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Posts de janeiro 2013

Capadócia, a Turquia encantada.

31 de janeiro de 2013 0

Viajar pela Turquia é uma surpresa a cada dia, situações, pessoas e principalmente paisagens criam um mosaico variado e encantador.

Apesar de a Capadócia não ser mais um destino desconhecido dos brasileiros , assim como a Turquia , existem muitos aspectos que nos são bastante estranhos.

A começar pelo tipo físico dos turcos, termo que no Brasil abrange uma gama enorme de nacionalidades e etnias, o “turco” serve para todos os árabes e libaneses que de preferência trabalham no comércio. Pois o turco verdadeiro não tem um tipo muito definido , é assim como o brasileiro, mas diferentemente do que esperávamos, encontramos muitas pessoas claras e principalmente de olhos verdes.

A Capadócia, “terra dos belos cavalos ” como diz seu nome, é uma região da Anatólia, interior da parte asiática da Turquia. Conhecida na história por ser berço dos primeiros cristãos, já no século IV. Por sua formação de solo vulcânico macio, os cristãos, perseguidos pelo romanos, encontravam aqui um ambiente propício para se esconder em túneis escavados em enormes cidades subterrâneas , que chegaram a comportar mais de 16 mil pessoas.

As cidades mais importantes e interessantes para ver as formações típicas da Capadócia, em forma de cogumelos ou “chaminés de fadas”, como eles preferem chamar, são Goreme, Uçhisar e Ürgüp. Aconselho que evitem ficar em Ürgüp, pois é onde hospeda-se a maioria dos turistas e é a cidade com menos atrativos, hotéis enormes e sem charme. Todas são bem próximas , menos de 20 km forma um triângulo  entre as três, mas Uçhisar (se pronuncia Utisar) é muito pitoresca , minúscula e a única que oferece um visual privilegiado de Goreme e do vale inteiro. Ali se podem encontrar hotéis charmosos que mantém a arquitetura original, mas com todo o conforto moderno.

Está é a vista desde Uçhisar num fim de tarde com arco íris.

Várias opções de passeios são oferecidas aos visitantes, e quase todas pode se fazer à cavalo, à pé ou simplesmente de carro até o local mais próximo. Vou dar uma palhinha do que vimos por lá e nos próximos posts contaremos mais.

 

 

Vale do Amor

 

 

 

Vale de Zelve

 

 

Museu das Igrejas de Goreme

Voos de balão

O mais famoso passeio por aqui são os voos de balão ao amanhecer e faz jus a sua fama. Uma paisagem inesquecível com uma estrutura perfeita de equipamento e domínio da técnica, não é à toa que a Capadócia é conhecida como um dos melhores lugares do mundo para estes passeios.

É muito interessante ver os balões “nascendo” como cogumelos coloridos ao nascer do sol criando imagens de sonho e fantasia 

 

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De barco no Estreito de Bósforo, uma viagem entre Ásia e Europa

29 de janeiro de 2013 7

Fizemos o mais interessante dos passeios na cidade de Istambul ,único por ser uma passagem que separa o Mar de Mármara do Mar Negro e a Europa da Ásia. O Estreito de Bósforo é onipresente em Istambul , a cidade gira em seu entorno. Tirando a confusão que um braço de água, chamado Corno de Ouro ,causa sempre gerando dúvida se estamos diante do Estreito ou deste divisor da cidade européia, o Bósforo é um ponto de referência em qualquer situação.

Partimos da Ponte Gálata, uma região central e muito movimentada da cidade . Daqui pegamos um barco exclusivo do grupo que percorreu um trajeto encantador, partindo do Corno de Ouro até  a Ponte Mehmet II, onde o Bósforo é mais estreito com apevas 750 metros de largura.

 .Ponte Gálata com a Torre Gálata ao fundo

No Bósforo a cidade se revela, é uma grande via de ligação disputada por grandes civilizações desde a Antiguidade. Também uma via aquática traiçoeira em função das duas correntes opostas que fazem o terror dos navios, uma mais superficial que corre do Mar Negro para o Mediterrâneo e outra mais profunda que corre inversamente , causando acidentes frequentes onde barcos acabam se chocando e até entrando em casas localizadas as margens.

