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Posts de maio 2012

Fasano Rio - show de design e visual

29 de maio de 2012 0

Acompanhei a construção do Hotel Fasano em Ipanema no Rio , sempre de longe e com uma curiosidade que chegava a arder. Numa oportunidade bem especial e diante dos preços abusivos dos hotéis na cidade , decidimos experimentar e ficar um final de semana por lá!

Os quartos de frente para o mar são espaçosos e decorados com bom gosto e sem muitos elementos. Madeira , vidro e pedras criam um ambiente sóbrio e elegante, com peças inspiradas nos anos 50 e 60. Algumas criações de Philippe Starck e Sergio Rodrigues.

http://besttopdesign.com/

A localização não poderia ser melhor, com Ipanema ao seus pés e um visual de tirar o fôlego! Por isto acho indispensável ficar nos quartos frente mar, até porque ouvi péssimas recomendações dos quartos de “fundos”, pequenos e mal iluminados.

A piscina e o bar no nono andar são a parte mais interessante do hotel, visual , gente bonita e um pôr de sol ímpar. Para ser bem sincera, confesso que fiquei meio desapontada com a falta de cuidado com os estofados na piscina, já estão merecendo uma troca de tecido , a maresia fez a sua parte. Já que abri um espaço críticas: o atendimento em geral no hotel , não é o ponto forte , um dos elevadores ficou estragado todo o tempo de nossa estadia e conhecemos com intimidade a escada de serviço!

No térreo o restaurante Al Mare , criado num ambiente fluido com cortinas esvoaçando , oferece culinária italiana contemporanêa.

O pub em estilo inglês distoa um pouco do clima praiano mas também tem seu apelo, uma adega super completa para servir drinks e vinhos.

 

Uma experiência de luxo que da um toque de charme em uma data especial!

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Alemanha de bicicleta, já pensou? Parte I

28 de maio de 2012 29

 

Pois eu já e muito, sempre ouvia relatos de amigos que tinham feito roteiros na França, Toscana e aqui dentro eu pensava ” putz eu ainda quero fazer isso!!” E fiz. Foi no verão europeu de 2011 . Na Alemanha, lugar perfeito para estrear esta categoria de aventuras, pois nada como um pais organizado, com toda infra estrutura para a gente constatar que 6 dias pedalando uma média de 60km por dia não só é muito tranquilo,  como a gente não precisa ser um super atleta pra fazer isso acreditem!

Comecei pesquisando na internet quais seriam os melhores lugares, e a Alemanha me acenava com um circuito de 6 dias margeando os rios Danúnio e Altmul, numa área que me pareceu ter muita floresta e cidadezinhas medievais no percurso.

Cruzamos o Rio Danúbio várias vezes, ele nos acompanhou em quase todo o trajeto.

Agora vou dizer para vocês que acabei fazendo tudo por uma companhia californiana a Bike tours http://www.biketoursdirect.com/ eles tem centenas de opções de tours por vários lugares do mundo. No nosso caso eles na verdade contrataram os serviços de um empresa alemã a  Radweg Reisen http://www.radweg-service.com/startpage.html , que faz tours na Alemanha de acordo com o seu perfil, então se você quiser, pode entrar em contato direto com a empresa alemã.

O tour que acabei escolhendo foi este: http://www.biketoursdirect.com//?location=tourdetail&tid=17&searching=yes - por várias razões, eram 6 dias, um nivel bom pra começar, sem muitas subidas, numa região linda e o preço muito razoável uma média de 600 euros por pessoa com 7 diárias em hoteis 3 e 4 estrelas, aluguel das bikes e vouchers para algumas atrações.

Nosso tour foi perfeito! Sério não poderia ter sido mais de acordo com a nossa expectativa. Vou contar pra vocês, primeiro ele era self guided, ou seja eramos nós conosco mesmo, não havia guia, nem outras pessoas, nosso único compromisso era o de deixar as malas até as 9h da manhã na portaria do hotel para que eles levassem até o nosso próximo destino.No mais, éramos donos do nosso tempo, parávamos  quando a fome ou a sede ou simplesmente a vista linda do Danúbio exigia uma foto.

É uma viagem perfeita pra fazer com a familia, com os filhos mais crescidinhos, é uma vivência do lugar sem precedentes.

