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Posts de setembro 2010

Descobrindo Myanmar a antiga Birmânia - Por Carla Oliveira

29 de setembro de 2010 Comentários desativados

 

 

            Myanmar é o nome atual da antiga Birmania e, sobre ela, Rudyard Kipling escreveu:

            “Esta é a Birmania, e ela será muito diferente de todas as terras que você já conheceu.” (This is Burma and it will be quite unlike any land you know.)

            E esta é uma excelente apresentação para este país de extraordinária beleza e cultura riquíssima, localizado no sudeste asiático, com fronteiras com a Índia, Bangladesh, China, Laos e Tailândia.

            Iniciei minha viagem pelo país por Yangon, onde localiza-se o icônico Shwedagon Pagoda, imensa estupa de ouro, supostamente construída há 2500 anos, para guardar oito fios de cabelo de Buda. Ao longo dos anos, a estupa foi sendo aumentada e templos foram sendo construídos ao seu redor, onde budistas de todo o país vem adicionar folhas de ouro a imagens do Buda ou verter água

sobre imagens que representam o dia da semana no qual a pessoa nasceu.

 

 

 

              Shwedagon Pagoda

 

           Cúpula do Shwedagon Pagoda incrustrada por milhares de pedras preciosas.

 

 

                              

 

                                  Templo no complexo de Shwedagon Pagoda

 

 

 

                                      Detalhe de ornamentação de um templo

 

           

            Assim inicia-se, então, minha mágica jornada por esta terra dourada, budista, agrária, atravessada pelo mítico rio Ayeyarwady. De Yangon viajo de avião a Mandalay, onde embarco a bordo do barco Road to Mandalay, para navegar por este magnífico rio.

            Nossa primeira parada foi em Mingun, uma pequena vila localizada 11km ao norte de Mandalay, acessível somente por barco. Lá localiza-se o grandioso e inacabado Mingun Pagoda, impressinante, mesmo tendo sido muito danificado por um terremoto em 1838.

 

 

 

 

 

 

                                                               Mingun Pagoda

 

                                                    Fenda causada pelo terremoto

 

 

            Adjancente ao pagoda, há um sino de bronze que é considerado o maior do mundo.

 

 

 

                                                     Sino de bronze em Mingun

 

            Velejando ao nosso próximo destino, Katha, cidade onde George Orwell viveu na época do Império Colonial Britânico e onde escreveu seu primeiro romance, Dias na Birmânia, passamos por pitorescos vilarejos, onde fomos nos encantando com a vida local e com a amabilidade das pessoas,  especialmente das crianças.

 

 

 

 

 

 

    

 

      

 

          

 

            Um dos hábitos que mais se destaca é o uso de uma pasta amarela, o thanaka, para proteção solar e também com finalidade cosmética. É usado tanto por adultos, como pelas crianças.

 

          

 

        O budismo é absolutamente presente, é uma característica marcante do país.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                         E esta característica é ainda mais acentuada quando, após nosso passeio ao norte do país, visitando vilarejos, mercados, monastérios e centros de meditação, retornamos para Mandalay, capital espiritual do país.

 

 

 

          

 

      

 

De Mandalay, partimos novamente de barco em direção a Bagan. Bagan é um dos sítios arqueológicos mais impressionantes da Ásia. O Reino de Bagan floresceu entre 1044 e 1283, até ser conquistado por Kublai Khan. É composto por mais de 2000 templos e pagodas.

 

 

 

           

 

 

 

          

 

 

                                                 detalhe da entrada de um pagoda

 

 

 

 

 

                                

                                     imagem de Buda dentro de um pagoda

 

 

                                   

                                           pintura original no interior do pagoda

 

 

           

 

            E de Bagan me despeço deste país lindo e surpreendente. Myanmar vive sob uma ditadura militar, e vive isolada da comunidade internacional. Muitas pessoas questionam se o turismo no país é válido, e sobre isto cito uma frase do Dalai Lama, referindo-se ao Tibet: “Vá ao Tibet e veja muitos lugares, tantos quanto você conseguir, e então conte ao mundo.” (Go to Tibet and see many places, as much as you can; then tell the world.) O povo de Myanmar é extremamente gentil, recebe o turista com alegria e delicadeza, e não quer mais ficar alheio ao que se passa em nosso mundo.

