Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts de outubro 2010

Ilhas Maldivas, um paraíso - por Luciano Zanetello

27 de outubro de 2010 10

 

 

Maldivas

                    Para mim, uma das melhores coisas do mundo é aliar as coisas de que se gosta.

                    Desde sempre gostei de viajar e …. do mar, surfar foi uma consequência natural. 

                    Como o tempo na mesma medida  que nos dá várias coisas vai tirando outras, já vinha procurando um lugar perfeito  p/  meu  “Canto da Fênix”´no surf  e, as Maldivas se encaixavam perfeitamente nesta idéia .

                   Por algum tempo adiando o sonho,  este ano ajustamos a data da  viagem p/ coincidir com o período bom p/ o surf .

                   Depois de encarar 14:00 hs de vôo até Dubai ( não há glamour que resista a este tempo em um avião ), descansamos um dia e na madrugada do dia seguinte, embarcávamos num vôo de 4:00 hs até Malé capital das Maldivas.


                   Dali já préviamente acertado, um “Jetboat’ nos levou em 30′  ao resort escolhido.

                   A hotelaria era básica, sem nenhum requinte mas, a natureza era exuberante !!!


                   O mar dependendo da hora tinha vários tons de azul e verde, agua quente, dezenas de peixes , arraias , golfinhos , todos nadando na lagoa interior do resort , vistos a olho nú.

 

                    Era uma surpresa para onde quer que olhássemos . 

                   No pacote , tinha incluído o direito de desfrutar das “Boat – trips” , duas vezes ao dia p/ checar e surfar por duas horas no pico que estivesse melhor . Cada excursão , levava a uma onda melhor que a outra ….


                  Um sonho realizado p/ qualquer surfista , o legítimo “Endless Summer’. 


                  Ninjas

Na penúltima noite de nossa estadia , por coincidência , meu aniversário , fomos avisados pela gerência do resort que tínhamos ganho um “upgrade” p/ as “Ocean Villas” ( cabanas dentro do mar que parece – nos estar num cenário cinematográfico ) . Foi a coroação de uma viagem sensacional.

Rumo as ondas

Surfando Lohis

                 Confraternizando

 

Casamento nativo


  Para aqueles que gostam de esportes aquáticos ( pesca submarina, Wind, Kite, Surf, Snorkel )  e lindas paisagens , as Maldivas sem dúvida deve ser o destino .    Todas as maravilhas compensam a cansativa viagem , na volta só escalamos em Dubai.

                  Entre horas de vôo e espera em aeroportos ,levamos  27:00 hs p/ chegar em Porto Alegre.

                  Posso dizer com toda a certeza , iria de novo !!!!!


Novidades de NYC por Cyr Livonius

25 de outubro de 2010 0

Clarisse!

New York está sempre cheia de novidades.

Fomos à exposição de Expressionistas Abstratos no MoMa (Museu de Arte Moderna),onde não podíamos deixar de nos lembrar de ti! A mostra era de pintores americanos; após a 2a Guerra, com a

Europa semi-destruída, New York atraía muitos artistas.

Os de que mais gostei foram Rothko e Pollock- o mais polêmico.

Jantando com amigos no “Waverly Inn”- aquele onde a Luciana
Jimenez diz que caiu uma barata na cabeça dela, mas que é o meu
restaurante predileto em NY, pois até agora nunca caiu nada na minha cabeça, discutíamos Arte. Uns achavam que Arte é Olhar, Gostar ou Não, sentimento. Eu acho que conhecer um pouco da intenção e da técnica enriquece a visão da obra.

Por exemplo, Pollock, saber que seus rabiscos malucos nunca eram repetidos e que para isso ele usava diferentes posições  físicas para pintar: de pé, deitado, inclinado; ele usava às cores para comunicar e suas pinturas tinham sempre um espaço delimitando para mostrar que elas se expandiam…

 

 

Outra coisa bombando em NY é o restaurante ” The Lion”, Inclusive disseram na TV que ir a NY e não ir lá, é não ter ido a NY! É muito difícil conseguir reserva, pois eles não atendem telefone nem olham e-mail. Nós fomos com um grupo e estava o máximo: animado, charmoso, comida muito boa, divertido.
 