Nosso ponto de partida foi a cidade de Regensburg. Imaginem, verão, dia longo. Tivemos a sorte de estar lá na data de uma festa enorme bienal que eles comemoram a entrada do verão, mais ou menos o mesmo espirito da festa da musica na França. Bancas de comidas, muito chope e bandas de música espalhadas por toda a cidade. Bah! Eu pensei , isto só pode ser um aviso que não vou morrer de exaustão no primeiro dia…

Grande festa bienal em Regensburg  para comemorar a entrada do verão.

A festa começa na sexta e só termina no domingo, bandas de música se apresentam por toda a cidade.

É gente eu estava com medo de não aguentar o tirão, e neste tour não tinha aquela moleza que se você cansou eles vem e te levam na van, nã, nã nã, achou que era atleta? Agora guenta!!!

Saindo de Regensburg em direção a Bad Gogging, passamos por várias cidadezinhas.

Saímos de Regensburg sem falar com uma única pessoa, alguém deixou no nosso hotel as bicicletas, já com as alturas e pesos de cada um de nós devidamente ajustadas ( ah este mundo virtual existe mesmo!!) mapas, guias, lista de hotéis reservados no percurso e um refinamento: vouchers incluidos no nosso pacote de trechos de barco, visita ao castelo, caverna, enfim as atrações que nos esperavam.

Passamos no meio de algumas florestas, onde a qualquer momento poderia surgir uma fada ou quem sabe um gnomo..

E por muitos trigais dourados e lavouras

Bueno, lá fomos nós: Eu, Paulinho, Victoria (minha filha que mora na França) Johan ( namorido) e Luisa ( amiga das indiadas). Saimos num dia de verão alemão, ou seja céu pesado de nuvens, nada animador, mas mesmo assim, me rendi à paisagem, e como sempre faço, agradeci a seja lá quem for o responsavel de estar lá.

Muitas paradas hidráulicas  para registrar os belíssimos cenários que se apresentavam

Quase 70% do tempo fomos pedalando ao lado do rio Danúbio, quase sempre por ciclovias ou pequenas estradinhas de terra, os jardins, os trigais, as várias plantações que passamos ao longo do percurso, foram a melhor maneira de conviver com este pais.

Isto que nós nem éramos profissionais do pedal, eles vão de capacete, roupinha de ciclista, nosso máximo de aparato foi comprar aquelas bermudas estofadinhas e confesso elas foram ouro!!! No mais fomos de bermuda, boné e uma mochila com bikini, protetor solar, câmera fotográfica, uma capinha de chuva e só.

Outra razão por ter escolhido a Alemanha foi porque eu estava com muita saudades de comer uma boa bratwurst com cerveja bem gelada. No  nosso  primeiro almoço não deu outra, foi a primeira de muitas, e o que é melhor, sem culpa!!! Pois pedalando o dia inteiro eu tinha muitos créditos para comer e beber!!!

Muitos lugares simpáticos para parar ao longo do percurso, onde a gente encontra com outros ciclistas.

Olhem só que maravilha! Salsichas de todos os tamanhos e paladares, um paraíso!

No segundo dia nosso destino era a cidade universitária de Eichstatt e já tinha esquentado bastante, então fizemos uma parada estratégica para tomar um banho de rio, coisa que eu não fazia desde que era criança.

Banho de rio no Danúbio.

Cidadezinhas que mais pareciam de bonecas, tudo é muito cuidado, limpo e charmoso.

Foi no final do dia quando chegamos em Neuburg, que tivemos uma das boas surpresas desta viagem, minha sensação era que havíamos entrado dentro de um cenário de filme. Esta estória eu vou contar da parte II. Aguardem pessoal!

Auf wiedersehen!!!

 

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A Itália a ser descoberta: Sirmione e Ravenna

26 de maio de 2012 1

Meu roteiro começa no Lago de Garda, numa cidadezinha que parece tirada de contos de fadas pois situa-se numa ilha cuja entrada é feita por uma ponte pênsil aos moldes dos castelos medievais.

