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Posts de agosto 2013

Roteiro para amar a Croácia - Zadar é tudo!

31 de agosto de 2013 5

zadar

Foto aérea do centro histórico de Zadar

 

Este é o capítulo  de encerramento desta série de posts que escrevi sobre a Croácia, me perdoem se não escrevi sobra Zagreb ou a região da Ístria e certamente muitos outros lugares legais que faltaram, não deu para conhecer tudo e acho sábio deixar coisas por conhecer, para poder voltar.

Zadar foi uma escolha totalmente aleatória, olhei no mapa e vi que de lá saiam ferries para a Itália que era nosso destino a seguir. Confesso que sabia muito pouco sobre a cidade e talvez esteja aí a chave para o meu encantamento com Zadar –  expectativa zero.

É uma cidade vibrante, jovem, dinâmica, não é excessivamente turística. Durante o verão eles tem um evento chamado Zadar Classic open air, com uma extensa programação de músicos tocando em espaços abertos como praças e recantos da cidade.

Zadar tem um centro histórico parecido com Dubrovnik, fica em  uma ilha murada que se projeta no mar,   e foi neste lugar que alugamos um apartamento em uma casa antiga com jardim, um lugar ótimo – aluguei através do www.booking.com,  o apartamento chamado San Simeone. Nosso ap tinha um quarto e uma sala/cozinha e ficava super bem localizado.

O jardim do nosso apartamento, parecia que estávamos na casa da nona.

De cara simpatizei com a cidade que mesmo neste espaço reduzido do centro histórico tem vida própria, diferente de Dubrovnik ou de Veneza onde a chegada do turismo encareceu tanto a moradia, que forçou os moradores originais a se mudarem para longe. As pessoas que circulam pelas ruas, são senhorinhas indo as compras no mercado de rua matinal, os trabalhadores conversando nos cafés, a gente pode sentir o quotidiano real dos croatas.

A atmosfera aqui no verão é das melhores, de vários lugares a gente pode ver o mar e sempre tem uma brisinha que refresca mesmo nos dias mais quentes de verão. O programa de todos a tardinha é ver o por do sol junto ao Órgão do mar uma instalação genial do arquiteto/artista local Nikola Basic. O Órgão do mar é feito de um sistema de tubos e apitos que assobiam e exalam suspiros melancólicos conforme o mar empurra o ar e através de uns buracos feitos em uma escadaria de pedra que desce para o mar. O efeito é hipnótico e lindo, aumentando de intensidade quando passa algum barco ou ferry.

É nesta escadaria que esta instalado o Órgão do mar, repare nos buracos no chão, é por ali que sai o som.

E acredite, foi aqui que vi um dos pores do sol mais bonitos que me lembro, embalado pela melodia hipnótica do órgão, aqueles momentos inesquecíveis.

Bem ao lado fica a Saudação ao sol outra criação maluca e fantástica do mesmo artista. É um circulo de 22m  coberto por 300 placas de energia solar, que armazenam energia durante o dia, e quando o sol se põe, gera um espetáculo de luz. Para entender melhor só vendo as fotos.

Na foto do Filip Brala, a gente pode ter uma ideia melhor da instalação Saudação ao sol.

Saudação ao sol de Nikola Basic, foto Filip Brala.

Zadar tem dois lugares muito legais para ir na Happy hour, um chama-se Garden, fica ao ar livre com vista para o porto, um lugar descoladíssimo estilo Ibiza com almofadões, tendas, luz de velas. Durante os meses de julho e agosto, o Garden recebe os DJs de música eletrônica mais famosos do planeta.  Você pode tomar um coquetel, o dificil é escolher, pois a carta de opções é enorme. Outro é o Bar Lounge que fica na praça dos 5 poços, com o mesmo espirito do Garden, vale experimentar os dois!

Garden

Como estávamos no auge do verão fomos conhecer a praia de Zadar, que não é nenhuma Brastemp, verdade seja dita, mas foi ótimo para pegar um sol, mergulhar e ainda tomar um vinho gelado e almoçar de frente para o mar. A praia que fomos chama-se Kolovare, e fica a uns 15 minutos à pé do centro. Muito tranquilo.

Saindo das muralhas para ir até a Praia de Kolovare. Note a influência de Veneza na figura do leão de San Marco esculpido acima da porta central.

o lado de fora das muralhas.

E se o calor apertar, sempre tem a praia de Kolovare para um mergulho e um almoço de frente para o mar.

Explore o passado de Zadar, entre na Igreja de São Donato, construída no inicio do século IX, em estilo bizantino. A igreja foi erguida sobre o fórum romano, que foi construído entre os séculos I e III DC. Ao lado da Igreja tem mais ruinas romanas, pilares com relêvos de figuras mitológicas como Júpiter, Medusa, etc, acredita-se que aqui estava um templo dedicado a Júpiter.

Olhem que legal este registro do Filip Brala das ruinas do fórum romano com a igreja São Donato ao fundo e a torre onde você não pode deixar de subir, pois de lá se tem uma vista fantástica de toda a cidade.

Vista do alto da torre.

Uma dica preciosa de uma moradora local foi o restaurante Pet Bunara, comida maravilhosa, anote a dica.

Outro restaurante muito bom é a Konoba Stomorica, especializada em peixes e frutos do mar.

Este peixe grelhado, fresquíssimo foi nossa última refeição na Croácia antes de pegarmos o ferry para Ancona na Itália.

Acabamos ficando amigo do proprietário do nosso apartamento, pois ele morava no andar  do nosso, o Filip Brala, um gurizão que é fotógrafo e publicitário, super querido ele me cedeu algumas das suas fotos maravilhosas para eu poder ilustrar melhor meu encantamento por Zadar.

Eu adorei conhecer a Croácia, um pais simples e despretencioso, fiquei com a impressão de a Itália era muito parecida com a Croácia uns 30 anos atrás, solta, sem frescuras e bem mais barata.

