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Posts de setembro 2011

A Serra de Santa Catarina: beleza natural! Por Luciana Petry Anele

30 de setembro de 2011 3

 

Optamos por um feriado diferente e foi inesquecível!

Planejamos o nosso roteiro viajando de carro a partir de Porto Alegre pelo litoral, via BR 101 até Criciúma e, a seguir, chegando a Lauro Muller.

Neste momento começou o percurso maravilhoso da

 

ESTRADA DA SERRA DO RIO DO RASTRO

 

 

Ligação entre o Litoral e o Planalto Serrano, a SC-438 liga em curvas sinuosas uma altitude de 1467 metros até o nível do mar. É uma estrada com subidas íngremes e curvas fechadas, onde se tem uma espetacular vista da serra e sua exuberante Mata Atlântica. Com muitas matas e cachoeiras, é um dos cartões postais do estado.

 


 

                                                  

 

À medida que se sobe seus cerca de doze quilômetros, os paredões rochosos ficam maiores e mais impressionantes

No início do século os tropeiros da serra levavam dias viajando no lombo de burros por este percurso para chegar ao litoral. Hoje, asfaltada e segura, é fácil percorrê-la em menos de meia hora. Mas levamos bem mais tempo para subir a serra porque parávamos constantemente nos refúgios para apreciar os penhascos, cachoeiras, tirar fotografias e ficar observando os caminhões vencendo lentamente a subida.

Chegamos a Bom Jardim da Serra, onde a partir de um mirante descortina-se uma vista dos vales, dos morros, das colinas e das montanhas. Em dias de visibilidade perfeita dizem que é possível ver o mar em último plano.

Sem dúvida alguma, a Serra do Rio do Rastro é uma imagem que realmente impressiona pela sua beleza.

 

 

 O nosso destino era URUBICI, cidade bem próxima, onde ficamos na Fazenda Fogo Eterno – Hospedaria Rural.

 

 


 

O ambiente é ótimo, confortável e tem uma vista panorâmica linda, com araucárias por todos os lados. Oferecem passeios a cavalo nas redondezas, disponibilizam um galpão crioulo bem equipado e os jantares são uma atração a parte! Na sexta feira santa, desfrutamos de uma Truta com Alcaparras deliciosa…

A cidade fica a cerca de 8 km de distância e pode ser apreciada a partir do Mirante Municipal.

 

 

 Nosso primeiro passeio em URUBICI foi uma ida ao Morro da Igreja, de onde se consegue visualizar a sua maior atração:

 

A PEDRA FURADA

 

 


 

A pedra tem uma abertura de 30 metros de circunferência e a beleza desta região já valeu a viagem!
O local oferece a visão panorâmica do litoral de Santa Catarina.

 

Lá são registradas as temperaturas mais frias: em 1996 houve o registro de 17,8º C negativos no termômetro e 40º C negativos na sensação térmica, um recorde nacional.

 

 

 

Depois deste deslumbramento, onde não cansávamos de tirar fotos, fomos conhecer a

 

CASCATA VÉU DA NOIVA

 

 

 

A cachoeira é bem bonita, mas naquele dia não tinha muita água.

Em compensação, nos seus arredores, uma mata cheia de xaxins, que formam um conjunto lindo.

 Outro passeio que nos encantou foi até a

 

SERRA DO CORVO BRANCO

 

Fica entre Urubici e a cidade de Grão-Pará e possui o maior corte em rocha no Brasil, com 90 metros. Sua denominação vem da existência de aves do mesmo nome na região.

 

 

Quem vai a Urubici, além das belezas naturais, pode e deve dedicar um tempo para degustar os vinhos da região, que já acumulam vários prêmios pela sua excelência.

 

Escolhemos fazer uma visita a cidade vizinha de São Joaquim, para conhecer a

 

VINÍCOLA VILLA FRANCIONI

 

A linda vinícola, construída com tijolos de demolição, guarda preciosidades como o lustre e a mesa que pertenceu à família real portuguesa e luminárias marroquinas. Muitas grades de ferro de antiquários e estruturas de madeira aparente belíssimas.

                                                                                 

 

  

 

Não bastasse tudo isso, os vinhos são de ótima qualidade e a degustação é feita num ambiente muito agradável, com vista para os vinhedos.

A visita dura 1h30 e inclui explicação sobre as etapas de produção da bebida e degustação.

 

 

                  


                             

  

 


 

 Nosso retorno a Porto Alegre foi pelo interior, via Lages, Vacaria, passando ainda por Antônio Prado, que é uma jóia da arquitetura da imigração italiana. Mas isso já é assunto para outro post…

 Sempre gostamos muito de ficar Viajando com Arte, mas desta vez as principais obras primas foram criações da natureza!

Bom dia Primavera!!

23 de setembro de 2011 0

 Hoje o dia amanheceu mais radiante e carregado de energia positiva!

Nosso longo inverno de 2011 já é história, caminhando pela cidade nos últimos dias já percebemos que a Primavera dava sinais da sua chegada.

Na minha opinião, de agora até o natal vivemos a melhor parte do ano, toda a boa perspectiva do verão. As pessoas saem mais pra rua, os bares ficam lotados de gente na calçada, enfim a cidade vive a céu aberto e eu adoro esta vibração.

