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Posts de novembro 2010

Paris, dicas de um outono iluminado

29 de novembro de 2010 4

Paris já está se preparando para o Natal e com o frio muda um pouco a perspectiva de quem visita a cidade. Os cafés nas calçadas continuam com suas mesas postas , mas são poucos os corajosos que se animam. Hoje vou dividir com vocês algumas ideias para curtir a cidade juntamente com o frio.

Para começar as luzes de Natal já fazem a festa para os olhos, a cidade não é muito iluminada como a gente poderia supor, as luzes se concentram mais na região da Champs-Élysées. Eu adorei a árvore de Natal em frente a Notre Dame, simples mas muito linda.

Para quem quer tomar um legítimo café-da-manhã francês no Marais aconselho a Miss Manon Patissier Boulanger, só pela fila de pessoas que se forma na frente para comprar pão pela manhã já seria uma boa sugestão, comprovei que tudo é uma delícia! Na Rue Saint Antoine quase ao lado da Igreja St Paul.

O Marais tem uma infinidade de lojinhas design e agora algumas boutiques de temporada com estilistas novos  preparam as festas de fim de ano. No domingo é uma ótima opção, as lojas abrem a partir das 14h e as ruas ficam fechadas somente para pedestres. O bairro bomba, e as Rue de Rosiers, Rue des Francs Bourgeois e du Prince de Sicile são o coração da região, não esquecendo é claro a maravilhosa Place des Vosges.

Fiz um post só sobre o Marais faz algum tempo, com mais dicas e lugares para explorar!http://wp.clicrbs.com.br/viajandocomarte/2010/08/02/marais-o-soho-de-paris/?topo=77,1,1,,,77

Uma bela opção para que quer conhecer um local  histórico e ao mesmo tempo muito típico é seguir até a Rue de Montorgueil, próximo ao Les Halles. Esta rua foi imortalizada num quadro de Monet e mantém até hoje um mix de comércio bem particular , com venda de peixes, frutas, aves e flores , além de cafés charmosos e muita gente interessante. Comparem o quadro com uma foto do local, a diferença é que agora não temos as bandeiras.

A cidade despida de suas folhas já cria um visual meio misterioso e especial! Esta paisagem outonal me encanta particularmente. Aproveitei para visitar pela primeira vez o Cemitério Pere Lachaise, era uma manhã de domingo sombrio e achei o momento ideal!

Existe um mapa das tumbas de personalidades importantes sepultados ali , são vendidos a EU$ 1,00 na entrada , mas este mapa também está fixado em cartazes. Eu não busquei encontrar “ninguém” em especial , mas curtir o visual geral , e logo vi que não sou a única chegada ao turismo mórbido. No próprio Pere Lachaise vi uma  uma exposição fotográfica de cemitérios do mundo , bárbara e inusitada. Olhem o exemplar brasileiro, não é demais!

A tumba que mais me impressionou foi do casal medieval Abelardo e Heloísa, uma história de amor retratada no filme : “Em Nome de Deus“. A tumba de Allan Kardec é das mais visitadas e está sempre coberta de flores.

Para um almoço memorável, já na região do Jardim das Tulherias , o restaurante Le Saute du Loup no prédio do Museu de Artes Decorativas do Louvre é uma opção perfeita. Com uma vista invejável do jardim (e no verão com mesas ao ar livre) é a resposta francesa a tendência mundial de qualificar os restaurantes dentro de museus. Eu comi um foie gras com maçã caramelada que jamais vou esquecer.

Para dar ideia da baixa popularidade de Sarkozy por aqui, um cartaz fixado na porta de nosso hotel! Hoje nevou um pouco à noite, e os telhados de Paris amanheceram brancos, presente de despedida!

 

Exposição de Monet em Paris, ainda resta uma esperança

28 de novembro de 2010 7

Embora todos os canais oficiais digam que as reservas estão esgotadas e que é praticamente impossível visitar a grandiosa retrospectiva da obra do maior pintor Impressionista francês que acontece até final de janeiro no Grand Palais em Paris , tenho duas boas dicas para quem está com passagem marcada para a Cidade Luz.

Como já disse, através dos sites oficiais as reservas estão totalmente esgotadas com excessão de alguns horários pela manhã  do dia 1 de janeiro , quem se habilita!? 

