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Posts de março 2012

Viena revisitada - Parte II

28 de março de 2012 1

Luas de Viena

Pois eu contava aqui pra vocês da  minha última estadia em Viena neste fevereiro de 2012.

Tudo começou porque 2012 é o ano que comemora os 150 anos de nascimento de Gustav Klimt, um dos maiores artistas austríacos e um dos meus artistas favoritos. As telas de Klimt são inconfundiveis, elas atraem o seu olhar e uma vez que você olha é capturado pela sua beleza infinita, seja das belas paisagens que ele pintou de maneira muito particular, seja pela sensualidade com que retratou as mulheres. Isto para mim já é motivo suficiente para voltar a capital austríaca. Me resignei com o fato de ser inverno e consequentemente os dias serem mais curtos, mas digo aqui entre nós, valeu muuito a pena.

Uma amostra da obra de Klimt no Leopold Museum

Viena está maravilhosa.

E aconselho de novo, se vocês forem a Europa este ano, vão até Viena. Sobram motivos para isso:

Vá almoçar no Schnitzelwirt – o lugar é simples, todo de madeira, mas é o melhor Schnitzel da cidade, estou falando daqueles bifões que ocupam um prato inteiro, a milanesa, recheado com presunto e queijo e  que você ainda pode pedir com molho de nata. Sim é para trogloditas, mas depois de caminhar horas olhando museus, curtindo as atrações, e o relógio marcar 3h da tarde, você também não seria? Nosso plano inicial era de comer só uma saladinha, mas tivemos a felicidade de cair neste endereço onde recortes de jornais mostravam que o Schnitzelwirt, era o lugar mais premiado pelo seu bifão, não prová-lo seria quase uma heresia, então fica aqui minha dica, quando a fome apertar, é para lá que você vai, não tem perdida.

Aqui é o lugar do Schnitzel, fica a poucos minutos do Museumsquartier, na Neubagasse, 52

E para não me deixar mentir, a matéria do Chef do Schnitzel dizendo que ele é O cara do bifão!

No post Viena revisitada parte I eu falei dos museus que considero imperdíveis, outro lugar que é um must na cidade é visitar as duas principais residências da familia Habsburgo. Uma é o Palácio Imperial de Hofburg ou simplesmente Hofburg, como é conhecido pelos vienenses. Foi a residência oficial e centro do poder dos Habsburgo, soberanos da Áustria entre 1278 e 1918, que o usaram como sua principal residência de Inverno. O Palácio foi feito para impressionar com toda a pompa e cirscunstância caracteristica dos Habsburgo. A gente visita as salas imperiais e alguns dos aposentos privados e pode também ver as mesas com todas as louças e serviços chiquérrimos dos tempos aureos do império Austro-Húngaro.

Mas se você não é muito chegado em palácios e acha toda esta pompa um pouco cansativa então passe a visita ao Hofburg  mas em hipótese alguma deixe de conhecer o Palácio de Schönbrunn, que era a residência de verão dos mesmos simplícimos Habsburgo. O palácio hoje já está dentro da cidade de Viena,dentro de um  parque de 160 hectares, lá está o jardim zoológico mais antigo do mundo com 16 hectares. Os jardins, as fontes, são um capítulo a parte, é uma visita do qual você não vai se arrepender, a menos que você seja insano como nós que tentamos visitar o parque em feverereiro, abaixo de vento e neve, bueno, na nossa empreitada só faltou o cocar, no mais, a indiada foi completa.

Chegando no Palácio de Schönbrunn, reparem que dia agradavel para visitar um palácio de verão

Reparem na minha cara de ” O que é que eu estou fazendo aqui!”

Me senti na obrigação moral de colocar uma foto do Schönbrunn, numa estação mais afável, para fazer justiça a beleza do lugar, e registro que tem uma visita aos apartamentos privados dos Habsburgo, incluindo a sala de ginástica da amada imperatriz Sissi que é bem interessante de fazer, com qualquer clima! brrrrrrrrrrrrr

 

Aconteceu de estarmos em Viena em pleno Valentine´s day, dia 14 de fevereiro,  o dia dos namorados do mundo inteiro, não entendo porque só aqui no Brasil comemoramos este dia em data diferente, alguém aí sabe me explicar?

