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Posts de agosto 2011

Programa de sábado em Porto Alegre: sushi no Mercado Público

29 de agosto de 2011 11

Foi com a proposta de curtir a cidade que saímos no sábado pela manhã em direção ao Mercado Público no centro de Porto Alegre. Hoje esta empreitada está bastante facilitada pela abertura de um grande estacionamento, em finais de semana, em frente ao Mercado , justamente onde antigamente era a maior concentração de linhas de ônibus.

Sei que para muita gente é um ponto de passagem do dia-a-dia, para comprar mantimentos ou cruzar para um cafezinho. Eu , chego a passar anos sem passar pelo centro da cidade, e o Mercado Público é quase um espectro do meu tempo de infância quando o melhor programa de sábado era pegar um ônibus no Jardim Lindóia com minha avó, cruzar a cidade olhando pela janela lugares quase desconhecidos e ganhar de bônus um sorvete na Banca 40.

Algumas vaquinhas estão em exposição aqui

Hoje o programa mudou um pouco, meus filhos , como a grande maioria dos adolescentes , adoram comida japonesa e foram eles que descobriram dois lugares para degustar as iguarias do país do sol nascente em pleno centro de Porto Alegre. No Mercado o Japesca no primeiro andar vende peixes frescos e tem mais de um restaurante onde serve sushis, sashimis e temakis, com enormes filas em qualquer dia da semana.

No segundo andar o Sayuri é um restaurante mais organizado, e pode-se usar a agradável praça de alimentação como apoio . Pedimos um combinado de sushi e sashimi completo e uma anchova grelhada, honesto , bem servido e muito gostoso. O almoço para 4 pessoas custou R$ 150,00, o que não chega a ser uma bagatela, mas é bem mais em conta que outros restaurantes japoneses na cidade.

Não resisti em sentir o gosto do passado na Banca 40, no mesmo lugar desde 1927 é quase uma instituição local! É famosa pela salada de frutas , nata batida e pelo sorvete, mais doce e menos cremoso do que os famosos italianos. Mas o carro chefe continua sendo a Bomba Royal, e esta foi minha pedida . Não sei dizer se tem o mesmo gosto , acho até que não, mas senti um nostalgia muito gostosa… O local transpira tradição , as cadeiras e mesas são as mesmas , disto eu me lembro bem.

No mais é aproveitar para comprar iguarias , frios, granolas e muito mais na Banca 43.

Dar uma olhada nos personagens locais, sempre uma parte interessante em qualquer “viagem” .

E quase ser linchada pelos filhos por estar tirando fotos na própria cidade! Mas que é linda , é!

 

Esse papo já tá qualquer coisa....

28 de agosto de 2011 4

 

Foi com este por do sol e cantando Caetano Veloso que chegamos em Marrakesh pela auto estrada vindos de Casablanca, com  o espirito aberto e pleno de expectativas pois só o nome de Marrakesh evoca mil imagens deste mundo exótico e misterioso.

 

 

Chegamos no Hotel e só deu tempo para um banho e “tout suite” saimos para o nosso jantar de boas vindas no restaurante Dar Moha, que eu super recomendo, o menu degustação é simplesmente uma festa de Babete ou seja uma celebração  aos sentidos, sentamos no jardim, pois a noite estava perfeita, estrelada.

 

 

 

Eu ainda quero escrever sobre a dimensão do tempo quando a gente viaja, é incrivel, mas depois de um diazinho em Marrakesh a impressão que tenho é que já estamos aqui há uma semana!!!! Tudo é novo e intenso. Nosso dia foi cheio, saimos do hotel para conhecer as principais atrações como a famosa mesquita Kotoubia, cujo minarete é simbolo da cidade e pode ser vista de quase todos os lugares.

 

 

Visitamos também o Palais Bahia, que foi propriedade de um importante vizir de Marrakesh e depois se tornou sede do protetorado francês no inicio do século XX.

Uma das coisas mais marcantes de Marrakesh é o seu ” souk” ou mercado, que fica no coração histórico da cidade, são ruelas labirinticas onde eu não aconselho ninguém a entrar sem guia, não que represente qualquer perigo, mas porque é impossível voltar ao mesmo lugar, são centenas de pequenos negócios que vendem desde tapetes, lenços, babouches até frutas, verduras, cabeças de carneiro, um lugar que é um retrato de uma cultura.

 

Fechamos o dia com chave de ouro na famosa Praça Djeema el-Fna que é um espetáculo único no mundo , eles montam pequenos restaurantes no centro da praça e é o lugar onde estão os encantadores de serpentes, os contadores de estórias, bailarinos, enfim é o coração pulsante de Marrakesh.


E a nossa longa jornada terminou com este espetáculo da lua nascendo na praça….

