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Posts de dezembro 2010

Praia da Barrinha - Reveillon de pés descalços

31 de dezembro de 2010 2

Faz alguns anos que resolvi assumir meu gosto por passar a noite de 31 de dezembro muito descontraída , só com amigos e de preferência na beira da praia. Assim foi neste fim de 2009, Garopaba , mais especificamente a praia da Barrinha foi o destino eleito e se 2010 for tão maravilhoso como sua entrada não vou ter do que me queixar.

A Barrinha ou Praia da Barra é um recanto um tanto escondido em meio as conhecidas praias do Rosa e a  vizinha Ferrugem. O acesso é por estrada de areia, o mar é forte e muitas vezes gelado e as poucas opções de acomodação tornam a praia um oásis para surfistas e bichos do mato , ou melhor de praia, como eu.

Mas para além de todas as belezas naturais já é tradição por aqui os moradores erguerem enormes fogueiras que iluminam a noite de Reveillon. Uma obra de engenharia e coragem dos habitantes locais, que constróem verdadeiras pirâmides para serem queimadas como num ritual de celebração à vida!

Este ano a lua cheia deu um show à parte, pintou o mar de prateado , o vento deu uma trégua e tudo foi coroado com fogos de artifício na medida exata.

 

Lembro sempre que uma vez viajando pelo interior da Rússia, onde nosso país é conhecido pelas novelas da Globo, uma moça me perguntou se era verdade que as pessoas se vestiam de branco e iam para a praia na noite de Ano Novo ou se era só uma cena de novela. Para eles isto é quase uma cena de outro planeta, um privilégio que podemos nos orgulhar!

 

Era uma casa de muiiiitas mulheres!

 

Conseguimos reunir amigos de várias paragens, e para nossa sorte temos na família vários chefs de cozinha que prepararam pratos dignos de reis. Olhem só a Paella que a Helena Rizzo e o Rob Bins prepararam, além de deliciosa a gente começa comer com os olhos.

 

Na praia , o chimarrão é companheiro inseparável e diga-se de passagem que nas praias de Garopaba os gaúchos são grande maioria com sua Zero Hora e mate na areia.

Nós ainda fomos brindados com um polvo galego servido na beira da praia e feito por um espanhol legítimo, o renomado chef Daniel Redondo de férias do restaurante Maní de São Paulo.

 

 

 

A instalação de havainas da Ivone Bins, um olhar poético sobre o banal.

 

 

Aqui vai mais um palhinha das belas praias em volta de Garopaba que são todas próximas e podem ser um belo programa para estas férias de verão.

Praia da Gamboa, uma das mais intocadas da região.

 

Praia da Guarda do Embaú, faz jus a fama numa mistura de mar , lagoa e montanha.

 

Praia da Ferrugem ao amanhecer, mais tarde é difícil colocar um guarda-sol porque as baladas do canto norte vão até o anoitecer.

Praia da Silveira a mais próxima de Garobapa e das mais bem preservadas e nativas.

Continuamos com a campanha “A Vida é para ser Compartilhada”, se você tiver uma dica de férias ou um roteiro interessante e quiser dividir conosco, mande um texto , fotos ou video  que colocaremos no ar.

Beijo e um 2011 com os pés na areia e a cabeça na lua!

Mergulho na Ilha do Arvoredo

24 de dezembro de 2010 5

Este ano nossa familia decidiu fazer uma  viagem para a Tailândia em janeiro, e como parte dos preparativos decidimos fazer um curso de mergulho já que na primeira fase da viagem  vamos ficar embarcados no Parque Nacional das Ilhas Similan, conhecida por suas águas cristalinas perfeitas para mergulhar.

Eu até já tinha mergulhado por uma semana no Club Mediteranée na Martinica, mas sem ter que apresentar nenhum tipo de carteirinha ou coisa que o valha, eles apenas davam uma explicação de como proceder, os sinais básicos pra se fazer embaixo d”água, já que falar não é uma boa idéia : )  e foi tudo ótimo. Uma semana conhecendo centenas de peixes, polvos, corais, sem nem esquentar a cabeça com uma tal de “doença descompressiva” que agora, no curso teórico e prático que fizemos, acabei de tomar conhecimento de algumas regrinhas básicas que devemos observar para que possamos mergulhar com segurança.

Mas eu quero dar um depoimento de como mergulhar é uma experiência fascinante e é muito mais fácil do que vocês podem imaginar.