Mas o que eu estava contando é que neste dia era fundamental fazer uma reserva para jantar pois os pombinhos iriam ocupar cada mesa de restaurante na cidade. Eu tinha a dica de uma amiga festeira e tratei logo de ligar para reservar uma mesa, e consegui, mas com uma ressalva, às 10h tinhamos que zarpar pois eles tinham outra reserva. E sabe como é em viagens, né? A gente tem a ilusão que vai ter tempo e  energia para ir até o hotel, tomar banho se embonecar e sair flamante… ahahaha pura ilusão! Na prática o que acontece é o seguinte: Você caminhou o dia inteiro, viu milhares de coisas, parece que um dia tem 54 horas e lá pelas 8h da noite  além de estar morrendo de fome a gente está acabado! Então fechou bem, fomos assim meio podrinhas mesmo, direto para o MOTTO - um lugar muito descolado, animado, vibrante mesmo. Na porta onde indicava o endereço ficamos nos perguntando:” Hi será que é aqui mesmo? Será que é uma roubada ? Pois , gente, era muito estranho, só aquela porta, tipo de boate, sabe? E resultou que o lugar é super cool! Música, decoração inusitada, comida deliciosa, enfim uma experiência vienense que recomendo, ainda ao final fomos presenteadas com um lindo bouquet de tulipas brancas…

Reparem a entrada nada glamorosa do MOTTO

Lá dentro a decoração hiper cool, olhem as bonecas coladas no teto!

Ali à esquerda as tulipas que ganhamos na saida – mimo de Valentine´s day

Outra dica para aqueles que gostam de Arte e Arquitetura é visitar o prédio da Secessão de Viena, e aqui vamos pedir ajuda aos universitários da Wikipédia:

“A secessão austríaca (1897-1920), ou secessão de Viena foi uma iniciativa de protesto de artistas da época contra as normas tradicionais, artísticas e étnicas, da sociedade atávica e transitória da época. Era uma tentativa de se encontrar uma identidade de grupo para o país.”

Prédio da Secessão de Viena, ironicamente apelidada pelos vienenses de repolho dourado - a uma quadra da famosa Ringstrasse

Liderados por Gustav Klimt (lembra?) vários artistas quiseram romper com a engessada e careta arte acadêmica, os secessionistas queriam também trazer artistas de outros paises, trocar experiências e neste espirito trouxeram muitas exposições de Fauvistas franceses, Expressionistas alemães e  de várias correntes artisticas e sempre mantiveram uma postura critica e vanguardista.

Detalhe da fachada

Ahh já ia quase esquecendo no coração da cidade está a Catedral de Santo Estevão, lindíssima. Mas se você quer ver algo realmente diferente vá até lá à noite, quando um show de luzes coloridas cobre a catedral por dentro e por fora e uma música clássica altíssima inunda seu grandioso interior.É de arrepiar!

Catedral de Santo Estevão

E o seu interior todo iluminado à noite quando a música clássica preenche todo o espaço

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Schnitzelwirt – Neubagasse, 52

MOTTO – Schonbrunner Strasse, 30 – fone 5870672;05

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Londres é para sempre - Por Luciano Zanetello

27 de março de 2012 0

 

A primeira e até então única vez que estive em Londres, foi em 86  naquelas viagens para conhecer de tudo um pouco.

Lembro  que gostei mas não houve aquela empatia com a cidade. Na época, saímos  de Paris de carro pela manhã  cruzamos o canal e, no final da tarde passeavamos por Portobello Road. 

Claro que lá tudo era novo, não conhecíamos o trânsito de Paris, não existia GPS, para chegar a Inglaterra só atravessando o canal e tantas outras coisas.

Esta divagação inicial é só para comparar como as coisas estão mais simples hoje em dia.

 Agora, pegamos o Eurostar na “Gare du Nord” e  2:30 hs depois estávamos no centro de Londres ( King’s Cross / St. Pancras ). Mesmo que a cidade toda esteja em obras por conta da próxima Olimpíada, é de impressionar como é bom quando a estrutura de uma cidade funciona.       

 Eurostar  

     

 King’s Cross

Estava muito frio e como gostamos de caminhar, “trilhamos”a cidade de baixo para cima várias vezes. Para aqueles que preferem o conforto, o metrô te leva a qualquer lugar ( só não é recomendado nas horas do rush quando multidões apertam – se nos trens ). Como estávamos com amigos que moraram vários anos em Londres, não tinha perdida  tudo era certo e fácil.

