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Posts de abril 2010

Miami - Florida Keys - Parte I

29 de abril de 2010 2

Estou muito contente que a nossa amiga aqui do blog, Fernanda Seligman, nos presenteou com este relato super rico de uma viagem recente a Florida. A familia dela foi assistir a Copa Ericson de tenis e aproveitou para fazer um giro por lá. Confiram!

Florida Keys é o conjunto de lhas ao sul do estado da Flórida que liga o continente americano à Key West – cidade que fica a cerca de 250 km de Miami. Para chegar ao local é necessário pegar a estrada Overseas Highway – U.S. 1 (que cruza de Norte-Sul a costa leste dos E.U.A.), essa rota é composta por 42 pontes que interligam as diversas ilhas. No caminho somos cercados de fascinantes águas azuis  do Oceano Atlântico por um lado e do Golfo de México por outro. Algumas das pontes serviram de cenário para filmes de Hollywood.

 

 

 

 

 

 

Para quem é fã de esportes náuticos o trajeto é uma festa, tem aluguel de barcos, jet ski, esquis, kite, tudo!

Partindo para as ilhas:  a primeira delas é  a ilha de Key Largo, famosa por ser um local para mergulhos, o John Pennecamp National Park é o lar de maravilhosas espécies de corais e também é repleto de condomínios de fim de semana dos habitantes de Miami. Logo após vem Islamorada, conhecida pela atividade de pesca local, é a capital da pesca desportiva. A terceira ilha é a de Marathon que ganhou esse nome graças aos operários que construíram a estrada de ferro durante dias e noites em ritmo incessante, eles diziam que para terminar o projeto ia ser uma maratona, daí o nome. Nessa área também é praticada a pesca e o mergulho devido aos belos corais encontrados no lugar. Depois de Marathon vem a Big Pine Key e as Lower Keys, onde também se praticam atividades como mergulho e pesca.

 

 

 

 

 

 

E por fim, Key West, cidade pequena no estilo vitoriano, com casas bem cuidadas, belos jardins, cercas pintadas de branco, um centrinho simpático e um porto charmoso. O local é o ponto americano mais próximo à Cuba, são apenas 90 milhas de distância. Os pontos turísticos mais famosos são a casa do escritor Ernest Hemingway e a Duval Street, onde se encontram lojinhas, restaurantes, bares, hotéis e muito agito.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O que não falta na cidade são meios de locomoção, existe tudo que é tipo de meio de transporte para aluguel. Key West é uma cidade sempre badalada pois como é um dos lugares mais bonitos dos E.U.A. é destino de turistas de todas as partes do país. O horário do pôr do sol é um momento muito celebrado, eles chegam a aplaudir a natureza nesse horário.

 

 

 

 

 

 

 

 

Antes de se tornar um paraíso turístico, assim como nas outras ilhas do Caribe, Key West era habitado por índios, colonizadores, piratas, corsários e pessoas renegadas da vida social. Muito navios afundaram no local com tesouros, apesar de já terem sido todos recolhidos, ainda assim desperta a curiosidade de mergulhadores do mundo todo. A ilha também foi rota de navios que traziam escravos por volta de 1808, infelizmente comercializados na região. Nessa época Key West era chamada de Cayo Hueso – Ilha dos Ossos – pois os colonizadores espanhóis encontraram muitos ossos humanos nas praias.

 

 

 Valeu Fê ! Ficou show, agora aguardamos a Parte II,

Super beijo!

 

La Savoie - Os Alpes franceses

27 de abril de 2010 0

Hoje o depoimento é da Victoria Linhares, que está morando na França e conta um pouco das coisas legais que ela está vendo por lá.

Estou morando no sul da França, na Provence.

Pintando, estudando francês e claro descobrindo paisagens únicas e cheias de histórias.

No final de março tive umas férias de duas semanas, em função do início da primavera também chamado Spring break. Eu e meu namorado decidimos passa-las em um chalé no meio das montanhas da Savoie.

 

 

 

O chalé fica perto da cidade de Ugine, e da montanha tivemos o privilégio de ter como vista a famosa maior montanha da Europa, o Mont Blanc.

 

 

 

 

 

Quando chegamos, ainda havia muita neve, e por mais dois dias nevou bastante. O que para nós foi divertido e claro muito lindo. Tudo branquinho! E como estávamos na montanha nada como o famoso Esqui bunda!!!!

A Savoie é muito famosa pelas estações de esqui, e muitas outras coisas que eu nao sabia até chegar lá. O famoso fondue de queijo é de lá!