A primeira fase é o curso teórico que durou duas noites de aulas das 19:30 até às 22:30 e mais um dia de prática na piscina, nós fizemos o curso com o Planeta Mergulho em Porto Alegre com o Guilherme, um instrutor muito experiente com mais de 3000 (!) mergulhos, ele é um cara super tranquilo explica tudo com a maior paciência e o resultado foi uma grande amizade desde o início do curso.

Para ganharmos a carteirinha da PADI (Professional Association of Diving Instructors) faz parte do curso ao menos quatro mergulhos no mar, então agendamos nosso mergulho na Ilha do Arvoredo em Santa Catarina.

Nossa operadora de mergulho foi a Parcel que fica na praia de Ponta das Canas.

Chegamos lá de manhã cedinho num belo dia de sol e zarpamos para a Ilha do Arvoredo.

Olhem só a cor da água chegando nas proximidades da Ilha do Arvoredo!

A lancha leva em torno de 40 minutos de Ponta das Canas até a ilha, e nem mesmo a Heloisa, nossa parceira que tem um certo probleminha de enjôo, passou mal. A travessia foi super tranquila, é claro que é bom lembrar, sair cedinho de manhã aumenta muito a chance de pegar um mar lisinho.

Vestindo a roupa de neoprene, embora neste dia a temperatura da água estivesse perfeita, 27 graus. Como a visibilidade não estava muito grande, em torno de 8m, Guilherme achou mais prudente dividirmos o grupo em dois. Nosso primeiro mergulho foi muito bom, sem muitos exercicios, só sentindo o equipamento, tentando controlar nossa flutuabilidade através da respiração.

Hora de dar o “passo de gigante” para cair na água com cilindro, máscara, respirador e nadadeiras, pra quem não sabe nadadeiras são os populares ” pés de pato”, mas pra quem mergulha nem pensar em chamar de pé de pato!!!

E chegou a hora! Caimos na água, vocês estão vendo aquela bóia? Ali fica preso um cabo que a gente segura para fazer a descida que é lenta para podermos descomprimir bem os ouvidos.

Vou ter que confessar, que quando caí na  água me deu um certo pânico, tive a sensação de estar com falta de ar, sei lá, mergulhar com  20  inconsequentes anos é diferente de mergulhar com 40 e depois de saber como as coisas acontecem. Mas aí entra a experiência do nosso queridíssimo instrutor, o Guilherme, que nem fez muito caso do meu pavor e só me aconselhou de colocar o rosto na água e respirar calmamente que ele iria baixar com o Paulo e voltar pra me buscar e ali fiquei eu com a Márcia e 5 minutos depois ele voltou e descemos tranquilamente, como se nada tivesse acontecido.

 


 

Mergulhos terminados, pegamos nosso caminho de volta para Ponta das Canas, e para nossa grande surpresa e de alguns estrangeiros que estavam à bordo conosco, cruzamos com este barco chamado de ” Pérola Negra” que achamos muito “sui generis” tocando uma música altíssima e uma galera liderada por um pirata executava uma coreografia animada a bordo, os italianos já queriam pular da lancha pra se juntar a turma festiva do Pérola Negra!



E aqui a foto do grupo pra colocar no diploma do curso!!!

Um chá nas Pirâmides de Gisé

22 de dezembro de 2010 2

arquivo particular

Falar sobre a visita às Pirâmides de Gisé no Cairo não traz nenhuma novidade, é a visita obrigatória para quem vai ao Egito. Mas o que parece óbvio tem seus segredos e eu diria que o maior deles é a escolha do horário. A manhã é o período predileto dos guias de turismo, por sinal a regra no Egito é acordar muito cedo e fazer a maioria dos passeio pela manhã para evitar o sol escaldante do meio-dia. Mas é o fim de tarde que reserva um brinde especial para os bem informados. Bem em frente a Esfinge localiza-se um café, que para além do chá de karkady, oferece um pôr de sol emoldurado pelas 3 Pirâmides.

O chá pode ser trocado por uma stella (marca de cerveja mais tomada no país) ou um café, mas desfrutar deste visual quase particular, pois a maioria dos turistas sai rapidamente para o próximo destino, é um dos programas imperdíveis da viagem.

Uma foto tradicional é o Beijo na Esfinge! Vejam que não é muito simples, eu só consegui beijar o nariz quebrado!

O Sítio Arqueológico de Gisé compreende as três grandes pirâmides de Kéops, Kéfren e Miquerinos, a Esfinge , o Templo do Vale e o Museu da Barca Solar. A Esfinge guarda as tumbas dos antigos Faraós no seu descanso eterno.