Sirmione é conhecida como a pérola do Lago di Garda e se orgulha de ser um importante local de veraneio desde os tempos do Império Romano , o poeta Catullo tinha uma vila nas imediações da cidade e cantou suas belezas em versos, hoje está em ruínas e é um belo passeio saindo do centro de da cidade. O Lago di Garda é muito transparente e para quem gosta de água gelada pode oferecer um ótimo banho nos dias de verão.

A cidade é bem turística, mas a beleza das flores e o cuidado com as construções é encantador. Pode-se fazer passeios de barco pelo lago e também visitar outras cidades costeiras. Para hospedagem , os hotéis que ficam na entrada da cidade , na península antes de chegar no centro histórico são bem ” praianos” e mais baratos. No centro os preços sobem proporcionalmente ao charme!

Passamos por Peschiera del Garda antes de seguirmos para nosso próximo destino. Também é bonitinha mas mais estilo férias em família, muitas cantinas e um grande calçadão faz a alegria da criançada.

Verona é a cidade maiorzinha mais próxima do Lago de Garda e é imperdível. Era temporada de ópera na Arena e mesmo não sendo muito fã do estilo compramos entradas para assistir Carmen de Bizet em grande estilo. Um espetáculo grandioso e arrebatador, a música com uma excelente orquestra , os personagens em número quase incontável , várias cenas acontecendo concomitantemente! Um arraso.

Se um dia estiverem por lá nesta época , não percam! A temporada de 2012 começa logo, logo com Don Giovanni em 22 de junho e os tickets já estão à venda . http://www.veronaticket.com

 

Para quem estiver de carro pela região , o que aconselho muito, vale a pena subir nas colinas em volta de Verona e apreciar o visual do centro histórico, o rio Ádige e suas diversas pontes. Muitas vilas privadas se espalham pela região e os ciprestem compõem o cenário perfeitamente.

Nosso objetivo final era chegar até Ravenna, antiga cidade ostrogoda que é dos melhores exemplo da arquitetura e arte Bizantina no Ocidente. No século VI, quando o Imperador Justiniano reconquistou a Itália para o Império Romano do Oriente ( Império Bizantino) , transformou Ravenna em capital e lá construiu as grandes monumentos ao cristianismo primitivo e os melhores mosaicos, que se conservam até hoje. As únicas imagens de Justiniano e Teodora, sua controversa esposa, estão em Ravenna.

Não muito conhecida fora da Itália, Ravenna guarda um clima de cidade do interior. Foi aqui que o poeta Dante escreveu a Divina Comédia e morreu no século XIV. Seus tesouros estão espalhados pelas ruas da cidade que ainda não foi totalmente explorada pelo turismo. http://www.turismo.ravenna.it/

Para estadia o Villa Santa Maria in Foris é um hotel super charmoso no centro de Ravenna. Os quartos são enormes , a decoração linda e o atendimento um primor , não poderia ter sido melhor escolha!

O Mausoléu de Gala Placídia e a Igreja de San Vitalle estão bem no centro de Ravenna, tem fachadas muito simples de acordo com a arquitetura bizantina e mosaicos encantadores e bem trabalhados nas paredes internas. Gala Placídia foi a filha do Imperador Teodósio que dividiu o Império Romano entregando cada região para um de seus filhos governar, Gala acabou sendo casada com um general bárbaro e seu filho também reinou sendo ela , filha , irmã e mãe de Imperadores. Reparem que a plantas destes prédios guardam o formato de cruz grega, ou seja, são octogonais!

Nas cercanias de Ravenna a Basílica de San Apollinario Nuovo era parte da capela palatina de Teodósio, do século VI. Os mosaicos são muito bem conservados e somente a localização já vale a visita. Os campos de girassóis no início do verão são deslumbrantes.

Ravenna é muito visitada por localizar-se no litoral, o Lido de Ravenna é a praia local. Mas as fotos não me deixam mentir, acho que foi das piores praias que já vi na vida ! Ufa , já que em termos de arte e história eles nos deixam com água na boca, em termos de praias não temos do que nos queixar, Lido de Ravenna parece uma praia do Guaíba!  

Segundo uma moradora de Ravenna esta praia não reflete o litoral local, ela escreveu mandando simpáticas dicas sobre as praias, se pudesse mandar algumas fotos seria bem legal:

” Existem praias maravilhosas com águas limpas e transparentes, como Milano Maritima, Punta Marina, Cesenatico, e outras tantas, todas em Ravenna.”