Atualmente  formam-se  filas imensas na frente do Grand Palais para os lugares liberados diariamente, e a espera para entrar na mostra pode durar no mínimo  2 horas. Mas ao cair da noite, o frio espanta o grande público e eu ontem consegui entrar às 18 horas , congelando por apenas 15 minutos, o maior presente que poderia ter recebido nesta minha estada relâmpago em Paris.

A notícia mais animadora ainda é que ouvi comentários que à partir de janeiro a exposição ficará aberta a noite inteira, sem reserva de horário , porque os moradores locais estão reclamando de não conseguirem visitar “sua” própria exposição. E vocês sabem que francês reclama mesmo e na maioria das vezes consegue!

É uma luz no fim do túnel, mesmo em noites geladas , vale a espera para ver a mais completa reunião das obras de Monet feita em pelo menos 20 anos em Paris. É um retrospectiva bem didática, as obras estão divididas por períodos e temas, reúne quase todas as telas do Musée D’Orsay e muitas outras de museus do mundo todo e coleções particulares. A vida do artista é contada através de sua obra, puro encantamento!

Claude Monet (1840-1926)   http://www.grandpalais.fr/fr/Accueil/p-93-Accueil.htm

Panoramas de Roma: opções para curtir o visual da cidade eterna

25 de novembro de 2010 6

Roma é conhecida como a cidade das sete colinas. na última visita à cidade tentei fazer um recorrido pelas colinas , que hoje já se misturam às ruas da cidade. Algumas são bem conhecidas e se distinguem com histórias que se mesclam ao próprio nascimento da cidade , como o Palatino. É lá que se situavam as residências da aristocracia romana, a casa do Imperador  Augusto e muitas outras residências importantes. Diz-se que foi aqui que Rômulo , um dos gêmeos amamentados pela loba , fundou a cidade e que a gruta onde tudo aconteceu foi descoberta há pouco tempo , por uma sonda , é esperar para ver!

Mas o visual não precisa esperar e do alto do Circo Máximo pode-se avistar o Palatino.

 

 

Muito perto dali estão as ruínas Termas de Caracalla , mas isto jé é uma outra história!

Há alguns passos está a região mais valorizada da cidade de Roma , o Monte Quirinale, com suas casas muito exclusivas e alguns belvederes que descurtinam imagens inusitadas da cidade. O “Buco di Roma” é uma bela surpresa, do buraco da fechadura de um prédio dos Cavaleiros de Malta pode-se avistar uma alameda com a cúpula de San pedro ao fundo! Melhor de tudo é a surpresa do inesperado!

 

Uma novidade na cidade é que agora o Bolo de Noiva , o Monumento a Vittorio Emanuelle II,  o herói da Unificação Italiana conhecida como Ressorgimento , possue um elevador panorâmico. Na verdade já faz três anos que ele foi unaugurado , mas sempre é uma boa dica para quem já conhece os principais atrativos da cidade , que na verdade é quase inesgotável. Custa EU$ 7,00 por pessoa e , tirando os 5 andares que ainda se tem que subir por escadas , oferece um panorama da Roma central, Forum e Via del Corso.

Aqui a cúpula do Pantheon que foi desnudado pelo Papa Barberini, o famoso sucessor de São Pedro mandou derreter a cobertura de bronze feita pelos romanos para que o arquiteto Bernini tivesse material para fazer o baldaquino que hoje encontra-se no Vaticano . Os italianos não perdoaram e alcunharam o dito: “o que os bárbaros não destruíram , Barberini destruiu“.

O Gianicolo é a colina que fica no Trastevere, um lugar pouco visitado pelos turistas , até porque é proibido para os ônibus de turismo. Lá está a Piazzale Garibaldi com uma enorme escultura do herói de dois mundos e o Fontenone. Oferece um panorama da cidade com o Rio Tibre aos seus pés.

Aqui está a casa do embaixador espanhol e também o Tempietto , primeira obra de Bramante em Roma , encomendada pela rainha da Espanha para comemorar o nascimento de seu herdeiro. Uma dos primeiras obras renascentistas na cidade.

Para quem acha complicado subir até o Gianicolo , uma boa opção é o Castel de Sant’Angelo. Não acho que o interior  seja muito interessante , mas o visual desde seu terraço é fantástico. O anjo fica muito próximo e podemos nos imaginar perto do céu. Daqui as pontes do Tibre podem ser contadas em detalhes e a cúpula de San Pedro vista sob um ângulo perfeito.

