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Posts de outubro 2012

O jardim museu mais lindo do mundo está no Brasil. Você conhece Inhotim?

24 de outubro de 2012 25

Se você nunca ouviu falar em Inhotim não perca mais nem um minuto para conhecer!

Yayoi Kusama

Para brindar aproveitar a primavera ainda seca e amena de Minas Gerais, nada melhor do que se deleitar com um lindo jardim botânico e museu de arte contemporânea integrados.

Sabe aqueles lugares que te surpreendem em todos os aspectos, Inhotim é muito mais! É mais que um jardim botânico, mais que um museu de arte contemporânea, mais que um exemplo de arquitetura moderna e mais do que eu já vi em qualquer lugar do mundo em todos estes quesitos. Mas o principal é que está no Brasil, em Minas Gerais e poucos brasileiros conhecem!

Galeria True Rouge de Tunga

Se você não tem programa para o próximo feriado , pegue um avião para Belo Horizonte e viaje 60 km de carro até Brumadinho para desfrutar de tudo isto por meros R$25,00 . Se você tem programa , desvie a rota que não vai se arrepender nenhum minuto. Se forem férias , melhor ainda pois ainda dá para conhecer Tiradentes , Ouro Preto e outras riquezas mineiras das quais vou falar mais adiante.

 

Edgard de Souza

Eu tinha escrito sobre Inhotim ano passado , mesmo sem conhecer pessoalmente, o linck para quem estiver interessado na história do lugar está aqui: http://wp.clicrbs.com.br/viajandocomarte/2010/11/01/inhotim-coloque-na-lista-dos-destinos-imperdiveis-no-brasil/?topo=77,1,1,,,77

Inhotim é um projeto de um magnata mineiro , Bernardo Paz que vendeu a empresa de siderurgia e resolveu investir num projeto mirabolante, construir um museu de arte contemporânea em meio a natureza e de quebra criar um dos mais importantes e bem montados jardins botânicos do Brasil. Eu que estive no Jardim Botânico de Porto Alegre faz pouco , fiquei triste ao lembrar de nosso mal cuidado e fraco exemplar. Mas todo o projeto foi feito com paixão e sem muito planejamento prévio , até porque se assim fosse deveria ter sido construído num local de mais fácil acesso .

O projeto paisagístico é de Burle Marx e o trabalho sensorial nos evoca o jardim do Éden. São 100 hectares de cores e aromas escolhidos com um cuidado especial , criando uma atmosfera de deleite em cada curva do caminho. Cinco lagos ornamentais  com a maior coleção de palmeiras da América são dispostas de forma harmônica , quase poética. Para quem cuida de um pequeno jardim e se emociona quando desabrocham as primeiras glicínias e jasmins perfumando o ar na primavera , entendem bem do que estou falando!

Os recantos por onde espalham-se os pavilhões que abrigam as obras de artistas  brasileiros e estrangeiros são pensados para terem uma sintonia perfeita com as espécies naturais que lhes abraçam. Os aromas de eucaliptos e acácias estão até agora impregnados na minha memória. Nas 17 galerias as obras são expostas alternadamente, porém 21 artistas tem pavilhões próprios perenes. Dentre os mais conhecidos estão Tunga, Cildo Meireles , Helio Oiticica e a ex-esposa do mentor , Adriana Varejão. As exposições são sempre renovadas, e galerias são anualmente inauguradas. A intenção é promover o diálogo constante com o entorno de montanhas e mata!

 

Adriana Varejão

Hélio Oiticica

Galeria Miguel Rio Branco

Eu sei que muita gente deve estar pensando, “eu não gosto de arte contemporânea, não tenho o que fazer neste lugar!”

