam. O ponto central do Parque Güell é a praça com o famoso banco ondulante de 110 metros de comprimento. Esta praça é mantida em chão batido, devido ao recolhimento da água que é drenada e canalizada pelas colunas que a sustentam e é acumulada num depósito subterrâneo , posteriormente empregada para regar o parque. Se o depósito ultrapassar um limite determinado, a água é expulsa pela salamandra que dá a boas-vindas ao parque. Reparem na modernidade disto tudo , somente há pouco tempo ouvimos falar em preservar água e recolher a chuva para reutilizá-la. Terminamos nosso périplo ” Gaudiniano” com uma visita a menos conhecida Casa Batlló . Em pleno Passeio de Gracia foi resultado de uma reforma encomendada ao arquiteto, que, em dois anos, transformou o prédio em uma “ Casa de Ossos ” . A genialidade está em trabalhar somente com linhas curvas e cobrir toda estrutura em cores e mosaicos envolvendo o visitante, ou, no caso original , o morador, num cenário orgânico onde a luz compõe um elemento funcional. Nenhuma peça do empreendimento fica desprovida de luz natural, sendo que para isto o prédio foi idealizado como um caracol.   No poço central, onde a luz vai aumentando à medida que subimos, os ladrilhos diminuem a intensidade do azul na mesma proporção e todas as esquadria são desenhadas especialmente para sua posição na fachada, criando um esqueleto externo como uma carapaça.     A cobertura do prédio é trabalhada como se fosse a pele de um dinossauro ou dragão e a parte destinada ao serviçais tem detalhes criativos e funcionais, além de ser toda revestida de branco.       Para fechar a visita, o café foi decorado com móveis inspirados no artista e assim podemos experimentar a comodidade das lindas cadeiras e utensílios de mesa.   Para um jantar muito especial na cidade sugiro o moderníssimo Hotel Omm (Rosselon, 265) , que tem o restaurante Moo comandado pelos irmãos Roca, proprietários também do Celler de Can Roca, um dos melhores  restaurantes da Espanha, situado em Girona . Lá o menu é sempe degustação pois as porções são pequenas e caras,  mas divinas. O local tem em seu lobby uma concentração de modelos, artistas e pessoas super descoladas, vale passar por lá. http://www.hotelomm.es/   Mais que um tour , esta visita à Barcelona de Gaudí foi uma experiência de gerações , de aprendizado através de diferentes sensibilidades e de comprovação de que aquilo que mais prezamos e valorizamos, nossos exemplos, acabam um dia dando frutos e renascendo nas gerações vindouras, como uma releitura de uma obra de arte.

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Barcelona nos passos de Gaudí (parte II)

Barcelona nos passos de Gaudí (parte I)

23 de maio de 2011 0

  Dizer que viajar é uma das melhores coisas da vida já é um lugar comum. Para mim, viajar e poder reconhecer obras de arte sobre as quais me debrucei como objetos de estudo, redobra meu prazer. Mas acabo de ter uma surpresa, uma dimensão diferente em termos de convívio de gerações e viagem, revisitar lugares e obras primas através do olhar virgem e encantado de meus filhos adolescentes .     Nos hospedamos no Passeio de Gracia , há poucos passos da Casa Milá e da Casa Batlló famosas obras Art Nouveau de Gaudí.O  Hotel Condes de Barcelona ( http://www.condesdebarcelona.com/ ) é uma ótima dica , bem localizado e com uma tarifa para lá de conveniente, tem até piscina na cobertura e o serviço é muito bom. Já é a segunda vez que paramos neste hotel e até nosso cadastro estava pronto , uma coisa rara ! O primeiro jantar foi quase ao lado do hotel , uma indicação do concierge que aprovamos com muito gosto, no Tenório,  numa mesa na calçada   comi um dos melhores pão com tomate (pa amb tomàquet), a mais simples e deliciosa entrada catalã.     Não consegui segurá-los até a manhã seguinte,   a noite nos esperava com os prédios iluminados compondo uma atmosfera ainda mais mágica e surreal, Gaudí montou cenários que fazem de Barcelona um espetáculo ao ar livre.     A Casa Milá, ou Pedreira como é conhecida , ainda abriga moradias e escritórios e a visita turística inclui um apartamento desenhado e mobiliado pelo arquiteto , a cobertura   onde estão expostos objetos que inspiraram Gaudí na sua genialidade, além de maquetes das obras e muitos móveis desenhados especialmente para o projeto.       Toda a construção nos remete a formas simples da natureza, castelos de areia, cavernas trogloditas , colméias de abelhas, conchas do mar e muitas outras estão expostas ao lado da obra finalizada.       As cadeiras foram uma das partes mais interessantes, reunidas no mesmo local pareciam uma instalação.       Cada detalhe tem um toque de mestre, um filme mostra como as maçanetas e os puxadores foram idealizados , um a um, para serem perfeitamente moldados a mão humana.      O ponto alto da visita é o telhado que pode ser visitado e além de ser totalmente trabalhado com forma inusitadas , oferece uma bela vista da cidade.     Para um adolescente menos envolvido com o assunto e também mais jovem, foi a construção interminável da Sagrada Família que mais entusiasmou. A história de vida de Antoní Gaudí , dedicado de corpo e alma ao projeto durante mais de quarenta  anos arrebatou a imaginação, e sua morte embaixo dos trilhos de um bonde como indigente foram os elementos que faltavam para dar mais tragicidade à obra.       A visita não foi uma tarefa fácil , nos custou mais de meia hora de fila, embaixo de um sol escaldante, mas foi recompensada pela curiosidade de ver uma obra em pleno desenvolvimento.   A finalização está prevista para 2026, ano do centenário de morte do artista , já que o financiamento para a construção tem que vir exclusivamente de doações privadas, a construção tem o andamento comparado as antigas catedrais Góticas. O interior está com as obras aceleradas, existe um plano de abrir para o culto em setembro deste ano, o que eu acredito não vá ser uma tarefa muito simples.     Desenhos originais de Gaudí   estão exposto no subsolo e mostram uma perfeita maestria no traço arquitetônico , importante exemplo para uma geração que está aprendendo a valorizar um traçado à mão livre e que não se deslumbra mais com as facilidades do autocad. Muitos artesãos trabalham na confecção de detalhes e maquetes que vão ser estudadas antes de colocar os projetos em execução.         Depois deste primeiro dia de visitas nada melhor do que terminar com uma ” tapeda” na melhor cervejaria de Barcelona , a Cerveceria Catalana (Carrer de Mallorca, 236). Os tapas e pratos são de dar água na boca e não há hora que o local não esteja repleto de gente animada nos balcões e mesas que são muito bem atendidos, apesar da aparente confusão. Recomendo com muita ênfase.     No próximo post conto sobre visita à Casa Batlló e ao Parque Güel com mais umas dicas gastronômicas. Adiós! Hasta la vista.

