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San Martin de los Andes - Amor antigo

29 de abril de 2012 0

Eu nem lembro bem em que ano conheci San Martin , mas seguramente faz muito tempo. Chegando em San Martin Para aqueles que não sabem, San Martin de los Andes é uma cidadezinha que fica na provincia de Neuquén , no sul da Argentina , há 158km de Bariloche . Com pouco mais de 24 mil habitantes, não dá pra se perder por lá. E garanto para voces, não mudou muito, o que nos dias que correm é uma benção. San Martin não foi tomada por nenhuma febre imobiliária, nem muito menos foi fruto de modismos passageiros. Ela continua lá, linda, charmosa e com muitos moradores que escolheram uma vida mais tranquila, longe do estress das grandes cidades. A cidade é banhada pelo Lago Lácar Tenho muitas passagens em San Martin, e lembro que ficávamos contando que tinha mais bons restaurantes do que Porto Alegre , é claro que hoje isto mudou muito, mas a cidade ainda tem uma dezena de ótimos lugares que não ficam atrás de nenhum restaurante bom por aí, com uma diferença bem importante: os preços são pra lá de baratos e tem opções para todos os paladares. É claro que San Martin não é só restaurantes, a razão maior de ir até lá é a nossa paixão pelo esqui. Da cidadezinha até a base do Cerro Chapelco são uns 15km, você tem a opção de alugar um carro no aeroporto na chegada para fazer este trajeto, mas também pode contratar um seriço de tranfer diário, muitos hoteis oferecem este serviço . O Cerro Chapelco tem pistas muito boas para o esporte e nos últimos tempos eles investiram em novos meios de elevação. Se você nunca tentou esquiar e pode, eu lhe dou um conselho: tente!! O cenário na montanha é espetacular, e de muito lugares se avista o vulcão Lanin, que fica na fronteira entre Argentina e Chile.   No Cerro tem várias opções de restaurantes/bares, onde se come desde sanduiches até refeições completas como um delicioso bife de chorizo .   Meios de elevação novos substituiram as velhas cadeirinhas da pista dos italianos É uma sensação incrível, e não tem idade , é claro que uma criança que não tem medo, vai aprender muito mais rápido, mas aqueles que já passaram da adolescência não precisam perder as esperanças, é possível sim! Os 3 primeiros dias são duros, mas se você vencer este desafio, nunca mais vai querer parar, acredite!! Sem falar que uma estação de esqui tem um astral fantástico, gente bonita, música, bares e restaurantes legais, visuais incomparáveis, enfim, você precisa ao menos tentar, para me dizer que não conseguiu, combinado? Eles tem uma infra estrutura muito boa para receber as crianças, meu filho esquiou pela primeira vez com 4 anos, neste caso as crianças ficam no jardim de neve, onde esquiam 1h pela manhã, e 1h  na parte da tarde, no restante do tempo, eles brincam, desenham, vêem filmes, fazem todo o tipo de atividade . Paisagens incríveis com o Lanin ao fundo Tem alguns lugares muito lindos em San Martin e arredores, vou dar aqui uma dica que pouca gente conhece, mas que vale muito a pena experimentar, pois fica no trajeto de subida entre a cidade e a montanha. Mais exatamente dentro do condominio Pahuén , e chama-se Wine bar , o lugar perfeito para fazer um pit stop na descida, ver o por do sol e simplesmente agradecer por poder estar lá. As fotos falam por si.     Você pode  tomar um vinho com algumas “picadas” (aperitivo) e apreciar o visual Uma boa dica de restaurante na cidade é o imperdível La Tasca , um lugar tradicional de San Martim, onde você deve provar a truta ou o javali com molho de frutas del bosco, eu não tenho fotos pra mostrar e acabei de descobrir que eles não tem site na internet, então você vai ter que confiar em mim ! Outro lugar que recomento para jantar é o restaurante Doña Quela , que fica na rua principal de San Martin, advinhem?Avenida San Martin! Este lugar é especial, começando pelo prédio que é de 1910 e abrigou o primeiro hotel de San Martin, decorado dentro do estilo de arquitetura patagônica, com muita madeira, objetos antigos que revivem a antiga glória do hotel. Em San Martin a gente pode saborear vários tipos de trutas ou este salmão do Doña Quella tem um toque meio tailandês.   E para o café a tarde nada melhor do que o Tio Paco, com mil opções de tortas, croissants e demais pecados da gula.   No próximo post vou mostrar para vocês um passeio que fizemos ao Parque Lanin , que fica perto de San Martin. É o passeio ideal para aqueles dias que por alguma razão não deu para esquiar. Um lugar lindo demais. Olhem só:

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Provence nos passos de Cézanne e Picasso