Neste exato momento estou na  fazenda que fica próximo da fronteira oeste do Rio Grande do Sul, próximo de Uruguaiana e não resisti de registrar as imagens desta estação que está chegando e mostrando toda a sua beleza.

 

As Azaléias estão dando um show por toda a cidade.

 

 

Os  Ipês roxos estão ao longo de todo a BR 290, lindos demais, ainda mais contra este céu azul!

 

As Glicinias caindo em cachos.

Bah essa agora me apertou… alguém sabe aí como chama??

Flores e + flores enchendo nosso cotidiano de cores, ok pode parecer brega ficar fotografando flores mas é só hoje gente, para que a Primavera venha pra ficar!!

Deixo vocês com este lindo por do sol sobre o Rio Uruguai.

CAFÉ DO MUSEU SMETANA – PRAGA

22 de setembro de 2011 1

Dica de Café Literário do Luciano Terra!

CAFÉ DO MUSEU SMETANA – PRAGA

Em final de tarde no leste europeu, seja em qual estação do ano for, você poderá ler seu livro predileto tendo a seus pés um rio que segue seu curso suavemente. De um lado você poderá vislumbrar uma ponte medieval e ao fundo um castelo magnífico que com o cair da tarde irá ficar a cada minuto mais iluminado. Enquando você folheia suavemente as páginas, um aroma de café irá surgir no ambiente e o som de um compositor local irá completar esse cenário perfeito.

Neste momento escrevendo estas poucas linhas sinto ainda a brisa de início de primavera, em um início de manhã sem nuvens e de temperaturas amenas. Ao sentar em uma das cadeiras à beira do rio Moldávia (Vltava) pude viajar em um cenário atemporal, onde o moderno se confunde com o antigo e onde seus sentidos são colocados à prova. Sua visão não consegue captar toda a beleza do local, seu tato está enlouquecido entre a suavidade das páginas de um livro e a aspereza de mesas e cadeiras de ferro trabalhadas. Seu olfato sente o aroma de café e de tortas doces maravilhosas chegando à mesa e causando pane em seu paladar. Para completar, sua audição se embriaga ao som de um dos compositores mais famosos do leste europeu: Bedrich Smetana.

http://www.youtube.com/watch?v=bJJfEfP9JVk

Estou falando do café do museu Smetana em Praga (Novotného lávka 1, 110 000 Praha 1). Este museu é totalmente dedicado à vida e obra do famoso compositor tcheco Bedrich Smetana (1824 a 1884). Está situado no centro de Praga em um pequeno bloco de prédios bem ao lado da Ponte Carlos e na margem direita do rio Vltava, ali na Cidade Velha. Além da tradição do local e de toda a magia da música clássica tcheca o local é de tirar o fôlego. A vista é inebriante e única. Mesmo se você não curtir café, livro ou música clássica (o que seria um pecado… afinal você precisa gostar de pelo menos um deles, certo?) vale pelo ambiente externo e sua magia. Você ainda pode aproveitar para entrar no museu e conhecer um pouco mais sobre a vida e obra deste que foi o precursor da música clássica em lingua tcheca.

Aproveite e se delicie…

Acampamento Farroupilha - O encontro de todas as querências

14 de setembro de 2011 3

 Luciano Terra fazendo uma viagem “interior” , fotos e texto impagáveis do nosso super colaborador! Obrigada Luciano , pela tua sensibilidade em retratar as ” coisas” daqui! Eu completo com a frase de Tolstoi :

“Se queres ser universal , canta tua aldeia”.

Bom proveito!

“… sirvam nossas façanhas de modelo a toda terra…”

Como todo viajante já falei muito na não necessidade de ir muito longe para conhecer lugares novos, novas formas de ver o mesmo e tudo o mais. Porém já pensaste em viajar a outra “dimensão”, a um mundo paralelo sem sair do perímetro urbano de Porto Alegre?

Sim, foi assim que me senti ao ir visitar neste último sábado o Acampamento Farroupilha, ali no Parque Harmonia. Em minha infância/adolescência vivi no interior do estado e com isso tive contato direto com a vida na fazenda, o churrasco de chão, a pilcha do gaudério do campo, aquele verdadeiro que usa a vestimenta gaúcha para trabalhar no dia a dia e não somente para ir ao baile no final de semana. Tive o privilégio de conviver com tropeiros, ginetes, capatazes e muita tradição.

Ainda consigo sentir o aroma dos pelegos, do chimarrão saindo no começo da manhã, o aroma de dia de matança de porco para fazer linguiça, torresmo e todos os derivados (quase infinitos diga-se de passagem). Há muito vivendo aqui em Porto Alegre perdi muito esse contato com a nossa tradição. Criamos novas formas de viver, novos gostos e acabei deixando de lado esse lado mais rústico, mais de raiz. Por outro lado, é claro, jamais deixei de sentir aquele orgulho de ser gaúcho, que todos nós temos e devemos ter a vida inteira. O orgulho de fazer parte de um estado/nação, com costumes tão enraízados, tão presentes no nosso dia a dia, apesar de muitas vezes não cultivarmos literalmente nossas tradições.