Salam Aleikum!!!!!!!

Knightsbridge e Chelsea, em Londres como a princesa

26 de agosto de 2011 2

Só durante a cerimônia de casamento do Príncipe William com Kate Middleton é que vim a descobrir que tínhamos algo em comum, dividimos a mesma vizinhança por dois meses! Pena não ter encontrado a futura princesa fazendo umas comprinhas na Kings Road ou visitando a Saatchi Galery.

Chelsea e Knightsbridge são charmosos ,com lindas residências e cheios de opções interessantes. Knightsbridge é mais conhecido por abrigar a famosíssima sede única da Harrods e os principais museus da cidade , mas esconde muitos outros tesouros. Este foi o destino sugerido pela Kátia Correa para nos servir de QG em Londres durante um inverno de estudos na cidade.

Em tempo , o famoso clima cinza e chuvoso da capital inglesa foi muito menos “frio,cinza e chuvoso” do que o último julho em Porto Alegre, portanto se os planos forem estes ,não tenham medo,  sigam em frente!

Tudo em Chelsea transpira exclusividade , vou listar aqui algumas descobertas que fiz na região espero que vocês curtam!

http://england-maps.blogspot.com/2011/07/chelsea-map-pictures-details-area.html

- Kings Road: caminhar desde a Sloane Square em direção a Fulham. Encontra-se quase tudo , desde pequenos negócios até lojas internacionais como a Anthropologie americana , redes de restaurantes e muito mais. A diferença de outras regiões onde temos muitas lojas semelhantes é o cuidado com que são decoradas e  apresentadas por aqui! A Zara , por exemplo, tem roupas muito diferentes de outras filiais. A rua é tradicionalmente associada ao estilo hippie dos anos 60, tem cerca de 3 km e muitas descobertas nos esperam.

Duke of York Square

Duke of York Square : uma praça bem central na Kings Road a artéria principal do bairro. Aqui pode-se encontrar lojas, cafés, livrarias e principalmente a Saatchi Galery , a galeria mais importante e lançadora de talentos da Inglaterra, e olhem que o país se destaca muito neste quesito. A visita é free, assim como todos os museus da cidade, são três andares com o que há de mais contemporâneo e atual em termos artísticos. Não deixem de comprar o catálogo que custa 1 libra para não ficar boiando sem saber o que está vendo.

Duke of York Square

Saatchi Galery

- Restaurante Bibendum : localizado num prédio lindo dos antigos pneus Michelin, divide a localização com um café e uma floricultura. O restaurante é famoso pelos frutos do mar.

Restaurante Bibendum

- Daphne´s : na Draycote Ave. 112,  este delicioso italiano está localizado numa rua onde tem vários bons lugares para comer! Japonês no Itsu, frutos do mar, e ainda lojas modernas muito bem frequentadas, não dá para perder.

 

-   John Sandoe Books: 10, Blacklands Terrace. Uma livraria maravilhosa, puro charme e atendida pelo dono que sabe onde está cada exemplar no meio de gatos e pilhas de livros! Tem muita coisa de arte e viagem , além de romances e outros assuntos. Tinha ido numa livraria de cadeia na Kings Road em busca de literatura sobre a Turquia, só tinham 2 títulos , aqui encontrei mais de 20. Um achado!

John Sandoe Books

- The Collection : 264, Brompton Rd. Não se assuste em frente a este endereço achando que indiquei uma boate por engano , o The Collection é um restaurante japonês dos mais legais que já estive, que com o andar da carruagem vai virando um clube noturno muito badalado . O bar é fantástico e a música , que aumenta proporcionalmente com as horas, muito boa!

- Harrods : eu sei que todo mundo conhece a loja , não é nenhuma descoberta , mas a parte de comidas no térreo é uma visita “turística” imperdível. Passear pelas gôndolas de chocolates , cafés ou qualquer outra iguaria que você se interesse é muito mais divertido por aqui. Cada detalhe é relativo ao tema , desde a roupa dos atendentes até o motivo das luminárias, encantador. Pode-se sentar num dos cafés e provar as iguarias, aproveitar a sessão de caviar ou susshi  ou mesmo comprar para levar para casa, nenhuma barbada, mas paga-se a visita e vale cada centavo.

- Museum Mile : aqui encontra-se a maior concentração de museus da cidade. O Victoria and Albert, museu de artes decorativas, o Museu de História Natural , o Science Museum  e o Royal Albert Hall, sala de concertos e shows. Os prédios são do período vitoriano , e somente por isto já são dignos de uma boa caminhada pela cercanias, se não for alvo de deliciosas visitas pelo acervo dos museus.