28 de abril de 2012 0

Depois de muita chuva, quase um dilúvio noite passada, amanheceu um lindo dia de sol, temperatura agradável. Os moradores daqui dizem que a esta época do ano normalmente já estaria bem mais quente, realmente ano passado, estávamos por esta região nesta mesma época e estava em torno de 28, 30 graus. Saímos de Aix en Provence em direção a Vauvernagues ( onde Picasso comprou um castelo, dizia ele na “terra de Cezanne” ). Ainda vou fazer um post somente da cidade de Aix, que é uma cidade muito legal, não é muito grande, uma cidade universitária com bastante vida, animada à noite, centrinho histórico cheio de referências ao pintor Paul Cezanne, considerado o pai da arte moderna. Hoje vamos passear um pouco no interior, nos campos e petites villages do interior da Provence. Logo depois de sair do centro de Aix, seguimos as trilhas de Cézanne , de onde ele retratava o Monte Saint Victoire , hoje é um parque nacional, com muitas opções de trilhas, a pé e de bicicleta. Começamos pelos caminhos de Bibemus , onde o pintor mantinha uma cabana, e de onde pintou várias telas nas antigas pedreiras romanas. Fizemos uma trilha na floresta, de 1 hora mais ou menos, e depois chegamos num ponto onde existe uma grande barragem construída logo depois da guerra em 1946, a água é de um verde esmeralda impressionante. Seguimos pela pequena estradinha até Vauvernagues , lá onde Picasso comprou este castelo no final dos anos 60, mas na verdade morou muito pouco aqui. Ele e sua última esposa, Jacqueline Roque , estão enterrados aqui. A curiosidade a respeito do funeral de  Picasso , é que na época, Jacqueline não permitiu aos filhos de Picasso , com Françoise Gillot , que assistissem ao funeral do pai.   Claude e Paloma tiveram que assistir de longe, na pequena village. O castelo foi aberto a visitação pela primeira vez no ano passado, hoje ele pertence a filha de Jacqueline, e estará aberto de 30 de junho até final de julho. Continuamos nosso passeio por estradinhas mínimas, passamos por vários ciclistas, mas não é uma trilha para iniciantes, pois é cheio de subidas e descidas. Como havia chovido horrores na noite anterior ( vocês devem ter visto nos jornais, aqui ontem choveu demais e teve vários incidentes de inundações e mortes) a força da água era incrível nesta cachoeira passando Vauvernagues .  Chegamos na cidadezinha de Riens , bonitinha, nada especial, a verdade é que já passava das 2h da tarde e estávamos com fome. Paramos num restaurante, creio que o único da cidade, e comemos divinamente bem, os homens escolheram o menu du jour , ou o prato do dia, que era um entrecôte com salada e fritas, e nós comemos uma salada com queijo de cabra quente, e uma brusquetta de presunto de parma, especialidade da casa, foi perfeito! Seguimos na direção de Apt , famosa por seus campos de lavanda, mas já aviso: se você quiser ver os campos em plena floração a data certa é da segunda quinzena de julho até meados de agosto. Vimos muitas plantações de lavanda, em torno das cidades de Apt, Saint Saturnin, Reillannes , mas elas estão apenas querendo começar a florir. Aqui perto de Roussillon elas já estavam mais maduras e reparem os campos dourados de trigo ao fundo… Com o sol se pondo perto das 10h da noite, o dia é super aproveitado, pegamos o fim de tarde em Gordes , que é considerada uma das cidades mais lindas e típicas da Provence.  Suas casinhas  de pedra com janelas pintadas de um azul um pouco lilás  lembram os campos de lavanda. No caminho aproveitei pra visitar a Victoria nas plantações de cereja que são lindas e para nós uma coisa totalmente nova. Cerejas colhidas diretamente do pé, uma delícia….   Para terminar com chave de ouro este dia decidimos jantar em Fontaine – de- Vaucluse , um lugar lindo que fica nas margens do rio Sorgue.   Já estava anoitecendo, mas ainda consegui captar o bom astral de Fontaine de Vaucluse , onde se pode alugar caiaques para descer o rio. Sentamos neste restaurante da foto acima e vai a dica: outra truta com amêndoas maravilhosa, acompanhada por um vinho rosé da Provence.     Até a próxima! Bonne Journée!!  

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Para além dos Jardins, arquitetura e design na Oscar Freire

27 de abril de 2012 0

A rua   Oscar Freire nos Jardins em São Paulo é referência como a meca do luxo na cidade. É verdade , grande parte das grandes grifes mundiais estão ancorada por ali ou pelas suas transversais , principalmente enquanto o Shopping Iguatemi JK não abre suas portas. Mas de um tempo para cá a rua é bem mais que simplesmente um polo de compras de luxo , é um endereço de arquitetura arrojada , decoração de bom gosto e vanguarda em termos de design. Começando uma caminhada pela Mello Alves , a primeira loja que chama atenção é a Havaianas , p rojetada pelo arquiteto Isay Weinfeld , a loja  teve como principal desafio passar a ideia de frescor e casualidade, tipicamente brasileiros. Com uma atmosfera bem informal, onde já em sua entrada diferenciada, sem portas ou janelas. Não é um empreendimento novo, mas mantém a atualidade do projeto de 2009. Os chinelos e outros objetos são apresentados de forma divertida , como numa feira livre, e o colorido das coleções ajuda a compor o ambiente. Uma marca que é símbolo de brasilidade, se reinventa a cada temporada. Logo em seguida, na esquina da rua da Consolação ,  a loja piloto da Natura , uma loja conceito que , segundo me informaram, tem tempo de vida limitado até junho de 2012! É uma das mais novas e além de ser interessante esteticamente a loja tem uma preocupação em instigar os sentidos de quem entra nela, com seus aromas, texturas, iluminação, som e principalmente por permitir a experimentação dos produtos expostos com a ajuda de profissionais que auxiliam no que for preciso. Adorei. O mapa do Brasil com produtos da marca na entrada é lindo e os detalhes da decoração interna fazem um clima delicioso. A Melissa é um clássico, projeto do designer Muti Randolph nos abraça com seu ambiente multicolorido. A loja da Valisere não encanta por fora, mas o interior é bem lindinho! Mas a própria Oscar Freire tem um charme especial por ter sido reurbanizada e estar livre de fios de energia que enfeiam qualquer região do mundo. Um exemplo seguido pela prefeitura de Gramado que fez o mesmo na Borges de Medeiros, um investimento alto mas com retorno garantido pelo turismo! Saindo do eixo, mas não da região, na Alameda Lorena não dá para perder a Livraria da Vila , pelo prédio mas também pelo charmoso café e acervo maravilhoso. Para fechar com chave de ouro um dos cafés mais charmosos e gostosos que conheço , o Santo Grão , na Oscar Freire passando a rua Augusta. Se você gostou deste post e curte dicas de viagem, arte, restaurantes e afins, curta a nossa página Viajando com Arte no Facebook:   https://www.facebook.com/pages/Viajando-com-Arte/121374657937187

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Cultura e gastronomia inusitada, a China por Christiane Petry