Então já sabem , se o calor apertar , Lido de Ravenna não é o canal.

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Peterhof: um Palácio dos Czares em São Petersburgo

25 de maio de 2012 2

 

 

 

Acabei de ficar sabendo que São Petersburgo está na moda entre os viajantes, que já a colocaram  entre as 12 cidades mais visitadas da Europa. Neste caso posso dizer com propriedade: nada mais justo!

Na última década visitei duas vezes a cidade e voltarei sempre que puder.

Para quem for até lá, não deixe de reservar alguns dias para conhecer as cercanias que guardam tesouros ainda mais impressionantes do que a própria joia do Báltico.

 

São Petersburgo foi construída para ser a capital de um império, com vocação marítima, situa-se da desembocadura do rio Neva. Mas Pedro, o grande, seu idealizador, não estava satisfeito e criou a residência de verão mais ao norte às margens do Mar Báltico e cercada por uma enorme floresta. Apaixonado pelas artes náuticas construiu uma pequena casa em estilo holandês as margens do Golfo da Finlândia para controlar e ensinar os marinheiros que por ali passavam.

 

 

 

 

 

 

Neste mesmo local ainda hoje se encontra o Mon Plaisir ,casa do czar gigante e o enorme Palácio de Peterhof idealizado pelo ego inflado de sua filha Elisabeth. Nos salões do palácio a vista dos jardins é estupenda e muitos deles estão decorados com mesas postas com a louça e prataria dos Romanov.

  

 

 

 

Tudo é encantador em Peterhof , mas o mais interessante são as fontes que enfeitam e intrigam os visitantes nos jardins. Pedro adorava surpreender seus convidados e construiu jatos d’água em formas inusitadas que eram acionados ao leve toque de seu mentor. Temos fontes em formato de pirâmide, rodas e a maior fonte imperial. Na casa Pedro recebia convidados ilustres para mostrar as belezas de seu país, era aqui que os obrigava a beber vodka até concordarem com seus projetos:

 “Quem não sabe onde quer chegar, chega mais longe”. 

 

 

 

 

 

 

Um dica interessante é visitar Peterhof de hidrofoil saindo do porto bem em frente ao Museu do Hermitage, mais fácil e rápido além de render um belo passeio pelo golfo da Finlândia. Reserve um dia para as visita e assim poder aproveitar bem a caminhada pelos jardins, tente evitar o dia de visita dos grandes cruzeiros marítimos que atracam em São Petersburgo e lotam o palácio.

 

 

 

 

 

Crianças nas costas - Texto bonito e sensível sobre as crianças peruanas de Diana Lichtenstein Corso

23 de maio de 2012 2

 

A psicanalista Diana Lichtenstein Corso, colunista do jornal Zero Hora, viajou recentemente conosco para o Perú e escreveu hoje na sua coluna de ZH, este bonito e sensível texto sobre as crainças peruanas.

O Viajando com arte transcreve aqui a  coluna para aqueles que por alguma razão não leram no jornal:

Com o filho nas costas


Tenho uma espécie de brincadeira comigo mesma, um desafio pessoal, que consiste em adivinhar a idade dos bebês. Deixei a prática com crianças com certa tristeza e, assim, fico testando se esqueci o que sabia a respeito delas. Recentemente errei feio: em viajem ao Peru, encontrei um garotinho simpático e participativo, ao qual atribui cinco meses, quando tinha apenas dois.

Até os três meses, um bebê luta para controlar o movimento da cabeça, de forma que possa focar seus olhos no ponto desejado. A direção do olhar, que lhe permite fundamentais trocas e aquisições, é uma longa conquista. Àqueles olhos negros não havia detalhe que escapasse. Essa precoce destreza motora, que me confundiu, provavelmente deve-se ao fato de que muitos bebês daquele país costumam acompanhar as atividades da mãe enrolados num pano amarrado às suas costas. Como marsupiais, eles precisam esforço para brotar das entranhas de tecido que os aconchegam, mas também exigem muito de sua musculatura.

