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Posts de novembro 2012

Ich Liebe Berlim !

28 de novembro de 2012 8

A Sabrina é uma leitora e amiga aqui do Viajando com Arte, ela morou uns tempos em Paris e viajou pra caramba por todos os cantos da Europa. Este post já estava prometido há tempos, demorou mas valeu a pena, a descrição dela sobre a cidade de Berlim está show!!! Confiram:

  

 

Cheguei em Berlim com muitas expectativas, pois sempre ouvi de todos os meus amigos que já visitaram que era uma cidade especial. Bom, eu posso acrescentar mais milhões de adjetivos à Berlim, pois na minha opinião é a cidade mais show de toda Europa!!!

Berlim é historia pura! Mas o que eu mais gostei na verdade talvez eu nem consiga explicar… foi a “ambiance” (como dizem os franceses)… a atmosfera da cidade.

Ha muita coisa para se ver e visitar, entre elas:

A igreja Kaiser Wilhelm-Gedächtniskirche, destruída em 1943 durante um bombardeio na Segunda Guerra Mundial. Depois da guerra os destroços foram removidos, e foi construído uma parte nova e moderna, que hoje é também um memorial. As suas ruínas impõem um respeito inexplicável. Como se a gente pudesse ver um pouco dos horrores da guerra alí na nossa frente.

  

  

  

  

  

A praça Gendarmenmarkt – Pela majestade dos seus edifícios e a sua simetria, é considerado como o exemplo mais belo da arquitetura néo-classica em Berlim e também o “square” mais bonito da Europa. Os franceses construíram a catedral da direita e os alemães com inveja construíram a da esquerda!

                                                    

 

 

Berliner Dom, a catedral, simplesmente o “monumento” mais maravilhoso de todos! Eu comprei um postal que é uma foto da catedral bombardeada na guerra. Impressionante!

 

 

 

Na verdade eu achei isso de praticamente tudo ter sido destruido durante a guerra muito impressionante. A gente sabe que foi assim, ouve, pensa e imagina, mas quando se esta em Berlim é que se tem uma verdadeira idéia de tudo isso. Em Berlim de cada 10 prédios 6 foram completamente destruidos e 3 danificados, ou seja… so restava 1 inteiro. E hoje a cidade esta la, linda e imponente, tudo reconstruido, renovado, remodelado. Realmente impressionante.

 

 

 

Berlim também é uma cidade democratica que propicia o acesso a informação a todos. Pelo menos eu achei. Eles não escondem o que aconteceu. Esta la exposto a céu aberto e de graça, pra todo mundo ver. Eu soube que foi bem dificil para os alemães se orgulharem da sua nacionalidade depois dos horrores do holocausto. Em ocasiões como jogos, olimpiadas e etc era bem dificil de ver alguém com a camiseta da Alemanha ou com bandeiras asteadas. Faz muito pouco tempo que eles conseguiram superar o trauma. Superaram mas não esqueceram, o que é importante!

 

Dentre os museus a céu aberto esta o famoso Check Point Charlie – um dos postos militar entre a Alemanha Ocidental e a Alemanha Oriental durante a Guerra Fria. Na foto a representação de um soldado soviético que controlava a entrada para o lado oriental. Checkpoint Charlie se tornou um símbolo da Guerra Fria, representando a separação do leste e oeste, e — para alguns alemães orientais — uma estrada para a liberdade. Da até pra carimbar o passaporte com um “visto”. Custa 1 Euro, é claro!

 

 

 

 

 

 

 

Tem também a exposição a céu aberto e gratuita – Topografia do Terror – que conta a história do Nazismo. A exposição fica no terreno onde antigamente se situava os principais prédios do regime nazista. Neste lugar está sendo construído um museu que abrigará a exposição.

 

 

 

O controverso “Memorial aos Judeus Mortos da Europa ” – Imponente e tocante. Eu “gostei” muito do museu, mas tu sai de la mal. Não é recomendado para pessoas muito sensiveis!

“It happened, therefore it can happen again: this is the core of what we have to say. It hapen, and it can happen everywhere.” Primo Levi, sobrevivente do holocausto.

 

 

 

A “East Side Gallery ” – A maior extensão do muro reconstruída e conservada. Quase1 kilometro. Em 1990, 118 artistas de 21 países se encontraram no East Side Gallery para realizar a maior pintura a céu aberto do mundo. Eu achei impressionante ver o muro e saber de todas as historias que aconteceram naquela época… O surgimento do muro “da noite pro dia”, ele começou a ser construído em 13 de agosto de 1961, não respeitou casas, prédios ou ruas. Policiais e soldados da Alemanha Oriental impediam e até mesmo matavam quem tentasse ultrapassar o muro. Muitas famílias foram separadas e perderam o contato. O muro chegou a ser reforçado por quatro vezes. Possuía cercas elétricas e valas para dificultar a passagem. Havia cerca de 300 torres de vigilância com soldados preparados para atirar. As formas que a galera encontrava pra pular o muro, eram as mais diversas! Desde saltar das janelas de edificios que ficavam na margem, até se esconder em porta-malas, etc…

 

 

 

 

Ainda restam pelas ruas muitas placas como esta que indicam que ali existia o muro.

