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Posts de abril 2012

Provence nos passos de Cézanne e Picasso

28 de abril de 2012 9

Depois de muita chuva, quase um dilúvio noite passada, amanheceu um lindo dia de sol, temperatura agradável. Os moradores daqui dizem que a esta época do ano normalmente já estaria bem mais quente, realmente ano passado, estávamos por esta região nesta mesma época e estava em torno de 28, 30 graus.

Saímos de Aix en Provence em direção a Vauvernagues ( onde Picasso comprou um castelo, dizia ele na “terra de Cezanne” ). Ainda vou fazer um post somente da cidade de Aix, que é uma cidade muito legal, não é muito grande, uma cidade universitária com bastante vida, animada à noite, centrinho histórico cheio de referências ao pintor Paul Cezanne, considerado o pai da arte moderna. Hoje vamos passear um pouco no interior, nos campos e petites villages do interior da Provence.

Logo depois de sair do centro de Aix, seguimos as trilhas de Cézanne, de onde ele retratava o Monte Saint Victoire, hoje é um parque nacional, com muitas opções de trilhas, a pé e de bicicleta. Começamos pelos caminhos de Bibemus, onde o pintor mantinha uma cabana, e de onde pintou várias telas nas antigas pedreiras romanas.

Fizemos uma trilha na floresta, de 1 hora mais ou menos, e depois chegamos num ponto onde existe uma grande barragem construída logo depois da guerra em 1946, a água é de um verde esmeralda impressionante.

Seguimos pela pequena estradinha até Vauvernagues, lá onde Picasso comprou este castelo no final dos anos 60, mas na verdade morou muito pouco aqui. Ele e sua última esposa, Jacqueline Roque, estão enterrados aqui.

A curiosidade a respeito do funeral de Picasso, é que na época, Jacqueline não permitiu aos filhos de Picasso, com Françoise Gillot, que assistissem ao funeral do pai.  Claude e Paloma tiveram que assistir de longe, na pequena village. O castelo foi aberto a visitação pela primeira vez no ano passado, hoje ele pertence a filha de Jacqueline, e estará aberto de 30 de junho até final de julho.

Continuamos nosso passeio por estradinhas mínimas, passamos por vários ciclistas, mas não é uma trilha para iniciantes, pois é cheio de subidas e descidas. Como havia chovido horrores na noite anterior ( vocês devem ter visto nos jornais, aqui ontem choveu demais e teve vários incidentes de inundações e mortes) a força da água era incrível nesta cachoeira passando Vauvernagues

Chegamos na cidadezinha de Riens, bonitinha, nada especial, a verdade é que já passava das 2h da tarde e estávamos com fome. Paramos num restaurante, creio que o único da cidade, e comemos divinamente bem, os homens escolheram o menu du jour, ou o prato do dia, que era um entrecôte com salada e fritas, e nós comemos uma salada com queijo de cabra quente, e uma brusquetta de presunto de parma, especialidade da casa, foi perfeito!

Seguimos na direção de Apt, famosa por seus campos de lavanda, mas já aviso: se você quiser ver os campos em plena floração a data certa é da segunda quinzena de julho até meados de agosto. Vimos muitas plantações de lavanda, em torno das cidades de Apt, Saint Saturnin, Reillannes, mas elas estão apenas querendo começar a florir.

Aqui perto de Roussillon elas já estavam mais maduras e reparem os campos dourados de trigo ao fundo…

Com o sol se pondo perto das 10h da noite, o dia é super aproveitado, pegamos o fim de tarde em Gordes, que é considerada uma das cidades mais lindas e típicas da Provence.  Suas casinhas  de pedra com janelas pintadas de um azul um pouco lilás  lembram os campos de lavanda.

No caminho aproveitei pra visitar a Victoria nas plantações de cereja que são lindas e para nós uma coisa totalmente nova.

Cerejas colhidas diretamente do pé, uma delícia….

 

Para terminar com chave de ouro este dia decidimos jantar em Fontaine – de- Vaucluse, um lugar lindo que fica nas margens do rio Sorgue.

