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Posts de agosto 2012

Ilha da Madeira por Maria Amélia Flores

31 de agosto de 2012 1

Muito mais do que uma ilha, muito além de belas paisagens: a Madeira é uma verdadeira jóia da coroa portuguesa. Localizada há 600 km da costa da África e cerca de mil kilômetros de Lisboa, esta pequenina ilha de apenas 740 km² é pura história. Seu arquipélago também é pequeno: no seu entorno estão micro ilhas Desertas e Selvagens, além de Porto Santo, com suas areias brancas e mar azul. A Ilha da Madeira tem apenas 55km de leste a oeste e 25km norte/sul, facilmente percorridos de carro ou ônibus – a estrutura de estradas e túneis é referência mundial. Seu aeroporto é o menor da Europa, com parte construída sobre o mar.

Ilha de Porto Santo

Foi descoberta em meados de 1400, no período das grandes navegações. O relevo vulcânico, muito acidentado, foi sempre o fator dificultante: praticamente não há áreas planas na Ilha. E aí está a sua beleza: como virou importante ponto de parada dos navegadores que seguiam as Américas ou ao caminho das Índias, precisava produzir frutas e alimentos. A forma era preparar os terraços e desenvolver tudo o que podia: até hoje é reconhecida pela qualidade das frutas, principalmente maracujá e bananas. Estas formas de cultivo criaram mosaicos impressionantes nos paredões de pedra, uma paisagem única e inesquecível. Sua principal cidade é Funchal, seguida de Câmara de Lobos (uma legítima vila de pescadores, o tipo físico e vocabulário lembra muito as populações do litoral de Santa Catarina). O isolamento garante a tranquilidade: a ilha é muito segura. O clima agradável convida a caminhadas. São famosos os cultivos de flores, os jardins são impecáveis: sempre parece ser primavera!

Vista dos vinhedos do norte da Ilha – Seiçal

Vale dar a volta na ilha, ver o Cabo Girão – o ponto mais ocidental da Europa, o isolamento do “Curral das Freiras”, o mar azul do Seixal.
Dentre a história e sabores da ilha, o vinho é o elemento mais importante, o cartão de visita, o toque gastronômico. Afinal, quem não conhece o molho Madeira? O autêntico tem que ser feito com o vinho Madeira. Mas bem longe do seu uso na cozinha, este vinho único é diretamente vinculado a história das grandes navegações.

Como último ponto de parada antes das caravelas seguirem cruzarem o Atlântico, em épocas em que água potável era artigo de luxo e doenças como escorbuto eram um dos maiores desafios do caminho, ter vinho a bordo era fundamental para a vida da tripulação. Na Madeira, começava a produção: o clima úmido, o difícil cultivo, o pouco conhecimento, fazia surgir um vinho branco muito ruim, que se oxidava muito rapidamente, ficava muito ácido, pouca graduação alcoólica. Assim, como era o que havia disponível, cabia aos marinheiros consumirem para sobreviver. Com o tempo, buscando melhorar o gosto do vinho, os marinheiros começaram a misturar rum à bebida.

Nas caravelas, os barris eram guardados tanto no fundo quanto na parte superior das mesmas, auxiliando no contrapeso do barco. Ficavam expostos a sol, frio, umidade. Em certo dia, um barril que continha vinho misturado a rum sobrou em uma viagem, retornando a ilha. A surpresa foi de que o vinho estava muito superior em relação ao que havia saído da Ilha: algo havia acontecido, mas não se sabia o quê. Para repetir o processo, passam a colocar barris com vinho mesclado ao rum a girar em barcos pelo oceano, ficando conhecidos estes como “Vinhos de Roda”. Em seguida, descobriu-se que as condições de calor e umidade forçavam uma lenta oxidação que, quando combinada ao álcool vínico e açúcar residual da própria uva, fazia surgir aromas e sabores únicos, além de um vinho praticamente indestrutível.

As principais uvas cultivadas na iha da Madeira são Malmsey (Malvazia), Boal, Sercial e Verdelho, além da Terrantez (em processo de extinção). São milhares de pequeninos produtores que cultivam as uvas em terraços, com seis importantes vinícolas, localizadas entre Funchal e Câmara de Lobos, lado sul. A ilha elabora cerca de quatro milhões de litros. Madeira Wine Company, Pereira D’Oliveira, Henriques, HM Borges, Justino’s além da pequenina Barbeito (uma boutique, considerada por Jancis Robinson “o Chateau Lafite da Madeira”) levam para o mundo esta cultura, além de preservar o estilo, a história e suas coleções de vinhos antigos. Há também um movimento de pequenos produtores na parte Norte da Ilha, na região de Seiçal, elaborando vinhos brancos de autor.