O contraste do Antigo Egito aparece constantemente com o atual Egito Muçulmano onde costumes nos surpreendem a cada instante. A magnitude das pedras da grande Pirâmide de Kéops são testemunhas de quase cinco mil anos de História.
 

Uma grande “roubada” por aqui é subir num dos muitos camelos oferecidos pelos vendedores que circulam em torno dos turistas. Provavelmente você vai negociar ao montar no animal e pagar o dobro para desmontar. Uma lástima não limitarem o acesso dos mascates na área das pirâmides, assediam sem cessar quase quebrando a magia local.


Outro fator problemático em Gisé é o grande crescimento da cidade que está estrangulando o espaço das pirâmides , acabando com o que restava de nossa ilusão de encontrar as pirâmides perdidads no meio do deserto. Vários projetos existem para a região , inclusive a construção de um grande museu que desafogaria o caótico Museu do Cairo , mas desde nossa primeira viagem ao Egito esta construção vem sendo postergada! Uma pena , pois o Egito tem o turismo como uma das principais fontes de renda e com certeza todos ganharim com um cuidado maior em Gisé.
 
 
Bem perto do Sítio de Gisé está o Hotel Mena Haouse Oberoi, grande palácio que Ismail Pasha, o último Pachá , construiu ao lado das pirâmides. Reza a lenda que a, também  última, imperatriz francesa, Eugênia , esposa de Napoleão III ,teria tido um afair com o Pachá e que na inauguração do Canal de Suez  teriam se encontrado no Palácio. Este hotel guarda muitas recordações de acontecimentos históricos, serviu de base para os australianos na I Guerra e de local de encontro entre Churchill e Roosevelt na II Guerra.
 
 
 
 
Para nós foi um local de uma belíssima refeição com vista para as pirâmides, até porque na região não existe muitas opções interessantes para o almoço ou um happy hour antes do show de luz e som, que também é muito bonito e conta um poucoi dos 5 mil anos de história que rondam o lugar.


Estocolmo em novembro???

20 de dezembro de 2010 0

 

Pois é Estocolmo em novembro.. pode parecer loucura, mas este foi o destino que escolhemos para passar 3 dias depois de encerrado o nosso tour com o grupo pela Itália.

No ano anterior havíamos escolhido Berlim, e foi uma experiência maravilhosa, estava frio, mas tudo dentro da normalidade. Então esta fechado, vamos passar um tempo em Estocolmo explorando os caminhos de Salander e Blomkvist,  protagonistas do incensado best seller de Stieg Larsson, a trilogia do Millennium, que se passa na cidade.

Já do avião tive um vislumbre do que nos esperava, a paisagem era completamente branca, tudo nevado, e foi aí que comecei a me perguntar se aquela tinha sido uma boa escolha.

 

Chegamos no hotel que ficava em Stureplan em torno das 3h da tarde, saimos pra fazer um reconhecimento da área e almoçar, achamos um lugarzinho muito aconchegante e que recomento, o Le Bistrot, o frio que fazia é indescritível, tudo nevado na cidade e um vento cortante que faz o nosso minuano aqui parecer brisa caribenha. Já dentro do nosso precioso refúgio, experimentamos a deliciosa culinária escandinava, com salmão e outras iguarias. O vinho, me desculpem, tinha que ser um tinto e italiano. Conversa vai, quando olhamos para fora da janela era noite, sim 4h da tarde e poderia ser 3h da madrugada…. 

 

 

 Aquecidas pelo almoço e pelo vinho resolvemos explorar um pouco da cidade, que justiça seja feita, estava linda demais, toda decorada com luzes e  enfeites de Natal. Foi como penetrar numa fantasia infantil de Natal, pois nossos natais de praia e verão não tem nada a ver com a tradição européia que nos foi imposta. E andar por aquela paisagem natalina invernal foi um experência magnífica.

Só que nossas incursões noturnas não ultrapassavam mais de 1h, porque  as mãos e pés congelavam, então o remédio era entrar em algum café e degustar o vinho quente, uma versão nórdica do nosso quentão.

 

 

 

Paradas estratégicas nos cafés para se esquentar e saborear o vinho quente.

 

No segundo dia fomos conhecer Gamla Slam, a parte mais antiga e tipica de Estocolmo, é lindo, cheia de ruelas medievais, cafés, lojinhas com souvenires e muitos restaurantes legais. Nevava todo o tempo, mas o clima era seco e frio então a neve não molhava. E estávamos encantadas com a paisagem inusitada. Tentamos os museus, fomos até o Palácio Real, visitamos uma exposição dos presentes de casamento da Princesa Victoria que casou recentemente. Eu digo tentamos, porque de fato os museus são fraquinhos, no verão não sei se valem a visita.