Esse foi apenas um dos vários encontros que tive com crianças, principalmente em idade pré escolar, em Cuzco. Elas estavam com os pais nas lojas, banquinhas de rua, restaurantes, e não se resignavam a ficar mudas, fingindo de mobília. Em geral, contribuíam com sua alegria para o sucesso das vendas. Conversavam, se apresentavam aos turistas, brincavam de esconde esconde, gargalhavam muito. Quando se agitavam um pouco mais, um olhar severo, uma palavra da mãe ou do pai, bastavam para limitar a exuberância, que sinceramente não incomodava.

Para nós, país de curta memória, o contato com a história pré-colombiana é transformadora, descobri quanto o velho mundo também é deste lado do oceano, meu senso de passado se alargou. Voltei maravilhada, mas a lembrança desses pequenos descendentes de Incas, Mochicas, Nazcas e Paracas disputa espaço entre a beleza das imponentes ruínas e da natureza da região.

Aprendi que para os Incas, os antepassados mais recentes dessas crianças, o ócio, a preguiça, figura entre os pecados capitais. É, aliás, o pior deles. Não me pareceu estranha essa informação, pois trata-se de um povo que surpreende pelo bom humor com que executa suas tarefas. Trabalhar os orgulha, não é sinônimo de servidão ou alienação.

Por isso, a presença de famílias que se harmonizavam com o ambiente de trabalho, deixou-me pensativa. Revela uma forma peculiar de encarar a questão da transmissão de valores e do espaço das crianças em uma cultura. Esses pais incutem respeito em seus filhos pelo que fazem. A educação das crianças espelha o sistema de valores dos pais: o que pensam, diferente do que dizem. Os filhos sempre sabem a verdade.

Em nossa cultura, diferenciamos muito bem o território dos adultos e crianças. Para nós, o local de trabalho é impróprio para os filhos, onde atrapalhariam e ficariam descuidados. Essas crianças peruanas que conheci, vivem seu começo longe da nossa dita sabedoria psicológica e pedagógica. O espaço é partilhado, mas os limites e exigências são bem claros. Precisam desenvolver a envergadura física e moral, modos e músculos, para viabilizar o convívio. O que provam ter, por vezes bem mais do que as nossas. Isso dá o que pensar em termos de clichês e invenções educativas, para as quais vivemos em busca de fórmulas, critérios, conselhos. Como os valores e as balizas são internos, refletem as convicções de uma família, de uma cultura, nossos esforços práticos nem sempre são recompensados. A infância espelha a ética de um povo, o que fazem, diferente do que dizem. As crianças revelam nossas verdades.

 


 

 

Cores de outono na Serra Gaúcha

13 de maio de 2012 3

Passei um fim de semana de paz e descanso em Gramado!

A dica é , suba a serra e curta as cores que são uma festa para os olhos! Nem precisou de muito sol para o colorido surpreender.

Um contraste com o monocromático deserto dos últimos posts.

 

Hoje vou deixar as imagens falarem por si!

Boa semana para todos.

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Picnic dos deuses no Vale Sagrado no Peru

10 de maio de 2012 6

Depois de tantas experiências inusitadas era difícil ainda surpreender a todos com algo inesperado! Mas o Peru sempre guarda alguma surpresa, dentro de sua simplicidade uma outra possibilidade , um personagem cativante ou um novo colorido.

Pois o Vale Sagrado , local mais fértil do país, no brindou com sua terra multifacetada , formando um mosaico ao longo do rio sagrado Urubamba. Ruínas incas em Ollantaytambo foram palco da invasão espanhola e ofereceram muitos visuais imbatíveis do vale. Foi neste vilarejo que desembarcamos do trem Expedition vindo de Águas Calientes.

Mas foi em Pisac, onde o mais famoso mercado inca do Vale Sagrado domina o centro da pequena cidade , que foi nosso deslumbrante pic-nic na montanha. O dia amanhecera ensolarado, e nossa viagem de 1:30h pelo Vale foi uma volta ao passado remoto dos Incas.

Tudo conspirava a favor, mas a imaginação do que nos esperava não ia além de toalhinhas vermelhas  espalhadas num pé de montanha ! Desembarcamos um pouco distante de onde estavam montadas as mesas, o que nos possibilitou uma caminhada pelo meio das culturas do vale, amaranto , quinua e milhos. O vermelho do pendão do amaranto contra o céu azul , arrancou lágrimas de encantamento.