 

 

E hoje é possivel até levar pra casa um souvenir do muro!

 

 

 

 

A queda do muro não dependeu de nenhuma ordem oficial, apenas o desejo latente e cada vez maior de liberdade, união e reencontro, além do enfraquecimento dos regimes socialistas. Um mal-entendido em relação a um comunicado oficial do governo da Alemanha Oriental, somado às pressões políticas e sociais externas e internas, provocou a derrubada do Muro de Berlim. Na verdade Günter Schabowski, porta-voz do Politburo da Alemanha Oriental, recebeu do chefe do Partido Comunista o anúncio de que, no dia seguinte, iriam fornecer passaportes aos alemães para saírem. Mas, confuso, divulgou a notícia como se a concessão de passaportes – e a possibilidade de sair – fosse imediata. Isso provocou a multidão que foi as ruas e começou a pressionar. Os guardas sem saber o que fazer e sem orientação acabaram abrindo “as portas” do muro! E “vive la liberté”! Nos postais com fotos do momento da queda da pra se ver a alegria estampada nos rostos dos alemães!

 

 

 

 

 

Reunificada oficialmente em outubro de 90, a Alemanha rica e próspera luta ainda hoje para superar a desigualdade existente entre ossies (orientais) e wessies (ocidentais). Esses dias mesmo eu vi na TV que 3 em cada 5 alemães orientais nunca foram para o lado ocidental.

 

Eu também fiz um city tour de bike muito legal, durou 5 horas com direito a parada para o almoço num Biergarten! 

         

 

 

 

           

        

 

 

 

 

 

 

                    

 

Nada mais a dizer senão que Berlim é sem dúvidas a cidade mais show da Europa!

 

Sabrina Porcher – http://binaporcher.blogspot.com/

 

 

Jantar nas ruínas de Efhesus. Será que foi um sonho?

27 de novembro de 2012 10


A cidade antiga de Efhesus, que se situa na costa ocidental da Turquia, tem uma longa história.

Teve um passado grego, quando foi um centro de peregrinação a deusa Ártemis no século 550 AC. Juntamente com Mileto, Efhesus foi um dos berços da Filosofia.

Foi a segunda maior cidade do Império Romano, só ficando atrás de Roma, a capital do império. Era uma cidade pulsante e no seu auge chegou a ter entre 400 e 500 mil habitantes.

Agora de volta para o futuro eu quero contar esta passagem da nossa viagem que mais pareceu um sonho, um devaneio bom.

Nosso programa previa um jantar nas ruinas de Efhesus, mas nada me preparou para o que vivenciamos aquela noite. Se você gosta de história e consegue transcender no tempo quando entra em um lugar como Efhesus, você vai entender meu sentimento quando ao cair do dia chegamos para o nosso jantar.


Já na chegada a natureza nos brindou com um espetáculo, um por do sol vermelho de um lado e uma lua cheia imensa surgindo do outro.

 

Fomos entrando no sitio devagar, deixando aquela visão das ruinas cobertas pelo manto sépia da hora do dia nos envolver totalmente. Ao fundo eu ouvia sons de violino e foi neste momento que achei que estava sonhando, mas quando fomos nos aproximando do lugar do jantar percebi que havia três músicos completando com música clássica aquele momento mágico.

 

Últimos retoques antes da nossa chegada.

Um sentimento de euforia foi nos contagiando, um lugar destes tem muita energia, era quase palpável, quase um sentimento de orgulho das coisas que o homem realizou neste lugar há tanto tempo atrás.

Aos poucos fomos nos familiarizando com o lugar escolhido para o jantar, o antigo odeon, que tinha 2 funções, primeiro era onde o senado se reunia e segundo funcionava também como sala de concertos.

 

Antigo Odeon

 


Muitas fotos para registrar este momento.

 

 

Quando começamos a montar o roteiro da Turquia e descobrimos a possibilidade de um jantar nas ruinas de Efhesus não poeríamos ter imaginado um serviço tão maravilhoso, a comida acompanhada de vinho estava deliciosa e o serviço impecável. Está é uma experiência que vale a pena você viver, são aqueles momentos que vão nos acompanhar e abastecer durante muitos anos.

 

 

Depois de aproveitarmos cada momento deste jantar maravilhoso fomos aos poucos nos despedindo daquele cenário, no dia seguinte retornaríamos para a visita oficial as ruinas de Efhesus, mas não mais com esta aura de sonho.