 

Museu de História Natural

- Nell Gwynn House: Sloane Street s/n, um apart hotel com apartamentos de vários tamanhos , para estadias mais prolongadas. Tem serviço diário , boa infraestrutura e é bem confortável, mas o mais importante é a localização. É claro , paga-se um pouco mais por isto! Cuidado que bem pertinho está a Sloane Ave. ,o que pode confundir os endereços. http://www.nghapartments.co.uk/

Para quem estiver de passagem marcada temos outros posts dando dicas de regiões diferentes, há muito o que descobrir. Se alguém andou por lá recentemente e quiser mandar sua colaboração , por favor!

Modernidade em Tower Bridge – http://wp.clicrbs.com.br/viajandocomarte/2011/05/31/londres-modernidade-e-tradicao-na-regiao-da-tower-bridge/?topo=77,1,1,,,77

Camden Town e outros mercados -http://wp.clicrbs.com.br/viajandocomarte/2011/04/18/londres-a-capital-mais-avant-garde-da-europa-parte-1/?topo=77,1,1,,,77

Eu só estou esperando outra oportunidade para voltar a Londres, quem sabe as Olimpíadas de 2012 não serão um bom motivo. A cidade está se preparando muito bem para o evento! Que nos sirva de exemplo. 

Filmes sobre o Peru

25 de agosto de 2011 1

 Sempre quando temos uma viagem planejada , costumo indicar filmes para as pessoas irem se ambientando com o destino!

Sobre o Peru não temos muita coisa mas vou passar as sugestões do professor Voltaire Schilling que encontramos na Vivi Video, nossa locadora favorita no Largo Caixeiros Viajantes.  


Espanha / USA 2002. Direção John Malkovich

A perseguição e captura de Abimael Guzman, líder do exército de guerrilheiros peruanos Sendero Luminoso, que durante 12 anos viveu na clandestinidade. Para contar essa história acompanhamos ascensão de Agustin Rejas (Javier Bardem, indicado ao Oscar® de Melhor Ator por “Antes do Anoitecer”), um ex-advogado que se torna o respeitado capitão da policia antiterrorista de um país governado pela corrupção e pelo desmando. Rejas assiste ao inicio de uma revolução silenciosa, que mais tarde torna-se furiosa. Enquanto o país mergulha no caos, a chama da paixão volta a queimar o coração do policial quando ele se aproxima de Yolanda (Laura Morante), a bela professora de balé de sua filha. Vi e adorei! Vale a pena.

 
USA 2004. Direção Walter Sales
 
A figura de Ernesto ‘Che’ Guevara é mostrada neste filme como humana, sensível e muito confusa em relação ao futuro, ao contrário do grande líder que todos conhecemos. Ele deixa de se formar em medicina para realizar uma viagem pela América do Sul ao lado de seu grande amigo Alberto Granado, deixando uma vida confortável na Argentina em 1952 em troca de uma aventura que se tornaria inesquecível, levando Guevara a se tornar o grande revolucionário cubano que foi. Com belas imagens capatadas por todo o Peru. Meu filme predileto!

 Aguirre, A Colera dos DeusesPeru/ Alemanha 1972. Direção Werner Herzog

Primeiro filme da lendária parceria entre o cineasta Werner Herzog e o ator Klaus Kinski, Aguirre, a Cólera dos Deuses é uma das obras seminais dos anos 70, apresentada aqui em versão restaurada e remasterizada, com muitos extras, incluindo um documentário sobre o cineasta alemão. Em meados do século XVI, o conquistador espanhol Gonzalo Pizarro lidera uma expedição ao Peru, em busca de Eldorado, a mítica cidade do ouro. Um dos seus homens, Dom Lope de Aguirre, consumido pela loucura, sonha em conquistar toda a América do Sul. Com participação do cineasta brasileiro Ruy Guerra no elenco, Aguirre, a Cólera dos Deuses é uma jornada fascinante no coração das trevas do ser humano. Um clássico!

 Peru /Espanha 2009. Direção Cláudia Llosa

A teta assustada é um folclore existente no Peru, que atinge as mulheres estupradas durante a guerra do terrorismo. Seus filhos absorvem a doença através do leite materno, ficando sem alma. É o que ocorre com Fausta (Magaly Solier). A súbita morte de sua mãe faz com que ela tenha que enfrentar seus medos e o segredo que esconde: a existência de uma batata em sua vagina, como forma de se proteger de um possível estupro. Um filme meio surrealista.

The Royal Hunt of the Sun PosterAlemanha 1969 . Direção Irwin Lerner

Este filme relaciona-se com uma das mais espantosas proezas de toda a História: a conquista do Perú, por Pizarro, em 1533. Ao invadir o estranho Reino do Sol, a força espanhola – 167 homens, apenas encontrou um império organizadíssimo, com uma população de mais de dez milhões de almas, governado em linhas estritamente comunistas e chefiado pelo Inca Ataualpa, um rei de 30 anos que o seu povo considerava um deus vivo. O pequeno exército de Pizarro abriu penosamente caminho através de florestas cerradas e pântanos e, por fim, pelas vertentes dos Andes. Seguiu-se uma emboscada surpreendente, um rapto e um desenrolar de traição e violência.