Ledo engano, você só não vai apreciar Inhotim se não gostar de natureza, nem harmonia e nem tão pouco apreciar o belo! E mesmo com muita expectativa não tem como não se surpreender com o que encontra por lá. Mas já está difícil visitar o museu inteiro num dia só. Algumas galerias ocupam espaços mais distantes da entrada e para isto existem uns carrinhos de golfe que fazem o transporte. Ouvi falar que estão construindo um hotel dentro do complexo, seria providencial porque de outra forma é só voltando para BH ou ficando na por perto em pousadas bem simples e relativamente caras.

Coleção de Palmeiras

A terceira onda do Inhotim são as instalações site-specific: o artista selecionado escolhe um local determinado e cria não apenas a obra para aquele lugar, como interefere na concepção do edifício que vai abrigar a obra. O sonho dourado de qualquer artista do mundo.

Hugo França foi para Trancoso no no começo dos anos 80 e conheceu o pequi vinagreiro – madeira que revolucionaria sua vida. As canoas eram feitas dessa árvore, uma herança indígena, mas a descoberta revolucioária do designer foi que as raízes centenárias sobrevivem às queimadas. Pelas mãos do profissional, elas se transformam em móveis escultóricos,  capazes de resgatar a natureza bruta onde quer que sejam expostos. Inhotim conta as mais monumentais esculturas mobiliárias que o designer já produziu, reparem nos bancos espalhados por todo o jardim , um verdadeiro “desbunde”.

 

Tamboril

Tudo conspira a favor, até os restaurantes estão integrados no ambiente e formam um cenário perfeito para apreciar a deliciosa culinária mineira, aqui nada tradicional e bastante inovadora.  São 10 opções entre lanchonetes e 2 excelentes restaurantes o Tamboril e o Oiticica.

Restaurante Tamboril

Aberto de quarta a domingo e aos feriados, Inhotim oferece visitas temáticas (arte ou natureza), com monitores, além de visitas educativas para grupos , que devem ser agendadas previamente.

O jornal The New York Times, em referência ao Inhotim, citou certa vez que “poucas instituições se dão ao luxo de devotar milhares de acres de jardins e montes e campos a nada além da arte, e instalar a arte ali para sempre”. Para nossa sorte e deleite!

Formas da Natureza

“E quem está falando não é um rato de museu, não. Tenho pouca paciência com o gênero. 90 minutos, duas horas no máximo é o que agüento antes de virar abóbora. Até a cara de conteúdo eu costumo perder no meio do caminho. Em museus grandes e sobretudo em bienais acabo sofrendo uma overdose conceitual. Entro em coma artístico.Eu não entendo xongas de arte, mas pelo jeito que fui tocado por tudo o que vi, me arrisco a palpitar que a curadoria busca obras que causem impacto também no público leigo. Nada passa batido. Pelo menos algum dos seus sentidos vai entender por que aquilo foi posto lá para você contemplar (às vezes, interagir).”

                                                                                                 Ricardo Freire: “Inhotim , o melhor passeio que você ainda não fez”.

Estamos embarcando novamente para lá neste final de semana, com um grupo da Bienal do Mercosul. Em breve montaremos uma viagem para todos os interessados, aguardem notícias.

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New York Art & Fashion - Novembro de 2012

17 de outubro de 2012 3

É difícil ficar indiferente a esta cidade, protagonista dos filmes de Woody Allen, também chamada de Big Apple ou de capital do mundo.

Nova York transborda cultura e vibra sob a batuta cosmopolita de seus habitantes. É pluralista, multicultural e fascinante. Tem vocação para a moda, para a arte e para tudo o que é novo.  Uma única vida não daria conta de visitar tudo o que a cidade oferece como suas galerias de arte, museus, teatros e restaurantes.

A ideia do projeto New York Arte & Fashion é pinçar alguns dos  lugares e eventos mais interessantes do momento, os modernos e os clássicos, e levar você a passar uma semana inesquecível no coração do mundo.