 

Córsega - um destino diferente

27 de setembro de 2010 4

No ano passado fizemos um roteiro pela Provence, e eu queria encerrar a viagem em alguma praia para descansar, pois na volta o trabalho acumulado é dobrado. Eu não conhecia ninguém que já tivesse estado na Córsega para me dar alguma dica, onde é melhor ficar, onde são as praias mais bonitas, etc, e desta vez não tive muito tempo para pesquisar o lugar antes de partir, coisa que sempre super recomendo… mas nós estávamos indo prospectar o Marrocos à trabalho, então minha cabeça estava pra lá de Marrakesh.

Saimos de avião de Nice até Ajaccio ( cidade natal de Napoleão I ) eu tinha alugado um carro no site: http://www.economycarrentals.com  não lembro bem o valor, mas foi bem razoável para padrões europeus, acho que 160 euros por 4 dias. Ter um carro na Córsega é fundamental, pois a ilha não é pequena, e a menos que você queira ficar somente atirado na areia, o carro é básico para começar. O hotel que eu havia escolhido na booking era do lado leste da ilha na beira da praia o Levolle Marine – http://www.levollemarine.com/  o hotel era ótimo! O restaurante melhor ainda, mas se na época eu tivesse tido uma boa alma para me aconselhar, eu teria escolhido um hotel nos arredores de Porto Vecchio, onde estão as praias mais bonitas.

A Córsega é muito diferente do que eu imaginava, diferente de sua vizinha ao sul, a Sardegna que é bastante árida, a Corsega é muito verde, com uma grande extensão de floresta com cachoeiras e rios de corredeira, este passeio de Ajaccio até o lado leste da ilha ( o lado de Bastia) é lindo, a gente cruza uma enorme área de bosques e montanha.

 

No primeiro dia fomos conhecer a parte norte da ilha, passamos por Bastia, cruzamos no ponto de St Florent e fomos descendo pela costa, passando por Ile Rousse até Calvi. Esta parte da ilha é bem selvagem, estradinhas sinuosas com vistas lindas do oceano, passamos por muitos motoqueiros na estrada. Mas apesar de já ser quase fim de junho é um lugar super tranquilo, nada é muito cheio, as coisas são fáceis, achar lugar para almoçar, entrar e sair do centrinho das cidades.

 

 

 

Ile Rousse

 Um pouco abaixo de Calvi cruzamos a ilha para voltar para o nosso hotel. No dia seguinte fomos explorar o sul, as praias belíssimas, especialmente Palombagia e Santa Giulia, próximas a Porto Vecchio, que é um lugar muito charmoso, cheio de restaurantes e lojinhas.

Praia de Palombagia

 

Porto Vecchio

De Porto Vecchio seguimos mais para o sul até Bonifacio, de onde se pode ver a Sardegna. Bonifacio é uma cidadezinha muito antiga que fica no alto de um penhasco. A Córsega foi possessão Italiana por quase 400 anos e o verdadeiro nome de Napoleão era Buonaparte e não Bonaparte. Houve um breve período de independência, mas depois de longos anos de luta a Corsega foi incorporada a França em 1769. Muito embora ainda hoje este seja um assunto delicado, e se veja muitas pichações pela ilha pedindo por uma Corsega livre.

 

 

 A culinária aqui é uma mistura de cozinha Francesa e Italiana, como é uma ilha o forte são os frutos do mar, e posso garantir que se come muito bem. O idioma oficial é o francês, embora muitas pessoas falem o dialeto corso.