DVD A Ponte de San Luis ReyEspanha/ França/ Reino Unido 2004 . Direção Mary MacGuckian

Terá sido um acidente? No dia 20 de julho de 1714 a corda de sustentação de uma ponte se parte e cinco pessoas morrem na queda. Seria o destino? A vida de cada uma dessas pessoas é descrita em um livro para provar que Deus as uniu por uma razão e não simplesmente por acaso. Ao defender es sa tese, seu autor, Frei Juniper é acusado de cometer heresia, pelo Arcebispo de Lima. Mas quem são essas pessoas? Como elas vivem? A Ponte de San Luis Rey é muito mais do que o fato; é o caminho.


Bom proveito , pois dizem que o final de semana vai ser chuvoso, para variar!

Atenas redescoberta

24 de agosto de 2011 3


 A primeira vez que estive em Atenas faz muito tempo, na verdade tanto tempo que já nem lembro daquela eu com 18 anos, de mochila pulando de um lugar para o outro, mas mesmo naquela época já olhei com um olhar critico aquela cidade grande que me pareceu sufocante, suja, cheia de cartazes colados, com pouco verde por tudo isso quis sair correndo de lá! 

Calma, calma, eu voltei a Atenas outras vezes e minha opinião mudou. Atenas mudou. É outra cidade, muito mais verde, organizada e limpa, mas não só isso, Atenas ganhou alma e aproveitou sua herança cultural  fantástica  na construção de prédios modernos onde o passado e o presente se encontram de maneira muito criativa e impactante. Ganhou a cidade, ganhamos todos nós.

Cheguei em Atenas num dia de verão com aquele céu que só a Grécia tem. O aeroporto é novinho, cheio de reproduções das grandes esculturas gregas, tem até um pequeno museu no aeroporto pra você ir conhecendo um pouco da cultura helênica enquanto espera seu vôo.

Nosso hotel foi indicação de uma amiga, ao qual eu super agradeço, pois além de ótimo ele é muito bem localizado,  perto da Acrópole, de Plaka, Monastiraki, enfim de todas as atrações mais importantes, e pudemos fazer tudo à pé. Sem falar da vista dos quartos e do terraço do café da manhã.

 

Vista do quarto no Royal Olympic, aquele ao fundo é o Monte Lycabettus

Vou ser boazinha e dar a dica da Rosane pra vocês: Hotel  Royal Olympic , podem conferir o site :

http://www.royalolympic.com/

Já na primeira noite fomos explorar o bairro boêmio e manjadíssimo de Plaka, mas como ir a Atenas e não jantar nos restaurantes ao ar livre de Plaka? Não adianta querer invertar moda, primeiro a gente tem que fazer o básico, então saímos numa caminhada sem pressa, olhando tudo, temperatura perfeita em torno dos 26 graus.

As noites animadas de Plaka, o tradicional bairro boêmio e turistico de Atenas.

Plaka é turística sim, mas é alegre, vibrante, sentamos num lugarzinho muito simpático embaixo de uma parreira, a comida foi ok, nada demais, mas a noite foi agradável e no outro dia estávamos prontos para conhecer a mítica Atenas de Péricles.

Se você vai ficar pouco tempo em Atenas eu diria pra visitar um único museu  – o Novo Museu da Acrópole, que além de conter as peças mais valiosas e significativas desta cultura que foi  a matriz da cultura ocidental,  tem um conceito e  concepção  geniais, sem exagero aqui hein!

Fiquei absolutamente deslumbrada com  tudo. Começando pela localização. No segundo andar do prédio onde eles reconstituiram a parte interna do Partenon com muitas das métopas e frisos esculpidos por Fídias, respeitando as mesmas medidas e orientação do templo original. Todo este complexo construido dentro de uma estrutura de vidro e aço onde todo o tempo se tem a vista da Acrópole.

Novo Museu da Acrópole, a foto não faz jus ao conceito e concepção bárbaros do projeto

Construído em cima de um sítio arqueológico.

Onde se pode ver as pessoas trabalhando.

Esta é a vista que se tem todo o tempo de dentro do museu.

O café no terraço, boa hora para tomar um iced coffee.