Lêer:Galata Bridge from Galata Tower.JPG

Contei a origem do nome deste Estreito enquanto navegávamos, vou colocar aqui a história mitológica para vocês curtirem junto.

Mito sobre a origem do nome do Estreito de Bósforo.

“Ió era filha  do deus-rio Ínaco. A genealogia é um tanto confusa, mas ela sem dúvida pertencia à família real de Argos. Segundo a tradição, quando Ió era sacerdotiza do templo de Hera em Argos, Zeus se apaixonou por ela e ia visitá-la com frequência.

Hera desconfiou da nova aventura do marido; porém, antes que pudesse fazer alguma coisa, Zeus transformou a moça em uma novilha de grande beleza e passou a encontrá-la na forma de um touro. Mas Hera, acostumada com os truques de Zeus, exigiu que a novilha lhe fosse dada e colocou-a sob vigilância em um bosque de Micenas.

O vigia,  o Gigante Argos, tinha cem olhos, enxergava tudo o que havia para ser visto em todos os pontos cardeais e era tão eficiente que, enquanto dormia, fechava apenas cinquenta olhos de cada vez. Zeus começou a se cansar daquela história e encarregou o eficiente Hermes de liquidar o incômodo vigia. Mas a morte de Argos não libertou Ió, e os olhos do gigante foram enfeitar o rabo do pavão , animal relacionado a Hera. O ódio de  esposa  frequentemente traída nunca acabava; ela ordenou, então, que um feroz moscardo picasse a novilha sem cessar.

A pobre , instigada pelo moscardo, percorreu toda a Grécia em desvairada corrida. Indo para o norte, atravessou o Estreito, assim chamado em sua homenagem (Bósforo significa, literalmente, “passagem da vaca“),  encontrou Prometeu junto ao Cáucaso e acabou chegando ao Egito, onde voltou à forma humana e deu à luz um filho de Zeus, Épafo.

Posteriormente, desposou o rei do Egito, Telégono, e seu filho Épafo reinou após a morte do pai adotivo. Os gregos consideravam Épafo uma encarnação de Ápis, o touro divino dos egípcios, e Ió logo foi associada à deusa Ísis

http://greciantiga.org/arquivo.asp?num=0415

No período de decadência do Império Otomano os antigos sultões turcos que viviam no Palácio Topkapi  desde o século XV começaram a construir Palácios ao estilo europeu nas margens do Bósforo , o Palácio Dolmabahce é um belo exemplo do século XIX.

Palácio Domabahce , última morada dos sultões

O Bairro de Ortakoy, com a tradicional mesquita, é um local de passseio dos istambuleneses , cheio de bares e restuarantes aparece bem no filme “O Tempero da Vida”.

Mesquita de Ortakoy e Ponte do Bósforo

La Reina , a balada mais famosa por aqui. Esta ficamos devendo mas prometemos que em junho vamos lá conferir.

Mansões em estilo Otomano , restauradas nas margens. Os turcos adoram dizer que estas casas alcançam valores de milhares de euros.

Clube Galatasaray, onde a passagem de Taffarel ainda é  lembrada com saudade e na época corriam boatos de que ele estaria voltando como treinador, era verdade.

Nosso ponto final foi a Fortaleza de Mehmet II . Aqui o conquistador persa , Dario, fez uma ponte de barcos para cruzar seu exército no ataque à Grécia.

Acabamos com um delicioso almoço de peixes e alcachofras com vista panorâmica para a Ponte do Bósforo .

Dordonha, um lugar a ser descoberto - Por Luciano Zanetello

28 de janeiro de 2013 7


Vou falar um pouco da história da Dordonha região com vários atrativos turísticos, seja o interesse do viajante natureza, castelos, abadias, sítios históricos, esportes, gastronomia, vinícolas ou outros mais.