Qual gaúcho não tem orgulho de falar do chimarrão, do churrasco, de nossa música e nossas danças? Há um sentimento de aconchego, de fazer parte, que nos permite ser gaúcho antes mesmo de ser brasileiro. Com esse sentimento fui visitar o acampamento farroupilha, mais como um curioso do que como um tradicionalista. Já tinha ido lá há alguns anos porém, com aquele preconceito de intelectual, acabei nunca mais indo alegando ter barro, cheiro de fumaça e todas as desculpas de um ser urbano que esqueceu um pouco, ou muito, o seu lado campeiro da infância. O acampamento farroupilha é um pouco tudo isso mesmo, tem fumaça de churrasco por todo lado e tem um pouco de barro (apesar deste ano terem coberto as principais ruelas com brita) porém isso ajuda a dar a magia do local.

Ruelas repletas de galpões de madeira, todos muito rústicos, muito parecidos com aqueles de fazendas de outros tempos. Tudo é voltado para a tradição. Lá tu podes encontrar amoladores de faca, lojas de todos os tipos de pilchas, botas, chapéus e todas as necessidades dos gaúchos mais exigentes. Erva-mate de todos os gostos e marcas, açougues com todas as melhores costelas, picanhas, maminhas, linguiças e salsichões.

Também podemos encontrar assados de chão, à moda campeira como a muito não via e que me remeteram direto à minha infância onde todo final de ano um cordeiro era assado dessa forma e onde nosso capataz assava utilizando apenas uma salmoura que ia espalhando aos poucos com um ramo de vassourinha. Ia espancando aquela carne lentamente e o sabor final era dos deuses! Outro detalhe que me surprendeu foi a vasta representação de todas as entidades locais em piquetes para todos os gostos, de órgãos públicos (adorei a EPTCHÊ) a hospitais (Hospital Psiquiátrico São Pedro), de associações a escolas, e claro, os piquetes oriundos de regiões do interior, aquele piquete típico de muitos anos, aquele que reúne os amigos e parceiros de campo, os vizinhos que volta e meia se reúnem para um churrasco, uma marcação, uma vacinação e para todas as lidas campeiras. Com tudo isso não deixes de ir até ali, nesse mundo gaudério impagável.

Vá sem preconceitos, vá de peito e cabeça abertos para entender um pouco mais essa nossa tradição. Em tempos de tolerância com o novo, com o diferente, tenhamos tolerância com o antigo, o tradicional. Abramos nossas mentes para esse estilo de vida que muito fala ao nosso coração e que, apesar de muitas vezes negarmos, está tão presente no nosso dia a dia. Quem de nós, gaúcho, não tem orgulho de fazer parte do melhor estado (pelo menos em nossa “humilde” opinião) da nação?

“… mostremos valor constância, nessa ímpia e injusta guerra… povo que não tem virtude, acaba por ser escravo…”

Boa viagem!!

 

Descobrindo novos caminhos até Gramado!

12 de setembro de 2011 18

Feriado de inverno chama uma subida à Serra. Mas atualmente estamos com a RS 15,  estrada mais curta, bloqueada não se sabe até quando! Então , que tal aproveitar para descobrir novos caminhos e também fazer um turismo no interior do Rio Grande?

Nosso trajeto foi pela Rota Romântica, mas partimos do desvio de Ivoti , seguindo por Presidente Lucena e retornando a BR 116 em Picada Café. Daí seguimos o trajeto comum até Gramado.

Partimos pela BR 116 em direção a Novo Hamburgo, logo em seguida tomamos o desvio em Ivoti e foi aí que começaram as descobertas. Ivoti é muito bonitinha, uma cidade alemã com casinhas do século XIX muito bem conservadas na na rua principal . É conhecida como a cidade das flores. Nossos companheiros paulistas só queriam mais frio para se sentirem na Europa, e nós bem orgulhosos de termos uma estrada bem cuidada em uma região de paisagens exuberantes e grandiosas.

 

A Igreja de São Pedro Apóstolo, que hoje é conhecida como Antiga Igreja Matriz ou Igreja Velha foi construída a partir de 1869. Em novembro de 1924, a igreja incendiou. Conta-se que foi devido a alguns meninos que quiseram ir ver os ninhos dos pássaros no alto da torre à noite, sendo que levaram consigo um lampião. O fogo do lampião teria incendiado a palha dos ninhos, provocando o incêndio acidentalmente. Atualmente está em restauração , mas as plantas que crescem dentro dão um ar meio lúgubre e misterioso.

Logo passando Ivoti veio a maior surpresa, um desvio de alguns metros da estrada principal leva a Ponte do Imperador e o grupo de casas enxaimel que compõem o primeiro núcleo de imigração alemã da região. Eu já tinha passado por ali em outra ocasião, mas agora está muito mais bem cuidado e contando com um café para uma parada deliciosa! A Ponte do Imperador leva este nome pois o próprio D. Pedro II teria emprestado o dinheiro para a construção da ponte em estilo romano de três arcos.

O conjunto arquitetônico de casas é composto por mais de 10 casas que datam desde 1826 a mais antiga até início do século XX as mais novas, formam um conjunto harmonioso que nos faz viajar no tempo. O melhor de tudo é que estão num lugar lindo e sem nenhuma interferência de construções modernas.

Este local deu origem a Linha 48 , onde em 1826 as primeiras famílias de imigrantes alemães se instalaram e contruíram casas em estilo enxaimel , onde primeiro são montadas as estruturas de madeira que depois são preenchidas com barro e pedras.