 

Outra ótima opção  é uma cadeia belga de restaurantes de comida orgânica: “Le Pain Quotidien”. É tudo rústico mas  acolhedor e não é caro. Eles mesmos plantam o que usam e é tudo  maravilhoso: saladas, sucos, granola, iogurte, tortinhas de frutas, e mil coisas.

Perguntaram-me o que eu queria beber. E eu, bem desligada: Uma Coca-cola! – quase me expulsaram! Não é verdade, apenas me  informaram gentilmente que só serviam sucos, chás; aliás, um suco de  laranja maravilhoso!

A abertura da temporada de óperas ( Lincoln Center) deu o que falar. O que
seria um espetáculo pesado como “O Ouro Do Reno”, de Wagner, se
transformou num sucesso de público, graças aos efeitos especiais no palco,
com máquinas que subiam e desciam, etc. Nem no Câmbio Negro se conseguiam entradas!

Beijos novaiorquinos,
Cyr



Londres alternativa: Camden Town (parte 2)

18 de outubro de 2010 6

Nos meu dias em Londres encontrei várias amigas da minha filha que moraram na cidade durante alguns meses de estudo ou nas férias de cursos feitospor outras bandas. Todas foram unânimes , amam a cidade e se ofereceram para nos mostrar uma outra feição menos aristocrática e careta  do que eu tinha anotado para conhecer. A Camille  Costa foi nossa cicerone, querida como sempre e super antenada!

Camden Town por Mylene Rizzo

Não sou muito dada a roteiros alternativos, no sentido de buscar feiras de pulgas para compras baratas ou bairros muito fora do circuito. Não que tenha algum preconceito, mas simplesmente porque sempre programo tantas coisas ( principalmente museus e exposiçõoes ) , que normalmente falta tempo e pernas.

Mas me rendi a oportunidade de ser levada por “locais” e fui conhecer Camden Town , segundo minha guia um  antigo reduto punk que hoje está mais ligth e já foi incorporado pelo grupo menos undergrouds , além de claro muitos turistas. O conselho é que fossemos cedo , porque ao final da tarde vira um formigueiro principalmente no verão.

.

 Busquei no Wikipidia um pouco do histórico : “Camden é principalmente conhecida devido aos seus mercados: estes são relativamente recentes, com excepção do Inverness Market Street que é um pequeno mercado de alimentos que serve a comunidade local. O Mercado Camden Lock começou a sua actividade em 1973, e está agora cercado por outros cinco mercados:Buck Market Street, Stables Market (mercado dos estábulos), Camden Lock Village e um mercado coberto no Electric Ballroom. Os mercados são uma grande atração turística nos fim-de-semana, vendendo bens de todos os tipos, incluindo moda para estilo de vida diferentes, livros, comida, antiguidades, velharias e itens mais bizarros. Estes mercados e as lojas da vizinhança são populares entre os jovens, em especial aqueles que procuram vestuário “alternativas” como por exemplo o gótico.

Camden Town por Mylene Rizzo

Eu achei muito legal , além de ter sucumbido a algumas comprinhas básicas e muito baratas se compararmos com preços de roupas praticados aqui no Brasil. Sei que é difícil de acreditar que em pounds o preço possa ser convidativo , mas é verdade, e não tem só artigos punk e gótico , tem para todos os gostos. 

Camden Town era uma região industrial que foi tomada por artistas e hoje os antigos prédios de tijolos são totalmente repaginados em versões muito criativas. Era também ums região de canais atualmente bem aproveitados por lanchonetes e bares. Mesmo fora do centro e muitas vezes do circuito, achei um passeio imperdível!

Mesa para lanche! bastante original!

PRA LÁ DE MARRAKESH : DUBAI .... Por Luciano Zanetello

17 de outubro de 2010 2

               MUITO SE FALA DE DUBAI  POR CONTA DOS MEGA PROJETOS E ATRATIVOS  MAS POUCO SE CONHECE DA SUA  HISTÓRIA

.             EM DEZEMBRO / 71, SEIS EMIRADOS ( ESTADOS ) PROCLAMARAM SUA INDEPENDÊNCIA DEIXANDO DE SER UM PROTETORADO BRITÂNICO .