Deixo vocês com esta última foto incrível do Filip Brala.

 

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Roteiro para amar a Croácia – Parques Nacionais Krka e Plitvice

 

Roteiro para amar a Croácia – Parte III Hvar / Split

 

Roteiro para amar a Croácia – Parte II Hvar

 

 

Se você curtiu este post e quer saber mais sobre o Viajando com Arte , grupos de viagem e roteiros sob medida visite o site

 

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Roteiro para amar a Croácia - Parques Nacionais Krka e Plitvice

28 de agosto de 2013 7

Plitvice filip

 Parque Nacional de Plitvice na foto de Filip Brala

Continuando a série de posts sobre a Croácia hoje vou falar dos 2 parques nacionais que visitei no verão.
No post anterior depois de chegar a Split de Ferry vindos da Ilha de Hvar, pegamos a auto estrada em direção a pequenina cidade de Skradin que fica a 98Km de Split, uma barbada.

Chegamos em Skradin ainda com a luz do dia, esta é a grande vantagem de viajar no verão, os dias rendem muito, se você pensar que acordamos em Hvar, pegamos o ferry depois de pegar praia, passeamos por Split e ainda chegamos aqui em um bom horário…

Chegando em Skradin, esta era a vista da estrada.

Escolhi visitar estes dois parques depois de ver algumas fotos de Plitvice, que é o nome de um deles, a paisagem me parecia surreal, lagos verdes cachoeiras, e pensei que eu tinha que ver aquilo tudo de perto, o mais conhecido é realmente o Parque dos lagos de Plitvice, mas li que lá não era permitido tomar banho… fiquei bem desapontada foi então que descobri o parque nacional de Krka, que pelas fotos era tão lindo quanto Plitvice e a gente podia tomar banho!
Na dúvida reservei uma noite em cada um, eles não são muito distantes entre si, então foi tranquilo.

Para você entender melhor, fomos ao Parque de Krka e ao De Plitvice ( no mapa chama Plitvice Jezera)

Fomos visitar primeiro Krka que ficava no caminho para quem vinha do sul, no nosso caso, de Split.

Eu já tinha reservado um hotel no www.booking.com  . o Hotel Skradinski Buk, um hotelzinho bom, sem nada de luxos, mas como era apenas para uma noite serviu bem para o seu propósito.
A cidadezinha de Skradin é muito bonitinha ela fica na beira deste grande lago onde desaguam as cachoeiras do Parque de Krka, jantamos em um restaurante que recomendo, o Dalmatino, comemos super bem e o ambiente era ótimo, sentamos em um terraço na rua, o clima de verão convidava a tomar um bom vinho croata geladinho…

Passeando por Skradin

tanto as cachoeiras de Krka quanto as de Plitvice são um fenômeno do terreno calcário, ao longo de milênios, a água do rio criou um canion profundo em meio às colinas, levando o carbonato de cálcio consigo. Liquens e algas retém o carbonato e o incrustam em suas raizes. Este material é chamado de Tufa e é formado por milhões de plantas crescendo umas em cima das outras. E é este crescimento que cria esta barreiras naturais que formam as fantásticas cachoeiras.

No dia seguinte cedinho, pegamos o barco que leva até o parque, a paisagem é belíssima e o trajeto não dura mais do que meia hora, só que não levamos em conta um detalhe, além de ser verão, era domingo , quando chegamos o parque estava bem movimentado, quando terminamos o circuito depois de ver todas as cachoeiras, piscinão de Ramos era pouco! O gramado estava lotado de familias e comprar qualquer coisa no restaurante local era impensável, as filas eram enormes, fiquei olhando aquela maravilha de cachoeira  de longe, sério, lugares cheios assim tiram toda a graça, não curti, da próxima vez volto em setembro em um dia de semana!

A bordo do barco que nos levou ate a entrada do Parque de Krka.

Esta é a visão da chegada, algumas pessoas tomando banho é lindo demais.

É muito bonito, e eles construíram grandes passarelas onde a gente pode dar toda a volta e ter uma visão perfeita de muitas cachoeiras.

A água é absolutamente cristalina e cheia de peixes.

Saimos de Skradin em direção ao Parque nacional de Plitvice que fica a uns 190Km, um pedaço por auto estrada e outro menor por uma estrada menor, mas muito bonita, campos verdes, montanhas e onde se passa grudadinho na fronteira da Bósnia.

Nosso Hotel era o Jezero, um hotel grandão, no meio da floresta e a 5 minutos à pé da entrada do parque, eu adorei, tá certo que ele não era nada charmoso, mas a sacada do nosso quarto dava para a floresta, a visão da floresta, o cheiro de pinho,  habituados a uma temperatura média  em torno dos 30 graus, pegar aquele ar da montanha, fresquinho, aquele silêncio, foi muito, muito gostoso.

Hotel Jezero ao lado da entrada do Parque dos lagos de Plitvice

Acordamos cedinho disposto a pegar o primeiro micro ônibus que sai às 8h do parque e leva a várias opções de passeio nas cachoeiras, eu conversei com a moça do oficio de turismo e como só tinhamos tempo de fazer um passeio ela aconselhou a fazer a trilha E, que levava 3h, disse que era o mais bonito.

Um desenho na entrada do parque mostrando as diversas trilhas para fazer.

O ônibus sobe por uma estradinha estreita no meio da floresta e larga as pessoas no inicio da trilha, éramos pouco mais de 20 pessoas, os primeiros a chegar, uma paz, um silêncio, só a natureza onipresente, eu estava adorando aquela exclusividade depois da muvuca do Parque de Krka.

Tudo tranquilo, só a natureza como companhia.

O parque é cheio de passarelas e indicações do caminho a seguir, não tem risco de se perder.

E começam as cachoeiras, uma mais linda que a outra..

E a cor da água..