 

Claro que existem várias possibilidades de onde ver Roma do alto , mas eu me arrisco a indicar mais duas boas opções. O Hotel St. George, na Via Giulia, me descortinou um visual dos telhados da cidade e o Hotel Raphael , quase na Piazza Navonna, da cúpula de San Pedro.  

 

 

Fotos de Clarisse Linhares e Mylene Rizzo.

Aqui vão algumas sugestões , se você tiver algum outro ponto de vista interessante , mande para aproveitarmos juntos!

 

Civita de Bagnoregio: uma ilha cercada por céu

23 de novembro de 2010 8

Hoje  nos despedirmos da Toscana, já com saudades, e seguimos para Roma. Nosso Agriturismo em Montepulciano era uma castelo belíssimo inserido numa paisagem perfeita , pena que o serviço não estava a altura. Vicchiomaggio (http://www.vicchiomaggio.it/) vai deixar na memória a imagem do amanhecer nebuloso confirmando a velha máxima portoalegrense: “cerração baixa , sol que racha”.

Nosso primeiro destino saindo da Toscana foi Orvieto , já na região da Úmbria. Uma cidade com passado etrusco , um dos  povos mais importantes ancestrais dos romanos, e que está localizada sobre uma colina onde chega-se de funicular. Como de costume a principal atração é o Duomo no centro da cidade,  mas a Capela de San Brizio de Lucca Signorelli superou todas as expectativas. Como não pude fotografar , deixo o link para vocês darem uma olhada. http://www.paradoxplace.com/Perspectives/Italian%20Images/Montages/Umbria%20&%20Le%20Marche/Orvieto/Orvieto%20Duomo%20San%20Brizio.htm

Mas a fachada do Duomo já vale a visita , toda esculpida na frente com relevos de Lorenzo Maitani e na lateral o famoso bicolor da região. A cidadezinha também é muito agradável e bem mais movimentada do que as últimas  em que andamos.

A cerâmica e os produtos derivados do porco e do javali (cinghiale)também fazem a alegria dos turistas.

Mas o ponto alto do dia foi sem dúvida Civita de Bagnoregio, onde chegamos já mais ao cair da tarde, o que significa 4h no outono. Nosso grupo já estava questinando o porquê de visitar mais uma cidade pequena , afinal já estávamos no caminho de Roma e poderíamos chegar ainda para aproveitar o entardecer na capital. As fotos explicam a razão, melhor do que qualquer palavra!

 
Civita di Bagnoregio, um pequeno “paese” (vilarejo) situado na região do Lázio,  não é citada em muitos dos mapas ou guias locais e seu nome não é familiar para grande parte dos italianos. Inúmeros turistas desavisados realizam visitas mais óbvias ao trecho Viterbo-Orvieto, mas perdem a oportunidade de conferir a beleza inquietante de Bagnoregio.
 

  

 


 


 


 


 


 








Uma informação de cultura novelística brasileira é que o local foi um dos principais cenários de “Esperança”, novela da Globo protagonizada por Raul Cortez, Antonio Fagundes ,Reynaldo Gianecchini e Priscila Fantin, nos idos de 2002.



 

Os guias dizem que atualmente a cidade conta com 14 habitantes , nós ficamos tentando entender o que faz uma pessoa viver num lugar isolado como este , cujo acesso passa sempre por uma longa caminhada ou na garupa de motonetas, pois os carros não são permitidos!
 

  



A denominação de Bagnoregio é “la città che muore”. Idealizada pelo escritor local Bonaventura Tecchi, não poderia ser mais apropriada, pois desde o século XVII  o núcleo mais antigo que restou de um terremoto  é cada vez mais devastado por uma erosão que a tranformou em uma ilha cercada de céu e ligada a cidade nova por uma imensa ponte. Suas formações rochosas são atingidas por águas e por ventos que as estreitam cada vez mais, reduzindo sua largura e altura.

Chegar a Bagnoregio é voltar no tempo e deslumbrar-se com uma beleza quase pictórica. Até os mais mais experientes viajantes não resistem a brandir fotos do local. Situada a aproximadamente 484 metros acima do nível do mar, à primeira vista a cidade pode lembrar os mosteiros de Meteora, na Grécia central.

Seu território, que data do período pré-etrusco, já foi destruído por godos e lombardos e afetado por diversos terremotos; o mais grave deles em junho de 1695. No entanto, o fascínio que a cidade exerce sobre os homens sobrevive.  O luar mais uma vez participou como personagem principal de nossa história! Quem disse que o outuno na Toscana era triste e chuvoso?