Começamos pela feira de Camdem onde existe de tudo para olhar ou comprar. Para ficarmos na comparação bairrista, é um brique da Redenção multiplicado por 10.    

 Mercado em  Camdem Town

Existem muuuitas bicicletas, até porque o trânsito no centro tem restrições e é cobrado uma taxa  dos carros que ali circulam.

 No dia seguinte fizemos o roteiro “gold”.

Começamos com o Museu Britânico onde entre  outros atrativos, tem  expostos “A pedra de Roseta” e partes da fachada original do Parthenon de Atenas. Para não perder o mote, vários museus em Londres são grátis. Isto estimula e modifica a relação das crianças com o ensino pois, imagine – se ao invés de ouvir falar de Michelângelo e Da Vinci, sentar na frente de quadros dos dois e copiá los a vontade , ou melhor do que ler nos livros sobre o Egito Antigo ou Mesopotâmia,  passear na frente de múmias e pedaços dos templos destes lugares, sem dúvida, muito mais atraente.

  Museu Britânico 

Pedra de Rosetta, sua importância provém do fato que foi através dela que contem o mesmo texto em 3 idiomas diferentes, que o linguista francês Champollion obteve a chave para a decifração dos hieróglifos egipcios. 

 

 Tate Modern

  Dali passamos por Convent Garden, Picadilly Circus até a National Gallery, onde na frente temos a Trafalgar Square  com os monumentos em homenagem a Wellington e Nelson.

 Picadilly Circus  

Monumentos a Nelson e Wellington

Descendo a Whitehall, à direita temos o arco em homenagem a Rainha Vitória ( Admiralty ) que dá início ao Mall  que termina no Palácio de Buckingham. Seguimos descendo a Whitehall e logo temos a esquerda o Parlamento, a direita a Abadia de Westminster. Caminhamos um pouco mais e logo a frente, o Big Ben próximo ao Tâmisa e o “London Eye”.

Abadia de Westminster  

 

 O Big Ben com parte do Parlamento e o London Eye ao fundo 

 Downing St. nº 10, endereço do poder 

 

 London Eye  

 

Dali, voltamos lentamente pela  Charing Cross St. onde temos dezenas de teatros nas imediações. Aproveitamos uma noite e fomos ver o “Fantasma da Ópera” (  produção fantástica ) na saída, a medida que percorríamos a rua, os vários teatros terminavam sua função diária e centenas de pessoas misturavam – se a procura de restaurantes para fechar a noite.

Aqui, um capítulo a parte, a culinária Inglesa não entusiasma ninguém …

As dicas que deixo  são o Restaurante da Tate Gallery ( sétimo andar do prédio com a visão da Catedral de St. Paul, Millenium Bridge , o inusitado prédio do “Ovo” ) um charme.

A outra é o restaurante do chef Inglês Jamie Oliver, o “Oliver Italien”. Lugar descolado com excelentes antipastos e visual despojado. 

 restaurante Jamie’s Italien   

 

 

Restaurante da Tate Modern

No outro dia, escolhemos o rumo da Tate Modern. No caminho entramos por ruelas desconhecidas ( The Temple )  e fomos parar na única igreja dos Templários na Inglaterra.

Igreja Templária 

Catedral de St. Paul  

 Teatro Globe de Sheakespeare 

 

 Visual da Tate Modern

 Depois a Catedral de St. Paul, a rua que leva até a Millenium Bridge e a Tate Modern. Ao lado o teatro de Sheakespeare mostrado no filme  “Sheakespeare Apaixonado” .

Como foram só 03 dias, isto foi o que deu para vermos. As outras atrações tínhamos visto na outra vez ( Torre de Londres, Palácio de Buckingham, Kensington Gardens, Hyde Park ).

Mudei radicalmente, minha impressão sobre a cidade. A multiculturalidade e o caldeirão racial faz de Londres uma cidade acolhedora com a vantagem das inúmeras atrações turísticas e culturais.

Sem dúvida, voltaremos …

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Beijing ou Pequim , por Christiane Petry

25 de março de 2012 0

“A graça da China está na sua própria estranheza; não tente ocidentalizá-la, será um desastre”. Li esta citação em um artigo sobre a China e acho que ela sintetiza perfeitamente o que vimos e sentimos durante nossa estada naquele país. Nação de história milenar, de dimensões continentais, por muito tempo isolado do resto do mundo e incrivelmente intrigante. 