 Já estava anoitecendo, mas ainda consegui captar o bom astral de Fontaine de Vaucluse, onde se pode alugar caiaques para descer o rio. Sentamos neste restaurante da foto acima e vai a dica: outra truta com amêndoas maravilhosa, acompanhada por um vinho rosé da Provence.

 

 

Até a próxima! Bonne Journée!!

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Londres: a capital mais "avant-garde" da Europa

28 de abril de 2012 2

Quem vai a Londres pela primeira vez não deixa de se surpreender pelo clima meio NYC da cidade, muito diferente do resto da Europa , mais conservadora , Londres continua lançando tendências e se renovando.

Covent Garden

Na verdade este é um post meio encomendado , estava com o material guardado mas foi o pedido de dicas de Londres  de algumas alunas que me estimulou a colocar a “mão na massa”.

Começo pela dica de hotel , o Flemings Hotel Mayfair é um achado.

Fica quase na Picadilly Street em frente ao Green Park , tem um atendimento primoroso com muitos portugueses gentis que quase adivinham nossos pensamentos, uma decoração na medida entre o clássico e o arrojado, muito ao estilo Tricia Guild. Para nós foi perfeito!

http://www.flemings-mayfair.co.uk/

Olhem este hall de entrada com um ar de biblioteca antiga , por fora segue o mais tradicional estilo inglês, e isto é ainda mais instigante.

O Green Park é um dos parques reais de Londres e dá acesso direto do hotel ao Buckingham Palace, uma caminhada curta e bem agradável. Uma informação interessante é que o Palácio é aberto à visitção  nos meses de agosto e setembro , de acordo com as férias da rainha Elisabeth II, nos demais meses do ano pode-se visitar os estábulos reais. A região está no centro dos acontecimentos com o casamento  do próximo dia 29 de abril.

 

Atravessando a rua em frente ao Buckingham Palace o St. James Park já se mostra com toda sua beleza neste início de primavera.

Para quem quer fazer o circuito dos parques londrinos, que são todos interligados por ciclovias, uma dica super atualizada á o aluguel de bicicletas públicas que foi liberado para os turistas em fevereiro de 2011. Agora já se pode pegar as bicicletas em qualquer suporte espalhado pela cidade,  com cartão de crédito internacional a módicas $ 1,00 libra por dia , e devolver onde for mais conveniente. Uma forma cômoda e barata de  passear pelos maravilhosos parques de Londres.

 Bem perto dali a Royal Academy of Arts é um museu que tem mostras muito legais e apesar de não tão conhecido,  é imperdível. Apresenta atualmente a exposição ” Watteau: The Drawings” . http://www.royalacademy.org.uk/

A Regent Street é uma artéria comercial muito movimentada, várias lojas conhecidas estão por lá , mas eu me encantei com a National Geographic Store , primeira loja da marca mais conceituada em matéria de viagens e aventura. São livros , dvds, roupas , mapas , fotografias e para completar um café com sabores do mundo!

A loja oferece um provador para as pessoas fazerem test drive das roupas , ele simula extremos de temperatrura e vento, um luxo .

Bem pertinho , uma rua de pedestres tem uma enorme diversidade gastronômica concentrada em uma quadra muito descolada e super bem frequentada no almoço.

A Heddon Street tem o Zinc Bar & Grill – Seasonal British Conran , o Gabrielle’s – Regional French bistro , o Momo -  comida marroquina  o Below Zero e o Tibits - um buffet meio natureba onde comemos saladas ao estilo do Santo Grão no Rio de Janeiro. http://www.sugarvine.com/london/neighbourhood-watch/story.asp?story=46

Prometo um passeio por Chelsea e South Kensington, a Londres da futura princesa,  no próximo post!