Os vinhos da Ilha são fortificados, sendo excelente opção de aperitivo ou sobremesa. O mágico é degustar os Madeiras antigos: este processo de elaboração os deixa praticamente indestrutíveis. Os aromas delicados de um Madeira antigo remetem a nozes, mel, podendo variar conforme a uva utilizada. Se tiver a rara oportunidade de degustar um vinho centenário, aproveite, é uma experiência filosófica.

Durante o nosso próximo Tour de Vinhos a Portugal, reservamos três dias para explorar esta ilha e suas delícias. Selecionei as melhores vinícolas e melhores ângulos. A hospedagem é no hotel desenhado por Oscar Niemeyer. É a junção de vinho, arte, história e muita natureza, em um dos destinos mais charmosos do momento.

Maiores informações: http://www.portobrasil.com.br/PortugalTourdeVinhos.pdf

Passando por Lisboa

29 de agosto de 2012 5

Voltando da Europa agora em junho do ano passado, optei pelo vôo inaugurado pela TAP em 2011, Lisboa/Porto Alegre direto. Como o vôo sai de Lisboa as 9:40 da manhã, decidimos dormir em Lisboa e aproveitar a cidade.

Alguma semelhança com Copacabana?

E foi ótimo, Lisboa está muito legal, se come maravilhosamente bem e no verão,  com os dias longos deu pra ver muita coisa. Depois de uma rápida pesquisa na internet, achamos um lugar que alugava bicicletas a http://www.bikeiberia.com/ 10 euros para 4h.

Fizemos toda a margem do Rio Tejo, que é bem extensa de bicicleta, foi muito bom, pois a gente passa por várias atrações turisticas no trajeto, como o Mosteiro dos Jerônimos, pelos famosos pastéis de Belém, Torre de Belém, Monumento aos Descobrimentos, pelas Docas de Alcântara, onde tem vários restaurantes de peixes e frutos do mar, numa área legal na beira do rio que foi toda reformada.

Monumento aos descobrimentos

Mosteiro dos Jerônimos

Torre de Belem

Outro lugar muito interessante que você não pode perder é o Centro Cultural de Belém, um lugar multimidia, com várias galerias, exposições, cafés, restaurantes, lojinhas de museu e étnicas, esta foi a dica de um amigo brasileiro que mora em Lisboa.

Centro Cultural de Belem

Parada estratética em uma das cafeterias do Centro Cultural de Belem

Depois de entregarmos as bicicletas pegamos o elevador de Santa Justa que por 3 euros nos deixa no Largo do Carmo que fica no Bairro Alto / Chiado, um dos lugares boêmios e descolados da cidade.

Elevador de Santa Justa ou do Carmo

Pelas ruas do Bairro Alto

Caminhando sem muito compromisso achamos uma jóia, a Cervejaria Trindade, no local do antigo Convento da Santíssima Trindade, fundado no século  XIII. O lugar vale uma visita, as paredes tem vários painéis decorados com azulejos de inspiração maçônica, lindos. Sem falar que comemos um polvo maravilhoso lá.

Seguimos caminhando e deparei com uma loja bárbara, da fachada a gente não faz idéia da extensão meio labirintica do lugar, a loja chama Lost´in e bati altos papos com a dona, a Margarida.

 Ela tem coisas lindas, todas as roupas são confeccionadas na India, com aqueles tecidos indianos lindos, leves, mas com um design mais ocidentalizado.

 Nem preciso contar que fiquei maravilhada e esqueci do tempo lá dentro, para a grande sorte do Paulinho que estava comigo é que atrás da loja tem um terraço com uma vista linda da cidade, onde servem um tipo de mojito com frutas vermelhas e lá ele ficou bem distraído.

Ainda circulamos bastante pela região, nosso dia rendeu muito, acabamos comendo bacalhau neste quase boteco chamado “ A antiga casa que faz frio” 

Última vista do Castelo de São Jorge, que domina o cenário da cidade.

Quanto ao vôo da TAP, eu só tenho a dizer que achei um luxo!! Embarcar em Lisboa de manhã e chegar em casa à tardinha sem aquele stress e horas de espera no Galeão ou em Guarulhos.

