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Posts de novembro 2011

Bali - Por Luciano Zanetello

23 de novembro de 2011 1


Pura Ulun Batur

  Antes de o mundo virar esta aldeia global de hoje, a minha geração tinha um lugar mágico para conhecer: Bali. 

 Fomos e ainda somos influenciados por tendências vindas da Ilha. 

As cangas, a  arquitetura e decoração que se espalharam mundo afora, nomes como Uluwatu e Padang que embalaram muitos sonhos de surfistas.

Uluwatu

Padang

 surf em Suluban  

           A Bali de hoje recebe mais de 2 milhões de turistas por ano. Ao fazermos a pergunta “por que visitar Bali?”, teremos várias respostas, graças à sua diversidade de atrativos.

 Por outro lado, a ilha já foi alvo do terrorismo  e não cabe mais no ideal de paraíso.

            Fizemos nossa base em Nusa Dua; um oásis, quase uma utopia encravada na ilha. Os preços em Bali são irrisórios comparados com o nosso turismo: para termos um comparativo, pagamos em um hotel cinco estrelas top o preço de um duas estrelas aqui. Um jantar para duas pessoas, com vinho pagando caro, não sai mais de dez dólares.

 Bali Melia Nusa Dua

           A ilha, diferentemente da população muçulmana da Indonésia, é uma mistura de Hinduísmo e Budismo. A enorme quantidade de templos e cerimônias atesta sua religiosidade.

 Oferendas   

           Como Bali é relativamente grande, alugamos um carro para os deslocamentos. Quando o destino era as praias próximas (Uluwatu / Padang), a mão contrária, as estradas estreitas compartilhadas com pedestres, scooters, carros e tudo que rodasse era um problema suportável. Porém, quando nos dirigíamos ao interior era  estressante e uma viagem de 100 km podia durar 3/4 hs. 

Suluban

 Balangan  

          Os templos familiares estão por toda a parte e sempre alguma cerimônia está acontecendo. Procuramos mesclar a praia com outros atrativos, entre eles Ubud - a cidade que é sinônimo de artesanato na ilha e,  onde parte das locações de “Comer , rezar e amar foram rodadas, a linda arquitetura dos terraços de arroz, o vulcão Kintamani,  o templo do lago Batur  (Pura Ulun) e o Tanah Lot, um templo à beira mar que na maré cheia vira uma ilha.

 

terraços de arroz

vulcão Kintamani e lago Danau

Tanah Lot 

             A região de Uluwatu vale uma visita à parte, tanto por suas praias famosas quanto por seu templo onde os macacos são exímios ladrões. Kuta é o coração turístico da ilha, destino obrigatório para os que gostam de agitação.

templo dos macacos / Uluwatu

Kuta   

         O maior custo para lá com certeza é a passagem, mas os preços locais compensam muito. Ou seja: A Bali dos dias de hoje pode não ser mais aquele lugar paradisíaco, mas ainda é uma ótima opção para visitar, independente do tipo de turismo que você busca. 

Novos amigos

modelo balines

 hora do rush

 

 

     

Cambodja parte II - Phnom Penn e os "Killing Fields"

22 de novembro de 2011 0

 

 Royal Palace / Moonlight Palace  

 

 

          Chegamos na capital no início da tarde vindos de Angkor. O calor era sufocante:  era só sair do ar condicionado que o suor aflorava. Largamos as coisas no hotel e fomos conhecer o Royal Palace conjunto arquitetônico no centro da capital.

          São vários prédios, o Throne Palace por exemplo, originalmente construído em madeira (1860) quando a capital mudou para cá, o Moonlight Palace e muitos outros. Os jardins têm grande influência francesa e os detalhes da construção são tailandeses. O Silver Pagoda faz parte do conjunto e nas suas galerias encontramos a “Ramayana Scenes”,  hoje bastante deterioradas pela ação do tempo. Em alguns lugares dos prédios, os macacos circulam livremente olhando para os turistas com curiosidade.

Throne Palace

macacos e monges

Silver Pagoda

Ramayana Scenes

          Dali, fomos visitar o Museu Nacional, que tem lindas peças da história do povo Khmer. Há também uma bela avenida acompanhando o rio Mekong, considerada a principal zona turística, concentrando a maioria dos hotéis e restaurantes.