 EM FEV. DO ANO SEGUINTE O ÚLTIMO EMIRADO JUNTOU – SE AOS SEIS PRIMEIROS FORMANDO O QUE É HOJE OS EMIRADOS ARABES UNIDOS

( EAU ) CUJA CAPITAL É ABU DABHI E DUBAI A CIDADE  MAIS CONHECIDA .

            A CIDADE É CONSTRUÍDA NUMA  OUTRA ESCALA.

            A SURPRESA INICIA NO  AEROPORTO QUE É GIGANTESCO COM UM MOVIMENTO ALUCINANTE.

 

 

 

 

 

 

 

         O GRANDE MOTE DA CIDADE É SUA ARQUITETURA COM OS PRÉDIOS OUSANDO MAIS E MAIS EM SUAS CONCEPÇÕES .

 

 

 

 

 

 

 

 

           PARA TERMOS UMA EXATA NOÇÃO DO RITMO FRENÉTICO DA CONSTRUÇÃO , UM BOM PERCENTUAL DE GUINDASTES E GRUAS DO MUNDO INTEIRO ESTÁ AQUI .

           O CALOR BEIRA OS 50 °C E É QUASE IMPOSSÍVEL CAMINHAR NA RUA . A CIDADE É TODA AJARDINADA COM LARGAS AVENIDAS , TÚNEIS , VIADUTOS , O METRÔ FUTURISTA ( TUDO QUE EU SONHARIA P/ POA UM DIA … ) .

 

 

 

 

 

            TODA A AGUA É RETIRADA DO MAR ( DESSALINIZADA ) E A IRRIGAÇÃO DE SEUS JARDINS  É COM AGUA RECICLADA .

 

 

 

 

 

 

          Passageiros típicos dos táxis no Creek

 

 

 

 

   ALGUNS PROJETOS SÃO TÃO MEGA QUE SÓ SÃO VISUALIZADOS DO CÉU ( THE PALM QUE É UM CONJUNTO DE ILHAS ARTIFICIAIS IMITANDO UMA PALMEIRA E THE WORLD OUTRO CONJUNTO QUE REPRESENTA O GLOBO TERRESTRE ) .

         O EDIFÍCIO MAIS ALTO DO MUNDO NÃO CABE NO ENQUADRAMENTO DAS MÁQUINAS FOTOGRÁFICAS ( NAKHEEL TOWER ), FOI INAUGURADO EM JAN. DESTE ANO MAS  AINDA ESTÁ EM CONSTRUÇÃO.

          OUTRO ÍCONE DA CIDADE É O BURJ AL ARAB, HOTEL EM FORMA DE VELA DE BARCO.

 

 

 

 

 

 

            APESAR DE TODA A “ABERTURA”  P/  O TURISMO E OCIDENTALIZAÇÃO , AS MULHERES SÃO BASTANTE DISCRIMINADAS PARA O BANHO DE MAR , EXISTE  UM CLUBE EXCLUSIVO TODO CERCADO DE ALTOS MUROS SÓ PARA ELAS EVITAREM A EXPOSIÇÃO .

 

 

       Mesquita liberada para visitação, desde que com trajes apropriados

 

 

 

   A MAIORIA ADOTA OS TRAJES TRADICIONAIS  E ALGUMAS “BURKA” SÃO VISTAS. 

        PODEMOS OLHAR DUBAI SOB DUAS ÓTICAS DIFERENTES.,A PRIMEIRA COMO  A CONJUNÇÃO DO QUE O DINHEIRO PODE FAZER : MODERNIDADE , CONFORTO , INOVAÇÕES ETC…….

 

 

 

 

 

 

 O OUTRO LADO É CONSIDERARMOS A CIDADE COMO UM GRANDE OÁSIS ARTIFICIAL  ,  FORJADO POR UMA MÃO DE OBRA QUE VIVE A MARGEM DISTO TUDO EM CONTAINERS SEM AR CONDICIONADO , QUE PARA CÁ ACORREM  NA ESPERANÇA DE AMEALHAR UM PATRIMÔNIO QUE PERMITA O RETORNO P/ UMA VIDA MENOS MISERÁVEL EM SEUS PAÍSES DE ORIGEM .