 

Aprazível: o Rio para além das areias da Zona Sul

18 de novembro de 2012 0

Um fim de semana no Rio de Janeiro corresponde a um mês de férias, em se tratando de belos visuais e descontração.

Desta vez busquei sair um pouco do circuito Ipanema-Leblon, que é bárbaro , mas que acaba restringindo uma cidade tão cheia de opções.

Dentre as melhores dicas sempre ouvia falar do restaurante Aprazível , em Santa Teresa. O bairro está sofrendo um profundo processo de transformação urbana e acredito que dentre em breve será uma espécie de Soho do Rio. Mesmo com a falta do famoso bondinho , fora de circulação desde o infame acidente do ano passado, tem um charme retrô que com um pouquinho mais de investimento vai florescer. Muitos artistas já tranferiram seus ateliers para cá e o evento mensal ,  Arte de Portas Abertas,  apresenta 77 artistas, divididos em 48 ateliês e 19 espaços culturais.  O evento ocorre desde 2003, com o empenho de impulsionar o turismo no bairro e a comercialização da produção artística local.

 Mesmo com toda a expectativa o Aprazível não decepcionou! Um lugar transado , cheio de recantos simpáticos, com uma vista linda e uma comida dos deuses.

O lugar é frequentado por um pleiade de estrangeiros de todas as paragens. Difícil é escutar português pelas mesas. Ao nosso lado um italiano estava extasiado pela paisagen em meio a  floresta , isto ainda antes de provar as delícias da culinária brasileira, em uma das melhores versões que eu já provei! 

O cardápio oferece pratos de várias regiões do Brasil, dando ênfase em pratos do norte e nordeste.  Eles se intitula restaurante de culinária brasileira genuína , num ambiente que lembra uma casa de campo. Almoçar é lindo mas imagino que no jantar as luzes devam acender a magia ainda mais ! Funciona das 12h as 23h ininterruptamente.

Nossa escolha foi leve e saborosa. Um palmito pupunha assado e uma casquinha de carangueijo de entrada e muqueca como prato principal! Aconselho tudo , o italiano nos copiou e não se arrependeu!

Na volta uma passadinha pelos Arcos da Lapa, outro bairro que está em plena recuperação revivendo a velha boemia carioca!

Restaurante Aprazível

Rua Aprazível , 62 – Santa Teresa

Rio de Janeiro  (21) 2508.9174

http://www.aprazivel.com.br/aprazivel.htm

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https://www.facebook.com/pages/Viajando-com-Arte/121374657937187

 

Bichinho é a meca do artesanato mineiro

17 de novembro de 2012 5

Minas tem uma paisagem interiorana meio Sítio do Picapau Amarelo, casinhas de pau a pique e lindas quaresmeiras floridas em setembro. Mas não se enganem , é muito árido no inverno , e este ano sofreu bastante com incêndios em suas reservas naturais. No verão muita vezes sofre com a chuva intensa e com o calor.

Depois de um inverno chuvoso no RS, o que eu mais queria era aproveitar o bom tempo para fazer uma trilha a pé junto a Serra de São José  nas imediações de Tiradentes. A Pousada Pequena Tiradentes nos indicou a agência  para organizar o passeio que prometia uma caminhada de 2h até o pé da serra com direito a banho de cachoeira e passagem pela antiga calçada dos escravos. O tempo vinha sendo bom até demais,  pois fazia mais de 90 dias que não chovia em Minas , o que praticamente impossibilitava a cachoeira de ter qualquer vestígio de água. Aproveito para lembrar que o interior de Minas é um forno úmido no verão , portanto evitem esta época para visitar o estado, deixem a visita para o próximo outono.

Tudo bem , não seria o pó da estrada que iria nos deter. No munimos de cajados e roupas frescas e seguimos nosso guia morro acima numa trilha bem cerrada no meio do mato. Tudo muito instigante, principalmente se descontar o fato de que nosso guia era quase mudo, ao contrário do que costuma acontecer, o guri não abria a boca , nem para responder nossas perguntas. O jeito foi tentar montar o quebra-cabeça com poucas peças mesmo.

Calçada dos escravos

A calçada dos escravos era uma passagem pelas montanhas que os locais usavam para desviar o ouro retirado das minas sem passar pela fiscalização da coroa. O que sobrou foram algumas pedras no chão. Ao final da trilha a marcação da Estrada Real mostra a importância destas paragens no mapa da riqueza colonial brasileira, ela ligava Minas ao Rio de Janeiro e Paraty e está demarcada por pequenos pedestais.

Primeira Fonte – Ana Laura Diniz

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  O segundo programa do dia foi visitar Bichinho , a meca do artesanato local. Não tente imaginar o tamanho da cidade , porque apesar de ter a fama de alimentar TODAS as lojas de Tiradentes e Ouro Preto ela é muito , mas muito mesmo , menor do que você possa imaginar.

