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Posts de fevereiro 2011

Uma caminhada em Saint Germain des Prés (parte 1)

25 de fevereiro de 2011 0

Meu passeio hoje é por um dos mais charmosos e interessantes bairros de Paris. Eu sei que é bem conhecido , pode não ser novidade para quem conhece bem a cidade, mas como estou hospedada por aqui , descobri uns recantos bem legais. Vamos lá!

Partimos do Blvd Saint Michel pela rue Saint André des Arts, cheia de lojinhas é um bom programa sempre , mas especialmente nos domingos quando o resto da cidade está meio fechada, num ritmo mais sonolento.

No meio do caminho tem uma passagem que desemboca no Blvd Saint Germain, um charme , com restaurantes e lojas , mas parece uma volta ao passado.

Aqui também se encontra uma filial da loja de echarpes mais transada de Paris, é uma cadeia mas parece única! Diwali chama-se , quase impossível resistir, pena que não me permitiram fotografar por dentro.

Quando chegar ao fim da Saint André des Arts, vale entrar na 13, rue de l’Ancienne Comédie e ir até o restaurante Le Procope, uma instituição nacional datada de 1686 , funcionando no mesmo local e com habitués como Voltaire , Diderot, Rousseau e Marat. A comida não é o máximo , ele é bem turístico, mas já fui duas vezes e não me decepcionei. O salão é lindo e o serviço bastante gentil.

Escolhemos o prato do dia, um magret de canard (peito de pato) com molho de laranja que estava bem saboroso. Com um cálice de vinho e uma sobremesa ficou em EU$ 30,00 por pessoa, nenhuma bagatela, mas valeu!

Seguindo pela Rue de Buci , já devem ter notado que é minha predileta , sempre dou um jeito de passar por ali! É caminho , tem a livraria Taschen com fantásticos livros de arte, um Paul muito charmoso na esquina e um café que “bomba” até mais tarde , o que em Paris no inverno nunca é depois de 1h da manhã.

No meio da quadra está um dos milhares de “Nicolas” de Paris, só numa cidade onde nunca se faz uma refeição sem uma bebida alcóolica poderia ter tantos representantes de um negócio que só vende  “trago”!

Entrei na Rue de Seine e em seguida na Rue Jacob , para encontrar uma pequena jóia escondida no bairro, a Place de Furstenberg, uma minúscula praça onde o pintor romântico Delacroix tinha seu atelier. Desta vez entrei para visitar , é bem pequeno e quase não tem obras originais , mas dá o clima de como viviam e trabalhavam artistas que tinham reconhecimento na efervecente Paris do século XIX.


Logo em seguida na esquina da Blvd Saint Germain com a Rue de Rennes fica o coração do bairro. A mais antiga Abadia de Paris , Saint Germais de Prés dá nome ao bairro e tem em sua frente o Les Deux Magots ( Os Dois Magos) , uma café conhecido por ter sido reduto dos filósofos existencialistas Sartre e Simone de Beauvoir. Formando o quadrilátero famoso está a Brasserie Lipp e o Café de Flore, vale uma passada para conferir , afinal sempre fizeram parte da vida intelectual da cidade participando ativamente em muitas revoluções e manifestações artísticas importantes.

Deixo vocês com uma encantadora imagem das luzes de Saint Germain de Prés!

Quai Branly, arquitetura e arte do "Mundo Novo" em Paris.

17 de fevereiro de 2011 2

 O Museu do Quai Branly foi inaugurado em 2006 para abrigar  Artes de Civilizações da África, Ásia, Oceania e Américas , um sucesso estrondoso numa sociedade que se interessa e valoriza a cultura de povos exóticos. Confesso que em outras visitas nunca me interessei em conhecê-lo, um certo preconceito com minha própria origem, admirava a construção arrojada quase ao lado da Torre Eiffel mas nunca consegui tempo para descobrir o que ali era apresentado, até porque as filas eram sempre imensas.

Neste fevereiro mais cinza do que realmente frio, resolvemos partir para uma visita mais demorada e começando pela arquitetura totalmente integrada ao motivo do museu, nos encantou . Um projeto de Jean Nouvel, incrível em cada detalhe, vale muito a visita!

O Quai Branly é dividido em 4 áreas que se interligam de forma orgânica , organizando por continentes a exposição mas ao mesmo tempo tornando-a fluida e atrativa. As cores são terrosas e os sons buscam recriar ambientes cujos objetos estão tratando. Um museu que trata de todos os sentidos , estimulando nosso âmago primitivo.