 E eles são muito famosos pelos queijos de vaca e de cabra, como o Boufort, Tomme, Reblochon e muitos outros… Visitamos a fábrica de queijos Boufort na cidade de Boufort, o cheiro não é dos mais agradáveis mas vale para ver esses queijos gigantes. :-D 

 

 

 

 

 

 

 

Também na cidade de Alberville é onde acontece os jogos olímpicos de inverno e na capital de Chambery no século XV o famoso Santo Sudário (veste de Jesus Cristo) foi propriedade da catedral da cidade.

 Além de muita história Napoleônica com os paises vizinhos, Italia e Suiça; é uma região extremamente charmosa com florestas selvagens e vilarejos simpáticos. Uma boa opçao de férias tanto no inverno quanto no verão.

 

 

 

 

 

 

 

A cidade de Chamonix fica no pé do Mont Blanc, de lá se pode pegar um bonde para ir até o Mar de Gelo, um enorme glaciar que desce do pico da montanha. O preço do bonde é meio caro (30 euros), mas vale muito a pena, o bonde faz um percurso muito bonito e depois se faz o caminho até o glaciar por uma escadaria. Alem do glaciar a cidade em si é muito charmosa…

 

 

 

 

 

 

Uma das cidades maiores cidades da Savoie se chama Annecy, a beira do lago Annecy e famosa por suas grande Universidades.

Na última semana, ficou mais quente e mais verde. Para quem gosta de tranquilidade e natureza vale a dica alugar um chalé perto dos vilarejos, ou se você prefere mais agitos Chamonix e Megeve são lugares cheios de gente bonita e várias coisas para se fazer, happy hours em cafés e bons restaurantes para comer o famoso Fondue da Savoie.

 

 

 

 

 

 

 

Os restaurantes secretos de Buenos Aires

21 de abril de 2010 0

 

Alguns chefs portenhos estão transformando suas casas em restaurantes, oferecendo belos jantares a preços razoáveis criando um ambiente descontraido onde é possivel fugir dos restaurantes turisticos e encontrar a tribo local.

Espalhados pela cidade em ruas residenciais, em ambiente caseiro se esconde a última mania gastrônomica. E o desafio é acha-los.

Almacen Secreto, como o nome sugere (+54 11 48549131) é literalmente impossível de ser encontrado. Na verdade se você não tiver o endereço completo, não se iluda, pois não existe nenhuma pista na fachada da casa que indique que atrás daquelas paredes estão servindo delicias como um suculento cordeiro Patagonico.

 Este é apenas um dos vários puertas cerradas, que aumentam de número a cada dia em Buenos Aires. Maria Morales, a proprietária do Almacen diz que antes a ideia era “ver e ser visto”, mas que a tendência é de as pessoas buscarem algo mais intimo,mais pessoal.

Os restaurantes secretos se conhece pelo boca- a- boca dos amigos, e para a nossa felicidade  a Time Out Buenos Aires http://www.timeout.com/buenos-aires/ deu o mapa de alguns.

Então com o inverno chegando eu já preparei a minha listinha de “secretos” mas shhhhhh não contem pra ninguém! ;-)

New York City no verão

20 de abril de 2010 0

 

 

Está chegando o verão no hemisfério norte e isto me fez lembrar uma deliciosa visita que fiz a NYC em pleno julho. Claro que é muito quente mas vou dar umas dicas para fugir do calorão e aproveitar o que a cidade tem de melhor para viver ao ar livre! Fui acompanhada pela minha filha Victória e ciceroneada pela Lívia Amaral , a responsável pelo blog a Mordida Perfeita e pelo Gustavo Alvarez, moradores da cidade por vários anos. Foram guias perfeitos para programas que agradaram dos 15 aos….., deixa para lá!

  

Começamos com um passeio a pé pela Brooklyn Bridge, cenário de encontros românticos no cinema, como no filme Sex and the City. Oferece um ângulo inusitado da cidade, sem precisar ir muito longe e nem pegar barco. A Brooklyn Bridge é uma das pontes suspensas mais antigas dos Estados Unidos, tendo sido inaugurada em 1883 com uma extensão de quase 2km e desde então figura entre os mais importantes cartões postais da cidade.