Não é permitido tirar fotos no interior do museu, dê uma espiadinha no site deles para você ter uma ideia :http://www.theacropolismuseum.gr/?la=2

Desta vez não subi até a Acropóle, mas vou dar um conselho valioso para quem estiver indo a Atenas pela primeira vez, esteja no portão de entrada exatamente às 8h da manhã que é quando abrem os portões, desta maneira você vai fazer uma visita tranquila, quando o calor do dia ainda é ameno e principalmente porque às 10h sua visita pode se transformar num suplicio grego, pois é a hora que chegam os turistas dos grandes transatlânticos aportados em Piraeus e ai meu amigo toda aquela aura maravilhosa se desvanece e você tem a sensação que caiu dentro das lojas americanas no dia 23 de dezembro.

Fomos explorar outros bairros outras latitudes da cidade e acabei descobrindo coisas incríveis como a subida no Monte Lycabettus, um dos mais altos de Atenas, alcançando 277 metros acima da cidade, o pôr do sol no topo oferece uma vista espectacular de Atenas e do Mar Egeu. De acordo com a mitologia antiga, Lycabettus  foi o monte originalmente planejado para  abrigar a Acrópole, mas a padroeira da cidade, a deusa Athena o deixou cair por acidente.

Para chegar no funicular que leva até o topo do Monte Lycabettus a gente passa por este bairro bem residencial

 

E ao preço de 4 euros a gente chega lá em cima.

A vista da cidade é espetacular

Achamos o nosso hotel bem atrás das ruinas daquele templo!

Tem este restaurante/bar mais informal

E um restaurante mais chique com vista para a Acrópole.

Lá em cima tem uma capelinha bizantina do século XIX e dois restaurantes, um mais informal e outro bem chique, um jantar lá é um must!

Logo abaixo do Monte Lycabettus está o bairro de Kolonaki, eu diria que é o equivalente ao nosso bairro Moinhos de Vento de Porto Alegre.

Kolonaki é muito charmoso, cheios de boutiques de grife, restaurante e bares frequentados na sua grande maioria por gregos, é um lugar vibrante que merece a sua visita.

O charmoso bairro de Kolonaki.

Estivemos lá em junho quando todas as tardes havíam manifestações pacíficas na Praça Syntagma, onde fica o parlamento grego. Eles passam por uma fase difícil, mas os gregos não se deixam abater, nisto são um pouco parecidos conosco, procuram não pensar muito no assunto e ir tocando um dia de cada vez.

Praça Syntagma, onde fica o parlamento grego, todos os dias protestos pacíficos na frente do prédio.

Como vocês puderam ver fiz as pazes com a cidade de Atenas e recomendo a todos um pit stop por lá para depois tomar o caminho das ilhas, de preferência as Jônicas, lugares de praias paradisíacas e intocadas, porque afinal vir a Grécia e não conhecer suas ilhas nem Aristóteles toleraria!!

sas efcharistó!!!!

Alta Gastronomia no Museu Guggenheim de Bilbao

23 de agosto de 2011 6

Numa viagem de verão é bem difícil escolher o dia para passar inteiro visitando um museu e fazendo experiências gastronômicas.

Pois tivemos a maior sorte na nossa escolha em julho último no País Basco. Era um dia exepcionalmente quente , com os termômetros alcançando insuportáveis 40 graus  e , já que não podíamos entrar embaixo dos chafarizes da rua como as crianças,  o ar condicionado do museu foi um bálsamo na nossa tarde ensolarada.

Puppy do artista Jeff Koons

Puppy é coberto de flores naturais 

O Museu Guggenheim Bilbao, é um dos cinco museus pertencentes à Fundação Solomon R. Guggenheim no mundo. Projetado pelo arquiteto norte-americano Frank Gehry, é hoje um dos locais mais visitados da Espanha. Seu projeto foi parte de um esforço para revitalizar Bilbao e, hoje, é um polo turístico muito importante no país. O mais legal é que esta ponte que aparece na foto é a porta de entrada da cidade e chega diretamente no museu , o que facilita muito a vida de visitantes de um dia só!

Aranha de Louise Bourgeoise

O acervo é baseado em obras posteriores a 1950, quer dizer Arte Contemporânea da melhor qualidade e grandes dimensões.

Richard Serra a “Matéria do Tempo”

Mas acima de tudo o museu é uma obra de arte da arquitetura moderna e por isto até sofreu críticas. Sua construção se iniciou em 1992, sendo concluído cinco anos mais tarde. Duas equipes, uma em Bilbao e outra em Los Angeles, trabalharam conjuntamente na elaboração do projeto, que só foi possível graças ao uso de um software especial nos cálculos estruturais. Alguns especialistas questionavam a possibilidade de execução da obra, por causa de suas formas complexas e arredondadas.