Esta região desde a pré história já registrava a presença humana sendo referência os estudos das pinturas rupestres das Cavernas de Lascaux e Les Ezyès . Para quem não sabe, a caverna original de Lascaux esteve aberta a visitação durante poucos anos ( 1940 – 1963 ).

Na entrada de Lascaux II

Les Ezyés

 Como a condensação do gás carbônico dos visitantes estava degradando as pinturas, a caverna foi fechada e uma réplica exata foi construída e inaugurada em 1983 ( Lascaux II )  recebendo  hoje recebe milhares de turistas .

Os Romanos que invadiram a então Gália, deixaram aqui vários traços de sua passagem .  

O  Dordonha, principal rio  da região, foi a fronteira histórica entre a França e a Inglaterra na guerra dos cem anos, razão pela qual a região tem inúmeras fortalezas.  

Entardecer / Perigueux

Para uma melhor compreensão, a região é chamada em Occitano de Pèrigord e compreende quatro divisões : Pèrigord Blanc  branco, em razão da cor das pedras da região, Pèrigord Vert, verde, devido as exuberância de sua vegetação,  Pèrigord Purpre, púrpura, por conta dos incontáveis vinhedos  e o Pèrigord Noir, negro, remetendo as suas cavernas pre históricas.

La Roc St.Cristhope e Cidade troglodita (moradia nas cavernas)

 La Roque Gageac

Panorama de Domme  

Existem dezenas de pequenas cidades todas com algum tipo de atração.Várias estão classificadas entre as mais belas da França. Como sua arquitetura seus castelos e abadias são preservados, vários filmes conhecidos foram rodados aqui aproveitando estas características, entre eles “Chocolate”,  “Os Três Mosqueteiros” e “Les Miserables”para ficarmos só nos mais conhecidos. 

St. Leon Sur Vezère

 Chateau Clérans

Aqui é a terra do foie – gras e das trufas. Em vários locais avistamos fazendas de criação de gansos e patos. O ganso é um símbolo regional e tem até uma praça em Sarlat ( Le Marché des Oies ).

 Ruas de Sarlat

 Jardin des Enfeus e Lanterna dos mortos / Sarlat

Lagarteando / Sarlat    

Com estes  ingredientes  são criados  pratos inesqueciveis. Basicamente se come bem em todo lugar.

A dica que deixo aqui é do restaurante “La Rapière” em Sarlat onde tivemos um jantar inesquecível com pratos a base de veado e foie – gras .

Personagem Local / Cyrano de Bergerac

Bergerac

 Montbazillac Praça central  

 Foi particularmente bom a visitação nesta época, como não tínhamos a menor intenção de praticar esportes e atividades próprias ao calor o frio não era problema, éramos quase considerados locais devido a ausência de turistas. O único senão é que como não era a época usual do turismo, alguns hotéis e restaurantes nas cidades menores estavam fechados. Como as distâncias aqui são curtas, apesar de termos um deslocamento de 500 km em relação a Paris, ficamos baseados em Perigueux e  fazíamos incursões diárias  as cercanias. Um frio seco,um sol radiante, uma boa comida, um bom vinho, uma boa parceria, não poderia ser melhor ……

Piquenique

Castelo de Beynac

 Chateau Biron

Ficamos por ali quatro dias, o ideal para conhecer tudo seria no mínimo uma semana. 

Brantome / Abadia

 

 Brantome a Veneza do Perigord

Uma dica, quando não tiver uma certeza para onde viajar , o que visitar , o interior da França é 100% garantia de ótimo destino.  

Depois de esgotar Paris e arredores, o Vale do Loire, a Bretanha , Normandia e com toda a certeza a Dordonha são lugares incríveis com peculiaridades únicas que vão satisfazer todos os desejos.

Finalmente, por conta da valorização do real frente a outras moedas, fazer turismo fora do Brasil está na maioria das vezes mais barato, com exceção dos custos da passagem, todos os outros itens atualmente são mais em conta no exterior. Para exemplificar, o vinho francês de qualidade superior aos que aqui são vendidos, custam nos restaurantes em média  EU 15,0 .