Até a parede principal com jardim vertical é muito interessante, uma tendência que se vê muito ultimamente nos museus da Europa.

Na entrada uma instalação do artista contemporâneo Charles Sandinson  , imita um rio que desce a rampa pela qual alcançamos o corpo principal do prédio , mas ao invés de água é um rio de palavras nos mais variados  idiomas que estão representados no museu e que se movem ao ritmo de uma nascente e do fluxo de visitantes.

Representando o Brasil este cocar e uma cerâmica Marajoara. Nada muito emocionante!

Dos objetos mais interessantes este apoio de dromedário, servia  como uma cama para a casta superior , principalmente mulheres em viagem , representando a Síria.

Para quem sair muito cansado, o Quai Branly oferece um café bem movimentado. Quem quiser dar uma escapada maior uma sugestão é ir até o Grand Palais e conhecer o MiniPalais, um restaurante que fica dentro do palácio. Em fevereiro estamos numa entressafra, nada de exposições por ali, mas sempre as maiores e melhores costumam ser no Grand Palais e no seu espelho, o Petit Palais.

Finalizando com a noite de lua cheia sob a Torre Eiffel!

Paris, com endereço privado

15 de fevereiro de 2011 0

Começamos nosso tour europeu por Paris!

Aqui alugamos um apartamento para nossa estada , que unirá pesquisa , prospecção e férias bem femininas com filhas, irmãs , sobrinhas fazendo uma apresentação da cidade para a avó! uma delícia.

O apartamento é uma graça e está no site www.parisperfect.com , fica na Rue de Rennes em Saint Germain des Prés. São 2 quartos, sala grande , banheiro e cozinha totalmente equipada com todas as máquinas (necessárias ou nem tanto) num prédio bem típico e bem localizado. É uma delícia ter um endereço em Paris, nem que seja por duas semanas!

 

Uma caminhada perfeita começa com a dica da Célia, no próprio bairro onde estamos “morando”, Saint Germain, um bom almoço com a famosa sopa de cebola francesa no Café de Paris na Rue de Buci, uma das mais simpáticas do bairro.

 

Seguimos pelo Rue de Seine que tem inúmeras galerias de arte e o bar La Palette, um endereço perfeito para um fim de tarde.

A caminhada continuou pelo Jardim das Tulherias , onde esta época muitas crianças brincam no lago. Tem suas vantagens da cidade no inverno , muito tranquila e sem turistas!

Aproveitando o fim de tarde na cidade luz!


Rumo ao frio! Europa nos espera.

10 de fevereiro de 2011 4

Hoje estou aqui só para fazer um convite !

Estamos embarcando numa temporada de pesquisa para novos cursos e viagens. Nosso destino será Lisboa , Paris e Londres.

Prometemos deixar aqui muitas dicas e novidades. Estão todos convidados a nos seguir nesta viagem.

Aproveito para pedir dicas de quem andou por estes destinos há pouco tempo, aguardamos colaborações !

Abraços e até lá, brrrr!

Egito, patrimônios da humanidade - Philae , templo de Ísis.

07 de fevereiro de 2011 5

 Diante dos recentes acontecimentos no Egito, me sinto preocupada com  destino deste povo já tão sofrido e comovida com a possível destruição do patrimônio histórico e artístico do país. Acredito que conhecer as riquezas desta cultura milenar seja uma forma sinjela de ajudar em sua preservação, para isto vou colocar alguns posts de Templos espalhados pelo país , que espero em breve estejam novamente liberados para a apreciação do mundo e colaborando para o desenvolvimento da democracia e economia egípcia.

O Templo de Philae em Assuan no Egito é primor histórico e um feito de engenharia. Ameaçado pelas águas do Lago Nasser , criado em decorrência da represa de Assuan contruída na década de 60,  o templo ficava submerso boa parte do ano e estava entrando em deterioração. Um movimento internacional trabalhou na sua remoção e uma nova locação foi feita.

Estivemos por lá em três ocasiões e posso dizer que este é meu templo favorito no país dos Faraós. Alem do ótimo estado de conservação , Philae tem entorno especial pois a ilha para onde foi transferido não tem outra construção além do próprio templo.