Duas jóias da Toscana: Siena e San Gimignano

20 de novembro de 2010 25

Eu diria que tem duas visitas imperdíveis para que vai a Toscana , claro que o ideal é passar vários dias curtido agriturismos e se perdendo por estradinhas sem sinalização, mas se você é da turma do tempo exíguo ( a maioria) não deixe de  conhecer Siena e San Gimignano.

 

San Gimignano é uma cidade tipicamente medieval , fazia parte de uma rota de peregrinação que ligava Canterbury na Inglaterra  a Roma , via Francigena, e depois de ser devastada pela Peste Negra em 1348 ficou meio esquecida pelo tempo. Para nós foi uma grande sorte porque a cidade foi preservada e hoje temos o privilégio de passear pelas suas ruelas como se fôssemos damas e cavaleiros medievais.

A Piazza da Cisterna é a praça central e lá esta uma das mais famosas sorveterias da Itália, estava fechada para férias até março! Viajar no inverno tem estes percalços, mas em compensação a cidade era praticamente nossa e passeamos sozinhos em meio as brumas que cobriam tudo ao cair da tarde. Um clima fatasmagórico que ajudava a viagem no tempo.

 

A Igreja principal tem afrescos de Ghirlandaio e muitos outros artistas importantes. Santa Fina é a personagem mais falada na cidade , uma santa informal (não reconhecida pela Igreja) que teve seu martírio muito jóvem e que é muito amada pelos habitantes da cidade. A famosa Manhattan do Medievo , devido as suas mais de 70 torres das quais restaram 12, não decepciona os atuais visitantes que vão em busca do passado.

 

Duas dicas de restaurantes são Il Castelo mais simples e num ambiente bem alegre. O tiramisu era de comer rezando e agradecendo para Santa Fina. Já o Dourando , requintado com uma culinária delicada. Aqui presenciamos um ritual muito interessante para servir o Brunello de Montalcino , oferecido pelo Eduardo Linhares.

No caminho uma imagem dos campos da Toscana na região do Chianti.

Siena já é uma cidade que cresceu bem mais e hoje além de um centro medieval abriga Universidade importante e muito comércio de qualidade. Seu Duomo rivaliza em beleza com o de Florença e que os entendidos não me ouçam , mas eu acho internamente ainda mais bonito por ser mais cheio e elaborado com suas paredes bicolores.

Também tem como símbolo da cidade a loba, assim como Roma teria sido fundada por um dos irmãos gêmeos, Remo.

Mas o mais conhecido em Siena é a Piazza del Campo, um praça oval com um certo desnível que abriga a famosa corrida de cavalos conhecida como Il Palio e que acontece aqui duas vezes por ano. Nesta grande festa a cidade fica repleta para ver os bairros de Siena, conhecidas como Contrada, competirem com seus cavalos, roupas e bandeiras em estilo medieval, vale tudo , até cavalos chegarem ao final sem o cavaleiro. O prêmio é Il Palio, um estandarte com a figura da virgem que cada vez é feita por um artista diferente.

O panforte de Siena é um produto típico da região , deliciosa massa com frutas secas e amêndoas.

Os biscoitos cantucci e e de amêndoas também são deliciosos.

O fim de tarde foi coroado pela lua que iluminou a cidade de forma especial! Para ver e sonhar.

Aprendendo a fazer massa com os Italianos

18 de novembro de 2010 18

Saímos de San Gimignano pela manhã com um objetivo – aprender todos os segredos de uma boa “pasta” como dizem os italianos, e depois de quase uma hora andando por estradinhas pelo coração da Toscana, chegamos em um lugar perdido em meio a muitas videiras e matizes de árvores que variavam do verde, amarelo até o mais puro vermelho sangue… ou será vino rosso? Onde vamos fazer uma aula de culinária italiana.



Chegamos em um destes agriturismos, tão populares aqui na Toscana, onde fomos apresentados ao jovem chef de cozinha  Fabio. Ele  nos introduziu a todos os segredos   ancestrais da velha  e boa massa, macarrão para os paulistas, o lugar já era de tirar o fôlego, imaginem…. várias colinas com videiras com folhas amarelas. No exato momento da chegada o stéreo do onibus tocava “La Solitudine” uma canção italiana , mas detalhe importante, cantada pelo Renato Russo, o sol aparecia tímido por entre as nuvens e,  gente!!!! Aquele foi um daqueles momentos únicos, onde música, lugar, e todas as referências do passado se encontraram e produziram um sentimento arrebatador, indescrível.