A ponte tem um andar somente para pedestres, então a caminhada torna-se mais prazerosa e até tranqüila, estando o movimento de carros num nível mais baixo. Localizada ao sul de Manhattan, na altura do  Pier 1, um parque sob a ponte que acaba de ser inaugurado. http://www.brooklynbridgepark.org/

 

 

 

 

Aproveitando que estávamos no sul de Manhattan,  fomos desvendar o Lower West Side , do lado oeste da ilha com vista para New Jersey. Um bairro descolado e quase totalmente residencial, tem excelentes restaurantes e o Hudson River Park, onde malhar, disfrutar de banhos de sol e ver o tempo passar, é um programa muito local.

 

 

 

 

 

Acabamos almoçando no Lower East Side, como o nome indica, na mesma altura só que do lado leste. Aqui o Tompkins Square Park é quase uma “fauna”, tipos estranhos, grupos rezando, cantando e dançando numa batida que eu nem me arrisco a tentar alcançar. Mas saindo do parque a St. Marks Place  é um pequena rua repleta de ótimos restaurantes e nós escolhemos o Yaffa Café (97 St. Marks Pl.), barato e muito transado , eu adorei tudo por lá! Claro que o Soho também fica ali bem pertinho , mas do Soho fica para outro dia.

 

 

 

 

 

Jantamos também nas imediações, num dos locais recentemente escolhidos como  “in” na Big Apple, o Meatpacking District. Como era uma noite festiva reservamos no Buddakan ( http://www.buddakannyc.com/)  , o restaurante onde foi o noivado da Kerry no Sex and the City. É um lugar lindo onde come-se muito bem uma culinária meio oriental de pequenas porções. Para uma noite mais quente e descontraída indico o Pastis (9 Ninth Ave.) e para finalizar com um programa  movimentado o bar do Gansevoort Hotel (18 Ninth Ave.).

 

Estando em NYC no verão não deixe de ir ao Bryant Park nas segundas-feiras , no coração da midtown logo atrás da National Library.  é onde acontecem também a NY Fashion Week. Mas o que nos interessa são as sessões de cinema ao ar livre com filmes Cult que começam entre 20h e 21h . Um local fantástico com muita gente nos cafés ao ar livre  e curtindo o astral de uma noite diferente.

 

http://www.bryantpark.org/calendar/film-festival.php

 

Visitar o Metropolitan Museum é programa obrigatório em NYC, mas é somente no verão que se consegue ir até o terraço de onde o visual do Central Park é deslumbrante, nas outras épocas do ano este espaço fica fechado.

 

 

 

 

No mesmo dia pudemos aproveitar para fazer um pic-nic na relva do Central Park ou para os mais comodistas um almoço no Boat House, um restaurante no meio do parque na altura da 72 St. que tem um excelente cardápio de frutos do mar, além de muitas outras opções.

http://www.thecentralparkboathouse.com/

 

Completando o programa, existem barcos e bicicletas para alugar, bem o lado do Boat House, e para dar uma volta inteira no Central Park em duas rodas não se leva mais do que 1:30h, o que pode ser um bom exercício depois de um farto almoço.

 

 

 

 

 

 

 

O melhor programa de nossa estada em NYC foi dar uma escapada da cidade! Encontramos uma praia meio “californiana” há menos de três horas de Manhattan. Sol, surf, gente bonita e um mar que vale um mergulho. Conto nossa peripécia até Montawk no próximo post.

 

 

 

  

  

 Aproveito para dar uma ótima notícia aos nossos fiéis seguidores, estamos agora no Twitter e vamos avisar sempre que postarmos novidades! http://twitter.com/viajandocomarte

 

Mira Shendel e Leon Ferrari na Fundação Iberê Camargo

17 de abril de 2010 0

Ontem tirei o final do dia para visitar a exposição ” O alfabeto enfurecido” que apresenta dois grandes artistas, Mira Shendel e Leon Ferrari, na Fundação Iberê Camargo.

Uma bela opção para o seu fim de tarde neste final de semana, afinal não é sempre que temos a chance de ver dois grandes artistas tão perto de casa. A curadoria da exposição é de Luiz Péres-Oramas, esta mesma exposição já esteve no Museu de Arte Moderna de Nova York e no Reina Sofia em Madrid e foi muito bem recebida por lá. A exposição pretende contrapor a obra de ambos através da exibição de 180 trabalhos.

Já na entrada gostei do clima, o museu estava cheio de crianças todas sentadinhas em torno de uma grande escultura de Mira Schendel e ouviam atentamente as explicações do mediador. Adorei uma obra de onde pendiam como tufos de cabelos de boneca, por onde penetrava a luz dando um efeito lindo. Fomos subindo a rampa e mergulhando naquele universo de letras e palavras criados por Leon Ferrari.