 

Rua principal de Gamla Slam toda enfeitada para o Natal.

 

 

 

Estocolmo é formada por 14 ilhas e várias pessoas me deram a dica de fazer o passeio de barco entre as ilhas, foi o que fizemos no nosso segundo dia na cidade. Caminhamos do nosso hotel passando por vários parques, pelo teatro onde Bergman havia dirigido peças de teatro, até chegarmos no cais de onde saiam os passeios. Foi um passeio de aproximadamente 1, 1/2 h, foi  lindo, aquela paisagem nevada, passamos por lugares residenciais, parques, onde os suecos não estão nem ai para o frio, cheio de pessoas correndo, levando seus cães para passear, crianças com trenós, canais onde a água começava a congelar. Eu super recomendo  , é perfeito para se ter uma boa idéia da configuração da cidade e da maneira como moram.

 

Um dos vários pontos da cidade onde saem os passeios de barco.

 

O passeio passa pelas casas lindas das familias mais tradicionais de Estocolmo.

 

 

E aqui passamos em frente ao albergue de estudantes ou Youth Hostel de Estocolmo, me bateu um nostalgia enorme, pois foi aqui que me hospedei com 18 aninhos quando fiz um mochilão de 1 mes e meio  na Escandinávia. O barco é bárbaro e continua funcionando com Hostel.

 

 Nosso próximo passeio foi pegar aqueles ônibus que fazem o sightseen pela cidade, nevava de um jeito que fiquei pensando se nosso avião decolaria no dia seguinte. O rapaz que vendia os tickets para o tour ficava numa casinha numa praça, e ele nos acompanhou até o ponto do onibus. Só pra vocês terem uma idéia do funcionamento da sociedade sueca, tão diferente da nossa.

Ele falava ingles fluentemente, aliás como 90% da população, mas não só isso, nos contou que tinha um amigo brasileiro que havia conhecido na Austrália enquanto fazia mestrado na universidade, este era o cara que vendia os tickets do onibus!!!! Ficou ali conosco uma meia hora de papo, falamos sobre todos os assuntos possíveis.
Éramos só Mylene e eu no ônibus!!!

 

 Teatro dramático de Estocolmo onde Bergman foi diretor entre 1963 e 1966.

 

 

 Só as duas brasileiras doidas que vem para Estocolmo em novembro… mas a gente já tinha relaxado e só nos olhavámos e ríamos muito da situação.

Fazer o quê?  Fomos para as lojas, as coisas são ligeiramente mais caras que no resto da Europa, mas nem perto da careza que foi há alguns anos. Até no cinema fomos, aproveitando que os suecos não tem o terrível hábito dos franceses e italianos de dublarem todos os filmes.

 

Último dia e abriu um sol lindo, inacreditável, saimos para uma caminhada para conferir aquela paisagem sob o sol.

 

Blibioteca Nacional.

 

 

A criançada brincando, nem aí para o frio.

 

Antes de viajar eu pedi umas dicas de Estocolmo ao André, que é piloto casado com uma amiga querida e ele voa seguido para lá e adora a cidade, vou transcrever algumas das dicas dele aqui abaixo:

  O Ice Bar está perto da Estação Central de trem, dentro do Nordic Sea Hotel e é um lugar diferente prá conhecer e provar um cocktail com vodka excelente.

 

  Södermalm, também chamado de Söder pelos locais, é outra ilha, maior um pouco e ao sul de Gamla. Lá está o Stockholm museum em Ryssgarden square onde pode-se comprar o mapa do Millenium Tour dos livros de Stieg Larsson. O tour é a pé pela ilha e pode ser feito acompanhado de guia ou só. Eu fiz sozinho e levei talvez umas 2 horas prá ver tudo. Para quem leu os livros e gostou é um passeio interessante.

Lá tem a Fotografiska que é um museu de fotografia bem legal, de frente prá Gamla e Djurgarten. Brankirgattan é uma parte antiga, com ladeiras e uma bela vista de Estocolmo.

A rua principal é a Gotgatan e a ilha é um lugar boêmio e local, não muito cheio de turistas. Tem um lugar nessa rua chamado Bruno que é um pequeno shopping que a noite vira um grande bar, bem alternativo e na frente do local que seria a revista Millenium.