Uma visão linda do alto na foto de Filip Brala

No final da trilha E você tem a opção de pegar um barco que leva você diretamente para outra trilha, ou você pega o barco para um trecho mais curtinho que só atravessa o lago para perto do ponto de partida.

Marrequinhas vem receber a gente do outro lado.

Apesar de em Plitvice não ser permitido o banho, acabei pendendo muito mais para este parque, infinitamente mais tranquilo e bonito. Então meu conselho se tiver que escolher um fique com Plitvice e deixe o mergulho para as águas turquesas das praias da Croácia.

No último post desta série sobre a Croácia , não perca a cereja do bolo, a cidade de Zadar!

 

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Roteiro para amar a Croácia – Parte III Hvar / Split

Roteiro para amar a Croácia – Parte II Hvar

Ístria, a Croácia italiana.

 

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Neve em Gramado , agosto de 2013

27 de agosto de 2013 0

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Fotos de Joana e Adriano Braescher

 

Roteiro para amar a Croácia - Parte III Hvar / Split

25 de agosto de 2013 2

 

 

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Praia de Zarace

Hvar tem muitas opções de passeios, de praias se você estiver de carro facilita muito, nós ficamos 4 dias na ilha e deu para fazer muitas coisas, fomos conhecer as praias de Zarace e outra que é imperdível a praia de Dubovica, é muito linda e tem um restaurante rústico com mesas embaixo de uma parreira onde se come super bem.

Para chegar até a Praia de Dubovica você vai estacionar o seu carro na estrada e descer à pé o que dá uns 10 minutinhos nada muito puxado, a caminhada só aumenta a vontade de se jogar naquele mar azul turquesa!

Praia de Dubovika vista da estrada.

Achamos a sombra de uma árvore e nos instalamos, quando a sede bateu depois de muitos mergulhos fomos para o restaurantezinho local sentamos embaixo de um parreiral e almoçamos muito bem, a comida na Croácia não tem nenhuma fórmula ou ingredientes muito criativos e diferentes,  tudo é simples mas é delicioso.

Achamos uma sombrinha para instalar nosso acampamento…

Passamos boa parte do dia por aqui mas a dona do nosso hotel tinha nos dados muitas dicas de lugares para visitarmos, fizemos um passeio até a praia de Zavala, a estrada é de terra e vai costeando o mar, a gente vê paisagens espetaculares pelo caminho como está aqui abaixo, mas Zavala mesmo não tem nada de especial.

Uma cidade que passamos para conhecer foi Stari Grad, que talvez merecesse mais tempo, pois é a mais histórica das povoações da ilha e segunda maior em tamanho,  daqui  saem os ferrys para Split. Mas confesso que  chegamos desdemos um pouco mas foi só.

Stari Grad

No final da tarde fomos montanha acima atrás dos campos de lavanda, é um passeio lindo de se fazer principalmente à tardinha quando toda a paisagem se cobre de um colorido sépia. A ilha de Hvar é grande produtora de lavanda e nos quiosques da cidade a gente encontra muitos produtos desta planta.

Subimos em direção a cidade de  Brusje  que fica no alto lá a paisagem era assim

Cheio de lavanda por tudo…

Voltando para nossa Praia de Milna passamos por uma antiga vila chamada  Velo Grablje que é o lugar mais importante durante o Festival da Lavanda que acontece no último final de semana de junho, uma oportunidade para degustar as iguarias tradicionais.

Hvar é coberta de oliveiras e videiras e se você quiser provar um ótimo vinho branco local peça o Zlahtina,  indicação de uma amiga que morou na Croácia totalmente aprovado. Outra dica importante para que vai explorar as ilhas na Croácia é comprar aqueles sapatinhos de praia, todos usam, é impossível caminhar na praia, entrar no mar sem eles, siga o meu conselho, compre no primeiro dia e você será muito mais feliz! :)

Produtos locais como azeite de oliva, mel, óleo de lavanda, à venda nas estradinhas..

Infelizmente nossos dias em Hvar chegaram ao fim e de Stari Grad pegamos o ferry para a cidade de Split, preste atenção no horário dos ferrys  e chegue ao menos 2h antes pois no verão pode ser bem concorrido. O porto onde a gente estaciona o carro na fila é pequeno, mas bem sortido, tem super mercado, café com wifi, dá para a gente se distrair enquanto espera. O ferry até Split leva 3 horas.

Split é a maior e mais importante cidade da costa da Dalmácia. Uma cidade bonita na beira do mar que tem muita história, já foi colônia grega e hoje é mais conhecida pelo seu passado romano já que o imperador Diocleciano construiu aqui nos anos de 293 AD, um grande palácio defronte ao mar.

A grande calçada em Split à beira mar, com parte do Palácio de Diocleciano ao fundo.

Chegamos em Split á tarde, estacionamos o carro pertinho e fomos reconhecer a cidade.

Entrada do Palácio de Diocleciano, a ideia do imperador era construir um palácio que ele viesse a morar depois de aposentado e de fato Diocleciano passou aqui seus últimos dias de vida. O complexo palaciano era gigante ocupando um espaço de muitas quadras. As muralhas hoje abrigam casas, restaurantes, lojas, galerias de arte.

No verão sempre acontece muitos festivais de música, e em Split não é diferente, aqui a montagem de um show.

Bares e restaurantes dentro das muralhas.

E do lado de fora esta linda esplanada à beira mar.

Na continuação vou escrever e contar tudo sobre minha experiência em 2 Parques nacionais da Croácia, lugares absolutamente imperdíveis em qualquer roteiro pelo país e para encerrar vou dedicar um post para a cidade na Croácia que arrebatou meu coração de viajante – Zadar!
Zbogom!!!

 

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Roteiro para amar a Croácia – Parte II Hvar

Roteiro para amar a Croácia – Parques Nacionais Krka e Plitvice

Ístria, a Croácia italiana.