26 de abril de 2012 0

Espetinho inusitados O Templo Lama é um dos maiores e mais importantes templos budistas tibetanos do mundo. O complexo, que também segue o estilo arquitetônico da China Imperial, é formado por cinco prédios principais e várias galerias laterais. Originalmente, o local serviu como residência de um príncipe da dinastia Qing até ele tornar-se imperador. O templo é inteiramente decorado com imagens do Buda no seu interior, sendo que o maior deles mede 16 metros e é feito de uma única peça em madeira. Ele é tão grande que não deu para fotografar. Na entrada dos templos, praticantes do budismo fazem suas oferendas e queimam incenso. Figuras de animais e senhor que decoram o telhado do templo. Quanto mais importante a construção, maior era o número de figuras. Mas Beijing não é apenas a cidade de espetaculares monumentos históricos, também é a cidade da comida de rua, das compras e dos mercados locais. Além de shoppings modernos com lojas de grifes internacionais como o famoso Oriental Plaza , que fica localizado na principal rua de comércio de Beijing, a Wangfujing Dajie , o que mais chama atenção são os mercados locais. Nestes mercados, temos acesso a produtos típicos, antiguidades e artesanato, bem como podemos exercitar as técnicas chinesas de negociação. Há vários mercados locais em Beijing e, como o tempo é curto, acabamos por optar pelo de antiguidades, o Panjiayuan Market , e pelo Hongqiao Market , que fica próximo ao Templo do Céu e que possui dois andares de lojas especializadas em pérolas. O Panjiayuan Market , de antiguidades, é imperdível. Há peças chinesas de todos os tipos: esculturas, cerâmicas, bronzes, peças em jade, material para caligrafia, arte tibetana, bijouterias de enlouquecer, etc. .. Vendedora montando um colar de pérolas na tradicional loja de pérolas Fanghua no Hongqiao Market. Outro local muito charmoso em que estivemos foi em uma rua chamada Nanluogu Xiang , que fica em um Hutong . Nessa rua, muitas das antigas casas residenciais foram transformadas em boutiques, lojas de design, cafés e bares. E falando em hutong , os hutongs são ruelas de bairros antigos da cidade, onde costumavam morar as famílias abastadas e funcionários do governo.  Hoje, muitas dessas casas são do governo e várias famílias habitam uma mesma residência. Embora tudo seja muito simples, dá para se ter uma boa idéia de como era a Beijing de antigamente e também de como vivem parte da população da cidade hoje em dia. Nos hutongs, você pode contratar um riquixá e dar um passeio pelo bairro. Vale a pena! Como não há muito espaço nesses bairros, cada pedacinho de terra é aproveitado ao máximo. Uma peculiaridade do local é de que essas casas antigas não possuem banheiros. Os banheiros são públicos e você encontra um a cada quadra. É muito estranho. A comida é um capítulo a parte. Beijing é famosa por sua comida de rua. Ao lado da rua Wangfujing fica o Mercado Noturno , onde podemos provar uma infindável variedade de especialidades tradicionais chinesas como espetinhos de escorpião, bicho-da-seda ou gafanhotos. Confesso que não tive coragem! Alguns dos espetinhos eram indecifráveis. Já outros……

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Curso Rússia - Maio/2012

25 de abril de 2012 0

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Rússia com Arte - viagem junho de 2012

20 de abril de 2012 0

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Emoção com lembranças da II Guerra em Moscou

19 de abril de 2012 0

Nos últimos anos temos visto nascer na Europa uma infinidade de museus e memoriais relembrando as várias facetas da II Guerra Mundial. Com o passar do tempo a idéia inicial do pós-Guerra, defendida enfaticamente por De Gaulle : “esquecer o passado e construir uma Europa unificada” não foi um projeto idealista mas sim a única possibilidade de uma reconstrução frente aos antagonismos vigentes no início do século XX.   Nosso conhecimento sobre a II Guerra Mundial foi pautado na perspectiva americana e européia, que sempre colocou holofotes na idéia de que o conflito teria sido vencido pela coalizão aliada onde os Estados Unidos tiveram papel decisivo, principalmente com o Desembarque na Normandia em 1944.  Dentre as atrocidades cometidas pelos  nazistas os europeus ocidentais foram poupados, embora não soubessem disto na época. Os nazistas trataram os franceses, holandeses e outros povos do oeste com certo respeito, ainda que para melhor explorá-los. As piores atrocidades aconteceram mais a leste. É disto que nos fala o fantástico memorial instalado em Moscou em 1995, o Museu da Guerra Patriótica nos oferece a versão russa da história da II Grande Guerra com toda a implicação que este conflito acarretou para a URSS e principalmente para o povo russo. Vamos deixar claro que não sou apaixonada pelo assunto “guerra” e nem muito chegada em armamentos bélicos, mas o museu é muito mais do que isto. Ele faz parte do grande complexo de Plokonnaya Gora que engloba o  Parque da Vitória , com mais de 130 hectares, e o Monumento à Vitória , além de exposições de armamentos de guerra ao ar livre. No parque encontram-se três templos religiosos que fazem referência aos povos que compõe a Federação Russa: uma Sinagoga, uma Igreja e uma Mesquita formam este mosaico religioso. Para além dos monumentos, a vista que o parque oferece da cidade já valeria o passeio, pois estamos numa das regiões mais altas de Moscou .     A II Guerra Mundial é denominada pelos russos como Grande Guerra Patriótica , pois para este povo foi um evento de proporções catastróficas onde toda a população civil se envolveu na defesa de sua nação. Só para se ter uma idéia das proporções da destruição, em solo russo foram arrasados 70 mil vilarejos e 1.700 cidades de pequeno porte e pode-se dizer que as perdas materiais foram insignificantes se comparadas as perdas humanas. O número de russos mortos no período é calculado em mais de 20 milhões, sendo que a maioria de civis não combatentes. Este número supera a mortandade de todos os outros países envolvidos no conflito,  somados!!!!   É uma história de bravura e sacrifícios, uma História desconhecida  e monumental.  Dentro do complexo uma das partes  mais interessante são os seis dioramas que remontam as principais batalhas travadas em solo russo. São quadros pintados de forma realista, que incluem objetos para dar mais veracidade à cena. São retratadas Batalhas de Stalingrado e Kursk e o Cerco de Leningrado .   A cena que reconstroi o cerco de Len ingrado é especialmente tocante. Foram 900 dias de bloqueio com bombardeios constantes e somente no auge do inverno houve algum abastecimento de víveres e a saída de crianças e mulheres pelo lago Ladoga congelado, que ofereceu um escape pelo norte. A população da cidade tentava levar uma vida minimamente normal com uma ração alimentar que chegou a menos de 400 calorias diárias, mas morria muitas vezes a caminho de enterrar seus cadáveres em meio à neve e inanição. Aproveito para sugerir um filme que acabei de ver sobre este tema: Leningrado, uma visão sem maquiagem do que foi a realidade russa depois da entrada dos nazistas em 1941.       O memorial conta ainda com uma seção de fotografia e documentos que toca fundo o até os corações mais calejados. Para completar a Sala das Lágrimas ,com correntes presas ao teto, onde cada elo representa uma vida perdida na guerra, finalizada com um lágrima de cristal. Impressionante! Se você gostou deste post e curte dicas de viagem, arte, restaurantes e afins, curta a nossa página Viajando com Arte no Facebook:   https://www.facebook.com/pages/Viajando-com-Arte/121374657937187  

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Outono em Porto Alegre , por Luciano Terra