Externamente, o museu é coberto por superfícies de titânio curvadas em vários pontos, que lembram escamas de um peixe, mostrando a influência das formas orgânicas presentes em muitos trabalhos de Gehry. Do átrio central, que tem 50 metros de altura e lembra uma flor cheia de curvas, partem passarelas para os três níveis de galerias. Visto do rio, o edifício parece ter a forma de um barco, homenageando a cidade portuária de Bilbao.

Mas o dia não foi dedicado somente aos prazeres do olhar! Nossos sentidos foram contemplados com um almoço menu degustação fantástico no Nerua  , restaurante do gourmet do chef Josean Martinez Alija. Esta é uma tendência que se espalha pelo mundo, restaurantes gourmets em museus. O Saut du Loup no Louvre em Paris foi dos primeiros que eu conheci e já ouvi falar bem de vários nos museus de NYC também.

 

Companheiros de garfo no Nerua

Cozinha do Nerua

 Menu degustação no valor de EU$ 70,00

Tomates en salsa, hierbas aromáticas y fondo de alcaparras
Cebolla blanca “dulce”, fondo de bacalao y pimiento verde
Pescado de lonja, hojas de berro y aceituna negra
Pierna de cordero, yema de arroz en puré
Melocotón al tomillo con crema dulce de patata
Chocolate puro de Venezuela, arena picante de mazapán

Tomates adocicados

Alcachofras com panceta

Chocolate da Venezuela

É recomendado fazer reserva, mas nós chegamos e conseguimos almoçar sem problemas.

Unimos duas experiências sensoriais únicas! Um dia memorável.

 

Vivendo a aprendendo - Martha Medeiros

22 de agosto de 2011 1

 

Eu sou feito de sonhos interrompidos, detalhes despercebidos, amores mal resolvidos. Sou feito de choros sem ter razão, pessoas no coração e atos por impulsão.

Sinto falta de lugares que não conheci, experiências que não vivi e momentos que já esqueci. Eu sou amor e carinho constante, distraída até o bastante e não paro por instante.

Já tive noites mal dormidas, perdi pessoas muito queridas e cumpri coisas não-prometidas.

Muitas vezes eu desisti sem mesmo tentar. Pensei em fugir, para não enfrentar e sorri para não chorar.

Eu sinto pelas coisas que não mudei, amizades que não cultivei, aqueles que eu julguei e coisas que eu falei.

Tenho saudade de pessoas que fui conhecendo, lembranças que fui esquecendo, amigos que acabei perdendo…

Mas continuo vivendo e aprendendo.

Trilha Inca Peruana - 100 anos de Machu Picchu!

20 de agosto de 2011 2

Aproveitando que 2011 marca o centenário da redescoberta das ruinas sagradas de Machu Picchu, hoje o nosso amigo aqui do blog, Luciano Zanetello, viajante de carteirinha,  dá um depoimento muito bacana sobre a trilha inca que leva a Machu Pichu, confiram!

Peru , o Egito é aqui !!!!!!!

Para todos aqueles que buscam resgatar por momentos uma vida sem os confortos atuais,  estão atrás de viagens “não convencionais” e estão com o preparo físico em dia, a sugestão é fazer a Trilha Inca no Peru .
Existem várias modalidades e muitos percursos diferentes . Vou  falar da que fizemos que consiste em quatro dias de caminhada com três noites passadas em barracas e perfaz aprox. 40 Km, muitos deles seguindo o caminho original usado pelos Incas ( termo usado erradamente pois Inca era só o Imperador ) para chegar a cidade sagrada de Machupicchu .
Usamos a cidade de Cuzco como base para a adaptação à altitude ,  o recomendado é ficar dois dias ali fazendo os passeios das cercanias que vão progressivamente nos levando a alturas maiores e exigindo mais esforços .
Cuzco é uma cidade linda com toda a arquitetura Espanhola da época   da chegada ao continente ainda presente .
Para a imposição da cultura , os espanhóis construiram várias Igrejas sobre os locais de culto aos Deuses dos Incas para simbólicamente “sepultar” a velha crença e fazer a afirmação da fé que deveria ser adotada , por bem ou por mal
Em qualquer farmácia da cidade , são vendidas pílulas p/ o mal da altitude.   Não sei se é só psicologico , mas funcionam !!!
É claro que para os espíritos indômitos é possível fazer a trilha toda por conta, com sua barraca , comida e sem guias ( a única exigência é o tiquet de acesso ao Parque Nacional que ela percorre )
Para os aventureiros “pero no mucho” ou , que não abrem mão de certos confortos, as operadoras providenciam toda a logística e a única preopcupação é vencer o percurso de 15 / 18 Km diariamente.
Aqui não temos os “Sherpas’ do Himalaia ,mas temos os “Cholos” Peruanos.
Quando você chegar aos pedaços no acampamento no final do dia, sua barraca já estará montada , tomaremos um lanche e conversando aguardaremos o jantar que será servido na barraca refeitório de onde saindo , teremos a luz das estrelas ao alcance das mãos !!!
Não existe luz elétrica num raio de Km e a visibilidade do Céu é indescritível …… O banho está disponível para ….os Esquimós !!
A agua nos chuveiros dos banheiros precários é natural da montanha e deve estar a – 25 ºC ……
Aqui treinamos todos os dias a conversação . No nosso grupo éramos os únicos brasileiros ,  a maioria Europeus e mulheres .
Para finalizar, mesmo o mais racional dos homens ( ou mulheres ,visto a amostragem ) não tem como ficar imune a sensação espiritual ou mística ,como queiramos chamar,  de visualizar o nascer do Sol sobre Machupicchu contemplado da Porta do Sol que fica bem acima da cidade . Neste momento podemos facilmente pensar que nossos olhos podiam ser tanto de um dos privilegiados que tinham acesso à cidade , como podemos divagar que somos o explorador que devolveu a Cidade Sagrada ao mundo pois a mesma não mudou nada ao longo deste tempo.