Sobrevoando o Vale dos Reis no Egito

15 de outubro de 2010 4

Conhecer o Vale dos Reis às margens do Rio Nilo no sul do Egito já é um privilégio para poucos.Mas fazer está visita à bordo de um balão é uma experiência para constar no anais da nossa história. 

arquivo particular

O Vale dos Reis é onde localiza-se a necrópole dos Faraós do Antigo Egito, onde suas múmias foram colocadas em enormes tumbas escavadas na rocha e decoradas com a maestria da arte egípcia. Aqui estão as tumbas de Tutankamon e Ramsés II, faraós de uma época onde as antigas pirâmides de Gisé já não cumpriam seu objetivo de manter um sepulcro seguro para a eternidade, pois já haviam sido saqueadas por ladrões de sarcófagos. Mais de sessenta tumbas foram encontradas aqui e escavações continuam sendo feitas na busca de um tesouro intacto como o do Faraó Tutankamon, encontrado em 1922 pelo arqueólogo inglês Howard Carter. O Colosso de Menmon atualmente marca a entrada do Vale, mas já foi o portal de um grande palácio destruído pelas cheias do Nilo. Aqui subimos no balão para começarmos nossa aventura!

 As cestas são grandes , comportando uma média de trinta pessoas em cada viagem. Mesmo para os mais assustados com os ares, o vôo é tranquilo e a sensação de liberdade vale a ansiedade inicial.

Nos vôos mais baixos pode-se vislumbrar a vida privada, quase invadindo os quintais das casas de adobe. A simplicidade quase bíblica das moradias e das pessoas é algo que encanta mas também assusta. Por alguns momentos tem-se a sensação de ter voltado no tempo. Práticas de irrigação e plantações seguem as mesmas técnicas do Egito Antigo, e os moradores locais não cansam de acenar para os turistas que invadem seus afazeres.

 
O cenário é quase lunar, o deserto montanhoso esconde o vale onde as tumbas estão espalhadas. Ao pé da montanha situa-se o Templo da Faraó mulher Hatshepsut, uma das jóias arquitetônicas de Luxor. Visto do alto ele quase se confunde à paisagem.
Apesar de ser um país desértico o Egito é um grande produtor agrícola devido à irrigação que o Rio Nilo permite fazer nas suas margens. Antigamente as cheias do Nilo eram vistas como um dádiva dos deuses, após a construção da Barragem de Assuan as cheias são controladas e a produção de alimentos cresceu muito no país. É surpreendente ver o contraste do ocre do deserto com o verde das plantações.

arquivo particular

Enquanto nosso balão era recolhido muitas crianças se aproximavam vendendo quinquilharias ou pedindo alguma propina, um prática bastante usual por aqui.
Mas nossa viagem foi das primeiras do dia e outros balões seguem enfeitando os ares até às 8h, quando a calmaria da manhã acaba e seguiremos para visitar a cidade de Luxor antiga capital conhecida como Tebas.

 

O nascer do sol no Nilo é um evento simbólico desde a Antiguidade. O sol simbolizava o recomeço da vida, era o deus Rá para os antigos egípcios. No leste as cidades eram construídas para celebrar a vida terrena. Na margem oeste ficavam as necrópoles, simbolizando o mundo do além , onde o sol se põe para passar o período de escuridão.

Frio , surf e charme no feriado em Garopaba

13 de outubro de 2010 5

Passar feriado em Santa Catarina na primavera é quase uma obrigação para gaúchos sedentos de praia ao final do inverno. Como sou da turma dos “sem casa na praia” sempre escolho pousadas que sejam charmosas e caibam no orçamento de casal , filhos , noras e genros!

Quando tínhamos crianças pequenas escolhíamos sempre praias com mar calmo , que permitíssem o descanço de uma mãe à beira de um ataque de nervos. Muitas vezes tiramos férias na Lagoinha, na Ilha de Florianópolis que é um paraíso de tranquilidade. Como tudo muda nesta vida , hoje o “ataque de nervos” ficou para trás assim como o banho em mar tranquilo. Agora o foco são ondas , de preferência muito fortes e bem “formadas” , o que ainda não consigo distinguir!