Infelizmente não é permitido tirar fotos dentro do museu.

Então registrei a paisagem exterior que fala uma outra linguagem,  que não necessita da narrativa, do conceito, é mais direta, mas não menos poética.

Mesmo que você não seja um grande apreciador de arte moderna, é um programa completo, na saida sentamos para tomar um cálice de vinho e curtir uma das coisas mais lindas de Porto Alegre – o seu por do sol.

O alfabeto enfurecido

Onde: Fundação Iberê Camargo

Av. Padre Cacique, 2000 – Porto Alegre

Quando: Até 11 de junho de 2010

Entrada franca.

Guias de viagem - não viaje sem ele!

16 de abril de 2010 1

Um conselho que sempre dou aos amigos viajantes é que adquiram um bom guia de viagem de preferência umas semanas antes do check in, pois desta maneira você tem um tempinho pra ir digerindo e aprendendo sobre o seu próximo destino. O mercado foi inundado de guias de viagem e você pode ter um pouco de dificuldade na hora da compra, por esta razão resolvi lhe dar uma maôzinha.

Atualmente o guia que tenho achado mais completo e atualizado é o da Lonely Planet, que tem o inconveniente de ter a maioria das edições em inglês, mas calma, eles já tem muitos destinos em espanhol e francês. Não é um guia bonito, não espere muitas fotos, mas ele tem muita informação, dicas práticas, restaurantes, bares, vida noturna, passeios de bicicleta, balão, trem, enfim o que tiver você vai ser informado, além de dar bastante dados históricos e politicos do lugar.

O guia já salvou minha pele em várias ocasiões, como quando você está passeando por exemplo, em qualquer cidade  são 2h da tarde e bate aquela fome, confesse: O que acontece geralmente nestes casos? A gente entra no primeiro restaurante que aparece, e  tem grande chance de entrar numa fria não é mesmo? Então se você não é uma pessoa organisadíssima que previu e reservou todos os lugares que vai, um guia nesta hora é de grande ajuda, pois você pode estar do lado daquele bistrozinho legal e passar batido por ele.

Mesmo fazendo uma viagem , eu não tenho o hábito de reservar tudo previamente, gosto de improvisar, se gostei, talvez queira ficar mais tempo neste lugar ou se começa a chover não faz mais sentido ficar na praia e as vezes a gente vai indo simplesmente, foi o que aconteceu no interior da Toscana que saimos pela estradinha do Chianti e lá pelas tantas resolvemos dormir em San Gimignano, escolhi o hotel no guia, liguei pra lá, tinha lugar e deu tudo certo, ok, ok era novembro, você não vai poder fazer isto se for julho e agosto porque viajar nestas datas exige muito mais planejamento.

Outro guia que é bom, mas um pouco sisudo para o meu gosto é o Fodor´s, antes do Lonely Planet, muito usei o Fodor´s, ele também traz bastante informações de ordem prática, é só uma questão de gosto mesmo.

O guia da Folha de São Paulo é lindo, super ilustrado, mas é um guia para se ler em casa, pois além de pesar 1 tonelada, tem poucas dicas práticas, é um guia para saborear o lugar, mas sinceramente não para carregar.

Tem também o clássico dos guias – o Michelin, muito usei este guia, mas acho que ficou um pouco ultrapassado,  é muito útil para quem curte a alta gastronomia.

Um bom fim de semana para todos e não deixem de ver a Exposição do Leon Ferrari e Mira Schendel, que está na Fundação Iberê Camargo em Poa.

Vou lá hoje conferir e se der tempo coloco alguma coisa aqui para vocês, Byeeeeee!

Um olhar sobre Cuba - Da série "A vida é para ser compartilhada"

06 de abril de 2010 11

Renato Rizzo dá sua contribuição ao blog com um belo relato sobre sua experiência em Cuba.

Como não estava acompanhado da Mylene, como de costume, precisei ler um pouquinho sobre a História de Cuba , sua colonização, seus costumes, alguns detalhes da revolução, da arquitetura e das artes antes de viajar .

A ilha, conhecida como a chave do Golfo, está a menos de 200 km da Florida , possui aproximadamente 11 milhões de habitantes, sendo que  25% da população vive na capital – Havana.

Estive lá com um grupo de empresários e optamos por ficar na capital e fazer uma visita rápida a famosa praia de Varadero.

 

 

O mar azul e os coqueiros que se misturam a areia branca justificam a fama do litoral cubano. Pena não ter podido ficar mais tempo para conhecer as praias do sul , lado caribenho da ilha.