Pichação num muro , bem se vê que é uma meca de artistas

Rua principal de Bichinho

Uma boa dica é fazer o trajeto de 8km  a cavalo, principalmente se o carro que vocês estiver guiando for próprio! A estrada destrói até caminhonete 4×4, é um terror! Levamos quase meia hora para fazer os 8km. Além disto o passeio a cavalo é aprazível pois a paisagem é linda.

Bichinho tem duas instituições quase oficiais, a Oficina de Agosto e o Tempero da Ângela. A primeira é o maior centro de artesanato local, uma bela visita.

Oficina de Agosto

O segundo é uma unanimidade entre os locais, o melhor restaurante de comida mineira da região. Mas não se assuste na entrada, ele é bem  simples (até demais, eu diria) mas o tempero é bão desmais.

O charme maior é que a comida é servida sobre um fogão à lenha , onde ela está sendo feita. Tudo muito genuíno. Quiabo, feijão tropeiro, couve, torresmo e o que mais couber no seu estômago, antes de começar a azia.

Um pouco do ambiente e moradores de Bichinho.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  Confesso que o artesanato local me decepcionou um pouco, acho que a globalização tem nos tirado a surpresa de encontrar coisas regionais. Quase tudo que vi por lá , tinha uma carinha de feira de artesanato já vista em outras bandas, mas eu sou suspeita , meio avessa a lojas. Como Bichinho é a origem de de quase tudo que conhecemos como artesanato mineiro, vale muito a visita. Quem gosta de garimpar , garanto que encontrará maravilhas e vai até me xingar, aceito de antemão o xingamento!

 

Dentre os artigos mais típicos estão estas cruzes de papel “escabelado” que eles usam nas portas de entrada das casas. Adorei todas , só esqueci de perguntar a história desta tradição. Depois me contaram que sobre a tradição das cruzes enfeitadas nas portas existe para celebrar a véspera do dia de Santa Cruz, 03 de maio, para que se tenha proteção o ano todo e são trocadas anualmente. Acabam ficando até o ano seguinte!

  

Para agradar com um presentinho bem típico , o símbolo do espírito santo impera. Pombinhas brancas em todos os formatos.

Para me despedir, duas  namoradeiras avisam que no próximo post vou contar sobre a Fundação Oscar Araripe e mostrar um pouquinho mais de Tiradentes.

As paisagens rústicas da Bolívia por Luciano Zanetello

14 de novembro de 2012 2

A van nos pegou no hotel e 50 km depois estávamos em  Hito Cajon na fronteira Boliviana

 

Fronteira

A distância real é pequena porém quando cruzamos para o lado Boliviano passamos para uma outra realidade .

Uma lembrança marcante é o pó .  Não existem estradas asfaltadas.

Os traçados  muitas vezes cruzam  por leitos de rios . Agora é tranquilo mas em Janeiro / Fevereiro  dependendo do volume das chuvas as estradas ficam  interrompidas esperando baixar o nível das águas. A pobreza é muito grande. As pessoas por não conhecerem uma outra realidade, contentam – se com pouco. De preferência um trabalho, ainda que semi – escravo como nosso guia e motorista no tour que não conhece finais de semana ou feriados, tendo como “descanso” 10 dias no final do ano. A Bolívia detém as maiores reservas de Lítio do mundo  bem como vários outros minerais valiosos . O problema é que não sabe como explora – los.

A natureza é linda !!

Entardecer no Salar 

Árvore de pedra

Reflexo

Mas também é agressiva, inóspita e insalubre.

Como estamos quase sempre acima dos 5000 m, o simples fato de andar já nos cansa . Os olhos estão sempre secos, os vasos do nariz são os primeiros a sangrar .Não existe um relaxar, mesmo a noite, por conta do ar rarefeito dormimos mal e quase certamente com dor de cabeça.

Apesar desta descrição, é um lugar que vale muito a pena conhecer.

A beleza é diferente, selvagem , intocada .Como bem disse um brasileiro que compartilhou o trajeto conosco,” Paris é para os fracos” ……

O tour percorre aproximadamente 1000 km em três dias.

No  primeiro , pouco mais de 500 , parando para fotos e almoço até o Hotel de Sal na borda do Uyuni, o maior salar do mundo.

 Almoço do jeito que dá  

O hotel é muito charmoso, todo construído em blocos de sal num visual bem inusitado.

 Hotel de Sal 

A cozinha é ótima e temos banho quente a qualquer hora ( coisa rara por aqui ).  No outro dia, cruzamos aquele oceano branco.

 O Uyuni

 Paisagem no Salar  

Na época da chuva, todo o salar fica com uma camada de 5/10 cm d’água restringindo sua exploração. O salar tem 28 m na sua parte mais espessa.

brincando com as fotos

Várias “ilhas” emergem em alguns pontos criando uma ilusão de mar ao redor.