Foram 4 dias bem aproveitados, mas ainda faltou conhecer a região na costa ao sul de Ajaccio. Eu sempre acho bom deixar a porta aberta para voltar em outra oportunidade. A Córsega foi uma ótima surpresa, me lembrou um pouco Santa Catarina há uns 20 anos atrás. Deixo aqui para vocês uma imagens deste lugar abençoado.

 

Nascer do sol na Costa verde no Hotel Levolle Marine.

Programas para o fim de semana em Londres

24 de setembro de 2010 1

Para quem está de passagem marcada para Londres, este é o último fim de semana para ver a exposição Grace Kelly: ícone de estilo, no Victoria and Albert Museum. Estive por lá em julho e me apaixonei pelo museu que tem um dos maiores acervos de artes decorativas e design do mundo.

A loja do museu entrou no clima e está toda florida com cópias de objetos e roupas da atriz/princesa. Um luxo muito delicado

Já na entrada o enorme lustre de cristal, que mais parece feito daqueles balõezinho retorcidos, é inusitado e contrasta com a arquitetura Neoclássica do prédio.

Várias salas de exposições são vitrines de estilos separadas por materias, tais como ferro , mármore, madeira e etc.

A sessão de moda é um capítulo à parte e muitas exposições marcam presença. Quando acabar Grace Kelly no dia 26 de setembro, começa uma mostra que já esteve no Brasil , Diaghilev e a época de ouro dos Ballets Russos, imagino que fará um passeio pelos figurinos e cenários criados para os espetáculos por nada menos do que Pablo Picasso.

Para facilitar, a entrada nos museus britânicos é free, somente se paga a visita às exposições temporárias , para as quais aconselho  fazer reserva antecipada, para não ter que esperar na porta ou desistir, por falta de tempo . http://www.vam.ac.uk/

Já que estou dando dicas para o fim de semana  em Londres, imperdível é dar uma passada no Mercado de Portobello Road em Notting Hill no sábado, uma vitrine do cosmopolitismo local com artigos para todos os gostos. Ele é conhecido como mercado de antiguidades mas é muito mais do que isto. Nas primeiras quadras muitas bancas de quinquilharias de decoração e roupas.

Um aparte para as damas, os vestidos de malha e renda que por aqui não custam menos de cento e cinquenta reais, em Portobello Road podem ser encontrados por quinze libras , uma verdadeira barbada.

Na última quadra as bancas de alimentos são uma festa para o paladar, oferecem acepipes de todas as culturas e nacionalidades. Para quem não gosta de comer na calçada a região está cheia de pequenos restaurantes , cadeias de comida natureba e também  livrarias  e lojas transadas.

Além disto o bairro é uma gracinha, e dá para rever o filme de mesmo nome com a Julia Roberts, para apreciar mais recantos de Notting Hill. Apesar de estar muito lotado no verão achei um programa bárbaro.

Aqui vai o site para localização e mais informações. http://www.portobelloroad.co.uk/

Almoço de sábado festivo - Pâtissier

18 de setembro de 2010 1

Hoje sábado, quase um sábado de primavera, eu queria um almoço diferente, leve, especial. Eu já tinha provado a comida do Marcelo Gonçalves na casa de amigos, um risoto de funghi porcini como o da minha nona.

Resolvemos almoçar ali na Pâtissier que fica na Rua Marques do Pombal, 128. O lugar é pequeno, acolhedor bem transadinho. Na mesa eles já colocam um pratinho com o menu do dia, olhem:

A nossa fome não estava tão grande e perguntamos se poderíamos comer a entrada e o filé, a resposta foi de que poderíamos escolher o que quiséssemos do menu. Escolhemos a entrada, que estava muito boa, fatias crocantes de baguete com uma mortadela cortada finíssima, com azeitonas e azeite de oliva.

Para acompanhar eu pedi um cálice de vinho, Carmenére e o Paulinho pediu uma cerveja, Stela Artois.

Quando nosso prato chegou eu mal pude acreditar, era um filé marinado no balsâmico com rúcula, cebola roxa e lascas de parmesão…. noooossa o visual era fantástico, confira:

De outro ângulo.