O café colonial , ou simplesmente um local para uma parada estratégica para um refresco ou chá, funciona num dos prédios construídos no início do século XX.

Logo em frente , a antiga sede do Banco da Província , conforme informaram , é atual propriedade do Banco Santander e está em ruínas! Bem que poderia entrar num projeto de restauração para aumentar o parque e ajudar no crescimento do turismo na região.

Seguimos passando por Presidente Lucena que não é mais do que uma única rua encantadora em sua simplicidade!

Chegando em Picada Café o desvio acabou e voltamos para a BR 116 com a sensação de termos feito uma viagem diferente do que a tradicional subida até Gramado! A boa notícia é que este caminho ainda encurta o percurso até Nova Petrópolis em 10 km.

Chegamos em Gramado e estava assim!

Fotos de Maurício Colmenero

Que venham mais descobertas! Quem tiver um desvio ou lugar desconhecido , mande para nós que publicamos aqui !

Alemanha de bicicleta, já pensou? Parte II

08 de setembro de 2011 13

Para aqueles que não leram a Parte I do roteiro eu peço um pouquinho de paciência e aconselho que dêem uma olhada no linck aqui para poder entender bem a viagem.

http://wp.clicrbs.com.br/viajandocomarte/2011/08/30/alemanha-de-bicicleta-ja-pensou-parte-i/?topo=77,1,1,,,77

Feito isso vamos continuar com  as nossas andanças de bicicleta pela Bavária, que é uma região lindíssima no sul da Alemanha.

Depois de pedalar por um caminho sombreado pela floresta, onde passamos por um castelo, chegamos a cidade de Neuburg à tardinha, mas ainda com sol alto.

Chegando em Neuburg

Os hotéis foram todos selecionados pela companhia Bike tours com quem fechamos o pacote,  em média 3 estrelas, e principalmente bem localizados.

Nosso hotel em Neuburg

A grande vantagem de fazer este passeio no verão, é que mesmo tendo em média 60km para percorrer por dia, com os dias longos a viagem rende muito, teve um dia que alcançamos nosso destino as 4h da tarde, o que na Europa no verão significa ainda muitas horas de dia para aproveitar. Nosso esquema era chegar dar uma descansadinha, e sair para conhecer a cidade. E foi o que fizemos aqui em Neuburg, mas antes, fizemos uma parada estratégica para aplacar a sede, e começamos a perceber uns personagens muito diferentes pela cidade.

Parada estratégica na chegada.

 

Ops! Pessoas muito diferentes começaram a desfilar pelas ruas da cidade, vinham de todas as direções num movimento febril e todas se dirigiam para um mesmo lugar, começamos a nos perguntar se tinhamos bebido cervejas a mais da conta…

Quando chegamos no hotel tudo foi esclarecido e a sorte parecia nos acompanhar, pois estava acontecendo justamente naquele dia a grande festa medieval/ renascentista da cidade. Eles fecham o centro histórico da cidade, que fica no alto, e lá montam como que um cenário de filme para nos transportar no tempo.

A organização é alemã, ou seja – perfeita! A idéia era que eu estava no século XV e que a qualquer minuto poderia deparar com o próprio Durer!!!

Entrada da festa, no centro histórico de Neuburg

 

A produção das crianças é um capítulo a parte, parecem saidas de um filme do Rei Arthur.

Bandas, bobos da corte, muitos jogos da época reproduzidos com as pessoas brincando participando.

Carrocel puxado pelo muque do homem.

Olhem só os tipos que andavam por lá.

A noite foi chegando e depois de fazer um boa refeição nas muitas barraquinhas de comida voltamos ao hotel, pois no dia seguinte mais estrada nos esperava

Pegamos a estrada cedinho, e logo percebemos que hoje o calor ia pegar, paramos num super mercadinho no caminho e compramos tudo para um farto piquenique no caminho.

lavouras de batatas floridas no caminho.

Piquenique é um programa obrigatório, tem muitos lugares na rota pra você escolher.

Depois de Bad Gogging, NeuburgEichstatt, nosso último destino antes de voltar a Regensburg era a cidadezinha de Riedenburg, para chegarmos lá depois de pedalar a média do dia, eles colocaram um trecho de barco, o que foi uma delicia, pois depois de pedalar uma boa parte do dia pudemos desfrutar na paisagem do deck do barco.

Trecho de barco incluido no passeio até a cidadezinha de Riedenburg.

Riedenburg é uma cidadezinha medieval com 5 mil habitantes, muito linda, na margem do rio Altmuhl.

Riedenburg

Para a nossa sorte o melhor restaurante era o próprio do nosso hotel.

E aí já viu né? Ir a Alemanha e não comer uma boa Apfelstrudel é imperdoável!

Na terceira e última parte da minha “saga” de bicicleta pela Alemanha, vou mostrar um castelo lindíssimo que visitamos, uma caverna de eslactites, mais algumas paisagens bacanas neste passeio que eu super aconselho a todos a experimentar !

Gorges du Verdon - na Provence visitando o maior canyon da França

07 de setembro de 2011 36

 

As Gorges du Verdon se localizam no sudeste da França, na região chamada Alpes-de-Haute-Provence, considerado dos lugares mais lindos da Europa, o canyon tem em torno de 25 km de extensão por 700m de altura. É uma ótima opção para aqueles que vão a região da Provence, uma paisagem agreste e belíssima.