De uns anos para cá temos nos aventurado pela muitas praias de Garopaba , mais perto de Porto Alegre e um conhecido reduto de gaúchos no litoral catarinense. Meu lado mais bicho grilo se revelou, eu adoro andar de pés delcaços e não tirar o biquini o dia inteiro , num ambiente ainda bem nativo e despretencioso como as praias da Ferrugem e Barrinha.

No último feriado repetimos a estadia numa pousada que , até onde eu conheço , é a mais charmosa da Ferrugem :Pousada Engenho da Lagoa. Localizada à beira da Lagoa , portanto um pouco resguardada da ventania de primavera, oferece um ambiente familiar e charmoso com apenas 6 suítes e um atendimanto muito simpático e atencioso do Gustavo Teixeira e família.

Construída como uma grande casa de fazenda no local de um antigo engenho de farinha, foi primorosamente decorada com bom gosto e simplicidade, com muitos elementos relativos ao tema. No térreo sofás e uma mesa de sinuca integram o ambiente da piscina com uma bela vista da Laguna de Garopaba. http://www.engenhodalagoa.com.br/

À noite os pescadores ficam com suas canoas e um pequena tocha de fogo , um clima perfeito para o descanso.

Como na Ferrugem tudo fica muito devagar esta época do ano, fomos até o centro de Garopaba para achar algum restaurante aberto e nossa escolha recaiu no clássico Zanoni , agora super ampliado mas com a mesma anchova na brasa acompanha do delicioso feijão com farofa, quem já provou não esquece.

Mas o mar não estava pra surfista, a ressaca quase engoliu toda a praia da Barra e na Ferrugem ninguém se aventurava no mar. Foi em Garopaba , normalmente um oásis de calmaria, que nossos surfistas de plantão conseguiram encontrar suas ondas.

Eu não conhecia Garopaba quando era uma vila de pescadores, quase sem contato com o mundo lá fora, mas posso dizer que a cidade guarda um climazinho meio retrô com um centrinho mais ou menos preservado e construções novas que respeitam um estilo bem agradável.

Santa Catarina peca muito pela falta de planejamento no crescimento urbano de suas praias, Bombinhas que foi um paraíso nos anos oitenta hoje está um caos urbano feio e desorganizado. Garopaba por enquanto está conseguindo se manter , crescendo sem destruir seu ganha pão , a natureza.

No último dia fomos dar uma volta até a Praia do Rosa, não costumo ficar hospedada por lá mas descobri uma pousada e restaurante delicioso, e não poderia sonegar esta informação.

Nos altos do Caminho do Rei, a Hospedaria das Brisas é lindinha , bem cuidada e tem uma vista bem legal da praia, fomos apresentados com muita gentileza pela gerente da casa. http://www.hospedariadasbrisas.com.br/

Mas foi o restaurante que me surpreendeu muito , num feriado meio frio com poucos clientes em potencial , o Refúgio do Pescador estava aberto com todos os pratos do cardápio , bem servidos e o detalhe , as 3:30h da tarde. Parabéns pelo profissionalismo!

Não é por nada que o Rosa está na lista das melhores praias do Brasil , o pessoal que tem pousadas e restaurantes por lá faz por merecer a fama e não se baseia somente nas belezas naturais do local , infra-estrutura é fundamental para o turismo crescer.

Anel de Ouro na Rússia: um mundo a ser descoberto

08 de outubro de 2010 4

Um roteiro inusitado pelo interior da Rússia é o Anel de Ouro. Um circuito que pode ser feito em três dias e que revela uma faceta muito autêntica do país, sem se distanciar muito da capital, Moscou.

Uma das visitas mais interessantes do roteiro, que em caso de tempo restrito pode ser feita num day-trip saindo de Moscou é Sergiev Posad.

arquivo particular

Mosteiro de Sergiev Posad, capital da fé ortodoxa russa (quase o Vaticano deles) é um local de peregrinação e que guarda os restos mortais do mais popular santo local , São Sérgio. A cidade toda gira em torno do complexo religioso que é um explendor arquitetônico.