De bicicleta por Barcelona:praias, personagens urbanos e modernidade

19 de agosto de 2011 4

Barcelona é a cidade ideal para ser conhecer sobre duas rodas. Além de ter ciclovias em todas as principais avenidas, é plana e tem bons locais para alugar a magrinha.

Locamos em duas empresas diferente mas de longe a Budget Bikes (www.budgetbikes.eu)  é a melhor. Bicicletas novinhas, boa localização das lojas e um preço super convidativo de E$ 9,00 por quatro horas ou E$ 16,00 pelo dia inteiro. Eles oferecem ainda passeios guiados de três horas para quem se sente inseguro de andar só ou quer fazer uma visita de reconhecimento.

Pegamos as nossas bicis na loja da Plaça de Catalunya (Estruc, 38) e montamos um roteiro privilegiando a Barcelona de arquitetura moderna e a praia, mas sem deixar de passar pelo Parc de la Ciutadella.

Logo que pegamos a Via Laietana em direção a Ciutat Vella passamos  pelo bairro La Ribera onde está o Palau de la Musica , para mim dos prédios mais belos da arquitetura Modernista da cidade, pena não termos assistido algum espetáculo por lá.

O Mercat Santa Caterina, primeiro mercado coberto da cidade ,  foi recentemente restaurado pelo arquiteto Enric Miralles Moya com um telhado ondulado que é um show de movimento e cor. Muitos tem este mercado como o preferido, desbancando o famoso Boquería, localizado próximo à Rambla

Logo adiante está um dos bairros mais charmosos da cidade , o Born. Com lojas de design local e muitos restaurantes , dá para se perder entre suas ruas e bares sem nunca deixar de fazer descobertas interessantes. Tem como centro o Passeig del Born e a Igreja Santa Maria del Mar, na Carrer de l´Argenteria muitos bares de tapas fazem da noite uma criança no Born.

No próximo post dou umas dicas de restaurantes por aqui!

Mas voltamos as nossas duas rodas. 

Foi por aqui que entramos no Parc de la Ciutadella, que foi o palco da Feira Universal de 1888 e hoje abriga o Zoo , o Museu de História Natural de Barcelona e o Parlamento da Cataluña. Mas é como ponto de encontro e parque mais central da cidade que é muito apreciado. O calor estava forte e sentamos para uma água em frente a Cascada, um monumento Barroco feito no período da Exposição de 1888.

O banco de mamute foi o bônus do dia!

Saímos do parque pela parte de trás e seguimos pela Calle Bogatell em direção à praia, uma avenida super moderna que desemboca na Villa Olímpica , região totalmente remodelada na época da Olimpíada de 1992.

A praia de Barcelona é artificial , também feita para os jogos e hoje muito frequentada por jovens de toda as paragens, a gente parece ter saído da Europa e chegado na Califórnia ou Rio de Janeiro!

É um programa imperdível, tem de tudo que se pode imaginar , até uma figura folclórica , um “senhor” de uns setenta anos que passeia nú pelo enorme calçadão e tem um calção tatuado no corpo , não preciso dizer que já fez escola e agora vários companheiros seguem seu exemplo. Conversei com alguns moradores da cidade e todos conhecem a “figura” !

Andamos de bicicleta apreciando a diversidade humana e a arquitetura local , quem anda pelo centro nem pode imaginar no que a cidade se transforma ao se aproximar do mar. Eu adoro este contraste.

Depois de um bom banho de mar seguimos pela Barceloneta, um dos bairros mais antigos e pobres da cidade. Impressionante que uma zona ao lado da praia siga sendo um local tão simples, muitos jóvens que vem ganhar a vida na cidade acabam morando por aqui , pelos aluguéis baratos em prédios velhos e com o bônus da proximidade do mar.