 

Programa New York Art & Fashion 2012

 20/11  Chegada em Nova York e tranfers para o hotel Helmsley Park Lane, que é um clássico da cidade em frente ao Central Park. Nova York convida à diversão e a festa, e vamos começar nossa semana com um jantar no incensado restaurante Fig & Olive da Fifth Avenue para festejar a vida e nossa reunião na Big Apple.

21/11 Pela manhã, visitaremos o Metropolitan Museu, onde veremos as obras mais importantes da sua vasta coleção, com ênfase na arte impressionista e pósimpressionista.


 

À noite, uma programação imperdível: quem quiser poderá conferir ao vivo um dos maiores ícones da música pop, Bob Dylan, no Barclays Center, no Brooklyn. Para este opcional vamos sair com transfer, à tardinha, para podermos ver Manhattan de um ponto de vista privilegiado. Faremos um lanche para depois seguir direto par o show.

Foto: Ingresso na mão!

 22/11 Dia de Ação de Graças nos Estados Unidos. Programamos um almoço de Thanksgiving no restaurante Boat House, que fica dentro do Central Park, num ambiente aconchegante, como se fôssemos uma big family. À tarde, se o outono nova iorquino permitir, sugerimos um passeio de bicicleta no Central Park, onde a paisagem nesta época do ano é magnífica.


Boat House no Central Park

23/11 Dia da Black Friday, a famosa liquidação que acontece no dia seguinte ao Dia de Ação de Graças. Programamos um dia de compras. Saída para o outlet Woodbury Commons com duas alternativas de horário de retorno. A cidade que nunca dorme tem muitas opções, sugerimos um happy hour no Soho, seguido de um espetáculo na Broadway: Evita.

24/11 Uma viagem através do tempo na visita ao Cloisters, um museu que recria a Idade Média, a idade de ouro da igreja e dos mosteiros. Situado ao norte da ilha de Manhattan, com uma vista linda do rio Hudson, o lugar convida a uma volta ao passado através de pinturas, objetos e tapeçarias medievais.

 

À tarde, vamos explorar as boutiques mais descoladas do Soho e do West Village.Relacionamos 10 hot spots para você compor um look impecável. A noite reserva muitas surpresas: quem quiser participar de uma aventura urbana pode nos acompanhar. Assistiremos ao revolucionário espetáculo Off Broadway “Sleep No More”, que acontece num antigo hotel em Chelsea. Um verdadeiro teatro de imersão.


Photograph by Joey BLS Photography

25/11 Manhã dedicada ao MoMA, onde teremos uma visão global da arte moderna e contemporânea, nos detendo nas obras mais significativas. Sugerimos almoço no Chelsea Market, seguido de passeio pelo hit do momento, o High Line, também chamado de Park in the Sky, ou parque no céu.

Foto :Luciano Terra

 À noite, para encerrarmos a semana como merece, vamos jantar no restaurante que é a tradução de NYC – o Buddakan – que fica no bairro dos modernos, o Meatpacking. O restaurante serviu de cenário parao noivado de Carrie, personagem do filme Sex and the City.

 

http://clairepettibone.com Buddakan

26/11 Dia de arrumar as malas e voltar para casa.


Em casa na Provence

16 de outubro de 2012 4

Para comemorar o aniversário , ao invés de festa uma amiga optou por alugar uma casa para um pequeno grupo de amigos . Acabou que ficou bem mais barato do que fazer uma grande festa e a diversão durou uma semana inteira.

Abadia de Senanque

A casa para 18 pessoas foi alugada no site http://www.luxuryretreats.com/. O melhor é que todos os quartos eram muito semelhantes e confortáveis, a decoração da casa super de bom gosto e a cozinha, bem mais equipada do que a minha (eu não sou o que se chamaria de uma cozinheira de mão cheia!). Optamos pelo serviço de limpeza e arrumação diária da casa , sem a parte de cozinha. Um casal de ingleses bem jóvens faz a manutençaõ e zeladoria da propriedade, dando conta do recado. Tudo funcionou perfeitamente.