 

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Roteiro para amar a Croácia - Parte II Hvar

23 de agosto de 2013 19

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Na primeira parte eu contei tudo sobre Dubrovnik. Se você quiser ficar por dentro da primeira parte é só clicar aqui: http://wp.clicrbs.com.br/viajandocomarte/2013/08/09/um-roteiro-par…roacia-parte-i/

Saímos de Dubrovnik pela manhã e depois de pegar nosso carro na locadora nosso destino era a ilha  de Hvar. Nós havíamos estudado o mapa para calcular qual era o ponto mais próximo para pegar o ferry, entramos também no site da Jadrolinija, a companhia mais popular e com mais rotas no país.
http://www.jadrolinija.hr/en/home

De Dubrovnik o lugar mais fácil e perto para pegar o ferry para Hvar é a cidade de Drvenik que fica uns 134 Km de distância, você passa dentro de uma pequena parte da Bósnia – Herzegovina, mas é bem tranquilo, a gente só mostra os passaportes e documentos do carro, não leva mais do que 5 minutos. A estrada é bem bonita ela vai costeando o mar Adriático quase todo o tempo, paramos no caminho para almoçar numa prainha chamada Klek, só com pessoas locais, nós éramos os únicos estrangeiros no lugar. Eu não estava levando fé nenhuma que comeríamos bem, pois o lugar não tinha muita infra, mas de coração aberto sentamos em um restaurantezinho chamado Stoj, na beira da praia e pedimos o peixe do dia, e surpresa! O peixe super fresco veio grelhado com batatas e espinafre simplesmente delicioso, acompanhado de vinho branco gelado, foi show.

Partindo de Drvenik no continente, em direção a ilha de Hvar.

O Ferry Drvenik / Sucuraj (Hvar) leva em torno de 45 minutos.

Chegamos perto das 14h em Drvenik e não precisamos esperar muito o ferry que nos levaria para a vila de Sucuraj em Hvar. O ferry leva uns 45 minutos, mas as cidadezinhas mais legais estão no lado oposto da ilha, perto da cidade de Hvar. Andamos de carro uns 50km até o nosso Hotel que ficava na praia de Milna. Eu adorei ficar em Milna, pois é uma praia linda e muito tranquila, o Hotel Fortuna, fica na beira do mar, olhem só: http://fortuna-hvar.com/  e está muito perto da cidade de Hvar, uns 15 minutos de carro. Milna tem uma atmosfera familiar, alguns bons restaurantes todos ao lado do mar, uma coisa que aprendi é que os croatas tem uma cultura de parilla, é isto mesmo! Fazem tudo na grelha na churrasqueira, foi um festival de comer polvo, lula, camarão, peixe, enfim tudo grelhado, não só frutos do mar, mas cordeiro, porco, uma delicia.

Praia de Milna, este era a vista da sacada do nosso quarto no Hotel Fortuna.

Restaurante do Hotel.

Única ruazinha de Milna com várias opções de restaurantes.

Saindo á pé da frente do nosso hotel em poucos minutos chegávamos em outra prainha que eu super recomendo, era menor e tem um restaurante muito astral onde ficamos sentados na sombra na hora do sol forte.

E olhem só como fomos bem tratados!

Você vai ver uma placa com as letras FKK em algumas praias da Croácia, isto significa que são praias de nudismo. A história do nudismo na Croácia é antiga, começou na virada do século 20 quando o austríaco Richard Ehrmann, abriu a primeira colônia de nudismo no Adriático na ilha de Rab. E foi ninguém menos do que o rei inglês que abdicou ao trono Edward VIII e sua esposa Wallis Simpson que populalizaram a prática nadando nús em Rab em 1936.

Eu imagino que até este ponto você pode estar muito decepcionado, afinal Hvar não é a mais badalada das ilhas Croatas, famosa por suas baladas e festas?  Eu já ia chegar lá!

Praça principal da cidade de Hvar.

Como eu já comentei na primeira parte fiquei impressionada com a arquitetura croata, altamente influenciada pela cultura veneziana, e Hvar não é diferente, o centrinho é bonito, com a praça da igreja dominando a paisagem em seguida o porto onde vários barcos lindos e rústicos entram e saem em grande movimento. É na ponta deste porto que fica uma das baladas mais conhecidas, a Carpe Diem, a festa começa ali e termina em uma das ilhas Pakleni , em outra sede onde as baladas amanhecem. A Croácia tem um turismo enorme de gente jovem e em Hvar é onde mais vemos a garotada de toda a Europa, nas praias todos ostentam as pulseirinhas como troféus das festas que fizeram.

Outra baia do centrinho de Hvar.

A marina de Hvar

O Carpe Diem da marina, aqui a balada acaba cedo, em torno das 21h, daqui a gurizada pega os táxis barco e vai para a sede do clube nas ilhas Pakleni.

Tem muitos passeios para você fazer em Hvar , alugar um barco e conhecer as Ilhas Pakleni, como nós não tínhamos licença para dirigir barcos o máximo que conseguimos alugar foi um com um motor 5hp, é duro, mas valeu a pena. O aluguel de dia inteiro custa 70 dólares. Foi um passeio bárbaro, saimos da marina de Hvar às 9h da manhã e passamos o dia explorando as ilhas que ficam muito próximas, vejam o mapa:

Aqui uma vista aérea só para você entender, aquela cidadezinha no canto direito é Hvar, e este conjunto de ilhas que vemos são as Ilhas Pakleni, muito pertinho como você pode ver.

As ilhas mais populares e com alguma infra de restaurantes e bares estão marcadas com um R vermelhinho e as praias de naturismo estão marcadas com um pontinho amarelo.

Saindo no nosso barquinho do porto de Hvar.

As cadeiras do Carpe Diem ainda vazias de manhã cedinho…

Paramos em muitas enseadas para mergulhar, a água é cristalina, linda.

Até que chegamos nesta prainha na ilha de Vlaka.

Este é o nome do lugar – The fisherman’s house em Vlaka.