Aqui pode-se ver exemplos de construções de vários grandes czares russos desde Ivan, o terrível até Pedro, o grande , além ouvir histórias sobre as destruições realizadas pelos soviéticos, no seu afã de abafar a religiosidade da população.  Atualmente pode-se dizer que a religião está em alta no país, vários jóvens criados dentro do ateísmo socialista estão buscando batizar-se e os casamentos nas igrejas são muito prestigiados.

Em Sergiev Posad o conservadorismo religioso é completo , como atesta a imagem abaixo!

Seguindo nosso roteiro pelo interior da Rússia, chegamos a Suzdal, a mais delicada e original cidade do Anel de Ouro,  quase um museu a céu aberto.

Além de uma infindável série de Igrejas e Mosteiros a cidade é famosa pelas casas de madeira colorida que tem janelas emolduradas por rendilhados esculpidos.

A tradição local diz que esta molduras serviam para expulsar os maus espíritos.

Suzdal foi declarada  Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1992, e o seu Kremlin, espécie de cidadela-fortaleza que data do século X, é um dos mais antigos conjuntos arquitetônicos do país. 

Contando com menos de treze mil habitantes a cidade procura preservar seu  patrimônio, impedindo o crescimento desordenado e construíndo hotéis de madeira no velho estilo russo.

Aqui acontece anualmente, no dia 15 de julho, uma festa no mínimo curiosa: a Festa do Pepino. Considerada uma iguaria pelos russos, o pepino de Suzdal é o mais valorizado da região. Os habitantes da cidade costumam vender pepinos em conserva, retirados de suas hortas, como forma de reforçar o orçamento familiar.

Quando visitamos Suzdal, estava montado ali o set de filmagem de Ivan , o Terrível. Do mesmo realizador de Taxi-Blues, Pavel Louguine  aproveitava o clima medieval do local para remontar o século XVI , período onde se passa a história deste perverso czar. Ivan é reconhecido por ter unificado a Rússia após a era das invasões mongóis e era uma das inspiração de Josef Stálin. O filme tem previsão de estrear na Europa em 2009.

Mas é o ambiente idílico que mais encanta em Suzdal, é quando olhamos em volta e  sentimos uma atmosfera banhada em nostalgia, onde o tempo de sofrimento do período soviético parece não ter tocado.

arquivo particular

Tapeando por Barcelona : o Born

07 de outubro de 2010 1

O Born é um bairro boêmio, seria o espelho virado do Raval , outra região de Barcelona meio alternativa e muito interessante. Aqui tudo acontece , desde lojas descoladas , apresentações de grupos de música e muita vida noturna!

Na praça em frente a Igreja Santa Maria del Mar e no Passeig del Born encontramos vários bares muito legais , pena que não dava para ir em todos , e que era ainda 11 horas da manhã, quando passamos por lá.

Euskal Etxea (Placeda de Montcada, 1-3) é um bom exemplo , olhem as fotos abaixo , mas sem largar a leitura para ir em direção à cozinha!

Na mesma calçada , alguns passos adiante está outro local charmoso, Lonja de Tapas.

Voltamos à noite e em dois lugares comprovamos a delícia dos montaditos  e pinxos. A vontade é de passar a noite passando de bar em bar , tapeando para ser mais exata, mas haja estômago.

O Sagardi ( Carrer de l´Argenteria, 62) é um bar Basco com algumas especilidades típicas, para acompanhar pedimos o vinho basco, txacolí, e o mais comum por aqui o tinto de verano , que foi onde eu me perdi!

Prefiro os tapas da Catalunha porque abusam de frutos do mar e usam menos fritura que outras regiões.

 

Uma dica para os não iniciados aos prazeres dos tapas é que nos bares se pede um prato para o grupo e vai se escolhendo as rações (unidades)  que vem com um palito , este serve para comer sem se lambuzar muito e para o garçon contar ao final quantos foram consumidos. A conta somente na saída!