A propriedade escolhida foi de duas casas nas proximidades de Gordes, na região do Luberon, com direito a piscina e quadra de tênis e um jardim florido digno de revista de decoração. Nos programamos para termos uma semana bem aproveitada , nada de ficar de bobeira curtindo a casa , que bem merecia, mas a região oferece muitas opções e temos muito o que descobrir. Cada dia foi planejado para alguma atividade ao ar livre que congregasse todo o grupo, afinal o verão de aromas na Provence pede muita energia.

Gordes

Nosso primeiro dia foi de feira em Cavallion ( as feiras acontecem todos os dias em cidades diferentes, é só ver o calendário), para abastecer a casa onde faríamos todos os jantares. Meu cunhado é um grande chef e se superou com os frescos ingredientes provençais.

Seguimos para a primeira aventura da semana , um passeio de caiaque em Fontaine de Vaucluse.

Nada muito radical nem demandante , uma deslizada tranquila a favor da correnteza com direito a banho de rio e paisagens lindas com água transparente. O Kaiak Vert foi a empresa escolhida , pegamos o caiaque quase no centro de Fontaine e depois de quase 8 km de “navegação” uma van nos buscou e trouxe para o ponto de partida. Uma opção super divertida e diferente para o calor da Provence.

No dia seguinte nosso passeio foi mais duro , encaramos as colinas do Luberon de bicicleta. Marcamos com a empresa numa região mais plana onde pegamos todas as velôs. Foi lindo sentir o cheiro da lavanda e o vento direto na pele, a bicicleta proporciona um contato muito próximo e delicioso com a natureza. A subida até foi meio punck , o carro de apoio foi útil para levar o pessoal menos preparado , mas confesso que quase todos tivemos que descer e empurrar as bicis até o topo.

Roussillon nos custou muito suor e pernas para alcançar , mas valeu cada gota a cidade rosa.

Ao final o prêmio , um picnic preparado pela própria empresa de aluguel.

Para relaxar aproveitamos um pouco das delícias de “nossa casa” , o calor pós almoço pede um mergulho na piscina que imita um lago. Num próximo post conto mais detalhes. Mas posso adinatar que tudo acabou em festa, com DJ francês e dança até as 3 horas da madrugada.

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Trilhas, caiaque, praias na Provence - na França como os franceses.

07 de outubro de 2012 14

Uma boa opção para quem faz um roteiro pela Provence e quer fechar a temporada com chave de ouro é programar ao menos 2 dias na praia de Cassis.

Cassis fica no mar mediterrâneo, e é o ponto de saída para a maior atração da região – As Calanques, eu já havia falado das Calanques aqui no blog,  porque eu estive lá no ano passado, mas fiquei tão impressionada com a sua beleza que acabei retornando.  Calanques são grandes falésias de pedra calcária que formam gargantas estreitas que submergem no mar, e o contraste da pedra com a água azul turquesa é fantástico.

 

 

 Você tem várias maneiras de explorar esta paisagem de tirar o fôlego. A mais tranqüila para aqueles que não tem muito tempo ou preparo físico e pegar um dos vários passeios de barco que saem do portinho no centro de Cassis, os passeios duram cerca de 1:30 minutos e você tem oportunidade de conhecer as 3 principais Calanques.

 

Port Miou

 

Outra maneira de se aventurar pela área é alugar um caiaque no Port Miou, o aluguel é de 30 euros por 2 horas.Nós levamos em torno de 35 minutos até a terceira Calanque, foi muito legal olhar a paisagem do ponto de vista do mar e foi bem menos cansativo do que eu imaginava.

 

 

 

 Calanque d´en Vou

 

 

 

 

Mas se você só vai ir uma vez na vida as Calanques eu recomendaria fazer a trilha a pé, que na minha opinião é a mais impactante, o cenário é indescritível. A trilha é puxada exige um certo preparo e muita, muita água, a gente leva em média umas 2 horas para chegar até  a terceira calanque- Calanque d´em Vou, e o caminho é por uma trilha de subidas e descidas radicais que vão costeando o mar, mas o segredo é ir parando, sem pressa admirando a natureza, os matos perfumados de alecrim.