O único problema foi sair de lá com 30 graus e chegar aqui com 5…. também, nada que uma lareira não resolva.

Cervejaria Trindade: Rua Nova da Trindade, 20C -  Baixa/Chiado

http://www.cervejariatrindade.pt/

Loja Lost´in : Rua Dom Pedro V, 58

Viena no verão, a aristocracia modernizada

26 de agosto de 2012 2

As cidades européias tem duas faces, elegantes e sóbrias no inverno e coloridas e descontraídas no verão. A aristocrática capital da Áustria se reinventou , está dando um banho de modernidade em muitos ícones contemporâneos com um novo espaço de museus , hotéis super descolados e uma vida cultural pulsante nas comemorações dos 150 anos de nascimento de seu maior pintor Gustav Klimt.

O Museums Quartier oferece novas propostas museológicas , mas principalmente um espaço para desfrutar de restaurantes ao ar livre , lojas de desing e muita gente jovem aproveitando o calor . Além disto tem um  espaço para desfiles e exposições. No Leopold Museum rola uma linda retrospectiva da vida de Klimt , além de obras do acervo do segundo maior ícone austríaco , Egon Schiele.

O MUMOK é o museu de arte contemporânea do Museums Quartier.

E na saída não deixem de provar as delícias dos cafés , uma das melhores saladas que provei na viagem e chás diversos e refrescantes.

Bem pertinho a Maria Hilfer Strasse tem toda o comércio moderno da Europa , fora da tradicional Graber.

Do outro lado do Canal do Danúbio o Hotel Sofitel , obra do arquiteto Jean Nouvel , bomba em seu restaurante /bar no último andar . Uma decoração que abusa de luzes e cores , dá a sensação de estar flutuando sobre a cidade. Fantástico.

No Canal do Danúbio está ancorado o barco piscina que refresca os verões de quem não pode fugir da cidade para o litoral ou para um dos lagos do país. Pois em Viena faz muito calor também , chegamos a pegar quase 40 graus em julho!

O  Hass Haus já está incorporada ao cenário central da cidade, o hotel DO & CO reflete em seus espelhos a Stephansdom. O restaurante no último andar é maravilhoso , além de ter uma vista incrível. Vale reservar e pedir uma mesa na rua onde o visual é mais legal.

 

Para um passeio bem tradicinal mas com um toque de vanguarda , alugue uma bicicleta e vá até o Palácio Schonbrunn , são uns 20km mas tudo plano e assim conheça uma outra parte da cidade , também fora do roteiros tradicionais. O corpo do palácio tem seus encantos mas é no jardim que fica a parte mais interessante , pricipalmente para os dias quentes quando as salas não são refrigeradas.

O prédio da Secessão Vienense fica no caminho para o palácio e está aberto para visitação com o famoso Friso de Beethoven , obra de Klimt na sala principal. Em comemoração aos 150 anos de nascimento do expoente máximo da Art Nouveau, encomendou-se ao austríaco Gerwald Rockenschaub uma “intervenção escultural” para a sala onde o Friso está em exposição permanente.
 O resultado, intitulado Plataforma, é uma labiríntica estrutura amarela, que eleva a visão dos visitantes ao nível das impactantes – e geralmente nuas – figuras klimtianas. Sendo mais exato: ao nível de sua genitália. A aristocracia se modernizando!
  
 

Aproveitem enquanto o frio não retorna e a cidade volte a sua elegância conservadora.

Posts relacionados

Viena revisitada – Parte I

Viena revisitada – Parte II

Para saber sobre roteiros em grupo ou assessoria particular do Viajando com Arte visite nosso site 

www.viajandocomarte.com.br

 

A nova Rússia

24 de agosto de 2012 2

 

Casamentos voltaram com força total num pais que há pouco era ateu.