O Porto Olímpico tem uma profusão de restaurantes de frutos do mar, mas não é meu gosto! Prefiro ficar nas partes mais típicas e sem tantos turistas. Shopping centers , grandes redes hoteleiras e um enorme aquário são as atrações por aqui.

Entramos de volta na cidade pelo monumento a Cristóvão Colombo que marca o início da famosa Rambla, onde a vida acontece e todo mundo converge ao cair da tarde.

Passamos pela parte baixa e logo seguimos pela Avenida del Paralel até a outra extremidade da cidade onde está a Plaça de España. Famosa pelas fontes e pelo Museu da Cataluña que fica no alto de Montjuic.

Conhecemos boa parte da cidade em duas rodas , tomamos banho de mar para refrescar e ainda ficamos com crédito para muitos tapas ao anoitecer!

Curtindo São Paulo aos pedacinhos : Vila Madalena

17 de agosto de 2011 3

Cada vez que vou a São Paulo me surpreendo pelo tanto que a cidade tem a oferecer. Desta vez me deixei encantar para além dos programas divertidos, pela limpeza das ruas, cuidado com os jardins e pela fiscalização dos táxis que são todos novos e bem cuidados, mas isto já está virando uma sessão de ” queixas ao prefeito”!

A Vila Madalena é um bairro situado no Alto de Pinheiros e que a cada dia se renova com mais lugares simpáticos e descolados. É o bairro que mais concentra artistas e designers, pequenas oficinas de móveis, escolas de música e teatro, brechós e muitos restaurantes , tudo com um toque de  vanguarda. Durante o dia tem um clima meio retrô , com as casinhas coloridas preservadas e cada vez mais abrigando novos pontos comerciais. À noite a Vila se transforma numa super ponto de encontro com barzinhos para todos os gostos.Este bairro é bastante conhecido por ser um reduto boêmio , desde o início dos anos 70, quando estudantes com pouco dinheiro passaram a morar por lá, por causa da proximidade à USP e dos baixos preços dos imóveis. desde os anos 90 a Vila Madalena tem-se valorizado , até uma novela da Globo foi gravada por lá e levou seu nome.

 A rua Girassol tem dois endereços que eu adoro , a Loja Uma que tem um quê meio Osklen e uma disposição das roupas que mais parecem uma instalação artística e bem em frente o restaurante Leôncio (Girassol ,284) , do Leonel Obino que faz uma carne difícil de encontrar por estes pagos! Matambre que se desmancha na boca, cortes argentinos e uma sobremesa de banana para matar…

Uma das características mais pitorescas do bairro é o nome de suas ruas. São nomes líricos como:  Harmonia, Girassol, Purpurina, Wizard e Fidalga, mas a minha predileta , não só por sonoridade mas também pela quantidade de ótimas lojinhas,  é Aspicuelta, não é uma delícia pronunciar?

 

 

Isso permite que na Vila se tenha esquinas sugestivas como a “Harmonia com Purpurina”. Segundo historiadores, as ruas foram batizadas por sugestão de estudantes, participantes do movimento anarquista. A adoção de nomes poéticos tinha a intenção de quebrar a tradição urbana de homenagear autoridades públicas.

Ainda na Aspicuelta a loja do Ronaldo Fraga é lindinha, com um jardim interno maravilhoso , vale dar uma espiada. Não vou colocar a foto para deixar a curiosidade bater!

Já na Harmonia com Aspicuelta a loja /restaurante Lá na Venda parece um armarinho de antigamente , vende de tudo e no fundo o restaurante me deixou com água na boca.

 

 

A associação de moradores organiza feiras para mostrar os talentos artísticos do bairro e um festival anual – a famosa “Feira da Vila” – que atrai gente de toda a cidade, com shows e apresentações .

Para fechar o passeio uma chegadinha na Fidalga , 317 onde a Cas é uma das sapatarias mais originais que conheço, sei que muita gente vai até a Vila só pela comodidade e graça dos sapatinhos, eu mesma já sucumbi a este objeto de desejo três vezes! 

 

Bem em frente o Bar do Santa e o restaurante Santa Gula são muito originais e gostosos , parece que estamos no interior de Minas Gerais. Cuidado que as porções são bem generosas, para os não muito famintos, dá para dividir os pratos sem problemas.

 

 

Na Vila Madalena até lojas de cadeia tem seu toque especial , olhem a Farm que está na Harmonia num prédio com jardim vertical e muito charme!

Um passeio bem agradável para uma tarde ensolarada na Paulicéia nada desvairada, só não esqueçam o sapato confortável, a Vila é cheia de lombas, ou colinas como dizem por lá!