 

 

 

 

 

matos de Alecrim

 

Escalando as falésias.

 

A trilha é toda sinalizada e a volta é por dentro onde o caminho é bem mais curto e fácil.

 

Fazer de Cassis seu ponto para conhecer a Côte D´Azur também pode ser uma boa, eu fiquei no Hotel Mahogany que fica na beira da praia o hotel é bom, nada de luxo, mas super bem localizado, pois fica a 10 minutos de caminhada do porto, onde é o centrinho.

Hotel Mahogany – Cassis

Você pode dar uma espiada no site para conferir os preços e a disponibilidade, o lugar é perfeito, e olhem a vista. http://www.hotelmahogany.com/

 

 

 

A tardinha a pedida é ir para a área do porto, muitos restaurantes lojinhas e bares para aquele vinho rosê!

 

 

Saindo de Cassis uma rota que você não pode deixar de fazer é a Route de Crêtes, uma estradinha de 15 km que liga Cassis a La Ciotat. Uma estrada panorâmica com um visual de arrepiar.

A trilha se eleva sobre a falésia de Cap Cannaille uma das mais altas da Europa com 399 mt, dá um certa vertigem olhar lá de cima…

Até chegar na outra ponta em La Ciotat

 Bom pessoal,  deixei algumas dicas para você fazer uns programas diferentes na sua próxima viagem a França, as vezes eu ouço algumas pessoas dizerem que ” pegar praia na Europa é perda de tempo” mas porque não na França como os franceses?? Praia também pode ser uma experiência totalmente nova e viagem não precisa ser necessáriamente museus, igrejas e sempre tendo que mudar de lugar. Viagem tem que ser boa e relaxante acima de tudo – minha humilde opinião  : )

Charqueada Santa Rita em Pelotas, conforto e charme invadindo a História

05 de outubro de 2012 1

Nossa ideia era fazer um pit stop em Pelotas antes de seguir para o Uruguai, só uma noite para minimizar a distância. Como sou inquieta resolvi sair em busca de algo diferente, podia ser só uma noite , mas com algum charme seria bem mais interessante. Sempre ouvi falar que existiam fazendas com pousadas na região, e a palavra charqueada foi mágica pois vieram a mente todas as histórias que povoam o imaginário desde a Casa das Sete Mulheres, um dos meus romances favoritos.

Residência principal da Charqueda Santa Rita

Portão de entrada da propriedade

Sala de visita , com objetos de época

Chegando ao centro Pelotas nos assustaram que seria complicado de encontrar o caminho à noite. Não tivemos nenhuma dificuldade, o bairro do Areal é bem conhecido e desde lá a sinalização é perfeita. A chegada numa luz difusa de uma noite chuvosa de verão completou o quadro. O quarto além de bom ar condicionado estava cheiroso e o banheiro me conquistou com um piso de ladrilho hidráulico feito ali mesmo na cidade, amei.

Ao amanhecer fomos surpreendidos pela natureza exuberante , contruções super bem restauradas e um café da manhã servido num prédio lindo à beira do Arroio Pelotas .  A Charqueada Santa Rita fica no meio do caminho entre a cidade de Pelotas e o Laranjal, é uma das 8 charquedas abertas a visitação mas a única que abriga uma pousada e um pequeno museu onde uma menina bem informada conta a história do lugar. A pousada conta  com seis quartos bem equipados e decorados com um bom gosto e apreço pela tradição e em breve vai oferecer também um restaurante.

Numa região onde na época áurea funcionavam mais de 40 charqueadas , a Santa Rita guarda uma história de  produção de charque que era usado para o consumo dos escravos da região das Minas Gerais e exportado para as Antilhas. O Arroio Pelotas era a via de escoamento da produção e foi assim que descobrimos que pelota se chamava uma pequena embarcação feita de couro de boi e puxada por um escravo nadador que era usada para carregar a carne seca e salgada até os barcos maiores, daí o nome da cidade!