A Plaça Jacint Reventós, ao lado do Sagardi, foi onde acabamos a noite, por pura falta de onde sentar. O pessoal fica em pé nos balcões dos bares até quase cair, eu não tenho toda esta resistência e logo buscamos uma mesa que encontramos no CheeseMe. Acamos com mais tinto de verano e uma salada de queijo de cabra divida! Recomendo.

Dicas de Roma no texto bem humorado de Marcelo Pires

04 de outubro de 2010 3

Clarisse,

é a terceira vez que vou a Roma,
a primeira da Leticia,
assim visitamos coisas essenciais,
o Coliseu, o Panteão, o Fórum,
até mesmo o Museu do Vaticano
(precisa ter muita fé em Michelangelo
pra enfrentar aquele bando de gente).

E passeamos nas Piazzas,
e comemos pizzas,
e bebemos vinho,
e tomamos sorvetes.
Confesso a heresia: o sorvete italiano é um pouco doce pra mim.

Ficamos uma semana lá, só saímos para ir a Tivoli,
pertinho de Roma, é uma emoção passear na Vila Adriana,
muito romântico conhecer a Villa d’Este,
dois patrimônios mundias da humanidade.
O bom é que a humanidade não estava lá em Tivoli,
todas as excursões, pelo menos neste dia,
devíam estar fotografando em outro lugar.

Nosso almoços eram causais,
do tipo saladinha e cálice de vinho,
os jantares foram mais planejados.

O papagaio que anda de bicicleta, no Guetto.

Assim conhecemos restaurantes bonitos,
fomos ao Gusto e ao Recafé, recomendo os dois,
ficam pertinho do Museu Ara Pacis,
o Gusto é mais do meu gosto,
mas o Recafé tem ótima pizza.

Fomos ao Baby Dell’Hotel Aldrovani, pena que choveu,
o pátio ao lado da piscina é lindo,
todo o verde da Villa Borghese à disposição
- e a comida estava ótima.

Fomos ao Tuna, Via Veneto, restaurante novo, simpa.

Fomos à ótima Bottega Montecitorio, região do Panteão.

Fomos à Glass Hostaria, Trastevere, ela não tem cara
de Trastevere, é mais gourmet, como não foi tão gourmet assim,
preferia que fosse mais Trastevere.

Freno e Frizioni, Friends Art Café, Enoteca Ferraria,
lugar é que não falta pra gente ser feliz no Trastevere.
Nem gente. Todo mundo disposto, se é que você me entende.
A Piazza Trilussa reúne gente jovem e bonita.
Daí se atravessa a ponte em frente e, mesmo bêbado,
chega-se facilmente ao Campo de Fiori,
outro lugar muito florido de festeiros.

 

Fomos – e recomendo muito este – ao Hotel de Russie,
um jantar nos jardins, delícia. Fica grudado na Piazza
Del Popolo
. É um exagero ir de tênis, mas nem pense
em botar, por exemplo, gravata.

Vimos algumas exposições de arte: Gino De Dominicis
no MAXXI, novíssimo museu de arte contemporânea
da cidade. Arquiteturadíssimo – esta palavra não
existe, mas define bem o museu.

Gino De Dominicis, segundo a wikipedia, “é stato uno dei
più emblematici e controversi artisti del panorama italiano
del secondo dopoguerra”. Gostei muito das pinturas
– menos das performances.

Vi o romano Sante Monachesi na Fondazione Roma Museo.
Monachesi, segundo a wikipedia, “Nel secondo dopoguerra si
dedica a una pittura espressionista e fauve, ma è soprattutto
nella produzione plastica che la sua ricerca si apre all’innovazione”.
Também gostei mais das pinturas do que das esculturas (as pinturas
do período de Paris são belíssimas).

Vi Tullio Pericoli no Museu Ara Pacis. “I suoi disegni dal tratto elegante e leggero così come i suoi acquerelli  sono tuttora pubblicati sulle principali riviste, quotidiani e sulle copertine dei libri di molte case editrici”.
O que seria da gente sem a wikipedia?

Enfim, estávamos no país de Garibaldi em pleno 20 de setembro -
e valeu muito. Via Apia, Mercado de Trajano, Castelo de Santo Angelo,
Museu Capitolino
, ufa. A gente é que fica em ruínas de tanto caminhar
em Roma.