Não só o visual era bonito como o filé estava divino, na medida certa, macio, um certo agridoce dado pelo balsâmico, muito bom, não fica atrás de nenhum restaurante parisiense ou romano, aqui gente! Em Porto Alegre, a gente tem que recomendar, pra essa gente boa e competente como o Marcelo continuar aí por muitos anos. Você se teve o prazer de frequentar o Sanduiche Voador, deve se sentir viúvo como eu, que sinto muitas saudades, era um restaurante charmosinho e que qualquer coisa que você pedisse, desde o mais simples sanduiche até os pratos mais elaborados eram honestamente maravilhosos.

E para fechar com chave de ouro, o Paulinho ainda pediu uma sobremesa e duas colheres, eu confesso que não teria pedido, pois não sobrava mais espaço, mas concordei e voilá!

Este gateau de chocolate com sorvete de yogurte pra dar uma cortadinha na doçura… perfeito!!!

Tomamos 2 expressos e nossa conta foi de 110,00.

Um lugar que eu super recomendo, o atendimento foi impecável, gente bonita, foi a maneira de começar o feriado com o pé direito.

Pâtissier

Rua Marques do Pombal, 128

Fones: 3395 3848

Eles tem um blog pessoal: blogdapatissier.blogspot.com

Futebol também é arte! Visitas ao Santiago Bernabeu e Camp Nou.

10 de setembro de 2010 0

Hoje a colaboração é do Torben Rizzo, que num mesmo dia fez um belo passeio pela arte milenar no Museu do Prado e pela sua paixão, o futebol, no “templo” do Real Madrid .

Visitar o Estádio de Real Madrid , considerado pela Fifa o maior clube do século XX ,  e do Barcelona , seu grande rival ,é uma experiência muito legal para os amantes do esporte.

O Real Madrid é responsável por quatro das cinco maiores contratações do futebol mundial de todos os tempo: Luís Figo em 2000, Zinedine Zidane em 2001 e Kaká e Cristiano Ronaldo em 2009 por mais de sessenta milhões de euros cada um. Mas apesar dos números monumentais a torcida do Barcelona supera a do clube da capital.

Os dois estádios são alcançados por metrô , o do Real Madrid fica na boca da Estação Santiago Bernabeu (linha 10) no Passeo da Castellana. Em Barcelona ainda precisa uma boa “pernada” desde a estação do metrô até Camp Nou e o Mini Estadi (Campo B), localizados no bairro de Les Corts, neste caso ir de taxi é uma boa pedida.

Os estádios são pontos turísticos muito visitados na Espanha, os ingressos custam caro, em torno de EU$ 20,00 e são uma importante fonte de arrecadação nas milionárias contratações dos clubes. Provando esta importância o plano de visitação é muito organizado, um tour digno da Capela Sistina do futebol. Só para comparar , em Roma o Estádio Olímpico não tem plano de visitação turística, só se pode entrar em dia de jogos.

Aqui o restaurante do Santiago Bernabeu.

No Santiago Bernarbeu o tour começa na sala de troféus , passando por tribunas de honra , campo, pelos vestiérios , sala de imprensa e finalizando em uma loja enorme e bem equipada para tentar o consumo dos aficcionados. Inaugurado em 1947 tem capacidade para mais de oitenta mil espectadores,

O Estádio do Real Madrid é em estilo “bombonera”, bem alto com a arquibancada mais perto do campo. O time é mais antigo e tradicional , e acredito ser este um dos motivos de o tour ser mais organizado e interessante.

Aqui as chuteiras de cada jogador!  Reparem nos ditos da chuteira do Kaká.

Uma dica , durante o passeio eles oferecem uma foto virtual ao lado do seu jogador predileto do plantel do time,  dizendo ser free. Na verdade todo o mis-en-scène de tirar a foto é de graça , mas levar a foto para casa custa bem caro. Quase uma pegadinha que os turistas caem e acabam pagando, achei meio fazer papel de bobo!