Embora a China ofereça inúmeras opções de viagens para pessoas com os mais diversos interesses, acabamos por optar por algumas de suas principais cidades: Beijing, Shanghai, Macau e Hong Kong.

 

Iniciamos nosso roteiro por Beijing (ou Pequim), capital atual da República Popular da China. A cidade também foi a capital do Império Chinês desde a dinastia mongol (1279-1368) até o Império ruir em 1911. Antes disso, Xi’an era o centro político, cultural e econômico do Império.

 

Das cidades que visitamos, Beijing é a cidade mais antiga, a que mais nos mostra seu passado, a menos ocidentalizada e a que menos fala inglês! Essa é a muralha que não vemos: a da língua. A comunicação por lá foi bem mais difícil do que esperávamos e tivemos que aderir ao famoso cartãozinho de hotel com nomes e endereços escritos em chinês, à mímica e a boa vontade das pessoas.

Chegamos a Beijing logo depois das comemorações do feriado nacional de 1° de outubro que celebra o aniversário da fundação da República Popular da China. A cidade ainda estava toda decorada com flores e arranjos.

 

Nossa primeira visita em Beijing foi ao Templo do Céu, local onde o Imperador costumava ir duas vezes ao ano para pedir por boas colheitas e rezar por seus antepassados. Na realidade, o que chamamos de Templo do Céu é um complexo que fica em uma área duas vezes o tamanho da Cidade Proibida, onde há várias construções e altares além do prédio principal mais conhecido.

 

 O complexo do Templo do Céu é um perfeito exemplo da arquitetura chinesa do período Ming. 

 Acesso ao prédio principal

 

 

 

O prédio principal, denominado Hall das Preces por Boas Colheitas, é todo feito em madeira sem o uso de um único prego. O teto circular e da cor azul cobalto representa o céu.

É muito comum encontrar figuras de animais adornando os telhados de construções e casas. Neste, vemos o dragão chinês, símbolo do poder do imperador e que só podia ser utilizado em construções imperiais.  Acreditava-se que ele trazia proteção e boa sorte.

 

 

Hoje a área é um parque aberto ao público e, pela manhã, funciona como ponto de encontro de muitas pessoas e aposentados. O local tem ótimo astral, com clima de muita paz e harmonia. Além de soltar pipas, fazer tai chi chuan, dançar, caminhar ou apenas bater papo com os amigos, os freqüentadores do parque….

  

 

…também treinam caligrafia, utilizando pincel e água;

 

 E jogam jogos de tabuleiro como o xadrez chinês e o mahjong.

 

 

Arraial, ícone de bom gosto em Gramado

22 de março de 2012 13

Bom gosto não se compra na esquina e a loja Arraial em Gramado é a maior prova disto. Nasceu pequenininha , sem maiores pretensões e hoje se espalha por três endereços na cidade mais charmosa do Rio Grande do Sul ,  destacando-se sempre pelo bom gosto em absolutamente todos os detalhes.

Não costumo falar muito em lojas aqui no blog , mas neste caso estamos tratando de um ícone de bom gosto , eu diria quase um ponto turístico obrigatório na cidade. A Arraial começou , até onde eu me lembro , na esquina da rua Augusto Zatti com Borgens de Medeiros , avenida central de Gramado, focada em roupas esportivas e acessórios. Logo cresceu para um charmoso pavilhão rústico na mesma rua , onde o forte era a decoração e artigos para dormir. O diferencial sempre foi a apresentação, impecável em todos os detalhes. Foi o pavilhão, que também funcionava como depósito, que pegou fogo em junho de 2011. Uma lástima, o fogão a lenha superaqueceu e as chamas se espalharam muito rápido.

Três caminhões foram usados no combate às chamas

 

Foto: Rafael Cavalli/GES


Cheguei na cidade alguns dias depois, as cinzas ainda estavam quentes e a cena das meninas varrendo pedaços de objetos meio sem objetivo me cortou o coração! Mas o legal de tudo isto é que antes do final do ano a Arraial Soninho já reabria em novo endereço,com suas fragrancias e saboaria francesa e a reconstrução começara. A Arraial Casa renasceu como phoenix, mais bonita e moderna com um projeto arrojado de arquitetura e ainda mais bom gosto nas produções.

Na loja nova, destaque especial para ambiente propício para degustar cafés, tortinhas, petit gateau e salgados, mais amplo e bem montado é um convite ao deleite em todos os sentidos.