 Ilha Incahuasi

 Quando decidimos fazer este passeio, escolhemos a opção “mega super ultra mordomia” e mesmo assim é “punk”. Como varia bastante o grau de loucura de cada um , encontramos pessoas fazendo o trajeto de bicicleta e até dois franceses fazendo o mesmo a pé !!

Bicicleta ao fundo

 Percurso a pé

Depois de cruzarmos o Salar, visitamos um cemitério pré – incaico onde os esqueletos estavam todos bem conservados por conta da umidade zero.

Múmia

Necrópole

Outra curiosidade ali é que os nobres, para diferenciarem – se do restante do povo, desde pequeno usavam instrumentos para deformar o crânio de seus filhos, sendo que o resultado deve ter inspirado Spillberg no seu ET , a cabeça  daquele era uma cópia fiel dos desenhos mostrados no museu da Necrópole.

Passamos por várias “Lagunas Altiplânicas” com centenas de Flamingos em cada uma delas.

Flamingos

Laguna Hedionda

Fomos dormir no Hotel del Desierto situado mais ou menos no final do mundo ,onde certamente ao cabo de dois dias  morre – se deprimido . As temperaturas no inverno chegam fácil aos – 30 ºC . É uma opção só por conta de que não existe outra .

Hotel del Desierto

No outro dia ( nosso último) saimos cedo pois  visitaríamos os Geisers Bolivianos onde as maiores erupções são ao nascer do sol . O local é grande com vários geisers espalhados,  um lindo espetáculo da força da natureza. Este foi o ponto onde estivemos mais altos ( 5400 m ) . As fotos mostravam que estavámos acima do pico de várias montanhas no entorno.

Geisers

As montanhas ficaram pequenas

Agora, já na reta final ( muito cansados)  fotografávamos os belos cenários que nos conduziam de volta para a fronteira . Foi uma maratona cansativa e agressiva mas, sem dúvida valeu muito a pena.

Laguna Verde

Laguna Blanca

Laguna Colorada

Boliviana típica

O outro lado do Licancabur

Toronto por Luciano Terra ( parte II)

12 de novembro de 2012 0

 

Toronto é uma cidade vibrante e culturalmente repleta de atrações. Nós tivemos a sorte de sermos agraciados pela presença do espetáculo “Michael Jackson – The Immortal World Tour – Cirque du Soleil” que estava em cartaz no Air Canada Centre (um maravilhoso ginásio multiuso e casa do time de basquetebol Toronto Raptors e do time de hóquei no gelo Toronto Maple Leafs). Um espetáculo grandioso sobre a história musical do rei do pop. A partir do final deste ano ele estará excursionando  pela Europa, então se estiver por lá não deixe de ir. Sendo assim, escolha a sua atração e aproveite a oportunidade de estar em uma das mais modernas cidades do mundo. Ainda no âmbito cultural a AGO (Art Gallery of Ontário) e o ROM (Royal Ontario Museum) possuem um acervo com artistas locais e de todo o mundo que vale a visita.

Se por acaso museus não são seu programa favorito, não deixe de passar ao menos em frente a esses dois prédios, pois são dois belos exemplares da arquitetura moderna. Se for um (a) amante de sapatos não poderá deixar de ir ao Bata Shoe Museum, um museu especializado no assunto.

Uma região muito interessante de Toronto é a que compreende o Parlamento de Ontário e a Universidade de Toronto. Os prédios históricos são maravilhosos e seus jardins e parques valem a visita em um dia ensolarado de verão.

Se você quiser um pouco de aventura, e porque não adrenalina, suba a CN Tower pelo seu elevador panorâmico e se atreva a caminhar em um chão de vidro a mais de300 metrosde altura. Mesmo os mais descolados têm um friozinho na barriga e os mais medrosos não chegam nem perto. Mas se a adrenalina for seu vício aproveite a visita e faça o “Edge Walk”, onde você irá caminhar pelo lado de fora da torre a mais de350 metrosde altura e somente preso por um cabo de aço. Se tiver coragem, boa sorte. Eu fiquei do lado de dentro do vidro.

Esportes é sua distração predileta? Então vá a um jogo de beisebol ou futebol americano no Roger´s Centre. O estádio é fantástico e dependendo do tempo poderá estar com o teto aberto ou fechado. Fomos a um jogo de beisebol do Blue Jays e foi muito interessante. O estádio estava fechado e pudemos curtir o mega telão e toda a função de um jogo que para nós ainda é uma novidade.