Os vestiários são muito bem equipados, e muito legal é sentar na cadeira dos reservas e quem sabe ser descoberto como uma nova revelação!  

Site do clube:

http://www.realmadrid.com/cs/Satellite/es/Prehome_ES2.htm

O Estádio do Barça , Camp Nou (Campo Novo)  tem em letras desenhadas na arquibancada seu lema: Mais que um clube“, o que de certa forma exprime o sentimento do seu torcedor que se identifica ao clube quase como uma identidade “nacional” da região da Cataluña.

O famoso torcedor Josep Carreras fez uma declaração que diz muito deste sentimento : Ser torcedor do Barça vai além do puramente esportivo. É o sentimento de raízes, de valores e de uma identidade de país: a Catalunha”.

No Camp Nou existe uma galeria virtual com videos contando a história de todos os jogadores que fizeram parte da história do time. Os torcedores são conhecidos como culers (diz-se culés) e o estádio inaugurado em 1957 com capacidade para noventa e oito mil pessoas.

Aqui vai o site para maiores informações: http://www.fcbarcelona.com/web/castellano/club/club_avui/territori_barca/fcbmuseu/index.html

Descobrindo Cingapura - Por Carla Oliveira

10 de setembro de 2010 1

 

 

            À caminho do meu destino final, Myanmar, do qual falarei em outro post, passei por Cingapura. Esta pequena e surpreendente cidade-estado foi a minha porta de entrada no sudeste asiático, onde passei três dias muito agradáveis e agitadíssimos. Isto porque Cingapura, já um importante centro comercial e financeiro, também vem se destacando como um centro de entretenimento, e as opções de passeios são inúmeras, para todos os gostos!

            Decidi iniciar meu passeio por Cingapura justamente por suas áreas étnicas antigas, Little India, Arab Quarter e Chinatown. E é muito interessante ver como todas estas culturas coexistem e se inserem harmoniosamente no panorama desta moderna e bem sucedida cidade. Em Little India, me encantei com  o vibrante movimento, a profusão de restaurantes e lojas, os aromas, a música, o colorido dos sáris. Vale a pena fazer uma visita ao templo hindu dedicado à deusa Kali, na principal rua do bairro, Serangoon Street, onde os hindus fazem suas oferendas a deusa.

 

           

 

 

 

 

 

 

 

           

detalhe da fachado do templo

 

 

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            Em Arab Quarter, o grande destaque é a  Mesquita do Sultão, com sua cúpula dourada e seus minaretes.

 

           

 

 

 

 

 

 

            Em Chinatown, visitei o Chinatown Heritage Centre, que fica na Pagoda Street, principal rua do bairro. É um museu muito interessante, que narra toda a saga dos chineses em Cingapura e oferece uma reconstrução muito impressionante dos cubículos onde eles viviam na época colonial, ressaltando, através dos seus ambientes e objetos, seus hábitos, seus vícios, sua cultura.

 

 

 

         

Pagoda Street  

           

 

 

Chinatown Heritage Center

 

 

            Imperdível também é o passeio ao Merlion Park. O Merlion, metade leão, metade sereia, é o símbolo de Cingapura. Dali, se tem uma excelente vista do Rio Cingapura e do Esplanade Theatre, complexo de teatro e sala de concerto, que além da moderna arquitetura, também tem uma acústica fantástica. Tive a oportunidade de conferir um show da banda Belle & Sebastian na sua Sala de Concerto e foi impressionante.

 

        

 

 

            Também do Merlion Park, avista-se o prédio do Marina Bay Sands: três torres gêmeas ligadas pelo terraço. É um dos inúmeros complexos de entretenimento de Cingapura, combinando hotel, cassino, lojas, restaurantes.

 

           

           

 

 

 

 

 

 

 foto batida no terraço do Marina Bay Sands, mostrando a sua piscina

 

 

 

            Próximos ao Merlion, estão o Victoria Theatre e o Asian Civilisations Museum, um museu muito completo sobre as várias e riquíssimas culturas asiáticas.