18 de abril de 2012 0

O outono já começa a dar as caras e a temperatura cai a cada dia. Apesar de a primavera ser a estação das flores, é nesta estação que tudo fica mais colorido. Árvores com folhas amarelas, vermelhas e uma infinadade de cores quentes espalhadas por ruas e parques. O “grand finale” de um ciclo de vida. Sempre gostei de outono. Aquele primeiro friozinho depois de um verão escaldante, o tirar de roupas quentes do armário. Até o aroma que exala para mim é pura nostalgia. Como se o inverno passado tivesse ficado “armazenado” em lembranças e roupas. Os finais de tarde vão ficando cada vez mais coloridos e o céu um pouco mais azul! Na minha infância passei muitos momentos no campo e lá fui criado ouvindo que os finais de tarde de março são uns dos mais bonitos do ano, que as noites de lua cheia de abril são as mais claras. Coisas que para nós homens e mulheres urbanos não significa muito (perdemos muito dessa magia nesses tempos atuais), ou alguém já reparou em plena metrópole que há noites mais claras que outras? Muitos mal olham para lua e lembram que ela existe, certo? Então paremos um pouco nossa rotina, deixemos nossos afazeres de lado por alguns instantes e saiamos à rua para contemplar essa estação do ano que é pura magia, puro romantismo! Muitas vezes precisamos viajar para o outro lado do mundo para descobrir pequenas coisas que estão ao nosso lado todo dia e que nem nos damos conta da sua existência. Em um país distante conseguimos ver a cor das flores, sentir o seu aroma, porém aqui passamos por um ipê completamente em flor e nem vemos. Vivemos em um lugar privilegiado e magnífico onde as estações do ano são bem diferenciadas. Ainda conseguimos sentir a chegada da primavera e com ela toda a beleza de nossos jacarandás em flor, nossos ipês roxos e amarelos. Nosso verão é quente, muitas vezes escaldante, mas nossas azaléias permanecem muito tempo coloridas. E aí chega o outono. Com ele paineiras se mostram em sua plenitude e florescem por todos os parques da cidade. Quando o frio começa a chegar inicia o espetáculo dos plátanos. Primeiro suas folhas começam a amarelar, depois vão ficando mais avermelhadas, até que um dia começam a cair descompassadamente, ao sabor do vento, sem pressa. Essa chuva de folhas cobre os caminhos dos parques, as calçadas; e ao caminhar sentimos aquele leve quebrar de folhas secas sob nossos pés. Para mim essa sensação é de puro aconchego, sinto uma nostalgia inexplicada ao ver as folhas caindo e ao pisar sobre elas enquanto passeio pelos parques de nossa cidade. Ainda dá tempo de aproveitarmos nosso outono, passear, caminhar nos finais de tarde mais frescos. Aproveitemos a suavidade do sol que aquece na medida certa e nos permite apenas usar um leve agasalho. Curtamos um almoço ou um café em um dos tantos restaurantes e bares que têm mesinhas na calçada. Nada como um solzinho gostoso e uma taça de café ou um vinhozinho na medida certa. Curta o que nossa cidade tem a oferecer, fotografe suas ruas, sua magia, viaje sem precisar ir muito longe, tire um domingo para passear por Porto Alegre, temos tantos parques, tantas praças. Aproveite a vista do Guaíba. Em uma tarde ensolarada e sem vento suas águas viram um espelho que reflete toda a cidade e toda a vida que ela contém! Caminhe sob plátanos e sinta  a magia do outono em toda a sua plenitude. E no final do dia você estará na sua casa e poderá acender a lareira, ou a estufa, e se aconchegar em seu próprio canto, que diga-se de passagem, é bem melhor e bem mais aconchegante que o melhor hotel 5 estrelas do mundo. Nada como uma noite fria de outono em nossa própria cama.    

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Outono em Porto Alegre , por Luciano Terra

"Marrocos com Arte" na Revista Claudia de abril 2012, por Martha Medeiros

16 de abril de 2012 0

 

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"Marrocos com Arte" na Revista Claudia de abril 2012, por Martha Medeiros

Rússia com Arte - viagem junho de 2012

15 de abril de 2012 0

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Outono em Porto Alegre , por Luciano Terra

14 de abril de 2012 0

O outono já começa a dar as caras e a temperatura cai a cada dia. Apesar de a primavera ser a estação das flores, é nesta estação que tudo fica mais colorido. Árvores com folhas amarelas, vermelhas e uma infinadade de cores quentes espalhadas por ruas e parques. O “grand finale” de um ciclo de vida. Sempre gostei de outono. Aquele primeiro friozinho depois de um verão escaldante, o tirar de roupas quentes do armário. Até o aroma que exala para mim é pura nostalgia. Como se o inverno passado tivesse ficado “armazenado” em lembranças e roupas. Os finais de tarde vão ficando cada vez mais coloridos e o céu um pouco mais azul! Na minha infância passei muitos momentos no campo e lá fui criado ouvindo que os finais de tarde de março são uns dos mais bonitos do ano, que as noites de lua cheia de abril são as mais claras. Coisas que para nós homens e mulheres urbanos não significa muito (perdemos muito dessa magia nesses tempos atuais), ou alguém já reparou em plena metrópole que há noites mais claras que outras? Muitos mal olham para lua e lembram que ela existe, certo? Então paremos um pouco nossa rotina, deixemos nossos afazeres de lado por alguns instantes e saiamos à rua para contemplar essa estação do ano que é pura magia, puro romantismo! Muitas vezes precisamos viajar para o outro lado do mundo para descobrir pequenas coisas que estão ao nosso lado todo dia e que nem nos damos conta da sua existência. Em um país distante conseguimos ver a cor das flores, sentir o seu aroma, porém aqui passamos por um ipê completamente em flor e nem vemos. Vivemos em um lugar privilegiado e magnífico onde as estações do ano são bem diferenciadas. Ainda conseguimos sentir a chegada da primavera e com ela toda a beleza de nossos jacarandás em flor, nossos ipês roxos e amarelos. Nosso verão é quente, muitas vezes escaldante, mas nossas azaléias permanecem muito tempo coloridas. E aí chega o outono. Com ele paineiras se mostram em sua plenitude e florescem por todos os parques da cidade. Quando o frio começa a chegar inicia o espetáculo dos plátanos. Primeiro suas folhas começam a amarelar, depois vão ficando mais avermelhadas, até que um dia começam a cair descompassadamente, ao sabor do vento, sem pressa. Essa chuva de folhas cobre os caminhos dos parques, as calçadas; e ao caminhar sentimos aquele leve quebrar de folhas secas sob nossos pés. Para mim essa sensação é de puro aconchego, sinto uma nostalgia inexplicada ao ver as folhas caindo e ao pisar sobre elas enquanto passeio pelos parques de nossa cidade. Ainda dá tempo de aproveitarmos nosso outono, passear, caminhar nos finais de tarde mais frescos. Aproveitemos a suavidade do sol que aquece na medida certa e nos permite apenas usar um leve agasalho. Curtamos um almoço ou um café em um dos tantos restaurantes e bares que têm mesinhas na calçada. Nada como um solzinho gostoso e uma taça de café ou um vinhozinho na medida certa. Curta o que nossa cidade tem a oferecer, fotografe suas ruas, sua magia, viaje sem precisar ir muito longe, tire um domingo para passear por Porto Alegre, temos tantos parques, tantas praças. Aproveite a vista do Guaíba. Em uma tarde ensolarada e sem vento suas águas viram um espelho que reflete toda a cidade e toda a vida que ela contém! Caminhe sob plátanos e sinta  a magia do outono em toda a sua plenitude. E no final do dia você estará na sua casa e poderá acender a lareira, ou a estufa, e se aconchegar em seu próprio canto, que diga-se de passagem, é bem melhor e bem mais aconchegante que o melhor hotel 5 estrelas do mundo. Nada como uma noite fria de outono em nossa própria cama. Se você gostou deste post e curte dicas de viagem, arte, restaurantes e afins, curta a nossa página Viajando com Arte no Facebook:   https://www.facebook.com/pages/Viajando-com-Arte/121374657937187  