Este era o visual de Vicchiomagio



Muitas explicações, como vocês podem imaginar, massa secas, massas frescas, e todo o processo, eu cresci vendo minha mãe fazendo massa aos domingos, esticando a massa com aquele rolo de dar na cabeça dos maridos, passando para a máquina de massa à manivela, mas foi muito interessante descobrir que massa seca normalmente é industrializada e que massa caseira feita com  sazon = amor,  é a massa fresca.

Assim ó, 100g de farinha de trigo normal, mesma medida de sêmola de grano duro, 1 ovo = receita de massa para 1 pessoa, muito fácil e botar a mão na massa foi uma delícia, parecia que eu estava brincando com massa de modelar!











A Larissa foi a mais entusiasmada com o processo, acho que vamos perder uma pediatra e ganhar uma nova chef em Porto Alegre.

Todos curtiram muito e realmente eu aconselho você a incluir este programa no roteiro, foram momentos de pura diversão e encantamento….




Olhem só, o professor Ruy Ostermann botando a mão na massa !!!!


Depois de ouvir muitas explicações de todas as variáveis de massa que poderíamos inventar com espinafre, abóbora, etc, tinha chegado a melhor hora do dia, a hora de sentar a mesa e degustar uma bela pasta com molho de javali, sem antes uma entrada com queijos variados, presunto cru, salame, bruschettas, ou seja uma orgia gastronômica que nem voltando a pé para o Brasil eu perderia as calorias adquiridas, tudo isso é claro regado a um ótimo vinho local DOC , simmmm porque aqui tudo é muito controlado, cada hectare de terra tem seu selo registrado. 

 
Entrada com queijo, bruschettas e salami.






Na saída todos de alma lavada, aulas, um pouco da cultura italiana, que nós gaúchos  trazemos um pouco no sangue, uma refeição regada a um belo vinho da bodega local, fomos em direção a Siena… a lua crescente era nossa companhia.

Siena que foi tão grandiosa como Florença coroou o nosso final de tarde e será nosso próximo assunto por aqui…

Arrivederci!!!

Fotos de Clarisse Linhares e Mylene Rizzo


Uma passegiata pela Toscana de Leonardo da Vinci

16 de novembro de 2010 12

Visitar os campos da Toscana passeando de carro ou ônibus é uma experiência incrível , mas fazer este passeio a pé , em meio a colheita da azeitona posso qualificar de quase mágico!

Foi está nossa passegiata do dia de hoje. Começamos nosso périplo por Vinci , cidade natal do gênio renascentista Leonardo da Vinci. Não é um local muito turístico e nos idos de novembro torna-se quase uma visita particular. Aqui uma reprodução gigante do Homem Vitruviano, no centro da cidade.

 

Do centro do pequeno vilarejo partimos morro acima por quase 3km até Anchiano , onde encontra-se a casa da família do pintor. Tudo muito simples e sem um aparato turístico que normalmente encontra-se nestes lugares: lojas com muitos badulaques e reproduções.

Nada disto fez falta para tornar o passeio inesquecível. Caminhamos por entre propriedades de legítimos “fazendeiros” toscanos, que colhiam suas olivas e nos brindavam sempre com sorrisos e saudações. A maioria pessoas já com uma idade bem avançada, mas que o ar puro e a alimentação simples e saudável preservam a juventude.

Fabricam o óleo de oliva como manda a tradição, e fizeram questão de nos explicar cada detalhe do processo, muito simpáticos! A colheita também é feita segundo um processo muito antigo e na maioria dos casos  isto diferencia cada uma das regiões.

Aqui uma vista de Vinci desde Anchiano.

A casa em que o pintor viveu com a família e onde a Clarisse contou um pouquinho dos detalhes da sua vida !

Ao cair da noite chegamos a San Gimignano, as cidades medievais à noite conservam sua aura de mistério, parece que um cavaleiro medieval vai aparecer na próxima esquina! Já estou eu aqui confessando meus sonhos históricos, mas isto fica para amanhã.


Acompanhando os passos de Davi de Michelangelo

15 de novembro de 2010 9

Um grande festejo nos brindou hoje na capital da Toscana.