E descobrimos uma pousada que foi dos melhores lugares que estivemos na Croácia. O lugar é de um dinamarquês que veio pra cá e acabou casando com uma croata, juntos eles dirigem este lugar maravilhoso, todas as verduras são plantadas aqui, os peixes e frutos do mar são pescados no dia e atrás é cercado de parreiras onde eles produzem seu próprio vinho, sem falar na simpatia e aconchego do lugar, esta é uma dica preciosa, aproveite!

Para abrir os trabalhos – salada de polvo, um pão crocante e óleo de oliva.

Vocês concordam que este post já ficou muito longo, está quase uma novela :) !

Já, já publico a continuação!

 

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Ístria, a Croácia italiana.

 

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Museu do Pão em Ilópolis, representante gaúcho em catálogos internacionais de arquitetura

19 de agosto de 2013 3

Fazia pelos menos dois anos que eu tinha colocado na cabeça a ideia de conhecer o Museu do Pão em Ilópolis, depois de ter visto imagens do projeto em um importante catálogo de museus do mundo . Foi algo entre uma certa vergonha e sentimento de reconhecimento , a gente vai em busca de arte pelo mundo e não conhece e nem valoriza o que esta aqui pertinho, portanto fomos lá conferir .

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Bom , nem tão pertinho assim , porque Ilópolis fica  200km de Porto Alegre mas nada que uma esticadinha desde um passeio até o Vale dos Vinhedos não facilite. A cidade é minúscula, o município todo tem 4 mil habitantes, e você deve estar se perguntando como conseguiram desenvolver um projeto assim?

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Uma casa na típica na cidade de Ilópolis

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Pois bem, em 2004 A Associação dos Amigos dos Moinhos do Vale do Taquari é criada e adquire o imóvel com recursos doados pela Nestlé Brasil através de um projeto da Lei de Incentivo à Cultura (LIC). Seu primeiro ato é adquirir o prédio do Moinho Colognese.

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O Moinho Colognese foi fundado em 1917, passou por diversos proprietários e locatários: por fim, é fechado e o seu maquinário, vendido. Carlos Colognese aluga o prédio e ali monta um armazém de secos e molhados. Em 1953 O prédio é adquirido pelos irmãos Colognese e o moinho é novamente montado com a denominação de Colognese e Cia.

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O escritório Brasil Arquitetura , do arquiteto Marcelo Ferraz e Francisco Fanucci de São Paulo, elabora projeto para a restauração do moinho, integrado ao projeto do conjunto do futuro Museu do Pão. Inicia-se a restauração do moinho pelos alunos do curso de Restauração e Artesanato de Madeira, promovido pelo IILA (Instituto Ítalo Latino Americano).  Em 2008 o projeto é concluído e o Museu do Pão aberto.

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Símbolo encontrada nas paredes de madeira de uma das casas que foi demolida para a restauração do moinho e usada como logo do Museu do Pão

O Museu é dividido em quatro partes, uma histórica , um auditório, a oficina de panificação e o próprio prédio restaurado. Assim, os arquitetos conceberam um passeio arquitetônico que contorna todo o conjunto, em sua maior parte transparente e trabalhado com concreto.

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A oficina de panificação oferece cursos para interessados , mas precisa de patrocínio para funcionar o que acaba acontecendo umas três vezes por mês . É super bem equipada e muito atrativa, uma bela sugestão para as novas padarias que estão abrindo em Porto Alegre utilizarem em seus cursos e promoverem visitas.

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Assim que chegamos e esperávamos a chegada da responsável Juliana Dapont que nos acompanhou na visita , passou por nós um morador local que aconselhou que só olhássemos para o prédio antigo , segundo ele “o novo é muito feito” . A resistência a mudança é uma constante em qualquer sociedade!

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Um pouquinho de divertimento no caminho , na passagem pela praça central de Anta Gorda o desafio , ninguém se animou a tirar foto com o símbolo da cidade nem na placa de entrada! Mas também que nome heim!

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A história da valorização dos moinhos italianos da serra gaúcha começou quando a pesquisadora e ambientalista Judith Cortesão visitou a região. Encantada com o que viu, Judith passou a considerar o Moinho Colognese “um dos relevantes monumentos históricos nacionais”. Tamanho entusiasmo inspirou a criação da Associação dos Amigos dos Moinhos do Alto do Vale do Taquari que busca conservar esse patrimônio.

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Moinho Vicenzi , Linha Tuna em Anta Gorda

Os moinhos são importantes pois testemunham a decisão de permanecer no Brasil, tomada pelos imigrantes italianos do Alto do Vale do Taquari, que chegaram ao país a partir de 1909. Como o pão e a massa são a base da culinária italiana, produzir a farinha de trigo significava que eles não tinham intenção de retornar à Europa. Com o passar dos anos (e a proibição da produção de farinha de trigo em moinhos artesanais), os prédios foram abandonados. Hoje, a principal base econômica da região é a produção de erva mate cujo processo histórico pode ser conhecido no parque do Ibama. (fonte site Brasil Arquitetura)

 

Moinho Dallé

Moinho Dallé Arvorezinha (site Caminho dos Moinhos)

Depois de recuperar o moinho de Ilópolis, a associação sonha mais alto: desenvolver o “O Caminho dos Moinhos” incluindo os municípios de Anta Gorda e Putinga e Arvorezinha. Eles fizeram muito e espero que consigam muito mais apoio e divulgação para que esta iniciativa não se perca !