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Outono em Porto Alegre , por Luciano Terra

El Chiringuito - Lugar fantástico para quem vai ao Chile

13 de abril de 2012 0

Este restaurante foi indicação de um amigo que morou anos no Chile e passava as férias de verão em Zapallar. O lugar por si só já vale um passeio até lá, o El Chiringuito fica localizado numa linda baía e serve o melhor em termos de frutos do mar. Ao entrar, você verá uma decoração simples ,mas bonita, tudo de madeira com uma bela vista da baía, é do tamanho ideal. Na sequência de um terraço que fica como uma sacada para o mar. O lugar tem um astral ótimo. Estávamos em um grupo de 18 pessoas, e houve grande variedade nos pedidos,para beber provamos os Mojitos, pisco sour (que os chilenos disputam a autoria com o Peru), cerveja e vinho branco. Foi uma verdadeira orgia gastronômica, atacamos de porções de lula, polvo, camarões, centollas, machas recheadas com pesto, de comer ajoelhado!  Vinho Branco: Isso já depende do gosto de cada um, eu gosto dos leves, principalmente no verão, pedi um Sauvignon blanc que estava “rebueno” mas … sorry não lembro o nome, mas vinhos chilenos geralmente são ótimos! Eles explicaram que os pratos podem ser preparados de acordo com o paladar de cada um. Fomos super bem atendidos, notem que não é fácil atender 18 pessoas que chegam juntas, eles foram muito atenciosos, providenciaram os pratos das crianças bem rápido, enfim tudo perfeito e profissional Então fica aqui a minha dica: El Chiringuito Av Zapallar, Zapallar Teléfonos: (0)33 741 02

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Ícones chineses, por Christiane Petry

12 de abril de 2012 0

A Cidade Proibida (também chamada de Palácio Imperial) que fica no coração da cidade de Beijing e é o complexo arquitetônico mais grandioso da China. Foi construída ao longo de 14 anos, durante o reinado do terceiro Imperador Ming, chamado Yongle – o mesmo do Templo do Céu – e finalizada em 1420. Depois do Imperador Yongle, o palácio foi a residência de mais 23 imperadores da Dinastia Ming e Qing, até o Império ruir em 1911. À medida que vai se entrando no complexo, tem-se  a impressão que vamos encontrar um Imperador logo adiante e a lembrança das cenas do filme O Último Imperador é inevitável.  O palácio é imenso, formado por um conjunto de 800 prédios com mais de 8000 recintos. Os telhados são todos pintados de amarelo fazendo referência à cor do Imperador. Leão Chinês que guarda a entrada de um dos salões da Cidade Proibida. Esse é uma fêmea, pois tem um filhote sob a pata, o macho tem uma bola. Em frente à Cidade Proibida, fica a famosa Praça Tiananmen, palco dos protestos estudantis de 1989. A praça é austera. Não há árvores, bancos ou sombra. É toda de concreto e sua arquitetura tem mais de Mao Tse Tung do que  da China Imperial. No centro da praça há o Mausoléu de Mao e, ao redor, várias construções da era comunista, como a sede do Congresso do Povo e o Museu Nacional. A Praça Tiananmen ainda estava decorada devido ao feriado nacional de 1° de outubro. O nó chinês simboliza boa sorte e felicidade. Ao norte da praça encontra-se o portão que dá acesso à Cidade Imperial, de onde Mao proclamou fundação da República Popular da China em 1949 e onde, até hoje, está fixado seu retrato ícone.   E chegou o dia do passeio às Muralhas! O dia não amanheceu aberto e nossa primeira preocupação foi que a chuva viesse.  Demos sorte e não choveu, mas confesso que a minha expectativa de ver a Grande Muralha desaparecer no horizonte sob o céu azul ficou para uma próxima oportunidade. A Grande Muralha da China é uma série de fortificações construídas, restauradas e reconstruídas por várias dinastias, ao longo de aproximadamente 2000 anos, com o objetivo de proteger a fronteira norte do Império Chinês de invasões de tribos nômades. De fato, a Grande Muralha não é apenas uma, mas várias muralhas. O trecho da muralha que fica próxima a Beijing  foi construído durante a dinastia Ming. Outros, mais antigos, já foram quase totalmente destruídos pelo tempo. Para minha surpresa, há até bondinhos que levam os turistas que não querem subir a pé até o topo das montanhas. Assim ficou bem mais fácil de chegar às Muralhas!  Estima-se que as muralhas tenham mais de 6000 quilômetros de extensão, que vão da região do Mar Bohai (ao leste de Beijing) até a região de Lop Nur no oeste da China, serpenteando desertos, montanhas e planícies.  Nas últimas décadas, trechos das muralhas têm sido restaurados e abertos para visitação, sendo que há até uma maratona mundial que acontece nas muralhas anualmente. Visitamos o trecho de Mutianyu, que tem um cenário mais serrano e que dizem não ser o trecho mais visitado e lotado por turistas. E, realmente, pudemos caminhar e apreciar o local com relativa privacidade.    À tarde, visitamos as tumbas Ming. Treze de dezesseis imperadores Ming estão lá enterrados, junto com suas esposas e concubinas. O local foi escolhido em razão do auspicioso alinhamento feng shui : uma área enorme cercada por montanhas que protegeriam os mortos dos maus espíritos vindos do norte, acesso apenas pelo sul, terra preta e posição hidrográfica. Há três tumbas abertas ao público. Visitamos a tumba do Imperador Chang Ling, cujo túmulo é precedido de pátios e halls onde há uma pequena exposição de objetos da época e outros encontrados nas câmaras mortuárias que foram abertas.