Saimos de Aix en Provence e pegamos a auto estrada A8 em direção a Draguignan ( a mesma que vai para St Tropez) não é obrigatório pegar a auto estrada, mas como era um pouco longe decidimos ir da maneira mais rápida que deu 1h e 15min. mais ou menos, para depois voltar a Aix por uma estradinha secundária passando pelas petites villages.

Gorges du Verdon é considerado o maior canyon da Europa, é um desfiladeiro que se ergue majestoso as margens do rio Verdon. Tudo aqui é superlativo, não só a altura absurda de 700m, mas a beleza de suas matas, cachoeiras, trilhas. É um legar absolutamente agreste, muito preservado e lindíssimo.

A cidadezinha de Castellane pode ser um bom ponto de partida para começar o circuito das gargantas, daqui também saem os raftings que tem várias categorias, para iniciantes percursos de 2h, mas tem percursos de meio dia, tem canoagem, bóia cross, trilhas a pé, enfim para todas as idades e preparo fisico.

Nós queríamos conhecer tudo, então fizemos de carro, nossa primeira parada foi no Balcons de la Mescla, onde tem um belvedere onde se pode ter uma vista privilegiada de uma das entradas do Canyon.

Fomos seguindo pela estradinha que margeia o canyon até chegar na Ponte do Artuby, onde havia uma garotada pulando de bung jump, só de olhar eles se jogando naquela altura medonha, me dava um frio na barriga………..

Vocês conseguem ver o cara pendurado ali pelos pés? Gente era muuuito alto, tem que ser um pouco doido!

http://www.youtube.com/watch?v=H5K4FuaSTmo


Dêem uma olhada neste video curtinho para vocês terem uma idéia do salto na Ponte que tem 182m, é punk!

Já eram quase 2h da tarde quando passamos por este paradouro chamado Les Chevaliers, onde tinha um restaurante onde paramos para almoçar.

A comida era ok, mas a vista é privilegiada.

 

Seguimos descendo até desembocarmos num grande lago de águas turquesas, o St Croix.

 

 

Quando chegamos as margens do Lago na praia das Galetas vimos muitos pedalinhos para alugar, estava um dia lindo de verão e não resistimos de ver as gargantas lá de baixo. Foi incrível!

 

 

 

 

 

O passeio custa 12 euros a hora, o tempo voou, só que nem pensar em entrar na água que era congelante, os franceses entravam, atiravam uns aos outros achando a temperatura boa… eu hein!

Bem perto daqui conhecemos uma cidadezinha que é imperdível, chama-se Moustiers Ste Marie, cheia de cafés e lojinhas está cidade é linda, super recomendo.

 

 

 

 

 

Esta florzinha amarela, junto com a lavanda é que fazem os campos provençais tão perfumados, elas dão como mato e tem um forte perfume, eu conhecia pelo nome de chuva de ouro, mas será mesmo?

 

Voltamos para Aix por dentro passando pr Riez, Vignon sur Verdon e várias outras cidadezinhas. É um passeio imperdível, e pouquíssimo conhecido dos turistas, na verdade o que mais encontramos foram franceses com familias aproveitando o belo domingo de verão.

 

Croácia, destino de praias na Europa.

06 de setembro de 2011 4

Fazia alguns anos que eu andava muito curiosa em conhecer o litoral da Croácia, mas como raramente vou para a Europa no verão, acabava sempre deixando para uma próxima. Este ano tudo conspirou a favor e acabei conseguindo conciliar trabalho e uns dias de sol e mar. Eu e toda a gurizada européia, americana e de outras paragens!

Chegando de avião o visual já prenuncia  o que nos espera, mar azul transparente, muito sol e paisagens basicamente áridas. Conheci um austríaco no aeroporto, que ao saber que éramos brasileiros indo para a Croácia se surpreendeu muito. Não conseguia entender como nós saíramos de tão longe em busca de … praias!

 

A Croácia ainda é um destino barato e foi eleito como objeto do desejo de jovens para férias em turmas de amigos que se reúnem para alugar um barco ou uma casa, olhem a foto de um destes barcos. Dentre as mil ilhas e inúmeras praias o que mais me encantou foi a cidade medieval de Dubrovnik. Reconstruída após os estragos que a guerra do final do século XX causou no país, conseguiu manter o charme na dança de telhados e ruelas que formam seu traçado.

Em Dubrovnik a melhor dica é caminhar pela muralha que circunda a cidade ao entardecer e de lambuja acompanhar a rotina dos moradores de um ângulo privilegiado. A volta completa dura em torno de uma hora, com algumas escadarias bem íngremes, mas vale cada degrau!

 

Adorei o charme reconstruído de Dubrovnik , fora do centro antigo existem muitos hotéis de praia onde os europeus, principalmente italianos, vão veranear.

Os croatas se orgulham de dizer que são europeus, leia-se: não são bárbaros como os sérvios e outros povos dos Balcãs. Mas o peso das atrocidades da guerra aida se faz sentir , principalmente quando alguma pergunta neste sentido surge entre os turistas. Dois filmes traduzem bem esta minha impressão sobre o povo , algo que está nas entrelinhas que fica sempre presente no mais alegre dos momentos: ” A vida secreta das palavras” com Tim Robbins e ” A Caçada” com Richard Gere.