Como toda metrópole o melhor programa de Toronto é caminhar. Somente dessa forma você irá achar construções magníficas, pessoas interessantes e se surpreenderá a cada esquina que dobrar. Um exemplo dessas surpresas foi as dezenas de pianos que encontramos em calçadas, parques e praças. Com a frase “play me, I’m yours”, estavam ali disponíveis a quem quisesse sentar e dar o seu show. Tivemos a oportunidade de ouvir músicas clássicas, modernas e até mesmo uma menina cantando acompanhada de um amigo e rodeada de toda a turma. Um concerto? Não, apenas caminho para uma balada!

 Tenho certeza que não será nada difícil você voltar apaixonado por Toronto. Eu confesso: rendi-me aos encantos de Toronto e quero voltar lá em breve.

 

San Pedro do Atacama - Parte II - Passeios - Por Luciano Zanetello

11 de novembro de 2012 1

A grosso modo, a cidade de San Pedro  resume – se em  duas ruas num sentido por quatro quadras no outro.

É no centro ( rua Caracoles )  onde tudo acontece. Ali estão concentrados quase todos os restaurantes e agencias de turismo . A cidade tem toda uma arquitetura característica onde o adobe é muito utilizado nas construções.

Igreja de San Pedro

No cair da tarde , a rua “bomba” com o retorno dos turistas.

Em pouco tempo ali, vemos muito mais estrangeiros do que em um mês em Porto Alegre. Os europeus são a maioria . Em conversa com alguns , perguntamos se já tinham visitado o Brasil e vários comentaram  que principalmente a violência os desencorajava. Em contrapartida a sensação de segurança aqui é total.

Nosso hotel ficava afastado do centro uns 2 km ,íamos e voltávamos a qualquer hora pelos caminhos desertos sem nenhum problema . O trânsito de vans e micros é intenso apanhando e largando os turistas nos hotéis e pousadas .

No centro existe um “solmaforo” que mostra a intensidade da radiação. As temperaturas variavam de 30ºC / dia aos 0ºC  na madrugada . A cozinha é internacional com bastante influência local, os restaurantes que eu recomendaria seriam o Adobe e o Todo Natural , ambos na Caracoles.

Clima no restaurante  

Vai um risoto de Quinua ?

        Os atrativos aqui são inúmeros . Escolhemos os roteiros “carimbados” pois tínhamos pouco tempo .

No primeiro passeio  fomos conhecer o “Vale de la Luna” assim chamado por sua geografia que lembra a desolação lunar  e o “Vale de la Muerte”  pois registra as condições mais adversas de temperatura e umidade . Este passeio é sempre feito a tarde para que ao cair do sol estejamos posicionados estrategicamente num lugar onde acompanhamos as variações de cor que a mesma paisagem vai sofrendo conforme o sol vai chegando ao ocaso.

Vale de la Luna / Estádio

As 3 Marias , Vale de la Luna 

Paisagem lunar    

Licancabur ao pôr do sol 

No outro dia , fomos visitar o “Salar do Atacama” com algumas lagunas, entre elas a Laguna Cejar que tem uma salinidade tão grande que a pessoa não afunda . Também visitamos  os “Ojos del Salar” que são duas piscinas circulares ,com agua surpreendentemente  doce onde  aproveitamos para tirar o sal . .

Laguna Cejar  

Ojos del Salar  

Final de tarde

               O ponto alto foi a visita no dia seguinte ao “Campo Geotérmico” , para nós :os geisers, sendo o maior deles o “El Tatio”. Como as maiores erupções dão – se ao nascer do sol, o tour saía de San Pedro  as 4:00 hs da manhã . A recomendação era de muita roupa pois o frio seria intenso. Ao cabo da visita, os corajosos poderiam tomar banhos nas águas termais que emanavam dos geisers . É um espetáculo grandioso. A temperatura na chegada  era de -8ºC , um pouco antes do nascer do sol. Uma hora depois foi servido um café da manhã ao lado dos geisers e findo este, nos levaram até a piscina para aqueles que quisessem tomar banho. O maior problema foi “descascar’ as várias camadas de roupa. A temperatura nesta hora era de -3ºC. A água estava a 33º C e era muito agradável. O único problema era na saída até colocar novamente a roupa, nada que nós, acostumados com nosso mar e vento aqui em Julho, não encarássemos.

Geisers

El Tatio  

 Borbulhar

Ofurô Natural  

     A volta ,agora na luz do dia proporcionava lindas paisagens com montanhas , vulcões e observação da   fauna nativa com muitas Lhamas e Vicunhas.

Povoado Atacamenho / Machuca

 Vulcão  

 Descansamos no hotel o resto do dia , pois na manhã seguinte  sairíamos para um tour de 03 dias no altiplano Boliviano.