Estive na Rússia a primeira vez em 2003 e depois disso em 2008 e agora em junho de 2012. As mudanças que aconteceram entre uma visita e outra são enormes, não só do ponto de vista material, restaurações dos palácios, modernização dos transportes, abertura de novos espaços que possam dar conta da demanda de consumo. Me refiro também a uma transformação mais profunda – a do cidadão russo. Eu sempre fui uma aficcionada da cultura russa, seja da literatura, da arte fantástica que cresceu a sombra das escolas francesas e italianas e floresceu bela e única como poucas que conheço, sou uma admiradora da galhardia deste povo que possui a qualidade de se adaptar e se reinventar como poucos. Aconselho a todos os amigos que uma viagem a Rússia é absolutamente imperdível. A primeira vez que caminhei pelas ruas de São Petersburgo, pude ter uma idéia da sua grandiosidade do passado, mesma impressão que tive visitando seus luxuosos palácios, mas agora apenas passados 9 anos o luxo e a grandiosidade estão ali, sob a luz do sol. As cidades russas principalmente São Petersburgo e Moscou estão esbanjando modernidade  e luxo, muito luxo. Não é a toa que os russos são chamados de os “novos ricos” da Europa, os artigos mais caros e cobiçados das grifes internacionais como champanhe, automóveis, grifes de moda, tudo e que for produzido de mais opulento já tem comprador garantido: os russos.

Um dos restaurantes do incensado estilista da moda – Denis Simachev, em Moscou

Lojas Gourmet onde se pode encontrar iguarias de todas as partes do mundo.

Os russos zombam de si mesmo, afresco de Brejnev e Fidel Castro no Restaurante Russian Kitsch, São Petersburgo

Em plena Praça Vermelha, a GUM, o shopping center qua abriga todas as grifes de luxo.

Estão como que compensando todos os anos de carestia consumista e se atiram como crianças nos doces proibidos. Não é incomum ver limosines douradas, até carros de ouro. Mas os russos também escarnecem de si mesmos com grande senso de humor, muitos restaurantes recriam o passado soviético de uma forma zombeteira, com as figuras de Lenin e até mesmo de Stalin do qual nem mesmo se podia pronunciar o nome em um passado recente.

Eu acredito que eles estão buscando o equilibrio e logo, logo, todo este exagero vai ser mais um capítulo da sua turbulenta história.

A Rússia tem coisas magnificas para se ver e aprender, eu pretendo  dividir minhas impressões desta nova  e da antiga Rússia aqui no blog com uma série de posts sobre os lugares por onde andamos.

Zdorovie! Ou Saúde! Com uma bela Beluga porque ninguém é de ferro!

 

Voltando a ativa cheia de novidades!!!

23 de agosto de 2012 2

Olá pessoal, amigos, leitores viajantes!!

Estive um  tempo ausente aqui do blog, viajando muito, cruzando remotas fronteiras que nem eu mesma poderia imaginar atravessar um dia… Depois da Rússia, passei um tempo na França antes de partir para a grande viagem – a India. A India não é tão sómente um destino , mas um grande aprendizado em todos os niveis de vida, e não fiquem achando que agora virei budista, nada disso, mas é um pais tão profundamente diferente de tudo aquilo que eu já havia experimentado.Muitas experiências foram quase como revelações.

Agora de volta com muitos novos projetos, viagens no horizonte o Viajando com Arte não para de crescer e dar frutos. mas prometo contar todas minhas aventuras muito brevemente aqui no blog para vocês!

Namastê!!

 

Um verão na Toscana: Bagni San Filippo

18 de agosto de 2012 4

Fazia quarenta graus à sombra em Florença. Sabe quando a gente começa a ter a visão duplicada pela bruma que sobe e a cidade medieval arde em chamas amareladas! Assim estávamos , e depois de fazer a visita à Galleria Uffizi , perto da hora do almoço, andar na rua tornou-se um martírio.

Quando ouvimos no rádio que o dia seguinte seria pior a decisão foi tomada, vamos escapar deste caldeirão em busca de um lugar mais fresco e de preferência com alguma possibilidade de encontrar água, poderia ser mar , rio ou mesmo uma poça d´água. O Arno não servia porque infelizmente é muito poluído.

Como Florença é bem compacta , os aluguéis de carro são próximos do centro foi  assim que pegamos um Smart na manhã seguinte, bem poucos passos do hotel e saímos “abanando as tranças ” pelas estradinhas do Chianti. Segundo informações locais a Toscana não é muito bem servida de rios e lagos , a sugestão foi seguir até Viareggio na beira do mar. Achei que não seria bem nosso foco , praia cheia  e trânsito … Preferi algo mais bucólico , apresentar a verdadeira paisagem de ciprestes e girassóis para minha filha , debutante na região.

Mudei a direção e seguimos para o sul , Vale d´Orchia . Nosso destino inicial seria Bagno Vignone que eu já conhecia e sabia ser uma região de termas , água haveríamos de encontrar! Chegamos lá e para nosso desespero a piscina central da cidade é fechada para banho ,a particular entra em manutenção toda a quinta-feira, e adivinhem ….era o fatídico dia!