 

Removido e reconstruído pedra a pedra, Philae é um passeio feito em pequenos barcos desde a cidade de Assuan. O passeio já é uma delícia, nesta região o Rio Nilo forma ilhas de pedra que criam um ambiente diversificado e encantador. O sol , sempre presente, reflete na água as pedras milenares que formam o templo.

Aqui aparece o Hotel Old Cataract onde foi filmado o clássico de Agatha Christie, “Morte no Nilo”, ainda hoje o hotel mais luxuoso da região. As felucas compões a paisagem, embarcações típicas do país.
 
 

 

 


Philae é uma construção Ptolomaica, isto é , feita pela dinastia grega que governou o Egito Antigo em seu derradeiro momento Antes de cair nas mão de Roma e tornar-se uma possessão desta civilização. O general Ptolomeu, do exército de Alexandre o grande, herdou a região após a morte do grande conquistador e deu nome a dinastia lhe seguiu. A figura mais conhecida entre os Ptolomeus foi Cleópatra VII, a famosa Cleópatra de César e Marco Antônio. Ela foi a última governante desta dinastia e viveu até 30 a.C., apesar de serem egípcios os Ptolomeus nunca deixaram de falar grego e ter sua cultura ligada a esta civilização.

Neste relevo o rei Ptolomeu faz uma oferenda a deusa Ísis e a Hórus, seu filho, no Pilone de entrada do templo , tudo em dimensões monumentais.

 


 





Philae originalmente foi templo dedicado a deusa Ísis, uma deusa da cultura egípcia mas que foi adotada por muitos outros povos antigos. Quando os cristão se tornaram mais poderosos o templo foi transformado em Igreja Católica e foi neste momento que os relevos dos deuses foram martelados para serem descaracterizados e transfomados em santos cristãos.

Mais significativo a cruz sobreposta aos deuses, o poder da nova cultura se soprepondo ao antigo credo. 

Os capitéis dos pilares de um período artístico tardio são variados , cada um com um formato diferente. Um primor artístico contra o céu azul.

O templo é dividido em setores com significações especiais. Quando foi remontado perdeu a sua linearidade original, mas não o encanto .

Esta pequena construção na margem do Nilo é um quiosque , mandado construir pelo Imperador Romano , Trajano. Delicado e grandioso ao mesmo tempo, mostrava a força de dominação dos romanos no seu celeiro do mundo Antigo, o Egito.

Atualmente o povo egípcio é muçulmano e não guarda relação com a cultura do Antigo Egito , mas contribui com o exotismo e o colorido, criando uma mistura original presente em todos os sítios.


Um templo para os sentidos: Dar Yacout.

03 de fevereiro de 2011 5

Eleger um restaurante em Marrakech é uma das escolhas mais difíceis de um roteiro no Marrocos . Existem muitos lugares excelentes com culinária marroquino-francesa e mais ainda, ambientes charmosos e instigantes. Mas uma unanimidade é o Dar Yacout, um prédio de três andares em meio a Medina que oferece um ambiente onde o exotismo e a boa culinária são dosados de forma irrepreensível. Apesar de não estar numa parte muito recomendada da cidade, pode-se pegar um táxi e descer na porta, no nosso caso foi com mais emoção! Esta dica nos foi dada pela Cyr Livonius, o que já é uma ótima referência.

 

 

Na chegada a indicação é subir  para o terraço que ao final da tarde oferece um belo visual da Medina , lá são servidos driks ao som de músicos que dão o clima. Se for no horário da última oração , tanto melhor, pois o chamamento do Iman é o som mais inspirador do mundo árabe.

 

 

O cardápio não varia muito , gira em torno dos tajines e couscus, mas as entradas são um festival de gastronomia e cor. Difícil é escolher entre provar de tudo e depois não ter muito espaço para o prato principal., ou resistir a este festival de sensações e ficar somente no olhar.

 

 

Vale a pena reservar um grande espaço para a sobremesa , um massa leve com calda de leite de amêndoas. Manjar dos deuses.

 

 

Mas em se tratando de olhar o banquete é completo. A luz sempre indireta, ou insuficiente para os nossos conterrâneos mais intensos, torna o clima sensual e místico. As cores em tons terrosos instigam os sentidos. Lanternas de todos os tipos levam nosso olhar a se perder pelos ambientes com decorações intimistas. Mas o olfato e a audição não são esquecidos,  a água corrente faz o fundo musical  e o temperos completam o clima.

Um templo de perdição sensorial!