Outro ponto turístico a ir é o Ericson Globe, uma arena, estádio que representa o sol e tem 85 metros de altura. Pode-se ver toda Estocolmo de lá. 

 

O aeroporto de Estocolmo, Arlanda está afastado da cidade, cerca de 30/40 minutos de taxi ou 20 de trem (Arlanda Express).

 

A moeda, Coroa, vale mais ou menos SKr 7,5 por U$ 1,0

 

O clima é ótimo no verão, de junho a agosto (15 graus a noite e 25/30 de dia), frio na primavera e outono (abril, maio, setembro, outubro) e gelado no inverno (de novembro a março).

 

As pessoas falam inglês na rua normalmente e são muito educadas. A cidade é muito segura.

 

Se o clima for bom, caminhar é uma boa opção. Senão, taxi ou metro.

 

Um almoço/janta com cerveja custa mais ou menos 450 coroas (60 dolares) num bom restaurante. Pode ser menos em um lugar mais simples (200 coroas) ou mais num sofisticado.. A culinária sueca é interessante e vale a pena provar.

 

 

 Se valeu? Olha sempre vale… foi ótimo para descansar, colocar as conversas em dia e voltar correndo para o nosso doce clima de novembro no Brasil!

Marrocos com charme, hotéis para sonhar

16 de dezembro de 2010 0

Na nossa volta da viagem para o Marrocos algumas pessoas pediram sugestões de hotéis, acabei mudando de foco e esquecendo de organizar estas informações. Mas promessa é dívida, e aqui está , acho que dá para ter uma boa idéia do que se pode encontrar por lá.

 

Para começar o Marrocos é um destino não muito barato , é próximo da Europa , tem muito turismo da França e Espanha e por isto os preços são em euros, o que acaba inflacionando as estadias e a alimentação. Uma opção muito típica e interessante é ficar em Riads, normalmente são antigos palacetes particulares ,sempre com jardim interno, transformados em hotéis. Podem ser bastante luxuosos, normalmente são pequenos e intimistas,  mas existem alguns mais simples  e baratos.

FEZ

 Riad Fez

Um dos melhores riads da cidade, ao mesmo tempo oferece clima intimista em mais de vinte habitações, normalmente os riads contam com no máximo dez apartamentos. A comida é excelente e os quartos totalmente diferentes uns dos outros, com uma decoração típica e aconchegante. O serviço deixa um pouco a desejar na agilidade, principalmente na recepção. Mas a gentileza acaba se sobrepondo aos problemas. Está numa das entradas da medina , mas oferece um belo jardim privado não sendo prejudicado pelo barulho e confusão desta parte da cidade.

 

Riad Al Andalus

Um pequeno Riad , por sinal está palavra pode ser sinônimo de paraíso e também representa o jardim interno, comum nas casas árabes. Voltando ao Riad Al Andalus, ele é muito charmoso com os quartos virados para a recepção e bela decoração. Nosso quarto era muito estranho, ocupava dois pisos sendo que o banheiro ficava no segundo andar. 

O serviço e a gentileza dos proprietários não é o ponto forte. Tivemos que sair um dia antes e não conseguimos sequer um desconto no valor que já havíamos acertado.

 

 

 

 

 







 

Marrakech

 

 Riad Les Jardins de la Medina

Um achado em meio a caótica medina de Marrakech. Apesar de não estar na melhor localização, vale a caminhada pelo ambiente maravilhoso , serviço e detalhes.

Além de todas as facilidades de um hotél de luxo, oferece aulas de culinária marroquina e um terraço com sofás para um descanso ao por do sol. Foi dos melhores hotéis da viagem!

 

 

Sofitel Palais Jamais

Um hotel cinco estrelas bem brilhantes! Localização , decoração e serviço!

A excessão é o restaurante que não condiz com o hotel . Um serviço decepcionante com um cardápio pobre.

Chefchaouen

 Hotel  Dar chefchaouen

 Este foi uma escolha quase única, pois não temos muitas opções de hotéis grandes nesta pequena cidade na região do Rif, norte do Marrocos. Mas foi uma grata surpresa, no alto da colina oferecia uma vista soberba da cidade azul. As acomodações são simples mas muito charmosinhas, coloridas e bem no clima do lugar. Tem fácil acesso ao centro e um jardim muitos agradável.

Deserto Erg Chebbi

 

 Kasbah Tombouctou

Uma bela localização na porta do deserto, oferece Hamman, bela piscina , boa culinária e uma cenário deslumbrante. Kasbah é uma denominação antiga para cidadela ou fortaleza, hoje os hotéis reproduzem esta arquitetura criando um cenário típico.  O preço é muito razoável pelo fato de ser pensão completa. Daqui pode-se partir para os bivouac (tendas)  nas dunas, a camelo ou em 4×4.