Em Havana, tivemos a oportunidade de estar com o embaixador do Brasil em Cuba e na casa do Josué , vendedor de charuto contrabandeado. Ouvir a impressão de um estrangeiro que vive em Cuba e de um Cubano que nunca saiu de Havana sobre temas como educação, saúde e habitação é no mínimo interessante e diz muito do que se passa ali .

O impressionante desta viagem é que, sem duvida alguma, cada um de nós também teve um olhar diferente sobre esta ilha.

Logo de chegada, saindo do aeroporto em direção a Havana Vieja, nosso taxi enguiçou e tivemos que trocar de carro. Para alguns isto já foi suficiente para deixar que o preconceito permeasse a visão sobre o local.

Por sorte , meu olhar estava fixado  no entorno , hipnotizado pela sensação de ter voltado no tempo, ao século passado , como se eu fizesse parte de um daqueles filmes que minha mãe adora rever na televisão . Os carros antigos, a arquitetura e o colorido da cidade encantaram. 

Minha chegada coincidiu com o início do Carnaval de Inverno e foi mais uma surpresa agradável.

 

A arquitetura em Havana é algo majestoso, mistura prédios coloniais com Barroco, arquitetura Art Decó e Art Noveau. Ficamos no Hotel Saratoga (muito confortável e excelente localização),  na região conhecida como Centro Habana e Prado , em frente ao Capitólio (imitação do Capitólio de Washington DC, sede do Governo até a Revolução )

Há uma quadra estávamos na Passeo de Prado , uma larga avenida muito arborizada , com piso de mármore e luminárias de ferro do século XVIII que leva até o Castillo de San Salvador na beira mar (Malecon) . 

 

Neste trajeto vamos admirando diversas influências arquitetônicas e prédios históricos como o Hotel Inglaterra e o Grand Teatro de La Habana, uma passeio maravilhoso. A poucas quadras do nosso hotel, fomos conhecer a Fábrica de Tabacos Partagás e comprar os famosos charutos para presentear alguns amigos. Andando nas ruas mais estreitas, chamava minha atenção a ocupação dos prédios abandonados, crianças brincando na calçada, vizinhos conversando nas sacadas e invariavelmente as residências encontravam-se com suas portas abertas.

Todos cubanos que conversei , sempre foram muito gentis e a cidade de Havana passa uma sensação de bastante segurança.

Do outro lado da cidade , está a região de Vedado, foi uma caminhada intensa percorrendo toda Malecon pela beira mar até chegar a Plaza de la Revolucion, nota-se aqui uma pequena melhora  na qualidade de vida dos residentes. Local de muitos parques e Hotéis , região onde está a universidade de Havana.

Voltando a base, a poucas quadras do nosso hotel, ingressamos na região conhecida como Habana Vieja, centro Histórico de Havana , região onde concentra-se a maior parte dos investimentos em restauro com predominância da arquitetura colonial Barroca . Os pátios internos das casas, algumas transformadas em restaurantes para turistas , mostram a influência espanhola na construção importada da Europa no século XVII.

Por falar em restaurantes, come-se muito bem em Havana , vários localizam-se ao redor da Plaza de La Catedral e da Plaza de Armas .

Sugiro beber um mojito no Bodeguita del Medio com suas paredes cobertas por autógrafos de personalidades como Ernest Hemingway (indicação de todos livros de turismo) e jantar no Restaurante Café del Oriente.

No meu olhar sobre Cuba , deixei as questões políticas de lado , até porque qualquer pergunta sobre Fidel , ou sobre o Partido , não é bem vinda . Quando falamos de onde viemos, a informação que chega ao povo é dos assassinatos nas favelas do Rio, de como a população vive mal e alguma coisa sobre Futebol . Meu sentimento é que, estando ali, conversando com as pessoas , vendo apenas propaganda do Partido e informações que lhe convenha,  temos o verdadeiro significado de o quanto a liberdade de imprensa é importante para uma sociedade. Ou será que as pessoas que vivem ali estão satisfeitas com esta falta de liberdade ? Alguns me pareciam acomodados, mas a grande maioria muito inconformados com a pobreza.

 

Por fim , minha visão sobre Cuba pode ser resumida por algumas palavras do embaixador: “Cuba não é tão boa como alguns vendem , nem tão ruim como alguns querem que ela seja.”

Foi uma visita encantadora , até porque a fiz com total liberdade de escolha .