Pelota é uma pequena embarcação, como um bote, feita de couro, que foi utilizada para a travessia de arroios

Vários objetos e detalhes ajudam a contar a história. O sino que avisava da chuva para recolher a carne que secava nos varais, a lanterna que acesa indicava que havia charque pronto, o portão com a data de construção 1826 , a santa que dá nome ao local e até o mais recente documento , o quarto que abrigou o presidente Lula numa visita à região.

Posso dizer que ficou um gostinho de “quero mais”, voltaremos para curtir com calma e conhecer a Charqueda Boa Vista que oferece passeios de barco pelo Arroio Pelotas e a Charqueada São João que foi usada como cenário da Casa das Sete Mulheres . Isto se o pessoal de Pelotas não me mandar outras dicas , daí sou capaz de me mudar e ficar por lá!

Informações: http://www.charqueadasantarita.com.br/

Est Costa, 200 – Areal  Pelotas – RS, 96085-100
(0xx)53 3028-2024

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O que comer na Itália? Dicas de gastronomia por região

05 de outubro de 2012 1

A Itália é uma festa para o paladar. Para um italiano , falar sobre um destino de viagem começa sempre com a pergunta básica:  come-se bem por lá? Não é por nada que a Inglaterra seja um roteiro maldito no país.

O ritual da mesa tem uma aura mística , nenhum encontro social que se preze acontece sem um bom vinho e muitos pratos e o célebre movimento slow food, que estimula a valorização das tradições culinária regionais, surgiu na Itália em 1989.

Meu objetivo hoje é dar algumas dicas do caminho das “massas, tomates , queijos e vinhos ” para quem vai para Itália e não quer perder as delícias de cada região. As diferenças são muitas, e cada um se orgulha de seus produtos. Além disto não adianta você chegar na Toscana e querer comer um canolli siciliano que vai levar um desaforo de alguma mamma, tem que aprender a saborear também na época certa. Respeito pela tradição faz parte fundamental da cultura italiana. Mas vamos ao que interessa!

 

Piemonte : Queijo castelmagno, robiola e taleggio. Vinhos Barbera e Barolo e Barbaresco. Vinho doce de Asti. Trufas brancas e  negras de Alba. Panacota , doce de nata cozida com calda. Panetone Milanese.

Panacota Piemontesa

Ligúria: Pesto de Gênova, Vinho Valpolcevera.

Lombardia : Queijo gorgonzola e belpaese. Salames. Torrone de Cremona

Trentino Alto Adige : Vinho Santo e biscoito de amêndoas cantuccini.

Friulli- Venezia Giulia : Queijo montasio. Grappa. Presunto San Daniele. Vinho Pinot e Tocai.

Vêneto : Vinhos Valpolicella, Bardolino e Soave, que não é doce e nem suave.

Emília Romana : Vinagre Balsâmico de Módena. Mortadela de Bologna. Queijo Parmigiano Reggiano Grana        Padano de Parma e o frisante vinho Lambrusco.

Toscana : Vinhos Sassicaia , Tignanello e o Brunello de Montalcino. Queijo pecorino. Panforte di Siena, um doce de frutas secas.

Úmbria: Trufa negra de Norcia. Porchetta.

Lácio : Queijo pecorino romano. Spaghetti alla matriciana e carbonara e o leve vinho Frascati.

Sicília : Mini Tomates, pistache ,amêndoas e limão siciliano. Spaghetti alle vongole. Canollo, doce de ricota . Granita e Gelato em Notto. Caponata siciliana.

Granita , uma raspadinha com sabor de amêndoa e morangos

Sardenha : Queijo sardo. Vinho Cannonau e Carignano.

Mesa típica italiana

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