Toronto , uma cidade vibrante por Luciano Terra

09 de novembro de 2012 0

 

Quando comecei a pensar em visitar o Canadá neste verão 2012 do hemisfério norte o que me atraía mais era o seu ar cosmopolita, inclusivo e liberal. Um país de primeiro mundo, pacífico e com um dos menores níveis de violência mundiais. Além de tudo isso poder conhecer cidades como Toronto, Montreal, Ottawa e Quebec sempre estiveram no meu radar de viajante. Entretanto, quando se começa a estudar um destino não tão conhecido e visitado pelas pessoas ao seu redor muitas surpresas agradáveis surgem no caminho. Descobrimos coisas sobre o país que nunca tínhamos imaginado, e aquilo que antes era apenas um esboço acaba por ganhar um acabamento primoroso. O que nos restou então foi entrar com tudo e aproveitar ao máximo cada segundo dessa nova aventura.

Com o plano de viagem traçado a “quatro mãos”, por mim e excelentes agentes de viagens, passagens emitidas, hotéis e carro reservados começamos nossa experiência no final de julho em um voo tranquilo e direto de São Paulo a Toronto pela Air Canada.

Ao amanhecer já estávamos em terras canadenses. Na chegada fomos recepcionados por um aeroporto digno de uma metrópole: enorme, funcional, moderno e interligado ao centro da cidade por um sistema de ônibus e metrô que funciona perfeitamente. O primeiro contato com o povo local foi uma premissa daquilo que iríamos diagnosticar ao final da viagem: o povo canadense está entre os mais educados e simpáticos povos entre todos os que já visitamos. A sua gentileza e sua disposição em auxiliar estão presentes em todos os momentos. Durante toda a viagem jamais ficamos com um mapa aberto na rua por mais de um minuto até alguém parar e perguntar se precisávamos de ajuda. Todos muito simpáticos e dispostos a auxiliar o turista. Coisas que fazem a diferença em uma viagem.

 Toronto , uma metrópole vibrante por Luciano Terra

Toronto é considerada a Nova Iorque canadense e faz jus a esse título. E ainda tem uma vantagem: aquela neurose de seguranças e policiais que vemos nas ruas de NYC inexiste. A sensação de segurança e tranquilidade pairam no ar desde a primeira quadra que você caminha no meio da noite e sente que nada irá lhe acontecer.

Há lugares em Toronto que mostram a sua verdadeira face. Arranha-céus de vidro contrastam com uma arquitetura mais clássica e essas se mesclam em reflexos que tornam tudo único e multiplicam a sua beleza. Como se o antigo penetrasse nas entranhas do novo e se tornasse com isso parte do mesmo. Uma harmonia de texturas e materiais que tornam a cidade extremamente agradável e dão-lhe um ar cosmopolita.

Além da arquitetura, as pessoas são um espetáculo a parte. Desde executivos engravatados em seus trajes, até esportistas, punks e todas as tribos que delineiam a cara de uma cidade. O melhor de tudo isso é que todos parecem viver em total equilíbrio. Como se aquele sapato Jimmy Choo fosse o contraste perfeito para aquele All Star esfarrapado, ou aquele terno Hermenegildo Zegna fosse o contraponto ideal para aquela bermuda cargo rasgada.

Os contrastes desta metrópole não param por aí. Se de um lado temos construções grandiosas como a CN Tower e seus mais de500 metrosde altura e o Roger´s Centre, um estádio de beisebol e futebol americano, com seu teto móvel em forma de noz, por outro lado temos monumentos simples e interessantes como o “The Pasture” que fica no Toronto Dominion Centre e apresenta sete vacas de bronze deitadas em um gramado na praça central desse centro financeiro. Nelas executivos almoçam encostados e aproveitando o sol de meio dia. 

 

Outra atração interessante são as galerias subterrâneas do centro da cidade. O chamado “underground” liga a maioria dos principais prédios e se o tempo não estiver bom é uma excelente opção para circular por essa área.

Atrações imperdíveis de Toronto são:

- Casa Loma – uma mansão em estilo de castelo aberta à visitação. Fica um pouco longe do restante das atrações, mas se você gostar de uma caminhada vai adorar o trajeto até lá. Você irá passar por bairros de casas antigas e encontrará lojinhas para lá de charmosas.

- Prefeitura de Toronto – tanto o prédio antigo quanto o novo são uma atração interessante de ser visitada;

- Área Portuária e as ilhas de Toronto – possui restaurantes, passeios de barco e locais de caminhada por toda a orla do lago Ontário.

- Eaton Centre – não deixe de ver os gansos migratórios que “sobrevoam” no hall central deste centro comercial

- Saint Lawrence Market – com bancas de frutas, peixes, carnes e todos os tipos de legumes da região. Ainda possui restaurantes simples e deliciosos

- The Distillery – complexo de uma antiga destilaria revitalizado e repleto de restaurantes e galerias de arte

- Brookfield Place – e sua estrutura de metal e vidro gigantesca

- Yonge Dundas Square – a Time Square de Toronto


De carro até o Atacama - Parte I - Por Luciano Zanetello

08 de novembro de 2012 4

Convivendo com a rotina  dos problemas do cotidiano,  há algum tempo pensava numa maneira de dar um “brake” para recarregar as baterias.