O famoso Davi , monumental escultura de Michelangelo, está comemorando aniversário  e por isto a cidade de Florença está em festa. Como foi difícil escolher a sua posição final quando finalizado e por isto antes de ser colocado definitivamente na Piazza della Signoria ele teve algumas outras colocações que hoje são repetidas, como a fachada do Duomo. Paradas medievais com música e apresentação de bandeiras coloriram as ruas da cidade , lotadas de florentinos , orgulhosos de seu passado. Todos acompanhavam a escultura que passeava pelas principais avenidas.

A obra, que esteve durante mais de três séculos ao ar livre, em frente à entrada do Palazzo Vecchio, onde agora está uma cópia, foi instalada em 1504 pelo próprio Michelangelo. Hoje a original encontra-se no Museu della Accademia.

Aqui o grupo em frente ao Palazzo Pitti, antiga residência da família Medici, nossos íntimos conhecidos da história local! Para os visitantes da cidade , não deixem de conhecer a Galeria Palatina no Palácio Pitti, riqueza em obras de arte dispostas como foram colocadas na época dos Medici.

Nosso almoço foi na encantadora Piazzale Michelangelo, onde está mais uma cópia do Davi, com a melhor vista das pontes de Florença.

O La Loggia foi uma escolha perfeita, pratos deliciosos mas as sobremesas , babem , porque eu não comi e me arrependi amargamente.


Nos despedimos da cidade que respira arte com uma vista do Arno desde a Ponte Vecchio!

Fotos de Mylene Rizzo

Florença, sempre uma nova descoberta

14 de novembro de 2010 7

Florença: siamo arrivati!

Depois de uma viagem bem tranqüila chegamos à Itália num dia chuvoso de outono , nada frio , algo em torno dos 14 graus , mas muito animado e com uma aura meio misteriosa.

Florença tem um ambiente elegante, os florentinos se arrumam em homenagem a uma cidade que exala arte por todos os poros, principalmente no inverno as vitrines são uma tentação para nós moradores do hemisfério sul, menos acostumados aos rigores do frio. A grande vantagem de viajar nesta época do ano é a calmaria das ruas , quase sem turistas e com muitos florentinos aproveitando o mês mais calmo do ano!

Jantamos em Oltrarno, no bairro que fica do outro lado do rio Arno , próximo ao Palazzo Pitti. O restaurante San Jacopo fica na beira do rio , com uma belíssima vista para a Ponte Vecchio , o maior cartão postal da cidade. Jantamos como reis , ou melhor como gran-duques, título máximo da família Medici por aqui. Um ravióli de ricota de entrada , cordeiro com molho de vinho e finalizamos com uma releitura de tiramisu, mais leve e muito mais gostoso do que qualquer outra versão que eu já provei.

Nosso dia de hoje foi dedicado a arte, a Galeria degli Uffizzi nos encantou numa manhã que passou voando, grandes mestres estão dispostos de maneira cronológica e didática num prédio que remonta ao século XVI.

Abaixo uma visita a maravilhosa Igreja de Santa Maria Novella já ao cair da tarde!

 

Almoçamos na Trattoria Del Magazino, uma triperia , algo muito típico na culinária local , mas somente o Eduardo  Linhares se animou a provar a iguaria e disse ser uma delícia .

A mais conhecida praça, Piazza  della Signoria em belos ângulos fotográficos.

 

O Duomo ou Igreja Santa Maria Del Fiore é o coração da cidade, todos os caminhos levam a ela e sua cúpula gigantesca foi projetada por Brunelleschi. Agora está cercada por um tapete de grama para comemorar a colocação de uma cópia de Davi de Michelangelo em sua fachada. 

Seguiremos com novidades do interior da Toscana! Que o sol nos acompanhe.

Itália com Arte : início 12 de novembro

10 de novembro de 2010 5



Nossos camelinhos estão prestes a partir em mais uma aventura!

 

Desta vez nosso destino é a Itália, de onde vamos mandar notícias,

 fotos e muitas dicas durante o percurso que vai passar por

 Florença, Montalcino , Vinci, Pienza, San Gimignano, Orvieto e

acabar em Roma.

 

 

Se você gosta de viajar, nos acompanhe pelo blog por estas peripécias, desta

vez mais comportadas!

www.clicrbs.com.br/viajandocomarte

 

 Abraços

Clarisse Linhares e Mylene Rizzo