Mas a vida continua, e em Dubrovnik podemos vislumbrar um pouquinho o dia-a-dia da população.

Fizemos a nossa viagem por mar, num barco local bem simples que parava em várias ilhas e praias do litoral da Dalmácia, partindo de Dubrovnik até Split. Tomem o cuidado de , ao reservar seu barco , se certificar de que ele viaje à noite e que fique ancorado durante o dia para você poder aproveitar bem as praias. A natureza é semelhante em quase todo o trajeto e as pequenas cidades tem um clima bastante ameno durante o dia mas à noite esquentam com muitas “baladas” eletrônicas.

Bol é uma parada tradicional , tem uma praia de cartão postal e uma cidadezinha bem familiar.

Alugamos um pequeno bote para passear com mais liberdade entre as ilhas, algo que recomendo para todos. Além de ser barato, menos de EU$ 50,00 pelo dia inteiro de aluguel, possibilita conhecer lugares não acessíveis aos barcos maiores.

Diferentemente da Bósnia onde existem muitos muçulmanos , na Croácia a maioria da população é cristã e as igrejas são um contorno sempre presente no horizonte.

Nos finais de tarde o programa é tomar um sorvete nas praias, por sinal os croatas são loucos por sorvete, mas ainda não chegararam perto dos italianos na técnica de fabricação. Aliás a gastronomia não é o forte do país, com excessão dos frutos do mar, não posso dar maiores referências neste quesito. Mas o romantismo dos restaurantes compensa largamente e cria um clima propício para o romance!

 

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Istambul : Meio Europa, Meio Ásia - Por Martha Medeiros

05 de setembro de 2011 2


A Martha é nossa amiga e quando eu fui a Turquia pela primeira vez, ela me passou este texto sobre Istambul que ela havia publicado na revista Viagem em 2001.

O texto é ótimo (como sempre) leve, com muitas dicas e informações intemporais desta cidade mágica, que arrebatou os nossos corações.

As fotos são minhas e deixo vocês com a Martha.

Clarisse Linhares.



Não foi através das aulas de história que Istambul entrou pela primeira vez no meu imaginário, e sim quando assisti ao filme Expresso da Meia-Noite, uns 20 anos atrás. Fiquei com a idéia de que era uma cidade que cheirava a encrenca. Ao conhecê-la, no início de junho, descobri que na verdade ela cheira a pistache, amêndoa e café. Encrenca só vi no trânsito. Mistério vi em toda parte.

 

Ainda que a capital da Turquia seja Ankara, é de Istambul que todos falam e para onde todos querem ir, atraídos pela sua singularidade: uma metrópole cortada pelo canal de Bósforo, ficando uma metade na Ásia e outra na Europa. As duas metades, no entanto, se confundem. Nas ruas, mulheres de vestidos decotados caminham ao lado de mulheres enfurnadas em burkas, mesmo com uma temperatura de 37 graus. O verão é muito quente e úmido, e neva no inverno. O clima é apenas um de seus extremos.

 

A suntuosidade dos palácios, mesquitas e basílicas contrasta com a sujeira das ruas e a humildade do povo: não se vê sultões andando de BMW pelas avenidas. Depois de ter sido a cidade mais rica do mundo cristão, quando ainda se chamava Constantinopla, hoje o luxo de Istambul está confinado no Topkapi, antiga residência imperial formada por diversos pavilhões e pátios internos. Lá estão, abertos à visitação, os tesouros do império otomano (jarros incrustados com pedras preciosas, adagas de ouro e esmeraldas que humilhariam os anéis de Elizabeth Taylor) e o harém onde o sultão guardava outras jóias: suas roliças e fogosas concubinas. Grande parte do Topkapi é  hoje um parque público, com jardins bem cuidados, situado no bairro mais atrativo para os turistas: Sultanahmet.


Interior do Harem, no Palácio Topkapi

 


 

Entrada do Topkapi

De frente uma para a outra, a Mesquita Azul e a Basílica de Santa Sofia competem em majestade. A primeira, com seus seis minaretes apontados para o céu, é internamente recoberta de azulejos e de silêncio: entra-se sem os sapatos, mas não sem respeito. De maio a setembro, assim que começa a escurecer, nativos e turistas se unem na praça em frente para assistir ao espetáculo de som e luzes projetadas sobre a mesquita. Enquanto uma voz narra, através dos alto-falantes instalados nos minaretes, a história da sua construção (cada noite em um idioma diferente), música e canhões de luz tentam preencher os olhos atentos da platéia. Tentam. Não estou segura da satisfação da clientela: as gaivotas que sobrevoam a mesquita me pareceram mais atraentes do que os tímidos efeitos luminosos.

 

A Basílica de Santa Sofia, por sua vez, também impressiona por fora, com seus tons de terracota, mas principalmente por dentro. Ao entrar em sua nave principal, o fôlego desaparece, a cabeça se ergue e a gente não cai de joelhos por detalhe. É vertiginoso. Tudo é mega: a altura da cúpula, os mosaicos, as colunas, os balcões e os estupendos  medalhões caligráficos pendurados nas paredes.