 

Museu do Pão ( http://www.ilopolis-rs.com.br/site/pagina.php?id=15)

TERÇAS-FEIRA A SÁBADO
DAS 08H30MIN ÀS 11H30MIN – 13H30MIN ÀS 17H

DOMINGOS E FERIADOS
DAS 13H30MIN ÀS 17H

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Guatemala: riqueza em beleza e cultura - Por Ayla R. Weiler

15 de agosto de 2013 0

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A Guatemala é um lugar mágico, um destino bastante eclético que pode proporcionar aos viajantes apreciar belezas naturais de inspirar a alma, vivenciar  fortemente a cultura maia, visitar lindos “pueblos” coloniais de alta riqueza arquitetônica, e para os admiradores de artesanato então, é o destino imperdível, pois irão emocionar-se ao ver as mulheres exercendo trabalhos e técnicas de um tear milenar.  Para contagiar os leitores com um pouco do carinho e gratidão que sentimos por este lugar, vou fazer um breve relato da nossa experiência.

Quando chegamos a Cidade da Guatemala, logo tomamos um ônibus para Cobán, com a intenção de nos hospedarmos em uma cidade próxima a Samuc Champey(famoso por ser um dos lugares mais bonitos do continente). Durante a viagem podemos apreciar a bela paisagem de uma vasta cadeia montanhosa verde sob um céu azul, e me chamou a atenção que praticamente todas as mulheres vestem-se com trajes típicos. O povo conserva, além dos trajes, os traços de sua etnia.

Em Cobán nos hospedamos em um hostel chamado Casa Cuña , que na realidade é um ótimo restaurante aberto ao público e que dispõe de acomodação. Além de ter na culinária um apelo orgânico, eles conservam um lindo jardim de orquídeas. Tivemos um jantar espetacular!

Samuc Champey está localizado abaixo de montanhas muito altas, e o acesso é bastante precário. Tomamos uma van e tivemos um longo trajeto até chegar neste paraíso escondido. Percorremos uma trilha de 1 hora para chegar até o Mirante e Uauu!! Que lugar! Que visão! Talvez seja difícil expressar por fotos a beleza daquela paisagem.

Depois podemos descer, tomar banho e escorregar nas cachoeiras das piscinas naturais cristalinas, e por ali comemos a refeição que tinhamos levado e desfrutamos a tarde.

Retornamos a Cobán, e por sorte no outro dia fomos acordados por uma banda escolar se preparando para o festival de apresentações escolares da cidade, a cidade estava toda em festa, e nós logicamente assistimos às apresentações admirados.

Partindo de Cobán, rumamos a Flores, uma graça de ilhazinha que recebe muitos visitantes, pois está situada bem próxima ao sítio maia de Tikal. A ilha tem dezenas de hostels, hotéis, restaurantes e bares voltados para o lago, de onde se pode contemplar um belo pôr-do-sol.

No outro dia, muito cedo nos dirigimos a Tikal, antiga cidade maia onde se estima que tenha tido uma população de mais de 1 milhão de habitantes. Por alguma razão, não comprovada, os maias deixaram essa cidade e ela ficou escondida entre a densa vegetação até o ano de 1848 quando começou a ser arqueologicamente explorada pela Universidade da Pensilvânia. As ruínas de Tikal são Patrimônio da Humanidade e ficaram muito conhecidas por serem paisagem de fundo do filme Star Wars. Um guia de descendência maia nos acompanhou pelo tour, relatando como se dividia a sociedade, seus costumes, crenças, e principalmente a forma como observavam a natureza e os astros, adquirindo um conhecimento superior em astronomia e fenômenos climáticos. Tikal é muito famoso, porque além dos imponentes templos, é o único sítio maia situado no meio de uma floresta, sendo assim, os visitantes percorrem trilhas entre um templo e outro, podendo observar a flora do local e também animais silvestres, com a ajuda do guia.

Próximo destino: Antigua, belíssima cidade colonial espanhola situada entre montanhas. A cidade é uma graça, super característica, toda arquitetura mantêm o mesmo padrão: clássica e colorida.

A cidadezinha tem excelentes hotéis e pousadas e restaurantes maravilhosos. Jantamos no restaurante El sabor Del Tiempo, excelente comida, vinho, e a decoração preserva o antigo armazém que funcionava no local. Em Antígua diversas agências de viagens oferecem passeios para o Vulcão Pacaya, este vulcão está ativo e é possível, pela trilha, chegar muito próximo à lava. Também se oferece passeios para Chichicastenango nas quintas e domingos, tradicional feira típica onde se oferta de tudo: artesanias, tecidos, ervas medicinais e inclusive se pode observar rituais xamanicos. Nós optamos, pelo aperto do tempo, fazer o passeio aos pueblos próximos à Antigua e ir a Lago Altitlan.

O Lago Altitlan, foi formado pela erupção de um vulcão, sua água cristalina e sua grande profundidade são devido a essa formação. Além de curtir a beleza desta paisagem espetacular é possível fazer passeios de barco até os diversos pueblos de origem maia que habitam a margem do lago.

Uma dica é pedirem auxílio de algum guia que se oferecem ao ancorar o barco nos pueblos, assim é possível aprender muito sobre a cultura deste lugar, como visitar as igrejas sincretistas dos povos, misto de sua crença original nos santos maias com o catolicismo, introduzido pelos colonizadores. Também é possível conhecer a cultura e a história dos trajes das mulheres que estão ilustradas na moeda de 25 centavos do país. Soubemos, inclusive, que em alguns lugares é permitido o casamento de um homem com várias mulheres, esta medida se justifica pelo fato de haver muitas mulheres viúvas de maridos que morreram na guerra civil.

Para finalizar nossa estadia em Antígua, fizemos o passeio aos pueblos ao redor, ricos em arquitetura colonial e artesanias locais. Ali vimos mulheres lavando roupas em praça pública, outras tecendo verdadeiras obras de arte, e tive a oportunidade de experimentar a roupa típica, que apesar de serem peças lindas, acho que não combinou muito, veste muito melhor nelas!