Para além dos Jardins, arquitetura e design na Oscar Freire

27 de abril de 2012 0

A rua  Oscar Freire nos Jardins em São Paulo é referência como a meca do luxo na cidade. É verdade , grande parte das grandes grifes mundiais estão ancorada por ali ou pelas suas transversais , principalmente enquanto o Shopping Iguatemi JK não abre suas portas. Mas de um tempo para cá a rua é bem mais que simplesmente um polo de compras de luxo , é um endereço de arquitetura arrojada , decoração de bom gosto e vanguarda em termos de design.

Começando uma caminhada pela Mello Alves, a primeira loja que chama atenção é a Havaianas, projetada pelo arquiteto Isay Weinfeld, a loja  teve como principal desafio passar a ideia de frescor e casualidade, tipicamente brasileiros. Com uma atmosfera bem informal, onde já em sua entrada diferenciada, sem portas ou janelas. Não é um empreendimento novo, mas mantém a atualidade do projeto de 2009.

Os chinelos e outros objetos são apresentados de forma divertida , como numa feira livre, e o colorido das coleções ajuda a compor o ambiente. Uma marca que é símbolo de brasilidade, se reinventa a cada temporada.

Logo em seguida, na esquina da rua da Consolação,  a loja piloto da Natura , uma loja conceito que , segundo me informaram, tem tempo de vida limitado até junho de 2012! É uma das mais novas e além de ser interessante esteticamente a loja tem uma preocupação em instigar os sentidos de quem entra nela, com seus aromas, texturas, iluminação, som e principalmente por permitir a experimentação dos produtos expostos com a ajuda de profissionais que auxiliam no que for preciso. Adorei.

O mapa do Brasil com produtos da marca na entrada é lindo e os detalhes da decoração interna fazem um clima delicioso.

A Melissa é um clássico, projeto do designer Muti Randolph nos abraça com seu ambiente multicolorido.

A loja da Valisere não encanta por fora, mas o interior é bem lindinho!

Mas a própria Oscar Freire tem um charme especial por ter sido reurbanizada e estar livre de fios de energia que enfeiam qualquer região do mundo. Um exemplo seguido pela prefeitura de Gramado que fez o mesmo na Borges de Medeiros, um investimento alto mas com retorno garantido pelo turismo!

Saindo do eixo, mas não da região, na Alameda Lorena não dá para perder a Livraria da Vila, pelo prédio mas também pelo charmoso café e acervo maravilhoso.

Para fechar com chave de ouro um dos cafés mais charmosos e gostosos que conheço , o Santo Grão , na Oscar Freire passando a rua Augusta.

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Cultura e gastronomia inusitada, a China por Christiane Petry

26 de abril de 2012 1

Espetinho inusitados

O Templo Lama é um dos maiores e mais importantes templos budistas tibetanos do mundo. O complexo, que também segue o estilo arquitetônico da China Imperial, é formado por cinco prédios principais e várias galerias laterais. Originalmente, o local serviu como residência de um príncipe da dinastia Qing até ele tornar-se imperador. O templo é inteiramente decorado com imagens do Buda no seu interior, sendo que o maior deles mede 16 metros e é feito de uma única peça em madeira. Ele é tão grande que não deu para fotografar.

Na entrada dos templos, praticantes do budismo fazem suas oferendas e queimam incenso.

Figuras de animais e senhor que decoram o telhado do templo. Quanto mais importante a construção, maior era o número de figuras.

Mas Beijing não é apenas a cidade de espetaculares monumentos históricos, também é a cidade da comida de rua, das compras e dos mercados locais.

Além de shoppings modernos com lojas de grifes internacionais como o famoso Oriental Plaza, que fica localizado na principal rua de comércio de Beijing, a Wangfujing Dajie, o que mais chama atenção são os mercados locais. Nestes mercados, temos acesso a produtos típicos, antiguidades e artesanato, bem como podemos exercitar as técnicas chinesas de negociação.


Há vários mercados locais em Beijing e, como o tempo é curto, acabamos por optar pelo de antiguidades, o Panjiayuan Market, e pelo Hongqiao Market, que fica próximo ao Templo do Céu e que possui dois andares de lojas especializadas em pérolas.