Museu Nacional

Museu Nacional

 Riverside Avenue

           O problema em Phnom Penn é que, devido ao calor e à umidade, não se consegue admirar as paisagens caminhando. O negócio é fazer roteiros curtos, sempre a bordo dos “Tuk – tuks“, já que o trânsito é caótico e incompreensível para nós: qualquer sentido é permitido para motos, bicicletas, scooters e Tuk – tuks em várias ruas e avenidas. Impossível entender como aquilo fluia, aparentemente sem controle, e, até onde vimos, sem acidentes. Para facilitar, optamos por contratar um “Tuk – tuk” permanente por  U$ 15,0 / dia.

                    Na manhã do dia seguinte, fomos conhecer Choeung Ek, o principal dos chamados “Killing Fields”. Situado a uns 20 Km de Phnom, o local é hoje um marco na história do Cambodja, destinado a perpetuar na memória de todos as atrocidades cometidas por Pol Pot e seus correligionários do Khmer vermelho.

 “Stupa” / Killing Fields

 Ali, toda a barbárie era extravasada sem os requintes da tecnologia. No Cambodja da época, não havia dinheiro para comprar balas e os adversários do regime (que em linhas gerais eram todos) eram sacrificados com machadadas, enxadadas ou decapitados. Para se ter uma noção do tamanho da tragédia, assim que tomaram o poder, Pol Pot e seu  Khmer vermelho esvaziaram  todas as cidades, removendo a população para o campo. A capital virou uma cidade fantasma. A utilização de óculos era motivo para uma sentença de morte, pois associavam sua utilização com a necessidade de ler que já demonstrava uma mente contestadora dos novos valores . Os filhos dos condenados eram mortos também, pois uma das máximas do regime era ” Para acabar com as ervas daninhas, é preciso arrancar  suas raízes”. O resultado 30 anos depois é que praticamente não existem velhos no País.

Ossos

Arvore onde matavam crianças batendo contra o tronco

interior do Mausoléu, crânios e roupas

   

           Não há como visitar o local e não colocar em dúvida a razão do ser humano. É chocante, assustador e, ao mesmo tempo, didático de como ciclicamente o homem retorna a bestialidade. Saímos de lá pesados e calados, sentimentos que foram se esvanecendo à medida que cruzávamos com o povo nas ruas:  são risonhos, amistosos e decidiram reconstruir a história do país, apesar de protagonizarem aquela tragédia.

 Cova coletiva 100 corpos sem a cabeça   

         Dali, fomos para o “Russian market”, onde todos os artigos imagináveis são encontrados. Não resitimos 10′ caminhando por seus corredores estreitos, pois a sensação térmica passava dos 40ºC. Voltamos ao hotel para nos refugiarmos no ar condicionado e desfrutar de uma relaxante massagem. Para o jantar, seguimos uma indicação da revista de bordo da Bangkok Airlines, o Van’s , restaurante tradicional de cozinha franco – cambojana. O prédio é antigo, de arquitetura típica da Indochina dos filmes de antigamente e a comida era excelente, com preços risíveis.

 Russian Market

 

          Em nosso último dia em Phnom, fomos conhecer alguns outros pontos turísticos: Phnom Vat, onde a cidade nasceu; o antigo mercado, onde exploradores gastronômicos encontram um mundo a ser descoberto e, por fim, fomos passear na beira do rio.  Até lá, no distante Cambodja, já descobriram o potencial turístico de uma orla bonita com atrações, bares e restaurantes, coisa que Porto Alegre ainda não fez. À noite, fomos noutro restaurante, localizado em um terraço que se debruçava sobre a avenida da beira rio. O astral era ótimo; o problema é que, como era ao ar livre, depois de meia hora já não aguentávamos de calor e tivemos que ir embora.

Phnom Vat

             Para concluir, recomendo muito visitar o Cambodja. Além do aspecto cultural (Angkor é uma das maravilhas do mundo), como o País está recém redescobrindo a democracia, o fluxo turístico ainda é pequeno se comparado aos lugares tradicionais, sem contar o atrativo dos preços muito baixos. Melhor ir  antes que os Europeus, que estão começando a invadir as praias do País, tomem conta. Para aqueles que podem achar que não tem tanta coisa assim para ver, sempre se pode incluir lugares, como Tailândia, Vietnã, Malásia, Singapura, Laos ou mesmo Bali, como fizemos e que contarei como foi no próximo post.  