Basílica de Santa Sofia


 

Mesquita Azul



 

Ainda em Sultanahmet, na esquina da Santa Sofia, uma bilheteria acanhada vende ingressos para uma aventura subterrânea: a visita à Cisterna da Basílica. Desce-se por uma escadinha e de repente estamos embaixo da terra, em quase absoluta escuridão, entre colunas de mais de 8 metros de altura e com pingos caindo lenta e educadamente sobre nossas cabeças. Trata-se do antigo reservatório de água da cidade. Passarelas molhadas nos conduzem entre as 336 colunas bizantinas, ao som de música new age. O cenário é de um filme de Indiana Jones. Mais uma extravagância da cidade.


Cisterna

 


 

Hotel/café Kibele, um lugar cheio de charme quase ao lado da Cisterna


A prova de que tudo é grande em Istambul está na moeda: a entrada para o Topkapi custa 15 milhões de liras turcas; a entrada para a Cisterna, oito milhões, e para a Santa Sofia, seis. É um susto, mas a quantidade de zeros não reflete seu valor: 15 milhões é mais ou menos 10 dólares. Com um milhão de liras você não compra mais do que duas garrafinhas de água mineral.

 

Deixando um pouco de lado as obras monumentais, há vida prosaica em Istambul. No bairro de Beyoglu está a Torre de Gálata (é recomendável uma subida para ver a vista de 360 graus da cidade) e a larga avenida Istiklal Caddesi, um calçadão onde você descobre que nem só de tapete vive o comércio do país. Aqui estão diversas lojas de instrumentos musicais, butiques de grife, uma livraria encantadora chamada Robinson Crusoe, uma filial da rede de sorvetes Mado (considerado o melhor do país) e o interessante Çiçek Pasaji, que nada mais é do que uma alameda fechada até o teto onde estão diversos restaurantes e cafés típicos. No final da avenida chega-se à praça de Taskim, que é a região cosmopolita de Istambul, mais comum a nós, 100% ocidentais, se é que se pode chamar de comum qualquer lugar onde as palavras começam com cedilha.


Vista da Torre Gálata


 

Ainda falando da Istiklal Caddesi, é em uma de suas travessas que está o lendário hotel Pera Palas ( 1)*, que hospedava os passageiros mais ilustres do trem Expresso do Oriente, mas que ficou conhecido mesmo por ser uma espécie de segundo lar da escritora Agatha Christie. Seu bar ainda cultiva um certo charme, mas o hotel está decadente. Desconfio que a criadora do detetive Hércule Poirot hoje optaria por um Crowne Plaza.


Istiklal Caddesi

 


 

Vista do 360 um dos bares/restaurantes descolados com vista para o Bósforo que fica em Istiklal Caddesi.


Aliás, há muitos hotéis de rede em Istambul, mas nada como se hospedar numa antiga mansão otomana restaurada, para não fugir do espírito da cidade. Na pequena e tranqüila rua de pedra Sogukçesme Sokagi, espetacularmente bem localizada em Sultanahmet, há uma série destas casas que viraram pensões e hotéis, sendo o mais charmoso deles o Konuk Evi. Não se aflija: eu me hospedei lá e em nenhum momento precisei dizer em voz alta o nome da rua, que é realmente impronunciável.


Casas Otomanas antigas em Sultanahmet

 

Cheguei e parti de Istambul sem saber dizer obrigado em turco. Tentei decorar, treinei em casa, mas na hora não saiu: é tesekkür ederim (com cedilha no s!!) Mas sabendo dizer obrigado em inglês, ninguém se aperta. A maioria das pessoas com quem o turista se relaciona fala um inglês básico. Principalmente os comerciantes. Estes, se preciso for, falam até português, desde que você compre deles um legítimo kilim.


 

Tapetes no meio da rua

A cidade é toda atapetada. Tem tapetes nas calçadas, nos bares, em cima de mesas e cadeiras, saindo pelas janelas, é tapete pra tudo quanto é lado e o efeito visual é bonito à beça. Impossível sair da cidade sem levar ao menos um. Em Sultanahmet, o melhor lugar para adquirí-los é no Arasta Bazar, uma rua ao lado da Mesquita Azul. O assédio dos vendedores não é a melhor recordação que você vai levar da cidade, mas faz parte da cultura local. Se você é loiro, e/ou tem olhos claros, e/ou está levando uma mochila nas costas,

 

revelará sua condição de turista e receberá um assédio de proporções quase indecentes. Eu, mesmo tendo o aspecto de uma muçulmana, não consegui evitar. Levava uma mochila nas costas.

 

Eles vão seguir você pela rua. Perguntar de onde você é. Mesmo que você responda que é de Liechtenstein, eles vão encontrar algum assunto relativo ao seu lugar de origem, vão ser simpáticos ao extremo e tentarão arrastá-lo até a loja deles.

 

Estando na loja, ou em frente a ela, ou a 10 metros dela, você estará irremediavelmente perdido. Porque vai se interessar por alguma coisa, vai perguntar o preço e, sem saber, terá dado o pontapé inicial para o hábito que mais dá prazer aos residentes do país: pechinchar. Estamos numa terra de mercadores, lembre-se.