Sinto que a loja não possua um site , para que todos pudessem se encantar com seus produtos e bom gosto nas produções. Enquanto isto fica a sugestão para quem vai começar a trocar a serra pela praia neste início de outono.


Parabéns a Ruth, que conheço só de passagem mas que admiro pela perseverança e bom gosto.

Paris em Fevereiro de 2012

20 de março de 2012 4

Eu já escrevi sobre Paris em Fevereiro em 2010, e nunca poderia imaginar que gostaria tanto de viajar pelo hemisfério norte nos meses de inverno, então este ano voltei a Paris. Agora que a TAP voa Porto Alegre direto para a Europa, sempre aproveito para na volta dar uma olhadinha em Lisboa, mas este será outro post.

Eu adoro ficar trocando de lugar, pois assim temos a possibilidade de explorar bairros diferentes. Desta vez por razões pessoais, fiquei na Place de La Republique, no Hotel Crowne Plaza, que jamais recomendaria para alguém, pois é o tipico hotel metido a besta. daqueles hoteis enormes, que depois que  você sai do elevador quase precisa de uma bicicleta para chegar no seu quarto, caro para o que oferece, afinal 225 euros não é exatamente barato, quartos pequenos, o aquecimento era tão forte, que mesmo tendo desligado TUDO, eu me sentia assando em fuego lento , e para completar eles ainda tinham a cara de pau de cobrar 9 euros a hora da internet no quarto, pode!!!  Este nunca mais.

Fora isso o bairro é ótimo, perto de muitas coisas legais e assim como antes o Marais era um bairro jovem e alternativo e hoje esta mais chique, este turma está migrando para o 11éme, ali pelas bandas de Bellevile e Menilmontant.

Nosso primeiro final de semana foi um belo dia de sol e aproveitamos para experimentar as bicicletas Vélib – aquelas que você pega em vários pontos da cidade. Se você tentou e não conseguiu, não desista, pois uma vez corria um boato que era preciso se cadastrar na internet previamente, bobagem. Se você tem cartão de crédito pode pegar tranquilamente, e pasme! Os franceses que estão muito mais gentis se oferecem para ajudar. O custo é ótimo 1.70 euros p/dia, e se você devolver em 30minutos não paga mais nada. Em cada lugar de devolução tem um mapinha da área, pois o que pode acontecer é você chegar num ponto e não ter lugar para colocar a bicicleta, sem stress procure outro perto, tem muuuitos. Depois que você visitou aquela região é só pegar outra bike, e devolvendo no tempo você pode andar o dia todo pelos mesmos 1.70 euros.

Estação de Vélib

Um belo domingo de sol para pedalar em Paris em pleno mês de fevereiro

Aquela coluna que vocês vêm ao fundo na foto é a Praça da Bastilha, e este canal aqui é o inicio do Canal San Martin, na minha opinião o lugar mais romântico de Paris , a parte mais linda dele fica lá pela altura do Boulevard Jules Ferry. Se você nunca passeou nas margen do Canal, inclua ele na sua próxima viagem a Paris. Imperdível.

Conheci uma região diferente, que eu nunca tinha explorado e adorei. Então, deixamos a Bastilha para trás e cruzamos a Ponte de Austerlitz, e chegamos ao Jardin des Plantes, é um jardim botânico aberto ao público, situado no 5o arrondissement de Paris como parte integrante do Museu de História Natural. Um parque bonito com estufas que a gente pode visitar. Pra mim foi uma grata surpresa, pois nunca tinha andado por aqueles lados.

Jardin des Plantes

As estufas com plantas de todos os lugares do planeta.

Olhem só o cristal de quartzo que está na frente do Museu de História Natural, diretamente de Vitória da Conquista na Bahia

Cruzamos todo o parque porque queríamos visitar a Mesquita de Paris que fica bem atrás, há estas alturas já havíamos encontrado um ponto da Vélib para deixar as bicicletas, para podermos entrar na Mesquita.

 Grande Mesquita de Paris fica no 5o arrondissement, e é a maior da França.

Contruída em estilo mudejar, lembra muito o estilo das mesquitas marroquinas.

O pátio interno é lindo, lembra um oásis.

Do outro lado na entrada mais próxima do Jardin des plantes, tem um restaurante e uma casa de chá, onde você pode só tomar um delicioso chá de hortelã com aqueles doces árabes de acabar com qualquer dieta, ou pode almoçar no restaurante.