O Panjiayuan Market, de antiguidades, é imperdível. Há peças chinesas de todos os tipos: esculturas, cerâmicas, bronzes, peças em jade, material para caligrafia, arte tibetana, bijouterias de enlouquecer, etc. ..

Vendedora montando um colar de pérolas na tradicional loja de pérolas Fanghua no Hongqiao Market.


Outro local muito charmoso em que estivemos foi em uma rua chamada Nanluogu Xiang, que fica em um Hutong. Nessa rua, muitas das antigas casas residenciais foram transformadas em boutiques, lojas de design, cafés e bares.

E falando em hutong, os hutongs são ruelas de bairros antigos da cidade, onde costumavam morar as famílias abastadas e funcionários do governo.  Hoje, muitas dessas casas são do governo e várias famílias habitam uma mesma residência.

Embora tudo seja muito simples, dá para se ter uma boa idéia de como era a Beijing de antigamente e também de como vivem parte da população da cidade hoje em dia.

Nos hutongs, você pode contratar um riquixá e dar um passeio pelo bairro. Vale a pena!

Como não há muito espaço nesses bairros, cada pedacinho de terra é aproveitado ao máximo.

Uma peculiaridade do local é de que essas casas antigas não possuem banheiros. Os banheiros são públicos e você encontra um a cada quadra. É muito estranho.

A comida é um capítulo a parte. Beijing é famosa por sua comida de rua. Ao lado da rua Wangfujing fica o Mercado Noturno, onde podemos provar uma infindável variedade de especialidades tradicionais chinesas como espetinhos de escorpião, bicho-da-seda ou gafanhotos. Confesso que não tive coragem!

Alguns dos espetinhos eram indecifráveis. Já outros……

Curso Rússia - Maio/2012

25 de abril de 2012 4

A capacidade de se encantar - Por Martha Medeiros

22 de abril de 2012 9

 

                Muita gente diz que adora viajar, mas depois que volta só recorda das coisas que deram errado. Sendo viajar um convite ao imprevisto, lógico que algumas coisas darão errado,  faz parte do pacote. Desde coisas ingratas, como a perda de uma conexão ou ter a mala extraviada, até xaropices menos relevantes, como ficar na última fila da plateia do musical ou um garçom mal-humorado não entender o seu pedido. Ainda assim, abra bem os olhos e veja onde você está: em Fernando de Noronha, em Paris, em Honolulu, em Mykonos. Poderia ser pior, não poderia?

                Outro dia uma amiga que já deu a volta ao mundo uma dezena de vezes comentou que lamentava ver alguns viajantes tão blasés diante de situações que costumam maravilhar a  todos. São os que fazem um safári na Namíbia e estão mais preocupados com os mosquitos do que em admirar a paisagem, ou que estão à beira do mar numa praia da Tailândia e não se conformam de ter esquecido no hotel a nécessaire com os medicamentos, ou que não saboreiam um prato espetacular porque estão ocupados calculando quanto terão que deixar de gorjeta.

                Não saboreiam nada, aliás. Estão diante das geleiras da Patagônia e não refletem sobre a imponência da natureza, estão sentados num café em Milão e não percebem a elegância dos transeuntes, entram numa gôndola em Veneza e passam o trajeto brigando contra a máquina fotográfica que emperrou, visitam Ouro Preto e não se emocionam com o tesouro da arquitetura barroca – mas se queixam das ladeiras, claro.

                Vão à Provence e torcem o nariz para o cheiro dos queijos, olham para o céu estrelado do Atacama  sofrendo com o excesso de silêncio,  vão para Trancoso e reclamam de não ter onde usar salto alto, vão para a India sem informação alguma e aí estranham o gosto esquisito daquele hamburger: ué, não é carne de vaca, bem? Aliás, viajar sem estar minimamente informado sobre o destino escolhido é bem parecido com não ir.     