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Ícones chineses, por Christiane Petry

Nova modalidade de Bistros em Paris - Los Bistronomiques

11 de abril de 2012 0

  Os bistros parisienses em geral são uma festa mesmo para os paladares mais exigentes, o desafio consiste em acertar um que esteja a altura das nossas expectativas com um preço que não seja de acabar com os maiores apetites. Pois agora existe uma nova categoria de bistros que oferecem um menu a menos de 40 euros por pessoa, onde você pode desfrutar de uma refeição memorável. Estamos falando dos Bistronomiques, uma categoria de restaurantes pequenos, que fazem todo o possível para que os clientes comam bem em Paris por menos de 40 euros. Os novos bistros são dirijidos por algum chef afastado da tradicional cuisine bourgeoise ou culinária burguesa. Utilizam cortes de carne mais em conta, frutas e verduras da estação. Fica no meio do caminho entre o bistro clássico e do restaurante, é um fenômeno que vem sacudindo a cidade e mobilizando os apreciadores da boa mesa francesa. Aqui alguns deles: Le Chateaubriand – Foto de COCO , Phaidon Chef basco Iñaki Aizpitarte – Segue cozinhando no seu antigo bistro bobo ( em francês as iniciais de boêmio e burguês) situado no hoje incensado 11 arondissenment. Quando Aizpitarte deixa fluir sua imaginação cria maravilhas como molhos de abacate, espumas aromáticas. Os ingredientes podem chagar de diversos lugares como Japão, Marrocos ou Espanha, mas conserva muitas técnicas da clássicas francesas. Le Chateaubriand – 129, Rue Parmentier tel + 33 1 43 57 45 95 L´Epi Dupin – Chef François Pasteau, um dos pioneiros do conceito bistronomiques , com um menu eclético que varia de acordo com a estação. Sua filosofia é manter os preços em torno de 34 euros o que represente um desafio constante à sua criatividade. Destaque para o Risoto de Mascarpone e laranja, vieiras fritas e seu jogo entre sabores doces e citricos. 11, Rue Dupin, tel + 33 1 42 22 64 56 Le Bistrot Paul Bert –  A rua Paul Bert é  atualmente uma das ruas mais comentadas entre os amantes da culinária, pois ali se encontram vários boas opcões de restaurante, ainda que o Bistrot Paul Bert seja o melhor de todos. Situado em um antigo açougue nos anos setenta tem um estilo retro, a apresentação dos pratos muito simples, o leitão cozido a fogo lento com damascos, ameixas e amendoas até que a carne esteja macia como manteiga. O menu de almoço com 3 pratos por 18 euros e a noite por 34 euros. 18, Rue de Paul Bert tel + 33 1 43 72 24 01 Spring –    Chef Daniel Rose do Spring ( foto Paris by mounth) Chef Daniel Rose – Poucas vezes se escreveu tanto sobre um lugar tão pequeno, o Spring tem capacidade para tão somente 16 pessoas, mas este pequeno bristro merece cada palavra que foi dita sobre ele. Com receitas leves, vivazes e elegantemente apresentadas,  com preços de 39 euros, são um verdadeiro achado. Rose compra os ingredientes que utiliza em um mercado local, muito frescos e impecavelmente criativos. Seu generoso menu de 4 pratos, muda constantemente de acordo com a estação. 28, Rue de la Tour d´Auvergne, tel + 33 1 45 96 05 72 Se você gostou deste post e curte dicas de viagem, arte, restaurantes e afins, curta a nossa página Viajando com Arte no Facebook:   https://www.facebook.com/pages/Viajando-com-Arte/121374657937187    

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Teotihuacan – onde os homens se tornam deuses , por Luciano Terra

07 de abril de 2012 0

Em uma manhã ensolarada de inverno percorremos os quilômetros que ligam a Cidade do México a Teotihuacan . Com uma temperatura amena e a luz radiante de um sol tímido da estação mais fria do hemisfério norte chegamos a uma região semiárida com uma vegetação nada exuberante. Apesar da beleza natural não encantar ao primeiro olhar, aos poucos fomos descobrindo toda a beleza do local “onde nasceram os deuses”. Muitos mitos mexicanos de origem pré-colombiana falam de Teotihuacan (ou Teotihucán, ou ainda em alguns livros “aportuguesando” para Teotihuacã) como um lugar especial e mítico e relatam que o sol nesta cidade seria o da “Quinta Era”, aquela na qual os povos mexicanos afirmavam viver antes da chegada dos espanhóis. Muitas informações se perderam ao longo do caminho e até hoje arqueólogos e pesquisadores se perguntam sobre a razão desta herança cultural e sobre o significado de seus monumentais templos e ruas. O que se sabe até hoje é que as mais antigas marcas do povoado na região teotihuacana remontam de 500 a.C. e que durante o século I d.C. foi traçada a sua mais famosa e imponente rua, a chamada Rua dos Mortos . Também desta época datam seus dois grandes monumentos: as pirâmides do Sol e da Lua. Sempre que leio sobre a história dos descobrimentos e visito lugares como este fico extasiado e imaginando como terá sido esse primeiro encontro. Do lado dos espanhóis, na sua presunção ocidental e europeia, onde tudo que era importante e sábio estava lá na sua terra natal e nos seus arredores, o espanto ao se depararem com tamanhas maravilhas, com pirâmides gigantescas no meio do nada, com povos com culturas tão diferentes e com valores totalmente distintos dos seus. Infelizmente a falta de tolerância e a necessidade de subjugar sempre foram mais fortes em toda nossa história, independente do povo dominador, e o desfecho não poderia ter sido diferente: o vencedor dando as cartas ao final do jogo. E para impor a sua vitória destruía tudo o que significava cultura local e era importante para esses povos. Felizmente algumas cidades já tinham sido abandonadas na chegada dos espanhóis no novo mundo e por isso estas foram as que sobreviveram mais intactas, involuntariamente é claro, a essa invasão (caso também de Machu Picchu no Peru).  Já do lado dos povos mesoamericanos, o que terão pensado ao avistarem objetos não identificados vindos de alto mar? Como não pensar em deuses flutuando pelas águas, “serpentes emplumadas” que nada mais eram que caravelas e suas velas flamejando ao vento? Teotihuacan sobreviveu à conquista espanhola e hoje uma visita a essa antiga cidade, além de uma aula de história a céu aberto, tem um toque de magia. Como não se sentir no passado rodeado de templos e pirâmides? Como não parar para imaginar como terá sido a vida naquela cidade hoje abandonada? Imaginar suas cores originais, sua vida, sua sociedade e seus valores. Hoje temos informações que arqueólogos nos passam, porém muitas dessas são suposições. Infelizmente não temos como ter certeza de muitos dados reais. Por outro lado temos que fazer um exercício enorme para entender seus rituais de sacrifícios humanos e seus valores em tempos tão remotos. O que posso lhes dizer é que ao subir no topo da pirâmide do sol pude sentir a grandiosidade desse local. A vista de 360 graus de toda a região nos faz sentir no céu. Montanhas em formato de pirâmide completam e harmonizam o cenário de magia e encantamento. Por sua vez, avista da pirâmide da lua e da rua dos mortos é encantadora. Nos sentimos em um mundo distante, porém muito próximo. Para os mais esotéricos, lugar perfeito para uma meditação, para entrar em contato com a energia do cosmos e dos antepassados; para os historiadores e antropólogos, local perfeito para explorações, descobertas; para pessoas curiosas e viajantes como eu, um local ideal para ampliar os horizontes, questionar valores e aprender um pouco mais sobre essa cultura milenar. Conhecer e aprender para respeitar e aceitar as pessoas com sua cultura e modos de vida distintos, este é o meu lema de vida e de viagem. Se você estiver preparado para aceitar o diferente sua vida será muito mais interessante e fácil.   Ao final do passeio saímos de lá um pouco mais encantados com a cultura desse povo que viveu a mais de 2000 anos atrás e que deu origem, junto a tantos outros povos, a esse país fantástico que é o México .