Uma viagem padrão não seria uma alternativa ao que buscavamos , por isso resolvemos pegar o carro para explorar San Pedro de Atacama no Chile .

É um tipo de viagem peculiar, função da distância  (+ de 2300 Km ) ,   passando pelas naturais dificuldades de alfândega e condições da travessia nos Andes .

Há 30 anos atrás , tínhamos encarado uma viagem até  Lima de carro e San Pedro estava no roteiro . Na época, as chuvas de Fevereiro não deixaram que conhecessemos  a cidade. Hoje que San Pedro virou uma das esquinas do mundo tentaríamos de novo .

O caminho mais fácil e mais curto é sair por Uruguaiana ,subir  passando pelo  Chaco Argentino, Jujuy , Purmamarca e via Paso de Jama  ingressar no Chile .

 A ponte em Uruguaiana 

Entardecer no Pampa 

Fizemos uma parada em Corrientes,  cidade com uma bela ponte sobre o Paraná e também com algo que causou – nos  inveja , uma “costanera” cheia de praias , restaurantes e toda uma estrutura voltada ao aproveitamento da orla .

Será que algum dia aproveitaremos a potencialidade do Guaíba e seu pôr do sol  ??

A ponte sobre o Paraná 

Os restaurantes na Costanera 

No dia seguinte, fizemos quase a mesma distância do primeiro ( 950 km ) e fomos dormir em Purmamarca, uma agradável cidadezinha aos pés dos Andes . A cidade é pequena mas tem uma boa estrutura , recebendo centenas de turistas diariamente atraídos pelo “Cerro de las Siete Colores”.

Purmamarca

 Cierro de las Siete colores 

Hotel em Purmamarca

Resolvemos esticar mais um dia ali pois nossa reserva em San Pedro seria para dois dias à frente e as cidades da volta são reconhecidas por suas belezas.

Depois de explorarmos Purmamarca, fomos conhecer a “Quebrada de Humahuaca” onde um conjunto de pequenos vilarejos nos apresenta   uma Argentina completamente diferente daquela mostrada em Buenos Aires .

Paisagem local 

Arquitetura em Huacalera  

Feira artesanal  

A afinidade aqui é muito maior com o Peru e Bolívia, a maioria da população descende dos Quechuas e Aimarás, habitantes ancestrais do continente .

O contraste da tradição e do novo .

Passamos por atrações inacessíveis em uma viagem de avião, ( marco do Trópico de Capricórnio )

Trópico de Capricórnio 

Conhecemos as feiras das pequenas cidades com seu artesanato multicolorido. Experimentamos pratos diferentes da cozinha argentina e na manhã seguinte encaramos a travessia .

Bife de Lhama 

  Paisagem   

Logo após Purmamarca, um trecho subia muito em poucos kilometros. Após umas 800 curvas, o carro literalmente “pediu água” tornando- se dali para a frente uma preocupação constante.

Sempre pra cima 

Pedindo água 

Mesmo com a tensão do problema mecânico, as belas e inusitadas paisagens ( salares e vulcões )  compensavam a nossa opção.

O primeiro Salar 

Rebanho local 

Formações inusitadas

No meio da tarde, o vulcão Licancabur  cartão postal de San Pedro saudava  nossa chegada.

O Licancabur

Exposição de Ferdinand Hodler em Nova Yorque

08 de novembro de 2012 0

                                                                                                        Tired of life

“Ferdinand Hodler: View to Infinity” será a maior exposição americana já dedicada  a este grande artista suíço. Hodler era admirado por artistas austríacos como Gustav Klimt e Egon Schiele, cujo trabalho é essencial para a coleção Neue Galerie.
A mostra inclui 65 pinturas e 20 desenhos de ambas as colecções públicas e privadas em todo o mundo, bem como de móveis desenhados por Josef Hoffmann para o apartamento de Hodler. O Musée d’Art et d’Histoire, em Genebra, foi o responsável pelo empréstimo dos desenhos magníficos. O show vai cobrir todos os aspectos-chave de seu trabalho: seus numerosos auto-retratos;  suas telas simbolistas; suas pinturas majestosas da paisagem alpina suíça, e uma série de retratos chocantemente francos de sua amante, Valentine Gode-Darel, documentando seu declínio e morte. Há também 45 fotografias íntimas de Hodler na exposição feita por Gertrud Dubi-Müller, que mostram o artista como uma figura muito interessante, de chapéu-coco em várias poses.

Imperdível!

Até 7 de janeiro 2013

Neue Galerie New York
Museum for German and Austrian Art
1048 Fifth Avenue
New York, NY 10028