 

 

Depois de tomarmos um chazinho de hortelã e traçarmos um baclava fantástico, seguimos a pé por trás indo em direção a Saint Germain des Prés. Que fica muito pertinho fomos descendo a Rue Lacépède, onde passamos por um restaurante peruano, o El Picaflor, com uma fachada bem simpática e vários adesivos de famosos guias como o Lonely Planet, Rough Guide, mas era cedo para almoçar então anotei a dica para uma próxima vez.

Chegamos  em uma pequena praça, trés sympa, um lugar muito bonitinho, cheio de cafés, restaurantes, chama-se a Place Contrescarpe, dali entramos na Rue Mouffetard, que tem muitas opções para almoçar, fomos caminhando por ela até depararmos com esta jóia de restaurante, que além de ser super transadinho, tem toda uma história, é por esta e outra razões que eu gosto tanto de Paris. Pois este restaurantezinho que vou mostrar aqui pra vocês foi a casa do grande poeta francês Paul Verlaine e posteriormente foi a casa de Ernest Hemingway por 4 anos.

 

Place Contrescarpe

 

Descendo a Rue Moufettard

Até encontrar este restaurante muito dez, chamado La Maison de Paul Verlaine, lugar onde morou o grande poeta francês.

O lugar é muito legal, fotos de vários frequentadores por todos os lados

Incluindo o nosso grande compositor Chico Buarque

A comida é boa, vinho idem, nada suuuper especial, mas o conjunto faz desde restaurante um lugar especial.

Bom vou encerrando este capítulo aqui, mas como tenho outras coisas pra contar para vocês, aguardem a Parte II, ok? Fui.

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Exposição Leonilson na Fundação Iberê Camargo

16 de março de 2012 0


Abre hoje ao público na Fundação Iberê Camargo em Porto Alegre, a exposiçao “Sob o Peso dos Meus Amores”, do artista cearence Leonilson.

Sob a curadoria de Bitu Cassundé, e Ricardo Resende a exposição traz um número recorde de 361 obras que representa todas as fases do artista.

“Dono de um trabalho confessional, Leonilson compôs uma obra que pode ser lida como um diário íntimo. Era sobretudo um romântico. A busca do outro, o desejo, e a solidão como conseqüência disso, afloram no seu trabalho. A família, os amigos e a religião também são assuntos frequentes. Para Cassundé, esse é um dos pontos fortes do artista: “É das experiências pessoais que o artista, através da sua poética, eleva questões particulares e as desdobra em temas universais de fácil identificação e encontro com o outro.”


Fica aqui a nossa dica, a exposição é linda, sensível, imperdível!!

Quando: de 15 de março a 3 de junho

|Onde: Fundação Iberê Camargo – Porto Alegre

Viena revisitada - Parte I

15 de março de 2012 0

Se eu tivesse que definir Viena em uma só palavra seria – Elegante.

Viena surpreende pelas suas avenidas amplas e arborizadas, pelo seu povo que não circula apressado, pelos seus cafés, verdadeira instituição nacional.

Eu conheci Viena em uma primavera  há alguns anos, e voltar agora no auge do inverno com temperaturas que oscilavam dos gélidos 4 graus negativos até os calientes 2 positivos, era quase um desafio.

E cada vez mais me convenço que viajar no inverno tem os seus encantos e muitas vantagens.

Chegamos a cidade coberta de neve, e na medida que os meus olhos deslizavam por aquele cenário coberto de branco eu confirmava minha ideia sobre a capital da dinastia Habsburg.

Na escolha do hotel, pesam muitas coisas, localização, conforto, uma boa internet, de preferência gratuita, porque vamos combinar, acho ridiculo ficar em hoteis super e cobrarem a internet, acho que  os hoteis tem que oferecer como cortesia. Acabei escolhendo um hotel que já tinha visto indicado em alguns sites e foi uma escolha muito feliz, ficamos no DO & CO , http://www.doco.com/english/index_hotel_eng.htm, um hotel moderno que fica no coração da cidade, da janela do nosso quarto tinhamos a vista da Stephansdom, catedral dedicada a Santo Estevão. É um lugar bárbaro, os quartos todos com um design particular, tudo muito funcional e bonito, sem falar no bar que fica no penúltimo andar e tem um pé direito alto com uma vista linda da praça principal de Viena.