                Estão assistindo a um show de música no Central Park, mas não tiram o olho do Ipad.  Vão ao Rio, mas têm medo de ir à Lapa. Estão em Buenos Aires, mas nem pensar em prestigiar o tango – “programa de velho!” São os que olham tudo de cima, julgando, depreciando, como se o fato de se entregar ao local visitado fosse uma espécie de servilismo – típico daqueles que têm vergonha de serem turistas.

                É muito bacana passar um longo tempo numa cidade estrangeira e adquirir hábitos comuns aos nativos para se sentir mais próximo da cultura local, mas quem pode fazer essas imersões com frequência? Na maior parte das vezes, somos turistas mesmo: estamos com um pé lá e outro cá. Então, estando lá, que nos rendamos ao inesperado, ao sublime, ao belo. Nada adianta levar o corpo pra passear se a alma não sai de casa.

 

                                                                                                                              Martha Medeiros

Rússia com Arte - viagem junho de 2012

20 de abril de 2012 0

"Marrocos com Arte" na Revista Claudia de abril 2012, por Martha Medeiros

16 de abril de 2012 4


 

 

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Porto Alegre sábado pela manhã...

14 de abril de 2012 2

Não sei se as pessoas compartilham desta minha sensação que as manhãs de sábado tem um astral diferente, gostoso.

E vocês já experimentaram brincar de turista em sua própria cidade? Recomendo.

Pois nesta manhã nem tão bonita, mas com a seca que está fazendo que até esverdeou as águas do Rio Guaiba, a chuva veio como uma benção, resovi explorar o centro da cidade como se a estivesse vendo pela primeira vez e gostei muito do que vi.

Começamos pela exposição A Poesia do Fio, no Santander Cultural do Arthur Bispo do Rosário, um artista considerado louco por alguns e gênio por outros.

 Com o diagnóstico de ” esquizofrênico-paranóico”, Bispo do Rosário ficou internado na Colônia Juliano Moreira em Jacarepaguá por mais de 50 anos. na instituição Bispo do Rosário começou a produzir objetos com tudo o que encontrava no lixo ou que não tinha mais utilização. Sua caracteristica mais marcante são os bordados, ele desfiava os uniformes para obter a linha onde fazia extensos bordados de objetos, palavras.

A sua obra mais conhecida é o Manto da Apresentação, que Bispo deveria vestir no dia do Juizo Final. Com eles, Bispo pretendia marcar a passagem de Deus na Terra.

Reparem na qualidade dos bordados e na riqueza de detalhes.

Adorei o tabuleiro de xadrez

Saimos do Santander e rumamos até o Mercado Público, que estava bombando, muitas pessoas aproveitando o sábado para abastecer a casa. Comprei várias coisinhas, passeamos tomamos um cafezinho e delá fomos até a Casa de Cultura Mario Quintana conferir a exposição

METROPOLITANOS  – A nova urbanidade em exposição.

” A exposição esta aberta, você está aberto para a exposição?”

Confesso que fazia muito tempo que não ia até o Mario Quintana, e foi uma bela surpresa visitar esta exposição de jovens talentos gaúchos, a exposição está bárbara, estilos diferentes, muitos oriundos da Street Art e como o cartaz da expo anuncia “uma provocação visual onde habitam figuras enigmáticas, formas desconcertantes e traços livres em um lúdico universo de imagens, cores e texturas.”

Na entrada a obra ” às brinca ou às ganha?” Do talentoso Luiz Flavio Trampo

As três Marias e o pássaro cantor, instalação com técnica mista de Nina Moraes

As adoráveis esculturas lúdicas em Papier Mache de Carol W

Detalhe do tríptico Submersa, da artista Lidia Brancher

As figuras fantásticas de Pablo Etchepare

Retratos da dualidade humana no belo traço de Paula Plim

Super interessante e criativa a instalação de Luciano Scherer

Infelizmente não posso colocar citar e apresentar aqui todos os artistas talentosos e vibrantes que compo~e a exposição, mas fica aqui a minha dica que você não pode perder esta chance de conhecer a arte de vanguarda que está sendo feita em Porto Alegre.