 

Só não valeu a pena a Alitalia.

Poltronas horríveis, espaço tão exíguo quanto a simpatia
dos comissários. Dá vontade de mandar pro Circo Máximo
aquele pessoal tratando mal os brasileiros do voo.

A sorte da Alitalia é a Itália: quando se chega,
a gente esquece a antipatia da companhia.

Contei alguma novidade?
Você que é “especialista”. E italiana!
Mas fique com um batcho e desejos de boa sorte para
seus eternos retornos à cidade.

Marcelo Pires.

 


 

Encantamento num cruzeiro no Nilo

03 de outubro de 2010 5

arquivo particular

Navegar pelo Rio Nilo é uma das melhores maneiras de conhecer o Egito!

Muitos barcos fazem esta viagem, mas em geral todos costumam ser espaçosos e guardar um charme meio nostálgico, quase como os bistrôs franceses em relação aos grandes trasatlânticos pasteurizados. A viagem mais usual vai de Luxor a Assuan, ou vice-versa, mas existem cruzeiros mais longos por regiões menos turísticas como Abydus e Dendera.

 

Assuan é um local de veraneio onde os europeus passam férias nos vários resorts espalhados pelas margens do Nilo. É um local aprazível e tranqüilo.

Desde de 1960 é conhecida por abrigar a Represa de Assuan, feita para gerar energia e alavancar a industrialização planejada pelo presidente Nasser. A represa criou o enorme Lago Nasser que inundou o deserto até a fronteira com o Sudão, deixando submersos diversos templos antigos. Os templos mais importantes, como Abu Simbel e Philae, foram relocados em áreas mais altas com ajuda internacional.

Em Assuan localiza-se o Hotel Old Cataract, célebre pelo filme “Morte no Nilo” baseado no livro homônimo de Agatha Christie.

Aqui as felucas, barcos de passeio típicos da região, criam um clima que inspira descanso e reflexão.

Seguindo o Nilo em direção norte a paisagem é deslumbrante, a margem verdejante de tamareiras contrasta com o deserto árido e montanhoso e é emoldurada por um céu constantemente azul.

Como o rio é estreito, durante todo o percurso vai se tendo um desfile de vilarejos e ruínas que podem ser visitadas em rápidas paradas.

A população local usa o Nilo como meio de transporte e subsistência. Cenas insólitas de embarcações improvisadas divertem quem se detém a apreciá-las. Num passeio de feluca um menino se agarrou a nosso barco e seguiu catando por um bom tempo, ganhou boas gojetas, mas até agora não sei dizer se foi pelo show ou para desistir da carreira artística.

Todos acenam para os barcos de turistas , que são uma atração para os egípcios, mesmo já fazendo parte da paisagem.

Nesta viagem o que mais importa não é o destino final e sim o percurso.  

Lembrar toda a antiguidade desta civilização sobre a qual o historiador grego Heródoto chegou a dizer : ” O Egito é uma dádiva do Nilo”, com suas cheias que fertilizavam as margens permitindo que o país fosse o celeiro do mundo antigo.  

Deslizar na cadência da correnteza e desfrutar de uma paisagem milenar, nos faz quase delirar ao de ver uma construção que poderia ter servido de manjedoura de Jesus, até com os burrinhos perfilados.

Um mico que todo mundo tem que pagar é comprar um roupa típica egípcia e participar da festa à fantasia promovida pelos navios. Na primeira vez que estivemos no Egito , em nosso barco estavam praticamente só europeus, foi quase um velório! Já nas duas vezes que fomos com grupos de brasileiros , todos entraram no clima e se produziram muito, várias versões de Cleópatra surgiram e foi muito divertido. A tripulação do barco se encantou principalmente com os “cabelos” das brasileiras, objeto de desejo na cultura árabe, sempre coberto por lenços em público.

Curtir o entardecerno navegando no Nilo, só seria mais perfeito se fosse com um chimarrão!

arquivo particular

E não é que os gaúchos não esquecem da cuia e da bomba…

Brindemos ao Egito!