 

 Bivouac

Tivemos o privilégio de experienciar dois tipos de acampamentos bem diferentes em nossas andanças pelo deserto de Erg Chebbi. A primeira vez ficamos num bivouac bem grande e distante duas horas em lombo de camelo, disposto em círculo com tendas simples mas com colchões e roupas de cama limpa. Estávamos sozinhas com os funcionários do local e nosso guia. Curtimos uma noite silenciosa à luz da fogueira e longe de qualquer sinal de civilização. Quase irreal, mas sem nenhum conforto moderno. O banheiro ficava à cinquenta metros numa tenda única com água de galão , sem lanterna era quase como procurar agulha no deserto!

Na segunda viagem nosso bivouac era luxuoso , cada tenda oferecia instalações sanitárias, camas com dossel e luz elétrica! Ficava nas margens do deserto onde pode-se chegar em 4×4 e estava totalmente ocupado por nosso grupo de 25 pessoas. Nos serviram jantar , ofereceram um grupo musical que alegrou a noite e o café da manhã foi digno de um pachá.

Agora a escolha é sua!

Fechando com chave de ouro: Visita privada a Capela Sistina

14 de dezembro de 2010 3

 

Era nossa última noite em Roma e eu antecipava a emoção de estarmos  a sós com Michelangelo em um dos lugares mais sagrados da cristandade e da história da arte – a Capela Sistina.


Minha última experiência dentro da Capela Sistina não tinha sido das mais agradáveis, pois fazia um calor de 36 graus em Roma,  as pessoas se apinhavam lá dentro o ar era pesado, quase irrespirável. O guarda ansiosamente tentava silenciar a multidão e gritava “silêncio” a cada 2 minutos. Foi tudo um pouco caótico, mas vale qualquer sacrificio para apreciar a maravilha realizada pela mão de um único homem em apenas 4 anos.

Desta vez foi tudo muito diferente estávamos só nós dentro da Capela Sistina, 22 felizardos!!

Fiquei sabendo da possibilidade de uma visita privativa a  Capela Sistina, no dia do meu aniversário e achei que aquilo era um presente de deus. A partir daí, foi uma questão de fazer os contatos certos e quando vi o papel com o timbre do Vaticano confirmando este sonho senti um arrepio.

Nossa visita estava agendada para as 19:30h, os portões se abriram as 19:15h e foi muito estranho entrar naquele imenso prédio completamente vazio, salvo pela presença de alguns guardas que nos passaram pelas máquinas de raios X.

Somente os guardas como companhia

Nossos passos ecoavam naqueles imensos corredores e fiquei imaginado  tantos papas que passaram por ali, fomos levados primeiro as “Stanze di Rafaello” ou seja os apartamento privados do papa Július II que foram decorados com afrescos de Rafael Sanzio. É onde se encontra uma das obras mais espetaculares de Rafael, o afresco chamado A Escola de Atenas.

A Escola de Atenas – Rafael Sanzio

 

Detalhe onde Rafael retrata o filósofo Heráclito com as feições de Michelangelo.

 

 

Sozinhos pelos corredores do Vaticano fomos nos encaminhando para o nosso Gran finale 

 

Michelangelo começou a pintura do teto da Capela Sistina em 1508, muito contariado, pois ele não se julgava um pintor, mas um escultor.

O papa Julius II só conseguiu convence-lo a aceitar a tarefa com a promessa de que terminada a pintura, Michelangelo colocaria em prática um grande projeto escultórico para a tumba do próprio papa, deste projeto enorme só sobraram poucas peças, a mais linda delas, o Moisés que reza a lenda, quando Michelangelo deu a obra por acabada, ela parecia tão real que ele teria batido com o cinzel no seu joelho e dito: Adesso parla!, ou seja agora fala!

 

E finalmente chegamos até o interior da Capela, todos ficamos num estado de arrebatamento, dificil falar, deixei as pessoas admirarem o ambiente antes de começar a contar a estória das obras ali expostas.

 






No altar principal ao fundo, o Juizo Final, pintado por Michelangelo 25 anos depois da conclusão do forro, não mais aquele artista eufórico com total devoção e crença no futuro, mas um Michelangelo mais velho, desencantado com o rumo dos acontecimentos, como a reforma da igreja, o Saque de Roma pelas tropas de Carlos V em 1527. Muito historiadores veem neste afresco gigantesco o inicio da escola Maneirista.