     

 

Cambodja parte I - Pedalando nos templos de Angkor

19 de novembro de 2011 6

 

Fazendo valer a máxima de que é melhor conhecer coisas novas do que repetir roteiros carimbados, este ano elegemos o Cambodja como destino.

Na internet descobrimos que uma boa maneira de conhecer os muitos – e pôe muitos – templos de Angkor seria de bicicleta, já que a geografia do terreno favorece. Ao final de uma looonga viagem que incluiu escalas em  Dubai e Bangkok , aterrisamos em Siem Reap pequena cidade vizinha ao conjunto dos templos do povo Khmer. Os templos tiveram sua popularidade amplificada  quando o filme “Tomb Rider” e Angelina Jolie mostraram p/ o mundo sua arquitetura e belezas .

Armados contra o calor, com roupas leves e muita água, pegamos as bicicletas,  mapa e demos início ao nosso tour. Um “quebra – molas” na entrada para os templos, onde compramos o passe de 03 dias, era a única elevação no trajeto. Aqui um conselho: se for visitar o país, nem se preocupe em trocar dinheiro. A moeda corrente é o dolar. Só é preciso assegurar – se de ter muitas notas pequenas, pois praticamente tudo é cotado assim, sempre com valores muito baixos .

 

 Entrada de Angkor Wat

Nossa primeira parada foi o conjunto de Angkor Wat, uma das antigas cidades do povo Khmer, antiga denominação dos Cambojanos. É realmente impressionante, fazendo jus à fama de uma das maravilhas a serem conhecidas.

Detalhe de torre em Angkor Wat

Panorâmica do conjunto de Angkor Wat

O guia nos informou que todas as construções  têm um significado e propósito para estarem construídas daquela maneira. Ora era para que reparássemos que todas as figuras esculpidas nas paredes representando o bem (são milhares) estavam  olhando para uma mesma direção, ora para que víssemos que as que representavam o mal olhavam na direção contrária. Explicou também que a janela do quarto do soberano era posicionada na direção, de maneira que ele fosse o primeiro a visualizar  o sol do equinócio e assim por diante .

A cidadela

No detalhe, as Upsaras, bailarinas sagradas.

Depois de 03 hs de uma visita resumida, pedalamos, entre florestas e desviando dos macacos, para o nosso segundo destino Angkor Thon . Cruzamos o portão que dava acesso ao segundo conjunto, e logo estávamos dentro do principal edifício, o “Bayon”. Aqui, tenho que registrar a maravilha que são as paredes dos templos, todas elas esculpidas com cenas retratando o cotidiano da cidade.

habitante local

Portão Sul Angkor Thon

Monges em visita ao templo

Bayon

Detalhe dos muros

Os templos eram relativamente perto, então deixamos as bicicletas e trilhamos a direção sugerida. Tudo é grandioso e belíssimo: o “terraço dos Elefantes” e os jardins de “Lepper King”.

 Terraço dos Elefantes

Jardins de Lepper King

Acabamos a visita no meio da tarde quando o temporal diário já estava se armando. Nesta época chove todos os dias, religiosamente, variando apenas o horário. Ainda tínhamos no roteiro do dia a visita ao “Tah Prom”, o templo retratado em Tomb Rider. No caminho a chuvarada nos pegou e chegamos completamente ensopados.

Ali é  difícil não pensar em Indiana Jones ou coisas do gênero. A combinação das árvores centenárias enroscadas nas paredes dos templos cria uma atmosfera indescritível.

Cansados de tanto clicar, pois para cada lugar que olhássemos havia algo p/ fotografar, iniciamos a volta ao hotel. O calor conseguia ser ainda maior após a chuva. Foram aproximadamente 30 Km de pedaladas e chegamos ao hotel aos pedaços. Nada que uma boa piscina e uma massagem não recuperassem. Aliás, é impossível viajar para estes lados e não virar fã de massagem. São baratíssimas comparadas com os preços no Brasil e tem opções para todos os gostos .