Fachada do Hotel DO&CO que fica no  Haas-Haus, ou Praça de Santo Estevão,no coração da cidade

Vista da janela do quarto

Quartos amplos, modernos, e internet gratuita

O bar no penúltimo andar com vista para a  Catedral

café da manhã impecável

Gente, Viena tem montes de boas opções de hoteis de todas as categorias eu escolhi este por razões particulares, mas eu sempre recomendo o site da www.booking.com  onde tem muitas opções para todos os gostos e bolsos.

Já alojadas, Viena nos aguardava, e eu estava ansiosa pra ganhar as ruas e conferir muitas dicas que eu havia garimpado previamente.

São muitas atrações que a cidade oferece, mas se você vai ficar poucos dias, em termos de museus, eu aconselharia 3 imperdíveis:

Museu do Palácio do Belvedere, fique ligado pois existem 2 museus lá o Belvedere Superior e o Belvedere inferior, o mais interessante é o superior que contém obras fantásticas de Gustav Klimt, sua obra mais célebre – O beijo está aqui. Mais um acervo importante de Egon Schiele.

Leopold Museum: que fica situado no Museumsquartier, abriga uma das mais importantes coleções de arte moderna e contemporanea do país.O museu contém a maior coleção das obras de Egon Shiele do mundo. E super recomendo você a dar uma paradinha para almoçar no café do museu é lindo com uma vista generosa de toda a praça dos museus.

Mumok: abreviação de “MUseum MOderner Kunst” ou Museu de Arte Moderna, tem um ótimo acervo de artistas como: Andy Warhol, Pablo Picasso, Josefh Beuys, Jasper Johns e Roy Lichtenstein. Fica ao lado do Leopold Museum.

É claro que Viena tem muitos outros, o Albertina, que uma vez era utilizado para acomodar os hóspedes da familia Habsburgo, tem um acervo incrível desde obras impressionistas francesas, além de possuir a maior coleção gráfica do mundo, entre desenhos, aquarelas, litografias, e não é de coisa pouca não, eles tem desenhos de Rafael, Leonardo da Vinci, Albrecht Durer, Michelangelo. E se você tiver sorte ainda é capaz de pegar uma exposição temporária importante. Nós tivemos a oportunidade de ver uma espetacular e completíssima do surrealista belga, René Magritte.

 

 

Fachada do Albertina,  com a exposição do Magritte

Quando saimos da exposição já estava anoitecendo e o frio pegando, seguimos pela  Herrengasse até o Cafe Central, um cafe histórico que abriu suas portas em 1876 e era frequentado pela intelectualidade vienense.

O ambiente é lindo com um pianista tocando o melhor da música clássica, por instantes, a gente se transporta no tempo e começa a imaginar Sigmund Freud, Adolph Loos, Trotsky, todos eles frequentadores do Cafe Central. O cardápio é variado, nós ficamos com as opções de sopas e vinho tinto, mas é claro que a Apfelstrudel não poderia faltar para encerrar um dia perfeito.

Apfeltrudel com sorvete de creme e nata de derreter os corações mais gelados…

Palácio do Belvedere superior, visita imperdível em Viena, abriga centenas de obras primas, entre elas O Beijo, de Gustav Klimt

Saguão do palácio, onde o antigo e o contemporaneo se encontram.

Por toda a cidade cartazes das várias exposições dedicadas a Klimt e seus seguidores, que estarão acontecendo em Viena em 2012, por ocasião dos 150 anos de nascimento do celebrado pintor austríaco. Meu conselho, se você está planejando vir a Europa este ano, inclua uma temporada em Viena,  uma oportunidade única de ver muitas obras primas reunidas.

Vir a Viena e não andar nos bondinhos vermelhos que fazem todo o trajeto da Ringstrasse é praticamente não ter vindo a Viena. A  Ringstrasse é uma avenida que faz um anel em torno do coração da cidade, ela foi idealizada e construida no século XIX influenciada pelo nascente modernismo ou art noveau, marcando uma mudança paradigmática no que era o planeamento urbano. Um dos cartões postais da cidade, pois nela estão os monumentos mais importantes, como a Ópera, a prefeitura, o parlamento, a universidade, os museus gêmeos que ficam um de frente para o outro de História Natural e o de Belas Artes.