 

Aqui no detalhe, Michelangelo se autoretrata na figura de São Bartolomeu, que foi esfolado vivo.

 

 




Foi uma experiência única, poder ficar em silêncio e sentir a energia que este lugar possui. Saimos de lá num misto de euforia e introspecção.

Para terminar nosso périplo pela Itália, depois deste momento de adoração aos grandes gênios da arte, só poderíamos fazer uma coisa para nos despedirmos de Roma, rumamos direto para a Fontana di Trevi, onde abrimos umas champanhes e fizemos muitos brindes, principalmente de agradecimento porque certamente foi um grande privilégio.

 

Fotos de Clarisse Linhares e Mylene Rizzo.


Porto Alegre colorida para as festas

10 de dezembro de 2010 17

Passamos um ano especialmente chuvoso e cinzento em Porto Alegre, e a entrada do verão foi esperada com muita ansiedade.

Este já é um bom motivo para celebrarmos a explosão de cores que os flamboyants nos oferecem em dezembro. Naturais da ilha de Madasgascar na África , para mim simbolizam o início do verão, período colorido de festa.

Nos parques, nas ruas ou mesmo em propriedades particulares, hoje eles estavam ainda mais destacados pelo sol uma manhã agradável. Eles se derramam em cores , quase como uma chama ardente , deixando após os muitos temporais de 2010,  um tapete vermelho-alaranjado sobre as calçadas.

 

 


 


 

Conhecida como flor do paraíso esta árvore demora muito para florescer. Por isto passei a infância “namorando” uma flamboyant plantado pela minha avó em frente a sua casa na Praça Libanesa, no bairro Jardim Lindóia. Para grande tristeza dela , era uma das poucas árvores do bairro que não dava flor!

Ontem fui até lá para me certificar de que ele continua “teimando” e aqui está a prova. A casa virou um curso de idiomas, minha avó Gladys já não acompanha mais os verões por aqui, mas seu enorme flamboyant continua fazendo greve!

 




Enquanto isto os belos exemplares da avenida Quito dão seu show mais sutil para os passantes mais atentos!

Mas de todas a mais bela e florida que eu conheço é a pequena notável que alegra as provas de final de ano do Colégio Anchieta. Meu filho Torben, que diga-se de passagem, não é muito observador da natureza, foi quem me chamou atenção. Quem passou por lá deve lembrar, bem pertinho do bonde!

Para finalizar , está estrofe poética do cantor Nando Reis , que relata seu encanto pelas árvores no Rio de Janeiro!

“Ontem, subindo a João Moura como faço todos os dias, fui tomado de assalto pela explosão de flamboyants que ali se enfileiram com discrição gentil. As lindas flores vermelhas incendiavam a copa das árvores que pendiam seus galhos retorcidos até que eles quase tocassem o chão”

Nando Reis

Dubai: um mergulho na modernidade

07 de dezembro de 2010 4

Confesso que nunca tive muita curiosidade em visitar Dubai, e se tivesse que sair do Brasil e voar as 14 horas que me separam de lá talvez nunca fosse. Mas como estava trabalhando no Egito e queria descansar uns dias antes de seguir para a Ásia , achei que era o destino perfeito.

A imagem de Dubai está totalmente colada ao seu mais famoso prédio , o Burj al Arab ou Torre das Arábias, hotel em forma de vela que faz parte de um grande complexo hoteleiro do próprio Mohammad Al Maktoum, o sheik governante e praticamente dono do país. Me rendi ao apelo da modernidade e me dei ao luxo de me hospedar no complexo Madinat Jumeirah, o que foi no mínimo um contraste com meu destino anterior.

Contrastante também é o funcionamento social dos Emirados Árabes , como busca ser um local de investimento no Oriente Médio evita a imagem radical de outros países da Península Arábica. Nos locais de compras as lojas com vestimentas árabes encontram-se  sutilmente separadas, e as mulheres ocidentais podem portar seus trajes normais sem nenhum constrangimento.

Dubai é o mais populoso e rico dos sete Emirados Árabes Unidos e é governado pela Dinastia Al Maktoum desde o século XIX. Chegando ao aeroporto, adivinhem o nome.. Al Maktoum , a primeira coisa que chama atenção é o grande movimento de carros na cidade, afinal são quase dois milhões de habitantes e mesmo com a ótima estrutura de estradas, dá para sentir a o frenesi de uma grande metrópole. Claro que a cidade ainda tem um ambiente meio canteiro de obras, afinal os projetos são gigantescos e muitos tem várias fases. Para nos dar uma idéia da magnitude destes projetos, somente um empreendimento em construção usa o mesmo número de gruas que toda a cidade de Porto Alegre tem disponível.