No dia seguinte, seguimos o mesmo roteiro, visitando diferentes templos. A distância era maior, mas estávamos mais acostumados. Visitamos o “Preah Khan”, antiga  cidade e universidade Budista, onde os arqueólogos mantiveram a vegetação entre os templos, deixando o clima ainda mais cenográfico. Na volta, paramos noutro conjunto localizado no alto de uma colina, onde as pessoas costumam subir no dorso dos elefantes para apreciar o pôr do sol.

Único templo com colunas redondas / Preah Khan

 Preah Khan

Preparando p/ subir

Não tivemos sorte, pois o temporal diário coincidiu com nossa visita e só visualizamos as pesadas nuvens descarregando água por tudo. Repetimos a sequência piscina e massagem e à noite pegamos um “Tuk – Tuk” para conhecer a culinária típica. Pedimos o “Camboja Tasting”, um prato com seis variedades de comida que faz um bom apanhado da cozinha local. A comida é uma mistura da Tailandesa que conhecemos com a Vietnamita e influências locais. Tudo com muito curry e pimenta.

Outra dica, se você não for um apreciador da comida muito codimentada, peça sempre - not spicy. Ainda assim, é bom ter uma garrafa d’agua por perto .

No último dia aqui (nosso vôo saía p/ Phnom às 13:00 h) levantamos cedo e fomos conhecer o mercado da cidade. É uma mistura de cheiros e sabores, plus uma versão mais quente e úmida de Ciudad del’ Este. O artesanato é ótimo, tem tudo que se possa imaginar para enfeites de mesa, casa e esculturas. O único problema é segurar o ímpeto para não detonar o orçamento na viagem .

tuk-tuk

Mercado de Siem Reap

No próximo post, falarei mais do povo, costumes e também da visita que fizemos aos Killing Fields.

Minha tarefa aqui foi inglória, pois por mais que queira sintetizar a descrição dos templos e a atmosfera do lugar, não conseguirei transmitir mais do que uma pálida idéia da impressão que tivemos no local .

Boa Viagem para todos .

 

 

Porto Alegre e os Jacarandás

16 de novembro de 2011 3

Você já reparou no show de beleza e cores que os Jacarandás estão dando em Porto Alegre?

 

 

Eu diria que é quase impossível ficar imune a tamanho espetáculo da natureza. Todos os anos eu espero por eles, é uma caracteristica da cidade, eles vem junto com a promessa do final do inverno com a boa perspectiva dos dias longos de verão. Para mim eles traduzem uma alegria guardada no inverno, tempo de andar de pés descalços, de sair da toca, tomar chope na calçada.

A gente que fica tão maravilhada com paisagens alhures,  tem obrigação de render esta homenagem a Porto Alegre, eu com um sentimento particular, pois a minha filha que esta fora do Brasil, com muita nostalgia, me perguntou esta semana se os jacarandás já estavam floridos na cidade, então resolvi escrever este  post para estes portoalegresenses saudosos da sua cidade e pra nós, porque não? Para que prestemos mais atenção na beleza que insiste em cruzar nossos caminhos cotidianos…. estou chegando de viagem, foram quase 3 semanas fora de casa e confesso que achei Porto Alegre mais bonita do que nunca!!!

 

Ainda Martha Medeiros contando da nossa viagem ao Peru

16 de novembro de 2011 5


Olá pessoal, já não podia mais de saudades de Porto Alegre, como eu já disse aqui antes, viajar é maravilhoso, mas voltar pra casa não tem preço.

Depois de quase 3 semanas fora, estar de volta, rever as fotos, a gente se sente renovada. Nossa primeira etapa foi uma viagem com um grupo ótimo até o Peru, onde nossa amiga Martha relatou nossas andanças, foi pouco mais de 1 semana, mas rendeu como se fosse 1 mês. O Peru é uma experiência incrível, onde colocamos a prova todos os nossos sentidos, e aqui aos poucos vamos narrando outras coisas que aprontamos por lá. A segunda etapa da nossa aventura foi o México, outro lugar fascinante. Eu nunca havia estado no México e confesso que fiquei arrebatada, e agora com calma vou contar tudo aqui no blog.

Coloquei o texto da Martha da Zero Hora de domingo onde ela fala sobre o tabu de viajar em grupo, e de como as vezes é muito bom ter uma mordomia…

Com vocês Martha Medeiros!!!