 A bientôt ……

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Caniôn Fortaleza, cachoeiras em Cambará e outros programas alternativos

20 de janeiro de 2013 7

Cada vez tenho curtido mais fazer programas diferentes nos finais de semana do verão, pensar em pegar a estrada lotada na ida e na volta para as praias vai dando uma preguiça….  e quando a gente chega lá e chove?
Então comecei a virar a cabeça para a serra, atrás de passeios alternativos junto a natureza, caminhadas, banhos de cachoeira e no último final de semana fui explorar a beleza estonteante do Parque Nacional da Serra Geral - leia-se  Caniôn Fortaleza .

Saimos de Porto Alegre na sexta-feira  pela free- way até Santo Antônio da Patrulha e lá pegamos a direção de Riozinho por uma estrada de terra linda que se ia serra acima, nosso destino era a Pousada das Corucacas em Cambará do sul.

Estrada que sobe de Riozinho até Cambará do Sul.

A pousada fica numa fazenda chamada Baio Ruano, o proprietário e sua esposa são muito gente fina,  deram dicas de passeios, nos sentimos um pouco na casa de amigos. Chegamos lá ao por do sol, e como a fazenda fica no alto de uma colina tem uma vista privilegiada, o que a gente vê são araucárias, florestas densas de Araucárias, muito mato e de longe se escuta o barulho das águas dos rios.

Pousada das Corucacas – Cambará do Sul.

Pegamos o nosso vinho e os aperitivos que levamos e passamos um bom tempo contemplando aquela natureza, enquanto o dia se despedia.

No dia seguinte Seu Roberto nos ensinou o caminho para uma cachoeira dentro da fazenda e depois de uma rápida caminhada chegamos num lugar pequenino , mas muito legal, valeu a caminhadita matinal.

Cachoeira dentro da fazenda em que fica a Pousada

Depois do café percorremos os 23km até o Caniôn Fortaleza, a estrada já está quase toda asfaltada, então perto das 10h estávamos chegando lá. Paramos o carro em uma velha placa que indicava a Pedra do Segredo. Dali caminhamos uma meia hora para ter uma vista das mais impactantes,  acompanhando um riozinho, uma sanga até chegarmos a grande queda d´agua que é de tirar o fôlego!

Depois de uma boa trilhada até a Pedra do segredo e de uma vista sensacional da enorme fenda dos canions, tomamos aquele banho de rio, um pouco acima. Ainda percorremos o caminho de carro até uma montanha onde em dias claros como estava a gente vê o mar, é demais!

A gente vai costeando este riozinho até chegar na grande queda d´agua, que é espetacular!

Cruzando o rio a gente caminha até a famosa Pedra do Segredo, e deste lado que tem a visão da cachoeira.

 Voltamos até Cambará e aqui indico um restaurante que surpreendeu – é uma galeteria chamada O Casarão, o lugar muito aconchegante, buffet super variado com todas as verduras orgânicas, massas, arroz, feijão, muito bom mesmo! A especialidade é o galeto que vem acompanhado de polenta e queijo provolone derretido. Fica minha dica.

Casinhas típicas em Cambará

Várias agências especializadas em turismo de aventura

Galeteria que eu recomendo – O Casarão

Dali seguimos até São José dos Ausentes e de lá descemos a Serra da Rocinha até Timbé do Sul que já fica em Santa Catarina. Muita natureza, muitos pássaros, muito, muito verde.
Acabamos dormindo em Torres e aproveitando o domingo na praia.

Estrada Cambará / São José dos Ausentes, nesta época do ano as Hortênsias dão um show!

Pousada Vale das Trutas em São José dos Ausentes

Descendo a Serra da Rocinha até Santa Catarina

Um final de semana completo e diferente, que tal você experimentar?


O Viajando com Arte na coluna da Milena Fischer hoje na Zero Hora.

11 de janeiro de 2013 0