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Rússia com Arte - viagem junho de 2012

04 de abril de 2012 0

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Parque das 8 cachoeiras - um lugar mágico em São Francisco de Paula

04 de abril de 2012 0

Cachoeira da Ravina Nestes finais de semana lindos que tem feito eu ficava imaginando quantos lugares bonitos por perto que ainda não conheço… então resolvi ligar para uma amiga  que é a rainha das indiadas, ela já fez todas as programações roots possíveis: cachoeiras, bóia cross, rafting, serra, trilhas, tudo o que você possa imaginar a Ane já fez. Eu falo indiada de brincadeira, pois eu AMO uma indiada, e pensando nisso liguei para ela, que nem pestanejou ” Clarisse você tem que conhecer o Parque das 8 cachoeiras em São Francisco!!! É lindo demais! ” E foi assim que neste final de semana saimos de Porto Alegre sábado de manhã rumo a São Francisco de Paula , depois de Taquara a estrada tem bem menos movimento e começa a ficar muito linda. Lago São bernardo em São Francisco de Paula, com o Hotel Cavalinho Branco ao fundo As árvores no lago já assinalam a chegada do outono Chegamos no parque em torno das 11h da manhã. O parque tem umas 8 cabanas para a gente pernoitar, são bem legais, uma cama ótima, lareira, banho bom, e uma sacada com uma vista da mais pura mata atlântica , à noite  um luar e um céu coberto de estrelas… imaginem o silêncio, a gente só ouvia aquele barulhinho dos grilos, uma delicia. Pousada do Parque 8 cachoeiras Nossa cabana com sacada que tinha esta vista aqui de baixo ó O interior das cabanas bem transadinho Na chegada, munidos de sanduiches, vinho, bikini, Autan, e água, saimos para explorar as trilhas que levam as cachoeiras. Nossa primeira opção foi fazer a trilha do Quatrilho, que  leva em torno de 1h e meia de caminhada pelo mato. E aqui mérito para o parque, tudo é muito bem sinalizado, não tem risco de você se perder. A gente vai todo o tempo ouvindo o barulho das águas e muitas vezes margeando o rio. A paisagem é maravilhosa, eu me sentia dentro do filme Avatar, córregos, xaxins gigantes, muitas bromélias, escadinha do céu, e o perfume no ar? Espetáculo. Como é bom saber que ainda existem lugares assim, onde você pode encher a garrafinha de água ali mesmo! A água é cristalina, e gelada! Ponto de partida para as várias trilhas e cachoeiras E em poucos minutos somos totalmente envolvidos pelo ambiente encantador Cruzando pontes, descendo escadas Amoras silvestres e outras frutinhas do bosque Chegamos na Cachoeira do Quatrilho , linda  e estávamos só nós e as borboletas que pareciam domesticadas pois vinham pousar na gente, vinham nos dar as boas vindas!   Cachoeira do Quatrilho A gente desce esta pequena escada para chegar na base da cachoeira E agora? Bueno, vir até aqui e não cair na água? nem pensar! Mas gente, quando mergulhei quase fiquei sem ar! A água é geladérrima!! mas valeu! Missão cumprida, montamos nossa “mesa de pic nic” e ficamos ali curtindo aquele lugar abençoado, tomando um bom malbec com sanduiches de presunto de parma. As borboletas como companhia Na volta fomos conhecer a Cachoeira da Ravina, esta, a gente caminha um pouco sobre as pedras, um pouco dentro do rio, muito show. Trilhas pelo rio para alcançar a cachoeira da Ravina Até que ficamos frente a esta beleza A impressão que a gente tem é que ligam um ar refrigerado, a pedida é ficar ali só curtindo a paz do lugar Chegamos na pousada que fica bem na saida das trilhas lá pelas 5 e meia da tarde, bem cansados. Depois de uma banho e um descando saimos para jantar em São Francisco. Vocês podem imaginar que não são muuuitas opções de restaurantes, mas acabamos em uma galeteria que foi bem boa, galeto não tem erro né? Começamos com uma sopa de Capeletti ( à noite estava bem friozinho) não achei muito barato, R$ 36 por pessoa mais um vinho argentino, ficamos aí pelos R$ 130.  Na volta catamos umas lenhas pelo caminho e dormimos com o barulhinho do criptar do fogo. Esta foi a galeteria escolhida para o nosso jantar em São Francisco No domingo outro dia espetacular, depois do café da manhã fomos explorar as cachoeiras mais perto, a do Remanso que é muito linda com uma queda de uns 70metros e depois fizemos uma pequena trilha que vai até a Cachoeira escondida , foi das trilhas mais bonitas que já tive a oportunidade de fazer, acho que o horário é bem importante, pois o sol estava penetrando pela mata e a luminosidade na vegetação, nas árvores era muito especial mesmo. No caminho cruzamos com 2 israelenses, dá para acreditar? Eu moro aqui a vida inteira e não conhecia este lugar, os caras vem do outro lado do mundo e vem parar aqui?? Nem preciso dizer que eles estavam extasiados com a exuberância da natureza no Brasil. No domingo saimos para explorar novas trilhas dentro do parque   Cachoeira Remanço, queda de 70m trilha para chegar na cachoeira escondida olhem só o que é este lugar…. Foi um final de semana perfeito, depois de entregarmos a cabana fomos conhecer a charmosa livraria Miragem que fica na rua principal de São Francisco e vale com certeza uma visita. Livraria Miragem, um lugar cheio de charme com muitos livros e objetos legais Destaque para a grande coleção de relógios à venda Esta casa de 1918 fica no pátio interno da livraria e contém um pequeno museu com objetos e fotos antigas da cidade. Fica aqui  a minha dica se você é uma pessoa inquieta e gosta de uma boa indiada como a Ane, não perca esta oportunidade de conhecer um lugar abençoado pela natureza que fica tão pertinho da gente. Se você gostou deste post e curte dicas de viagem, arte, restaurantes e afins, curta a nossa página Viajando com Arte no Facebook:   https://www.facebook.com/pages/Viajando-com-Arte/121374657937187    