Martha Medeiros e Clarisse Linhares

                                   Martha e Mylene Rizzo


Adeus ao general

MARTHA MEDEIROS

ZERO HORA – 13/11/11 


Agora posso engolir todos os “nunca viajarei em excursão” que já pronunciei na vida

Conforme comentei no texto da última quarta-feira, estive no Peru recentemente numa viagem em grupo, modalidade de turismo que adotei uma única vez, quando fui para o Marrocos, dois anos atrás. Com essa dupla experiência, acho que agora posso engolir todos os nunca viajarei de excursão que já pronunciei na vida. Claro que há excursões e excursões: encontrei minha turma. E descobri algo ainda mais importante: nada como tirar férias do nosso generalato.

Costumo estar no controle de tudo, é meu jeito. Não tenho agente, assessora, assistente, motorista, nenhum staff que faça as coisas por mim. Sou minha própria secretária executiva, gasto 80% do dia gerenciando minha vida profissional, pessoal e a da minha família. Nos 20% que sobram, quando sobram, escrevo um pouquinho.

Logo, quando viajo, sou aquela que reserva hotéis pela internet, planeja os voos, agenda serviços de translado, pesquisa restaurantes, se informa sobre a programação cultural da cidade, lê matérias de revistas, compra um guia se for um destino desconhecido, enfim, não saio de casa desprevenida – o tempo geralmente é curto, e não convém dar espaço para roubadas.

Então surgiu essa oportunidade de ir ao Peru numa viagem de sonhos onde tudo estava previamente organizado. Não precisei resolver nada. Decidir nada. Escolher nada. Preocupação zero. Tudo o que me coube foi preparar uma mala enxuta e levar alguns trocados para o caso de querer comprar algum pano colorido, um pratinho de cerâmica ou uma garrafa de pisco. O resto estava tudo acertado. E tudo era tudo mesmo.

Na chegada aos aeroportos, uma van esperando. Hotéis incríveis com o check-in já feito. Restaurantes escolhidos a dedo, os mais charmosos, e que cardápio. Passeios com entrada livre, tudo foi liberado antecipadamente. Eu não olhava para o relógio. Não entrava em filas. Não reservava mesas. Não dava telefonemas. Não esperava para ser atendida.

Não conferia a conta. Não deixava gorjetas. Não interpretava mapas. Não procurava os endereços dos museus. Descobri finalmente o significado da palavra mordomia. O mundo funcionando à perfeição sem minha ingerência. Tudo o que tinha que fazer era me permitir ser conduzida e curtir a paisagem. Obedeci.

Por uma semana, adeus, general. Aqui você não manda nada.

Porém, um general que se preze não abandona o posto, apenas descansa com um olho fechado e outro aberto. Cá estou, de volta ao quartel, executando as atividades em que me reconheço: decidindo, escolhendo, experimentando, duvidando, dizendo sim, dizendo não, errando e acertando por conta própria. E, com secreto prazer, me concedendo a liberdade de me perder pelas ruas desse labirinto chamado vida real.

Trilhas em Machu Picchu - Huayna Picchu

06 de novembro de 2011 19

Mesmo tendo visto milhares de imagens, ouvido relatos de amigos, assistido programas em HD na Nat Geo, nada, nada mesmo pode me preparar para a experiência impactante na chegada na cidade perdida dos Incas – Machu Picchu.

 

Esta é a foto clássica de Machu Picchu, aquela montanha ao fundo é Huayna Picchu, nossa trilha foi subir ao topo desta montanha.

Depois de atravessar o Vale Sagrado, em uma viagem memorável no trem Hiram Bingham que são 4h acompanhando o rio sagrado para os Incas, o Rio Urubamba, viajando por um vale muito verde, cercado de montanhas altíssimas, onde em várias partes do caminho avistamos os caminhantes da trilha inca em suas roupar coloridas.

Já instalados no nosso hotel, o Inkaterra, que se localiza praticamente dentro da espessa mata, bangalôs que dão total privacidade, onde a gente toma banho olhando a floresta e as montanhas.

No dia seguinte de manhã bem cedo partimos nos ônibus que nos levam a entrada do parque da cidadela de Machu Picchu, a idéia é ver o sol nascer do alto de Huayna Picchu.