 

           

 

 

 

 

 

 

 

 

 

            Às margens do Rio Cingapura, estão as áreas revitalizadas do Boat Quay e do Clarke Quay, importantes áreas de lazer e entretenimento da cidade. Reserve uma noite para vir jantar e passear aqui. Em Clarke Quay existem vários barzinhos, todos bem movimentados, e alguns bem curiosos, como o The Clinic.

 

 

 

 

           

 

           

            Outra noite, pode ser reservada ao Night Safari, onde observamos os animais em seus ambientes, com barreiras naturais substituindo as grades. É muito interessante e divertido.

 

           

 

 

            E eu não poderia deixar de falar sobre compras em Cingapura. Um passeio à Orchard Road é o paraíso dos consumistas. Lojas de grifes internacionais e shoppings se sucedem oferecendo produtos para todos os gostos e bolsos. Quando visitei Cingapura, eles estavam comemorando o dia nacional e um dos principais shoppings da Orchard, o Paragon, oferecia um concerto em homenagem ao dia.

 

           

 

 

            Por fim, no meu último dia em Cingapura, um domingo, fui visitar Sentosa Island, um complexo de lazer com praia artificial, inúmeros resorts em construção e vários parques temáticos, inclusive um da Universal Studios está sendo construído. Como eu disse, opções para todos os gostos e para toda a família.

 

 

 

 Impossível não encontrar o que fazer em Cingapura. Meus três dias na ilha foram super corridos, conheci muitos lugares bacanas (o sistema de metrô de Cingapura é moderno e muito eficiente, o que ajudou bastante) mas ainda assim, fui embora com a sensação de que precisaria mais tempo para conhecer ainda melhor a ilha.

Um passeio literário infantil por Paris.

01 de setembro de 2010 4

Olhem que lindo relato que a Flávia Motta nos enviou sobre a experiência deliciosa que teve com a filha em Paris. Delicado , sensível e principalmente atento em desenvolver o gosto pela arte respeitando o tempo e a idade das crianças.

Obrigada Neca, acho que vais fazer escola!

“Quando decidimos viajar comecei a conversar com minha filha  Quitéria,  de 10 anos, sobre as várias “coisas” que ela teria oportunidade de conhecer. Deixamos sempre claro de que a viagem obedeceria o ritmo e os interesses dela. Entre os itens pré-viagem estava a leitura de “Linéia nos Jardins de Monet”, que eu comprei quando ela devia ter uns 2 anos, e desde então estava guardado, para ser bem sincera, esquecido.

Após a leitura do livro, conseguimos o vídeo emprestado e nos deliciamos com o filme. Ela se encantou, de imediato, com a História. Da mesma forma eu tracei, na minha cabeça, um percurso literário tendo como base a viagem de Linéia a Paris. (Também lembrei do percurso literário que fizemos em 1995, em Portugal, com a turma da Oficina Literária do Assis Brasil tendo como gancho 3 livros do Eça de Queirós).

O primeiro passo foi ir a Giverny e visitar a “Casa Rosa” onde Monet passou grande parte de sua vida e produziu maravilhas. Foi mágico! Eu, chorona, quando vi a expressão da Quitéria, manifestando intimidade e conhecimento do ambiente onde estava, arrepiei e chorei. Ela sabia o lugar das coisas na cozinha, conhecia a sala de jantar, o atelier, correu em busca da ponte japonesa e vibrou ao encontrar o barco no lago. Fotografou Ninféias, juntou flores do chão, para secarem no livro exatamente como a Linéia fez. Até a pose da capa do livro na ponte ela repetiu para foto. Fomos e voltamos de trem que parte da Gare St. Lazare para Vernon e de lá com ônibus para Giverny.
As cidadezinhas são mágicas e o trajeto muito agradável.

Em outro dia, com o livro cheio de flores recolhidas no chão dos Jardins de Monet, fomos tentar achar o Hotel Esmeralda onde Linéia se hospedou em Paris. Não sabíamos direito o endereço, na ilustração aparecia o n° 4 e a vista que ela tinha da janela do quarto. Também falava que era na frente da Igreja Saint- Julien le Pauvre que tem em seu parque a segunda árvore mais antiga de Paris, plantada em 1602.