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Histórias na Garagem, design e artesanato juntos em Porto Alegre

15 de agosto de 2013 0

Sócias desde sempre, as designers e irmãs gêmeas Tina & Lui, partilharam um sonho que cresce a cada dia , o desenvolvimento e valorização do artesanato regional como fonte de renda para comunidades locais. Desde de 1997 as arquitetas ,de formação, criaram oficinas com o apoio do Sebrae para qualificar e capacitar artesãos do Rio Grande do Sul no sentido de tornar seus produtos mais atrativos e competitivos no mercado. O sucesso trouxe um emprendimento em Porto Alegre.

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Particularmente adoro tudo que é produzido pela dupla e desde 2011, com a abertura da Histórias na Garagem , na Félix da Cunha 1167, fomos agraciados com um local fixo que vende tudo que é criado pelo projeto e mais alguns outros objetos artesanais vindos de outras partes do Brasil e do Mundo.

Um dos projetos pioneiros foi a parceria com o grupo Ladrilã, reunindo artesão de Pelotas , Pedras Altas e Jaguarão que buscou trabalhar a lã em objetos alegres e utilitários , fugindo do conceito de inverno e vestuário.

Ontem na feira Casa Brasil de design em Bento Gonçalves tive o prazer de ver in loco o trabalho que acaba de ser realizado na região da Serra com o título de Cantina Benta. Conversei com algumas artesãs que são puro orgulho em ver suas obras expostasnum ambiente frequentado por um público jovem, exigente e que desperta para a valorização das raízes , com releituras muito particulares.

Aproveito para dizer que a feira Casa Brasil foi muito surpreendente pela qualidade e diversidade e forma do que apresenta. Adorei e recomendo muito , um programa para qualquer pessoa que goste de design contemporâneo. Em 2013 vai até dia 16 de agosto nos pavilhões da Fenavinho, mas 2014 tá aí!

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Eslovênia , um primeiro olhar por Lizete Maestri

14 de agosto de 2013 0

A Eslovenia, hoje um pais com território de 20.000 km2 (sendo metade florestas), é um lugar aprazível e surpreendente. Já pertence à Comunidade Europeia e sua moeda é o Euro.

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No livro de Paulo Coelho , “Veronica decide morrer ” a protagonista se pergunta : como pode alguém não saber onde fica a Eslovênia . Confidencio que muita gente não sabe. Por isto aqui vai um mapinha de localização.

Map of Slovenia

Um pouco da história, resumidamente: até a primeira Guerra Mundial era um pequeno reino, pertencente ao Império austro-hungaro, à exceção do período de 1809 a 1813 quando foram libertos por Napoleão (por quem cultuam um certo apreço até hoje). De 1918 a 1945 passou a fazer parte do reino dos sérvios, croatas e eslovenos. Em 1945 era uma das regiões que constituíam a República Popular Federal da Yoguslávia e, de 1963 a 1991 pertencia à Republica Federal Socialista da Yoguslávia, governada na maior parte do período por Tito.

Era uma das regiões mais desenvolvidas daquela República e em 25 de junho de 1991 se tornou pais independente, após plebiscito.

Lago verde-esmeralda, com águas tranquilas, na cidade de BLED – uma natureza idílica e intacta – com, claro, um castelo medieval e uma igreja barroca.

Fotos da capital, Ljubljana, mas que se pronuncia Liubliana (mais simples, né?)

A capital tem 300 mil habitantes e é uma cidade universitária, com 64 mil alunos. Assim, em face o grande número de jovens, a cidade, apesar de ser da época medieval, tem características modernistas, sendo vibrante e agitada, principalmente ao final da tarde em seus bares, restaurantes e danceterias que margeiam os dois lados do rio Ljubljanica.

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O dragão é o simbolo da cidade, e o encontramos em estátuas, pontes e locais públicos. Segundo conta uma lenda, Liubliana era dominada por um terrível dragão que costumava atirar fogo para aterrorizar seus habitantes a partir de uma das torres do castelo. Depois de muito tempo de solidão e destruição, o dragão apaixonou-se por uma doce fêmea e deles teria nascido o primeiro dragão artista do mundo, um menino que não fez as vontades do pai.

Vale a pena um passeio de barco pelo rio e a subida, por funicular ( 4 euros), ao Castelo-fortaleza construído no século XII, de onde se tem ótima vista da cidade.

A comida, com muita influencia italiana, é gostosíssima e a bebida tradicional – Zganje – é um licor (alguns dizem feito de ameixa, outros dizem feita de mirtilo). Não importa, o sabor é esplendido, principalmente após uma boa e barata refeição (almoço: dois pratos e três cervejas: 46 euros + gorjeta).

Por fim, uma curiosidade: se na maioria das cidades europeias encontramos infinidades de cadeados presos em pontes e telas, aqui, o surpreendente foi ver pares de sapatos velhos pendurados em certas ruas. Mas ninguém soube nos explicar o porquê.

 

Um roteiro para amar a Croácia - Parte I

09 de agosto de 2013 23

Você já reparou que agora todo mundo só fala na Croácia?

 

Todo mundo ou foi, ou está indo, ou tem muita vontade de ir… como eu adoro inventar moda, já estava com uma certa implicância com a Croácia, mas acabei topando a parada, e neste verão europeu de 2013 fui passar uma temporadinha por aquelas bandas, e quer saber? Vou ter que dar o braço a torcer, a d o r e i!

A Croácia já foi invadida e dominada por vários povos ao longo da sua história, já foi grega, romana, integrou o império austro-húngaro e hoje procura esquecer sua história de guerra recente com a Sérvia e goza pela primeira vez uma autonomia, e desde  1 de julho de 2013 é o mais novo membro do mercado comum europeu.

Dito isto você já pode imaginar que a Croácia é uma grande mistura de estilos em todos os sentidos, culinária, arquitetura, etc, ela foi agregando  um pouco de cada cultura a qual foi submetida ao longo da sua longa existência. Mas vamos combinar que muito pouca gente vai a Croácia atrás de monumentos, museus e outras maravilhas feitas pela mão do homem, as pessoas vão a Croácia para curtir, relaxar e aproveitar o que a Croácia tem de melhor – as suas praias!