Éramos estas seis guerreiras dispostas a enfrentar o desafio de conquistar a montanha.

 

Fila para a entrada da trilha, o número de pessoas por dia é de 400, em 2 turnos de 200, evitando aglomerados, pois tem passagens muito estreitas.

Aqui nosso grupo se dividiu, uns iriam fazer a trilha da porta do sol – Inti Punku, por onde os caminhantes da trilha Inca chegam em Machu Picchu. Nossa trilha era montanha acima pelos desfiladeiros que se elevam até Huayna Picchu, aquela montanha que sempre aparece atrás da cidadela de MP nas fotos clássicas do lugar.

Éramos 6 mulheres no nosso grupo, verdadeiras guerreiras, pois a trilha exige um bom preparo físico, pois Huayana Picchu se eleva a uma altura de 2.720 metros, e muitas vezes passamos por degraus muito estreitos beirando os abismos que parecem infinitos vistos lá de cima.

Se você tem intenção de fazer qualquer uma destas trilhas tem que reservar com antecedência, pois eles só liberam um número limitado de pessoas por dia, nosso era o primeiro horário que sai as 7h da manhã.

O caminho se alterna em escadas muito íngremes e corredores estreitos, e salvo alguns momentos, não me senti medo ou insegurança, o segredo é não ter pressa, ir devagar sentindo nossos limites e principalmente sentindo a energia do lugar. Nosso estado era de muita excitação e adrenalina, é impossível não se envolver com a grandiosidade da natureza, com o passado Inca e confesso – não ficar revoltada com os espanhóis que lentamente destruíram e saquearam a civilização Inca.

E começa a subida..

Depois de uma 1/2 hora de subida já podemos ter uma visão da estradinha em zig zag que leva de Aguas Calientes até Machu Picchu

As pessoas que sobem estão todas embuidos do mesmo espírito e o astral reinante é dos melhores, não preciso dizer que Huayna Picchu mais parece a Torre de babel, pois tem gente de todas as partes do mundo, se ouve vários idiomas e  no caminho vamos cruzando com pessoas de todas as idades.

A visão de MP  lá de cima é indescritível. A sensação de chegar ao topo do mundo, de conquistar a montanha é inebriante e única. Paramos por momentos, silenciosas, reverenciando aquele lugar certamente abençoado pelos deuses.

Levamos em torno de 2h para atingir a parte mais alta, você pode fazer mais rápido, até em 1h, mas tomamos nosso tempo, fomos curtindo, fotografando prologando aquele momento especial.

Quando você for subir não esqueça de levar seu passaporte, pois na volta eles carimbam uma figura da montanha com a data, verdadeiro troféu!

Em uma parte perto do topo tivemos que atravessar uma caverna muuuuito estreita!

O carimbo no passaporte para registrar nossa aventura.

Na chegada já na entrada do parque onde fica o Hotel Sanctuary Lodge, abrimos um champanhe, nada mais adequado para comemorar nossa conquista, superação e aventura – altamente recomendável, pois na minha opinião estas são nossas melhores memórias.

 

Trilhas em Machu Picchu: Intipunku e Huayna Picchu

03 de novembro de 2011 9

Duas trilhas estavam nos nossos planos e foi para elas que partimos de Águas Calientes as 6h da manhã com um grupo de 16 corajosos.

Grupo de Huayna Picchu

Grupo de Intipunku

O Intipunku ( Porta do Sol) é a porta de entrada oficial da cidade sagrada . é por lá que chegam os caminhantes da Trilha Inca e tem o primeiro vislumbre da Cidade Sagrada. Mais ainda , era na Puerta de Sol que os incas entravam neste santuário , um visual impressionante de toda a cadeia de montanhas e do vale do rio Urubamba.

Meus 10 companheiros partiram destemidos para uma caminhada até 2.765m para o topo da Montanha Velha ( Machu Picchu), é uma trilha média , sem muitos degraus mas que exige esforço em função da altitude e do plano inclinado do caminho.

 

 

Foi um grupo de auto-superação, joelhos operados, corações safenados e idade avançada não foram obstáculos! Chegaram todos bem , felizes com a sensação de superação.

 
Puerta del Sol