Bagno Vignone

O gerente do local , vendo nosso desapontamento nos indicou outra terma perto, Bagni San Filippo ao pé do Monte Amiata e foram mais 16km em busca do ouro transparente. Não posso negar que o visual compensou os quilômetros rodados, reclamar seria quase um sacrilégio.

Bagni San Filippo

Chegamos num clube público , numa cidade minúscula! Parecia algo como Gravatal , pessoas mais velhas , silenciosas tomando sol ou de “molho ” na água. Novamente 40 graus e o sol do meio dia ardendo,  nossa hesitação foi-se por água abaixo, tudo que queríamos era nos jogar naquela piscina , ou seria melhor dizer banheira. Quando entrei, chegava a queimar , pense numa água quente, pois ali passava de 36.

Mas a surpresa veio quando olhamos atrás do clube , onde passa o rio de água sulfurosa e formando o Fosso Bianco, piscinas naturais onde a pedra foi coberta por sedimentos e ficou com aspecto de glacê! Um visual incrível que lembrava Pamukkale na Turquia , só que em tamanho menor e com infinitamente menos turistas.

O banho mudou de rumo rapidamente e seguimos a corrente , onde a água sulfurosa se misturava a outra fresca e límpida , num ambiente natural e ainda quase intocado!

Nosso dia foi completo com o sol se pondo nas curvas dos vinhedos do Chianti, e o Smart venceu com glórias o desafio!

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Palestra sobre as novidades da Rússia: segunda dia 20 às 18:30h

16 de agosto de 2012 0

Para quem gosta e quer saber mais ou para quem não conhece nada sobre este país continente, estamos voltando de lá com muitas novidades.

Aqui o depoimento de uma viajante do  “Rússia com Arte” 2012:

 “Surpreendente é a primeira palavra que me vêem a cabeça quando me perguntam da Rússia.
Um país que ficou apartado do mundo durante quase a totalidade do século XX.
Arte colorida, vibrante, emocionante, Arquitetura muito rica no passado e que está sendo construída,
agora, com muita criatividade e modernidade.
Apesar do distanciamento da evolução ocidental nesse período a Arquitetura do período socialista é grandiosa
e rica em detelhes. Claro que existe os feios prédios populares, mas esse tipo de construção existe em todos os países que querem dar habitação
a todo o seu povo.
Povo alegre, simpático, diferente, bonito, vibrante….
Dificuldade de comunicação, sim,  mas nada que a boa vontade não resolva. Se Marco Polo foi a China sem problemas porque
alguém teria alguma dificuldade em visitar a Rússia hoje.
Um conselho, não conselho não, uma sugestão, se voce já foi mais de uma vez a Paris ou New York e pretende retornar logo, troque a
sua passagem para Moscou ou São Petersburgo, voce não vai se arrepender. 
E Boa Viagem.”
 
 Celia Fabris

O novo Teatro Bolshoi

Os restaurantes mais tradicionais e

os mais descolados

A diversidade do povo

Os lugares tradicionais

Os Mercados

E a arte

Venham descobrir este universo encantador.

Informações (51) 9967.4581

Burano, a mega colorida ilha da laguna de Veneza

14 de agosto de 2012 7

Era 15 de julho , o dia do meu aniversário. Eu queria algo bem especial , afinal estar em Veneza já era algo fantástico mas a cidade estava lotada e nós buscávamos um lugar mais calminho. Pegamos o vaporetto em Fondamenta Nuove , um porto de onde a ilha fica a menos de 40 minutos de Veneza . A primeira parada de nosso vaporetto foi em Murano, decidimos não descer , a ilha bombava e seria trocar seis por meia dúzia na nossa tentativa de fugir da multidão.

Esta “viagem” de barco é muito interessante , nunca tinha visto a Sereníssima do mar, e desta forma temos a dimensão de Veneza ligada a laguna e suas diversas ilhas, sua importância como grande República Marítima.

 

Burano é conhecida como a ilha mais colorida e a meca das rendas. Todas as lojas oferecem artigos lindos , mas com preços estratosféricos. O museu das rendas é a maior atração de Burano , mas confesso que me deixei encantar mais pelos canais e pelas casas coloridas.

Eu apreciei  seu lado mais bucólico , seus pouco mais de 4 mil moradores levam uma vida pacata, com barcos em frente as casas e conversas entre janelas e portas entreabertas , atrás de cortinas que servem para cortar o calor.