Praia na ilha de Hvar.

Nosso roteiro começou por Dubrovnik, fizemos um vôo Easy jet Paris/ Dubrovnik e as 9h da matina já estávamos desembarcando no verão. O custo do táxi até o centrinho é de mais ou menos $55 , tem também um ônibus que chega quase no mesmo lugar do táxi que custa bem menos.

Dubrovnik, a ilha em frente chama-se Lokrum, onde, reza a lenda, Ricardo coração de Leão, rei da Inglaterra, teria se refugiado após um naufrágio quando voltava das cruzadas em 1192.

Nem pense em chegar na Croácia nos meses de verão sem reserva de hotel, é pedir para se incomodar e o conselho vale também se você pretende alugar um carro. Eu sempre dou a dica, que já é manjada, mas funciona super bem que é o site de reservas de hotel http://www.booking.com   e para alugar carros gosto muito do http://www.economycarrentals.com  que faz um pool dos aluguéis mais baratos em quase todos os países do mundo.

O que você vai perceber é que a Croácia oferece muitos apartamentos para aluguel de curta temporada, as cidades tem feições medievais e nem sempre possibilita grandes hotéis no centro histórico, eu adoro ficar no  centrinho histórico e fazer tudo a pé, então minha opção foi um apartamento, que era ótimo, super novinho com todo o conforto, wi- fi free e de cara para coração da cidade. O nome do apartamento é Nijepresa Aptms, diárias de 175 euros e cabem até 4 pessoas.

As escadarias de Dubrovnik.

O coração do centro histórico em dia de casamento.

A famosa esplanada toda em piso de mármore com uma miscelânea de estilos.

Acho que 2 noites em Dubrovnik são suficientes, os passeios que você não pode perder é a caminhada à tardinha pelas muralhas da cidade, quando o calor já diminuiu e a cidade se cobre de uma luz sépia, ( 9 euros por pessoa) é muito legal, você percorre todo o centro histórico  pelas muralhas, tendo de um lado a cidade e do outro o mar, é lindo.

Aqui começa o percurso por cima das muralhas.

O porto de dentro de onde saem vários passeios para mergulhar, para a ilha de Lokrum.

Outro passeio imperdível é subir no bondinho até o forte imperial, um forte construído pelos franceses e que foi um marco de resistência na guerra recente da Croácia, enquanto Dubrovnik era bombardeada pelas forças Sérvias que chegaram muito perto da cidade , bravos soldados croatas resistiram e atacavam como podiam lá de cima a barreira inimiga.

A subida no bondinho custa em torno de 90 kunas por pessoa, é uma vista deslumbrante, mas importante, se você for no verão, suba depois das 19:30h, é o melhor horário, e depois veja o por do sol lá de cima, depois me conte!

Esta é a vista que se tem de Dubrovnik lá de cima.

Eu achei lindo fazer à tardinha quando tudo se cobre de uma luz dourada.

Lá em cima existe um museu no que sobrou do Forte que conta a história da Guerra e da bravura dos resistentes e tem um vídeo sobre o bombardeio de Dubrovnik, vale a pena ver, se a gente pensar em termos históricos, esta guerra aconteceu ontem! Este bombardeio foi em 1991, a maioria das pessoas com quem a gente conversa viveu os horrores da guerra.

A entrada do museu que conta um pouco da guerra recente e da bravura dos croatas que morreram defendendo a cidade.

 O forte ainda guarda marcas dos bombardeios dos Sérvios.

E a cereja do bolo – o deslumbrante por do sol lá de cima!

Quem disse que Dubrovnik não tem praia?

Pois naquele calor a gente olhava para aquele mar azuuuul e era quase como olhar para uma fonte de água no deserto, até que descobrimos o BUZA, um lugar bem descolado que fica nas muralhas e dá pra dar um mergulho no mar e ainda pegar um sol.

O BUZA é um lugar perfeito para dar um mergulho  e depois tomar um vinho gelado!

No outro patamar depois de vários banhos a gente sentou na sombra e tomou um ótimo rose croata, bem gelado, please!

A Croácia é grande produtora de vinhos, e pode tomar tranquilo, alguns são muito bons. O pais é tapado de parreiras e oliveiras.

Saindo dali na Praça da Igreja Jesuita, sentamos na Konoba Jezuite, um restaurante com mesas na rua e onde se come muito bem. Você vai ver muitos restaurantes na Croácia com esta denominação KONOBA, é algo assim como taverna, como a trattoria italiana, pode entrar tranquilo, normalmente é um lugar gerido pela família e a comida é ótima, comemos polvo grelhado com salada com vinho branco da casa, ahh os pequenos prazeres da vida… e a viagem está só começando!

Praça dos jesuitas.

Calamaris grelhado na Konoba Jezuite. Tá vendo bem? Calma isto é só o começo…

Uma outra dica se você está com vontade de uma boa massa com frutos do mar ou de pizza deliciosa é o tradicional Restaurante Wanda, comemos muito bem por lá.

Em Dubrovnik carro é totalmente desnecessário, então na manhã da partida fomos até o escritório da locadora e pegamos nosso carro, uma coisa que você deve estar muito atento que casualmente nesta viagem quase entramos numa roubada é de cuidar se você pegar o carro nos finais de semana os horários são bem mais restritos. Só para ilustrar eu tinha colocado o horário de pegar o carro as 16h e liguei para o escritório para pedir para antecipar para as 10h , o moço do outro lado da linha me disse que não só não tinha problema, mas que eu devia pegar cedo pois eles fechavam ao meio-dia.. já pensou? Ter que ficar lá até segunda? Então fique ligado, depois em outro post vou contar o que nos aconteceu no interior da Inglaterra,quase apanhei, foi uma loucura!

Foram 2 dias muito bem aproveitados, Dubrovnik  é uma cidadezinha muito acolhedora, linda imperdível em qualquer roteiro na Croácia.

 

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