Ficheiro:Dubai Bauprojekte.png

O complexo Madinat Jumeirah tem parque aquático, shopping center em forma de mercado árabe, muitos restaurantes de diversas culinárias, um condomíneo residêncial e não consegui contar quantas piscinas. Mas o mais interessante é que permite a visita sem custo adicional ao Burj al Arab, mediante reserva. O resort faz parte das propriedades do sheik,  o que facilita também a aquisição do visto de entrada no país, necessário para brasileiros.

A ligação entre as várias atrações do complexo é feita por barquinhos simpáticos. Optei pela hospedagem no Mina A’Salam , o hotel mais em estilo mercado persa, o Al Qasar (literalmente o Palácio) é mais elegante e suntuoso, e entre os dois está o Souk Madinat. Na verdade tudo em Dubai busca manter um estilo meio árabe mas sempre bem estilizado e organizado. Para mim, que estou acostumada com outros países árabes, fica uma sensação de estar no Epcot Center da Disney. Até a Cow Parade, em edição recente nestes pagos, tem uma versão local, simpáticos dromedários enfeitavam os jardins.

 

Tudo é impecável! Na praia o mar é transparente e a areia parece que foi peneirada , o que eu não duvido nada. A quantidade de funcionários multiraciais é impressionante, nossa brincadeira era tentar descobrir a nacionalidade dos garçons. Os taxistas e pessoal da construção civil já são bem mais fáceis de identificar, a maioria vem da Índia e do Paquistão.

Mas o maior objeto de desejo, além da infinidade de shopping centers de Dubai, é a visita ao interior do Hotel Burj al Arab. Construído numa ilha artificial , duzentos metros da praia, foi concebido pelo arquiteto Tom Wright como: “um edifício que se tornasse um ícone declarado de Dubai, que seja espantosamente lindo e semelhante a Ópera de Sydney ou como a Torre Eiffel”. Não há check-in: os hóspedes são recebidos na porta do avião por um funcionário que se encarrega de todas as formalidades de imigração e alfândega. A única preocupação de quem chega é embarcar no Rolls Royce ou no helicóptero  que vai levá-lo à essa jóia arquitetônica de 321 metros de altura.

O interior busca criar uma fantasia árabe contemporânea, a água e o colorido em vermelho e amarelo evocam a beleza local do ouro e do deserto. As flores são um capítulo à parte, sempre radiantes e elaboradas em maravilhosos arranjos.

Do Skyview bar avista-se os arquipélagos artificiais Palm e o The World, além de uma belo skyline da cidade. Palm Islands são três arquipélagos artificiais no formato de palmeiras. O audacioso projeto  é um grande ponto atrativo da cidade e tem como objetivo aumentar o turismo, pois ao contrário de outros países árabes os Emirados não tem petróleo em abundância. O ideal é subir até o bar no final da tarde e curtir um happy hour nas alturas, enquanto as luzes se acendem. O drink mais famoso da casa é o Camel Mojito, preparado com leite fresco de camelo, quem se habilita?

A mim encanta sempre os lugares mais populares e típicos de cada destino. Por isto o centro, cortado por um braço de água conhecido como Khour-Dubai,  foi o que mais me atraiu. Ali estão também vários hotéis, mas pode-se ver mais de perto a população local e os barcos carregados que chegam e partem para o Irã, país localizado do outro lado do golfo Pérsico, poucas horas de barco dali.

Mesmo que você tenha chegado a Dubai e não tenha mais nem um centavo para gastar tem que ir ao famoso mercado do ouro, com uma abundância que chega a parecer meio fake. Tudo reluz. Os corredores são iluminados com o dourado das vitrines, que exibem tudo quanto é coisa produzida ou revestida em ouro. Ao contrário do que possa se imaginar a maioria dos produtos é feita para o público masculino. Mais: o ouro, que para o pobre mortal parece ser sempre dourado, aqui pode mudar de tonalidade, e adquirir as cores branca, amarela, verde ou rosa. 
São mais de 350 lojas para todos os gostos e bolsos.

Se, como no meu caso, seu objetivo for descansar ou conhecer um destino cosmopolita que oferece um “banho de modernidade”, acho que a escolha está feita!

Aproveito para desejar boa sorte aos viajantes colorados, estarei torcendo por aqui.