Senti uma familiaridade , um ambiente de cidade do interior e de solidariedade que fazia tempo não experienciava.

E as janelas…

Poucos restaurantes servem os turistas que se arriscam por aqui. Escolhemos bem , o  Rivarosa foi uma delícia mas cobra bem pela sua localização estratégica. Para três pratos crus e 2 cálices de vinho pagamos mais de cem euros.

Burano localiza-se sete quilômetros de Veneza, na volta nos enganamos e pegamos o vaporetto em direção oposta , acabamos aportando em pela Piazza de San Marco , o que foi mais um belo presente para o meu dia especial.

Pardal de barco na laguna

Termino com esta placa que disse muito sobre o encantamento que Burano exerceu sobre mim.

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Viajando com Arte na Harper´s Bazaar de agôsto/2012

11 de agosto de 2012 0

Olhem só que bacana a matéria da Carolina Overmeer que viajou conosco ao Peru em maio deste ano.

Ela relata um pouco das suas impressões de viagem e dá algumas dicas dos restaurantes fantásticos que visitamos!

Rothenburg ob der Tauber, a mais genuína das cidades medievais alemãs

10 de agosto de 2012 6

Rothenburg ob der Tauber” significa Fortaleza Vermelha acima do Tauber. A cidade datada de 950 é um dos melhores exemplos de uma cidade medieval , tão perfeita que já serviu de cenário para vários filmes , inclusive a cidade natal de Pinóquio. Falando em Natal , ela esta intimamente ligada a data , lá existem diversas lojas que vendem enfeites de Natal o ano inteiro e sua decoração em dezembro é famosa pelo mundo afora!

 

Eu estive por aqui nos anos 90, como fora minha primeira visita a uma cidade medieval tinha um certo receio de me decepcionar agora! Nada disto aconteceu, tudo está na mais perfeita ordem e chegar a Rothenburg pela Estrada Romântica tem um gostinho especial! A viagem no tempo é completa porque nada da parte mais nova é visto deste ângulo.

Fizemos um passeio de bicicleta pelas marges do Tauber ! É de tirar o fôlego em todos os sentido:  bucólico , romântico e físico , pois na subida de volta tem que se puxar ou então descer e empurrar a bicicleta, que foi o que nós fizemos. Mas valeu cada pingo de suor derramado, pois são caminhos que de carro não temos como seguir e quando vemos a idade do pessoal que anda por ali , não dá para questionar a possibilidade , dos 8 aos 80 anos !

Rothenburg teve um significado especial para a ideologia nazista. Para eles , a cidade era o epítome da cultura genuinamente germânica, a quintaessência do espírito alemão. Nos anos 1930s eram organizadas viagens regulares de todo o Reich para conhecer a cidade e seus habitantes , muitos simpáticos ao Nacional Socialismo, se consideravam “a mais germânica de todas as cidades alemãs”. Em outubro de 1938, Rothenburg expulsou seus cidadãos judeus . 

Em 1945 , durante a II Guerra Mundial , soldados alemães protegiam a cidade. No dia 31 de março bombas foram jogadas sobre a cidade por 16 aviões , matando 39 pessoas e destruindo 306 casas, 6 prédios públicos e nove torres de vigia, além de 600 metros da muralha de proteção. O secretário americano da guerra conhecia a importância histórica do complexo e decidiu não usar artilharia na tomada de Rothenburg. O comando alemão local ignorou a ordem de Hitler de lutar até o final e se rendeu para salvar o que restara da destruição  Após a Guerra seus residentes rapidamente restauraram os estragos, doações para a reconstrução vieram de muitas partes. Nas paredes da muralha placas comemoram a reconstrução com os nomes e os países dos doadores  .

O doce mais encontrado pela cidade é o Scheneeballenkönig, o nome é um palavrão mas ele não passa de uma espécie de massinha frita , tipo calça-virada, que vem com diversas coberturas! Não é muito meu paladar, mas…

Sem querer acabamos repetindo o mesmo hotel de 20 anos atrás! O Romantik Markusturm é super bem localizado e tem um atendimento simpático, os quartos são diferentes entre si e decorados com móveis típicos ! Para mim foi bem divertido voltar e o preço bastante convidativo de € 110,00 com café da manhã.

Para me despedir , uma das tantas figuras encontradas nos prédios da cidade que mais uma vez me conquistou totalmente!

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