Pois bem, achamos a Igreja, a árvore (com direito à folhinha para secar no livro), e o hotel com o número 4. O hotel é tal qual descrito por Linéia. Tem o quadro da cigana Esmeralda na subida da escada. Temos a foto que prova isto. A Esmeralda é aquela, amiga do Quasímodo, o Corcunda de Notre Dame. Mais referências literárias reforçadas, antes, em uma visita a Place des Vosges e à fachada da casa onde morou Victor Hugo autor do corcunda.

 

E, também, na infindável subida às torres da Notre-Dame a fim de visitar o sino e o local onde o Corcunda vivia. Lá de posse da máquina fotográfica, Quitéria fez imagens de várias gárgulas que ela jura serem as amigas do Quasímodo que aparecem no filme.

 

Mais literatura: Linéia menciona no livro a “livraria inglesa que fica bem pertinho, logo depois da esquina”. Saindo do Esmeralda, em direção ao Sena, viramos a esquina e estávamos diante da Shakespeare and Company. Entramos, babamos, compramos e Quitéria quis tirar foto lendo, ou melhor, olhando os livros naqueles sofás empoeirados. Bem, no meio desta sucessão de surpresas e descobertas, entre os livros que Quitéria viu ali jogados estava o Diário de Anne Frank. – “Mãe, olha!”

Explico: um dia antes, após almoçarmos no Centre George Pompidou, fomos visitar o Musée de la Poupée (Museu da boneca) e na saída, aquelas coisas que acontecem em Paris, havia um canto ao lado do Museu, aparentemente um jardim. Era engraçado, inusitado, fomos ver e aquilo ia se abrindo e era uma praça, grande. Havia uma placa que informava ser, a Praça, um presente de um determinado Senhor para a comunidade judaica de Paris e se chamava Anne Frank. Quitéria perguntou quem era e recebeu uma explicação rápida mas o interesse aflorou. Queria mais detalhes e, claro, a tristeza da história a impressionou muito. Falei que era um sucesso e que era um dos livros mais lidos e ela perguntou se podia ler. Disse que sim, mas mais tarde! Na Shakespeare o título e a foto de Anne Frank a deixaram mais curiosa ainda.

Nosso percurso da “Linéia” terminou com visita ao Museu Orangerie onde estão as Ninféias de Monet. A pequena viu, reviu, ficou perto, ficou longe, fazendo o teste que Linéia fazia ao ver o borrão que era de perto e a flor que aparecia de longe. Entendeu, à maneira dela, a impressão que o artista tinha e queria retratar e o impressionismo do qual ele, Monet, era o principal expoente.

Enfim, ficou para outra vez, o Museu Marmottan e o D’Orsay. No Louvre fizemos um passeio relâmpago Vitória de Samotrácia, Vênus de Milo, Mona Lisa e alguma coisa da ala egípcia que fascina a Quitéria. Havíamos planejado um dia na Eurodisney. Eu e o Regis não estávamos muito satisfeitos com a idéia que, por iniciativa da Quitéria, foi cancelada. Isto me faz lembrar outra passagem da Linéia. Quando ela volta para sua cidade, que não é informada no livro, alguém pergunta: – E que tal a Torre Eiffel?…E ela responde: – Escute: nós tínhamos coisas muito mais importantes para fazer. Quitéria subiu no último andar da Torre, almoçou no Julio Verne mas, a Eurodisney, ficou para depois…

Outra coisa que fizemos, e ela adorou, foi levá-la a Montmartre, na Place de Tertre e pedir para uma artista retratá-la, ficou o máximo.  

Fiquei abastecida e feliz com o aproveitamento que nossa filhota teve de tudo isso. Sem falar no nosso crescimento como família e a saudável reciclagem dos afetos. Mas isso é uma outra história.”