Depois de ver a exposição suba até o 8o andar e vá até o Café Santo de Casa, o café é super transadinho e tem um terraço coom uma linda vista do Rio Guaiba. Notei que ele tem um pequeno palco onde durante a Happy hour eles apresentam música ao vivo. Adorei, e pretendo vir aqui outras vezes para curtir uma das paisagens mais bonitas da cidade – o por do sol no Guaiba.

Café Santo de Casa na Casa de Cultura Mario Quintana

E o terraço para um happy hour + por do sol

Então é isso gente, se num sábado desses você estiver sem programação e disposto a ser turista sem sair da cidade fica aqui minha sugestão :)))

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Alberto Giacometti na Pinacoteca em São Paulo até 17 de junho

14 de abril de 2012 0

Adoro São Paulo , bons restaurantes , shows e pricipalmente muitas exposições de arte!

Minha última boa surpresa foi a maravilhosa retrospectiva de Alberto Giacometti na Pinacoteca do Estado de São Paulo: Alberto Giacometti: Coleção da Fondation Alberto et Annette Giacometti, Paris. Para a exposição foram selecionados cerca de 280 trabalhos, sendo 80 esculturas de tamanhos variados, 40 pinturas, 80 trabalhos sobre papel, 56 fotografias e documentos.

“L’ homme qui marche” – Alberto Giacometti

Giacometti fotografado por Henri Cartier-Bresson,  1961

 Alberto Giacometti (Borgonovo, Suíça, 1901–1966,) é considerado um dos grandes expoentes da arte do século XX e esta mostra configura-se numa oportunidade única para conhecer sua trajetória artística. A Pinacoteca por si é uma visita imperdível , o prédio restaurado tem um clima alto astral onde qualquer exposição é valorizada. Encontrei algumas pessoas que vira a mesma exposição em Paris e o consenso é que em Saõ Paulo está muito mais bem apresentado. Não percam a oportunidade de visitar o acervo da Pinacoteca , atualmente no terceiro andar, arte brasileira da melhor qualidade, encantador!

“Picador de Fumo”  . Almeida Junior


“O Violeiro” . Almeida Junior

“A seleção dos trabalhos expostos foi feita por Véronique Wiesinger, curadora e diretora da Fundação Alberto e Annette Giacometti, que procurou apresentar todas as linguagens do percurso artístico de Giacometti ao longo de meio século, com destaque para a influência da escultura africana e da Oceania, que marca o início da sua obra madura. Disposta em ordem cronológica e temática, a mostra ocupa todo o primeiro andar da Pinacoteca onde são apresentados desde os retratos do artista executados por seu pai e por seu padrinho, ambos pintores, até as esculturas monumentais concebidas para Nova York. A seleção de obras também ressalta os laços de Giacometti com escritores e intelectuais parisienses como André Breton e o surrealismo, ou Jean-Paul Sartre e o existencialismo. ” Pinacoteca do Estado SP

O Parque da Luz envolve a Pinacoteca num ambiente meio século XIX, apesar se localizar-se no coração da paulicéia, é um local tranquilo e bucólico, além de bem policiado e seguro. O café do museu localiza-se no térreo com saída direta para jardim, que ainda nos brinda com uma bela coleção de esculturas.


” Carregadora de Perfume ” .Victor Brecheret


Jaqueira com fruta no pé, para mim uma forma nova e inusitada

Para quem quer um programa completo uma boa dica é o Museu da Língua Portuguesa, que fica logo em frente , na Estação da Luz.  

O Museu da Língua Portuguesa é dedicado à valorização e difusão do nosso idioma (patrimônio imaterial), apresenta uma forma expositiva diferenciada das demais instituições museológicas do país , usando tecnologia de ponta e recursos interativos para a apresentação de seus conteúdos. É considerado por muitos um dos melhores museus do Brasil , eu concordo e indico com ênfase. Vale a pena conferir o site para ver qual exposição temporária.

 

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