A recepção com toldos brancos em mesas montadas em frente as ruínas de Pisac, foi feita primorosamente pelo restaurante Cicciolina de Cuzco, num ambiente onde vaquinhas pastavam e camponeses pastoreavam em seus trajes típicos coloridos , mas num cenário totalmente genuíno , a magia foi completa e envolvente.

A chicha morada , um refresco de milho negro usado desde os incas, nos foi servida como um agrado! Os pratos variavam entre carne de alpaca fatiada bem fininha, saladas verdes com abacate, guaca mole com chips de mandioca e batata , quiche de legumes e para finalizar uma bolo de figos com um molho que não consegui identificar! Tudo absolutamente delicioso.

Depois desta Festa de Babete, seguimos para a cidadezinha a tempo de aproveitar as últimas horas do mercado diário, uma babilônia de produtos artesanais, panos coloridos, bijuterias e muitas quinquilharias que quando tiramos do seu ambiente tornam-se tesouros de lembranças.

No caminho encontrei uma criação de cuy, um tipo de porquinho da índia servido como iguaria nas nos andes peruanos. O dono do forno gigante nos fez entrar para conhecer o ninho que abriga a criação, me explicou que a iguaria completa o orçamento da família! O povo peruanos é extremamente simpático e acolhedor.

Foi um dia intenso e surpreendente! O que nos leva a admirar cada vez este nosso país vizinho.

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Giverny: os Jardins de Monet com crianças

01 de maio de 2012 10

Entre os pintores Impressionistas certamente Claude Monet é o mais conhecido e amado. Não é por acaso que sua morada na cidadezinha de Giverny, distante 50 minutos de trem de Paris, esteja entre os destinos mais visitados atualmente.

A casa é um encanto, e os jardins que abrigam o Lago das Ninféias e a famosa Ponte Japonesa, tão retratados pelo pintor em magníficas telas, são uma excelente opção para um passeio pelas cercanias da capital. No local existem somente cópias dos quadros que se encontram em Paris no Museu d’Orsay e no Museu Orangerie.

Mas o determinante para eu me apaixonar pelo local foi o livro infantil “Linéia nos Jardins de Monet” . Sempre tentei aproximar meus filhos da arte e a história da vida do pintor e sua obra , contatada de maneira atraente e acessível através da visão de uma menina é uma graça.

Monet viveu muito tempo na mais completa pobreza, as obras Impressionistas eram consideradas de mal acabadas e os Salões não aceitavam nenhum dos pintores que fugiam ao estilo mais acadêmico. Nesta época foi casado com Camille com quem teve dois filhos. Mais tarde , já viúvo, casou-se com a também viúva Alice Hoshede, que já trazia cinco rebentos, juntos formaram uma grande família e alugaram a casa em Giverny para passar férias. A situação melhorou, as obras Impressionistas começaram a fazer sucesso com o público, então o artista pode comprar a casa e ampliar os jardins que foram usados como inspiração em suas obras.

Confesso que nesta visita achei os jardins um pouco descuidados, o que não teria razão , tendo em vista a quantidade de visitantes que encontramos por lá. Pode ser que seja por estarmos em meio a um verão escaldante, espero que sim!

Toda a história de como o movimento Impressionista se desenvolveu é contado para Linéia pelo próprio Monet, a menina sai de Paris e passeia por Giverny com um amigo acompanhante, num caminho delicado e encantador.  Na loja da Fundação Monet eles vendem a bonequinha de Linéia, que foi uma das companheiras mais queridas de minha filha na infância, e principalmente uma introdução para apreciar a arte desde cedo.

Seviço: www.fondation-monet.fr/fr/

Giverny abre de maio a outubro e fecha às segundas-feiras.

Trem: na Gare St. Lazare pegar a linha Paris/Rouen/Le Havre  descer em Vernon de onde se pode chegar a Giverny de taxi , à pé ou alugar uma bicicleta  no Bar-Restaurant du Chemin de Fer ( 1 place de la Gare) .

Carro: saindo de Paris pela A14 e depois pegando a A13 são 75 km até Vernon, lá é só cruzar o rio e estacionar num dos vários parkings da cidadezinha já bem próximos da Fundação Monet.

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