 

Pechinchar pode ser divertido, pode ser lucrativo e pode ser estafante.  É divertido quando ambos os lados são espirituosos e conhecem as regras do jogo, que inclui o direito de desistir do negócio caso não haja acordo. É lucrativo quando você sabe que o vendedor está pedindo demais e ele sabe que você está oferecendo de menos, e conseguem (depois de 20 minutos de prosa e duas xícaras de chá) chegar num valor de bom tamanho para ambas as partes. E é estafante quando você está apenas dando uma olhadinha e o vendedor está desesperado para vender. Aí quase sai briga.


Grande Bazar




 

É assim no Arasta e é assim num dos mercados mais famosos do mundo, o Grande Bazar, que não é grande, é enorme. Os riscos de se perder lá dentro, no entanto, são mínimos. Basta você lembrar do nome do portão pelo qual entrou (há vários) e, quando quiser ir embora, seguir as indicações das placas internas. Portanto, perca-se, o lugar pede. E, ao bater em retirada carregando seus oito tapetes, suas cinco capas de almofadas, seus dois conjuntos de chá, seus sete castiçais e seus 11 pratinhos de porcelana, não esmoreça e dirija-se ao Bazar das Especiarias, que não fica longe. Aí sim, acrescida sua bagagem de vários chás e temperos, almoce no Pandeli, uma instituição turca que fica no segundo andar do prédio.

 

Eu poderia ficar até amanhã falando sobre Istambul, mas a vida  continua. Faltou dizer que se você quiser ver dança do ventre, há casas noturnas que apresentam o espetáculo, ainda que no quesito sensualidade as brasileiras sigam imbatíveis. Que é uma cidade que já vem com trilha sonora: há sempre um som saindo de algum lugar, seja dos minaretes, cujos alto-falantes convocam à população para as orações do dia, seja uma música de rua, há sempre o que ouvir. E que se você ficar apenas três ou quatro dias, vai ser pouco. Istambul é grande, como já foi dito. São dois continentes numa cidade só.

(1)* O Hotel Pera Palas, a que a Martha se refere no texto, hoje chama-se Pera Palace, foi todo reformado e reabriu no final de 2010, lindíssimo, um hotel histórico que preserva sua história, como o quarto 411 onde se hospedava Agatha Christie.

Costa Rica - Pura Vida!!! Parte II

04 de setembro de 2011 0


Pois não me perguntem o que exatamente quer dizer esta expressão PURA VIDA, tão popular na Costa Rica, eu bem que tentei comparar como nosso “beleza” ou o “aloha” havaiano, mas nenhum deles traduz o espirito do PURA VIDA. Eles usam pra tudo, em todas as ocasiões, como um cumprimento entre os pares, aqueles que estão alinhados dentro deste espirito da natureza, do bem viver.


O sentimento de preservação da natureza dos Costa riquenhos é muito forte, eles já entenderam que o que atrai os milhares de turistas para lá é justamente aquela natureza exuberante, a quantidade fantástica de animais, as lindas praias desertas onde quebram ondas longas e perfeitas para o surfe. A Costa Rica é uma das grandes mecas do turismo de aventura e muito do território nacional são reservas florestais.  Os “ticos” como eles se auto denominam se orgulham muito da consciência ecológica do povo, eles tem a total noção de como a preservação da natureza só traz grandes beneficios para o país e consequentemente para a prosperidade de todos, pois hoje o turismo contribui com uma parte significativa da receita nacional.

Hoje eu vou relatar mais uma aventura que fizemos neste país tão surpreendente.

Como eu já havia contado pra vocês no post anterior, nós estávamos hospedados na região de Tamarindo que fica na costa do Pacífico, onde tem praias lindas e boas para o surfe. Mas além do Canopy que contei aqui eles também tem raftings maravilhosos dentro das vários parques nacionais espalhados pelo pais. Dei uma boa estudada no meu guia e vi que perto do vulcão Tenório tinha uma ótimo rafting no rio de mesmo nome com niveis de dificuldade I, II, III e IV.

O rafting é no rio Tenório, que fica abaixo do vulcão Tenório, este que vemos na foto.

 


De Tamarindo até a zona do vulcão Tenório levamos mais ou menos 2h de carro, as estradas na Costa Rica não são uma maravilha, por esta razão se você tem intenção de vir pra cá é interessante dividir sua estadia em ao menos 2 lugares diferentes assim você vai poupar horas preciosas de deslocamento.

Na estrada as placas vão alertando o que está por vir e se você tiver um pouco de paciência acaba dando de cara com eles, nossos primos distantes, os macacos!

Fechamos nosso pacote do rafting que incluia almoço por U$95 por pessoa, não é nada barato, e não se iluda, a Costa Rica não é baratinha, eu diria que 80% dos turistas por lá são americanos e talvez isso tenha inflacionado o preço dos programas turisticos. Mas se isso serve de consolo o rafting valeu cada cent gasto, pois foram quase 2h de pura adrenalina, em um lugar lindíssimo, no meio de arvores gigantes.

Equipe feminina pronta para a largada

 

I – Queda de nivel IV. yupiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!!!

 

II

III

IV. PURA VIDA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Então gostaram? Este é uma ótima pedida para se estar em meio a natureza, par dar um tempo do sol da praia e para curtir uma boa adrenalina. No próximo post vou contar um pouco dos picos de surfe e de alguns restaurantes maravilhosos na área de Tamarindo.

PURA VIDA!!!

 

Rafting do Rio Tenório : http://www.riostropicales.com/packages.php?page_id=10