Museumsquartier, um quarteirão que abriga vários museus, entre eles o Leopold e o MUMOK, museu de Arte Moderna

O Leopold Museum está apresentando um exposição maravilhosa da obra de Egon Shiele em paralelo com obras de outros artistas que chama-se Melancolia e Provocação, que teve sua exibição estendida até meados de abril. Reparem naquela passarela lá em cima, uma aba do ret/café do museu que é um must, uma vista de todo o pátio, vale a pena parar para um café ou quem sabe um vinho?

O cafe do Leopold Museum

Este post já está meio longo demais, no próximo vou contar onde se come o melhor Schnitzel de Viena, um lugar super simples, barato mas para quem gosta daqueles bifões a milanesa recheados com presunto e queijo mais molho de nata, este é o lugar! Até breve!

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Rússia com Arte -Lançamento da viagem na Fundação Iberê Camargo

14 de março de 2012 0

Wine experience na Espanha 2012 - Com Maria Amélia D. Flores

14 de março de 2012 0



 Mais do que apenas visitar vinícolas, nestas viagens vivenciam-se conceitos de Wine Experience: cada momento é único, cada visita é surpreendente.  Dentre as experiências reservadas ao pequeno grupo de participantes (são apenas 15 vagas), estão:

Visita VIP a vinícola Vega Sicília, um ícone da Ribera del Duero. Seu vinho, “Vega Sicilia Unico”, é considerado um dos melhores e mais cobiçados vinhos do mundo, só surgindo em grandes safras, podendo atingir milhares de euros a garrafa. Não abre a turistas/visitantes; com apoio da importadora Mistral, o grupo terá uma recepção e degustação exclusiva. O slogan dá vinícola já diz tudo: Más que una bodega. Un mito auténtico.” Aqui estão algumas fotos da Maria Amélia em sua última visita a Vega Sicília:


  • Hospedagem no Hotel Marques de Riscal – El Ciego, Rioja - Dois dias para realizar sonhos: vinho, arte, arquitetura, design.  Com a melhor estrutura de SPA do Mundo, foi finamente concebido e decorado pelo famoso arquiteto Frank O Gehry, o mesmo do Museu de Bilbao. A gastronomia do hotel fica a cargo do estrelado Chef Francis Paniego, que supervisiona os dois restaurantes – o Marqués de Riscal (premiado pelo guia Michelin) e o Bistró 1860. A foto diz tudo, não é?

 

 

  • Jantar com a companhia de Luis Vicente Elias Pastor / Bodegas Lopez de Heredia – Viña Tondonia/Rioja -  antropólogo, reconhecido estudioso de paisagem e turismo do vinho, com inúmeros livros publicados, é referência internacional quando o assunto é arquitetura de vinícolas. Uma memorável troca de conhecimentos de história, não só dos vinhos da Espanha, mas de paisagens do mundo inteiro.

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  • Almoço Especial de encerramento na Bodega Torres, Penedés - além das altíssimas pontuações em vinhos como “Mas La Plana” e reconhecimento dos anos de história e importância da família Torres na região de Barcelona, o Mas Rabell foi considerado pela “Wine & Spirits Magazine” como o “Best Winery Restaurant in Spain/2006″. Uma experiência mágica e inesquecível.

 

Gramado faz com charme especial a Festa da Colônia

12 de março de 2012 1

Prestigiar a tradição nem sempre é fácil , rolam pelo RS muitas festas típicas que são duras de engolir! Eu adoro a mais genuína tradição gaúcha mas confesso que me surpreendi com a Festa da Colônia organizada em Gramado com suas origens germânica e italianas.

Faz anos que acontecia pelas ruas da cidade e em algumas praças , feirinhas , venda de produtos coloniais e música de bandinhas alemãs. Desde o ano passado passaram a festa para a Expogramado e deixei de visitá-la, achei que tivesse perdido o clima ! Ledo engano , o pessoal de lá sabe fazer bem feito e conseguiu manter a ambientação e o espírito mesmo num centro de eventos.

Como em qualquer festa , me deparei com as rainhas e princesas ! Mas me encantei mais com os verdadeiros homenageados e reais personagens , os padeiros, artesãos e agricultores que ali apresentavam seus produtos diretamente ao público.

Na Koffehouse um visitate desavisado perguntou: o que é Bockwurst? o atendente meio indignado respondeu – ora, bockwurst é bockwurts, non é!

Pena que acabou hoje , a próxima só no início de março de 2013!

Para completar a ambientação , a natureza faz o cenário!