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Beijing ou Pequim , por Christiane Petry

25 de março de 2012 0

“A graça da China está na sua própria estranheza; não tente ocidentalizá-la, será um desastre”. Li esta citação em um artigo sobre a China e acho que ela sintetiza perfeitamente o que vimos e sentimos durante nossa estada naquele país. Nação de história milenar, de dimensões continentais, por muito tempo isolado do resto do mundo e incrivelmente intrigante.   Embora a China ofereça inúmeras opções de viagens para pessoas com os mais diversos interesses, acabamos por optar por algumas de suas principais cidades: Beijing, Shanghai, Macau e Hong Kong.   Iniciamos nosso roteiro por Beijing (ou Pequim), capital atual da República Popular da China. A cidade também foi a capital do Império Chinês desde a dinastia mongol (1279-1368) até o Império ruir em 1911. Antes disso, Xi’an era o centro político, cultural e econômico do Império.   Das cidades que visitamos, Beijing é a cidade mais antiga, a que mais nos mostra seu passado, a menos ocidentalizada e a que menos fala inglês! Essa é a muralha que não vemos: a da língua. A comunicação por lá foi bem mais difícil do que esperávamos e tivemos que aderir ao famoso cartãozinho de hotel com nomes e endereços escritos em chinês, à mímica e a boa vontade das pessoas. Chegamos a Beijing logo depois das comemorações do feriado nacional de 1° de outubro que celebra o aniversário da fundação da República Popular da China. A cidade ainda estava toda decorada com flores e arranjos.   Nossa primeira visita em Beijing foi ao Templo do Céu , local onde o Imperador costumava ir duas vezes ao ano para pedir por boas colheitas e rezar por seus antepassados. Na realidade, o que chamamos de Templo do Céu é um complexo que fica em uma área duas vezes o tamanho da Cidade Proibida , onde há várias construções e altares além do prédio principal mais conhecido.     O complexo do Templo do Céu é um perfeito exemplo da arquitetura chinesa do período Ming.     Acesso ao prédio principal       O prédio principal, denominado Hall das Preces por Boas Colheitas , é todo feito em madeira sem o uso de um único prego. O teto circular e da cor azul cobalto representa o céu. É muito comum encontrar figuras de animais adornando os telhados de construções e casas. Neste, vemos o dragão chinês, símbolo do poder do imperador e que só podia ser utilizado em construções imperiais.  Acreditava-se que ele trazia proteção e boa sorte.     Hoje a área é um parque aberto ao público e, pela manhã, funciona como ponto de encontro de muitas pessoas e aposentados. O local tem ótimo astral, com clima de muita paz e harmonia. Além de soltar pipas, fazer tai chi chuan, dançar, caminhar ou apenas bater papo com os amigos, os freqüentadores do parque….       …também treinam caligrafia, utilizando pincel e água;     E jogam jogos de tabuleiro como o xadrez chinês e o mahjong.    

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Arraial, ícone de bom gosto em Gramado

22 de março de 2012 0

Bom gosto não se compra na esquina e a loja Arraial em Gramado é a maior prova disto. Nasceu pequenininha , sem maiores pretensões e hoje se espalha por três endereços na cidade mais charmosa do Rio Grande do Sul ,  destacando-se sempre pelo bom gosto em absolutamente todos os detalhes. Não costumo falar muito em lojas aqui no blog , mas neste caso estamos tratando de um ícone de bom gosto , eu diria quase um ponto turístico obrigatório na cidade. A Arraial começou , até onde eu me lembro , na esquina da rua Augusto Zatti com Borgens de Medeiros , avenida central de Gramado, focada em roupas esportivas e acessórios. Logo cresceu para um charmoso pavilhão rústico na mesma rua , onde o forte era a decoração e artigos para dormir. O diferencial sempre foi a apresentação, impecável em todos os detalhes. Foi o pavilhão, que também funcionava como depósito, que pegou fogo em junho de 2011. Uma lástima, o fogão a lenha superaqueceu e as chamas se espalharam muito rápido.   Foto: Rafael Cavalli/GES Cheguei na cidade alguns dias depois, as cinzas ainda estavam quentes e a cena das meninas varrendo pedaços de objetos meio sem objetivo me cortou o coração! Mas o legal de tudo isto é que antes do final do ano a Arraial Soninho já reabria em novo endereço,com suas fragrancias e saboaria francesa e a reconstrução começara. A Arraial Casa renasceu como phoenix, mais bonita e moderna com um projeto arrojado de arquitetura e ainda mais bom gosto nas produções. Na loja nova, d estaque especial para ambiente propício para degustar cafés, tortinhas, petit gateau e salgados, mais amplo e bem montado é um convite ao deleite em todos os sentidos. Sinto que a loja não possua um site , para que todos pudessem se encantar com seus produtos e bom gosto nas produções. Enquanto isto fica a sugestão para quem vai começar a trocar a serra pela praia neste início de outono. Parabéns a Ruth, que conheço só de passagem mas que admiro pela perseverança e bom gosto.

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Exposição Leonilson na Fundação Iberê Camargo

16 de março de 2012 0

Abre hoje ao público na Fundação Iberê Camargo em Porto Alegre, a exposiçao “ Sob o Peso dos Meus Amores ”, do artista cearence Leonilson. Sob a curadoria de Bitu Cassundé, e Ricardo Resende a exposição traz um número recorde de 361 obras que representa todas as fases do artista. “Dono de um trabalho confessional, Leonilson compôs uma obra que pode ser lida como um diário íntimo. Era sobretudo um romântico. A busca do outro, o desejo, e a solidão como conseqüência disso, afloram no seu trabalho. A família, os amigos e a religião também são assuntos frequentes. Para Cassundé, esse é um dos pontos fortes do artista: “É das experiências pessoais que o artista, através da sua poética, eleva questões particulares e as desdobra em temas universais de fácil identificação e encontro com o outro.” Fica aqui a nossa dica, a exposição é linda, sensível, imperdível!! Quando: de 15 de março a 3 de junho |Onde: Fundação Iberê Camargo – Porto Alegre

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