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Aventura no Etna, escalando vulcões.

13 de maio de 2011 0

Ontem cheguei a me arrepiar quando ouvi no noticiário que o “vulcão mais ativoda Europa voltou a se manifestar” ! Estava escrevendo este post , falando da aventura de escalar vulcões e o Etna cuspindo lava pela Sicília ! Nossa dica de hoje é para os mais aventureiros e bem preparados fisicamente, só que terão que esperar o Etna se acalmar novamente! Em nosso passeio pela Sicília um grupo se aventurou e partiu de Taormina para fazer esta escalada ao vulcão mais alto da Europa com originalmente 3.340m e, após a erupção de 1981,  com 3.329m. O Etna situa-se entre Catânia e Messina e além de ser o maior vulcão europeu, superando em três vezes o Vesúvio, o Etna é também o mais ativo , praticamente em constante movimentação. A última erupção tinha ocorrido em maio de 2008 e esta foto foi tirada por um astronauta em 2002. Com tamanha descrição vocês podem imaginar que eu refuguei o “passeio” , prefiro coisas mais calmas e seguras! Fui voto vencido no veto e eles partiram ao amanhecer de um dia ensolarado de julho para o cume onde só se pode ir acompanhado de guia especializado. A primeira parada foi no ponto de encontro para subir no teleférico que leva ao ponto médio de visitação. Vários estacionamentos oferecem a possibilidade de admirar a montanha desta altura. O teleférico tem um preço bem salgado de EU$ 30,00 por pessoa, atribuido as frequentes destruições que o equipamento sofre a cada erupção, nada auspicioso! Muitas pessoas fazem este percurso à pé em função do preço , mas neste caso tem que ter mais tempo e muito mais preparo físico. Chegando a próxima parada o grupo pegou estes carros/caminhões para subir mais alguns metros, e somente deste ponto a caminhada de duas horas começou, para alcançar a boca da cratera. A paisagem é lunar e o solo bastante quente, as botas adequadas foram fornecidas pelo guia e não se pode esquecer dos agasalhos , pois após 1500m a temperatura baixa mesmo. O guia não permitiu que se fizesse qualquer lanche nas proximidade da cratera, frizou que é preciso respeitar o vulcão e sua força destrutiva. Só na volta contou que faz pouco tempo uma turista caiu na cratera e nunca mais foi encontrada. Além deste tipo de risco , os gases tóxicos e o cheiro de enxofre dominam o ambiente. Mas a paisagem e a emoção de estar por lá , me disseram ser indescritível, está eu realmente fico devendo! O Cristiano Bins  prometeu me enviar um video que fez por lá, este eu vou cobrar!  

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Londres: a capital mais “avant garde” da Europa (parte 1)

14 de outubro de 2010 0

Quem vai a Londres pela primeira vez não deixa de se surpreender pelo clima meio NYC da cidade, muito diferente do resto da Europa , mais conservadora , Londres continua lançando tendências e se renovando. Na verdade este é um post meio encomendado , estava com o material guardado mas foi o pedido de dicas de Londres  do Marcelo Pires que me estimulou a colocar a “mão na massa”. Começo pela dica de hotel , o Flemings Hotel Mayfair é um achado.

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